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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CTB promove seminário de formação sindical - Portal CTB

-CTB promove seminário de formação sindical
03/11/2010

A Secretaria de Formação e Cultura promoverá, nos dias 09 e 10 de novembro, em São Paulo, o primeiro seminário de formação política sindical/2010 voltado para presidentes e secretários de formação.

O evento que acontecerá na sede nacional da CTB, contará com a participação da Professora Nereide Saviane, de Célio Turino (a confirmar), Celina Arêas, Juraci Moreira Souto, Dr Renam Arraes e dos presidentes das estaduais que debaterão a questões como: formação político-sindical, a cultura para os trabalhadores e trabalhadoras, o papel do jurídico em uma central sindical, entre outros temas.

Os interessados em participar deverão confirmar presença com Marcia pelo email: marcia@portalctb.org.br ou pelo telefone: 11 3106-0700.

Programação inicial:

Dia 09/11 -14h às 15h – A importância da formação sindical continuada para uma central sindical - Professora Nereide Saviane
15 às 16 h – Debate
16h às 16h15 – Intervalo
16h15 às 18h Experiências de formação político-sindical – Confederação Nacional dos Trabalhadores na agricultura - CONTAG – Juraci Moreira Souto

Dia 10/11 - 9h00 às 11h – A importância da cultura para os trabalhadores e trabalhadoras – Célio Turino (a confirmar)
11h às 11h15 – Intervalo
11h15 às 12h30 – O papel do jurídico em uma central sindical –Dr Renam Arraes
12h30 às 14h - almoço
14h às 16h – Avaliação do trabalho de formação da CTB e apresentação da proposta de formação aprovada no PES da CTB Nacional- Celina Arêas
16h15 as 16h30 intervalo
16h30 as 18h – Debate encerramento

Banco Central dos EUA joga lenha na fogueira da guerra cambial - Portal Vermelho

Banco Central dos EUA joga lenha na fogueira da guerra cambial - Portal Vermelho

O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu injetar mais de 600 bilhões de dólares na economia através da compra de títulos do Tesouro. A decisão tende a alimentar a chamada guerra cambial e “preocupa o governo brasileiro por representar a política de empobrecimento do vizinho”, conforme avaliação do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.

Renato Rabelo: equipe de transição se compromete a ouvir aliados - Portal Vermelho

Renato Rabelo: equipe de transição se compromete a ouvir aliados - Portal Vermelho

Apesar de ser coordenada pelo presidente do PMDB, Michel Temer, e por três lideranças petistas, a equipe de transição para o governo de Dilma Rousseff deverá ouvir todos os partidos aliados — e não apenas PT e PMDB — na hora de tomar as principais decisões. Partiu da própria Dilma a decisão de indicar Temer, seu vice-presidente, como coordenador do grupo, bem como em estabelecer diálogo com todas as forças partidárias que, formal ou informalmente, apoiaram sua candidatura.

Por André Cintra

“Já fui comunicado de que, nessa equipe de transição, há uma pessoa encarregada de manter contatos com os partidos”, afirma ao Vermelho Renato Rabelo, presidente do PCdoB. “O objetivo é definir um programa de governo que leve em conta os pleitos e as ideias de toda a base aliada. Ao ter esse esboço em mãos, Dilma conversará, posteriormente, com cada um desses partidos, completando essa fase que eles chamam de formação para o novo governo.”

Para Renato, um dos desafios de Dilma, eleita presidente no último domingo (31), é não centrar as negociações em torno de cargos. “O PCdoB fica sempre incomodado se a discussão de formação de um governo não é pautada em cima de um projeto. Creio que Dilma está preocupada em debater quais são as medidas mais imediatas, de médio prazo — para aí, sim, ver a contribuição e o papel que cada partido pode ter nesse governo.”

Renato também propõe que, no seio dessa grande composição pró-Dilma, haja a formação de um núcleo de esquerda, com a participação de PT, PSB, PDT e PCdoB. “Não somos só nós que defendemos isso. O PT já falou a respeito, e os outros partidos de esquerda concordam.”

“Como essa frente de apoio a Dilma é muito heterogênea, propomos a articulação de alguns partidos que tenham mais semelhanças entre eles, mais convergências”, agrega o presidente do PCdoB. Um núcleo desse tipo, segundo ele, é importante para frear “as pressões, sempre muito fortes, das forças que querem manter o status quo e truncar as mudanças”.

O dirigente comunista acrescenta que a esquerda não deve apenas lutar pela mera continuidade do governo Lula. “Como a própria Dilma defendeu, é preciso avançar, das passos adiante. Esses avanços dependem de um projeto bem explícito e definido, com foco nas questões mais urgentes da atualidade. Se, por exemplo, houver reformas como a política e a tributária — sempre tão faladas —, é importante lutarmos para que o caráter dessas mudanças seja democrático.”

Na opinião de Renato, o governo Dilma também deverá enfrentar a chamada “guerra cambial”, para fortalecer a competitividade econômica do Brasil no comércio internacional. “Em virtude da herança dessa grande crise financeira que o mundo enfrentou, há uma luta entre forças hegemônica para disputar uma melhor posição comercial.” O Brasil, a seu ver, pode ser um dos mais prejudicados por esse conflito, a ponto de sofrer um processo de desindustrialização.

De acordo com o presidente do PCdoB, cada país tem de considerar a busca por um acordo multilateral, que é a “solução mais correta”. Dilma participará, em 11 e 12 de novembro, da próxima reunião do G20, na Coreia do Sul — mas Renato diz que é preciso ir além. “O Brasil também deveria tomar medidas de defesa. Até agora, nossas ações foram paliativas, como a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que não dá conta de todo o problema.”

A votação dos projetos de regulamentação do pré-sal é outra responsabilidade que deve mobilizar a equipe de transição. “Uma questão como esta, da maior importância estratégica para o país, requer medidas efetivas — mas está tudo parado no Congresso. Dizem até que só vai ficar para o ano que vem.”

Renato adverte, porém, que cabe ao PCdoB, antes de tudo, ouvir a presidente eleita. “Dilma ainda vai dizer o que espera de nós em termos de participação no governo. Apesar de o PCdoB não ser um partido grande, temos uma série de quadros que podem contribuir para esta próxima fase de desenvolvimento do nosso país. Vai ser tudo de comum acordo, mas a iniciativa, naturalmente, é dela, de Dilma — não do partido.”

Cresce dívida externa de curto prazo

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BC autoriza BB a levar Patagônia

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Justiça libera contribuição ao INSS sobre hora extra

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Serra plantou ódio; Brasil colhe manifestações contra nordestinos - Portal Vermelho

Serra plantou ódio; Brasil colhe manifestações contra nordestinos - Portal Vermelho

Serra plantou ódio; Brasil colhe manifestações contra nordestinos

O vídeo que reproduzo abaixo — e também na janela ao lado — é de revirar o estômago. Mas faz um bem danado: lança luz sobre um Brasil que muitas vezes não gostamos de ver. O Brasil do ódio.

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador



A campanha conservadora movida pelos tucanos, a misturar religião e política, trouxe à tona o lodo que estava guardado no fundo da represa. A lama surgiu na forma de ódio e preconceito. Muita gente gosta de afirmar: no Brasil não há ódio entre irmãos, há tolerância religiosa. Serra jogou isso fora. A turma que o apoiava infestou a internet com calúnias. E, agora, passada a eleição, o twitter e outras redes sociais são tomadas por manifestações odiosas.

Como se vê no vídeo acima, não foi só a tal Mayara (estudante de Direito!!!) que declarou ódio aos nordestinos. Há muitos outros. Com nome, assinatura. É fácil identificar um por um. E processar a todos! O Ministério Público deveria agir. A Polícia Federal deveria agir.

E nós devemos estar preparados, porque Serra fez dessas feras da direita a nova militância tucana. Jogou no lixo a história de Montoro e Covas. Serra cavou a trincheira na direita. E o Brasil agora colhe o resultado da campanha odiosa feita por Serra.

Desde domingo, muita gente já fez as contas e mostrou: Dilma ganharia de Serra com ou sem os votos do Nordeste. Não dei destaque a isso porque acho que é – de certa forma – uma rendição ao pensamento conservador. Em vez de dizer que Dilma ganhou “mesmo sem o Nordeste”, deveríamos dizer: ganhou – também – por causa dos nordestinos. E qual o problema?

E deveríamos lembrar: Dilma ganhou também com o voto de quase 60% dos mineiros e dos moradores do estado do Rio. E ganhou com quase metade dos votos de paulistas e gaúchos.

Parte da imprensa — que, como Serra, não aceita a derrota e tenta desqualificar a vitoriosa — insiste no mapinha “Estados vermelhos no Norte/Nordeste x Estados azuis no Sul/Sudeste”. O interessante é ver a votação por municípios, e não por estados: há imensas manchas vermelhas nesse Sul/Sudeste que alguns gostariam de ver todo azulzinho.

No Sul e no Sudeste há muita gente que diz: “não ao ódio”. Se essa turma de mauricinhos idiotas quiser brincar de separatismo, vai ter que enfrentar não apenas o bravo povo nordestino. Vai ter que enfrentar gente do Sul e Sudeste que não aceita dividir o Brasil.

Serra do bem tentou lançar o Brasil no abismo. Não conseguiu. Mas deu combustível para esses idiotas. Caberá a nós enfrentá-los. Com a lei e a força dos argumentos.

Mayara Petruso quer afogar nordestinos. Ela não é a única

Mayara Petruso quer afogar nordestinos. Ela não é a única

http://nivaldoctb.blogspot.com/2010/11/guerra-cambial.html

Cliquem no link abaixo e leiam importante artigo de Nilvaldo Santana:

Guerra cambial

O presidente Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff, declararam nesta quarta-feira, 3, que vão à reunião do G-20, na próxima semana, em Seul, para propor medidas contra a guerra cambial em curso no mundo. Para eles, essa é uma disputa entre os EUA e a China que afeta todo o planeta.

Hoje os portais noticiam que o FED, banco central dos EUA, vai comprar US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro americano. Serão US$ 75 bilhões por mês, até o segundo trimestre de 2011. O objetivo alegado é de recuperar a economia americana, hoje amargando 9,6% de desemprego.

Página/12: Ganhou a candidata pró-Unasul e Mercosul - Portal Vermelho

Página/12: Ganhou a candidata pró-Unasul e Mercosul - Portal Vermelho

Ganhou a candidata partidária da consolidação da Unasul e da expansão do Mercosul. Na campanha, Serra chegou a dizer que o Mercosul era “uma farsa”. Na entrevista que concedeu a Marco Aurélio Garcia e Emir Sader para o livro “Brasil, entre o passado e o futuro”, Dilma Rousseff disse que “só se é líder regional responsável, verdadeiramente, sem belicismos e com muita solidariedade e espírito associativo”.

Por Martín Granovsky, no Página/12

1. Dilma Rousseff ganhou as eleições por uma diferença ampla, de 56 a 44 por cento dos votos. Obteve mais de 55 milhões de votos, 12 milhões a mais que José Serra. Em nível mundial, considerando os países que são governados por eleições livres e o número de votantes, é a maior vitória de uma coalizão de partidos dirigida por uma força de esquerda. O Brasil já elegeu um operário pela primeira vez como presidente. Agora, trata de eleger a primeira mulher presidenta de sua história.

2. Aos 65 anos recém cumpridos (em 27 de outubro, mesmo dia em que morreu Néstor Kirchner), Lula deixa a presidência como o líder mais popular da história do Brasil e uma figura de primeiro nível na América do Sul e no mundo. Já prometeu que não ofuscará a presidenta e que se dedicará à região (América do Sul) e às relações com a África. Mas quando quiser, Dilma terá à disposição um sábio confiável e um negociador com 35 anos de experiência.

3. A vitória de Dilma demonstra o êxito da aposta de Lula, quando pediu ao Partido dos Trabalhadores, no quarto congresso do partido realizado em fevereiro deste ano, que ela fosse consagrada candidata ainda que não tivesse forte inserção na militância petista e jamais tivesse disputado uma eleição. É óbvio que a popularidade de Lula, superior a 80%, derramou uma simpatia massiva sobre Dilma. Mas a popularidade de Michelle Bachelet no Chile era similar e o candidato da Concertação, Eduardo Frei, foi derrotado pelo direitista Sebastián Piñera. Lula e o PT não se acomodaram com essa popularidade. Lançaram a militância às ruas, não deixaram nada jogado ao sabor dos centos e ampliaram a base de sustentação partidária, política e social.

4. Quando Dilma assumir, em 1° de janeiro de 2011, uma coalizão governará com maioria no Senado e na Câmara de Deputados. Considerando o tabuleiro por forças políticas, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), será o primeiro com 20 senadores, seguido pelo PT com 14, seis a mais do que antes. A direita tradicional do Partido Democrata (DEM), caiu de 13 para 6 senadores e o Partido Socialdemocrata Brasileiro (PSDB), de Serra, caiu de 14 para 11. Na Câmara de Deputados, o PT elegeu 88 representantes e o PMDB, 79. Em governos estaduais, sem contar os aliados, o PT controlará cinco Estados: Distrito Federal (Brasília), Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Acre.

5. O PT manteve as alianças e as ampliou. Neste cenário é um elemento chave que o vice-presidente seja Michel Temer, do PMDB, de centro. O PMDB, um conglomerado heterogêneo, tem amplitude territorial e governadores próprios. Lula começou tecendo com o PMDB, a sua direita, uma aliança parlamentar e de governabilidade em nível federal. Terminou construindo uma aliança de governo. O apoio ao PT foi muito forte entre os trabalhadores, o subproletariado do Nordeste e a nova classe média (convertida a essa condição durante o governo Lula) e talvez – elemento que ainda requer uma análise mais fina – entre setores da classe média tradicional. O Brasil tem hoje apenas 6,2% de desempregados.

6. Em relação aos 20 milhões de votos obtidos, no primeiro turno, por Marina Silva e seu Partido Verde, é arriscado dizer que 10 milhões tenham ido para Serra e outro tanto para Dilma. Contudo, ficou claro que as especulações sobre a possibilidade desses 20 milhões de votos migrarem de modo maciço para um dos candidatos eram disparatadas.

7. Serra perdeu o segundo turno após uma campanha ainda mais direitista que a de Fernando Collor de Mello em 1989, quando o candidato da Rede Globo derrotou Lula. O tom incluiu apelos ao Demônio inspiradas na organização Tradição, Família e Propriedade e repetidas nas dioceses que o Papa João Paulo II inundou de bispos ultraconservadores. A luciferização de Dilma, apresentada como uma maníaca do aborto, mergulhou o Brasil em seu lado mais obscuro. Mas o obscurantismo foi derrotado. Do mesmo modo que na Argentina, com a Lei do Matrimônio Igualitário (permite a união civil homossexual), os brasileiros conservaram suas crenças mas votaram de maneira secular.

8. Ganhou a candidata partidária da consolidação da Unasul e da expansão do Mercosul. Na campanha, Serra chegou a dizer que o Mercosul era “uma farsa”. Na entrevista que concedeu a Marco Aurélio Garcia e Emir Sader para o livro “Brasil, entre o passado e o futuro”, que acaba de ser publicado na Argentina, Dilma disse que “só se é líder regional responsável, verdadeiramente, sem belicismos e com muita solidariedade e espírito associativo”. Ao falar dos oito anos de Lula, assinalou que “conseguimos o direito de reconstruir o Estado nacional na medida em que o Brasil conquistou autonomia na relação com a política internacional”. Também definiu que para garantir a própria industrialização foi chave fechar o caminho da integração com os Estados Unidos via uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), posição compartilhada com a Argentina e a Venezuela na Cúpula de Mar del Plata de 2005.

9. Dilma anunciou que continuará com o controle da inflação e a estabilidade macroeconômica, mas que não cortará gastos sociais nem investimentos na infraestrutura. Também reafirmou que não desperdiçará os recursos das novas reservas de gás e petróleo descobertas pela Petrobras, o Pré-Sal. Enviará ao Congresso um projeto que definirá o marco social para a exploração desses recursos.

10. Os grandes veículos da imprensa escrita, como Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e Veja, não conseguiram fazer com que sua agressividade derrotasse Dilma e tampouco conseguiram impor uma agenda própria de fantasmas, como o do aborto, o dos suposto autoritarismo de Lula ou o da eternização antidemocrática do PT. Na noite de domingo, em seu discurso da vitória, Dilma disse o que pensa o PT e procurou demonstrar uma superioridade moral: “As críticas do jornalismo livre são essenciais para assinalar os erros do governo”, disse. “Prefiro o ruído da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”, disse a candidata que foi estigmatizada por seu passado guerrilheiro quando, na verdade, essa insurgência foi o primeiro ensaio de oposição à ditadura que tomou o poder em 1964.

CIA: "Podemos torturar?" Bush: "Com certeza!" - Celso Lungaretti - Portal Vermelho

CIA: "Podemos torturar?" Bush: "Com certeza!" - Portal Vermelho
Deu na BBC Brasil: Em livro de memórias, Bush justifica ‘tortura’ de mentor do 11 de setembro
Ao contrário do ditador brasileiro João Batista Figueiredo, cujo pedido ao povo brasileiro foi de que o esquecesse (desnecessário: ninguém iria lembrar dele, mesmo...), o execrável ex-presidente George W. Bush faz questão de reavivar a memória dos estadunidenses sobre sua passagem pelo poder.

Por Celso Lungaretti*



Bom para Barack Obama. Por comparação, ele fica parecendo um extraordinário estadista.

No livro, Bush admite ter sido consultado pela CIA, que lhe indagou se poderia torturar um suspeito de terrorismo, Khalid Sheikh Mohammed, com afogamento simulado.

Sua resposta confessa: "com certeza!".

Defende sua decisão com a surrada desculpa de que o interrogatório de Mohammed, capturado no Paquistão em 2003 e detido desde 2006 no campo de Guantánamo (na foto, uma amostra do que acontecia nesse DOI-Codi estadunidense durante a Era Bush), ajudou a “salvar vidas”.

Evidentemente, não especificou quais e quantas vidas, pois, fora da presidência, não tem mais quem forje, com um mínimo de verossimilhança, as versões falaciosas de que carece.

Era bem diferente quando ele e seus cúmplices inventavam que o Iraque possuía armas químicas ou biológicas e a mentira só se evidenciava depois que o governo de um país soberano tinha sido derrubado.

Diz ter ficado com "uma sensação de náuseas" ao ser informado de que as tais armas não haviam sido encontradas pelos invasores estadunidenses... porque, claro, não existiam.

Mesmo assim, justifica:

“Os Estados Unidos estão mais seguros sem um ditador homicida. (...) O povo iraquiano está melhor com um governo que responde a eles em vez de torturá-los e assassiná-los”.
Os EUA estão, isto sim, mais seguros sem um torturador, genocida e mentiroso compulsivo na Casa Branca.

Quanto ao povo iraquiano, nunca pediu a estrangeiros que viessem determinar qual o tipo de governo que teria. Mesmo que Saddam Hussein fosse um monstro, ainda assim os EUA não teriam direito de livrá-lo do monstro sem seu consentimento.

E pensar que uma nação capaz de tais feitos ainda se arroga o papel de defensor do mundo contra supostas bombas atômicas que viriam a ser produzidas em médio ou longo prazo no Irã!

É apenas a nova versão das mirabolantes armas químicas e biológicas que se desmancharam no ar, depois de terem cumprido seu papel de pretexto para uma brutal transgressão do princípio de autodeterminação dos povos.

Me engana duas vezes que eu gosto.


*Jornalista e escritor

Cartaz do 16º Congresso da Federação Sindical Mundial -FSM

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