Intervenção feita durante seminário realizado em Ramallah, na Palestina, envolvendo as fundações Rosa Luxemburgo e Fuad Nassar (ligada ao Partido do Povo Palestino – PPP).
A dimensão territorial, a pujança econômica e a dimensão do mercado interno são apenas expressões de uma rica experiência – em matéria de desenvolvimento econômico e social – e que deve ser motivo de debate e discussão tanto no Brasil quanto no exterior. É uma honra sem tamanho estar partilhando um pouco desta experiência com os companheiros e irmãos de nossa querida Palestina e de representantes de outros países neste seminário. Neste sentido, gostaria de frisar, para os comunistas brasileiros a independência da Palestina é sinônimo do direito ao desenvolvimento e ao planejamento. Enfim, o “direito a vida” como algo que dá sentido ao próprio espírito militante patriótico e internacionalista.
***
Após quase 25 anos de estagnação econômica, fruto de uma “crise de projeto” e de aplicações desastrosas de receitas neoliberais importadas, o Brasil reencontrou-se consigo mesmo. Um novo ciclo político iniciado com a ascensão de forças populares, patrióticas e democráticas ao governo nacional em 2003 recobrou o ânimo nacional, devolveu a autoestima ao nosso povo e colocou o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento e da inclusão social. Esta tendência ganha força, contraditoriamente, com a eclosão da presente crise financeira. O mesmo país que teve de recorrer ao FMI por três vezes entre 1995 e 2003, passou a ser credor deste mesmo FMI e passou a jogar papel marcante nas relações internacionais e na própria democratização destas relações.
O patamar alcançado pelo Brasil nos últimos anos nos transformou em ator indispensável em um chamado “mundo em transição”. Mundo caracterizado por um lento declínio da hegemonia imperialista em detrimento de um maior destaque de países como o Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul. Expressão deste mundo pode ser notada na força adquirida do movimento pelo reconhecimento do Estado da Palestina e sua admissão num organismo de prestígio como a UNESCO. O mundo não é o mesmo de 20 anos atrás.
O que pouco se percebe é que o atual processo de desenvolvimento brasileiro é parte de um todo que envolve herança tanto de uma grande experiência de desenvolvimento vivido entre os anos de 1930 e 1980, quanto das próprias contradições geradas no período citado. Trata-se, também, da trágica experiência neoliberal que assolou não somente o nosso país, mas o mundo como um todo. O salto qualitativo brasileiro recente é parte de um conjunto que necessariamente envolve ricas experiências em curso na América Latina.
Uma economia diversificada e complexa
O Brasil pode ser descrito como um grande país em desenvolvimento. Com uma indústria de porte médio e uma agricultura altamente tecnificada. Seu tamanho territorial, diferentes recortes climáticos, abundantes recursos naturais e uma indústria ainda muito concentrada regionalmente conferem ao país um caráter complexo, quase único. Somos a sétima maior economia do mundo e segunda maior das Américas. Projeções de diferentes organismos internacionais demonstram, que mantidas as atuais taxas de crescimento (4% ao ano), que o Brasil ocupará o posto de quarta economia do mundo por volta de 2050.
Muito nos orgulha de sermos o país do samba e do futebol. Mas, não somos apenas isso. O Brasil desenvolve projetos e produz desde submarinos nucleares até aviões comerciais. Temos um projeto espacial em desenvolvimento e somos pioneiros na extração de petróleo em águas profundas e transformação de cana de açúcar em combustível para automóveis. Temos a segunda maior empresa estatal do mundo (PETROBRÁS) e em 2008, 39 companhias brasileiras estavam incluídas na lista Global 2000 da revista Fortune.
Nosso país transitou com muita rapidez na transformação da agricultura em uma atividade industrial com grande escala de produção. O Brasil é o segundo maior exportador de grãos de mundo. Além disso, produzimos carne bovina suficiente para abastecer toda a demanda internacional. A excelência brasileira nesta área não se encontra somente na dimensão de nossa produção agrícola. Inovações em matéria de crédito bancário e apoio estatal direto têm possibilitado a inclusão de quase um milhão de pequenos agricultores na divisão social do trabalho a partir de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). O altíssimo nível alcançado por nossa ciência agronômica é fator de elevação da influência internacional do Brasil, sobretudo em países africanos onde nosso país executa convênios e parcerias para o fortalecimento da agricultura de países-irmãos mais pobres.
A extração mineral é outra grande fronteira de acumulação, sobretudo pelo fato de combinarmos a existência, em nosso território, das maiores jazidas de ferro do mundo com o fato de a maior empresa de extração mineral do mundo ser brasileira, a Companhia Vale do Rio do Doce. A descoberta de enormes jazidas de petróleo e gás natural no chamado pré-sal deve ser destacada, pois além de exportador de petróleo, poderemos nos tornar uma verdadeira potência petroquímica internacional, garantindo continuidade ao nosso processo de industrialização, o que requer a aplicação de novas e superiores formas de planejamento econômico e social.
Determinados parâmetros econômicos, com consequências políticas estratégicas, devem ser sublinhados no debate sobre a relação entre soberania nacional e desenvolvimento econômico. Acredito que a independência nacional tem expressões históricas. Historicamente a soberania nacional expressou-se, por exemplo, na implantação de uma indústria pesada. A atual crise financeira demonstra que os países que estão fazendo frente a esta conjuntura são caracterizados por possuírem amplos sistemas financeiros nacionais fortalecidos por uma política comercial planificada que privilegia o acúmulo de reservas cambiais. O Brasil possui um dos mais sofisticados e complexos sistemas financeiros do mundo que abarca um sistema estatal de financiamento da produção, além de mais de 150 bancos privados nacionais e estrangeiros operando no país e de um mercado de capitais de porte médio. Sob um ponto de vista particular, a implantação de um sistema nacional de intermediação financeira é uma grande conquista no rumo da plena soberania de qualquer país. Segundo Marx, “a economia monetária foi a maior invenção do capitalismo”.
A experiência brasileira em perspectiva histórica
A história do processo de desenvolvimento varia muito de um país para outro. As leis econômicas apesar de serem regidas por leis de essência universal tem em cada formação social uma forma específica de agir determinada por condições objetivas e subjetivas de cada país ou região. Por exemplo, nos Estados Unidos criou-se um tipo de propriedade agrícola extremamente favorável à produção ao autoconsumo e ao investimento de capital. Na Inglaterra, a Revolução Industrial se dá nos marcos da expropriação camponesa, levando a uma redução dos salários e – consequentemente – a uma maior competitividade da indústria inglesa.
Desde a sua “descoberta” em 1500 até a proclamação da Independência em 1822, o Brasil se transformou numa competente empresa comercial sob administração portuguesa exportadora de cana-de-açúcar e ouro e importadora de escravos. Abrindo parêntese, esta mesma lógica cíclica pode ser percebida no século XX, pois exportávamos produtos agrícolas e importávamos máquinas. Mas esta descrição de nossa colonização não é uma verdade absoluta. Sim, o comércio exterior por muito tempo foi a variável estratégica do desenvolvimento brasileiro. Mas um dinamismo interno precoce pode ser claramente perceptível, por exemplo, numa agricultura altamente dinâmica (já no século XIX), com uma competente produção de alimentos para o próprio mercado interno. O dinamismo econômico brasileiro também é produto da assimilação de outras culturas formadoras de nossa nacionalidade.
Impossível não colocar em relevo a variável, que se tornou estratégica, da cultura empreendedora alemã, japonesa e árabe. Assimilamos tanto a tenacidade típica do povo português e a criatividade e a capacidade de trabalho dos africanos, quanto do olhar empresarial estratégico europeu, asiático e árabe. Eis uma das particularidades brasileiras: somos um povo empreendedor e sagaz.
***
Porém a capacidade empreendedora de um povo só se transforma em força material quando o desenvolvimento passa a ser objetivo estratégico de um Estado Nacional. A crise de 1929 engendrou profundas mudanças no mundo e as mesmas se fizeram sentir com força no Brasil. A restrição externa criada pela perda de mercado para nossos produtos agrícolas (sobretudo café) foi a principal condição objetiva para a materialização do desenvolvimento industrial como política oficial do Estado Nacional brasileiro. A Revolução de 1930 liderada pelo estadista e patriota Getúlio Vargas criou as condições institucionais para que o Brasil adentrasse de fato no século XX. Para os comunistas brasileiros, a Revolução de 1930 tem caráter de salto civilizacional, somente comparada (em alcance estratégico) com a independência de 1822. Esta revolução burguesa marcou a derrota das forças políticas interessadas em manter o Brasil como uma mera nação agrária. Foi o momento em que o nacionalismo, como força política, se materializou sob a forma de luta pelo direito ao desenvolvimento e ao planejamento de nosso desenvolvimento.
O fato concreto resultante deste processo está no fato de o Brasil, ao lado da União Soviética e o Japão, foi o país que mais cresceu no mundo entre 1930 e 1980. Na verdade pode-se afirmar que o Brasil saiu da Idade Média em 1930 e adentrou na Idade Contemporânea em 1980. Em 50 anos percorremos o caminho que a Europa percorreu em 600 anos. Construímos as bases de um poderoso capitalismo de Estado, unificamos nosso mercado nacional. Construímos duas das maiores usinas hidrelétricas do mundo, transformamos a PETROBRAS numa empresa de ponta, construímos – com material fabricado no próprio país – o metrô mais moderno do mundo localizado na cidade de São Paulo e a nossa agropecuária tornou-se a mais dinâmica do mundo.
Para o Partido Comunista do Brasil, a história de nosso país não é uma teia de fracassos e revezes. Não alimentamos uma visão catastrofista de nosso passado nem tampouco somos pessimistas com relação ao futuro. Esta visão positiva do processo histórico da construção de nossa nação só é possível na medida em que temos plena consciência que esta mesma construção foi, e está, repleta de contradições. Contradições tais que se constituem no próprio motor do processo de desenvolvimento. A ordem de contradições deste processo é variada. Não percorremos o caminho clássico marcado por uma reforma agrária anterior à industrialização. O Brasil se industrializou sem prévia reforma agrária. A não realização de uma reforma agrária é a razão primária por ainda sermos um dos países mais desiguais do mundo. O Brasil do século XX passou por um brutal processo de urbanização. A crise do modelo “nacional-desenvolvimentista” e as “duas décadas perdidas” mostraram a face mais cruel do processo: crise de superpopulação agrária que se transformou em crise urbana; endividamento externo; crise social; altos índices de desemprego; altos índices de criminalidade; hiperinflação, dentre outros sintomas sentidos ainda hoje.
A contrarrevolução neoliberal e a ascensão de Lula
A “crise do modelo”, a grave crise social e a derrocada das primeiras experiências socialistas no início da década de 1990 abriram condições para um verdadeiro retrocesso político, social e econômico no mundo, na América Latina e também no Brasil. Forças políticas compromissadas com os desígnios do “Consenso de Washington” chegaram ao poder do Estado Nacional brasileiro com um discurso de “modernização”. Em perspectiva histórica trata-se de forças políticas antagônicas ao projeto vitorioso na Revolução de 1930. Trata-se de “agraristas” sob o manto de um discurso “globalizante” e com ares de “novo”. O economista brasileiro Ignacio Rangel definiu bem esta “nova ordem” ao apontar que a ascensão de Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin na URSS e a eleição de Fernando Collor de Mello no Brasil são expressões de uma “apostasia”, de uma “contrarrevolução”. E Fernando Henrique Cardoso foi a continuação radicalizada desta contrarrevolução que obteve resultados expressivos no “combate à inflação” e na “estabilidade monetária”, porém às custas de um retrocesso nacional e social sem parâmetros na história brasileira. Fernando Henrique Cardoso, não sem motivo, alcunhou o apelido “serial killer da juventude brasileira”.
Um extenso programa de privatizações, desregulamentação e ampla abertura de nossa economia foi aplicada. Como disse mais acima, durante mais de 10 anos era muito normal o Brasil pedir socorro ao FMI que por sua vez respondia com empréstimos sob condicionalidades que significavam um peso insuportável para o povo brasileiro. O colapso dos serviços sociais, a aplicação de uma política externa alinhada aos interesses do imperialismo e a quebra do tecido social brasileiro são as marcas de uma época triste de nossa história. Truculência no trato com os movimentos sociais foram outra marca: multiplicaram os assassinatos de líderes populares e de trabalhadores rurais sem-terra. Uma política de arrocho salarial e de terrorismo contra os trabalhadores foi implantada. A fome no Nordeste (a região mais pobre do Brasil) atingiu índices alarmantes e mais de 40 milhões de brasileiros não consumiam o número de calorias mínimas para seu autossustento. O retrocesso só não foi maior por conta da própria capacidade de resistência do povo brasileiro que reagiu prontamente contra as intenções do governo de privatizar o sistema financeiro público e a PETROBRAS.
A eleição de Lula em 2002 foi uma resposta popular a dez anos de deterioração do ambiente econômico, político e social brasileiro. Porém, é inegável que Lula representou uma “revolução democrática” sem parâmetros na história brasileira: cerca de 30 milhões de brasileiros foram retirados da linha da pobreza entre 2003 e 2010. Entre 2003 e 2010 foram gerados no Brasil 13 milhões de empregos e atualmente gozamos do menor índice de desemprego de nossa história (6%).
A retomada do crescimento e desenvolvimento econômicos no Brasil foi fruto de uma série de fatores, dentre os principais:
1) Política externa ativa, que privilegia amplas relações políticas, econômicas e comerciais com parceiros como a China, os países árabes, Índia, África e América Latina;
2) A alta dos preços de produtos primários no mercado externo puxada, principalmente, pela demanda chinesa;
3) Políticas distributivistas com grande impacto social, sendo o principal deles, o Bolsa Família, que beneficiou mais de 10 milhões de famílias;
4) Financiamentos voltados diretamente ao pequeno produtor agrícola via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF);
5) Expansão plena da rede elétrica para as regiões mais pobres do país, sintetizado no ousado plano “Luz Para Todos”;
6) Financiamento de dois milhões de unidades habitacionais no Programa “Minha Casa, Minha Vida”;
7) Retomada do papel indutor do sistema público de intermediação financeira via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal;
8) A retomada de mecanismos de planejamento econômico, sobretudo no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos conjuntos entre Estado e iniciativa privada em infraestruturas da ordem de US$ 200 bilhões até 2015;
9) Aumento da capacidade de investimentos de grandes empresas estatais como a Petrobrás e a Eletrobrás. Somente a Petrobrás tem investimentos previstos, até 2015, da ordem de US$ 250 bilhões em novas cadeias produtivas da indústria petroquímica e naval;
10) Política ousada de reajustes do salário mínimo com aumentos acumulados entre 2003 e 2010 de 172% (sendo que a inflação no período foi de 76,6%, ou seja, um ganho real de quase 100%);
É inegável que num ambiente de acirrada batalha política interna, o governo Lula tornou-se um marco na reversão das políticas antinacionais e antipopulares da era neoliberal. Na visão do Partido Comunista do Brasil, a “era Lula” teve de superar a grave crise econômica e social que herdou. Ele livrou o país de um projeto claramente neocolonizador (Área de Livre Comércio das Américas – ALCA) e pôs fim à tutela do FMI sobre o país. Essa tomada de posição permitiu-lhe retomar o desenvolvimento, ainda com limitações, voltado para soberania, ampliação da democracia, distribuição de renda e integração da América do Sul e da América Latina.
Mas os desafios para o progresso efetivo e a consolidação de uma nova era de desenvolvimento econômico e social são por demais grandes. A partir de 2011 o governo Dilma Roussef tem sinalizado de forma muito positiva neste momento de impasse da economia internacional, com grandes reflexos para o Brasil. As taxas de juros (ainda as maiores do mundo) estão em queda, os programas sociais estão mantidos e ampliados e uma série de medidas voltadas para a proteção de nossa indústria estão sendo implementados.
Porém, resta ainda um longo caminho para a consolidação das conquistas e aprofundamento das mudanças em nosso país. Mudanças tais com caráter nada imediato, e sim com grandes implicações de ordem estratégica.
Os comunistas e o “Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento”
O Brasil é um país muito complexo, complexidade esta refletida num ambiente político cada vez mais radicalizado, onde uma oposição conservadora feroz não mede esforços para conter os avanços obtidos nos últimos anos. Não temos ilusões quanto a uma derrota efetiva do neoliberalismo em nosso país. Hegemonia eleitoral não quer dizer, necessariamente, a existência de uma hegemonia na sociedade como um todo. Os desafios da continuidade do processo de desenvolvimento em nosso país são desafios políticos que demandam um grande esforço de unidade e clareza de rumos acerca de objetivos estratégicos.
Para os comunistas brasileiros é muito claro que existe a necessidade de alçar o presente processo político a um outro patamar. Este outro patamar, chamado a corrigir os impasses e as deformações estruturais de nosso país tem claro sentido de “salto civilizacional” (como os ocorridos em 1822 e 1930). Este salto civilizacional será a implementação de um “Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento” e do Programa Socialista do PCdoB. Este Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é chamado para a superação definitiva de uma imensa gama de contradições internas que vão desde o caráter ainda dependente de nossa economia, científica e tecnológica, até a existência em nosso país de graves mazelas sociais e ameaças constantes à nossa soberania. Em nossa época, a superação dessas contradições ganha a dimensão de conquista estratégica. É condição para um desenvolvimento avançado e um futuro de bem-estar social. A presente crise financeira coloca tanto o mundo quanto o Brasil numa verdadeira encruzilhada histórica.
Conforme indica a tendência histórica objetiva, a solução para o Brasil é acumular forças para a plena consecução de um “Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento”, o que em outras palavras significa abrir um amplo relevo que nos levará a um “caminho brasileiro para o socialismo”.
Elias Jabbour é doutor e mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Ex-Assessor Econômico da Presidência da Câmara dos Deputados (2006-2007). Autor de livros, dentre eles, “China: Infra-Estruturas e Crescimento Econômico” (2006) e “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (2011). É membro da Comissão Auxiliar da Presidência Nacional do Partido Comunista do Brasil
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O PCdoB e o direito ao desenvolvimento da Palestina - Por Elias Jabbour, de Ramallah
www.grabois.org.br
Organizado em conjunto pelas fundações Rosa Luxemburgo e Fuad Nassar (ligada ao Partido do Povo Palestino – PPP), um interessante seminário internacional ocorreu em Ramallah, Palestina, neste final de semana, com o intuito de discutir experiências da esquerda em governos e buscar sínteses para um programa de desenvolvimento para o futuro Estado da Palestina.
O momento de emoção para a plateia foi imenso quando procedemos a leitura do poema de Adalberto Monteiro sobre o massacre de Sabra e Chatilla. Uma homenagem e tanto aos mártires do povo palestino.
Experiência internacional
Além de nós, na sessão internacional do seminário estiveram presentes o professor da Universidade de Moscou, Boris Kagarlitsky, o assessor do ministro das relações exteriores da China, Liu Youfa, o deputado sueco da Frente de Esquerda, Jacob Johnson e o egípcio Ibrahim Essawi.O evento termina amanhã com apresentações de intelectuais locais acerca da realidade econômica da Palestina, seus grandes problemas imediatos e possíveis soluções. O professor da Universidade de Moscou fez uma interessante explanação sobre o papel crescente dos movimentos sociais não somente na resistência ao neoliberalismo, mas também na construção de alternativas ante a presente crise financeira.
A ascensão e presente situação do welfare state sueco foi tema de apresentação do deputado Jacon Johnson. Este deputado lidera um amplo movimento nacional contra as tentativas de desmonte de todo um sistema público e coletivo de previdência social criado ainda na década de 1930. O egípcio Ibrahim Essawi dissertou sobre a brusca decadência da economia egípcia, fruto da feroz aplicação do modelo neoliberal e mesmo da queda do antigo governante. O economista chinês concentrou sua intervenção no papel das pequenas e médias empresas na China e a política governamental voltada para este importantíssimo segmento.
O drama econômico e social palestino
Todas as apresentações do segundo dia do seminário estiveram voltadas para a discussão da situação econômica e social interna do país. Existem experiências de cunho cooperativista em desenvolvimento, principalmente na produção de óleo de oliva. Existem, também, tentativas de montagem de um sistema de microcrédito baseada na experiência do Bangladesh e assim por diante. Todas estas experiências foram analisadas de forma minuciosa, porém o senso de realidade dos expositores falou muito mais alto – o que é auspicioso, diga-se de passagem.
Adentrando na própria problemática palestina em si, é interessante notar que a estratégia de todo movimento político da região está concentrada na constituição de um Estado. É uma bandeira comum a todas as forças políticas que atuam no curso da “grande política” palestina. Eis a questão estratégica. A novidade deste seminário esteve relacionada a uma tentativa política por parte do PPP de involucrar a questão do desenvolvimento econômico como parte, também, integrante da estratégia de construção de um Estado Nacional autônomo e independente.
A presente crise financeira apenas agravou a crise humanitária. Atualmente o nível de desemprego no país é de 32% (dados de agências externas, segundo alguns dos presentes este índice chega a quase 50%); Oficialmente o número de pessoas abaixo da linha da pobreza é de 43%, porém testemunhos de especialistas presentes no seminário dão conta de números comparáveis a certas regiões da África para a Palestina. A autonomia é “zero” em matéria de política monetária e o orçamento só existe por conta de ajuda internacional. Seus produtos, em comparação aos produzidos em Israel (como o azeite de oliva) têm “preço final” sete vezes maior que o do país ocupante, inviabilizando o comércio externo. Este número é também expressão de uma geografia que não ajuda: o país não tem aeroportos próprios, nem acesso ao mar (o porto de Gaza foi destruído pelo colonizador).
O senso de realidade dos expositores apontou para a necessidade de plena continuidade da luta pelo Estado Nacional palestino. Mas chamam a atenção que a luta no terreno da propaganda é fundamental, pois poucos têm conhecimento – no mundo – deste drama humanitário sob os auspícios da “única democracia do Oriente Médio”.
Acordos militares entre Brasil e Israel: das palavras ao fato
Após a nossa intervenção e mesmo durante as conversas bilaterais com economistas e dirigentes do PPP, prevaleceu um clima de ampla camaradagem. Questões sobre a necessária contribuição econômica brasileira (via investimentos produtivos), a experiência dos governos Lula e Dilma Roussef e a experiência do PCdoB no governo e no parlamento foram discutidas de forma extensiva e fraterna. O respeito dos membros do PPP pelo PCdoB é perceptível no carinho como fomos tratados. João Amazonas fora lembrado, não por uma única vez, mas algumas vezes por conta de seu pronto apoio à causa palestina.
Porém existem questões de Estado que foram, de forma justa, levantadas. Uma delas é o agradecimento ao apoio incondicional do Brasil ao reconhecimento do Estado da Palestina. Porém, fomos interpelados acerca das relações militares entre Brasil e Israel em negócios que envolvem bilhões de dólares em armamentos e dispositivos de segurança. Algo constrangedor, diga-se passagem, para nosso governo, pois armas brasileiras são utilizadas por soldados israelenses. Dispositivos de segurança israelenses utilizados no sensoriamento do “Muro da Vergonha” estão sendo importados ao Brasil.
Enfim, das palavras ao fato existe uma distância nada razoável. O Brasil precisa dar maior conseqüência ao seu apoio político pelo reconhecimento do Estado da Palestina. E o PCdoB tem plena consciência disto.
Leia aqui a intervenção de Elias Jabbour
Hezbolá captura espiões norte-americanos no Líbano - Portal Vermelho
Hezbolá captura espiões norte-americanos no Líbano - Portal Vermelho
Espiões da CIA, a principal agência de inteligência dos Estados Unidos, foram identificados e capturados recentemente no Líbano pelo grupo Hezbolá. A informação foi divulgada na segunda-feira (21) pela Associated Press (AP), em uma reportagem que não foi contestada pelo governo de Washington e teve como base declarações de autoridades não identificadas.
O relato da AP afirmou também que a CIA estava ciente das possíveis capturas de seus agentes no Líbano e tentara protegê-los. Por essa razão, a agência de inteligência teria suspendido sua atuação no Líbano desde meados do ano.
O primeiro sinal dessa nova "guerra de espionagem" fora emitido em junho, pelo xeque Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Pela televisão, ele anunciara ter rastreado dois agentes da CIA infiltrados no grupo. Nasrallah também teria informado sobre a captura de outro agente, supostamente europeu ou israelense, mas sem divulgar seus nomes.
Em 2009, sete agentes da CIA foram mortos e outros seis acabaram feridos em um ataque suicida no Afeganistão. Desde o ano passado, a cúpula da agência de inteligência mostra-se determinada a manter o mais alto grau de atenção na área de "contraterrorismo". No entanto, mesmo ciente da vulnerabilidade de seus agentes no Líbano, a CIA não pôde evitar que eles fossem pegos nos últimos meses pelo Hezbollah.
Autoridades consultadas pela AP disseram não saber ainda se o governo de Barack Obama cobrará a responsabilidade da agência de inteligência pela perda dos espiões. A CIA trocou de comando em meados deste ano, quando Leon Panettaassumiu a Secretaria de Defesa dos EUA.
Para o posto de diretor da CIA, foi designado o general David Petraeus, ex-comandante das forças norte-americanas no Iraque e no Afeganistão. As escolhas estavam relacionadas com a "estratégia antiterror" da Casa Branca, voltada a uma maior simbiose entre as ações militares e as de espionagem.
Com O Estado de S.Paulo
Espiões da CIA, a principal agência de inteligência dos Estados Unidos, foram identificados e capturados recentemente no Líbano pelo grupo Hezbolá. A informação foi divulgada na segunda-feira (21) pela Associated Press (AP), em uma reportagem que não foi contestada pelo governo de Washington e teve como base declarações de autoridades não identificadas.
O relato da AP afirmou também que a CIA estava ciente das possíveis capturas de seus agentes no Líbano e tentara protegê-los. Por essa razão, a agência de inteligência teria suspendido sua atuação no Líbano desde meados do ano.
O primeiro sinal dessa nova "guerra de espionagem" fora emitido em junho, pelo xeque Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Pela televisão, ele anunciara ter rastreado dois agentes da CIA infiltrados no grupo. Nasrallah também teria informado sobre a captura de outro agente, supostamente europeu ou israelense, mas sem divulgar seus nomes.
Em 2009, sete agentes da CIA foram mortos e outros seis acabaram feridos em um ataque suicida no Afeganistão. Desde o ano passado, a cúpula da agência de inteligência mostra-se determinada a manter o mais alto grau de atenção na área de "contraterrorismo". No entanto, mesmo ciente da vulnerabilidade de seus agentes no Líbano, a CIA não pôde evitar que eles fossem pegos nos últimos meses pelo Hezbollah.
Autoridades consultadas pela AP disseram não saber ainda se o governo de Barack Obama cobrará a responsabilidade da agência de inteligência pela perda dos espiões. A CIA trocou de comando em meados deste ano, quando Leon Panettaassumiu a Secretaria de Defesa dos EUA.
Para o posto de diretor da CIA, foi designado o general David Petraeus, ex-comandante das forças norte-americanas no Iraque e no Afeganistão. As escolhas estavam relacionadas com a "estratégia antiterror" da Casa Branca, voltada a uma maior simbiose entre as ações militares e as de espionagem.
Com O Estado de S.Paulo
Senado quer aprovação rápida do Estatuto de Juventude - Portal Vermelho
Senado quer aprovação rápida do Estatuto de Juventude - Portal Vermelho
A federalização da meia entrada para transporte público e eventos culturais ainda causa controvérsia, mas não devem atrapalhar a aprovação rápida do Estatuto da Juventude no Senado. Em audiência pública realizada nesta terça-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a maioria dos senadores manifestou interesse em votar a matéria. A proposta já consta da pauta de votações da CCJ para esta quarta-feira (23).
Agência Senado

Presidente da UNE quer driblar resistências à implantação da meia entrada para os jogos da Copa.
O relator da matéria, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), recomenda a manutenção do texto aprovado pela Câmara dos Deputados relatado pela deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS). Mas o senador solicitou ao presidente da Comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que adie a votação para sete de dezembro caso não seja possível chegar a um acordo para a deliberação nesta quarta-feira.
Ao contrário do ocorrido há duas semanas, quando os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Demóstenes Torres (DEM-GO) fizeram críticas à proposta, especialmente ao desconto de 50% em passagens de transportes interestaduais e intermunicipais para jovens de 15 a 29 anos, a ser concedido independentemente da motivação da viagem, hoje o debate foi mais consensual.
A secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, admitiu existirem divergências dentro do governo federal em torno do Estatuto da Juventude. Segundo ela, a União está avaliando o impacto de algumas medidas sobre as finanças de estados e municípios. “É preciso encontrar mecanismos de consenso, porque não interessa ao governo que a aprovação do estatuto se arraste por mais anos”, afirmou.
Driblando resistências
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, defendeu a federalização do direito à meia-entrada em eventos culturais e de lazer, até para driblar resistências à sua implantação para os jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Os representantes das entidades civis presentes à discussão também reivindicam o abatimento nas passagens de ônibus. Para eles, é uma conquista incluída no Estatuto da Juventude e terá a mesma relevância da garantia de meia-entrada em eventos culturais, de entretenimento e lazer.
Liberdade sexual
Um dos pontos altos do Estatuto da Juventude assinalado pela deputada Manuela D'Ávila, que participou da audiência, foi o entendimento entre a bancada evangélica e o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) para elaboração de um texto que não incentive a intolerância religiosa e garanta a liberdade de orientação sexual.
O presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina, ressaltou o Estatuto da Juventude como a primeira lei brasileira a estabelecer a liberdade na orientação sexual dos jovens. Para o coordenador do setor de juventude do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Antônio Francisco de Lima Neto, esse reconhecimento é importante no enfrentamento da conjuntura de criminalidade e violência contra homossexuais.
Fonte: Agência Senado
A federalização da meia entrada para transporte público e eventos culturais ainda causa controvérsia, mas não devem atrapalhar a aprovação rápida do Estatuto da Juventude no Senado. Em audiência pública realizada nesta terça-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a maioria dos senadores manifestou interesse em votar a matéria. A proposta já consta da pauta de votações da CCJ para esta quarta-feira (23).
Agência Senado
Presidente da UNE quer driblar resistências à implantação da meia entrada para os jogos da Copa.
O relator da matéria, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), recomenda a manutenção do texto aprovado pela Câmara dos Deputados relatado pela deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS). Mas o senador solicitou ao presidente da Comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que adie a votação para sete de dezembro caso não seja possível chegar a um acordo para a deliberação nesta quarta-feira.
Ao contrário do ocorrido há duas semanas, quando os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Demóstenes Torres (DEM-GO) fizeram críticas à proposta, especialmente ao desconto de 50% em passagens de transportes interestaduais e intermunicipais para jovens de 15 a 29 anos, a ser concedido independentemente da motivação da viagem, hoje o debate foi mais consensual.
A secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, admitiu existirem divergências dentro do governo federal em torno do Estatuto da Juventude. Segundo ela, a União está avaliando o impacto de algumas medidas sobre as finanças de estados e municípios. “É preciso encontrar mecanismos de consenso, porque não interessa ao governo que a aprovação do estatuto se arraste por mais anos”, afirmou.
Driblando resistências
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, defendeu a federalização do direito à meia-entrada em eventos culturais e de lazer, até para driblar resistências à sua implantação para os jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Os representantes das entidades civis presentes à discussão também reivindicam o abatimento nas passagens de ônibus. Para eles, é uma conquista incluída no Estatuto da Juventude e terá a mesma relevância da garantia de meia-entrada em eventos culturais, de entretenimento e lazer.
Liberdade sexual
Um dos pontos altos do Estatuto da Juventude assinalado pela deputada Manuela D'Ávila, que participou da audiência, foi o entendimento entre a bancada evangélica e o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) para elaboração de um texto que não incentive a intolerância religiosa e garanta a liberdade de orientação sexual.
O presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina, ressaltou o Estatuto da Juventude como a primeira lei brasileira a estabelecer a liberdade na orientação sexual dos jovens. Para o coordenador do setor de juventude do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Antônio Francisco de Lima Neto, esse reconhecimento é importante no enfrentamento da conjuntura de criminalidade e violência contra homossexuais.
Fonte: Agência Senado
Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão - Portal Vermelho
Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão - Portal Vermelho
Especialistas de vários países participam nesta terça (22) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.
Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.
CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.
Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.
Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.
A reunião, que termina amanhã, conta com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.
Com informações da Prensa Latina e agências
Especialistas de vários países participam nesta terça (22) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.
Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.
CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.
Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.
Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.
A reunião, que termina amanhã, conta com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.
Com informações da Prensa Latina e agências
UNE entrevista novo presidente da OCLAE, que representa os estudantes da América Latina e Caribe
“Integração das Américas é a única via”, afirma novo presidente da OCLAE | UNE - União Nacional dos Estudantes

Nesta entrevista ao diretor da UNE e secretário-executivo da OCLAE, Matheus Fiorentini, que mora em Cuba, Reinier afirma: “Daqui deste lado do mundo, lindo e belo como é a América Latina, entendemos que construir a integração é a única via para um novo caminho”.
Na perspectiva do movimento estudantil, essa integração já está sendo almejada. O último CLAE, realizado em agosto, no Uruguai, que contou com uma destacada bancada brasileira, tratou de temas urgentes para os jovens de muitos países do continente, como por exemplo o problema da educação pública no Chile, outro assunto desta entrevista ao site da UNE.
O estudante também comenta a situação política de Cuba atualmente, as críticas à suposta falta de liberdade no país e as preparações para a Jornada Continental de Lutas dos Estudantes da América Latina e Caribe no ano que vem.
Confira na íntegra a entrevista:
COMO VOCÊ VÊ A ATUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL?
Reinier Limonta (OCLAE): O movimento estudantil brasileiro tem sido sempre, obrigatoriamente, uma referência na América Latina, não só pela sua pujança, mas pela valentia com que tem encarado seus desafios ao longo de suas mais de sete décadas de existência. Pode-se dizer que tem resistido e tem vencido.
ALGUNS CRÍTICOS DO GOVERNO CUBANO DIZEM QUE NÃO HÁ LIBERDADE NO PAÍS. ISSO É VERDADE? QUAIS SÃO AS MUDANÇAS QUE ACONTECEM EM CUBA ATUALMENTE? QUAL A SUA AVALIAÇÃO SOBRE ESSE PROCESSO OLHANDO SOB A PERSPECTIVA DA JUVENTUDE CUBANA?
Reinier Limonta (OCLAE): A grande imprensa internacional sempre pretendeu satanizar Cuba e o tema das “liberdades” tem sido muito propagandeado, ignorando deliberadamente a realidade da nossa nação. Em Cuba, a Constituição reconhece as liberdades inclusive de até três gerações e, se pela primeira vez na história como povo somos livres, o destino de Cuba agora definimos nós, os cubanos. Talvez um exemplo do que explico se reflete na discussão do projeto de linhas da política econômica e social (‘lineamientos de la política económica y social’ – projeto de mudanças econômicas e sociais aprovado no VI Congresso do Partido Comunista Cubano em abril desse ano), projeto que foi amplamente debatido e modificado por todo o povo antes da sua aprovação definitiva pelo Congresso, dando uma mostra impressionante de democracia participativa. Nós jovens somos conscientes, cabe a nós a enorme responsabilidade de continuar a construção do sonho pelo qual jazem sob nosso solo mais de 20 mil cubanos.
COMO É A SUA RELAÇÃO E DO MOVIMENTO ESTUDANTIL COM FIDEL CASTRO E O SEU IRMÃO RAUL? O QUE DESTACARIA DESSES DOIS LÍDERES?
Reinier Limonta (OCLAE): Talvez a resposta desta pergunta já foi dada pelo próprio Fidel, quando disse que na universidade havia sido revolucionário, marxista e socialista. Sua relação com o movimento estudantil se estende desde que fazia parte da FEU na escola de Direito até sua especial relação com os universitários. Fidel significa muito para qualquer cubano, com o movimento estudantil acontece o mesmo, sua confiança infinita em nós como continuadores da grande obra que é a revolução cubana porque a geração do centenário também emergiu em parte do movimento estudantil. Sobram exemplos de companheiros que deram tudo, inclusive a vida, mais novos que nós (durante os anos 30, 40 e 50 existia uma organização de estudantes do ensino primário que lutavam clandestinamente contra a Ditadura de Machado e depois Batista, eram jovens de 12, 13 anos. Hoje essa organização se chama Pioneiros e se ocupa de trabalhos sociais além de serem os responsáveis por cuidar das urnas em períodos eleitorais). Por isso estamos comprometidos como uma geração. Eu destacaria a confiança que se tem nos jovens.
VOCÊ FOI ELEITO NO XVI CONGRESSO DA OCLAE, REALIZADO EM AGOSTO, NO URUGUAI. O QUE DESTACARIA DESSE ENCONTRO? QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS PONTOS DE CONSENSO ENTRE OS ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS?
Reinier Limonta (OCLAE): O CLAE foi um momento importantíssimo para o Movimento Estudantil Latino americano. Ali nos demos conta, de maneira muito mais eloquente, que são maiores as coisas que nos unem do que aquelas que nos dividem. Além disso, derrubamos o velho mito de que os estudantes não propõem, somente criticam. O CLAE teve muitos espaços de construção, desde a comunicação, a ciência, a tecnologia; tudo sob o ponto de vista da integração latino americana, pensando sempre na América que há de se construir.
O MOVIMENTO ESTUDANTIL LATINO-AMERICANO SEMPRE FOI DURAMENTE CRÍTICO ÀS INJUSTIÇAS E DESIGUALDADES DO SISTEMA CAPITALISTA, QUE SE MOSTRA A CADA DIA MAIS AGONIZANTE COM A ACENTUAÇÃO DA CRISE NOS PAÍSES CENTRAIS. ATUALMENTE, ESSA INSATISFAÇÃO GEROU O MOVIMENTO “OCCUPY WALL STREET”, QUE FOI REPETIDO EM TODO O MUNDO. COMO VOCÊ ENXERGA ESSAS MOBILIZAÇÕES?
Reinier Limonta (OCLAE): Seguimos sendo críticos a um sistema bárbaro, injusto e insustentável que ameaça a própria existência da espécie humana. A crise e os movimentos de protesto que se veem ao redor do mundo são consequências de um sistema que já da sinais mais evidentes de instabilidade e isso os estudantes compreenderam bem. Agora a luta continua e temos a responsabilidade de continuar, sobretudo os mais jovens. Daqui deste lado do mundo, lindo e belo como é a América Latina, temos entendido que construir a integração é a única via para lograr que se abram as grandes avenidas por onde passe o “homem novo”, mesmo assim nos guia a convicção de que ninguém pode parar uma ideia cujo tempo chegou, e o tempo da segunda independência latino americana está aqui, esta geração de latino americanos a verá neste século.
NA AMÉRICA LATINA, VIVEMOS TAMBÉM UM MOMENTO DE INTENSAS MOBILIZAÇÕES SOCIAIS E DA JUVENTUDE, O CHILE É O MAIOR EXEMPLO. COMO A OCLAE TEM PARTICIPADO DESSAS MOBILIZAÇÕES CHILENAS E DE QUE FORMA A ENTIDADE TEM CONTRIBUÍDO PARA OUTRAS LUTAS NO CONTINENTE?
Reinier Limonta (OCLAE): A OCLAE, como plataforma de expressão do movimento estudantil latino americano, se converte em uma eficaz tribuna para as denúncias das diferentes federações, assim como uma ferramenta promotora de solidariedade ativa com as lutas do continente. Participamos como irmãos desde as manifestações no Chile até as jornadas no Uruguai, Argentina e Brasil. A OCLAE representa mais de 100 milhões de estudantes latino americanos em fóruns das Nações Unidas e outros, a partir de seu status consultivo, e contribuímos para levar a voz dos excluídos ou silenciados a estes espaços. Os encontros latino americanos por cursos são um bom exemplo da construção, por parte da OCLAE, de fóruns para elaborar propostas de caráter continental e contribuir para uma dimensão teórica da luta estudantil.
NO CHILE OS JOVENS LUTAM CONTRA UM SISTEMA DE ENSINO BASEADO NO COMÉRCIO E NO LUCRO. QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE ESSE MODELO E O CUBANO? PORQUE CUBA É CONSIDERADA UMA REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO PARA TODO O MUNDO?
Reinier Limonta (OCLAE): Em Cuba a educação não é uma mercadoria, é entendida como um direito fundamental, garantido assim pela Constituição. Portanto, os fundos que se destinam às necessidades educativas do país são realmente muitos É uma educação destinada a formar um patriota, capaz para dominar a técnica que permite interagir com a natureza e capaz pela sua função política, solidária, internacionalista. É um modelo filho das lutas do nosso povo, herdeiro dos mais nobres pedagogos cubanos e solidificado pela revolução cubana. Sem revolução seria praticamente impossível ter feito as mudanças profundas que permitiram a criação do nosso sistema educacional, dele se poderiam citar vários exemplos de êxitos, mas te digo somente o meu, que é o que mais conheço, onde tornou possível que de uma família de pobres camponeses, antes de 1959, para os nascidos na revolução tivemos todos frequentado a Universidades, cursos caríssimos, que de outra forma não seria possível cursar.
EXISTE UMA MOVIMENTAÇÃO PARA SE REALIZAR NO ANO QUE VEM A JORNADA CONTINENTAL DE LUTAS DOS ESTUDANTES LATINO AMERICANOS. QUAIS SÃO AS PAUTAS DESSA MANIFESTAÇÃO, COMO SERÃO OS PROTESTOS E DE QUE FORMA ELES VÃO OCORRER?
Reinier Limonta (OCLAE): A Jornada de Luta esta convocada para que se somem artistas, escritores, intelectuais, políticos, acadêmicos, músicos e junto a eles as mobilizações de milhares de estudantes, de maneira que criemos uma frente comum de acordo com as circunstâncias de cada nação exigindo educação pública, gratuita e de qualidade. Vai ocorrer durante todo o mês de março e a ela estamos dedicando todas nossas energias, para que seja um momento especial nesta luta por uma educação nova, libertadora, popular, o que é o mesmo que lutar por uma nova América.
Mateus Fiorentini – diretor da UNE e secretário-executivo da Organização Continental Latinoamericano e Caribenho de Estudantes(OCLAE)
Cubano Reinier Limonta também fala sobre política em seu país e convoca a Jornada Continental de Lutas
Em épocas de instabilidade econômica e humana por todo o planeta, atingindo pela primeira vez regiões ricas e poderosas como a Europa e os Estados Unidos, o movimento social da América Latina defende ainda mais a integração solidária do continente para fazer frente aos efeitos colaterais do capitalismo em crise. É o que diz o estudante cubano Reinier Limonta, novo presidente da Organização Caribenha e Latino Americana de Estudantes (OCLAE), eleito no XVI Congresso da entidade (CLAE), no último mês de agosto, em Montevidéu.Nesta entrevista ao diretor da UNE e secretário-executivo da OCLAE, Matheus Fiorentini, que mora em Cuba, Reinier afirma: “Daqui deste lado do mundo, lindo e belo como é a América Latina, entendemos que construir a integração é a única via para um novo caminho”.
Na perspectiva do movimento estudantil, essa integração já está sendo almejada. O último CLAE, realizado em agosto, no Uruguai, que contou com uma destacada bancada brasileira, tratou de temas urgentes para os jovens de muitos países do continente, como por exemplo o problema da educação pública no Chile, outro assunto desta entrevista ao site da UNE.
O estudante também comenta a situação política de Cuba atualmente, as críticas à suposta falta de liberdade no país e as preparações para a Jornada Continental de Lutas dos Estudantes da América Latina e Caribe no ano que vem.
Confira na íntegra a entrevista:
FALE UM POUCO SOBRE A SUA HISTÓRIA. QUAL É A SUA TRAJETÓRIA DE MILITÂNCIA NO MOVIMENTO ESTUDANTIL, QUAL CURSO ESTUDA E UM POUCO DE SEUS GOSTOS PESSOAIS ENQUANTO JOVEM.
Reinier Limonta (OCLAE): Comecei muito jovem na direção do Movimento Secundarista na minha província natal, primeiro na condução do meu pré-universitário (curso intermediário técnico e tecnológico) e em seguida como vice-presidente da FEEM (Federação de Estudantes de Ensino Médio) na província de Santiago de Cuba. Em agosto de 2004 fui eleito membro do Secretariado Nacional dessa organização até 2006, data em que me liberaram para começar meus estudos na Universidade. Incorporei-me então à FEU (os cubanos possuem um sistema federativo de organização estudantil de modo que cada universidade e província possui uma FEU) na Universidade do Oriente, em Santiago de Cuba, como vice-presidente e logo em 2009 me elegeram presidente dessa universidade. No período seguinte, o Conselho Nacional da FEU me aprovou como membro do Secretariado Nacional, à frente da Secretaria de Organização, cargo que ocupei até agosto próximo, quando me elegeram para representar a FEU de Cuba na presidência da OCLAE.
Gosto extraordinariamente da leitura, sobretudo a obra de Alejo Carpentier, um novelista cubano que marcou minha existência como adolescente. Logo que li “El siglo de las luces” (O século das luzes) jamais concebi da mesma forma o espaço americano que habito. Ouço musica variada, desde Ivan Lins até Silvio Rodriguez. Fascinam-me os esportes, ainda que os pratique menos do que deveria, partilho a paixão da maioria dos cubanos pelo beisebol. Estudo no último ano do Curso de Direito e sonho em ser Fiscal na minha cidade natal.
Reinier Limonta (OCLAE): Comecei muito jovem na direção do Movimento Secundarista na minha província natal, primeiro na condução do meu pré-universitário (curso intermediário técnico e tecnológico) e em seguida como vice-presidente da FEEM (Federação de Estudantes de Ensino Médio) na província de Santiago de Cuba. Em agosto de 2004 fui eleito membro do Secretariado Nacional dessa organização até 2006, data em que me liberaram para começar meus estudos na Universidade. Incorporei-me então à FEU (os cubanos possuem um sistema federativo de organização estudantil de modo que cada universidade e província possui uma FEU) na Universidade do Oriente, em Santiago de Cuba, como vice-presidente e logo em 2009 me elegeram presidente dessa universidade. No período seguinte, o Conselho Nacional da FEU me aprovou como membro do Secretariado Nacional, à frente da Secretaria de Organização, cargo que ocupei até agosto próximo, quando me elegeram para representar a FEU de Cuba na presidência da OCLAE.
Gosto extraordinariamente da leitura, sobretudo a obra de Alejo Carpentier, um novelista cubano que marcou minha existência como adolescente. Logo que li “El siglo de las luces” (O século das luzes) jamais concebi da mesma forma o espaço americano que habito. Ouço musica variada, desde Ivan Lins até Silvio Rodriguez. Fascinam-me os esportes, ainda que os pratique menos do que deveria, partilho a paixão da maioria dos cubanos pelo beisebol. Estudo no último ano do Curso de Direito e sonho em ser Fiscal na minha cidade natal.
COMO ESTÁ HOJE A ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL CUBANO? QUAIS SÃO AS SUAS PRINCIPAIS LUTAS?
Reinier Limonta (OCLAE): O movimento estudantil cubano é um sólido filho das lutas do nosso povo pela sua libertação e na revolução constitui um de seus bastiões mais firmes. É um movimento estudantil maduro, consolidado, que têm metas importantíssimas, uma das quais resulta em equilibrar constantemente a realidade do movimento com o pulso do tecido social. Continuar lutando na construção de uma universidade digna de seu tempo, formadora de revolucionários esforçados e capazes é o papel da FEU e da FEEM, esse processo é imprescindível.
Reinier Limonta (OCLAE): O movimento estudantil cubano é um sólido filho das lutas do nosso povo pela sua libertação e na revolução constitui um de seus bastiões mais firmes. É um movimento estudantil maduro, consolidado, que têm metas importantíssimas, uma das quais resulta em equilibrar constantemente a realidade do movimento com o pulso do tecido social. Continuar lutando na construção de uma universidade digna de seu tempo, formadora de revolucionários esforçados e capazes é o papel da FEU e da FEEM, esse processo é imprescindível.
COMO VOCÊ VÊ A ATUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL?
Reinier Limonta (OCLAE): O movimento estudantil brasileiro tem sido sempre, obrigatoriamente, uma referência na América Latina, não só pela sua pujança, mas pela valentia com que tem encarado seus desafios ao longo de suas mais de sete décadas de existência. Pode-se dizer que tem resistido e tem vencido.
ALGUNS CRÍTICOS DO GOVERNO CUBANO DIZEM QUE NÃO HÁ LIBERDADE NO PAÍS. ISSO É VERDADE? QUAIS SÃO AS MUDANÇAS QUE ACONTECEM EM CUBA ATUALMENTE? QUAL A SUA AVALIAÇÃO SOBRE ESSE PROCESSO OLHANDO SOB A PERSPECTIVA DA JUVENTUDE CUBANA?
Reinier Limonta (OCLAE): A grande imprensa internacional sempre pretendeu satanizar Cuba e o tema das “liberdades” tem sido muito propagandeado, ignorando deliberadamente a realidade da nossa nação. Em Cuba, a Constituição reconhece as liberdades inclusive de até três gerações e, se pela primeira vez na história como povo somos livres, o destino de Cuba agora definimos nós, os cubanos. Talvez um exemplo do que explico se reflete na discussão do projeto de linhas da política econômica e social (‘lineamientos de la política económica y social’ – projeto de mudanças econômicas e sociais aprovado no VI Congresso do Partido Comunista Cubano em abril desse ano), projeto que foi amplamente debatido e modificado por todo o povo antes da sua aprovação definitiva pelo Congresso, dando uma mostra impressionante de democracia participativa. Nós jovens somos conscientes, cabe a nós a enorme responsabilidade de continuar a construção do sonho pelo qual jazem sob nosso solo mais de 20 mil cubanos.
COMO É A SUA RELAÇÃO E DO MOVIMENTO ESTUDANTIL COM FIDEL CASTRO E O SEU IRMÃO RAUL? O QUE DESTACARIA DESSES DOIS LÍDERES?
Reinier Limonta (OCLAE): Talvez a resposta desta pergunta já foi dada pelo próprio Fidel, quando disse que na universidade havia sido revolucionário, marxista e socialista. Sua relação com o movimento estudantil se estende desde que fazia parte da FEU na escola de Direito até sua especial relação com os universitários. Fidel significa muito para qualquer cubano, com o movimento estudantil acontece o mesmo, sua confiança infinita em nós como continuadores da grande obra que é a revolução cubana porque a geração do centenário também emergiu em parte do movimento estudantil. Sobram exemplos de companheiros que deram tudo, inclusive a vida, mais novos que nós (durante os anos 30, 40 e 50 existia uma organização de estudantes do ensino primário que lutavam clandestinamente contra a Ditadura de Machado e depois Batista, eram jovens de 12, 13 anos. Hoje essa organização se chama Pioneiros e se ocupa de trabalhos sociais além de serem os responsáveis por cuidar das urnas em períodos eleitorais). Por isso estamos comprometidos como uma geração. Eu destacaria a confiança que se tem nos jovens.
VOCÊ FOI ELEITO NO XVI CONGRESSO DA OCLAE, REALIZADO EM AGOSTO, NO URUGUAI. O QUE DESTACARIA DESSE ENCONTRO? QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS PONTOS DE CONSENSO ENTRE OS ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS?
Reinier Limonta (OCLAE): O CLAE foi um momento importantíssimo para o Movimento Estudantil Latino americano. Ali nos demos conta, de maneira muito mais eloquente, que são maiores as coisas que nos unem do que aquelas que nos dividem. Além disso, derrubamos o velho mito de que os estudantes não propõem, somente criticam. O CLAE teve muitos espaços de construção, desde a comunicação, a ciência, a tecnologia; tudo sob o ponto de vista da integração latino americana, pensando sempre na América que há de se construir.
O MOVIMENTO ESTUDANTIL LATINO-AMERICANO SEMPRE FOI DURAMENTE CRÍTICO ÀS INJUSTIÇAS E DESIGUALDADES DO SISTEMA CAPITALISTA, QUE SE MOSTRA A CADA DIA MAIS AGONIZANTE COM A ACENTUAÇÃO DA CRISE NOS PAÍSES CENTRAIS. ATUALMENTE, ESSA INSATISFAÇÃO GEROU O MOVIMENTO “OCCUPY WALL STREET”, QUE FOI REPETIDO EM TODO O MUNDO. COMO VOCÊ ENXERGA ESSAS MOBILIZAÇÕES?
Reinier Limonta (OCLAE): Seguimos sendo críticos a um sistema bárbaro, injusto e insustentável que ameaça a própria existência da espécie humana. A crise e os movimentos de protesto que se veem ao redor do mundo são consequências de um sistema que já da sinais mais evidentes de instabilidade e isso os estudantes compreenderam bem. Agora a luta continua e temos a responsabilidade de continuar, sobretudo os mais jovens. Daqui deste lado do mundo, lindo e belo como é a América Latina, temos entendido que construir a integração é a única via para lograr que se abram as grandes avenidas por onde passe o “homem novo”, mesmo assim nos guia a convicção de que ninguém pode parar uma ideia cujo tempo chegou, e o tempo da segunda independência latino americana está aqui, esta geração de latino americanos a verá neste século.
NA AMÉRICA LATINA, VIVEMOS TAMBÉM UM MOMENTO DE INTENSAS MOBILIZAÇÕES SOCIAIS E DA JUVENTUDE, O CHILE É O MAIOR EXEMPLO. COMO A OCLAE TEM PARTICIPADO DESSAS MOBILIZAÇÕES CHILENAS E DE QUE FORMA A ENTIDADE TEM CONTRIBUÍDO PARA OUTRAS LUTAS NO CONTINENTE?
Reinier Limonta (OCLAE): A OCLAE, como plataforma de expressão do movimento estudantil latino americano, se converte em uma eficaz tribuna para as denúncias das diferentes federações, assim como uma ferramenta promotora de solidariedade ativa com as lutas do continente. Participamos como irmãos desde as manifestações no Chile até as jornadas no Uruguai, Argentina e Brasil. A OCLAE representa mais de 100 milhões de estudantes latino americanos em fóruns das Nações Unidas e outros, a partir de seu status consultivo, e contribuímos para levar a voz dos excluídos ou silenciados a estes espaços. Os encontros latino americanos por cursos são um bom exemplo da construção, por parte da OCLAE, de fóruns para elaborar propostas de caráter continental e contribuir para uma dimensão teórica da luta estudantil.
NO CHILE OS JOVENS LUTAM CONTRA UM SISTEMA DE ENSINO BASEADO NO COMÉRCIO E NO LUCRO. QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE ESSE MODELO E O CUBANO? PORQUE CUBA É CONSIDERADA UMA REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO PARA TODO O MUNDO?
Reinier Limonta (OCLAE): Em Cuba a educação não é uma mercadoria, é entendida como um direito fundamental, garantido assim pela Constituição. Portanto, os fundos que se destinam às necessidades educativas do país são realmente muitos É uma educação destinada a formar um patriota, capaz para dominar a técnica que permite interagir com a natureza e capaz pela sua função política, solidária, internacionalista. É um modelo filho das lutas do nosso povo, herdeiro dos mais nobres pedagogos cubanos e solidificado pela revolução cubana. Sem revolução seria praticamente impossível ter feito as mudanças profundas que permitiram a criação do nosso sistema educacional, dele se poderiam citar vários exemplos de êxitos, mas te digo somente o meu, que é o que mais conheço, onde tornou possível que de uma família de pobres camponeses, antes de 1959, para os nascidos na revolução tivemos todos frequentado a Universidades, cursos caríssimos, que de outra forma não seria possível cursar.
EXISTE UMA MOVIMENTAÇÃO PARA SE REALIZAR NO ANO QUE VEM A JORNADA CONTINENTAL DE LUTAS DOS ESTUDANTES LATINO AMERICANOS. QUAIS SÃO AS PAUTAS DESSA MANIFESTAÇÃO, COMO SERÃO OS PROTESTOS E DE QUE FORMA ELES VÃO OCORRER?
Reinier Limonta (OCLAE): A Jornada de Luta esta convocada para que se somem artistas, escritores, intelectuais, políticos, acadêmicos, músicos e junto a eles as mobilizações de milhares de estudantes, de maneira que criemos uma frente comum de acordo com as circunstâncias de cada nação exigindo educação pública, gratuita e de qualidade. Vai ocorrer durante todo o mês de março e a ela estamos dedicando todas nossas energias, para que seja um momento especial nesta luta por uma educação nova, libertadora, popular, o que é o mesmo que lutar por uma nova América.
Mateus Fiorentini – diretor da UNE e secretário-executivo da Organização Continental Latinoamericano e Caribenho de Estudantes(OCLAE)
Confiram na 2a. CODE, o debate PNE: Educação, desenvolvimento e trabalho - Dia 23/11, sala 13: Carlos Chagas às 14h30
Graças à indicação feita pela União Nacional dos Estudantes, fui convidado para falar numa das mesas da 2ª Conferência do Desenvolvimento que será promovida pelo IPEA, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, dentre os debates acerca de Juventude e desenvolvimento.
A 2ª CODE ocorrerá de 23 a 25 de dezembro. A mesa terá como tema: "Plano Nacional de Educação: Educação, Desenvolvimento e Trabalho. Confira:
23 de novembro (quarta-feira)
14h30 às 10h30 - PNE: Educação, desenvolvimento e trabalho - sala 13: Carlos Chagas
Tendo como referência o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, que está em
tramitação no Congresso, o debate discutirá educação e seus desdobramentos em relação a trabalho e desenvolvimento nacional.
• Ângelo Vanhoni, deputado federal (PT/PR)
• Paulo Vinicius, juventude da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
• Neto, juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
• Presidente ou Diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE)
A 2ª CODE ocorrerá de 23 a 25 de dezembro. A mesa terá como tema: "Plano Nacional de Educação: Educação, Desenvolvimento e Trabalho. Confira:
23 de novembro (quarta-feira)
14h30 às 10h30 - PNE: Educação, desenvolvimento e trabalho - sala 13: Carlos Chagas
Tendo como referência o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, que está em
tramitação no Congresso, o debate discutirá educação e seus desdobramentos em relação a trabalho e desenvolvimento nacional.
• Ângelo Vanhoni, deputado federal (PT/PR)
• Paulo Vinicius, juventude da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
• Neto, juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
• Presidente ou Diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE)
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 2ª CODE
IPEA realiza 2ª Conferência do Desenvolvimento no Parque da Cidade, de 23 a 25 de novembro, em Brasília (DF).
Maior centro de pesquisa econômica aplicada das Américas, o Ipea busca disseminar com governos e sociedade o debate sobre o desenvolvimento econômico brasileiro e estendê-lo para além dos auditórios, salas e fóruns do Instituto. Com este fim, irá realizar-se de 23 a 25 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, a 2ª Conferencia do Desenvolvimento – Code/Ipea.
O objetivo é criar um espaço nacional de debates, no coração do Brasil (Brasília), sobre o desenvolvimento, com base na produção aplicada do Ipea, mas fazê-lo de forma aberta a estudantes, profissionais, agentes públicos, estudiosos, pesquisadores, especialistas, professores, legisladores, entre outros.
O debate sobre o desenvolvimento e suas implicações é fundamental no processo de conhecimento e reconhecimento de um país. No caso brasileiro, após anos de estagnação, esse objetivo se faz mais importante ainda.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 2ª CODE
A Code/Ipea pretende, também, ter um papel pedagógico sobre o que vem a ser desenvolvimento. Parte da Conferência permitirá que a sociedade em geral (de todas as idades), por meio de instalações e projeções, conheça indicadores, pesquisas e modelos de desenvolvimento. Esses modelos serão divididos em sete eixos temáticos para o desenvolvimento, que norteiam o trabalho do Ipea. São eles:

A Code/Ipea terá oficinas de trabalho que contarão com a participação de especialistas em diversos temas vinculados ao desenvolvimento nacional.
O desenvolvimento de que o Brasil precisa
Fonte: IPEA (http://www.ipea.gov.br/code/code-nacional)
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 2ª CODE
A Code/Ipea pretende, também, ter um papel pedagógico sobre o que vem a ser desenvolvimento. Parte da Conferência permitirá que a sociedade em geral (de todas as idades), por meio de instalações e projeções, conheça indicadores, pesquisas e modelos de desenvolvimento. Esses modelos serão divididos em sete eixos temáticos para o desenvolvimento, que norteiam o trabalho do Ipea. São eles:
A Code/Ipea terá oficinas de trabalho que contarão com a participação de especialistas em diversos temas vinculados ao desenvolvimento nacional.
O desenvolvimento de que o Brasil precisa
Fonte: IPEA (http://www.ipea.gov.br/code/code-nacional)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Audiência no Senado sobre o Estatuto da Juventude: quem aposta no presente e no futuro do Brasil? Paulo Vinícius Silva
Paulo Vinícius Silva*
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, presidida pelo Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), a pedido de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), convoca Audiência Pública nesta terça-feira, 22 de novembro, às dez da manhã, para debater o Projeto de Lei da Câmara nº 98, de 2011, relatado pela Deputada Federal Manuela Dávila (PCdoB-RS), que institui o Estatuto da Juventude, estabelece princípios, direitos e diretrizes das políticas públicas de juventude, e também o seu Sistema Nacional.
É um momento decisivo e sensível para a aprovação do Estatuto. O projeto, que tramitava em regime de urgência no Senado, enfrenta resistências inclusive do Governo, pressionado por o estatuto assegurar importantes direitos para os jovens que contrariam interesses privados e criam despesas. Nessa hora, o lobby privado é pesado, e sem mobilização e pressão da juventude não haverá vitória. O busílis do debate são as questões concretas que asseguram a efetividade da lei, brilhantemente negociados na elaboração do relatório da Deputada Manuela Dávila (PCdoB-RS), que contou com o apoio de Lobbe Neto (PSDB-SP) e Domingos Neto (PSB-CE).
Entre elas, destaca-se a meia estudantil nos transportes, razão de inúmeros protestos nos últimos anos. Segundo o Estatuto aprovado na Câmara, teria a seguinte redação:
"Art. 14. O direito ao programa suplementar de transporte escolar de que trata o art. 4º da Lei nº 9.394, de 1996, será progressivamente estendido ao jovem estudante do ensino fundamental, do ensino médio e da educação superior, no campo e na cidade.
§ 1º Todos os jovens estudantes, na faixa etária compreendida entre 15 e 29 anos, têm direito à meia-passagem nos transportes intermunicipais e interestaduais, independentemente da finalidade da viagem, conforme a legislação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e nacional.
§ 2º Os benefícios expressos no “caput” e no parágrafo primeiro serão custeados, preferencialmente, com recursos orçamentários específicos extra tarifários."
Outro tema que enfrenta resistências empresariais nacionais e estrangeiras - como ficou evidente nas pressões da FIFA na questão da Copa do Mundo - é o tema do acesso à cultura, da meia entrada cultural e nos estádios, que pela proposta, estaria contemplada do seguinte modo:
"Art. 25. Fica assegurado aos jovens estudantes o desconto de, pelo menos, cinquenta por cento do valor do preço da entrada em eventos de natureza artístico-cultural, de entretenimento e lazer, em todo o território nacional.”
E, por fim, o próprio governo da Presidente Dilma hesita em firmar compromisso claro e assegurar recursos e um sistema nacional permanentes para uma política pública de juventude de Estado, perene, num momento decisivo para o tema, quando a população concentrada na faixa etária entre 15 e 29 anos constitui mais de 50% da população economicamente ativa. Mesmo com as concessões feitas na Câmara, que deram à questão financeira a regulamentação posterior pelo Poder Executivo, ainda há fortes resistências na área econômica do governo. Pelo texto, a redação ficaria:
"Art. 37. Ficam instituídos o Sistema Nacional de Juventude, o Subsistema Nacional de Informação sobre a Juventude e o Subsistema Nacional de Acompanhamento e Avaliação das Políticas Públicas, cuja composição, organização, competência e funcionamento serão definidos em regulamento.
Parágrafo único. A composição dos Conselhos de Juventude será definida pela respectiva lei estadual, distrital ou municipal, observada participação da sociedade civil mediante critério paritário.
Art. 38. O financiamento das ações e atividades realizadas no âmbito do Sistema Nacional da Juventude será regulamentado em ato do Poder Executivo.
CAPÍTULO III
DAS COMPETÊNCIAS
Art. 39. Compete à União:
I - formular e coordenar a execução da Política Nacional de Juventude;
II - formular, instituir, coordenar e manter o SINAJUVE;
(...)
VI - instituir e manter o Sistema Nacional de Informações sobre a Juventude;
VII - contribuir para a qualificação e ação em rede dos Sistemas de Juventude;
VIII - instituir e manter o Sistema Nacional de Acompanhamento e Avaliação das Políticas Públicas de Juventude;
IX - financiar, com os demais entes federados, a execução das políticas públicas de juventude;
X - estabelecer formas de colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios para a execução das políticas públicas de juventude; e
XI - garantir a publicidade de informações sobre repasses de recursos para financiamento das políticas públicas de juventude aos conselhos e gestores estaduais, distrital e municipais.
§ 1º Ao Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE competem as funções consultiva, de avaliação e de fiscalização do SINAJUVE, nos termos desta Lei.
§ 2º As funções executiva e de gestão do SINAJUVE competem ao órgão a ser designado no Plano de que trata o inciso IV do caput deste artigo."
Audiência será fundamental para clarear as posições
A audiência pública será dia 22 de novembro, terça-feira, às 10h00, na Sala de Reuniões da CCJ, n.º 3, da Ala Senador Alexandre Costa, Anexo II do Senado. Se para a retirada do pedido de urgência, o Senador Demóstenes Torres (DEM-GO) contribuiu para poupar desgaste ao governo, ao propor o fim do regime de urgência, na audiência pública será a oportunidade para a juventude identificar a posição dos senadores e se estabelecer a polêmica em torno do texto, a cerca de 20 dias da realização da II Conferência Nacional de Juventude, que ocorrerá em Brasília, de 09 a 12 de dezembro.
É hora de a juventude brasileira se dirigir a todos os senadores, pressionando, dialogando, convencendo de que é fundamental a aprovação do Estatuto da Juventude, assim como assegurar-lhe a mobilidade urbana, o direito à cultura, ao esporte e ao lazer, assim como à educação, ao trabalho, a uma vida sem violência e discriminação.
A aprovação do Estatuto da Juventude pode significar um marco para as políticas públicas, ser um compromisso do Brasil com o seu presente e a garantia de um futuro digno e desenvolvido. Não faltam recursos aos banqueiros e especuladores que afundam o mundo numa monstruosa crise e que amealharam 44,93% do orçamento de 2010. Não podem faltar os recursos e o sistema que erigirão as políticas públicas que atenderão à maioria da População Economicamente Ativa num momento único para o Brasil.
As políticas públicas de juventude ainda engatinham e há uma tragédia que ameaça o futuro do país num cenário de envelhecimento da população. A juventude é muito vulnerável. Tem indicadores preocupantes: maioria dos fautores e vítimas da violência; precarizados no trabalho; com menores salários e desemprego ao menos duas vezes superior às outras faixas etárias. Jovem é a maioria da população carcerária, das vítimas das drogas de extermínio, como o crack. É preciso deter o genocídio da juventude pobre, em especial negra e das periferias, ofertando direitos e perspectivas, educação e trabalho.
*Paulo Vinícius Silva é sociólogo e bancário, membro titular do Conselho Nacional de Juventude, compondo nele o GT de Estatuto e a Comissão de Parlamento. É Secretário de Juventude Trabalhadora da CTB.
Com informações do CONJUVE
Veja também:
Íntegra do Estatuto da Juventude aprovado na Câmara que seguirá para tramitação no SenadoChapa Renovação e Luta eleita para o SINPRO de Pernambuco, com a força da juventude trabalhadora
Chapa Renovação e Luta eleita para Sinpro Pernambuco | SINPRO-PE

Professores de todo Estado – da rede privada de ensino e do setor municipal do interior –
elegeram, na noite desta quinta-feira (17), a nova gestão do Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco (SINPRO-Pe).
Professores de todo Estado – da rede privada de ensino e do setor municipal do interior –
elegeram, na noite desta quinta-feira (17), a nova gestão do Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco (SINPRO-Pe).
O movimento Renovação e Luta, única chapa inscrita no processo eleitoral, será empossada e irá dirigir a entidade até 2014.
No total, 3.192 pessoas compareceram às urnas, sendo 3.134 votos válidos, 44 brancos e 14 nulos.
“Estamos muito animados com os próximos passos do Sinpro Pernambuco. Fizemos um trabalho forte de transformação e humanização desta entidade. Agora, temos muito trabalho adiante para fortalecer ainda mais nossa categoria”, comemorou o coordenador geral da chapa eleita, Jackson Bezerra. “Mesmo com toda prática anti-sindical de algumas escolas, que não permitiram aos professores o direito de votar, estamos felizes com a larga participação dos professores para nos eleger. É uma prova de reconhecimento e aprovação do trabalho realizado por nós”, completou.
A votação foi realizada ao longo de dois dias (16 e 17). As urnas foram fixadas na própria sede do Sinpro Pernambuco (Boa Vista, Recife), nas sub sedes de Caruaru e Petrolina, além de outras 30 urnas itinerantes, que transitaram por diversas escolas.
“Tivemos um processo eleitoral tranqüilo, sem ocorrências e democrático. Levamos as urnas para onde havia professores e a participação foi expressiva”, disse Ana Cristina Davi de Souza, presidente da mesa de apuração.
O edital, publicado no dia 12 abril deste ano, deflagrou o prazo para a inscrição de chapas, enquanto a assembléia do dia 15 de outubro aprovou o regimento que regulamentou todo o processo eleitoral, bem como elegeu e referendou os membros da comissão eleitoral; iniciativa que garantiu mais democracia através do voto direto.
“Estamos muito animados com os próximos passos do Sinpro Pernambuco. Fizemos um trabalho forte de transformação e humanização desta entidade. Agora, temos muito trabalho adiante para fortalecer ainda mais nossa categoria”, comemorou o coordenador geral da chapa eleita, Jackson Bezerra. “Mesmo com toda prática anti-sindical de algumas escolas, que não permitiram aos professores o direito de votar, estamos felizes com a larga participação dos professores para nos eleger. É uma prova de reconhecimento e aprovação do trabalho realizado por nós”, completou.
A votação foi realizada ao longo de dois dias (16 e 17). As urnas foram fixadas na própria sede do Sinpro Pernambuco (Boa Vista, Recife), nas sub sedes de Caruaru e Petrolina, além de outras 30 urnas itinerantes, que transitaram por diversas escolas.
“Tivemos um processo eleitoral tranqüilo, sem ocorrências e democrático. Levamos as urnas para onde havia professores e a participação foi expressiva”, disse Ana Cristina Davi de Souza, presidente da mesa de apuração.
O edital, publicado no dia 12 abril deste ano, deflagrou o prazo para a inscrição de chapas, enquanto a assembléia do dia 15 de outubro aprovou o regimento que regulamentou todo o processo eleitoral, bem como elegeu e referendou os membros da comissão eleitoral; iniciativa que garantiu mais democracia através do voto direto.
domingo, 20 de novembro de 2011
Dia da Consciência Negra - 20 de novembro - Música "Zumbi" (A Felicidade Guerreira) Gilberto Gil & Waly Salomão- QUARTETO NEGRO
Conheça a União de Negros pela Igualdade - UNEGRO
Dia da Consciência Negra: Navio Negreiro, de Castro Alves, com Paulo Autran e as imagens de Amistad
Dia da Consciência Negra: Chico Buarque fala sobre racismo
Dia da Consciência Negra - Martin Luther King - I Have a Dream - Vídeos, original e tradução
Abolicionismo do século 21 - Edson França - Portal Vermelho
Edson França *
O Dia da Vergonha - No Ceará a xenofobia veste branco - Rosemberg Cariri - Cineasta Cearense
Racismo, truculência policial, arbítrio: o domínio conservador em São Paulo. Imagens da agressão ao estudante na USP pela PM do Governador Alckmin (PSDB)
Racismo na rede: Aldo Rebelo pede investigação à Polícia - Portal Vermelho
ZUMBI (A FELICIDADE GUERREIRA) letra de Waly Salomão & música de Gilberto Gil
(para o filme Quilombo)
1983
Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração
Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba
Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba
Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração
© Gege Produções Artísticas LTDA e EMI Songs do Brasil Edições Musicais LTDA.
Dia da Consciência Negra: Navio Negreiro, de Castro Alves, com Paulo Autran e as imagens de Amistad
Dia da Consciência Negra: Chico Buarque fala sobre racismo
Dia da Consciência Negra - Martin Luther King - I Have a Dream - Vídeos, original e tradução
Abolicionismo do século 21 - Edson França - Portal Vermelho
Edson França *
O Dia da Vergonha - No Ceará a xenofobia veste branco - Rosemberg Cariri - Cineasta Cearense
Racismo, truculência policial, arbítrio: o domínio conservador em São Paulo. Imagens da agressão ao estudante na USP pela PM do Governador Alckmin (PSDB)
Racismo na rede: Aldo Rebelo pede investigação à Polícia - Portal Vermelho
ZUMBI (A FELICIDADE GUERREIRA) letra de Waly Salomão & música de Gilberto Gil
(para o filme Quilombo)
1983
Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração
Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba
Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba
Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração
© Gege Produções Artísticas LTDA e EMI Songs do Brasil Edições Musicais LTDA.
Assinar:
Postagens (Atom)
Coletivizando no Youtube
-
Dilma vence debate da Globo e aumenta chances de vitória no dia 3 - Portal Vermelho Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. ...
-
A unidade é a bandeira da esperança. João Amazonas ¿Por qué no unirnos? Y luchamos como hermanos Por la Patria que está herida Nuestra Patr...


