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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Declaração da Bahia – documento da Cúpula dos Povos do Sul

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=48402

17 DE DEZEMBRO DE 2008 - 03h02

Declaração da Bahia: o que pensam os povos latino-americanos


Está lançada a Declaração da Bahia – o documento oficial da Cúpula dos Povos do Sul, realizada em Salvador, de 12 a 15 deste mês. A expectativa dos movimentos organizados da América Latina e do Caribe era divulgar a declaração ainda no domingo (14), durante a plenária final da cúpula. O adiamento, porém, foi inevitável.


A essência do texto original – com destaque para a integração latino-americana – permanece inalterada. Mas uma série de emendas, apresentadas e discutidas na plenária final, obrigou os organizadores a adiar o anúncio do documento, que se tornou público apenas nesta terça-feira (16).

A Declaração da Bahia seguiu para a Costa do Sauípe, onde foi entregue aos chefes de Estado que participam até esta quarta-feira (17) da 1ª Calc (Cúpula de Presidentes da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento). O ponto de partida é a crise que assola as economias do mundo.

O texto leva em conta “as mudanças que estão acontecendo no cenário mundial por ocasião do desencadeamento da crise econômica do sistema capitalista, que é produto das políticas neoliberais da globalização que têm levado a humanidade a uma profunda crise energética, alimentar, climática e social e que agora se expressam na crise econômica e financeira”.

Conforme o documento, a principal deliberação dos movimentos da região é “assumir o compromisso de aprofundar a integração a partir dos povos, nesse momento histórico de luta e mobilização da América Latina e Caribe, construindo a soberania popular.”

Propondo seis “alternativas a partir dos povos”, a Declaração da Bahia traz, no seu remate, uma convocação: “Chamamos os povos da América Latina e do Caribe à mobilização para avançar na integração regional e na preservação das conquistas realizadas e da democracia, construindo alternativas de mudança social que nos permitam a realização de uma sociedade mais justa, equitativa e soberana”.

Confira abaixo as resoluções da Cúpula dos Povos do Sul


Documento final da Cúpula dos Povos do Sul
Salvador, Bahia, Brasil - 12 a 15 de dezembro de 2008


Representantes de organizações e movimentos sociais da América Latina e do Caribe, reunidos por ocasião da realização histórica de cinco cúpulas simultâneas de presidentes do Mercosul, União das Nações Sul-americanas (Unasul), da Associação Latino-americana de Integração (Aladi), do Grupo do Rio e da América Latina e Caribe, em Salvador, Bahia.

Assumindo o rumo que marcam os resultados das Cúpulas dos povos realizadas em Posadas 2008, Lima 2008, Santiago do Chile 2007, Cochabamba 2006 e Mar del Plata 2005.

Reafirmando que homens e mulheres da América Latina e Caribe vimos construindo a integração a partir dos povos, avançando na disputa pela profunda transformação do modelo produtivo atual em uma perspectiva soberana, sustentável e justa.

Considerando as mudanças que estão acontecendo no cenário mundial por ocasião do desencadeamento da crise econômica do sistema capitalista, que é produto das políticas neoliberais da globalização que têm levado a humanidade a uma profunda crise energética, alimentar, climática e social e que agora se expressam na crise econômica e financeira.

Observando que sob a condução do atual governo dos Estados Unidos busca-se dividir a região, reeditar a fracassada proposta da Alca e aprofundar os esquemas de livre comércio, abertura aos investimentos, endividamento em vários países e militarização e que a União Européia busca impulsionar políticas similares em nossa região.

Reconhecendo, não obstante, que alguns governos da região iniciaram caminhos alternativos de desenvolvimento propondo novas formas de organização econômica, constatamos a manutenção das políticas neoliberais que têm conduzido muitos povos ao aprofundamento da pobreza, à discriminação e ao abandono da capacidade dos Estados de promover o desenvolvimento econômico e social.

Declaramos:

Assumir o compromisso de aprofundar a integração a partir dos povos, nesse momento histórico de luta e mobilização da América Latina e Caribe, construindo a soberania popular.

Por isso, consideramos que a saída à crise econômica global deve ter como resposta estratégica a integração soberana dos países da região e a construção de uma nova ordem internacional econômica, financeira, baseada na solidariedade, na justiça e no respeito à natureza; que valorize o trabalho e que incentive o direito ao desenvolvimento sustentável dos países do Sul. As Américas que queremos construir na perspectiva dos povos devem fundar-se nos valores de solidariedade, da superação do patriarcado e ser, necessariamente, anti-racista, respeitosa das culturas dos povos originários e da diversidade como um valor a ser defendido. Nesse sentido, saudamos e nos solidarizamos com os processos constitucionais em curso na Bolívia e no Equador. Vemos com satisfação que na região estão sendo impulsionados a autonomia, o fortalecimento dos mercados internos, o abandono do dólar como referência nos câmbios internacionais, a dotação de uma capacidade financeira própria e a mudança de esquemas ilegítimos de endividamentos, como o ilustra o caso da auditoria no Equador. E também o fortalecimento da democracia e da autodeterminação, a não ingerência em assuntos de outros Estados e a busca de uma relação respeitosa e fraterna entre as nações.

Assinalamos com agrado que têm surgido propostas de integração que refletem o sentimento popular de aumentar os laços solidários, a cooperação, o intercâmbio mutuamente benéfico e a superação das iniqüidades.

Ao mesmo tempo, vemos com preocupação que ainda se mantém os esquemas neoliberais e o modelo predatório, mono-produtivo, orientado à exportação de recursos naturais e baseado na construção de mega-projetos dirigidos à consolidação desse modelo que produz incalculáveis prejuízos aos povos originários, às mulheres, às comunidades camponesas, às fontes de água, ao meio ambiente e ao desenvolvimento social; como também se mantém um modelo energético não sustentável.

Assinalamos que a manutenção das políticas de livre comércio é um obstáculo para a integração dos povos, para a justiça social, para a soberania e para a democracia; e que qualquer esforço com vistas a retomar as negociações de liberalização na Organização Mundial do Comércio (OMC) contribuirá para manter a injusta ordem internacional, para aprofundar a crise alimentar e climática, bem como os TLCs e Aspan (Aliança de Segurança e Prosperidade da América do Norte), que precisam ser rechaçados para que a integração que queremos possa avançar.

Por essas razões, propomos como alternativas a partir dos povos:

1. Vincular o processo de integração à mudança no modelo produtivo, assegurando a soberania alimentar, que somente pode ser alcançada com o aprofundamento de uma Reforma Agrária que permita planejar e controlar a produção de alimentos para atender às necessidades dos povos; revalorizando a cultura agroalimentar dos mesmos, em uma nova organização da vida e das relações no campo e na cidade. A integração deve incluir também a complementaridade das economias e o fomento à produção sustentável. A biodiversidade e o conhecimento tradicional são patrimônio de nossos povos, por isso exigimos o cumprimento do Convênio 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas (da ONU). Assegurar que o uso humano e a preservação das fontes e aquíferos vitais para o abastecimento público estejam em primeiro lugar no ordenamento jurídico e administrativo de nossos países; que seja efetivado um Comitê Latino-Americano e Caribenho para o monitoramento e enfrentamento das causas e consequências do aquecimento global; e que seja garantido aos povos originários e tradicionais o respeito nos processos de desenvolvimento e prioridade na aplicação dos fundos para a reparação das injustiças climáticas que atingem nossos países.

2. Garantir a soberania dos países sobre os bens naturais e suas fontes energéticas, que não poderá ser alcançada em detrimento da soberania alimentar e do meio ambiente e que permita alcançar o bem-estar de seus povos. Chamamos os governos da região a buscar soluções dentro de marcos de justiça e solidariedade ante a demanda do povo paraguaio em torno à renegociação dos Tratados de Itaipu e Yaciretá.

3. Assegurar a primazia dos direitos humanos, a vigência e exigibilidades dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, adotando os instrumentos legais para isso. Exigimos garantir os direitos das/os migrantes e a livre circulação de pessoas e não somente o fluxo de capital e mercadorias. Demandamos o compromisso dos governos em ratificar os Convênios 97 e 143, da OIT e a Convenção da ONU sobre os Direitos dos Trabalhadores e Migrantes e suas Famílias.

4. Considerando que os trabalhadores/as são duramente atingidos pela atual crise do capitalismo com demissões em massa, redução de salários e flexibilização de direitos, exigimos medidas que protejam os interesses do trabalho e façam com que os ricos paguem o preço da crise. Defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; condicionar a liberação de recursos públicos para empresas com dificuldades em manter o nível de emprego; ampliar o seguro desemprego; ratificar e aplicar a Convenção 158 da OIT e proibir as demissões em massa.

5. Denunciar a criminalização das mulheres em sua luta pela autonomia e pelo direito a decidir sobre seus corpos e suas vidas na luta pela legalização do aborto.

6. Por entender que o acesso à saúde pública de qualidade é um direito de todas/os, reivindicamos que os medicamentos e a propriedade intelectual não sejam incluídos na agenda da OMC. Desejamos que os países tenham a possibilidade de construir um modelo alternativo de patentes que sirva a seus povos, e mecanismos de transferência de tecnologia a serviço da soberania popular.

7. O modelo capitalista atual não é capaz de oferecer terra urbana e habitação em localização segura aos trabalhadores/as; denunciamos que o financiamento do Banco Mundial (BM) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) nas cidades ataca o direito da população ao meio ambiente. Necessitamos da democratização dos espaços públicos das cidades, com políticas intersetoriais de saneamento, esporte e lazer; além da redefinição das prioridades do gasto público orientado a políticas redistributivas.

8. É necessário o fortalecimento da educação como um bem público, social, um direito universal e um dever do Estado. Exigimos a retirada da educação dos acordos da OMC. Reafirmamos a necessidade de uma cooperação e integração tecnológica e científica baseada em valores solidários, justos e soberanos.

9. Demandamos a democratização dos meios de comunicação da América Latina e Caribe.

10. Adverte-se sobre o perigo que representa a IV Frota (imperial) dos Estados Unidos, que ameaça a paz na região; expressamos nosso mais categórico rechaço à presença do Comando Sul em nosso continente. Nos juntamos à exigência do povo haitiano para o imediato processo de retirada de todas as forças armadas estrangeiras. Celebramos a ratificação do Equador para a retirada definitiva da Base de Manta e sua auditoria e demandamos que não se desloque a base do Equador para o Peru. Denunciamos a crescente criminalização e judicialização do protesto social, como também a implementação das chamadas leis antiterroristas e advertimos uma nova ofensiva estadunidense para homologar nosso marco jurídico regional com a Lei Patriota norte-americana.

11. As instituições financeiras multilaterais são as principais responsáveis pelas atuais crises econômica, climática, alimentar e energética. Os povos necessitamos de outras instituições; somente sua reforma significará apenas o aprofundamento da crise e resultará em uma nova etapa de endividamento ilegítimo para nossos países. Reclamamos aos governos da América Latina e do Caribe que se retirem dessas instituições, incluindo o Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI); uma simples reforma no sistema de poder de decisão não superará sua lógica. As dívidas ilegítimas que são cobradas de nossos países já foram pagas várias vezes, e representam um mecanismo de dominação. Exigimos o reconhecimento do direito ao não pagamento e queremos o compromisso dos governos de priorizar os direitos dos povos e da natureza sobre o pagamento da dívida financeira ilegítima. Celebramos o não pagamento da dívida decidido pelo governo equatoriano, respaldado por um processo de auditoria e nos solidarizamos com a intenção de iniciar novos processos no Paraguai, na Bolívia, na Venezuela e a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da dívida no Brasil. Conclamamos os demais governos da região e do mundo a respaldar a ação soberana do governo equatoriano, a empreender iniciativas similares e a avançar na criação de novas instituições, como o Banco do Sul, que podem contribuir na construção de uma nova arquitetura financeira regional e global.

12. Demandamos que os governos reconheçam a dívida ecológica e que destinem recursos para a necessária reparação ambiental.

13. Fortalecer e dotar de ferramentas eficazes e equitativas os processos de integração em curso, buscando sua convergência e superando suas deficiências, especialmente no que se refere a dotá-los de uma institucionalidade operante, de garantias para a superação das assimetrias, de resolução dos conflitos por meio do diálogo e tendo como meta permanente o benefício da população.

14. Pedimos a plena reintegração de Cuba à comunidade latino-americana e caribenha, a eliminação do bloqueio à Ilha e a liberdade para os Cinco Patriotas Cubanos presos injustamente nos cárceres dos Estados Unidos.

15. Exigimos a liberdade e o fim da perseguição das feministas nicaraguenses presas por defender os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

16. Exigimos o fim da criminalização dos movimentos sociais em nossa região.

Chamamos os povos da América Latina e do Caribe à mobilização para avançar na integração regional e na preservação das conquistas realizadas e da democracia, construindo alternativas de mudança social que nos permitam a realização de uma sociedade mais justa, equitativa e soberana.

Salvador, Bahia, Brasil

14 de dezembro de 2008

Al-Jazira afirma que al-Zaidi é comunista

16 DE DEZEMBRO DE 2008 - 17h47

Al-Jazira afirma que al-Zaidi é comunista



Preso há dois dias, depois de arremessar seus sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush — que esquivou-se e não sofreu o impacto de nenhum dos dois sapatos —, o jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi transformou-se em uma vívida polêmica na Internet, no Iraque e no resto do mundo.

Por Humberto Alencar



Retrato de al-Zaidi, em sua casa

Bush esteve no último fim de semana no Iraque, em uma visita "supresa" que pretendia acertar os últimos detalhes de um acordo com o governo local para a retirada das tropas de ocupação do país.


Em uma coletiva concedida domingo (14), junto com o premiê iraquiano Nouri al-Maliki, Bush foi atacado pelo jornalista, que lançou contra o presidente os seus dois sapatos, um ato considerado humilhante na cultura árabe.


Al-Zaidi foi preso em seguida, acusado de atentar contra a dignidade de um chefe de estado. Preso desde então, supostamente teria sido surrado na cadeia, tendo o braço esquerdo partido pela ação policial.


Apoiado por parte da população do país, que foi às ruas pedir pela sua libertação na última segunda-feira (15), o jornalista teve sua vida dissecada pela mídia ao redor do mundo.


A rede de televisão catariana al-Jazira informou nesta terça-feira (16) que al-Zaidi nasceu na cidade de Amarah, no sul do país e é um solteirão convicto aos 29 anos de idade.


Se recusa terminantemente a aceitar a ocupação do seu país pelos americanos, comportamento que a rede catariana atribui a sua filiação a partidos de esquerda do país.


Segundo ela, al-Zaidi pertencera ao Partido dos Trabalhadores Comunistas do Iraque, que se fundiu há dois anos com o Partido Comunista do Iraque.


A emissora diz também que ele foi um ativo membro da União dos Estudantes iraquianos, "que é uma das janelas do Partido Comunista".


Graduado pela Faculdade de Informações de Bagdá, al-Zaidi trabalhou pela primeira vez em um canal da americana CBS, no qual realizou seus primeiros trabalhos jornalísticos.


A al-Jazira diz também que al-Zaidi foi sequestrado por um grupo desconhecido, em meados de novembro de 2007 e libertado "após três semanas, em condições que não foram divulgadas".


As informações foram divulgadas no site em língua árabe da emissora catariana.


Da redação

'Sapatos contra Bush, o golpe final', diz Saramago

http://www.vermelho.org.br

16 DE DEZEMBRO DE 2008 - 15h02

'Sapatos contra Bush, o golpe final', diz Saramago

O prêmio Nobel português José Saramago disse nesta terça-feira (16) que os sapatos atirados contra Bush pelo jornalista iraquiano no último domingo, no Iraque, é o golpe final na sua administração.

"Nos faltava o golpe final, nos faltavam esses sapatos que um jornalista da televisão iraquiana lançou sobre a mentirosa e descarada fachada que tinha em frente", sublinha o escritor português em uma nota que foi publicada em seu blog pessoal.

Para o premiado intelectual, a cena registrada na capital iraquiana provoca um riso imediato e lembra que Bush, "famoso por sua abissal ignorância e seus contínuos dislates lingüísticos, nos fez rir muitas vezes durante os últimos oito anos".

Mas Saramago também aponta que esse mesmo homem, "também famoso por outras razões menos atraentes, paranóico contumaz, nos deu mil motivos para que o detestássemos, a ele e a seus acólitos".

"Cúmplices na falsidade e na intriga, mentes pervertidas que fizeram da política internacional uma farsa trágica e da simples dignidade o melhor alvo da irrisão absoluta", agrega Saramago.

O octogenário intelectual assegura que o mundo, apesar do desolador espectáculo que nos oferece todos os dias, não merece um Bush.

"Tivemo-lo, sofrêmo-lo, a um ponto tal que a vitória de Barack Obama terá sido considerada por muita gente como uma espécie de justiça divina", continua.

Ao referir-se ao incidente em Bagdá, Saramago considera que os sapatos deveriam ter pés dentro deles e o objetivo do golpe seria a parte curva do corpo, onde as costas mudam de nome.

E conclui: "Mutazem al Kaidi (fique o seu nome para a posteridade) terá encontrado a maneira mais contundente e eficaz de expressar o seu desprezo. Pelo ridículo. Um par de pontapés também não estaria mal, mas o ridículo é para sempre. Voto no ridículo".

Agência Prensa Latina

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

5a Marcha da Classe Trabalhadora

Trabalhadores pegam a estrada para manifestação em Brasília

http://portalctb.org.br/site/index.php?option=com_content&Itemid=&task=view&id=2861


Sob a bandeira do “Desenvolvimento com valorização do trabalho”, milhares de trabalhadores marcharão pelas ruas de Brasília e Esplanada do Ministérios, na manhã desta quarta-feira (3), na 5a Marcha da Classe Trabalhadora. Convocada pelas centrais sindicais, a marcha terá como foco o combate aos impactos da crise econômica sobre os trabalhadores. Nos estados, onde começaram os preparativos da Marcha, vários ônibus em caravana já pegaram a estrada com destino à Brasília.



Cartazes espalhados pelo país

Os organizadores da Marcha lembram que os militantes em Brasília vão carregar, além da própria voz, faixas, adesivos, bandeiras e outros materiais para dizer ao governo que os ricos devem pagar a conta da crise, mas sabem que isso não acontecerá espontaneamente. “É preciso lutar para evitar que o ônus recaia sobre os trabalhadores e trabalhadoras. A marcha deve ser um momento alto desta luta”, explica o secretário geral da CTB, Pascoal Carneiro.


A concentração da 5a Marcha será no Estádio Mané Garrincha, às 5 horas da manhã. A partir das 9 horas, os manifestantes seguirão até o Congresso Nacional. A Marcha deste ano cresceu em importância devido a crise econômica. Os trabalhadores querem marcar posição em defesa do emprego e da renda contra a crise financeira internacional.

Importância maior


Este ano, são esperadas 30 mil pessoas, um número muito superior ao do ano passado – de sete mil manifestantes. Segundo Pascoal Carneiro, a grande mobilização ocorre em função das bandeiras de reivindicações, todas muito importantes, como a redução da jornada de trabalho e a ratificação da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão imotivada (sem justa causa).


Ele anuncia que, além da Marcha, os líderes sindicais vão cumprir uma extensa agende de reuniões nos ministérios, que se estenderão até a quinta-feira (4). Em cada uma das Pastas serão discutida a pauta pertinente.


Para o dirigente cutista, Júlio Turra, é preciso exigir medidas de emergência em defesa dos trabalhadores frente à crise financeira que se apresenta. “A prioridade é conter as ondas de demissões que já estão em curso, inclusive em empresas que pediram socorro ao governo. A melhor maneira de garantir empregos é defender os que realmente constroem a nação, que são os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade”, enfatiza.


Outras bandeiras


As mulheres de todo país, do campo e da cidade, também estão se preparando para a Marcha em Brasília. A secretária sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane da Silva, anunciou que as mulheres participaram ativamente do processo de construção da Marcha, desde a sua preparação nos estados até chegar a Brasília, comparecendo em todas as plenárias realizadas nos estados e nos ramos.


E destaca que todos os temas da 5a Marcha está pautado na transversalidade de gênero, “pois para construímos um modelo de desenvolvimento centrado na valorização do trabalho e distribuição de renda é necessário pensar políticas públicas e de emprego para os setores mais vulneráveis na sociedade, e as mulheres são as primeiras e principais vítimas do desemprego e da rotatividade.”


Os professores de todo o País também participarão da Marcha com a preocupação de destacar a luta pela garantia do piso salarial de R$950,00. A categoria quer reforçar a campanha que vem promovendo, junto com os parlamentares, para derrotar os governadores que querem evitar, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), ajuizada no Supremo Tribunal Federal, o cumprimento de lei do piso nacional.


De Brasília
Márcia Xavier
Com agências



Fonte: Vermel
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Fatos e dados sobre o Tibet




BEIJING, 14 abr (Xinhua) -- La región autónoma del Tíbet, que cubre una octava parte del territorio de China, tiene una población de 2,8 millones de personas; y ha lograo un rápdio desarrollo en los últimos años.

Economía:

La economía del Tíbet ha crecido en una tasa anual del 12 por ciento o más durante los últimos siete años. En 2007, el producto interno bruto (PIB) fue de 34.200 millones de yuanes (4.880 millones de dólares), lo que supuso 12.000 yuanes per cápita -- duplificando la cifra de 2002. El ingreso neto per cápita de agricultores y pastores registró un crecimiento de doble dígito en un quinto año consecutivo y llegó a los 2.788 yuanes en 2007.

Educación:

Durante los últimos cinco años, el gobierno regional ha invertido los 8.220 millones de yuanes en la educación para mejorar las instalaciones de enseñanza y elevar las tasas de alfabetismo y la calidad de la educación. Los subsidios anuales enfocados en los niños de agricultores y pastores tibetanos se han incrementado de los 353 yuanes de hace 22 años a un promedio de 1. 450 yuanes en 2007.

Vivienda:

En 2006, el gobierno regional llevó a cabo un programa de construcción de viviendas para 220.000 familias de agricultores y pastores para el 2010. Más de 570.000 personas se han trasladado a residencias nuevas y la inversión del gobierno regional ha totalizado 1.300 millones de yuanes. El área de vivienda per cápita para los pastores tibetanos ha alcanzado 36,4 metros cuadrados, 16,8 metros cuadrados más que la registrada antes de la puesta en marcha del proyecto.

Medio ambiente:

Durante el X Plan Quinquenal (2001-2005), más de 120 millones de yuanes fueron destinados para proteger las zonas húmedas y las praderas en el Tíbet. Las autoridades regionales han restringido la minería de oro y otros materiales para conservar recursos y proteger el ambiente. Se han establecido 38 reservas naturales, con una superficie de 408.300 kilómetros cuadrados, que representan el 34 por ciento del área regional. Fuentes del departamento regional de protección ambiental del Tíbet afirmaron que otros 10.000 millones de yuanes se utilizarán para poner en marcha 14 proyectos relacionados con el medio ambiente antes de 2030.

Salud:

Según el departamento regional de salud pública del Tíbet, el 100 por ciento de los agricultores y pastores, que representan el 80 por ciento de la población de la región, ha sido incluido en el sistema de asistencia médica para recibir el cuidado médico gratuito. La esperanza de vida media se ha elevado de los 35,5 años en la década de los años 50 a los 67 años de la actualidad.

Etnias y religiones:

Según el último censo realizado en 2000, la población de tibetanos había aumentado de 1,2 millones en 1964 a más de 2,41 millones en 2000, cifra que supone el 92 por ciento de la población total de la región. Entre los diputados recién elegidos para la asamblea popular regional de los niveles regional, prefectural y municipal en 2008, más del 80 por ciento fue de origen tibetano o de otras minorias étnicas, así como el 90 por ciento de los diputados a las asambleas populares de los niveles distritales y de poblado. El gobierno central ha colocado más de 700 millones de yuanes desde 1980 para dar mantenimiento a 1.400 monasterios y lugares declarados patrimonio cultural. El Tíbet cuenta con más de 1.700 sitios religiosos del budismo tibetano que acomoda a 460.000 monjes y monjas, cuatro mezquitas con 3.000 musulmanes, y una iglesia católica para 700 creyentes.


http://www.spanish.xinhuanet.com/spanish/2008-04/12/content_616656.htm

LHASA, 12 abr (Xinhua) -- El Buró Regional de Estadísticas del Tíbet ha publicado el resultado de los censos en la región, que demuestran que el grupo étnico de los tibetanos comprende el 92,6 por ciento de la población, mientras que la población Han no ha excedido el 6 por ciento desde el año 1959.

Los datos y cifras dados a conocer por esta oficina, junto con otros documentos, refutan las afirmaciones del Dalai Lama, donde señala que los tibetanos están volviéndose una minoría en su pueblo natal.

En ese informe se destaca que en 1951 la población del Tíbet era de 1,14 millones de personas, mientras que a finales de 2007 la población del Tíbet sumó 2,84 millones de habitantes, lo que significa un incremento interanual de 31.500 personas. Entre los residentes permanentes, más de 2,5 millones, o el 95,3 por ciento, son tibetanos.

La política de planificación familiar de China, que limita a la mayoría de las parejas urbanas a tener un niño y a las familias rurales a no más de dos, y que fue adoptada desde finales de la década de los años setenta del siglo pasado, no es obligatoria para los tibetanos. En consecuencia, la tasa de nacimiento y la tasa de crecimiento natural en el Tíbet han estado sobre el nivel medio nacional desde el año 1970.

Se da a conocer además que las epidemias, incluyendo la viruela, el cólera y la escarlatina, que fueron rampantes en la región, actualmente están bajo control, mientras que el índice de mortalidad de mujeres embarazadas ha decrecido del 5 por ciento en 1959 al actual 0,399 por ciento, y el índice de mortalidad infantil se ha reducido desde el 45 por ciento hasta el 0,31 por ciento.

También se señala que la esperanza de vida de los tibetanos llega a 67 años de edad, que casi duplica la cifra de 1950. De hecho la mujer de mayor edad en la región, Amai Cering, celebró recientemente su cumpleaños número 117 el pasado mes de marzo.

Además, el promedio de ingresos de la población urbana en el Tíbet alcanzó los 11.131 yuanes (1.590 dólares) el año pasado, un alza del 24,5 por ciento. El ingreso neto per cápita de los campesinos y pastores se situó en los 2.788 yuanes, un incremento del 14,5 por ciento. El gobierno central hará que la cifra alcance a los 3.820 yuanes antes del año 2010, nivel aproximado al promedio nacional para el campesinado.

Se indica en este reporte que en 2007, el producto interno bruto (PIB) regional sumó más de 34.200 millones de yuanes, con un aumento del 14 por ciento, lo que supone casi 12.100 yuanes per cápita.

Antes de 1951 en la región, menos del 2 por ciento de los niños tibetanos se habían matriculado en escuelas y el índice de analfabetismo para los jóvenes y adultos de edad mediana era de 95 por ciento.

Con la actual política de educación en el Tíbet, se permite a los estudiantes urbanos recibir la enseñanza gratuita obligatoria de nueve años y el índice de analfabetismo ha caído al 4,8 por ciento para jóvenes y adultos de edad mediana, mientras que el índice para toda la población registra menos del 30 por ciento.


Fonte: Xinhua

sábado, 22 de novembro de 2008





































Site divulga Encontro Internacional de 73 PCs, em São Paulo

Ter, 11 de Novembro de 2008 15:06
O site do PCdoB (http://www.pcdob.org.br) colocou na internet uma página especial dedicada ao 10º Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Operários, que acontecerá em São Paulo, de 21 a 23 de novembro. Entre outras informações, a página informa quais os partidos que já confirmaram o envio de delegações ao encontro.

Socialismo é saída para crise, diz Renato Rabelo

“Esta crise não pode ser resolvida de forma efetiva nos marcos do sistema capitalista. A verdade se impõe: o tempo vai confirmando que a saída de fundo é o socialismo”. A declaração foi dada nesta manhã pelo presidente do PCdoB, Renato Rabelo, durante abertura do 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários, que acontece até domingo (23) no Novotel, centro de São Paulo. O Vermelho reproduz, a seguir, a íntegra da apresentação feita pelo dirigente brasileiro.


Assista o Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=z9VaCop1N4M

Partidos Confirmados



Ter, 11 de Novembro de 2008 18:05
1. África do Sul - Partido Comunista Sul Africano
2. Alemanha – Partido Comunista Alemão (DKP)
3. Argélia – Partido Argelino para a Democracia e o Socialismo
4. Argentina – Partido Comunista da Argentina
5. Belarus - Partido Comunista de Belarus
6. Bélgica – Partido do Trabalho da Bélgica
7. Bolívia - Partido Comunista da Bolívia
10. Brasil – Partido Comunista do Brasil – PCdoB
11. Brasil - Partido Comunista Brasileiro – PCB
12. Bulgária - Partido Comunista da Bulgária
13. Canadá - Partido Comunista do Canadá
14. Chile – Partido Comunista do Chile
15. China - Partido Comunista da China
16. Chipre - Partido Progressista do Povo Trabalhador do Chipre (AKEL)
17. Colômbia – Partido Comunista Colombiano
18. RPD Coréia - Partido do Trabalho da Coréia
19. Cuba - Partido Comunista de Cuba
20. Dinamarca - Partido Comunista da Dinamarca
21. Dinamarca - Partido Comunista Dinamarquês
22. Equador - Partido Comunista do Equador
23. Espanha- Partido Comunista dos Povos da Espanha
24. Estados Unidos – PC dos Estados Unidos da América
25. França - Partido Comunista Francês
26. Geórgia – Partido Comunista Unificado da Georgia
27. Grã-Bretanha – Partido Comunista da Grã Bretanha
28. Grécia - Partido Comunista da Grécia
29. Holanda – Novo Partido Comunista da Holanda
30. Hungria - Partido dos Trabalhadores Comunistas da Hungria
31. Índia – Partido Comunista da Índia
32. Índia - Partido Comunista da Índia (Marxista)
33. Irã - Partido Tudeh do Irã
34. Iraque – Partido Comunista Iraquiano
35. Irlanda - Partido Comunista da Irlanda
36. Irlanda - Partido do Trabalho da Irlanda
37. Itália – Partido da Refundação Comunista
38. Itália - Partido dos Comunistas Italianos
39. Laos - Partido Popular Revolucionário do Laos
40. Letônia - Partido Socialista da Letônia
41. Líbano - Partido Comunista Libanês
42. Luxemburgo – Partido Comunista de Luxemburgo
43. México - Partido dos Comunistas do México
44. Nepal – Partido Comunista do Nepal (UML)
45. Noruega – Partido Comunista da Noruega
46. Palestina – Partido Comunista Palestino
47. Palestina - Partido do Povo Palestino
48. Panamá – Partido do Povo do Panamá
49. Paquistão - Partido Comunista do Paquistão
50. Paraguai – Partido Comunista Paraguaio
51. Peru - Partido Comunista do Peru – Pátria Roja
52. Peru - Partido Comunista Peruano
53. Portugal - Partido Comunista Português
54. República Tcheca - Partido Comunista da Bohemia & Morávia
55. Rússia – Partido dos Trabalhadores Comunistas da Rússia
56. Rússia - Partido Comunista da Federação Russa
57. Sérvia - Novo Partido Comunista da Iugoslávia
58. Síria - Partido Comunista Sírio
59. Síria - Partido Comunista Sírio - Khaled Bagdash
60. Suécia – Partido Comunista Sueco
61. Suécia - Partido Comunista da Suécia (SKP)
62. Turquia – Partido Comunista da Turquia – TKP
63. Ucrânia -União dos Comunistas da Ucrania
64. Uruguai -Partido Comunista do Uruguai – Frente Ampla
65. Venezuela – Partido Comunista da Venezuela
66. Vietnã - Partido Comunista do Vietnã
67. Tribuna Democratica Progressista de Bahrain
68. Partido Comunista da Finlândia


Fonte: www.vermel
ho.org.br

sábado, 25 de outubro de 2008

Debate mostra despreparo de Castelo e segurança de Flávio Dino

A satisfação de uma torcida com seu time pode ser medida pela presença no estádio durante o jogo. No caso do debate entre Flávio Dino (PCdoB) e João Castelo (PSDB) o termômetro da militância serviu para medir o desempenho dos candidatos. Já no terceiro bloco do debate da TV Mirante, na noite desta sexta-feira (24), a rua demarcada pela polícia para concentrar os partidários do tucano nas proximidades da emissora estava completamente vazia. Numa atuação que denotou a falta de projetos, Castelo deixou claro que não está preparado para assumir o cargo máximo da Ilha Rebelde.

29/09/2008 - A crise do capitalismo e a importância atual de Marx - Entrevista com Eric Hobsbawm

Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.

Marcello Musto - Sin Permiso

Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.

Eric Hobsbawm é considerado um dos maiores historiadores vivos. É presidente do Birbeck College (London University) e professor emérito da New School for Social Research (Nova Iorque). Entre suas muitas obras, encontra-se a trilogia acerca do “longo século XIX”: “A Era da Revolução: Europa 1789-1848” (1962); “A Era do Capital: 1848-1874” (1975); “A Era do Império: 1875-1914 (1987) e o livro “A Era dos Extremos: o breve século XX, 1914-1991 (1994), todos traduzidos em vários idiomas.

Entrevistamos o historiador por ocasião da publicação do livro “Karl Marx’s Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later” (Os Manuscritos de Karl Marx. Elementos fundamentais para a Crítica da Economia Política, 150 anos depois).

Nesta conversa, abordamos o renovado interesse que os escritos de Marx vêm despertando nos últimos anos e mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. Nosso colaborador Marcello Musto entrevistou Hobsbawm para Sin Permiso.

Marcello Musto: Professor Hobsbawm, duas décadas depois de 1989, quando foi apressadamente relegado ao esquecimento, Karl Marx regressou ao centro das atenções. Livre do papel de intrumentum regni que lhe foi atribuído na União Soviética e das ataduras do “marxismo-leninismo”, não só tem recebido atenção intelectual pela nova publicação de sua obra, como também tem sido objeto de crescente interesse. Em 2003, a revista francesa Nouvel Observateur dedicou um número especial a Marx, com um título provocador: “O pensador do terceiro milênio?”. Um ano depois, na Alemanha, em uma pesquisa organizada pela companhia de televisão ZDF para estabelecer quem eram os alemães mais importantes de todos os tempos, mais de 500 mil espectadores votaram em Karl Marx, que obteve o terceiro lugar na classificação geral e o primeiro na categoria de “relevância atual”.

Em 2005, o semanário alemão Der Spiegel publicou uma matéria especial que tinha como título “Ein Gespenst Kehrt zurük” (A volta de um espectro), enquanto os ouvintes do programa “In Our Time” da rádio 4, da BBC, votavam em Marx como o maior filósofo de todos os tempos. Em uma conversa com Jacques Attali, recentemente publicada, você disse que, paradoxalmente, “são os capitalistas, mais que outros, que estão redescobrindo Marx” e falou também de seu assombro ao ouvir da boca do homem de negócios e político liberal, George Soros, a seguinte frase: “Ando lendo Marx e há muitas coisas interessantes no que ele diz”. Ainda que seja débil e mesmo vago, quais são as razões para esse renascimento de Marx? É possível que sua obra seja considerada como de interesse só de especialistas e intelectuais, para ser apresentada em cursos universitários como um grande clássico do pensamento moderno que não deveria ser esquecido? Ou poderá surgir no futuro uma nova “demanda de Marx”, do ponto de vista político?

Eric Hobsbawm: Há um indiscutível renascimento do interesse público por Marx no mundo capitalista, com exceção, provavelmente, dos novos membros da União Européia, do leste europeu. Este renascimento foi provavelmente acelerado pelo fato de que o 150° aniversário da publicação do Manifesto Comunista coincidiu com uma crise econômica internacional particularmente dramática em um período de uma ultra-rápida globalização do livre-mercado.

Marx previu a natureza da economia mundial no início do século XXI, com base na análise da “sociedade burguesa”, cento e cinqüenta anos antes. Não é surpreendente que os capitalistas inteligentes, especialmente no setor financeiro globalizado, fiquem impressionados com Marx, já que eles são necessariamente mais conscientes que outros sobre a natureza e as instabilidades da economia capitalista na qual eles operam.

A maioria da esquerda intelectual já não sabe o que fazer com Marx. Ela foi desmoralizada pelo colapso do projeto social-democrata na maioria dos estados do Atlântico Norte, nos anos 1980, e pela conversão massiva dos governos nacionais à ideologia do livre mercado, assim como pelo colapso dos sistemas políticos e econômicos que afirmavam ser inspirados por Marx e Lênin. Os assim chamados “novos movimentos sociais”, como o feminismo, tampouco tiveram uma conexão lógica com o anti-capitalismpo (ainda que, individualmente, muitos de seus membros possam estar alinhados com ele) ou questionaram a crença no progresso sem fim do controle humano sobre a natureza que tanto o capitalismo como o socialismo tradicional compartilharam. Ao mesmo tempo, o “proletariado”, dividido e diminuído, deixou de ser crível como agente histórico da transformação social preconizada por Marx.

Devemos levar em conta também que, desde 1968, os mais proeminentes movimentos radicais preferiram a ação direta não necessariamente baseada em muitas leituras e análises teóricas. Claro, isso não significa que Marx tenha deixado de ser considerado como um grande clássico e pensador, ainda que, por razões políticas, especialmente em países como França e Itália, que já tiveram poderosos Partidos Comunistas, tenha havido uma apaixonada ofensiva intelectual contra Marx e as análises marxistas, que provavelmente atingiu seu ápice nos anos oitenta e noventa. Há sinais agora de que a água retomará seu nível.

Marcello Musto: Ao longo de sua vida, Marx foi um agudo e incansável investigador, que percebeu e analisou melhor do que ninguém em seu tempo o desenvolvimento do capitalismo em escala mundial. Ele entendeu que o nascimento de uma economia internacional globalizada era inerente ao modo capitalista de produção e previu que este processo geraria não somente o crescimento e prosperidade alardeados por políticos e teóricos liberais, mas também violentos conflitos, crises econômicas e injustiça social generalizada. Na última década, vimos a crise financeira do leste asiático, que começou no verão de 1997; a crise econômica Argentina de 1999-2002 e, sobretudo, a crise dos empréstimos hipotecários que começou nos Estados Unidos em 2006 e agora tornou-se a maior crise financeira do pós-guerra. É correto dizer, então, que o retorno do interesse pela obra de Marx está baseado na crise da sociedade capitalista e na capacidade dele ajudar a explicar as profundas contradições do mundo atual?

Eric Hobsbawm: Se a política da esquerda no futuro será inspirada uma vez mais nas análises de Marx, como ocorreu com os velhos movimentos socialistas e comunistas, isso dependerá do que vai acontecer no mundo capitalista. Isso se aplica não somente a Marx, mas à esquerda considerada como um projeto e uma ideologia política coerente. Posto que, como você diz corretamente, a recuperação do interesse por Marx está consideravelmente – eu diria, principalmente – baseado na atual crise da sociedade capitalista, a perspectiva é mais promissora do que foi nos anos noventa. A atual crise financeira mundial, que pode transformar-se em uma grande depressão econômica nos EUA, dramatiza o fracasso da teologia do livre mercado global descontrolado e obriga, inclusive o governo norte-americano, a escolher ações públicas esquecidas desde os anos trinta.

As pressões políticas já estão debilitando o compromisso dos governos neoliberais em torno de uma globalização descontrolada, ilimitada e desregulada. Em alguns casos, como a China, as vastas desigualdades e injustiças causadas por uma transição geral a uma economia de livre mercado, já coloca problemas importantes para a estabilidade social e mesmo dúvidas nos altos escalões de governo. É claro que qualquer “retorno a Marx” será essencialmente um retorno à análise de Marx sobre o capitalismo e seu lugar na evolução histórica da humanidade – incluindo, sobretudo, suas análises sobre a instabilidade central do desenvolvimento capitalista que procede por meio de crises econômicas auto-geradas com dimensões políticas e sociais. Nenhum marxista poderia acreditar que, como argumentaram os ideólogos neoliberais em 1989, o capitalismo liberal havia triunfado para sempre, que a história tinha chegado ao fim ou que qualquer sistema de relações humanas possa ser definitivo para todo o sempre.

Marcello Musto: Você não acha que, se as forças políticas e intelectuais da esquerda internacional, que se questionam sobre o que poderia ser o socialismo do século XXI, renunciarem às idéias de Marx, estarão perdendo um guia fundamental para o exame e a transformação da realidade atual?

Eric Hobsbawm: Nenhum socialista pode renunciar às idéias de Marx, na medida que sua crença em que o capitalismo deve ser sucedido por outra forma de sociedade está baseada, não na esperança ou na vontade, mas sim em uma análise séria do desenvolvimento histórico, particularmente da era capitalista. Sua previsão de que o capitalismo seria substituído por um sistema administrado ou planejado socialmente parece razoável, ainda que certamente ele tenha subestimado os elementos de mercado que sobreviveriam em algum sistema pós-capitalista.

Considerando que Marx, deliberadamente, absteve-se de especular acerca do futuro, não pode ser responsabilizado pelas formas específicas em que as economias “socialistas” foram organizadas sob o chamado “socialismo realmente existente”. Quanto aos objetivos do socialismo, Marx não foi o único pensador que queria uma sociedade sem exploração e alienação, em que os seres humanos pudessem realizar plenamente suas potencialidades, mas foi o que expressou essa idéia com maior força e suas palavras mantêm seu poder de inspiração.

No entanto, Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, autoritariamente ou de outra maneira, nem como descrições de uma situação real do mundo capitalista de hoje, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista. Tampouco podemos ou devemos esquecer que ele não conseguiu realizar uma apresentação bem planejada, coerente e completa de suas idéias, apesar das tentativas de Engels e outros de construir, a partir dos manuscritos de Marx, um volume II e III de “O Capital”. Como mostram os “Grundrisse”, aliás. Inclusive, um Capital completo teria conformado apenas uma parte do próprio plano original de Marx, talvez excessivamente ambicioso.

Por outro lado, Marx não regressará à esquerda até que a tendência atual entre os ativistas radicais de converter o anti-capitalismo em anti-globalização seja abandonada. A globalização existe e, salvo um colapso da sociedade humana, é irreversível. Marx reconheceu isso como um fato e, como um internacionalista, deu as boas vindas, teoricamente. O que ele criticou e o que nós devemos criticar é o tipo de globalização produzida pelo capitalismo.

Marcello Musto: Um dos escritos de Marx que suscitaram o maior interesse entre os novos leitores e comentadores são os “Grundrisse”. Escritos entre 1857 e 1858, os “Grundrisse” são o primeiro rascunho da crítica da economia política de Marx e, portanto, também o trabalho inicial preparatório do Capital, contendo numerosas reflexões sobre temas que Marx não desenvolveu em nenhuma outra parte de sua criação inacabada. Por que, em sua opinião, estes manuscritos da obra de Marx, continuam provocando mais debate que qualquer outro texto, apesar do fato dele tê-los escrito somente para resumir os fundamentos de sua crítica da economia política? Qual é a razão de seu persistente interesse?

Eric Hobsbawm: Desde o meu ponto de vista, os "Grundrisse" provocaram um impacto internacional tão grande na cena marxista intelectual por duas razões relacionadas. Eles permaneceram virtualmente não publicados antes dos anos cinqüenta e, como você diz, contendo uma massa de reflexões sobre assuntos que Marx não desenvolveu em nenhuma outra parte. Não fizeram parte do largamente dogmatizado corpus do marxismo ortodoxo no mundo do socialismo soviético. Mas não podiam simplesmente ser descartados. Puderam, portanto, ser usados por marxistas que queriam criticar ortodoxamente ou ampliar o alcance da análise marxista mediante o apelo a um texto que não podia ser acusado de herético ou anti-marxista. Assim, as edições dos anos setenta e oitenta, antes da queda do Muro de Berlim, seguiram provocando debate, fundamentalmente porque nestes escritos Marx coloca problemas importantes que não foram considerados no “Capital”, como por exemplo as questões assinaladas em meu prefácio ao volume de ensaios que você organizou (Karl Marx's Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later, editado por M. Musto, Londres-Nueva York, Routledge, 2008).

Marcello Musto: No prefácio deste livro, escrito por vários especialistas internacionais para comemorar o 150° aniversário de sua composição, você escreveu: “Talvez este seja o momento correto para retornar ao estudo dos “Grundrisse”, menos constrangidos pelas considerações temporais das políticas de esquerda entre a denúncia de Stalin, feita por Nikita Khruschev, e a queda de Mikhail Gorbachev”. Além disso, para destacar o enorme valor deste texto, você diz que os “Grundrisse” “trazem análise e compreensão, por exemplo, da tecnologia, o que leva o tratamento de Marx do capitalismo para além do século XIX, para a era de uma sociedade onde a produção não requer já mão-de-obra massiva, para a era da automatização, do potencial de tempo livre e das transformações do fenômeno da alienação sob tais circunstâncias. Este é o único texto que vai, de alguma maneira, mais além dos próprios indícios do futuro comunista apontados por Marx na “Ideologia Alemã”. Em poucas palavras, esse texto tem sido descrito corretamente como o pensamento de Marx em toda sua riqueza. Assim, qual poderia ser o resultado da releitura dos “Grundrisse” hoje?

Eric Hobsbawm: Não há, provavelmente, mais do que um punhado de editores e tradutores que tenham tido um pleno conhecimento desta grande e notoriamente difícil massa de textos. Mas uma releitura ou leitura deles hoje pode ajudar-nos a repensar Marx: a distinguir o geral na análise do capitalismo de Marx daquilo que foi específico da situação da sociedade burguesa na metade do século XIX. Não podemos prever que conclusões podem surgir desta análise. Provavelmente, somente podemos dizer que certamente não levarão a acordos unânimes.

Marcello Musto: Para terminar, uma pergunta final. Por que é importante ler Marx hoje?

Eric Hobsbawm: Para qualquer interessado nas idéias, seja um estudante universitário ou não, é patentemente claro que Marx é e permanecerá sendo uma das grandes mentes filosóficas, um dos grandes analistas econômicos do século XIX e, em sua máxima expressão, um mestre de uma prosa apaixonada. Também é importante ler Marx porque o mundo no qual vivemos hoje não pode ser entendido sem levar em conta a influência que os escritos deste homem tiveram sobre o século XX. E, finalmente, deveria ser lido porque, como ele mesmo escreveu, o mundo não pode ser transformado de maneira efetiva se não for entendido. Marx permanece sendo um soberbo pensador para a compreensão do mundo e dos problemas que devemos enfrentar.

Tradução para Sin Permiso (inglês-espanhol): Gabriel Vargas Lozano
Tradução para Carta Maior (espanhol-português): Marco Aurélio Weissheimer

domingo, 12 de outubro de 2008

Para entender a crise capitalista




Para não ficarmos reféns da medíocre e parcial análise dos sócios da crise mundial, expressa sobretudo na mídia dominante, divido com vocês os seguintes textos, excelentes, que permitem entender a crise global para além de sua aparência. Basta clicar nos links dos títulos dos artigos e terá acesso aos textos integrais.


Breves comentários:

O texto do 11° Congresso do PC do B prognostica já em novembro de 2005 que:

" E é cada vez mais difícil a instauração de um novo ciclo de elevado crescimento econômico global (...) Tudo isso está relacionado com os desequilíbrios estruturais da economia norte-americana, que se caracterizam por gigantescos déficits externos e déficit fiscal; sobrevalorização dos ativos imobiliários; elevadíssimo endividamento;(...)


O texto de Beluzzo apresenta com incrível didática a história das crises, uma senhora aula sobre as teorias econômicas envolvidas, uma defesa das visões keynesianas. O texto é muito bom.


Walden Bello explica didaticamente as razões e a evolução da presente crise.


Bom proveito!



5 DE NOVEMBRO DE 2005



2 – Deterioração da situação econômica do sistema capitalista

As alterações no quadro político mundial e os conflitos a elas imanentes estão diretamente relacionados com a propensão à crise sistêmica e crônica do capitalismo. Nas últimas décadas do século XX, produziram-se importantes mudanças causadas principalmente pelas crises dos anos 1970. Estas mudanças acarretaram um conjunto de fenômenos recentes: novo patamar de internacionalização produtiva; reestruturação, com novas tecnologias e novas formas de gestão do trabalho; direcionamento do investimento externo direto em grandes volumes, configurando as corporações transnacionais globais; expansão de empresas de segmentação e subcontratação da produção; alianças tecnológicas delimitadas entre empresas; consolidação da forma de grupo empresarial com forte presença internacional; nova expansão da atividade financeira propriamente dita das empresas produtivas, com o surgimento de nova institucionalidade entre produção e finança e a predominância do capital financeiro; maior descolamento relativo entre as esferas da produção e da finança. E ampliaram-se as trocas internacionais, sobretudo nos marcos do comércio intrafirmas, que já atingiram cerca de 40% do comércio global. Entretanto, a taxa de crescimento dos mercados financeiros é muito superior a essa expansão comercial e ainda mais do que o incremento do setor produtivo.


8 DE OUTUBRO DE 2008 - 13h17
Luis Gonzaga Belluzzo: Os antecedentes da tormenta
O crescimento da última década foi celebrado como a expressão de um triunfo inexcedível da experiência capitalista dos Estados Unidos sobre o resto do mundo. Avaliações peremptórias não hesitaram em apontá-la como superior não só à experiência socialista, como também a de outros tipos de capitalismo, como o japonês e os modelos europeus de sociedade e de economia. (1)
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*




A crise financeira que assola os Estados Unidos e o mundo capitalista abalou seriamente a fé neoliberal na suposta capacidade auto-reguladora das forças do mercado, mas despertou uma crença igualmente cega e falsa nos efeitos prodigiosos da intervenção redentora do Estado capitalista, que também não está sobrevivendo ao teste cruel da vida.
Por Umberto Martins*

Obs.: No texto, onde há 159 leia-se 159 mil.


10 DE OUTUBRO DE 2008 - 14h11

Roubini teme que crise financeira torne-se depressão global
Muito antes do início da atual crise financeira, o economista turco Nouriel Roubini já alertava para a gravidade do cenário que estava por vir. Agora, em meio ao turbilhão, a Casa Branca já leva em consideração suas análises. No momento, ele acha que o mundo corre o risco de uma depressão.



10 DE OUTUBRO DE 2008 - 11h44

Kucinski: A derrocada dos bancos e seus efeitos no mundo
A queda dos gigantescos bancos hipotecários e de investimento americanos e alguns europeus acelera o declínio do dólar e põe em xeque a hegemonia americana. Na Ásia bancos só balançaram; nenhum caiu. No Brasil, os bancos jogaram os riscos para as empresas e algumas vão quebrar.
Por Bernardo Kucinski*




11 DE OUTUBRO DE 2008 - 14h33
Tudo o que você quer saber sobre a crise e teme não entender (1)
Economista e cientista político filipino, Walden Bello — um crítico agudo do conservadorismo neoliberal — explica, de popular forma de perguntas e respostas, as razões e os fundamentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Este texto, por ser muito longo, vai ser publicado em três partes.
Por Walden Bello (*)



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Lula sobre expulsão do embaixador: "O Evo está correto"


17 DE SETEMBRO DE 2008 - 17h02

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, que vai ao ar na noite desta quarta-feira (17) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou com um ''nem pensar'' qualquer intromissão do Brasil nos assuntos internos da Bolívia. Mas destacou a ''decisão histórica'' da União Sul Americana de Nações na segunda-feira. E justificou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos pelo presidente Evo Morales: ''Não é de hoje, é famosa a interferência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente''.
Para ler a matéria completa, clique no título desta postagem.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mobilização mundial exige libertação dos Cinco



Realiza-se em Nova Iorque primeiro concerto público

• HAVANA — O primeiro concerto público de solidariedade aos Cinco cubanos presos políticos em cárceres norte-americanos, realizou-se em Nova Iorque, com a assistência de mais de 600 espectadores, que reclamaram a liberdade desses antiterroristas.

A membro do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco, Alice Jrapko, declarou à Agência de Informação Nacional que no espetáculo intitulado Cinco Estrelas e um canto se exigiu de Washington a liberdade de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, presos desde 12 de setembro de 1998 em Miami por prevenirem Cuba de ações terroristas.
O cenário foi o Auditório do Centro Comunitário Hostos, donde foi lida a mensagem dos Heróis da


República de Cuba.
As performances de reconhecidas figuras, entre as quais, o porto-riquenho Danny Rivera, o dominicano Víctor Víctor, Las Estrellas Doradas del Jazz de Porto Rico, e a mensagem do ator norte-americano Danny Glover, foram aplaudidas pelo público.

MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL
A jornada pela libertação dos Cinco Heróis foi realizada em Dili, capital de Timor-Leste, com uma multidão no populoso parque de Dissidere.

Três representantes dos combativos manifestantes apresentaram-se na embaixada norte-americana em Dili e entregaram a declaração, antes aprovada, exigindo a libertação dos antiterroristas cubanos. Por outro lado, em 14 de setembro, as mais de 200 delegadas iniciaram, na sessão de encerramento do 3º Congresso da Organização das Mulheres de Timor-Leste, a assinatura de uma declaração onde fazem um apelo para as mães e esposas estadunidenses aderirem ao reclamo universal a fim de que Olga Salanueva e Adriana Pérez possam visitar seus esposos, René e Gerardo, respectivamente, e sejam libertados os Cinco.

Também em Sevilha, Espanha, convocou-se a uma vigília em solidariedade aos Cinco, e no Japão, com a participação dos principais meios de comunicação locais como Asahi, Kyodo News, NHK, NTV, representantes de diversos meios digitais e jornalistas independentes, teve lugar uma entrevista coletiva do embaixador de Cuba nesse país, José Fernández de Cossío, dando-se início com ela à 3ª Jornada pela Libertação dos Cinco. Os assistentes receberam uma nota de imprensa com detalhes sobre o caso.


Amigos de Cuba na Austrália exigiram a liberdade dos lutadores antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. Uma manifestação teve lugar frente à legação estadunidense em Perth, estado de Western Australia, quando grupos da Associação de Amizade, organizações políticas e outros setores reclamaram justiça para os Cinco, soltando igual número de pombas.

domingo, 14 de setembro de 2008

Solidariedade à Bolívia







Agência Boliviana de Informação




Cobija, 14 set (ABI).

A más de 24 horas de la declaración de estado de sitio, la madrugada de este domingo sin necesidad de hacer uso de armas letales, las Fuerzas Armadas incursionaron en la ciudad de Cobija y luego se dirigieron a otras poblaciones para restablecer el orden y frenar la violencia criminal desatada por paramilitares y sicarios promovidos por el prefecto de Pando, Leopoldo Fernández.




O massacre de camponeses mais cruento da história democrática boliviana, executado por pistoleiros a serviço da Prefeitura de Pando, causando já 30 mortos e dezenas de feridos, graças a uma emboscada na localidade de Três Barracas, no município de Porvenir. Este saldo macabro colocou o prefeito Leopoldo Fernandez à margem da lei, como assegurou o governo na noite de sábado.

sábado, 13 de setembro de 2008

Solidariedade à Bolívia!










13 DE SETEMBRO DE 2008 - 16h40

Durou mais de oito horas e entrou pela madrugada deste sábado (13) o encontro governo-oposição visando superar a convulsão política na Bolívia. As partes foram lideradas pelo vice-presidente Álvaro García Linera, do lado do governo, e pelo governador de Tarija, Mario Cossío, pela oposição conservadora, agrupada no Conalde (Conselho Nacional Democrático). De concreto, saiu uma espécie de trégua, e um novo encontro, na tarde de domingo.

12 DE SETEMBRO DE 2008 - 18h10


Uma ponte situada a 7 km de Porvenir [e a 30 km da fronteira com o Brasil], por onde passava um milhar de camponeses em marcha rumo a Cobija, num protesto contra a violência deflagrada pelo governador de Pando, Leopoldo Fernández: foi este o cenário do massacre de 11 de setembro na Bolívia. Os paramilitares, treinados e financiados pelo cacique de Pando, dispararam contra gente indefesa.





EDITORIAL
A decisão do presidente Evo Morales, da Bolívia, de expulsar do país o embaixador estadunidense Philip Goldberg é um sinal da gravidade da crise provocada pela oposição de direita, que quer ''derrubar o índio'', como diz, para tudo voltar a ser como sempre foi. As raízes da crise estão na eleição do primeiro presidente indígena, cuja posse em janeiro de 2006 assinalou o início de um programa de reversão dos privilégios seculares da classe dominante boliviana e seus vínculos com o imperialismo dos EUA. (Continua)


Altamiro Borges
Mídia acoberta terroristas da Bolívia
É repugnante a cobertura que o grosso da mídia hegemônica tem dado aos trágicos confrontos na Bolívia. Os serviçais da TV Globo tratam os chefões golpistas como ''líderes cívicos'' e ''dirigentes regionais'.








O presidente boliviano fez o apelo lembrando que ''no diálogo mandam

as razões e não as imposições''. ''Estarei no palácio'', disse o governador.








Gobierno de Bolivia declaró estado de sitio en Pando por violencia desatada
El Gobierno de Bolivia declaró este viernes estado de sitio en el norteño departamento de Pando, al asegurar que los violentos hechos ocurridos en las últimas horas en la capital, Cobija, y otras localidades, incluido el asesinato de 14 campesinos, constituyen "genocidio" y "crímenes de lesa humanidad".
Unasur reafirma apoyo a Evo Morales y deplora violencia en Bolivia
La Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) expresó este viernes su apoyo a la democracia en Bolivia a la vez que deploró la violencia registrada en la nación del altiplano, desatada en las regiones gobernadas por prefectos de la ultraderecha boliviana.




A POLÍTICA DOS EUA NA BOLÍVIA
Os movimentos de um embaixador especialista em conflitos separatistas
Deputados bolivianos divulgam documento denunciando as articulações promovidas pelo embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Philip Goldberg, contra o governo de Evo Morales. Considerado um especialista em conflitos separatistas, Goldberg foi enviado a La Paz depois de chefiar a missão dos EUA no Kosovo, onde trabalhou para consolidar a separação e a independência dessa região, depois da Guerra dos Balcãs.

APOIO A EVO MORALES
Manifesto repudia agressões fascistas na Bolívia

Grupo de intelectuais, ativistas e lideranças de movimentos sociais e políticos de vários países do continente e da Europa divulgaram um manifesto em defesa do presidente da Bolívia, Evo Morales, e em repúdio às agressões fascistas contra a democracia. Texto denuncia "atos de vandalismo organizados pela oligarquia e grupos fascistas de Santa Cruz".
Redação - Carta Maior


Cívicos independentistas de Tarija
“Queremos guerra civil
La Epoca

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