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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Viva Marighella! Postagem no Facebook de Osvaldo Bertolino - 1969

Osvaldo Bertolino Nota do PCdoB sobre o assassinato covarde de Carlos Marighella 
 
“Vítima de torpe cilada, vilmente fuzilado em plena rua pela polícia, morreu Carlos Marighella. O assassinato deste conhecido revolucionário é mais uma ação vergonhosa e covarde que se acrescenta à onda de inomináveis violências que a ditadura militar vem cometendo. A história do Brasil registra poucos crimes políticos tão infames, tão friamente planejados como o perpetrado na Alameda Casa Branca, em São Paulo. Dezenas de beleguins, poderosamente armados, à traição, levaram a cabo um homicídio puro e simples. Esse monstruoso crime da ditadura é parte de todo um plano visando amedrontar, através do terror e do banditismo, os democratas e patriotas. Desesperados, inteiramente repudiados pelas massas, cada vez mais isolados, os generais que assaltaram o poder intensificam a repressão em todo o país, realizam toda sorte de arbitrariedades e praticam crimes os mais selvagens (…).”
 
A nota acima é do jornal A Classe Operária — à época dirigido e editado por Carlos Nicalou Danielli, que também seria cruelmente assassinado pela repressão —, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
A fuzilaria ocorreu no dia 4 de novembro de 1969, enquanto jogavam Santos e Corinthians no estádio do Pacaembu pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão.

Não distante dali, em frente ao número 806 da Alameda Casa Branca, Marighella caia na arapuca armada pelo bando chefiado pelo delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Dops), Sérgio Paranhos Fleury.
O facínora montou uma equipe que se disfarçou de trabalhadores — o local era uma área de edifícios em construção —, namorados e passantes para fuzilar Marighella dentro de um Fusca, sem nenhuma chance de defesa. Líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), o revolucionário foi atraído para a arapuca por meio de padres dominicanos com quem mantinha contato, submetidos ao terror do bando de Fleury.
A fuzilaria atingiu, além do alvo, uma policial que se passava por namorada do chefe do Dops; um protético que teve a infelicidade de passar pelo local na hora do crime (ambos morreram); e um delegado, que nunca mais se recuperaria dos ferimentos na coxa direita. O bando deixou o corpo de Mariguella dentro do Fusca até às 23h15, quando foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Coincidentemente, dois dias antes o dirigente máximo do PCdoB, João Amazonas — antigo companheiro de Marighella na militância comunista — estivera próximo ao local, em um encontro com sua mulher, Edíria.

Os dirigentes do PCdoB que estavam em São Paulo passaram o dia reunidos e à noite souberam, pela televisão, do ocorrido na Alameda Casa Branca.

Carlos Marighella nasceu em Salvador, em dezembro de 1911.

Ainda adolescente despertou para as lutas sociais, tornando-se militante do Partido Comunista do Brasil aos 18 anos e dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.
Foi preso pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor do governo federal na Bahia Juracy Magalhães.

Em maio de 1936 Marighella foi novamente preso e torturado, durante 23 dias.
Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas e o combate ao terror imposto pela ditadura do Estado Novo.

Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista do Brasil na legalidade.

Eleito deputado para a Assembléia Nacional Constituinte de 1946 pelo Estado da Bahia, mas teve seu mandato cassado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Camarada - Ali Primera - para você que faz a sua parte!

Deixo para vocês essa canção, de Ali Primera, cantautor venezuelano que militou no Partido Comunista, para todas(os) os(as) camaradas que cerraram fileiras para defender o Partido de tão brutais e baixos ataques, mas não apenas. Vai para todos(as) que, vendo a situação, ousaram se solidarizar contra a injustiça, a mentira, e ergueram suas vozes pela democracia, contra o fascismo midiático em qualquer de suas manifestações. 

Para todos(as) que sabem como é bonita a luta e a história dos comunistas, e que reconhecem tantos sonhos comuns que partilhamos e pelos quais lutamos, de justiça, de igualdade, de vida feliz, de paz, e que calam tão fundo em nós que mudam as nossas vidas, e dos quais jamais podemos esquecer, como não esquecemos. Sonhos que só conquistaremos juntos, e com as amplas maiorias injustiçadas e oprimidas.

Veja a versão que fiz, e logo abaixo a cifra, para quem deseje tocar no violão e guardar no peito.


Paulo Vinícius




CAMARADA - Ali Primera - versão do PV 

 Eu te chamo camarada 
 por cima da ideia, 
 e aferrado ao bem querer 
que sentimos pela Terra. 
 Proponho que nossas mãos 
 sejam boas como quem semeia
e alimentem à ternura
e aos direitos humanos. 

Peço que ninguém se assombre 
se lhe chame: camarada, 
quando o encontre chorando 
de raiva ante a injustiça.

Quando o escute cantando 
ao amor e à alegria, 
quando o sinta soldado 
do combate pela vida. 

Há que armar-se com a luz 
pra vencer a treva rara
assim ensinou Jesus
nosso primeiro camarada 

E se um menino brincando
com um caminhão de madeira
diz alegre: camarada! 
É claro que está chamando
ao amigo de brinquedos
E não quem faz armas de guerra. 

E chamo a vida mesma
doce e boa camarada 
E ao ganhar os sete palmos 
De minha terra liberada 
peço que meus camaradas 
Se despeçam com canções 
Flores rubras, punho ao alto 
E me prometam seguir 
Lutando pela alvorada -
que também é camarada 
que também é camarada 
  
Camarada é o orvalho
Caindo na terra seca 
e a canção quando voa 
até pousar na alma

E camarada é o céu
com seu generoso azul,  
enchendo todo olhar
que povoa o universo  
E camarada do amor... 
é o beijo! 




CAMARADA - ALI PRIMERA


INTRO:  D - G - A-A7/G-D 

(A) 

D        G         A-A7/G-D         
 Yo te digo camarada 
D        G         A-A7/G-D         
 por encima de la idea 
D         G           A-A7/G-D         
 y aferrado a la querencia 
D         G             A-A7/G-D         
 que sentimos por la tierra 


(B) 

D                         G 
 propongo que nuestras manos 
A7                          D 
 sean buenas para la siembra 
D                        G 
 que alimente a la ternura 
   A         A7          A7/G-D 
 y a los derechos del hombre 


(A) 

 pido que nadie se asombre 
 si le digo camarada 
 cuando le encuentre llorando 
 de rabia ante la injusticia 

(B) 

 cuando lo escuche cantando 
 al amor y a la alegría 
 cuando lo sienta soldado 
 del combate por la vida 

(A) 

 hay que armarse con la luz 
 para vencer la oscurada 
 así lo enseño Jesús 
 nuestro primer camarada 

(C) 

D                     G 
 y si un niñito jugando 
 A7                    D 
 con un camión de madera 
                      G 
 dice alegre: ¡camarada! 
 A7                     D  
 seguro que está nombrando 
 D                      G 
 al constructor de juguetes 
 A                  A7        A7/G-D      
 y no al que hace armas de guerra 


(A) 

 Yo  llamo a la vida misma 
 dulce y buena camarada 
 y al tener los cuatro metros 
 de mi tierra liberada 


(C) 

 pido que mis camaradas 
 me despidan con canciones 
 flores rojas, puño en alto 
 y me prometan seguir 
 luchando por la alborada 
 A7                    D 
 que también es camarada 
 A    A7             A7/G-D      
 que también es camarada 


 (recitado) ' D - G - A-A7/G-D ' 
  
'Camarada es la llovizna 
 cayendo en la tierra seca 
 y la canción cuando vuela 
 hasta posarse en el alma  
 y camarada es el cielo 
 con su generoso azul  
 llenando todos los ojos  
 que pueblan el unvierso  
 y camarada del amor... 
 ¡el beso!' 

A7/G:    eBGDAE  
         32020X 

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