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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Granma: Livres os cinco heróis cubanos - Vitória histórica

Cuba abre los brazos a sus hijos Gerardo, Ramón y Antonio en una bienvenida que emana calor humano y sentimiento sincero


La alegría del regreso en los héroes y Raúl. Foto: Estudio Revolución
El cielo cubano, ese que tanto soñaron ver, fue el primero en darles la bienvenida a nuestros Héroes; luego el olor y la brisa, esa sensación de libertad… Difícil para los ojos creer lo que ante ellos estaba aconteciendo, para el corazón recibir de golpe tanto regocijo, para el pueblo radiante, absorto y eufórico abrir los brazos finalmente a sus hijos y brindarles una taza de café. Once millones de lágrimas multiplicadas se derramaron mientras se daba a conocer la noticia, y más tarde cuando llegaron unas tras otras las imágenes donde Raúl les daba la bienvenida a nuestra Patria.
Quién no se electrizó junto a Elizabeth con el beso de Ramón, quién no se enterneció con la mirada de Gerardo a su amada Adriana, quién no sintió en la piel el mismo calor que emanó entre Mirta y su hijo Tony ante el abrazo que creían imposible recibir… A dónde salieron disparados todos los sentidos cuando se les escuchó decir “Para lo que sea”, a ellos que hasta en ese momento nos estaban dando una lección de genuino patriotismo.
Y afuera, en las calles, un mar humano para darles la bienvenida a casa, a este hogar confortable, caliente y amoroso, que en cuanto lo supo estremeció sus cimientos y llenó de júbilo cada rincón del país. En la grandeza de la patria y de sus hijos, dice una sentencia martiana, no es mentira decir que siente crecer el corazón.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Primeiro de Maio em Cuba e dois dos Cinco Heróis livres dos cárceres dos EUA!

Estive num primeiro de maio em Havana. Coisa mais linda. 800 mil, um milhão de pessoas nas ruas em Havana e muitos mais por todo o país, com toda essa alegria, prova indestrutível do apoio popular em favor da Revolução e do Socialismo em Cuba. ‪#‎osreaçapira‬ e o povo nas ruas a celebrar o Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras‪#‎quelindo‬

E para completar, dois dos Cinco heróis Cubanos estão hoje na tribuna de honra da Praça da Revolução. Gente que honra a melhor tradição de revolucionário cubanos, amargando cerca de 15 anos de prisão por lutar contra o terrorismo de estados dos EUA contra Cuba, que já ceifou centenas de vítimas, sabotou incontáveis vezes a economia de Cuba, afora o bloqueio genocida.

Esse pequenino país que manda milhares de médicas e médicos para salvar as vidas dos brasileiros e brasileiras das periferias, do campo, da floresta, abandonados pela classe mérdia, mas pela primeira vez tendo a atenção do governo de nosso país. Viva Cuba Socialista, país irmão que nos ajuda, e a quem devemos retribuir toda a sua solidariedade!


Desfile por el Primero de Mayo en La Habana. Más información en: http://goo.gl/tRFV9v

terça-feira, 20 de março de 2012

Movimento e parlamentares entregam amanhã na Nunciatura Apostólica documento pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos

GRUPO PARLAMENTAR BRASIL CUBA

A Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, Senadora Vanessa Grazziotin, convida os Senadores e Deputados que integram o referido Grupo a participarem do ato de entrega na Nunciatura Apostólica do documento pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. O ato, que é coordenado pelo Comitê pela Libertação dos Cinco Cubanos no Distrito Federal em conjunto com entidades da sociedade civil, será realizado amanhã, quarta-feira, 21/03, às 9 horas.

Local: Nunciatura Apostólica
Endereço: SES - Av. das Nações, 801, lote 1
Contato com Ismael: 9696-5195

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um dos Cinco cubanos é transferido para Flórida - Portal Vermelho

Um dos Cinco cubanos é transferido para Flórida - Portal Vermelho


O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Patriotas Cubanos confirmou hoje que um dos antiterroristas condenados nos Estados Unidos, Antonio Guerrero, foi transferido para a prisão de Marianna, Flórida.




Antonio Guerrero envia comunicado para Cuba sobre novo endereço carcerário / foto: divulgação Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos


O órgão recebeu uma mensagem de Antonio com seu novo endereço carcerário. Ele foi transferido de Florence, Colorado, à prisão Federal de Marianna, Flórida, detalha um comunicado do grupo solidário com Cuba.

Antonio diz, no comunicado, que nos dias de isolamento sempre esteve acompanhado pela solidariedade de todos. A luta pela liberdade de Antonio e dos outros quatro cubanos continuará até o único destino: o regresso a Cuba, agrega a nota pública.

A Seção de Interesses de Cuba nesta capital denunciou, nesta semana, um editorial do jornal The Washington Post que deturpa fatos relacionados com Cuba, como a sanção contra Alan Gross e o caso dos cinco antiterroristas cubanos.

Em uma coluna editorial no dia 31 de dezembro, o jornal questionou a sanção imposta ao cidadão estadunidense Alan Gross, condenado por violar as leis da ilha caribenha.

A Seção de Interesses criticou, da mesma forma, a parte do artigo onde se tenta justificar o injusto castigo aplicado contra os Cinco Patriotas ou somente os Cinco, como são conhecidos internacionalmente René González, Gerardo Hernández, Antonio Guerreiro, Ramón Labañino e Fernando González.

A resposta cubana explica que o veículo estadunidense subestima o apoio mundial a causa, quatro dos quais enfrentam injustas condenações, enquanto René, o primeiro a cumprir a pena, deverá permanecer em território estadunidense outros três anos sob liberdade supervisionada.

O fato de qualificar os cinco como "espiões que se infiltraram em instalações militares do sul da Flórida, é uma maneira de enganar os leitores", esclarece Cuba.

Eles só controlavam a atividade de grupos extremistas de origem cubana em Nova Jersey e na Flórida, tratando de prever ações terroristas e reunir provas sobre possíveis ataques no próprio território dos Estados Unidos, argumentou a carta.

Da mesma forma o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos, retidos nos Estados Unidos em 1998, questionou o artigo do Post, que invalida a opinião de artistas, intelectuais, Prêmios Nobel e até a do ex-presidente James Carter, que defendem sua liberdade, enfatiza.

Entre os Prêmios Nobel que apoiam a causa estão Wole Soyinka, Nadine Gordimer, Desmond Tutu, Rigoberta Menchú, Adolfo Pérez Esquivel, José Saramago, Harold Pinter, Zhores Alfiorov, e Günter Grass.

Os Cinco foram presos no dia 12 de setembro de 1998 na cidade de Miami. Um processo irregular os condenou em 2001 a penas que vão de 15 anos até dupla prisão perpétua.

Fonte: Prensa Latina

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Participe da campanha mundial pela libertação dos Cinco Cubanos Prisioneiros do Império - escreva para o Obama

Cuba organiza a partir desta 5ª feira campanha mundial pela libertação dos Cinco Cubanos prisioneiros do Império

Nesta quinta-feira (5) está sendo organizada uma campanha mundial pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos indevidamente nos Estados Unidos. A mobilização será feita com o envio de um correio eletrônico, fax ou chamada telefônica ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.




A página digital do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco orienta que, de qualquer parte do mundo sejam enviadas mensagens ao mandatário para exigir que imediatamente liberte Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando e que permita a René regressar a Cuba para junto de sua esposa e filhas.

O presidente Obama sabe que os Cinco são inocentes, pois isso lhe foi dito por intelectuais, religiosos, sindicalistas, estudantes, atores e artistas, parlamentares, prêmios Nobel e milhares de pessoas honestas de todas as partes do mundo, assinala o apelo.

Ele pode e deve pôr fim a 13 anos de injustiça. Só assim poderá ganhar o respeito da comunidade internacional que espera seu gesto humanitário que permita o imediato regresso dos antiterroristas a Cuba, para junto de seus familiares e seu povo, acrescenta o texto da campanha.

“Convidamos vocês a começar 2012 com uma ação coletiva singela pelos cinco patriotas cubanos que será bem mais efetiva se a realizamos no quinto dia do mês e em todas as partes do mundo, conclui a convocação à ação cívica”, diz o chamado.

Por todo o mundo existem comitês de libertação e grupos de solidariedade à libertação de Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, este último sob as condições liberdade condicional por três anos sem poder sair dos EUA.

“Devemos ganhar a causa dos cinco antiterroristas cubanos informando e sensibilizando cada vez mais pessoas de todo o mundo”, afirmou recentemente Alicia Jrapko, integrante do Comitê Internacional pela libertação dos Cinco.

A ativista afirmou que os meios alternativos difundem o caso de Ramón, Gerardo, Fernando, Antonio e René, presos desde 1998 por monitorarem ações violentas contra Cuba, mas a grande imprensa silencia o caso.

Clique aqui para saber como enviar uma mensagem ao governo norte-americano, em nome da libertação dos 5 Cubanos

DIFERENTES FORMAS DE COMUNICAR-SE COM A CASA BRANCA
1 - Por telefone dos EUA: 202-456-1111
2 - Por telefone, do exterior, digite o Código Internacional + 1 (Código dos EUA) e depois 202.456.1111
3 - Por fax: 202 456-2461
4 - Por fax de fora dos EUA, siga como se indicado no item 2
5 - Por correo electrónico:
6 - Por correo electrónico ESCREVA AO PRESIDENTE OBAMA
Instruções para quem não lê em Inglês para enviar um correio eletrônico ao Presidente Obama:
Só é obrigatório preencher os campos com asterisco (*)
First Name - seu nome
Last Name - sobrenome
IMPORTANTE: "Type" não tem asterisco, mas é preciso clicar em "Internacional" para poder continuar.
Country - País
Subject- escolha "Foreign Policy" - política externa
Message - sua mensagem com até 2.500 caracteres.

Ao final escreva textualmente a frase que aparece na confirmação, que é o teste para saber se não é um spam

Para enviar a mensagem clique em Submit





Comitê Internacional pela Liberdade dos 5 Cubanos


Para informação atualizada visite:


www.thecuban5.org




Fonte: Agência Prensa Latina

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bloqueio a Cuba é política permanente dos Estados Unidos - Portal Vermelho

Bloqueio a Cuba é política permanente dos Estados Unidos - Portal Vermelho

No contexto das complicadas relações entre Estados Unidos e Cuba, o professor Luis Renê Fernandez-Tabio é um dos acadêmicos que mais se aprofundaram no tema, com 20 anos de experiência profissional vinculados aos estudos da política gerada em Washington, entre outras disciplinas sociológicas e científicas com impacto internacional.

Por Jorge V. Jaime *

Fernández-Tabio é pesquisador do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos da Universidade de Havana (CEHSEU), e antes esteve vinculado ao Centro de Pesquisas sobre Ásia, África e América Latina, do Instituto de Ciências Sociais, com sede na capital de Cuba.

Ele é também doutor em Economia da Universidade de Havana e mestre da Universidade de Carleton, Ottawa, no Canadá, foi entrevistado por Prensa Latina.

Prensa Latina: Professor, chegando ao final do ano de 2011, poderia falar-se neste período de uma “flexibilização” do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba?
Fernandez-Tabio: Embora há muitos anos a política dos Estados Unidos em relação a Cuba continue centrada nas sanções econômicas, as autoridades norte-americanas na prática a definem como uma estratégia baseada nas chamadas "Duas vias".

No governo de George W. Bush tendeu-se a restringir a implementação da chamada segunda via que é - explicando em grandes traços - o esforço sistemático de Washington por influir na sociedade e realidade cubanas a partir das comunicações, viagens familiares e remessas monetárias.

Durante a administração de Clinton, esta mesma política era definida como a chamada diplomacia povo a povo.

É certo que Barack Obama flexibilizou algumas medidas relacionadas com as viagens e as remessas. Estes grupos de medidas e outras táticas aplicadas por Obama, como um discurso mais moderado e um relativo maior nível de comunicações, são elementos positivos em certo sentido.

Contudo, deve ficar claro que nenhuma dessas medidas elimina o bloqueio, nem as sanções unilaterais, que têm funcionado tal como na época da administração de Bush. Hoje se mantêm o bloqueio e as sanções a Cuba no mesmo nivel.

O organismo encarregado de aplicar o bloqueio, dentro do esquema do Departamento do Tesouro, é conhecido por sua sigla em inglês: Ofac. Esta entidade ditou sanções muito fortes a organizações e bancos que mantiveram alguma relação econômica com Cuba, dificultando em um grau extremo vínculos da Ilha com outras nações.

Esta é uma política de ingerência que não tem cessado. Recentemente, se aplicou um castigo deste tipo contra um banco alemão, o Commerzbank, por meio de uma multa de 175,5 mil dólares. São elementos que evidenciam que a política coercitiva contra Cuba se mantém.

O bloqueio não foi aliviado em nenhum sentido, ao tempo em que essas medidas da mencionada segunda via têm voltado ao nível do período da administração Clinton, e inclusive em alguns aspectos se ampliaram ainda mais.

O atual presidente estadunidense facilitou algumas ações relacionadas com viagens e remessas monetárias. Sem dúvida, um elemento positivo, mas assim como o bloqueio se mantém intacto em todas as suas partes, praticamente similar ao momento em que Obama entrou na Casa Branca.

A complexa engrenagem do cerco econômico e financeiro não permite relações diretas entre entidades empresariais cubanas e entes comerciais norte-americanos, e torna mais difícil as possibilidades de viagens, as compras de alimentos e outras mercadorias, devido ao labirinto dos créditos e a exigência de pagamentos em dinheiro e a vista, entre outros requerimentos pesados.


PL: Como você avalia as últimas ações e reações contra Cuba impulsionadas pela comunidade direitista conservadora cubano-americana, radicada majoritariamente nas cidades de Miami e Nova Jersey?
FT: As pesquisas mais recentes demonstram que, do total dos residentes ou vinculados a essa mesma comunidade cubano-americana, 61 por cento se opõe à introdução de leis que pretendam restringir, por exemplo, as viagens familiares à nação caribenha. E entre aqueles cidadãos registrados como votantes, o critério é que 54 por cento se opõe a este tipo de normas.

Isto é um fato que sem dúvida põe para pensar setores da direita que sempre trataram de manipular as políticas em relação a Cuba. Um setor que não quer que estas mudanças ocorram porque conhece que tais tendências pressagiam o fim do bloqueio.

Um setor de direita que não quer que estas aberturas aconteçam porque sabe ademais que isto beneficiaria o povo cubano quanto à renda através do setor do turismo.

Neste ponto, os próprios princípios que Washington pretende defender em sua filosofia são prejudicados por uma política de pressão e bloqueio a Cuba, ou seja, são prejudicadas as próprias liberdades individuais dos estadunidenses, que hoje não podem viajar livremente a Cuba.

A última rejeição ao bloqueio que se conseguiu dentro dos setores progressistas por meio de diversas atividades dá uma esperança no sentido de que é possível frear medidas como a recém impugnada emenda maquinada pelos congressistas Marco Rubio e Mario Diaz-Balart, um plano que teria revertido o tema das viagens a Cuba.

Estas forças progressistas que já viveram essas sanções durante a administração Bush se uniram e conseguiram impedir esse passo. Isso não significa que devam ser esperadas outras mudanças mais radicais, mas é um tipo de anteparo, porque é a primeira vez que se fecham as portas no Congresso a uma medida de tal natureza.

A maioria dos emigrados cubanos residentes nos Estados Unidos depois dos anos 1980 e 1990 são os que mais têm relações com Cuba e mais vínculos familiares e, portanto, sabem que estas leis os afetariam muito.

Eles representam a existência de uma maioria de cidadãos cubano-americanos, que a partir de dentro dos Estados Unidos se manifestam, em diferentes níveis, contra o bloqueio imposto por Washington há meio século.

Também devemos esclarecer que as pesquisas refletem que não se trata de uma massa homogênea. Os emigrados mais recentes são os que mais são favoráveis às medidas de alívio, em geral estamos diante de expressões que provavelmente estão entrando em um novo momento histórico.


PL: Que conclusão podemos extrair a respeito da histórica, insistente e sustentada política hostil e agressiva do governo dos Estados Unidos para com Cuba?
FT: Desde o tempo dos chamados pais fundadores, os Estados Unidos têm demonstrado interesse na posse de Cuba, entre outros aspectos, por sua situação geográfica. Historicamente, os Estados Unidos trataram de absorver a Ilha para que este país regressasse à esfera de influência norte-americana, isso tem sido um elemento permanente e que perdurará.

Os Estados Unidos consideram Cuba um espaço estratégico econômico fundamental e sobre essa questão não há discussões possíveis por parte da classe política dominante em Washington. As variações sobre este tema estão somente nos métodos para fazer valer este antigo objetivo da Casa Branca.

Todas as políticas norte-americanas estão montadas nessas alternativas únicas, que baseiam suas metas de mudar Cuba e tentar desenhar um país que incube sua rendição política perante o vizinho poderoso do norte.

Não importa quantas condenações das Nações Unidas o bloqueio receba, os Estados Unidos mantêm um sistema estratégico arbitrário que eles identificam como unilateralismo. Atuem com ou sem a anuência da ONU, as diretrizes do poder estadunidense são sempre agir unilateralmente.

Eles consideram que podem fazê-lo porque se consideram a única superpotêcia global sobretudo em duas frentes importantes: a militar e o setor midiático, da informação.

Não obstante, ao constatar exemplos como a recente constituição da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, entre outros foros continentais, confirmamos que já estão muito longe os tempos em que os Estados Unidos podiam pressionar a América Latina, como elo de suas manobras para tratar de alcançar suas velhas e sempre frustradas pretensões de isolar Cuba.


*Chefe da Redação de América do Norte da Prensa Latina.

Tradução da redação do Vermelho

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Embaixador diz que só a pressão política libertará os 5 cubanos - Portal Vermelho

Embaixador diz que só a pressão política libertará os 5 cubanos - Portal Vermelho

O embaixador de Cuba no Brasil, Rafael Zamora, diz que a única solução para a libertação dos cinco presos cubanos nos Estados Unidos será por meio da pressão política ao governo do presidente Barack Obama. Segundo ele, a imprensa e a opinião pública norte-americana ignoram a situação dos presos.

Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando Gonzáles foram presos em 12 de setembro de 1998 naquele país após investigar e denunciar atentados planejados contra Cuba por grupos terroristas sediados em Miami.

Rafael Zamora diz que é preciso ser explorado o aspecto humanitário sob o ponto de vista dos direitos humanos para convencer a opinião pública da necessidade da libertação dos presos.

O embaixador participou nesta quarta (14), na Câmara dos Deputados, de um encontro com deputados e senadores do Grupo Parlamentar Brasil Cuba, que reúne aproximadamente 200 integrantes no Congresso Nacional.

A coordenadora do colegiado, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), diz que ainda no segundo semestre será realizada uma ampla campanha do Grupo pela libertação dos chamados “cinco heróis” cubanos.

Um abaixo-assinado entre os parlamentares será enviado ao governo norte-americano solicitando permissão para que uma comitiva do Congresso visite o cubano René González, que ganhou a liberdade, mas passará nos Estados Unidos por mais três anos sob liberdade vigiada.

A campanha pela libertação dos cinco será prioridade na agenda do Grupo Parlamentar no próximo ano.

Segundo a coordenadora, o governo dos EUA já recebeu pedidos de reconsideração do caso da Anistia Internacional, parlamentos africanos, latino-americanos, catalão, ucraniano, europeu e russo, entre outros.

“Dez prêmios Nobel também já denunciaram o caso e manifestaram solidariedade aos cubanos. Atualmente o movimento europeu de solidariedade a Cuba faz circular uma petição que prevê um milhão de assinaturas para que o presidente Barack Obama conceda indulto e liberte os Cinco”, lembrou a senadora.

Da Redação

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fernando Morais debate caso dos 5 cubanos e cobertura da mídia - Portal Vermelho

Fernando Morais debate caso dos 5 cubanos e cobertura da mídia - Portal Vermelho

Nesta quinta-feira (20), o escritor Fernando Morais participa de debate sobre seu novo livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”. A publicação aborda o caso de cubanos e cubanas, que aceitaram deixar suas vidas em Cuba, para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami.
Na ocasião, o autor participa do debate “Os 5 cubanos ignorados pela mídia”, ao lado da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e do cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera. O evento, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, terá início às 19h e será realizado na Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom), em São Paulo.

Em entrevista ao Vermelho, o autor contou que houve um tempo em que mercenários contratados por organizações de extrema-direita da Flórida recebiam U$1,5 mil por bomba colocada em Cuba. “Hoje ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas”.

A discussão acontece no momento em que René González – um dos agentes secretos retratados no livro – acaba de ser libertado, nos Estados Unidos, depois de 13 anos de prisão. Apesar de ter cumprido toda a sua pena, René está sendo obrigado pela Justiça estadunidense a permanecer nos EUA, em “liberdade vigiada” por mais três anos.

Esse é apenas o capítulo mais recente da trama narrada por Morais, que poderia muito bem ter saído de um trailer hollywoodiano – com cenas de espionagem, suspense e aventura —, mas não tem nada de ficção. Foi vivida por 12 homens e duas mulheres que aceitaram deixar suas vidas em Cuba para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami na época.

“Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo”, conta Morais ao Vermelho. Tais grupos – contrários ao regime comunista implantado por Fidel Castro – se dedicavam desde a jogar pragas nas lavouras cubanas até a sequestrar aviões que levavam turistas à ilha.

O resultado é uma obra que já é sucesso de vendas no Brasil. De acordo com a Rádio Havana Cuba, o livro vendeu 20 mil exemplares em três semanas e aguarda lançamento em espanhol e inglês. Segundo ele, se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que indulte os agentes cubanos que ainda estão presos nos Estados Unidos. “Enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer”, avalia.

Confira aqui a íntegra da entrevista concedida pelo escritor ao Vermelho.

Serviço:
Lançamento de “Os últimos soldados da Guerra Fria” e debate “Os 5 cubanos ignorados pela mídia”. Com Fernando Morais, Lázaro Mendes Cabrera e Socorro Gomes.
Quinta-feira, 20 de outubro, às 19h
Teatro da FAPCOM
Rua Major Maragliano, 191
Telefone: 3054-1829
São Paulo / SP

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vermelho: Pretensão das Damas de Branco é justificar invasão de Cuba - Portal Vermelho

Pretensão das Damas de Branco é justificar invasão de Cuba - Portal Vermelho

Em uma cerimônia solene, a "dissidência" cubana confirmou o seu papel como a ponta de lança de uma invasão da ilha. Porém,o evento para anunciar essa nova "fase" de denúncias e ativismo, inspirada na "Primavera árabe", na qual participarão as "Damas de Branco", não foi realizada em Havana: mas sim no Capitólio, em Washington, sob os auspícios da congressista republicana, Ileana Ros-Lehtinen.
Por M. H. Lagarde, no Cambios en Cuba


"Esta nova fase é o que nós estávamos esperando. Estas damas de apoio se juntaram a nós... sem dor e sem qualquer preso político, queriam também ir às ruas para protestar conosco, as Damas de Branco", disse no ato, Josefina López Peña, em referência, sem dúvidas às mulheres que recebem dinheiro de fundações e corporações, para desempenhar o papel de figurantes nas manifestações das"Damas".

Da mesma forma, Josefina – apresentada no Congresso como "co-fundadora" do grupo –, se referiu às chamadas Damas de Branco, como Damas de ferro (não está claro se por conta da "proeza" de bater panelas ou em alusão velada aos tanques das tropas da Otan, aos quais as Damas pretendem, com suas provocações, abrir caminho para invadirem Cuba).

Por sua vez, a congressista republicana da Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, também conhecida como La Loba Feroz, foi mais explícita nas verdadeiras intenções das Damas da Otan. Segundo disse, "tem havido uma mudança real em Cuba e pode ser devido ao impacto da Primavera Árabe".

"Esperamos que isso chegue a Cuba", disse o presidente da Comissão dos Assuntos Externos da Câmara dos Representantes.

O "isso", a "Primavera Árabe", que segundo La Loba Feroz deve chegar a Cuba tem lugar agora mesmo na Líbia, onde a sublevação dos "rebeldes" serve de cortina midiática para a criminosa invasão da Otan, da qual aquele povo é vítima.

As declarações de Ileana Ros-Lehtinen estão em sintonia com as que Obama deu recentemente acerca da "Primavera Árabe", durante um encontro com jornalistas hispânicos, quando o assunto Cuba veio à tona, e também confirma a afirmação feita recentemente em um programa especial da TV cubana (veja abaixo), onde ficou claro que as ações das chamadas Damas, apenas pretendem transformar a ilha em uma nova Líbia.



Fonte: Blog Solidários. Tradução: Robson Luiz Ceron

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Maradona pede a Obama que liberte cinco heróis cubanos - Portal Vermelho

Maradona pede a Obama que liberte cinco heróis cubanos - Portal Vermelho

O ex-jogador de futebol e ex-técnico da seleção argentina, Diego Armando Maradona, defendeu a libertação dos cinco heróis cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998. O apelo foi feito ao presidente Barack Obama, segundo a embaixada de Cuba em Buenos Aires.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González são mantidos como prisioneiros sob acusações de "terrorismo", enquadrados na legislação norte-americana. Segundo ativistas de direitos humanos e partidários do regime cubano, a condenação foi injusta e sem provas.

A mobilização internacional pela libertação envolve desde atores, como Danny Glover, a escritores, como o brasileiro Fernando Morais. Na Argentina, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, a presidenta da associação das mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, e Estela de Carlotto, das Avós da Praça de Maio, também se solidarizaram.

Maradona enviou carta à Casa Branca, lembrando que o presidente tem "a oportunidade de mudar a história das relações entre seu país e a República de Cuba". Para o ex-atleta, "toda a América Latina" olha e confia em Obama.

A relação de Maradona com Cuba é antiga. Além de ter uma tatuagem com a imagem de Che Guevara – médico argentino que se tornou figura historicamente importante também na revolução cubana, – em 2001, o ex-jogador realizou tratamento de desintoxicação na Ilha, quando se aproximou de Fidel Castro, então chefe de Estado. Em julho, quando o presidente da Venezuela esteve internado para realizar tratamento contra câncer, lá esteve Maradona, em visita.

Fonte: Rede Brasil Atual

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Estados Unidos destinam milhões de dólares para  subverter Cuba - Portal Vermelho

Estados Unidos destinam milhões de dólares para subverter Cuba - Portal Vermelho
Os 20 milhões de dólares solicitados pela administração estadunidense correspondentes a 2011 constituem hoje um montante financeiro importante dirigido a subverter Cuba internamente, assegurou Kenia Serrano, presidente do Icap.

Segundo a visão de Washington, existem setores da população cubana que se uniriam a esse interesse de subverter a Revolução e acabar com sua obra, disse a presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap) em declarações à Prensa Latina.

"Jovens, mulheres, deficientes, trabalhadores jurídicos, população descendente de africanos, entre outros públicos, são os grupos escolhidos para dirigir atos desse tipo,", afirmou.

Serrano explicou que historicamente assim aconteceu em etapas e administrações norte-americanas anteriores, as quais pretenderam fazer com que a Revolução acabasse por dentro, com o propósito de fomentar a divisão interna.

Ao mesmo tempo que intensificamos a batalha para que o bloqueio econômico, financeiro e comercial termine e sejam eliminadas as injustas medidas coercitivas, mantemos informados os amigos estrangeiros acerca das modalidades adotadas por Washington, assinalou Kenia.

Mas nenhum desses planos terá êxito, opinou, porque eles não entendem que em Cuba estamos atualizando o socialismo para ter mais igualdade e justiça social.

O governo estadunidense luta para que entendamos mais sobre direitos civis e humanos, e sobre como aceder aos meios de comunicação alternativos, ou às redes sociais, mas, na realidade esse discurso está totalmente tergiversado e se volta para desenvolver planos desestabilizadores contra Cuba.

No Icap, disse, recebemos muitos amigos norte-americanos, e percebemos que esse povo desconhece as decisões hostis e intervencionistas que seu governo desencadeia para com a ilha.

Mas todos os dias se levanta uma grande muralha contra tais intenções e se constrói uma ponte de amizade entre Cuba e os Estados Unidos.

Nós, que acreditamos no respeito, pensamos que podem existir relações normais entre os povos sem enfrentamentos, mas necessitamos de respeito mútuo e que Cuba no siga sendo esse país que os Estados Unidos pretendem vitimar, concluiu.

Prensa Latina

domingo, 11 de julho de 2010

Porque foram condenados os presos que Cuba vai libertar

vermelho.org.br >> Editorial

A igreja católica de Cuba anunciou, dia 7, um acordo com o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, com a assistência do ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, para libertar 52 presos remanescentes do desmantelamento da conspiração de 2002/2003 pelo fim do socialismo na ilha. Além dos questões humanitárias, o tema envolve aspectos políticos referentes à resistência antiimperialista na ilha que não podem ser postas de lado.

O acordo beneficia 52 presos; cinco presos terão libertação imediata (Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila), e os demais 47 sairão num prazo entre três e quatro meses e poderão viajar para a Espanha, "se assim o desejarem", como declarou o chanceler espanhol. Em maio, quando as negociações entre o governo de Havana e a Igreja começaram, já havia sido libertado o preso Ariel Sigler.

Os presos fazem parte de um grupo detido, julgado e condenado em 2003 por fazerem parte de uma ampla conspiração antissocialista articulada em torno do chamado Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu 48 organizações antirrevolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para investir contra o governo socialista e iniciar o que chamavam de "transição" para o capitalismo.

O plano previa a formação de uma grande aliança opositora com o objetivo de restabelecer a Constituição de 1940 e, segundo Angel Polanco (presidente do Comitê Pró-Mudança), obter adesões a um abaixo-assinado pela renúncia do governo socialista, pela mudança no sistema político e pela convocação de um Congresso da República, levando ao poder um governo provisório para promover o desmonte do estado socialista.

Apresentada pela imprensa conservadora como um movimento pacifista de oposição ao regime instaurado em 1959, o Projeto Varela fez parte da tentativa norte-americana de desestabilizar o regime e surgiu num ambiente onde as ameaças contra a soberania e a independência de Cuba se multiplicavam.

Declarações de autoridades norte-americanas deixavam claro que ele fazia parte dos preparativos da invasão da ilha. Em 2002 o governador da Flórida, Jeb Bush (irmão de George Bush), pedira ao irmão presidente para providenciar aquela invasão; o embaixador dos EUA na República Dominicana, Hans Hertell disse que o ataque ao Iraque era um "sinal muito positivo e exemplo muito bom para Cuba", sendo o começo de "cruzada libertadora que abarcará todos os países do mundo, Cuba incluída"; o secretário da Defesa Donald Rumsfeld disse, por sua vez, que, se fossem encontrados sinais de armas de destruição em massa em Cuba, "teríamos de agir".

Em abril de 2003 o governo Bush colocou Cuba no "eixo do mal", países que estavam na mira dos EUA por resistirem a suas ameaças de agressão. Um dos pretextos para isso era a acusação falsa feita por John Bolton, subsecretário de Estado, de que Cuba mantinha um programa de armas biológicas. Em outubro de 2003, o próprio Bush disse que "Cuba deve mudar" e que, evidentemente, "o regime de Castro não mudará por decisão própria". E em dezembro circulavam notícias de que vários órgãos do governo dos EUA trabalhavam em planos para a intervenção em Cuba.

No interior da ilha, sob a coordenação de James Cason, chefe do Escritório de Interesses dos EUA em Cuba, os preparativos para a ação contra o governo socialista foram acelerados. A distribuição de dólares foi farta, envolvendo desde o apoio à implantação de emissoras de rádio até o pagamento de cerca de 100 dólares mensais para aqueles que compareciam àquele departamento que é uma espécie de embaixada não formal dos EUA.

Foi uma enxurrada de pelo menos 45 milhões de dólares para financiar a conspiração. Em 2000 a Agência Internacional para o Desenvolvimento dos EUA (Usaid) deu 670 mil dólares para a publicação de panfletos anticomunistas. Outro 1,6 milhão de dólares foi destinado para ONGs contrarrevolucionárias; mais 2,4 milhões foram para o planejamento da "transição" e avaliação do programa.

O Centro para uma Cuba Livre recebeu 2,3 milhões em 2002 para aliciar grupos de oposição; o Grupo de Trabalho da Dissidência Interna ficou com 250 mil; Freedom House e seu Programa para a Transição de Cuba teve 1,3 milhão; o Grupo de Apoio à Dissidência, 1,2 milhão; a agência Cubanet, 1,1 milhão entre 2001 e 2002; o Centro Americano para o Trabalho Internacional de Solidariedade, 168 mil; a Ação Democrática Cubana, 400 mil em 2002.

Enquanto isso, o secretário de Estado assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Curtis Struble, disse que a Usaid investiria mais 7 milhões na conspiração anticastrista, e o general Colin Powell, secretário da Estado de Bush, anunciou o investimento de 26,9 milhões na Rádio e na Televisão Martí, mantidas pela CIA para transmitir programação contrarrevolucionária e articular a ação dos conspiradores.

Foi a participação ativa nesta conspiração estrangeira contra o governo de seu país que levou à prisão daqueles que, agora, são beneficiados pelo acordo entre o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Mendonça. Eles foram condenados sob a acusação de crimes contra a independência e a integridade territorial de Cuba. Foram condenados por trair a pátria socialista a serviço da principal potência imperialista de nosso tempo, os EUA.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Repórter desmascara blogueira cubana Yoani Sánchez em entrevista


www.vermelho.org.br

25 de Abril de 2010 - 10h44

Ferrenha opositora do regime cubano, a blogueira Yoani Sánchez concedeu uma entrevista ao jornalista francês Salim Lamranium, na qual cai em contradição diversas vezes. Especialista em assuntos relacionados à ilha, ele conseguiu colocá-la contra a parede e expor a fragilidade dos argumentos da cubana.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009



Este filme mostra a emocionante e heróica luta dos cubanos e cubanas contra o bloqueio genocida imposto elos EUA.
Mostra também a impressionante liderança de Fidel e seu gênio de, entre otras coisas, anunciar com antecedência o colaso da URSS.

É lindo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Raúl Castro: "Se acabaron los gestos unilaterales"


Granma (www.granma.cu)




• Entrevista de prensa concedida por el Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros de la República de Cuba, compañero Raúl Castro Ruz, y Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente de la República Federativa de Brasil, en Brasilia, el 18 de diciembre de 2008, "Año 50 de la Revolución"


(Versiones Taquigráficas-Consejo de Estado)

Raúl Castro.—¿Cuántas preguntas van a hacer?, para organizarnos.

Periodista.—Cuarenta.

Raúl Castro.—Mucho, mucho; tengo todavía un programa muy duro, y me voy rápido de Brasil porque no quiero enamorarme de Brasil ni de las brasileñas (Risas); son muy bonitas, igual que las cubanas. Si no hago la aclaración, no puedo regresar a Cuba, y es por una explicación muy sencilla: las raíces comunes que tenemos. ¿No es así?

Periodista.—En Cuba una cosa urgente debe ser ahora el bloqueo.

Raúl Castro.—No es tan urgente, llevamos casi 50 años; pero ya es hora de que concluya, está agonizando. Si nos hacemos la pregunta: ¿Por qué el bloqueo? ¿Para qué el bloqueo, salvo que no sea por una incomprensible venganza contra un pueblo que no ha agredido nunca a Estados Unidos? Es el momento ya en que va a agonizar y más aún después de las cumbres que acabamos de concluir en Sauípe, Salvador, estado de Bahía; es decir que eso no tiene perspectiva.

Cuántas veces en la ONU, con la excepción, por supuesto, del voto de Estados Unidos, del voto de Israel, que yo lo comprendo, Israel se debe a Estados Unidos totalmente, incluyendo las armas nucleares, que tiene por centenares, que se hizo en silencio cómplice con unos cuantos y ahora aquello es un polvorín completo. Es decir que ya hay que irse preparando, porque el bloqueo no tiene perspectiva.

El señor presidente de Estados Unidos dijo en la campaña electoral que suavizará el bloqueo, pero se mantendrá el bloqueo. Eso es el garrote y la zanahoria: ¿Por qué mantener el bloqueo? ¿Por qué y para qué? Ya más del 70% de los ciudadanos de mi país han nacido bajo las condiciones del bloqueo y bajo las limitaciones que impone el bloqueo. Quiere decir que estamos entrenados, estamos preparados contra el bloqueo y contra los huracanes que cada día serán o son ya más frecuentes, y, lo peor, más poderosos.

Con nosotros no ha podido nadie: no pudo el colonialismo español cuando concentró cerca de 300 000 soldados a finales del siglo XIX, en la última guerra, en la cual mi papá era soldado español, en la cual mi papá vino, campesino pobre movilizado en Galicia, a los 20 años —había nacido en el año 1875—; después se enamoró de Cuba, regresó rápido después que lo evacuaron, para suerte de Fidel y mía. No es que no nos hubiera gustado ser gallegos, pero preferimos ser gallegos en Cuba y compartir esos dos troncos, europeo y africano, igual que ustedes.

Es decir que volviendo al bloqueo y al señor Obama, presidente de Estados Unidos, al cual le reconocemos sus virtudes, pero que ahora es el momento de la verdad, que debe demostrarlo.

Estamos acostumbrados y leí muy recientemente que el propio Ministro de Defensa de ustedes, con el cual tuve la oportunidad de conversar un instante ahora en el banquete, en Estados Unidos plantea lo que está planteando toda persona honesta y con racionalidad en el planeta: ¿Por qué el bloqueo? ¿Por qué no levantan el bloqueo? Y la señora Albright, que ustedes recordarán fue secretaria de Estado de Clinton, dijo que para eso Cuba tenía que empezar a hacer gestos. ¿Gestos de qué? ¿Gestos para qué? ¿Por qué gestos el país agredido y pequeño? Que nos pasen la lista para ver cuántas agresiones les hemos hecho a ellos.

Entonces, eso es común en Cuba. Yo recibí una carta hasta de un ex presidente anunciándome que se aproximaban cambios antes de las elecciones y que sería muy bueno que hiciera algunos gestos Cuba. Le contesté inmediatamente con el mismo afecto que él escribió su carta, y le dije que la época de los gestos se acabó en Cuba, que tienen que ser gestos bilaterales, que se acabaron los gestos unilaterales.

Esa es la situación: ¿Hasta cuándo vamos a permitir eso?

Ustedes oyeron cuando yo dije, en mis palabras ante el banquete, que ya en América Latina somos mayores de edad, ya queremos hablar con voz propia. No es Cuba, es todo el continente, empezando por Brasil que es el hermano mayor, por razones obvias que todos conocemos. A los norteamericanos hay que decirles igual y acabarnos de quitar el complejo este.

De todas las desgracias —yo le decía al presidente Lula—, hay que tratar de sacar alguna ventaja, y de las desgracias de esta crisis económica, financiera y de todo tipo, hay que sacar por lo menos el provecho de que a pesar de ese tutelaje mundial que existía aquí de parte de ellos, de parte de los amigos de la Unión Europea que todavía nos siguen mirando desde arriba —mirando desde arriba se les nota hasta en los gestos que tenemos magníficos amigos en dicha comunidad y sangre como la mía propia que les estoy diciendo, hablándoles de mi origen gallego, español—, todo eso llegó el momento en que tenemos que eliminarlo y se eliminará; el que quiera seguir con sus complejos sometido a los atavismos del pasado, que siga, no lo vamos ni a criticar, hay que respetar las opiniones de todos, hay que acostumbrarse a vivir en pluralidad.

A ustedes les parecerá raro que un comunista cubano hable así; sin embargo, yo sé lo que es una comunidad de países como a la que pertenecimos hasta la crisis del socialismo, que será transitoria, como todo proceso a lo largo de la historia, lo que es la falsa unanimidad.

El mundo sería muy aburrido si todos tuviéramos que pensar igual de todo. La diferencia es una virtud, lo que hay es que saber llevar las discrepancias con altura, respetando a los demás, sencillamente; pero exigiendo que se nos respete.

Ese es el problema del bloqueo. Esperaremos con paciencia... Ustedes están escuchando nuestros discursos, incluyendo los que pronuncié en Salvador de Bahía, Sauípe, yo ni mencioné la palabra imperialismo, cosa rara. Llevamos medio siglo pronunciándola, ya todo el mundo la conoce, no hay que repetirla. Estamos viendo las consecuencias de lo que es el sistema ese. O sea, Cuba está preparada para lo que sea.

Soy de los que creen que Brasil es de los países que tiene mejores condiciones, por diferentes razones, para enfrentarse a la crisis, que es bastante complicada y que nadie sabe todavía cómo se va a resolver, ni dónde va a terminar; o si va a ser repetitiva, cada vez más frecuente como los huracanes que azotan al Caribe, que cada día son más y cada día son más violentos. Vivimos seis meses bajo los huracanes, desde el 1ro. de junio hasta el 30 de noviembre, ese es el período de huracanes.

Estoy hablando mucho para que hagan pocas preguntas, ¿no se dan cuenta que esa es la táctica?

Periodista.—¿Y los disidentes cubanos que fueron fusilados?

Raúl Castro.—¡No me vengas con disidentes!, esa historia la conozco de sobra. Por qué no me hablas de los 57 millones de dólares que como presupuesto aprobó el Congreso de Estados Unidos para pagar agentes, que ese es el papel que desempeñan. Esos son los disidentes.

Por qué no me hablan de los Cinco Héroes nuestros que no hicieron nada contra Estados Unidos y llevan 10 años prisioneros, y que fueron juzgados incorrectamente y hay uno que está condenado a dos cadenas perpetuas. Y no me vengas con esa pregunta que ya la sabemos de plantilla.

Periodista.—Presidente, una pregunta, eso quiere decir que descarta completamente hablar con Obama, o una agenda abierta con Obama.

Raúl Castro.—Ya hemos dicho que estamos dispuestos a hablar con el señor Obama donde sea y cuando él decida. Ahora bien, en absoluta igualdad de condiciones, ¡igualdad de condiciones!, sin la más mínima sombra a nuestra soberanía, ni a pedirnos que hagamos un gesto, ¡no tenemos ningún gesto que hacer! Tampoco se lo pedimos a ellos. Vamos a hacer gesto y gesto, esos prisioneros de los que tú hablas quieren soltarlos, que nos lo diga mañana, se los mandamos para allá con familia y todo; que nos devuelvan a nuestros Cinco Héroes, eso es un gesto de ambas partes, y de los supuestos prisioneros que hay en Cuba.

Luiz Inácio Lula da Silva.— Pienso que es extremadamente importante comprender este asunto del presidente Obama. Yo pienso que la reunión que tuvimos en Sauípe, en mi discurso me referí a que Obama va a probar la diferencia del mandato que él va a ejercer en Estados Unidos haciendo algún gesto y su primer gesto debe ser decir cuál será la política norteamericana para América Latina y el Caribe, toda la política que él va a tener para África.

La segunda cosa que me parece importante es decir: cuál es la razón del bloqueo a Cuba. Creo que no es Cuba quien tiene que pedir el fin del bloqueo, habrá un momento que Estados Unidos comprenderá que no existe justificación política, ética, militar para mantener ese bloqueo a un país que la única cosa que hizo equivocada fue conquistar su libertad y creó un consenso entre todos los países de América Latina y el Caribe, yo diría del mundo. No hay explicación, si hubo un momento en que después de la Revolución hubo una historia de misiles soviéticos en Cuba, y que llevó a los americanos a decir: "Vamos a bloquear"; eso acabó hace casi 50 años. El mundo precisa vivir en paz, vivir en la diversidad, vivir democráticamente.

Yo pienso que la victoria de Obama en Estados Unidos para mí significa mucho, porque no es poca cosa que un negro sea electo presidente de Estados Unidos de América del Norte, y él fue electo y eso hace la diferencia. Él va a asumir el próximo día 20 de enero. De ahí es que yo espero que existan también diferencias en el comportamiento con relación a América Latina y el Caribe. Y creo que Cuba no tiene que hacer gestos, quien tiene que hacer gestos es el gobierno norteamericano, que es quien hizo el gesto del bloqueo. Lo que tiene que decir es: "Se acabó el bloqueo"; y ya está todo resuelto.

La segunda cosa que me parece sumamente importante y un problema que tengo la convicción de que al presidente Obama le interesa mucho, es la sustentabilidad económica de los países de América Latina y sobre todo de América Central que dependen de la economía norteamericana. O sea, yo espero que Obama tome medidas concretas y espero que Obama pida ayudar a los países de América Central que dependen exclusivamente de la economía norteamericana... para que los ayuden para que no sean víctimas de las pérdidas económicas causadas por Estados Unidos.

Hay algo que me parece extremadamente importante y pienso que Estados Unidos, Europa, la prensa brasileña, los intelectuales y todo el mundo van a entender lo que aconteció en Bahía esta semana, que no es poca cosa, a 200 años de la conquista de la independencia de muchos países de América Latina y del Caribe, nunca había habido una reunión de todos esos países, porque solo se reunían cuando Estados Unidos lo permitía; hoy por libre y espontánea voluntad todos los países se reunieron para hablar, discursar y por unanimidad todos ellos piensan que precisamos que exista un organismo multilateral de América Latina y el Caribe sin tener que recurrir a la Corte de La Haya para resolver un problema en América Latina o el Caribe, o recurrir a la OEA para resolver un problema entre Brasil y Uruguay o entre Paraguay y Argentina, que tengamos un organismo multilateral nuestro.

Esas cosas no van a ocurrir con facilidad; pero tengan la seguridad de que van a ocurrir de manera mucho más rápida, en cualquier momento. Ya fue pensado por los gobernantes. Creo, fervorosamente, por todas las conversaciones que mantuve con los gobernantes, que existe una conciencia de que esta crisis es una gran oportunidad para que podamos repensar que el orden económico puesto en práctica en el siglo XX, en la posguerra, no puede continuar porque necesita una lógica en la economía. Entonces esta crisis va a obligarnos a pensar y a repensar qué otras formas de política económica vamos a necesitar, qué otras relaciones comerciales y bilaterales van a existir entre países; porque antes todos estaban pendientes del potencial de compra de Europa y de Estados Unidos, un poco más también del poder de compra de China; pero ahora, es necesario pensar entre nosotros qué hacemos para ayudarnos.

Cuántas cosas semejantes hay entre nosotros que no aprovechamos, que jamás discutimos. Las cosas están evolucionando, y este encuentro de Sauípe, y ya participé en muchas reuniones de Jefes de Estado, nos trajeron una cosa importante: trajeron a Cuba como miembro permanente del Grupo de Río.

También es importante recordar que no estamos defendiendo el retorno de Cuba a la OEA, porque Cuba no desea volver; lo que estamos diciendo es que sea hecha una reparación de lo que ocurrió cuando expulsaron a Cuba en 1962 de esa organización. Apenas una reparación, porque en algún momento histórico las personas tienen que empezar a pedir disculpas, pedir perdón a los países, a los pueblos, por los errores que hemos cometido. Yo no tuve ninguna vergüenza de ir a África y pedir disculpas al pueblo africano por los 300 años de esclavitud sufridos aquí en Brasil; no tuve la menor vergüenza, porque pienso que pedir disculpas es parte de la grandeza de los hombres y de las mujeres.

Ahora, la política de los países ricos, esa palabra no existe. Ahora hay una crisis profunda; o sea, estamos matándonos para hacer que no llegue a los pueblos de América Latina. No obstante, estamos colocando dinero en la economía para reactivar la producción, y la única cosa que hacemos es invertir dinero para salvar a los bancos. Si ese dinero fuese colocado en la industria, en la agricultura, para los pobres, la familia, no tendríamos esa crisis tan profunda.

Tengo la expectativa de que con el presidente Obama, la política de Estados Unidos va a ser mejor; porque la única explicación que yo tengo para mantener ese bloqueo es la cantidad de electores de origen cubano que hay en Florida; es la única explicación, no hay otra.

Ahora, como él, ganador de las elecciones, tiene que demorar cuatro años hasta la próxima, eso puede ser cambiado en el primer año.

Raúl Castro.—Y ganó en la Florida.

Luiz Inácio Lula da Silva.—Y ganó en la Florida, es importante.

Raúl Castro.- Es la primera vez.

Luiz Inácio Lula da Silva.—Eso no tiene el menor sentido.

Estoy muy feliz con la visita del presidente Raúl Castro, es la primera visita de un Jefe de Estado cubano a Brasil de manera oficial. Con anterioridad el compañero Fidel había participado en varios eventos internacionales en Brasil, pero no en visita oficial. Es muy gratificante, y espero que sea la primera de una serie de visitas a Brasil.

Raúl Castro.—Cuando vuelva, cuando vuelva seguimos la entrevista.

Luiz Inácio Lula da Silva.—Brasil va a continuar cooperando. Ustedes tienen que comprender que el presidente Raúl Castro tiene una agenda complicada.

Periodista.—Saludos, Presidente.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mobilização mundial exige libertação dos Cinco



Realiza-se em Nova Iorque primeiro concerto público

• HAVANA — O primeiro concerto público de solidariedade aos Cinco cubanos presos políticos em cárceres norte-americanos, realizou-se em Nova Iorque, com a assistência de mais de 600 espectadores, que reclamaram a liberdade desses antiterroristas.

A membro do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco, Alice Jrapko, declarou à Agência de Informação Nacional que no espetáculo intitulado Cinco Estrelas e um canto se exigiu de Washington a liberdade de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, presos desde 12 de setembro de 1998 em Miami por prevenirem Cuba de ações terroristas.
O cenário foi o Auditório do Centro Comunitário Hostos, donde foi lida a mensagem dos Heróis da


República de Cuba.
As performances de reconhecidas figuras, entre as quais, o porto-riquenho Danny Rivera, o dominicano Víctor Víctor, Las Estrellas Doradas del Jazz de Porto Rico, e a mensagem do ator norte-americano Danny Glover, foram aplaudidas pelo público.

MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL
A jornada pela libertação dos Cinco Heróis foi realizada em Dili, capital de Timor-Leste, com uma multidão no populoso parque de Dissidere.

Três representantes dos combativos manifestantes apresentaram-se na embaixada norte-americana em Dili e entregaram a declaração, antes aprovada, exigindo a libertação dos antiterroristas cubanos. Por outro lado, em 14 de setembro, as mais de 200 delegadas iniciaram, na sessão de encerramento do 3º Congresso da Organização das Mulheres de Timor-Leste, a assinatura de uma declaração onde fazem um apelo para as mães e esposas estadunidenses aderirem ao reclamo universal a fim de que Olga Salanueva e Adriana Pérez possam visitar seus esposos, René e Gerardo, respectivamente, e sejam libertados os Cinco.

Também em Sevilha, Espanha, convocou-se a uma vigília em solidariedade aos Cinco, e no Japão, com a participação dos principais meios de comunicação locais como Asahi, Kyodo News, NHK, NTV, representantes de diversos meios digitais e jornalistas independentes, teve lugar uma entrevista coletiva do embaixador de Cuba nesse país, José Fernández de Cossío, dando-se início com ela à 3ª Jornada pela Libertação dos Cinco. Os assistentes receberam uma nota de imprensa com detalhes sobre o caso.


Amigos de Cuba na Austrália exigiram a liberdade dos lutadores antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. Uma manifestação teve lugar frente à legação estadunidense em Perth, estado de Western Australia, quando grupos da Associação de Amizade, organizações políticas e outros setores reclamaram justiça para os Cinco, soltando igual número de pombas.

Coletivizando no Youtube