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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Guerra híbrida: Atuação de André Mendonça favorece o bolsonarismo na disputa pelo Senado Federal - Por Esdras Gomes – Jornalista (Metamorfose Comunicação)



Depois da derrota de Jair Bolsonaro e dos sucessivos reveses da direita no Supremo Tribunal Federal (STF), o bolsonarismo passou a tratar a conquista da maioria no Senado como uma prioridade. Lideranças desse campo defendem abertamente a eleição de senadores dispostos a apoiar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.


Mas o cenário eleitoral não está definido. No Nordeste, existe a possibilidade de crescimento das candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Ceará, Cid Gomes (PSB) lidera, enquanto Luizianne Lins (Rede) aparece empatada com Capitão Wagner (União Brasil) na disputa pela segunda vaga. Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ocupam as duas primeiras posições, abrindo a possibilidade de o estado eleger dois senadores de fora do bolsonarismo.


Outros resultados também demonstram a força do campo progressista e dos aliados de Lula. Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram a disputa pelas duas vagas. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) aparece em primeiro lugar, seguida por Humberto Costa (PT). Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB), aliado do governo Lula, lidera as pesquisas. No Rio Grande do Norte, Zenaide Maia (PSD) ocupa a segunda colocação e nomes do PDT e PT podem crescer na reta final. 


No Norte, Jorge Viana (PT) está entre os primeiros colocados no Acre, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) ocupa a segunda posição no Amapá. Esses resultados ajudam a demonstrar que, apesar do avanço da direita em vários estados, o PT e o campo progressista mantêm candidaturas competitivas fora do Nordeste.


No Sudeste, Marina Silva (Rede) lidera em São Paulo, empatada numericamente com Guilherme Derrite (PP). Marília Campos (PT) aparece em primeiro lugar em Minas Gerais; Benedita da Silva (PT) lidera no Rio de Janeiro; e, no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) dispara e Fabiano Contarato (PT) luta pela segunda vaga. No Sul, Manuela d’Ávila (PSOL) aparece em segundo lugar no Rio Grande do Sul. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) está em terceiro, mas próxima dos dois primeiros colocados.


Neste cenário entra Mendonça. O problema não é o caso Master. Mas quando ele parte pro desgaste do STF em pleno período eleitoral. A disputa que ele cria no STF com Moraes  puxa a imagem do STF para lama e este é o desejo dos bolsonaristas e de sua guerra subterrânea e psicológica. O debate veem para um nível moral, facilmente absorvida pelo esgoto fascista e de rápido contagio pela população. É um terreno facilmente ocupado pelas redes da extrema direita, nas quais informações descontextualizadas, suspeitas e acusações circulam rapidamente.



As pesquisas mais recentes indicam que o PL poderia iniciar 2027 com aproximadamente 20 senadores, considerando os parlamentares que continuarão no cargo e os candidatos atualmente posicionados para conquistar novas vagas. Podendo com os aliados atingir a maioria plena, elegendo o presidente do Senado Federal. 


Para os sindicalistas, imaginem Rogério Marinho (PL) presidente do Senado Federal.


A atuação de Mendonça pode produzir efeitos eleitorais indiretos, provocando reveses para candidaturas progressistas, especialmente no Sudeste, e ajudando o bolsonarismo a consolidar posições no Nordeste. Algumas candidaturas da direita aparecem momentaneamente na frente, mas ainda podem ser derrotadas por uma onda eleitoral associada à mobilização popular e à campanha de Lula.


Por isso, é hora de o campo democrático e progressista tratar a eleição para o Senado como prioridade nacional. Na disputa presidencial existe a possibilidade de segundo turno; para o Senado, não. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, e os dois mais votados em cada estado serão eleitos.


É necessário construir uma estratégia unificada para derrotar o bolsonarismo, ampliar a representação progressista e impedir que o Senado seja transformado em instrumento permanente de confronto contra o STF, contra os direitos sociais e contra um eventual novo governo Lula

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