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sábado, 22 de junho de 2013

Programação do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB Centro de Formação da FETAEM-MG 28 a 30 de junho de 2013

Programação* do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB
Centro de Formação da FETAEM-MG
28 a 30 de junho de 2013
Sexta, 28/06

12h00 - Check in e acolhida
16h00 – Abertura
Hino Nacional Brasileiro
A Internacional
16h15 - Ato Político
Tempo das falas – 5 min
  • Wagner Gomes - Presidente da CTB
  • Alberto Broch – Presidente da CONTAG
  • Vilson Silva – Presidente da FETAEMG
  • Virgínia Barros – Presidenta da UNE
  • Luana Bonone – Presidenta da ANPG
  • Lúcia Stumpf – União Brasileira de Mulheres e Coordenação dos Movimentos Sociais
  • Batista Lemos – Vice-Presidente da Federação Sindical Mundial
  • Ângela Guimarães – Vice-Presidenta do Conselho Nacional de Juventude
  • Assis Melo – Deputado Federal do PCdoB – RS
  • Gilson Reis - Vereador de Belo Horizonte e Presidente do SINPRO-MG
  • Coordenação: Paulo Vinícius – Secretário Nacional de Juventude da CTB
  • Gilda Almeida – Presidenta do Centro de Estudos Sindicais

17h00 – Brasil: A luta pelo desenvolvimento, os(as) trabalhadores(as) e da juventude. (Tempo das falsas:15 min)
Roberto Amaral – Vice-Presidente do PSB
André Tokarski – Presidente da União da Juventude Socialista
Carla Bueno – Levante Popular da Juventude
Paulo Vinícius – Secretário de Juventude da CTB
Coordenação: Dorenice Flor, Secretária Geral da CONTAG

20h00 – Jantar e Atividade Cultural – Sarau musical (Aguardamos sugestões de músicos e poetas para fechar a programação)

Sábado - 29/06

9h00 – Um passo adiante na organização da Juventude da CTB: Organização Nacional e Ramos (Tempo das falsas:15 min)
- Adilson Araújo – Presidente da CTB-BA
- Vítor Espinoza – Secretário de Juventude da CTB-RS, Executiva Nacional
- Vilson da Silva – FETAEMG
  • Nivaldo Santana – Vice-Presidente da CTB
  • Aline Lima – Núcleo da CTB na APEOESP
  • Marcelino Rocha – Presidente da FITMETAL
Coordenação: Rosi Santos – Sindicato dos Bancários de Sergipe

12h00 - Almoço

14h00 – Grupos de trabalho de articulação por ramos: O objetivo é apontar diretivas e unificar a articulação em ramos fundamentais de trabalho da juventude da CTB. O relatório será encaminhado à Secretaria Nacional para subsidiar os trabalhos após o 3º Congresso.

a) Metalúrgicos – Todson – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa-RS
b) Educação – Wallace Melo (SINPRO-PE), Aline Lima (Núcleo da CTB na APEOESP), Edson (CONTEE)
c) Rurais – Maria Alves de Souza (FETAEMG), Luciana Oliveira (FETAG-BA), Josiane (FETAG-RS)
d) Bancários: CTB Ramo Financeiro, Luíza Bezerra (Coletivo da Juventude Trabalhadora do RS e BB)
e) Comerciários: Vítor Espinoza (FECOSUL), Alfredo Nascimento (Sindicomerciários de Salvador)
f) Correios – Federação dos Correios, Adroaldo Negreiros
g) Servidores Públicos: Igor Pereira (Coletivo de Juventude da CTB-RS) e José Gonçalves (CTB-PB)

Atenção: pode haver outros grupos mediante proposta dos ramos à Secretaria nacional de Juventude.

16h00 – Intervalo – 30 min

16h30 – Grupos de trabalho por temática: O objetivo é apontar diretivas para o trabalho da juventude da CTB em temas importantes. O relatório será encaminhado à Secretaria Nacional para subsidiar os trabalhos após o 3º Congresso.

a) A juventude trabalhadora e o empoderamento das mulheres na luta sindical – Carolina Barbosa – Advogada e militante da UBM, Elvira Madeira (bancária - CTB-CE)
b) Estágio e ingresso no mundo do Trabalho – Wallace Melo (SINPRO-PE);
c) Juventude da CTB e participação no ESNA, FSM e CCSCS (apresentação) – Paulo Vinícius;
d) Jovens trabalhadores (as) e Políticas Públicas de Juventude – Vítor Espinoza e Thiago Santana (Vereador de Betim)
e) Trabalho Decente, Precarização e Terceirização – Igor Pereira (FASUBRA) e Severino Silva (CTB-PB)
f) A juventude adoecida no trabalho e a organização sindical – Alfredo Nascimento (Comerciários de Salvador) e Sérgio Silva (CTB-GO)
g) Estratégia da ampliação da filiação sindical e do envolvimento da juventude nos Sindicatos – Sindicato dos Metalúrgico de Caxias, Juliana Matias (FETAEMG)
h) Inovar na comunicação com a Juventude Trabalhadora – Kerisson Lopes, Fora do Eixo MG, Eudo Raffael (CTB-AC)


18h00 intervalo

18h30 – Educação, Trabalho e Formação Profissional: por uma agenda de jovens trabalhadores(as) e estudantes. (Tempo das falsas:15 min)
Manuela Braga – Presidenta da UBES
Madalena Guasco – Coordenadora geral da CONTEE
Jackson Bezerra – Presidente do SINPRO-PE
Paulo Vinícius – Secretário Nacional de Juventude da CTB
18h30 – Impulsionar o protagonismo da Juventude Rural na CTB na luta pela sucessão e o desenvolvimento rural (Tempo das falsas:15 min)

Maria Alves de Souza – FETAEMG e Coletivo Nacional de Juventude da CTB
Dorenice Flor – Secretária Geral da CONTAG
Sérgio de Miranda – Diretor de Política Agrícola e Agrária da CTB
Cláudio Bastos – Presidente da FETAG-BA
Coordenação: Vítor Espinoza
21h00 – Jantar e Atividade Cultural – Música ao vivo, Forró, Pop Rock, MPB.

Domingo, 30/06

9h00 - Apresentação do Documento Final e Eleição do Coletivo Nacional da Juventude da CTB

11h00 – Encerramento, almoço e partida das delegações.


* A programação ainda depende da confirmação de convidados(as)

DOCUMENTO DO 2º ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE DA CTB - 28-30 DE JUNHO, BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS

2º ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE DA CTB
28 A 30 DE JUNHO DE 2013, BELO HORIZONTE

ORGANIZAR A JUVENTUDE QUE ESTUDA E TRABALHA NA LUTA SINDICAL

A população entre 15 e 35 anos representa hoje cerca 2/3 da População Economicamente Ativa, num momento de baixo desemprego, e luta por desenvolvimento com valorização do trabalho. No entanto, os indicadores relacionados aos jovens são preocupantes, em especial entre os cerca de 50 milhões de brasileiros(as) entre 16 e 29 anos.

Segundo o DIEESE, a taxa de desocupação da juventude entre 16 e 29 era de 14,5% em 2009. Também nesse ano se verificou que a maioria da juventude trabalha ou procura – 55,2%. Apenas 17,9% estuda e trabalha (ou procura) e 13,5% apenas estuda. Em 2009, 66,4% ganhava até 2 salários mínimos, e 37,4% não tinha carteira assinada. Segundo o MEC, 29% dos estudantes do 1º ao 9º ano estuda e trabalha, sendo que metade sem carteira de trabalho e 71% destes ganhando menos de um salário mínimo. Segundo a mesma pesquisa, 20% não estuda nem trabalha, percepção também do IPEA, que registrou em 2010 um aumento em relação ao ano 2000, de 8,12 milhões para 8,83 milhões de jovens que nem estudam nem trabalham na população entre 15 e 29 anos.

Desemprego, precarização do trabalho, práticas antissindicais, novas doenças trabalhistas derivadas das novas tecnologias e não reconhecidas, machismo, racismo, homofobia, violência contra a juventude negra e da periferia, baixos salários, baixa qualificação profissional, dificuldades na sucessão rural, inúmeros são os problemas no ingresso da nova geração no mundo do trabalho. As mortes violentas na juventude são 70% maiores que na população em geral. A violência é também simbólica, seja pela ação da imprensa burguesa, seja pelo machismo, o racismo ou a homofobia.

No campo, o Brasil tem perdido a batalha da sucessão rural. A ausência de investimentos públicos, o fechamento de escolas e a ausência de oportunidades educacionais e culturais/esportivas, a falta de uma política séria de reforma agrária, crédito e assistência técnica levam a uma incessante saída da juventude rumo às cidades, ao envelhecimento e à masculinização do campo, com consequências graves para a produção de alimentos e para a continuidade da agricultura familiar.

A conclusão é clara: o investimento na juventude, e já, é estratégico, em especial na interface entre educação e trabalho, quando se abrem possibilidades e riscos ao país. Cresce o mercado interno e a classe trabalhadora, o Brasil vive o período de grandes obras, Copa e Olimpíadas e a exploração do Pré-Sal, mas a crise internacional nos ameaça, com impactos inegáveis sobre a juventude, que é a parte mais interessada no desenvolvimento com valorização do trabalho.

É uma geração com outro horizonte para as jovens mulheres, beneficiárias dos avanços da luta feminista e da ampliação de direitos, com maior escolaridade, que divide os postos de trabalho. Mas ainda é marcada pela violência e o machismo, a desigualdade de direitos e pela ausência dupla de referência: não estão ligadas ao movimento feminista nem ao movimento sindical, em que persiste uma dinâmica pouco inclusiva, sem abrir-se a alternativas ao grave problema da dupla e tripla jornada. Como o movimento sindical classista e feminista dialoga e atrai as jovens mulheres?

Nunca houve nem haverá tantos(as) jovens no futuro. A tendência é de envelhecimento da população. A juventude – para o bem ou para o mal – está no centro do Projeto Nacional de Desenvolvimento. Diante dos dados acima, que futuro nos aguarda, com a juventude na maior parte da vida marcada pelo desemprego, a precarização, os baixos salários, a informalidade e a ausência de cobertura previdenciária?

É a geração pós-queda do muro de Berlim, que domina as novas tecnologias acessa uma quantidade de informação nunca vista, mas foi criada sob bombardeio ideológico neoliberal, em sua pregação contra a esquerda, o socialismo, a política, o coletivo, os partidos e os sindicatos. É fortemente disputada pela imprensa golpista, pelas religiões fundamentalistas conservadoras, por movimentos pós-modernos e muitas vezes o financiamento e ideologias daninhas, como o ecoimperialismo e a negação do Brasil. São fortes barreiras à consciência de classe e podem levar a derrotas dos trabalhadores(as) e sindicalismo classista.

Apesar das dificuldades, o país evoluiu muito nos últimos 10 anos em relação ao neoliberalismo. Há presença importante de jovens nas categorias, a exemplo dos comerciários, bancários, na educação e saúde, na indústria, nos transportes e no serviço público em geral. Ampliou-se a educação para os mais pobres e excluídos e a educação pública, com impactos nos setores de ponta.

Por isso, temas de crescente são a educação, o Estatuto e as Conferências de Juventude, os 10% do PIB em educação, a educação profissional, técnica e tecnológica, a sucessão rural e a luta contra a violência física e simbólica que atinge a juventude (pobre, negra, da periferia, e trabalhadora ou estudante ou desempregada, LGBTT).
Nesse contexto, como o movimento sindical classista dialoga com essa parcela da classe? Como incorpora suas bandeiras e métodos de comunicação e luta? Como atrai para suas fileiras as lideranças que podem se dirigir a essa massa de trabalhadores(as). Como incorporamos às direções, à imprensa, às políticas esportivas e culturais a juventude trabalhadora? Qual o papel dessa geração para CTB disputar a hegemonia entre os trabalhadores(as) na luta pelo socialismo?

Parte da resposta foi dada pela CTB nesse mandato. Desde 2009, quando realizamos o I Encontro Nacional de Juventude em São Paulo, inaugurou-se crescente participação, visibilidade e formulação sobre temas juvenis, em que a CTB tem cumprido papel superior a sua estrutura organizativa.

É imensa a demanda política, sindical e institucional da juventude da CTB. São espaços em departamentos juvenis dos sindicatos; comissões de jovens rurais da CONTAG e FETAGs; conselhos de políticas de juventude municipais, estaduais e nacional; espaços tripartites e relacionados ao trabalho decente e à formação profissional, com maior complexidade a partir do PRONATEC; entre as centrais nacional e estadualmente; de representação internacional na FSM, ESNA e CCSCS. O tema aos pouco ganha peso na formação sindical.

Por tudo isso é inadiável dar um passo adiante no funcionamento orgânico, com apoio da CTB para a Secretaria, um coletivo nacional mais maduro e dedicado à ação intersindical e de juventude, com lideranças que possam dirigir o trabalho juvenil nos Estados. É o fator decisivo para pautar a incorporação da juventude aos ramos, e ampliar a representação da CTB nos temas juvenis ante da sociedade. São oportunidades sintonizadas com os avanços da Central no seu 3º Congresso.

Para colher os frutos plantados desde o 2º Congresso, há que assegurar lugar para a juventude em nosso movimento, integrar suas demandas na luta dos trabalhadores(as), a exemplo da CONTAG. Nesse rumo, é precisamos de duas esferas de articulação que permitam diálogo permanente:

I – Direção Nacional - Secretaria Nacional – Coletivo Nacional de Juventude – Ramos e categorias fundamentais

II – Direção Estadual - Secretários Estaduais de Juventude em todas as direções estaduais – Coletivos Estaduais – Departamentos juvenis em todos os sindicatos.


Será um segundo passo, mas importante para que a CTB possa se mostrar, combativa, democrática, de luta, abrindo os braços aos jovens trabalhadores e trabalhadoras que anseiam por uma alternativa que só a CTB pode oferecer, em permanente diálogo com a juventude estudanitil e os movimentos sociais, preparando um salto para o futuro.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CTB irá realizar em junho seu 2º Encontro Nacional da Juventude

CTB irá realizar em junho seu 2º Encontro Nacional da Juventude


logo-juventude-CTB 2013A CTB, por meio de sua Secretaria da Juventude Trabalhadora, irá realizar, entre os dias 28 e 30 de junho, seu 2º Encontro Nacional da Juventude. A atividade será na sede da Federação de Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), em Belo Horizonte.

Sob o lema “Unir a Juventude que Trabalha e Estuda à Luta Sindical”, o Encontro pretende discutir os principais temas ligados à atual conjuntura política, econômica, sindical e social do Brasil, a partir do viés da juventude trabalhadora, tanto do campo como das grandes cidades do país.

Os direitos da juventude trabalhadora, sua maior organização nos ramos, o Estatuto da Juventude, a luta pelo aumento do investimento em educação como percentual do PIB, a formação e a qualificação profissional, a sucessão rural e o protagonismo dos jovens trabalhadoras serão temas debatidos no 2º Encontro.

Preparação para o 3º Congresso da CTB

É crescente a demanda política, sindical e institucional da ação da juventude da CTB. Às vésperas da realização do 3º Congresso Nacional da Central, é fundamental que o 2º Encontro da Juventude faça um balanço de sua atuação no período mais recente e discuta as perspectivas e desafios que surgirão nos próximos anos.

Para o secretário da Juventude Trabalhadora da CTB, Paulo Vinicius, “é hora de colher os frutos de tantas atividades que fizemos nos últimos três anos. O que ficou? Como melhor estruturar o trabalho da CTB na Juventude? Para mim, que deixo a frente, a juventude só terá importância e ajudará a Central se passar a se identificar como jovem e se organizar para a luta sindical. É nossa hora de pensar juntos no 2º Encontro, valorizar esse espaço, um momento bonito e importante que deixará importantes caminhos para a ação da juventude".

A hora é de viabilizar a vinda das delegações

O 2º Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB está previsto para 150 participantes, por isso será estabelecida uma data limite e uma inscrição prévia que posteriormente será divulgada. Para Paulo Vinícius, “a juventude tem de se mexer, viabilizar sua passagem enquanto está barato, pedir apoio dos sindicatos para termos o maior número de estados, de modo que esses (as) jovens levem o aprendizado para fortalecer as CTB’s estaduais, as lutas do sindicalismo, da juventude e do Brasil".

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