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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Hoje 29/04, às 19h00 - Sarau do Trabalhador na CTB-DF - A oficina de canções da luta - Paulo Vinícius

Hoje, 4ª. feira (29/04) às 19h00
Sarau do Trabalhador(a), música e poesia na CTB 
(SRTVS 701, BL I, LT 19, SL 7 Ed. Palácio da Imprensa - Brasilia-DF.)

Eu estou organizando essa atividade pela Secretaria de Formação da CTB DF.
Será um sarau, mas também oportunidade de conhecer músicas fundamentais dos trabalhadores,
compostas por artistas do povo e cantadas por multidões, e que é dever de todo sindicalista
classista conhecer. Mais que um dever, é um prazer, são lindas.

Chamei alguns amigos, também estudantes e sindicalistas, parte das comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, o Primeiro de Maio.

Como minha parte, na parte da oficina, debaterei as seguintes canções que homenageiam os trabalhadores:
- A Internacional;
- El pueblo unido jamás sera vencido;
- Construção;
- Quando tenga la tierra.

A história, o contexto e a canção no original e sua letra.

Haverá amigos queridos, gente que gosta de um violão e uma música, e quer dizer ou ouvir un verso. Apareça (um vinho cai bem


A Internacional

Letra Eugène Pottier, 1871
Composição Pierre De Geyter, 1888


C                  F
De pé, ó vítimas da fome
G               C
De pé, famélicos da Terra

C                 F
Da ideia a chama já consome
     G            C
A crosta bruta que a soterra

G
Cortai o mal bem pelo fundo
     A              B
De pé, de pé! Não mais senhores!
G                 C

Se nada somos em tal mundo
   D           G
Sejamos tudo ó produtores!

III. Coro.

   C         F
Bem unidos façamos
     G       C
 Nessa luta final,
    C        G
Uma terra sem amos

F      D     G
A Internacional!
    C        F
Bem unidos façamos
     G       C
Nessa luta final,
    C         G
Uma terra sem amos
C      G     C
A Internacional!


C                         F
Senhores patrões chefes supremos
G                   C
Nada esperamos de nenhum
C                      F
Sejamos nós que conquistemos
G                   C
A terra mãe livre comum

G
Para não ter protestos vãos
  A                B
Para sair deste antro estreito
G                     C
Façamos com nossas mãos
   D                  G
Tudo o que a nós nos diz respeito.


Refrão

C                         F
O crime do rico a lei o cobre
G                     C
O Estado esmaga o oprimido
C                      F
Não há direito para o pobre
G                   C
Ao rico tudo é permitido.

G
À opressão não mais sujeitos
   A             B
Somos iguais todos os seres
G                      C
Não mais deveres sem direitos
      D             G
Não mais direitos sem deveres

Refrão


C                  F
Abomináveis na grandeza
G                       C
Os reis da mina e da fornalha
C            F
Edificaram a riqueza
    G              C
Sobre o suor de quem trabalha.
G

Todo o produto de quem sua
   A          B
A corja rica o recolheu
G                   C
Querendo que ela o restitua
  D              G
O povo só quer o que é seu.

Refrão

C                       F

Nós fomos de fumo embriagados
G                      C
Paz entre nós guerra aos senhores
C                 F
Façamos greve de soldados
    G           C
Somos irmãos trabalhadores.
 G
Se a corja vil cheia de galas

   A            B
Nos quer à força canibais
G                   C
Logo verá que nossas balas
    D            G
São para os nossos generais

Refrão

C                       F
Pois somos do povo os ativos

G                      C
Trabalhador forte e fecundo
C                       F
Pertence a terra aos produtivos
  G           C
Ó parasita deixa o mundo!
G
Ó parasita que te nutres
   A            B

Do nosso sangue a gotejar
G                   C
Se nos faltarem os abutres
    D            G
Não deixa o sol de fulgurar










El pueblo unido jamas sera vencido! - La Cuerda Net
ÁlbumEl pueblo unido jamás será vencido
Publicación1973 (en vivo) 1974 (en estudio)
Grabación1973
GéneroCanción protesta Nueva Canción Chilena
Escritor(es)Sergio OrtegaQuilapayún



LAm       DO      REm      MI7
El pueblo unido jamas sera vencido!
  LAm      DO       REm     MI7
De pie cantar que vamos a triunfar
  LAm     DO      REm     MI7
avanzan ya banderas de unidad
  REm  SOL7       DO        LAm    REm  MI7
y tu vendras marchando junto a mi y asi veras
    LAm           LA7     REm
tu canto y tu bandera florecer
  SOL7        DO         LAm
la luz de un rojo amanacer
    REm    MI7     LAm    MI7
annuncia ya la vida que vendra

 LAm        DO         REm             MI7
De pie marciar que el pueblo va a triunfar
 LAm  DO      REm        MI7
sera mejor la vida que vendra,
    REm  SOL7  DO         LAm
a conquistar nuestra felicidad
    REm      MI7      LAm  LA7           REm
y en un clamor mil voces de combate se alzaran
SOL7  DO             LAm
diran cancion de libertad,
   REm  MI7           MI7 LAm
con decision la Patria vencera

REm                            SI7
Y ahora el pueblo que se alza en la lucha
     LAm         MI-7       MI7
con voz de gigante gritando: adelante!

El pueblo unido jamas sera vencido!
El pueblo unido jamas sera vencido!
La Patria sta forjandola unidad,
de norte a sur se movilizarà
desde el salar ardiente y mineral
al bosque austral, unidos en la luche y el trabajo iran
la Patria cubriran, su paso ya anuncia el porvenir

De pie cantar que el pueblo va a triunfar
miliones ya imponen la verdad,
de acero son, ardiente batallon
sus manos van llevando la justicia y la razon mujer
con fuego y con valor ya estas aqui junto al trabajador


Cuando tenga la tierra
AUTOR: A. Petrocelli, Daniel Toro
ALBUM: Recital (1972)

       Bm
Cuando tenga la tierra sembraré las palabras

que mi padre Martín Fierro puso al viento,

cuando tenga la tierra la tendrán los que luchan
E   Bm         E   Bm        E   Bm
los maestros, los hacheros, los obreros.


                 D
Cuando tenga la tierra
              E            D
te lo juro semilla que la vida
                                        E
será un dulce racimo y en el mar de las uvas
        F#         Bm   A   Bm
nuestro vino, cantaré, cantaré.


Bm
Cuando tenga la tierra le daré a las estrellas

astronautas de trigales, luna nueva,

cuando tenga la tierra formaré con los grillos
E     Bm      E     Bm     E       Bm
una orquesta donde canten los que piensan.


                 D
Cuando tenga la tierra
              E            D
te lo juro semilla que la vida
                                        E
será un dulce racimo y en el mar de las uvas
        F#         Bm   A   Bm
nuestro vino, cantaré, cantaré.

HABLADO:

'Campesino, cuando tenga la tierra

sucederá en el mundo el corazón de mi mundo

desde atrás de todo el olvido secaré con mis lágrimas

todo el horror de la lástima y por fin te veré,

campesino, campesino, campesino, campesino,

dueño de mirar la noche en que nos acostamos para hacer los hijos,

campesino, cuando tenga la tierra

le pondré la luna en el bolsillo y saldré a pasear

con los árboles y el silencio

y los hombres y las mujeres conmigo'.


     Bm    A   D       Bm   A   D
Cantaré, cantaré, cantaré, cantaré.


Chico Buarque

Construção

Tom: G
    B9-/F#

E|-----7-----|
B|-----4-----|
G|-----5-----|
D|-----4-----|
A|-----0-----|
E|-----0-----|


(intro) F#m7(b5/11)

B|9-/F#                                     Em6    Em6/B
        Amou daquela vez como se fosse a úl___tima
Em6             Em6/B                  Em6    Em6/B
   Beijou sua mulher como se fosse a úl___tima
Em6             Em6/B
   E cada filho seu  como se fosse o único
   Bb°         Am7         Am/G    F#m7(b5/11)
E atravessou a rua com seu passo tí___________mido

B|9-/F#                                     Em6     Em6/B
        Subiu a construção como se fosse má___quina
Em6              Em6/B                 Em6     Em6/B
   Ergueu no patamar  quatro paredes só___lidas
Em6             Em6/B
   Tijolo com tijolo num desenho mágico
     Bb°       Am7        Am/G      F#m7(b5/11)
Seus olhos embotados de cimento e lá___________grima

B|9-/F#                                       Am6    Am6/E
        Sentou pra descansar como se fosse sá___bado
Am6                  Am6/E                     Am6    Am6/E
   Comeu feijão com arroz como se fosse um prín___cipe
Am6            Am6/E                    F#m6
   Bebeu e soluçou  como se fosse um náu____frago
                                     F#m7(b5/11)
Dançou e gargalhou como se ouvisse mú___________sica

B|9-/F#                                       Em6    Em6/B
        E tropeçou no céu como se fosse um bê___bado
Em6             Em6/B                   Em6     Em6/B
   E flutuou no ar   como se fosse um pá___ssaro
Em6               Em6/B
   E se acabou no chão feito um pacote flácido
 Bb°        Am7       Am/G    F#m7(b5/11)
Agonizou no meio do passeio pú___________blico

B|9-/F#                                        Em6    Em6/B
        Morreu na contramão atrapalhando o trá___fego

( Em6 Em6/B Em6 Em6/B )

Em6             Em6/B                  Em6    Em6/B
   Amou daquela vez  como se fosse o úl___timo
Em6             Em6/B                 Em6    Em6/B
   Beijou sua mulher como se fosse a ú___nica
Em6             Em6/B
   E cada filho seu  como se fosse o pródigo
   Bb°         Am7         Am/G    F#m7(b5/11)
E atravessou a rua com seu passo bê___________bado

B|9-/F#                                     Em6    Em6/B
        Subiu a construção como se fosse só___lido
Em6              Em6/B                 Em6     Em6/B
   Ergueu no patamar  quatro paredes má___gicas
Em6             Em6/B
   Tijolo com tijolo  num desenho lógico
     Bb°       Am7        Am/G       F#m7(b5/11)
Seus olhos embotados de cimento e trá___________fego

B|9-/F#                                            Am6    Am6/E
        Sentou pra descansar como se fosse um prín___cipe

Am6                  Am6/E                  Am6    Am6/E
   Comeu feijão com arroz como se fosse o má___ximo
Am6            Am6/E                F#m6
   Bebeu e soluçou  como se fosse má____quina
                                      F#m7(b5/11)
Dançou e gargalhou como se fosse o pró___________ximo

B|9-/F#                                      Em6    Em6/B
        E tropeçou no céu como se ouvisse mú___sica
Em6             Em6/B                Em6    Em6/B
   E flutuou no ar   como se fosse sá___bado
Em6               Em6/B
   E se acabou no chão feito um pacote tímido
 Bb°        Am7       Am/G     F#m7(b5/11)
Agonizou no meio do passeio nau___________frago

B|9-/F#                                       Em6     Em6/B
        Morreu na contramão atrapalhando o pú___blico

( Em6 Em6/B Em6 Em6/B )

Em6             Em6/B                Em
   Amou daquela vez  como se fosse má__quina
             Em(7M)                Em7
Beijou sua mulher  como se fosse ló___gico
              Em6*                  Em(b6)
Ergueu no patamar quatro paredes flá______cidas
                 Em*                     E°
Sentou pra descansar como se fosse um pás__saro
             Am7/E                     Em6/B
E flutuou no ar   como se fosse um prín_____cipe
     Bb°       Am7             Am/G   F#m7(b5/11)
E se acabou no chão feito um pacote bê___________bado
B|9-/F#                                       Em6    Em6/B Em6 Em6/B Em6
        Morreu na contramão atrapalhando o Sá___bado

Com a wikipedia, alguns canais no youtube, o Cifra Club e o Lacuerda.net



sábado, 5 de novembro de 2011

A entrevista de Chico Buarque à Rolling Stone - Portal Vermelho

A entrevista de Chico Buarque à Rolling Stone - Portal Vermelho

Na capa especial de 5 anos da Rolling Stone Brasil, um dos maiores compositor vivo do país fala sobre música, política e família, satisfazendo a curiosidade dos milhões de fãs

Chico Buarque falou ao editor Paulo Terron, da Rolling Stone, sobre como se divide entre a música e a literatura, política e sobre como lida com a fama e com a era dos paparazzi. “Acho chata essa fiscalização moralista da vida dos outros. Vou deixar de ir à praia, mas outras coisas eu não vou deixar. O meu vinho vou tomar, meu cigarro vou fumar”, diz o ídolo.

Ele também conta que é mais difícil viabilizar turnês pelo fato de não se utilizar da Lei Rouanet – e também afirma se manter distante de certos assuntos por ter uma irmã, Ana de Hollanda, como ministra. “Até fico fora do assunto de direito autoral para não parecer que eu tenho alguma coisa a ver com isso. Para mim é um incômodo ter uma irmã no Ministério da Cultura.”

Veja trecho da entrevista a seguir:

Rolling Stone: Você é conhecido por ser metódico no trabalho. E na vida cotidiana, também? Você se permite decisões espontâneas ou mantém o controle?
Chico Buarque: Eu não sabia que tinha fama de metódico. Na verdade, minha vida e meu trabalho se confundem, nem eu mesmo sei direito quando estou trabalhando ou não. Às vezes digo que estou muito atarefado, porque as pessoas pensam que um artista está sempre disponível para ir à festa. Como o artista em geral não tem horário, não dá expediente, costumam pensar que é vagabundo. Mas, assim como a criança se concentra num brinquedo, tem dias em que preciso me concentrar no trabalho, nem que seja compor um palíndromo ou inventar times de futebol.

Rolling Stone:
A expectativa a respeito de suas músicas é sempre alta. Essa pressão chega até você?
Chico Buarque: Eu não posso me deixar levar por isso. E não adianta você querer matar um leão por dia, porque as pessoas sempre vão dizer que o leão antigo era melhor e mais forte do que o de hoje [risos]. Mas não é isso que vai me estimular. Existe uma pressão interna, sim, uma necessidade e um prazer grande em fazer uma música. Essa possibilidade de alternância é saudável, porque ninguém está esperando um disco novo meu daqui a um ano: nem eu, nem ninguém. Tem esse tempo todo agora, lento e de maturação. Escrever um livro provavelmente – e isso não precisa ser tão mecânico – vai tomar um longo tempo. Então, não acho que a gente deva se levar por esse tipo de pressão. Não tenho contrato com gravadora, não tenho obrigação nenhuma e já é suficiente a pressão que a gente exerce sobre si próprio.

Rolling Stone:
A Ana de Hollanda foi criticada por ter uma postura em relação aos direitos autorais que foi considerada um retrocesso em relação aos ministros anteriores. Você tem opinião sobre isso?
Chico Buarque: Não tenho e me mantive alheio a esse assunto. Exatamente porque desde o início tentou-se passar a impressão de que eu teria alguma ingerência na nomeação da minha irmã como ministra. Para mim, o mais confortável era que o Juca Ferreira continuasse sendo ministro. Até mesmo para que as pessoas xingassem o Juca Ferreira e não a minha irmã nos jornais [risos]. Quando entra esse assunto de direitos autorais, volta e meia sou procurado, recebo e-mails e tal. Digo: “Prefiro não me interessar por isso”. São tantos assuntos pelos quais a gente tem de se interessar, tantos jornais que a gente tem de ler, tantas notícias que a gente tem que ficar por dentro, que eu prefiro deixar esse de lado. E há colegas meus que estão brigando, discutindo isso com muito mais conhecimento de causa do que eu. Prefiro não opinar. Nem sei direito o que é o Creative Commons, o que isso deixa de ser. Eu sei que o selo foi tirado do [site do] Ministério. O que isso representa, eu não sei.

Rolling Stone: O amor está presente no novo disco. Mas teve uma frase, de “Querido Diário”, que foi muito comentada: “amar uma mulher sem orifício”. Teve muito debate, a crítica a usou contra você.
Chico Buarque: No “Querido Diário” está lá: um dia, segundo dia, terceiro dia, quarto dia. Evidentemente que há algo de nonsense no sujeito que resolve, num belo dia, ter uma religião e, andando na rua, imagina que vai sacrificar uma ovelha. Já entrou nesse campo [risos]. Aí ele resolve ter uma adoração por uma estátua, ou seja, amar uma mulher sem orifício. Eu li em algum lugar que “amar uma mulher sem orifício” seria amar uma mulher casta, uma mulher difícil. Aí, se não é burrice, já é vontade de encher um pouquinho o saco do compositor.


Fonte: Blog do Nassif, publicada originalmente na Rolling Stone, por Chrisppa Silva

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