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domingo, 3 de julho de 2011

A posse dos bancários da Bahia: unidade, luta e renovação.

Paulo Vinícius

No último dia 10 de junho, em Salvador, no Auditório José Mutti de Carvalho, tomou posse a nova direção do Sindicato dos Bancários da Bahia para o triênio 2011-2014. 

A nova direção tem a marca da composição unitária entre os bancários classistas da CTB - liderados pelo histórico dirigente e memorialista sindical baiano, Euclides Fagundes - e a adesão de militantes da CUT e independentes. Também nesse caso, confirma-se a correção da criação da central classista como elemento de unidade dos trabalhadores, pois a CTB abriu caminho para o retorno da CUT ao histórico Sindicato  baiano.





Ato representativo e com repercussões nacionais
A expressão desse momento ficou clara na representativa mesa e na presença de sindicalistas de Sergipe, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, de várias forças políticas, das centrais sindicais e até mesmo a representação de  bancos. A importância nacional da atividade ficou clara na presença do presidente da CONTRAF, Clarlos Cordeiro. O SEEB-BA é o mais importante sindicato do ramo financeiro da CTB, que não participa mais da direção da CONTRAF, em face do hegemonismo cutista nessa confederação, o que impede sua ampliação.





Isso não impediu que a CTB mantivesse seus sindicatos no comando nacional dos bancários e a firmar o acordo da CONTRAF, resguardando-se à central a independência e a crítica aos limites dos avanços dos bancários nas negociações salariais a partir da eleição de Lula. Dado o exponencial crescimento dos lucros dos bancos, a força dos bancários, sua exploração brutal e o parasitismo do capital financeiro no Brasil, anseiam os classistas por ampliar ainda mais as conquistas e a unidade dos bancários, o que tem gerado uma dinâmica de unidade e luta entre CTB e CUT e o fortalecimento dos classistas no movimento bancário nacional.



Nesse contexto é que o Presidente da CONTRAF aproveitou sua fala para convidar os classistas a reingressar na entidade. Como resposta, várias  foram as menções feitas por Eduardo Navarro (Coordenador do ramo Financeiro da CTB), Emanoel de Jesus (Presidente da Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe), Álvaro Gomes (Dep. estadual do PCdoB e ex-Presidente do SEEB-BA) e de Everaldo Augusto (Ex-Presidente) quanto à centralidade da Agenda Nacional da Classe Trabalhadora aprovada em 2010 na II CONCLAT, como base para a unificação crescente das centrais.



O fato é que a campanha salarial dos bancários de 2011 está na ordem do dia e as movimentações sindicais podem contribuir para a definição do resultado.

O peso da especulação sobre o povo
A aposta dos classistas é a mesma nos bancários e no movimento sindical. Defendem  o programa da CONCLAT, que unifica a sociedade contra o capital fiinanceiro. Só em 2010, 44,93% do Orçamento da União, 635 bilhões de reais, foram para os especuladores que vampirizam a Nação. A CTB propõe uma disputa mais clara dos rumos do governo Dilma, submetido a uma política econômica conservadora, carente do apoio e da pressão populares para avançar nas mudanças. 

  Na campanha salarial de 2011 é evidente a necessidade    de uma sólida unidade para enfrentar a agenda regressiva de aumento de juros, encarecimento do crédito, de matar a pauladas o crescimento econômico, enquanto os banqueiros seguem a lucrar de modo imoral e a chantagear o Brasil. A unidade mais ampla dos bancários em grande medida dependerá da disposição da CONTRAF enfrentar de modo amplo e firme os especuladores, em defesa da categoria bancária. Já a CTB, é autônoma e dialoga com todas as centrais sindicais e entidades bancárias. 

Experiência e renovação
Outra importante marca na posse foi a importância dada à juventude na presente etapa da luta sindical bancária baiana, expressa nas falas e na ascensão de uma promissora liderança à vice-presidência da entidade, o bancário da Caixa Econômica Federal, advogado, professor universitário e ex-diretor da UNE, Augusto Vasconcelos. 

Eduardo Navarro conduziu os trabalhos sendo ladeado por Euclides Fagundes e Augusto Vasconcelos. A sinalização desse simples gesto é clara: enfatiza a importância da juventude bancária para a luta sindical e a renovação nas direções sindicais. Também o deputado estadual Álvaro Gomes realçou o "imenso potencial" do novo vice-presidente do Sindicato e as suas qualidades para no futuro contribuir ainda mais com a entidade.




Ao final, a fala de Augusto Vasconcelos trouxe importante reflexão acerca do parasitismo dos especuladores, da necessidade de mudar o Brasil e do protagonismo dos bancários. E o encerramento feito pelo Presidente reeleito Euclides Fagundes apontou para os importantes desafios da entidade, os investimentos em sua infraestrutura, a construção de seu centro de memória e para a força da categoria diante dos desafios do presente e do futuro. Fica a certeza que o SEEB-BA tem História, bases e futuro.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

QUE OS BANCÁRIOS(AS) DECIDAM SOBRE A CAMPANHA SALARIAL!

Quer dizer que isto é uma assembeia?!



POR UMA ASSEMBLEIA DEMOCRÁTICA, 5a. no CEBOLÃO, às 18h30

Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor em nosso jardim. E não dizemos nada. // Na segunda noite, já não se escondem pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.// Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.// E, porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada". Maiakovski

Colega bancário(a), uma torpe manipulação quer impôr à categoria reivindicações rebaixadas na campanha salarial de 2009 sem ouvir os bancários.

E não é a direção dos bancos, mas a do sindicato que faz o serviço sujo. Na última 4ª feira forjaram uma “assembléia” às pressas, sequer citada no boletim do sindicato, só exposta no site na véspera para validar a infâmia.

Não é à toa. O congresso bancário de BSB reuniu umas 120 pessoas. A conferência nacional, cerca de 600, em São Paulo, no Holliday Inn. Nestes espaços, sob a hegemonia da CUT, desenharam-se as reivindicações da categoria. Fora da cúpula, é na assembléia que o bancário real, que trabalha, que enfrenta as metas e o assédio, a hostilidade de clientes e a insegurança, é lá que podemos ver e decidir sobre o que fazem em nosso nome e com nosso dinheiro. Nós é que somos o sindicato, mais que a diretoria, e o sustentamos. Por isto eles não queriam que você participasse, que você decidisse.

Foi este o direito de nós tirado, com truculência e na cínica aposta de que nada faremos, que não ligamos, que o movimento é da minoria. Não houve debate. Menos de 100 pessoas, diretores e amigos no subsolo do sindicato – bem ilustrativo – fingem que fazem uma assembléia. Só a muito custo permitiram, aos gritos e intimidações, que uma voz se opusesse àquela ópera bufa. Tudo para fazer valer uma pauta de reivindicações que não resgata a dignidade dos bancários.

A razão destas subterrâneas decisões é simples. A CONTRAF e seus sindicatos nos empurram uma minuta rebaixada na campanha salarial de 2009:

Apenas 10% de índice. Em 2008, com mais de 30 dias em greve, tivemos 10% para a maioria. E agora, pediremos 10%? Os banqueiros, que nem viram a crise, aplaudem.

O abandono da recuperação das perdas nos 8 anos de FHC, mais de 60% nos bancos públicos. Pedir recuperá-las até 2014 foi rechaçado sem que se dissesse o porquê. Quando chegará a vez dos bancários?

Uma remuneração variável que reforça as metas e as tarifas escorchantes. Em vez de reforçar o caráter público do sistema financeiro, fazermo-nos cúmplices dos banqueiros contra a sociedade.

Entendeu a clandestinidade da Assembléia, e porque não se dá a palavra aos bancários? Exigimos um verdadeiro debate. Os(As) bancários(as) é que devem decidir. Por isso, com base no próprio estatuto do sindicato, exigimos uma assembléia democrática na praça do Cebolão nesta 5a. Feira às 18h30. Assine o edital, participe, mude esse enredo!

OPOSIÇÃO BANCÁRIA DE BRASÍLIA ESQUERDA BANCÁRIA


NÚCLEO DE BASE

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