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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tarso Genro - Genoíno foi torturado na ditadura e seus torturadores seguem impunes, abrigados por decisões deste mesmo tribunal que condena sem provas militantes do PT.


Ernst Bloch, na sua crítica aos princípios do Direito Natural sem fundamentação histórica, defendeu que não é sustentável que o homem seja considerado, por nascimento, "livre e igual", pois não há "direitos inatos, e sim que todos são adquiridos em luta". Esta categorização, "direitos adquiridos em luta", é fundamental para compreender as ordens políticas vigentes como Estado de Direito, que proclamam um elenco de princípios contraditórios, que ora expressam com maior vigor as conquistas dos que se consideram oprimidos e explorados no sistema de poder que está sendo impugnado, ora expressam resistências dos privilegiados, que fruem o poder real: os donos do dinheiro e do poder.

Esta dupla possibilidade de uma ordem política, inscrita em todas as constituições, mais ou menos democráticas, às vezes revela-se mais intensamente no contencioso político, às vezes ela bate à porta dos Tribunais. A disputa sobre o modelo de desenvolvimento do país, por exemplo, embora em alguns momentos tenha sido judicializada, deu-se até agora, predominantemente, pela via política, na qual o PT e seus aliados de esquerda e do centro político foram vitoriosos, embora com alianças pragmáticas e por vezes tortuosas para ter governabilidade.

Já a disputa sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a anistia em nosso país e a disputa sobre as heranças dos dois governos do presidente Lula tem sido, predominantemente, judicializadas. São levadas, portanto, para uma instância na qual a direita política, os privilegiados, os conservadores em geral (que tentaram sempre fulminar o Prouni, o Bolsa Família, as políticas de valorização do salário mínimo, as políticas de discriminação positiva, e outras políticas progressistas), tem maior possibilidade de influenciar.

Quando falo aqui em "influência" não estou me referindo a incidência que as forças conservadoras ou reacionárias podem ter sobre a integridade moral do Poder Judiciário ou mesmo sobre a sua honestidade intelectual. Refiro-me ao flanco em que aquelas forças - em determinados assuntos ou em determinadas circunstâncias - podem exercer com maior sucesso a sua hegemonia, sem desconstituir a ordem jurídica formal, mantendo mínimos padrões de legitimidade.

O chamado processo do "mensalão" obedeceu minimamente aos ritos formais do Estado de Direito, com atropelos passíveis de serem cometido sem maiores danos à defesa, para chegar a final previamente determinado, exigido pela grande mídia, contingenciado por ela e expressando plenamente o que as forças mais elitistas e conservadoras do país pretendiam do processo: derrotados na política, hoje com três mandatos progressistas nas costas, levaram a disputa ao Poder Judiciário para uma gloriosa “revanche”: ali, a direita derrotada poderia fundir (e fundiu) uma ilusória vitória através do Direito, para tentar preparar-se para uma vitória no terreno da política. As prisões de Genoíno e José Dirceu foram celebradas freneticamente pela grande imprensa.

Sustento que os vícios formais do processo, que foram corretamente apontados pelos advogados de defesa - falo dos réus José Genoíno e José Dirceu - foram totalmente secundários para as suas condenações. Estas, já estavam deliberadas antes de qualquer prova, pela grande mídia e pelas forças conservadoras e reacionárias que lhe são tributárias, cuja pressão sobre a Suprema Corte - com o acolhimento ideológico de alguns dos Juízes- tornou-se insuportável para a ampla maioria deles.

Lembro: antes que fossem produzidas quaisquer provas os réus já eram tratados diuturnamente como “quadrilheiros”, “mensaleiros”, “delinquentes”, não somente pela maioria da grande imprensa, mas também por ilustres figuras originárias dos partidos derrotados nas eleições presidenciais e pela banda de música do esquerdismo, rapidamente aliada conjuntural da pior direita nos ataques aos Governos Lula. Formou-se assim uma santa aliança, antes do processo, para produzir a convicção pública que só as condenações resgatariam a “dignidade da República”, tal qual ela é entendida pelos padrões midiáticos dominantes.

Em casos como este, no qual a grande mídia tritura indivíduos, coopta consciências e define comportamentos, mais além de meras convicções jurídicas e morais, não está em jogo ser corajoso ou não, honesto ou não, democrata ou não. Está em questão a própria funcionalidade do Estado de Direito, que sem desestruturar a ordem jurídica formal pode flexioná-la para dar guarida a interesses políticos estratégicos opostos aos que “adquirem direitos em luta”. Embora estes direitos sejam conquistas que não abalam os padrões de dominação do capital financeiro, que tutela impiedosamente as ordens democráticas modernas, sempre é bom avisar que tudo tem limites. O aviso está dado. Mas ele surtirá efeitos terminativos?

Este realismo político do Supremo ao condenar sem provas, num processo que foi legalmente instituído e acompanhado por todo o povo - cercado por um poder midiático que tornou irrelevantes as fundamentações dos Juízes - tem um preço: ao escolher que este seria o melhor desfecho não encerrou o episódio. Ficam pairando, isto sim, sobre a República e sobre o próprio prestígio da Suprema Corte, algumas comparações de profundo significado histórico, que irão influir de maneira decisiva em nosso futuro democrático.

José Genoíno foi brutalmente torturado na época da ditadura e seus torturadores continuam aí, sorridentes, impunes e desafiantes, sem qualquer ameaça real de responderem, na democracia, pelo que fizeram nos porões do regime de arbítrio, abrigados até agora por decisões deste mesmo Tribunal que condena sem provas militantes do PT. José Dirceu coordenou a vitória legítima de Lula, para o seu primeiro mandato e as suas “contrapartes”, que compraram votos para reeleger Fernando Henrique (suponho que sem a ciência do Presidente de então), estão também por aí, livres e gaudérios.

O desfecho atual, portanto, não encerra o processo do “mensalão”, mas reabre-o em outro plano: o da questão democrática no país, na qual a “flexão” do Poder Judiciário mostra-se unilateralmente politizada para “revanchear” os derrotados na política. Acentua, também, o debate sobre o poder das mídias sobre as instituições. Até onde pode ir, na democracia, esta arrogância que parece infinita de julgar por antecipação, exigir condenações sem provas e tutelar a instituições através do controle e da manipulação da informação?.

Militei ao lado de José Genoíno por mais de vinte anos, depois nos separamos por razões políticas e ideológicas, internamente ao Partido. É um homem honesto, de vida modesta e honrada, que sempre lutou por seus ideais com dignidade e ardor, arriscando a própria vida, em momentos muito duros da nossa História. Só foi condenado porque era presidente do PT, no momento do chamado “mensalão”.

Militei sempre em campos opostos a José Dirceu em nosso Partido e, em termos pessoais, conheço-o muito pouco, mas não hesito em dizer que foi condenado sem provas, por razões eminentemente políticas, como reconhecem insuspeitos juristas, que sequer tem simpatias por ele ou pelo PT.

Assim como temos que colocar na nossa bagagem de experiências os erros cometidos que permitiram a criação de um processo judicial ordinário, que se tornou rapidamente um processo político, devemos tratar, ora em diante, este processo judicial de sentenças tipicamente políticas, como uma experiência decisiva para requalificar, não somente as nossas instituições democráticas duramente conquistadas na Carta de 88, mas também para organizar uma sistema de alianças que dê um mínimo respaldo, social e parlamentar, para fazermos o dever de casa da revolução democrática: uma Constituinte, no mínimo para uma profunda reforma política, num país em que a mídia de direita é mais forte do que os partidos e as instituições republicanas.

Tarso Genro, Governador do Rio Grande do Sul
No Carta Maior

Querem matar o Genoíno - Paulo Henrique Amorim

Do Conversa Afiada - Publicado em 17/11/2013

Até quando vai o regime fechado ? Querem que o Genoino se encontre com o Gushiken ?


Genoíno, estudante cearense e Presidente do DCE UFC, preso por participar da Guerrilha do Araguaia


A filha de José Genoino, Miruna, telefonou para denunciar:

- Genoino não recebe na prisão a alimentação adequada a quem acaba de quase morrer com uma doença no coração: ele come o que todos comem e, como se sabe, Genoino não pediria qualquer tipo de privilégio;

- família não tem nenhuma garantia de que ele esteja tomando os cinco remédios que precisa tomar, por dia;

- vestiram um macacão de preso comum nele;

- ele passou mal na viagem – desnecessária – de avião até Brasília;

- foi a primeira viagem de avião depois da cirurgia;

- a pressão dele se alterou;

- ele ainda tem um problema pendente de coagulação do sangue;

- um médico da família recebeu autorização para entrar no presídio, diz que ele está estável, e teme que a coagulação se altere de forma grave;

- por causa do problema da coagulação, Genoino não pode ficar muito tempo de pé e tem sido obrigado a ficar;

- Genoino não tem data para sair do regime fechado a que o submetem (ele foi condenado a semi-aberto, ou seja, só dormiria na prisão);

- a prioridade da família, neste momento, é garantir a saúde dele.


Paulo Henrique Amorim

Resolução 2 - Promover a resistência anti-imperialista, as mudanças na América Latina e a nova luta pelo socialismo!

A plenária final do 13º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizada no Anhembi, em São Paulo, neste sábado (16), aprovou, por unanimidade, duas Resoluções.

Leia a íntegra:

RESOLUÇÃO 2
Promover a resistência anti-imperialista, as mudanças na América Latina e a nova luta pelo socialismo!

O 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reafirma o caráter internacionalista e anti-imperialista da ação do Partido. O PCdoB assume as lutas dos trabalhadores e dos povos em todo o mundo, no quadro de uma situação complexa fortemente condicionada pela crise sistêmica e estrutural do capitalismo. Desde 2007 essa crise ganha contornos mais graves nos EUA, e assume dimensão maior e global a partir de 2008, acentuando o poderio da oligarquia financeira, os traços de decadência histórica do capitalismo, de declínio relativo do poderio imperialista estadunidense, e regressão da civilização burguesa, notadamente nos chamados países capitalistas centrais. Vivemos ainda sob o predomínio de um quadro mundial no qual as forças revolucionárias e progressistas encontram-se em situação de defensiva estratégica. O capitalismo não é capaz de assegurar, para os povos, desenvolvimento econômico, progresso social, democracia, soberania nacional, paz, e sustentabilidade ambiental. Desnudam-se, na crise, as contradições cruciais do capitalismo. Ameaças e retrocessos golpeiam as liberdades, os direitos, a paz e a soberania dos povos. A crise atual mostra a falência do neoliberalismo, que elevou o nível de desigualdade social, conteve o avanço econômico dos países em desenvolvimento e levou os países capitalistas mais desenvolvidos à recessão e à estagnação. Mas, os Estados imperialistas, sob a tutela do grande capital monopolista, não abrem mão da orientação política neoliberal e, para garanti-la, violam a soberania nacional e asfixiam a democracia em muitos países. Diante da crise atual, a alternativa socialista nunca foi tão necessária.

Resistir aos efeitos da crise do capitalismo e acumular forças, numa situação de defensiva estratégica

A crise do capitalismo acelera tendências que já vinham se delineando na economia mundial, e demonstra que o parasitismo e a lei do desenvolvimento desigual são traços fundamentais do imperialismo. O Leste e o Sul Asiático se consolidam como um novo polo dinâmico da economia mundial, integrado por sociedades de diferente caráter. Na década de 2000, a China, país que constrói o socialismo, consolidou-se como o polo da crescente integração industrial da Ásia e como a segunda maior economia do mundo, podendo ser a primeira em 2016, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Pode estar começando a fase final de um ciclo de cinco séculos de dominação da Europa Ocidental e dos EUA. Contrastando com a ascensão econômica e política da China, a atual crise expõe as debilidades estruturais da economia dos Estados Unidos, quer do ponto de vista da sua indústria manufatureira quer de seu sistema monetário e bancário, ou ainda do seu mercado financeiro, além das crescentes dificuldades na sua liderança política internacional, revelando a forma relativa, complexa e gradual do declínio da superpotência imperialista que, apesar de tudo, ainda detém a maior força econômica e, sobretudo, militar.

São os trabalhadores e os povos que pagam o mais elevado preço pela crise. Os direitos sociais são sistematicamente golpeados, reduz-se o poder de compra dos assalariados, deterioram-se os serviços públicos, aumenta o desemprego. Intensifica-se a exploração dos trabalhadores. A marca de classe da atual crise é a brutal exploração capitalista sobre o trabalho. A oligarquia financeira e os governos que a ela servem no mundo buscam repassar todas as suas consequências para os trabalhadores. A grande crise, longe de amainar, espraiou-se especialmente nos países chamados centrais, numa enorme devastação social, atingindo duramente as condições de vida dos povos desses países e destruindo parcialmente forças produtivas. Na maioria dos países capitalistas há uma violenta regressão social e perda de conquistas civilizacionais, em vários aspectos. O quadro é de uma intensa luta de classes. Os trabalhadores lutam e resistem à ofensiva sobre seus direitos e se somam às forças progressistas nas lutas anticapitalistas e anti-imperialistas.

Reforçar a luta dos povos diante da crise que acelera a transição no sistema de poder mundial, e leva a novos conflitos e guerras imperialistas

Está em curso uma prolongada transição, caracterizada por alterações nas relações de poder no planeta. Há uma nova correlação de forças em formação, e o mundo está passando por importantes transformações geopolíticas, cuja marca principal é a ascensão da China e o declínio histórico dos Estados Unidos. A tendência à multipolaridade manifesta-se em conjunto com o acirramento de contradições, o agravamento de conflitos e a intensificação da resistência e da luta dos povos. Surgem novos polos geopolíticos, como reflexo da emergência de novos blocos econômicos. Para conter essa tendência objetiva a uma nova correlação de forças global, amplia-se a ofensiva imperialista e neocolonialista em todos os planos, inclusive o militar.

A situação internacional é marcada por crescentes incertezas, instabilidade, conflitos e ameaças à paz, à independência das nações e aos direitos dos povos. Está em curso uma brutal ofensiva do imperialismo, o que se expressa através do militarismo, da ocorrência de uma série de guerras de agressão, da operação de um sofisticado esquema global de espionagem e inteligência, e de uma ostensiva ação no campo midiático e ideológico-cultural. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) consolidou uma nova doutrina para efetuar intervenções armadas em todo o mundo. Conceitos como “soberania limitada” e “ataque preventivo”, e pretextos como o combate ao terrorismo, a “responsabilidade de proteger” os direitos humanos, ou o estabelecimento da democracia, têm sido utilizados para legitimar as operações de guerra dos EUA e da Otan. Esta política é a principal ameaça à paz e é o principal fator da instabilidade, dos desequilíbrios e das crises políticas, diplomáticas e militares. Recentemente, a Otan protagonizou a guerra contra a Líbia e tem-se tornado um instrumento para derrubar governos no Oriente Médio e no Norte da África. Na Síria, trava-se uma batalha decisiva que demonstra o papel das forças de resistência no mundo de hoje, e os limites crescentes à atuação imperialista dos EUA e da Otan. A resistência à agressão contra a Síria expôs um novo papel da Rússia na contraposição à hegemonia dos EUA. Na África, para dar consecução a seus planos intervencionistas e de militarização, o imperialismo fomentou também a criação do Comando Africano (Africom). Quanto à América Latina, a superpotência pretende exercer o seu poderio bélico através de bases militares e da 4ª Frota.

Os EUA, numa tentativa de estancar o declínio de sua hegemonia, adotaram uma política imperialista que mescla a ação militar com a diplomacia, abusando da retórica, buscaram novas tecnologias e fontes energéticas, e lançaram uma nova doutrina estratégica e de defesa, com foco na região da Ásia-Pacífico e na contenção da China. Há uma alteração do papel dos EUA nas guerras imperialistas, em relação aos aliados da Otan, que passam a ter um papel maior nas operações militares. Aumentam as contradições entre os países imperialistas, tendo os EUA no centro, e os países em desenvolvimento da Ásia, da África e da América Latina, especialmente os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que têm tomado iniciativas unitárias contra-hegemônicas em vários terrenos. As contradições interimperialistas, em função da crise do capitalismo, irrompem na forma de disputas comerciais, cambiais, por áreas de influência e por fontes de recursos naturais, minerais e energéticos. Essas contradições não têm derivado em confrontações militares gerais e abertas entre as potências imperialistas, que alternam entre elas importante colaboração, como na Otan, e também rivalidade.

Intensificar a solidariedade internacional e promover a luta anti-imperialista

A luta anti-imperialista contemporânea se desenvolve tendo por base a luta dos trabalhadores e dos povos, e também por meio da luta dos países em maior ou menor contradição com as potências imperialistas, pela independência nacional e pelo desenvolvimento econômico e social. Tal como indica o Programa do PCdoB, no polo antagônico à ofensiva do imperialismo cresce a luta dos povos e dos trabalhadores, acumulam-se fatores de mudanças progressistas e revolucionárias, embora no âmbito de uma correlação de forças no plano mundial ainda haja uma defensiva estratégica das forças revolucionárias e progressistas, e uma hegemonia do campo contrarrevolucionário.

O corrente processo histórico engendra avanços no desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos em defesa dos seus direitos, da democracia, do progresso social, da soberania nacional, da paz e do socialismo. No entanto, as mudanças e as conquistas não virão espontaneamente, elas serão fruto da resistência e da mobilização política e social, da luta em múltiplos cenários e vertentes. Tais lutas já estão em curso, protagonizadas por países em transição ao socialismo, por governos patrióticos e progressistas, por partidos comunistas, revolucionários, de esquerda e anti-imperialistas, por movimentos de libertação nacional e por movimentos sociais. Nelas, se destaca o insubstituível papel das classes trabalhadoras, dos estudantes e da juventude, das mulheres e da intelectualidade progressista. São lutas as mais diversas, com greves, protestos e manifestações, rebeliões de massas populares, movimentos de resistência às guerras imperialistas de agressão e ocupação de países, e lutas de libertação nacional. No curso do desenvolvimento dessas lutas, emerge e se fortalece a solidariedade internacional. O internacionalismo e a solidariedade entre os povos estão intrinsecamente ligados ao patriotismo. E, hoje, o conteúdo fundamental que define a ação internacionalista é o anti-imperialismo. As lutas dos povos articulam-se internacionalmente em encontros e múltiplos espaços de convergência.

Avançar nas mudanças e acelerar a integração latino-americana e caribenha

Um dos polos mais dinâmicos desta luta hoje é a América Latina, onde há processos políticos avançados, num ciclo de governos de esquerda, patrióticos, progressistas e anti-imperialistas, aberto há 15 anos. O povo brasileiro e suas forças avançadas, entre elas o PCdoB, têm grande interesse no avanço desses processos políticos e governos de esquerda e progressistas da região, fruto da tendência que vem predominando, mas que não é irreversível. Esse avanço, no atual momento, diante do crescimento da contraofensiva do imperialismo e das direitas locais, depende da renovação de seus objetivos e desafios, da consolidação desses processos políticos e dos governos de esquerda e progressistas, do aprofundamento das mudanças, e da aceleração da integração regional.

Apoiar os países em transição ao socialismo e os processos revolucionários da América Latina

Os países de regime socialista – na Ásia, China, Vietnã, Laos e Coreia Popular e, na América Latina e Caribe, Cuba – têm tido um papel de destaque nessa luta. O seu fortalecimento como nações soberanas, os esforços que fazem os seus povos, sob a direção dos partidos comunistas dirigentes do Estado, para viabilizar as estratégias nacionais de desenvolvimento e a transição ao socialismo, as ações de cooperação internacional e em prol da paz, têm o apoio e a solidariedade do PCdoB. Na fase atual, de nova luta pelo socialismo, além dos regimes socialistas, há que se perceber e apoiar também as novas potencialidades e os novos processos revolucionários que começam a despertar e se desenvolvem, sobretudo na América Latina.


Resolução1 - Batalhar pelas reformas estruturais, fortalecer o Partido, assegurar a quarta vitória do povo! - do Décimo Terceiro Congresso do Partido Comunista do Brasil


PCdoB aprova resoluções do 13º Congresso - Portal Vermelho



A plenária final do 13º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizada no Anhembi, em São Paulo, neste sábado (16), aprovou, por unanimidade, duas Resoluções.
Leia a íntegra:

Os delegados e delegadas presentes à plenária final do 13º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil, realizado no Anhembi, em São Paulo, nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2013, aprovaram, por unanimidade, as seguintes Resoluções:

O 13º Congresso ressalta o alto valor, para a ação política e construção do Partido, do documento final das Teses que, depois de enriquecidas pelo coletivo militante, foram aprovadas pelo Comitê Central. Com base nelas, o 13º Congresso aprova Resoluções que irão ser a fonte orientadora tanto dos grandes embates políticos, que o Partido está desafiado a empreender no quadriênio que segue, quanto para a expansão e o fortalecimento de sua edificação.

RESOLUÇÃO 1

Batalhar pelas reformas estruturais, fortalecer o Partido, assegurar a quarta vitória do povo!

Transcorridos dez anos de governos das forças democráticas e populares – compreendidos por dois mandatos presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva e pelo corrente mandato da presidenta Dilma Rousseff –, se ressalta um duplo êxito. Primeiro, o país enfrentou com eficácia a grave crise social e econômica decorrente do pesado e perverso espólio herdado da década de barbárie neoliberal (1990-2002). Segundo, com o elenco de realizações desse período – mesmo que limitadas e condicionadas por um permanente ataque de um sistema de oposição formado pelas forças conservadoras, pró-imperialistas e vinculadas à oligarquia financeira e à grande mídia –, o Brasil, hoje, é outro país. Levantou-se do chão, é respeitado no concerto das nações democráticas e o povo brasileiro vive melhor. As forças políticas progressistas alicerçadas neste legado, e aperfeiçoando o caminho pelo qual o país trilha, podem renovar o compromisso com os trabalhadores e com a Nação de que desde já, e no futuro imediato, o país usufruirá de conquistas mais arrojadas.

I- As grandes realizações, as principais limitações e o caráter do governo

Na visão do Programa do PCdoB, a dinâmica de lutas por reformas estruturais democráticas e rupturas, constituintes de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, proporcionará uma acumulação crescente de forças ao campo político de esquerda, revolucionário – o que, na singularidade e contemporaneidade do país, descortina o caminho brasileiro para o socialismo. Desse modo, os comunistas destacam no balanço do decênio as conquistas mais relevantes na direção desse Novo Projeto Nacional, bem como, noutro polo, as mudanças que não foram realizadas, obstruídas ou mitigadas por limites de direção política e efeitos do acirrado confronto entre os campos em disputa.

Nesta década se destacam quatro grandes realizações, ainda em movimento e em construção, mas delineadoras de um novo tipo de desenvolvimento que vai fortalecendo o país com o resgate do papel do Estado, afirmação da soberania nacional, ampliação da democracia e crescimento econômico com progresso social. Estas conquistas ocorrem no âmbito de uma transição, ainda em curso, marcada pela luta entre o neoliberalismo que persiste e o novo desenvolvimento nacional que emerge.

O governo progressista instaurou-se no âmbito de um Estado conservador, hostil ao povo, e ao qual o neoliberalismo havia depenado e garroteado para servir aos interesses da oligarquia financeira. Impôs-se, então, o esforço para recompor o Estado como condutor do desenvolvimento e da afirmação da soberania nacional. Nesta direção, inovadoramente, se procura associar a questão democrática à questão social, materializada na concepção de que distribuição de renda e erradicação da pobreza são motores do desenvolvimento econômico. A política externa é vitoriosa em contribuir para várias dimensões do Novo Projeto Nacional e, ao mesmo tempo, para o impulso da integração continental e de uma nova correlação de forças no plano internacional, defendendo a paz, a soberania e o desenvolvimento para todos os povos.

A democracia voltou a florescer, a partir da diretriz do novo governo de respeitar e valorizar as manifestações do povo e dos trabalhadores fortalecendo suas entidades, estabelecendo o diálogo e a negociação como base para as relações entre o governo e os movimentos sociais. Direitos foram ampliados, e as centrais sindicais legalizadas. Conferências nacionais e fóruns de discussão sobre os mais variados temas mobilizaram milhões de pessoas. Secretarias especiais ou programas foram implantados para promover os direitos humanos e estimular uma sociedade solidária, sem preconceitos.

A democracia se ampliou, também, com as políticas e os programas para reduzir as desigualdades sociais e regionais, e erradicar a fome e a extrema pobreza. O aumento real de 65,96% (2002-2012) no salário mínimo, os programas sociais de transferência de renda, a geração de mais de 20 milhões de empregos e os investimentos diferenciados para regiões menos desenvolvidas, no seu conjunto, resultaram em significativa mobilidade social, no início da diminuição das diferenças regionais, e em êxitos na valorização do trabalho. E o destaque é a grande vitória advinda do Programa Bolsa Família: mais de 36 milhões de pessoas foram retiradas, e se mantêm fora, da condição de extrema pobreza.

Em contraposição, as condições impostas pela correlação de forças levaram à formação de coalizões amplas e heterogêneas, necessárias à estabilidade do governo, mas limitadoras de maior avanço da aplicação da plataforma programática. Ao lado disso, a permanente pressão da oposição conservadora para bloquear as mudanças e a insuficiente mobilização popular limitaram o ritmo da democratização do Estado nacional e obstruíram a realização das reformas estruturais democráticas.

Finalmente, destaca-se que o cômputo geral desse período revela um caráter de governo marcado pelo compromisso com a democracia, a soberania nacional e os direitos do povo. Este caráter se comprova não só pelas realizações, mas também pelo fato de que os trabalhadores e o povo pobre são o alicerce de uma base social ampla que tem garantido as vitórias eleitorais indispensáveis à duração desse ciclo político.

II- A intervenção política e a edificação do PCdoB


O 13º Congresso julga relevantes as contribuições do PCdoB ao ciclo político do último decênio e o labor de sua edificação no período. O PCdoB enfrentou o desafio de, pela primeira vez em sua longa história, exercer responsabilidades no governo da República.

Apoio, independência e luta pelo Novo Projeto Nacional

O Partido apoiou o governo, impulsionou-o a empreender as mudanças e o defendeu da ação desestabilizadora das forças conservadoras. Simultaneamente, preservou sua independência, negou o seguidismo ao governo e, sem romper a unidade com a coalizão, combateu pontos que considerou desvios do programa da coalizão, como por exemplo, a política de juros altos e demais elementos da política macroeconômica de caráter neoliberal. O Partido também lutou pela elevação do papel político da esquerda na coalizão. O 13º Congresso considera que, com esta linha política, os comunistas dinamizaram sua intervenção na luta de classes e na vida política e social do país, dentro e fora do governo, pela realização das bandeiras do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. E conseguiram levar o PCdoB a ocupar um lugar próprio na política brasileira, como partido de esquerda, revolucionário, que luta orientado pelo seu Programa Socialista.

Aplicação crescente das três frentes de acumulação de forças


Na luta política, o PCdoB soube interpretar a importância nova adquirida pelas eleições que, no Brasil e num conjunto de países da América Latina, se tornaram o desaguadouro dos confrontos de campos políticos e sociais antagônicos e representaram um canal capaz de conduzir forças progressistas a importantes espaços de poder. Esta conclusão levou os comunistas a assumirem em toda a sua plenitude e em todas as suas dimensões a frente institucional-eleitoral para a conquista de crescente representação nos parlamentos, ampliação do exercício de responsabilidades nas distintas esferas de governo e, disputando para valer, prefeituras e mesmo governos estaduais, no esforço de conjugá-las com a luta social e a luta de ideias, a serviço da acumulação estratégica de forças. O aumento da influência e da força eleitoral do Partido é fator tático e estratégico decisivo para o êxito desta acumulação.


Na luta social defendeu, desde a primeira hora, a autonomia dos movimentos em relação ao governo; e a construção da unidade a partir da ação política pelo avanço do projeto nacional e em torno de bandeiras capazes de promover mobilizações de diferentes portes. Isso propiciou importantes manifestações unitárias que denunciaram o golpe pretendido contra o presidente Lula em 2005-2006, e forjou a unidade das entidades dos trabalhadores – como foi a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em 2010 – para instar o governo a avançar nas mudanças. Em 2007, o Partido apoiou juntamente com outras forças progressistas a criação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB, uma central plural e classista, que desempenha papel de relevo na unidade e mobilização dos trabalhadores. A concepção da luta das massas como força motriz dos processos de mudança situou corretamente o Partido e ajudou a esquerda como um todo nas jornadas de junho de 2013. Ante uma explosão social massiva, por reivindicações sociais diversas, sem comando explícito, o Partido participou e, em conjunto com outros setores da esquerda, travou uma luta pelo sentido e a direção dessa jornada, uma vez que a grande mídia atuou para voltá-la contra a presidenta Dilma Rousseff. A presidenta Dilma agiu como chefe de um governo que nasceu das lutas do povo, e desencadeou uma agenda de respostas a grandes anseios das massas referentes à saúde, ao transporte coletivo, à educação pública e à reforma política.

Na luta de ideias, o Partido é um ativo formulador de proposições e plataformas para avançar nas mudanças, desenvolvendo conteúdos e apontando os meios para viabilizar as reformas e as bandeiras do Novo Projeto Nacional. Empreende um continuado estudo sobre a grande crise global do capitalismo, sua dinâmica, consequências e tendências. Promoveu uma sistematização da trajetória de 90 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil, revalorizando a trajetória completa da legenda dos comunistas desde 1922, bem como o papel das quatro gerações que a edificaram e o de suas lideranças.

Expansão das fileiras e afirmação da identidade comunista


O 13º Congresso considera que foram bem aproveitadas as condições favoráveis deste decênio para impulsionar uma profícua edificação do Partido e promover uma crescente presença nas lutas junto às massas populares, aos trabalhadores, às mulheres, à juventude e aos setores progressistas da intelectualidade. O PCdoB sentiu-se preparado para abrir suas portas e expandir as fileiras militantes, como canal para a atuação política e social de forças avançadas da vida social, política e cultural do país. Foi, no decênio, um dos partidos que mais cresceu organizativa e eleitoralmente, com mais de 340 mil filiados e 110 mil militantes comprometidos com a luta programática e a construção partidária, estruturado em 2.300 cidades nos 26 estados e no Distrito Federal, com vereadores em um milhar de municípios, deputados por 15 estados e 60 prefeituras. Tem uma Escola Nacional em atividade permanente, instituições perenes de elaboração teórica e órgãos de comunicação expressivos.

Assim procedeu sem abdicar de nada do que foi e é. O PCdoB, ao mesmo tempo, reafirmou a identidade comunista e sua base teórica, o marxismo-leninismo, renovou a missão e feições para a época contemporânea. Não sucumbiu às pressões ideológicas predominantes, descaracterizadoras dos ideais revolucionários, hostis aos comunistas e às forças de esquerda. Exatamente por isso, e por ter elevado seu papel político, tem sido alvo dos duros ataques que as forças conservadoras e a grande mídia desferem contra a esquerda. No âmbito da nova luta pelo socialismo, pautou desenvolvimentos originais do marxismo-leninismo a partir dos enfrentamentos de grandes problemas da contemporaneidade. Tem um Programa Socialista que é guia para a ação política cotidiana. Tem Estatutos que norteiam a edificação partidária, uma política decidida para conduzir a rica estrutura de quadros partidários, garantia maior de sua existência, e uma vida interna como partido essencialmente democrático, unido em torno das orientações coletivamente deliberadas, de caráter militante organizado pela base. É um partido de atividade permanente, não apenas nos anos eleitorais. Buscou conjugar essas características em sua linha política e de construção partidária como um movimento cujo objetivo é a acumulação estratégica de forças visando à hegemonia.

III- A perspectiva: nova arrancada com a realização das reformas democráticas

O 13º Congr esso apresenta ao povo e à coalizão que sustenta o governo, em especial às forças políticas de esquerda e aos movimentos sociais, a convicção de que a tarefa política central do momento é a de mobilização de apoio para que o governo realize as mudanças que a Nação reclama por meio das reformas estruturais democráticas, tendo como ideia-força um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.

As significativas conquistas em termos de desenvolvimento, distribuição e transferência de renda de uma década não foram suficientes para democratizar o Estado e remover outros obstáculos estruturais políticos, sociais e econômicos herdados em séculos de história – em consequência, o Brasil persiste como um país desigual e injusto. Isto gera tensões sociais permanentes. Assim, impõe-se como inadiável destravar e acelerar as mudanças.

A oposição, embora tenha o poderio da grande mídia, segue dividida e sem alternativa programática, posto que seu receituário fracassou no Brasil e no mundo. As grandes manifestações da juventude do mês de junho soaram como um sinal de alerta de que as conquistas uma vez iniciadas precisam avançar. A presidenta Dilma Rousseff tem se empenhado nesta direção. No plano externo, a crise prolongada do capitalismo, contraditoriamente, abre uma oportunidade para países como o Brasil seguirem um caminho próprio. Trata-se, portanto, de uma oportunidade histórica rara que não pode ser desperdiçada. O PCdoB defende, então, para o período atual, uma nova arrancada por mais democracia, mais desenvolvimento e progresso social.

Protagonismo da esquerda, ampla unidade do povo

Mas esta arrancada não se dará pela força da inércia, demandará grandes embates políticos para vencer o sistema de oposição que já atua para bloqueá-la. Desse modo, para que esta arrancada se desencadeie ganha importância e atualidade a construção de um campo político e social formado por todos quantos tenham afinidade com as bandeiras da esquerda: partidos políticos, correntes políticas, lideranças, movimentos sociais, centrais de trabalhadores, personalidades de diversos setores da sociedade.

A experiência demonstrou que as coalizões amplas e heterogêneas, decorrentes de uma realidade pluripartidária diversificada, são necessárias tanto às vitórias eleitorais quanto à governabilidade. Portanto, a proposta de coesionar um campo de afinidade de esquerda não nega as coalizões, mas ressalta que, sem um bloco que represente a unidade popular, com as ideias e o impulso transformador das forças avançadas, essa aliança corretamente ampla não tem direcionamento consequente – além do que, setores que dela fazem parte atuam para frear as mudanças.

Programa e bandeiras: mais desenvolvimento, democracia e progresso social

O 13º Congresso propõe, para a constituição desse bloco político e social de esquerda, referências para um programa comum imediato – questões necessárias para o fortalecimento e a modernização do Estado nacional, para um maior avanço democrático e para uma estratégia de crescimento que garantam desenvolvimento duradouro, robusto e acelerado, capaz de garantir conquistas ainda maiores na esfera social, na superação das desigualdades regionais e na afirmação da soberania nacional. Nesse sentido, tomam especificidade atual, entre outras questões, capazes de mobilizar e organizar politicamente o povo brasileiro: a reforma política democrática com financiamento público e voto em listas; a democratização dos meios de comunicação e do Poder Judiciário; a reforma tributária progressiva; a atualização e realização da reforma agrária; a política cambial e monetária voltada para a elevação das taxas de investimento e o pleno desenvolvimento econômico, assegurando proteção do meio ambiente, um dos elementos estruturantes do Novo Projeto Nacional; defesa da Amazônia e de seu desenvolvimento sustentável; medidas para expandir e acelerar a edificação da infraestrutura e a produção energética, em especial a estratégica exploração do pré-sal. Ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação para aumentar a competitividade da empresa brasileira, com prioridade para a produção de conteúdo nacional. Quanto às bandeiras candentes entre os trabalhadores e o movimento social, se destacam, entre outras: universalização com qualidade dos serviços públicos e controle social; valorização do trabalho; jornada de 40 horas semanais, sem redução do salário; e revogação do fator previdenciário. Avançar na construção de uma sociedade solidária e sem preconceitos, com mais conquistas para as mulheres rumo à sua emancipação, e combate à violência praticada contra elas; promoção da igualdade social para os negros e luta contra o racismo; defesa dos direitos das etnias indígenas; pelo combate às opressões e discriminações que desrespeitem a liberdade religiosa e a livre orientação sexual. A elas se agregam as reivindicações que foram reforçadas pelas manifestações de junho: pautas que se referem à mobilidade urbana e à inadiável Reforma Urbana que deem resposta ao agravamento das condições de vida nas cidades – com destaque para o transporte público de qualidade e eficiente; 10% do PIB para a educação, já a caminho, com a importante lei em vigor que destina ao setor 75% dos royalties do petróleo; 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde, que pela mesma lei já citada receberá 25% dos royalties do petróleo, mas que precisa de maiores investimentos. Apoio ao Programa Mais Médicos, medida emergencial para o enfrentamento de graves problemas da saúde pública; valorizar o conjunto dos servidores públicos, inclusive com planos de carreiras estruturados; e apoio ao programa Minha Casa Minha Vida, de destacado impacto econômico e social.

IV- Perspectivas e tarefas atuais da edificação partidária

A construção política e o desafio de fortalecer a têmpera ideológica

O 13º Congresso considera que o nível atual da luta política e os desafios dos brasileiros exigem um PCdoB à escala de várias centenas de milhares de militantes organizados. A construção política partidária precisa se assentar na visão estratégica do Programa Socialista, com sagacidade política para encontrar em cada situação aquilo que define a posição e o lugar políticos do PCdoB, para alcançar hegemonia na sociedade, fortalecer-se como partido de ação política de massas e eleitoralmente.

A linha política do PCdoB precisa ser integralmente combinada à linha de construção partidária – postas uma a serviço da outra, como fundações em que se assentam as formas de luta para a acumulação estratégica de forças. A luta eleitoral e a participação institucional, a luta de massas e a ligação com o povo, a capacidade de aglutinar forças em torno de ideias avançadas constituem um todo inseparável, reforçam-se mutuamente. Disso derivará a capacidade maior para, de fato, representar a classe trabalhadora, constituir redutos sociais e políticos fortes de apoio de massas e eleitoral capazes de fortalecer a legenda comunista.

Essa construção e a linha política exigem reavivar a têmpera ideológica na vida do Partido. A construção partidária, no tempo presente, se dá em meio a grandes vicissitudes objetivas, num ambiente de defensiva ideológica que cria enorme pressão contra os ideais transformadores e de amoldamento à ideologia dominante. Envolve, portanto, sentido de missão política e histórica. O Congresso saúda o espírito vigilante manifestado pela militância nos debates congressuais, e quer aproveitá-lo para fortalecer o PCdoB, sem se perder por estreitamento de horizontes, interesses individualistas ou corporativistas, liberais ou dogmáticos, desvios da linha ou da identidade do PCdoB.

Fortalecer as bases e os comitês partidários, por meio da Política de Quadros

Aos militantes comunistas, o 13º Congresso dirige uma mensagem calorosa de esperança. O PCdoB necessita de que cada uma e cada um dos militantes valorizem sempre mais a diretiva de se organizarem para ativar a luta popular. É uma necessidade política fortalecer a inserção dos comunistas na vida e na luta dos trabalhadores e do povo. A mensagem do 7º Encontro Nacional (2011) “Por um Partido do tamanho de nossas ideias” é central: sem militância organizada a ação do PCdoB perde eficácia.

Aos integrantes dos comitês dos 2.300 municípios de todos os estados do país e áreas do Distrito Federal em que atua o PCdoB, o 13º Congresso reafirma: aí residem os elos decisivos para ligar as orientações partidárias aos militantes e ao povo e estruturar o Partido pelas bases organizadas. Cada um e cada uma devem se orgulhar de ser dirigentes do PCdoB; ousarem alcançar representatividade política e social nessa condição; educarem-se como dirigentes para consolidar direções partidárias com sólida formação marxista-leninista; e autoqualificarem-se como quadros políticos. Com abnegação, precisam dedicar tempo e energias ao trabalho de condução da vida partidária e, com apoio dos Comitês Estaduais e Municipais, organizar a vida militante de base, educando-a para a ação política de massas e construção partidária.

O 13º Congresso está seguro de que a Política de Quadros é a chave para as vitórias partidárias e deve se transformar no centro da direção organizativa do Partido. Nas tribunas e nos governos, na luta social, na ciência e cultura, também nas carreiras de Estado ou funções técnicas, na estrutura orgânica de direção partidária, ou fora dela, onde quer que seja, a garantia maior da perspectiva política, ideológica e organizativa partidária, do caráter e missão do PCdoB, é a coluna de quadros, compromissada e coesa com a causa partidária. Devem liderar todo o Partido no país, não apenas na orientação política como também, e cada vez mais, na linha de construção partidária.

Ao Comitê Central eleito, o 13º Congresso indica as tarefas de impulsionar cada vez mais a intervenção política, a luta de massas, a ousadia eleitoral, o empenho em pôr as participações institucionais em consonância com o projeto partidário; fortalecer, no plano ideológico, o trabalho da Escola Nacional na formação teórica e ideológica dos efetivos partidários; estimular os estudos individuais e o desenvolvimento dos temas do Programa Socialista e a maior capacidade de difusão do pensamento do PCdoB; no plano organizativo, o centro é a política de quadros. É preciso também fortalecer a capacidade da direção nacional no controle político-organizativo do Partido em todo o país, e a luta por conferir-lhe maior vida militante organizada desde a base, em condições mais permanentes.

V- Assegurar a quarta vitória do povo

O 13º Congresso do PCdoB, em relação à sucessão presidencial de 2014, apresenta aos trabalhadores e à Nação, às forças democráticas, patrióticas e populares, suas convicções e escolhas. É preciso enxergar com nitidez que o país se defronta, novamente, a uma encruzilhada política. Ou o Brasil prossegue no caminho aberto pelas forças progressistas, em 2003, do desenvolvimento econômico e do progresso social, da ampliação da democracia e da afirmação da soberania, ou retrocederá sob o comando das forças conservadoras, instrumentos da oligarquia financeira, avessas à Nação e hostis ao povo. Estes dois polos antagônicos adotam concepções e compromissos díspares sobre a perspectiva para o país: soberania ou subserviência; democracia ou desprezo e autoritarismo contra os trabalhadores; desenvolvimento com distribuição de renda ou a economia e a riqueza nacional canalizadas à ganância dos especuladores e ao luxo da elite abastada. Estes dois campos diametralmente opostos, independentemente de alternativas de outro teor que possam disputar, irão reger a sucessão presidencial.

Para o PCdoB, as opções em disputa têm sentido estratégico na concretização do magno objetivo das forças avançadas: a conquista de um país desenvolvido e soberano, integrado com seus vizinhos sul e latino-americanos, democrático, com progresso social, o caminho para um rumo socialista. Por isto, o 13º Congresso proclama que o PCdoB não titubeia, tem campo e rumo definidos. Atuará com todas as suas energias na sucessão presidencial de 2014, para que o povo obtenha a quarta vitória consecutiva, desta feita embandeirada pela realização destemida das reformas democráticas estruturais, assegurando, efetivamente, não só a continuidade, mas o aprofundamento do ciclo progressista iniciado em 2003. Para isso, o PCdoB conclama o elenco das forças políticas e sociais democráticas e progressistas a se movimentar para conquistar este objetivo e barrar o retrocesso. Simultaneamente, todo o Partido deve se empenhar, desde já, para elevar sua representação parlamentar e conquistar governos estaduais. Uma expressiva vitória eleitoral dos comunistas em 2014 fortalecerá o papel da esquerda para impulsionar os avanços que o povo brasileiro exige.

(Continua na postagem seguinte. Paulo)

PCdoB elege novo Comitê Central e nova Comissão Política - Portal Vermelho

PCdoB elege novo Comitê Central e nova Comissão Política - Portal Vermelho
Terminou de maneira ‘plenamente vitoriosa’, este sábado (16), em São Paulo, o 13º Congresso do PCdoB. O evento, que mobilizou mais de 800 delegados de todas as regiões do Brasil, elegeu o novo Comitê Central do Partido e a nova Comissão Política Nacional (CPN). Renato Rabelo e Luciana Santos foram reeleitos para presidente e vice, respectivamente. O Congresso também aprovou duas resoluções políticas.

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho no 13º Congresso do Partido

Emerson Pier







Em discurso posterior à divulgação da nova Comissão Política Nacional, o presidente reeleito do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o 13º Congresso “aprovou resoluções atuais, justas e que orientam o Partido para essa nova desafiadora etapa da vida do Brasil”. O Ato Político que aconteceu nesta sexta (15), e que contou com a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff, e de diversas lideranças políticas nacionais de outras legendas do país, demonstrou a importância do PCdoB no curso político nacional.

Segundo Renato, o grande índice de renovação do Comitê Central, que passa a ser composto por 125 membros, é significativo e mostra um PCdoB vivo. Ele ressaltou como ponto alto do Congresso, a resolução para o processo transição do atual presidente reeleito, com a indicação de que a deputada Luciana Santos, reeleita vice-presidente, assuma a Presidência do Partido no primeiro trimestre de 2015.

O dirigente nacional falou do orgulho e da confiança nos quadros veteranos e jovens do Partido. E conclamou a juventude comunista a assumir, cada vez mais, seu papel e responsabilidade no Partido. “Somos um partido que quer superar revolucionariamente o sistema capitalista no Brasil.”

Renato ressaltou que os comunistas brasileiros não se omitem diante de nenhuma situação política do país, mesmo as mais difíceis. Retomou o discurso desta sexta (15), quando o Partido se colocou publicamente contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de emitir mandatos de prisão contra os julgados na Ação Penal 470, que ficou apelidada pela mídia monopolista e da direita reacionária de “mensalão”.

Segundo ele, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, enviou-lhe pessoalmente uma mensagem de agradecimento, afirmando que havia ficado “comovido e orgulhoso” com o discurso de Renato. “Presidente muita gratidão a você e ao PCdoB. Você sabe que me considero um militante do PCdoB.”

Ele encerrou oficialmente o 13º Congresso afirmando que o Partido entra na década que marca o seu centenário cada vez mais forte e vinculado às lutas do povo brasileiro e comprometido com a luta “pelo avanço civilizacional que é a transição para o socialismo”.

Leia abaixo, em ordem alfabética, os 125 membros do Comitê Central eleitos no 13º Congresso:


Abgail Pereira

Adalberto Frasson

Adalberto Monteiro

Adilson Araújo
Alanir Cardoso
Alcides Amazonas
Aldemir Caetano
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Alice Mazzuco Portugal
Altamiro Borges
Ana Maria Prestes Rabelo
Ana Rocha
André Bezerra
André Tokarski
Angela Albino
Angela Guimarães
Antenor Medeiros
Antonieta Trindade
Antonio Levino
Assis Mello
Augusto Buonicore
Augusto César Madeira
Augusto Vasconcelos
Aurino Pedreira do N Filho
Bartiria L da Costa
Bernardo Joffily
Carina Vitral
Carlin Moura
Carlos Augusto (Patinhas)
Cláudia Petuba
Cláudio Bastos
Dalva Stella
Daniel Almeida
Daniel Iliescu
Daniele Costa Silva
Davi Gonçalves Ramos
Davidson de Magalhães
Dilermando Toni
Divanilton P. da Silva
Edilon Melo de Queirós
Edmilson Valentim
Edson Luiz de França
Edvaldo Magalhães
Edvaldo Nogueira
Elias Jabbour
Elisangela Lizardo
Elza Campos
Emília Fernandes
Eronildo Braga Bezerra
Evandro Milhomem
Fábio Tokarski
Fabrício Falcão
Fernando Niedsberg
Flávia Calé
Flávio Dino
Francisco Lopes
Gilvan Paiva
Gustavo Lemos Petta
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Isaura Lemos
Jamil Murad
Jandira Feghali
Javier U. Alfaya Rodriguez
Jô Moraes
João Batista Lemos
João Quartim de Moraes
Jonas Marins
Jorge Panzera
José Carlos Ruy
Jose Reinaldo Carvalho
Julia Roland
Julieta Palmeira
Julio Vellozo
Liége Rocha
Lourdes Carvalho Rufino
Luciana Santos
Luciano Siqueira
Luiz Carlos Paes de Castro
Luiz Fernandes
Madalena Guasco
Manoel Rangel Neto
Manuela D’Avila
Marcelino Granja
Marcelino Rocha
Marcelo Cardia
Marcelo Ferraz Toledo
Márcio Jerry
Maria Olívia Santana
Marlene Alves
Nádia Campeão
Nágyla Drummond
Neide Freitas
Nereide Saviani
Nivaldo Santana Silva
Olgamir Amâncio
Olival Freire
Orlando Silva
Osmar Júnior
Pedro Bigardi
Péricles Sousa
Perpétua Almeida
Raimunda Gomes (Doquinha)
Raimunda Leone
Renan Thiago A Moreira
Renata Miele
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Renildo Souza
Ricardo Abreu
Ricardo Gomyde
Ronald Freitas
Ronaldo Carmona
Ronaldo Leite
Sérgio Barroso
Socorro Gomes
Vanessa Grazziotin
Virgínia Barros
Vital Nolasco
Wadson Ribeiro
Wagner Gomes
Waldemar de Souza
Walter Sorrentino
Wander Geraldo da Silva

Comissão Política Nacional

Adalberto Monteiro
Adilson Araujo
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Carlos Augusto (Patinhas)
Daniel Almeida
Flavio Dino
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Jô Moraes
João Batista Lemos
José Reinaldo Carvalho
Luciana Santos
Manuela D’Avila
Nadia Campeão
Nivaldo Santana Silva
Orlando Silva
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Ricardo Abreu (Alemão)
Vanessa Grazziotin
Wadson Ribeiro
Walter Sorrentino

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PCdoB divulga proposta de candidaturas ao novo Comitê Central -Portal Vermelhol

Uma das principais tarefas do coletivo comunista que se reunirá no 13º Congresso do PCdoB (São Paulo, 14 a 16 de novembro) é a eleição do Comitê Central. Os Estatutos partidários estabelecem que o Congresso “é o órgão supremo de direção do Partido”, “a instância mais democrática de deliberação sobre a orientação partidária e eleição do Comitê Central”.
Por seu turno, o Comitê Central é “o organismo dirigente máximo do Partido entre dois Congressos ordinários”. Com a Comissão Política Nacional e um complexo sistema de direção, que envolve secretarias e comissões auxiliares, o Comitê Central conduz os destinos do Partido e suas decisões são válidas para todo o coletivo.

O Congresso elege os membros do Comitê Central com plena liberdade e responsabilidade. Os nomes propostos pelo Comitê Central cessante resultam de consultas feitas durante quatro meses junto às direções intermediárias, quadros e militantes. Mais de 500 nomes foram considerados antes de chegar à proposta que vai a discussão e votos durante o Congresso, que tem plenos poderes para modificá-la.

O Comitê Central a ser eleito no 13º Congresso terá a incumbência de dirigir um partido que é, segundo os Estatutos, “organização política de vanguarda consciente do proletariado”, que se guia “pela teoria científica e revolucionária elaborada por Marx e Engels, desenvolvida por Lênin e outros revolucionários marxistas”.

Será a direção de um partido que luta contra a exploração e opressão capitalista e imperialista, segundo seu Programa Socialista. Os estatutos do PCdoB assinalam que o partido “visa à conquista do poder político pelo proletariado e seus aliados, propugnando o socialismo científico”, tendo por “objetivo superior o comunismo”.

Eis os nomes propostos, em ordem alfabética:

Abgail Pereira
Adalberto Frasson
Adalberto Monteiro
Adilson Araújo
Alanir Cardoso
Aldemir Caetano
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Alice Mazzuco Portugal
Altamiro Borges
Ana Maria Prestes Rabelo
Ana Rocha
André Bezerra
André Tokarski
Angela Albino
Angela Guimarães
Antenor Medeiros
Antonieta Trindade
Antonio Levino
Assis Mello
Augusto Buonicore
Augusto César Madeira
Augusto Vasconcelos
Aurino Pedreira do N Filho
Bartiria L da Costa
Bernardo Joffily
Carlin Moura
Carlos Augusto (Patinhas)
Cláudia Petuba
Cláudio Bastos
Dalva Stella
Daniel Almeida
Daniel Iliescu
Daniele Costa Silva
Davidson de Magalhães
Dilermando Toni
Divanilton P. da Silva
Edilon Melo de Queirós
Edmilson Valentim
Edson Luiz de França
Edvaldo Magalhães
Edvaldo Nogueira
Elisangela Lizardo
Elza Campos
Emília Fernandes
Eronildo Braga Bezerra
Evandro Milhomem
Fábio Tokarski
Fernando Niedsberg
Flávia Calé
Flávio Dino
Francisco Lopes
Gilvan Paiva
Gustavo Lemos Petta
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Jamil Murad
Jandira Feghali
Javier U. Alfaya Rodriguez
Jô Moraes
João Batista Lemos
João Quartim de Moraes
Jonas Marins
Jorge Panzera
José Carlos Ruy
Jose Reinaldo Carvalho
Julia Roland
Julieta Palmeira
Julio Vellozo
Liége Rocha
Lourdes Carvalho Rufino
Luciana Santos
Luciano Siqueira
Luiz Carlos Paes de Castro
Luiz Fernandes
Madalena Guasco
Manoel Rangel Neto
Manuela D’Avila
Marcelino Granja
Marcelino Rocha
Marcelo Cardia
Marcelo Ferraz Toledo
Márcio Jerry
Maria Olívia Santana
Nádia Campeão
Nágyla Drummond
Neide Freitas
Nereide Saviani
Nivaldo Santana Silva
Olgamir Amâncio
Olival Freire
Orlando Silva
Osmar Júnior
Pedro Bigardi
Péricles Sousa
Perpétua Almeida
Raimunda Gomes (Doquinha)
Raimunda Leone
Renan Thiago A Moreira
Renata Miele
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Renildo Souza
Ricardo Abreu
Ronald Freitas
Ronaldo Carmona
Ronaldo Leite
Sérgio Barroso
Socorro Gomes
Vanessa Grazziotin
Virgínia Barros
Vital Nolasco
Wadson Ribeiro
Wagner Gomes
Waldemar de Souza
Walter Sorrentino
Wander Geraldo da Silva

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro - Portal CTB

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro
09/11/2013

Na manhã deste sábado (9) os participantes do 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial foram divididos em três grupos, dois foram conhecer programas sociais uruguaios enquanto o terceiro participou de oficinas onde foram abordados temas como maioridade penal e o papel da juventude trabalhadora rural.

Após a saudação do secretario da FSM para as Américas, Ramón Cardona, os participantes contaram as realidades vividas em seus países e se puderam aportar para os debates que continuarão ao longo do dia.

Sobre o tema reforma agrária, soberania alimentar e agricultura familiar a secretaria geral da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), Dorenice Flor, informou que de acordo com o IBGE, existem mais de quatro mil jovens trabalhadores rurais.



Ela destacou que a juventude rural tem uma participação ativa nos sindicatos e citou como exemplo a Contag onde quatro jovens estão na direção da confederação.

Por sua vez, a secretaria da juventude da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Sergipe), Sirley Ferreira, destacou que “A CTB é a única central que estabelece o dialogo com a juventude do campo e da cidade”.

Em sua intervenção, Sirley expressou que a permanência no campo é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam, outra dificuldade apontada por ela foi que “a agricultura ainda é vista como uma atividade sem importância, por isso o jovem não quer se assumir trabalhador rural”, disse.



Os participantes do debate também levantaram questões como luta contra o agronegócio, o fortalecimento da agricultura familiar e a necessidade de que haja uma reforma agrária integral na América Latina, para fortalecer as políticas voltadas para o campo. “Contamos com a mobilização para diminuir a fome e a extrema pobreza no mundo ”, concluiu Dorenice.

No fim do evento os participantes fizeram uma roda e clamaram “Quando o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir”. Os debates seguem nesta tarde na quadra do ginásio Platense Patín Club, em Montevidéu, que é o palco do encontro que reúne jovens do Peru, Argentina, Uruguai, Brasil, México,Chile e Paraguai.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL - Portal da CTB


Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL
10/11/2013

“Este encontro da juventude trabalhadora irá construir a solidariedade dos trabalhadores latino-americanos e caribenhos” expressou o secretário da FSM para as Américas, Ramón Cardona, durante sua participação na plenária realizada na tarde deste sábado (9) no 2º Encontro Regional de Jovens o Cone Sul.

Dando continuidade aos trabalhos que começaram desde a manhã, após as oficinas e as visitas às brigadas solidárias e à uma cooperativa, representantes dos três grupos relataram a suas experiências e conclusões para os demais e partir daí deu-se início para as mesas de discussões onde foram debatidos temas relacionados à integração.



Sobre o tema, o secretário nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Vitor Espinoza, que integrou uma das mesas, afirmou que a classe trabalhadora precisa se unir para combater às ofensivas do capitalismo no continente.

Os jovens contribuíram com propostas para a declaração final, que será apresentada neste domingo (10), como o argentino Johnn Corre, que sugeriu que o primeiro fim de semana de março seja o Dia de Ação da juventude da Federação Sindical Mundial.

Já o brasileiro Carlos André Conceição Alves, que integra o coletivo da CTB São Paulo, destacou a importância de lutar contra a diferença de gênero, racismo e homofobia. “Não podemos tolerar que o movimento sindical aceite tais práticas”.

Após os debates, os participantes do encontro presenciaram uma apresentação de Candombe, ritmo tradicional e base do carnaval daquele país, a confraternização também contou uma banda uruguaia que animou a noite. O encontro teminará neste domingo (10) com a plenária final onde serão apresentadas as conclusões dos três dias de debates.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Juventude da CTB bombou no o 2º Encontro Regional da FSM - Portal CTB

Jovens chegam ao Uruguai para o 2º Encontro Regional da FSM

08/11/2013
Ao som de “A Internacional”, centenas de jovens oriundos de vários países da América Latina uniram-se em uma só voz na noite desta sexta-feira (8), em Montevidéu. Este foi o clima da abertura 2º Encontro de Jovens da Federação Sindical Mundial (FSM) do Cone Sul, que ocorre até o próximo domingo (10) na capital uruguaia.



Na atividade, o coordenador da central uruguaia PIT-CNT, que está recebendo o evento, Marcelo Abdala, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o protagonismo da juventude “Aqui estão os jovens que vão mudar a sociedade”, indicou. Já o coordenador da FSM para o Cone Sul e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira afirmou: "A FSM tem a convicção de que saíremos daqui mais experientes para construir o sindicalismo classista, o sindicalismo com perspectiva socialista", exclamou.



No ato político também participaram integrantes da FSM do Peru, Chile, México, Argentina, Brasil e Uruguai além da presença do coordenador do Encontro Sindical Nossa América e dirigente da PIT-CNT, Juan Castillo e do representante da juventude da central uruguaia, que foi ovacionado ao destacar a luta dos jovens trabalhadores.

A delegação brasileira conta com representantes de seis estados

O encontro segue neste sábado (9), onde pela manhã os participantes poderão conhecer programas sociais uruguaios como o projeto habitacional Plan Juntos e o caso das empresas recuperadas e autogestionadas pelos trabalhadores, além das mesas de debates, à tarde os participantes compartilharão entre si as experiências.


De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

domingo, 10 de novembro de 2013

Cearenses lamentam perda de Messias Pontes - Portal Vermelho



Cearenses lamentam perda de Messias Pontes - Portal Vermelho
O jornalista cearense faleceu na noite do último sábado (09/11), aos 66 anos. Há pouco mais de um ano ele lutava contra um câncer no pâncreas.


Parlamentares, gestores, colegas, familiares. O sentimento de todos é o reconhecimento de uma trajetória de luta é unânime. Messias Pontes deixou sua marca, quer seja na atuação como jornalista, radialista ou sindicalista, pautada na ética e na defesa dos direitos do povo brasileiro.

O senador Inácio Arruda relembrou a contribuição do camarada em diversas frentes. “Organizador de bases, assessor parlamentar, dirigente sindical e do PCdoB, nos ajudou a reorganizar a Associação de Moradores do Dias Macedo. Messias combateu o bom combate. Seus escritos ficarão para sempre como legado dos lutadores pela liberdade, democracia e progresso social. A vida de Messias é exemplo de dedicação às causas de nosso povo e nosso país”.

Para o deputado federal Chico Lopes, a perda deixa uma tristeza irreparável, mas também, para várias gerações, um legado de ética, responsabilidade e luta pela transformação social. “No jornalismo e na luta por um mundo melhor, Messias Pontes fez história”. Amigos na infância, Chico Lopes e Messias Pontes se reencontraram durante a luta contra a ditadura militar, na clandestinidade. “Fomos meninos juntos e depois nos reencontramos na clandestinidade, mas, por toda a perseguição que havia e pela necessidade de sigilo e de segurança, não sabíamos que ambos pertencíamos ao PCdoB. Mais tarde, quando finalmente soubemos, foi um motivo de grande alegria para os dois”, recorda Lopes. “Perdi um irmão e um grande militante das causas socialistas. Um jornalista que, além de comunicador brilhante, com uma larga trajetória, teve um compromisso com a defesa da profissão e com a luta pela democratização dos meios de comunicação, bandeira que ainda segue por ser alcançada no nosso País”.

O deputado federal João Ananias considera esta uma perda precoce. “O camarada Messias ainda tinha muito a contribuir com o Partido e com a sociedade. Messias pensava numa sociedade nova, diferente, sem a existência de explorados e exploradores. É um imenso sentimento de perda de um companheiro que teve sempre a coerência com seu norte”.

O secretário do Esporte do Estado, Gilvan Paiva, também rendeu homenagens ao camarada do PCdoB. “Nossa homenagem a Messias Pontes, exemplo de jornalista comprometido com o povo brasileiro. Militante acima de tudo, comunista e apaixonado pela democratização da mídia”, ratificou.

O vereador Evaldo Lima citou Bertold Brecht para destacar a atuação do jornalista. "’Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis’. Messias Pontes era um destes homens, imprescindíveis para a luta. Sua morte representa uma grande perda para os comunistas cearenses, para os movimentos sociais e para a luta em defesa da democratização dos meios de comunicação”, lamentou.

Morre o jornalista cearense Messias Pontes - Portal Vermelho


Morre o jornalista cearense Messias Pontes - Portal Vermelho
O comunista histórico lutou contra um câncer no pâncreas.


Morreu na noite deste sábado (09/11), aos 66 anos, o jornalista Messias Pontes. Há pouco mais de um ano ele lutava contra um câncer no pâncreas.

Quer seja na sua atuação como jornalista, radialista ou sindicalista, sua atuação sempre foi pautada na ética e na defesa dos direitos do povo brasileiro. Messias atuava no programa Espaço Aberto (rádio Cidade AM), integrou a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas no Ceará, diretor de Comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará.

Comunista histórico, Messias foi um dos responsáveis pela reorganização do PCdoB no Ceará após a Ditadura Militar. Anistiado político e membro do Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), presidia a Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas Cearenses, que resgata a história de profissionais perseguidos pela ditadura no Estado e era colunista nacional do Portal Vermelho.

Serviço

O velório acontece na manhã deste domingo (10), na Funerária Ethernus (R. Padre Valdevino, 1688 – Aldeota), com missa às 14h. O sepultamento será às 15h, no cemitério São Jo]ao Batista.

De Fortaleza,
Carolina Campos


Leia também:
Luis Carlos Antero - Messias Pontes: a partida de um guerreiro

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Morre o comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha - Portal Vermelho

Morre o comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha - Portal Vermelho

31 DE OUTUBRO DE 2013 - 19H01

Faleceu na manhã desta quinta, (31/10), aos 55 anos, vítima de insuficiência respiratória, o histórico comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha. Médico psiquiatra, Joaquim era filiado ao PCdoB desde a década de 1980 e foi membro da Direção Estadual e Municipal do Partido.

Militante sindicalista, compôs durante anos a direção do Sindicato dos Previdenciários do Ceará, tendo sido presidente durante duas gestões. Nascido em Massapê, município localizado a 200 km de Fortaleza, deixa filhos e netos.

Francinet Cunha, presidente do PCdoB em Fortaleza, o conheceu ainda em Massapê. "Joaquim honrou a história do PCdoB. Nascemos na mesma cidade e o conheci ainda criança, quando era conhecido como ‘Zezinho do seu Francinet’. Anos mais tarde o reencontrei em Fortaleza, já filiado ao PCdoB, vendendo Tribuna Operária. Foi um dos maiores presidentes do Sindicato dos Previdenciários. Nas suas gestões conseguiu filiar vários outros companheiros previdenciários ao Partido. Perdemos um grande amigo e camarada", lamentou.

Os comunistas cearenses, que sempre tiveram o prazer de conviver com o bom humor, inteligência e uma incontestável fidelidade ao Partido, estão profundamente entristecidos. Um pouco antes de falecer, como último desejo, Joaquim pediu para ser enterrado com a bandeira do PCdoB.

De Fortaleza,
Andrea Oliveira

domingo, 3 de novembro de 2013

CTB e CSD unidos na campanha pra conselho mais importante da Caixa Econômica Federal - Carlos Lima e Maria Gaia -Chapa 88


Carlos Lima (Caco), dirigente cetebista dos bancários do Rio de Janeiro, e a companheira Maria Gaia, da CSD, compõem a chapa 88 para o Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal.

Convivo com Caco há algum tempo, e eu me sinto abençoado por ter tido a possibilidade de conhecê-lo.

Caco é uma pessoa de bem. Isso é cristalino e tem a ver com tudo que ele faz na vida. Caco busca viver de acordo com uma filosofia.. É um bom camarada.

Tê-los na representação dos empregados e empregadas em tão alta instância, no Conselho de Administração da Caixa é colocar nessa posição chave quem tem amor pela categoria e pela Caixa como Banco indispensável para o desenvolvimento do País.

Sua proposta é mais que necessária, é realista. Querem aumentar a capacidade dos empregados e empregadas da Caixa fortalecerem o controle social, a partir das cadeiras dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. Sua proposta é lutar pela transparência pública da instituição, uma gestão democrática e participativa e luta pelo papel fundamental que tem a Caixa como banco público. A Chapa 88 tem toda a qualificação para fazer um grande mandato que honre a confiança da classe, temos essa oportunidade.

Ademais, é a chapa para defender o maior investimento da Caixa na saúde de seus empregados.

As eleições ocorrerão de 11 a 18 de novembro e Coletivizando cobrirá a atividade da Chapa 88 na cidade. :-) :-) :-)

Caco é um estudioso, da luta do povo, de economia, de sua ciência, o marxismo, de matemática, uma pessoa interessada em desvendar o segredo da vida e aí cumprir um papel para o bem.

Essa nova representação da Caixa, Com Caco e Maria Gaia pode ser fundamental para os empregados(das) da Caixa vocalizarem seus anseios mais sentidos. Terão neles tribunos dos trabalhadores, com uma postura fundamentada em defesa de nossos direitos. São gente profundamente comprometida com as melhores causas.

Caco e Maria Gaia estarão aqui na capital federal, Brasília, para falar diretamente aos empregados(as) da Caixa nessa quinta-feira, dia 07 de novembro. Vamos lado a lado com ele para apoiar sua apresentação para os empregados e empregadas da Caixa no nosso Distrito Federal.
Vejam abaixo:

"Fortalecer e ampliar os instrumentos de transparência pública e controle social"

Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa
Eleição de 11 a 18 de novembro

Vote Carlos Lima (Caco) e Maria Gaia. Vote 88

Banco público, gestão democrática e participativa


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Vila Vudu - A 3ª reunião Plenária do Comitê Central do Partido Comunista da China - Zhu Ningzhu (ed.) Xinhuanet, Pequim


Partido Comunista Chinês, reunido em “Pleno”: 9-12/11/2013
29/10/2013, Zhu Ningzhu (ed.) Xinhuanet, Pequim
http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-10/29/c_132842065.htm


Pequim (Xinhua) – A 3ª Reunião Plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC) acontecerá de 9 a 12 de novembro próximo em Pequim, segundo informe do Gabinete Político do Comitê Central do PCC distribuído hoje.

O anúncio foi feito depois de reunião dos membros do Gabinete Político com Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do PCC, para estudar como “aprofundar amplamente as reformas”.

Durante a reunião dessa 3ª-feira, todos ouviram um relatório das opiniões recolhidas dentro e fora do Partido, para uma primeira versão das decisões do Comitê Central do PCC sobre as principais questões relacionadas ao amplo aprofundamento das reformas.

Essa primeira versão será apresentada à 3ª reunião plenária, para revisão.

Reforma e abertura são uma “grande revolução” para o povo chinês sobre a liderança do PCC na nova era. Aprofundar as reformas exige melhorar e desenvolver o socialismo com características chinesas, como diz o informe.

Desde a 3ª sessão plenária do 11º Comitê Central do PCC, há 35 anos, o Partido promoveu reformas nos sistemas econômico, político, cultural e social, além das relacionadas ao progresso ecológico e à construção institucional do PCC. Desde então, diz o informe, a abertura foi continuamente ampliada.

A realização do sonho chinês de rejuvenescimento nacional exige aprofundamento amplo das reformas e reforço da confiança, teoria e sistema do socialismo com características chinesas; e “várias erros em sistemas e mecanismos têm de ser corrigidos” – nos termos do informe.

A sessão plenária verá o PCC trabalhar para apressar o desenvolvimento da economia socialista de mercado, da democracia socialista, do desenvolvimento cultural socialista, da harmonia social e da proteção ao meio ambiente.

“Devemos deixar que o trabalho, o conhecimento, a tecnologia, a administração e o capital desenlacem o próprio dinamismo, que se soltem e espalhem-se todas as fontes de riqueza, e que o povo usufrua em justo equilíbrio mais frutos do desenvolvimento” – diz o informe.

O documento acrescenta que a liderança do PCC deve ser reforçada e aprimorada, dando pleno desempenho à função central do Partido, que exerce liderança plena e coordena todos os esforços para assegurar o sucesso das reformas.

Todos os órgãos do Partido, em todos os níveis, são convocados para cumprir seu dever na liderança das reformas, aprimorar os mecanismos de tomada de decisões e aumentar a capacidade dos funcionários encarregados de impulsionar as reformas. Todos estão sendo convocados, também, a encorajar todos os membros do PCC a contribuir para as reformas.

Na mesma reunião, o comando do PCC aprovou regulação para combater o desperdício e a extravagância nos departamentos do Partido e do governo, conclamando a que se reforce a supervisão e imponham-se punições mais duras aos violadores.

“Em anos recentes, departamentos do Partido e do governo puseram-se ocasionalmente a competir por ostentação e extravagância, o que levou a enormes gastos e desperdício, além de fortes reações do povo” – diz o informe.

O Gabinete político aprovou e autorizou a divulgação da Regulação para Implantar a Frugalidade e Combater o Desperdício nos Departamentos do Governo e do Partido.

Segundo o documento, a Regulação visa a limitar estritamente, supervisionar e punir várias violações relacionadas ao gasto de dinheiro público.

A Regulação oferece normas de amplo alcance, que cobrem a gestão de dinheiro público, viagens domésticas e ao exterior, recepções de negócios, encontros e outras atividades oficiais, o uso de veículos e de escritórios não privados, além da poupança de recursos.

O informe conclama o Partido e o governo a seguir resolutamente o que a Regulação determina, com os principais funcionários a liderar e supervisionar a campanha.

Conclama também os departamentos de todos os níveis a mapear medidas detalhadas, nos termos da Regulação, adequados à realidade do próprio trabalho, assegurando estrita supervisão e punições mais duras aos que violem as normas implantadas, considerados os eventos caso a caso.

A Regulação é parte da campanha “em linha de massa” que está em curso e visa a estreitar os laços entre os funcionários e membros do PCC e o público, ao mesmo tempo em que se erradicam estilos não desejáveis de trabalho, como o formalismo, a burocracia, o hedonismo e a extravagância.

Democracy Now - Pete Seeger, the legendary folksinger and leftist activist in USA - Para começar a conhecer Pete Seeger - Paulo Vinícius

Democracy Now - We Shall Overcome: An Hour with Legendary Folk Singer & Activist Pete Seeger



Para começar a conhecer Pete Seeger - Paulo Vinícius Silva

Nunca tive muita vontade de ir aos EUA. Pelo menos não aonde em geral se quer ir, ou fazer o que caracteriza o American Way of Life. Mas essa semana, soube que Toshi, Seeger, em julho faleceu aos 91 anos. Apesar da longevidade, entristece-me a  partida da grande produtora e companheira de toda a vida de Pete Seeger, lenda do folk, da esquerda, da luta pelos direitos civis e pela paz, o provecto comunista que enfrentou o Maccarthismo. Assim, queria muito poder visitar sua casa, que eles mesmos construíram, à beira do rio Hudson, para dar um abraço nele.

Pete Seeger, o companheiro de Woody Guthrie, conheçam, vale muito a pena. O Bob Dylan que amamos é o que o Pete orientou e projetou para as lindas canções de coragem que nos comovem ainda hoje. Mas Pete Seeger manteve-se sempre do mesmo lado, imbatível campeão da democracia, da justiça social e da cultura nos EUA. É mais um lutador  que nos inspira, maestro de coros de multidões, crítico implacável do capitalismo, cantor dos trabalhadores nos EUA, pesquisador que resgatou We Shall Overcome, intrépido cantor da paz em meio às guerras, que cantava Guantanamera em meio à crise dos mísseis e à campanha contra CUBA, que denunciou TODAS as guerras do imperialismo e pôs sua arte a disposição desse ideal, uma pessoa de uma coragem artística que deveria inspirar a todos os lutadores e lutadoras da cultura.

Deixo-lhes a uma hora de programa no Democracy Now, e abaixo o filme "The Power of Song", da PBS, sobre a sua vida - produzido por Toshi Seeger, a despeito dos créditos - e duas canções. Depois escreverei mais sobre essa pessoa que honra a humanidade, esse comunista que jamais se vergou ao fascismo nem à mercantilização. Infelizmente só tenho os filmes em inglês, mas prometo um artigo, iluminando melhor o caminho para que se possa conhece-lo e à luta heroica que o povo estadunidense enfrenta no estômago da besta imperialista.

Para entender essa luta, para falar com lutadores de todo o mundo, para isso vale muito a pena dominar o idioma. Como bem ensinou o Vladimir, o carequinha mais amado dos trabalhadores em todo o mundo, não é a coisa em si que interessa, mas sim como ela está no contexto e o nosso lado. Desse modo, é encantador ver como o inglês pode ser utilizado como arma de luta.

Ouvir o que diz Pete Seeger na língua dos ianques ensina muito, encanta, inspira. Faça um esforço de pesquisar, você não se arrependerá. Mesmo assim, faço a minha tradução mal ajambrada da cançao da luta dos direitos civis, da Marcha sobre Washington do dia do discurso de Martin Luther King, I have a Dream (Eu tenho um Sonho), só para vocês sentirem esse calor da voz e da mensagem que há quase um século semeia flores num solo tão árido, mostrando que há, sim, luta heroica em toda parte, e que não há opressão que não enfrente a resistência, e que é possível ter coragem, dignidade, e fé na humanidade.

Pete Seeger. The Power of Song (2007) by PBS American Masters




Which Side Are You On? (De que lado você está? Canção dos trabalhadores, linda)








We Shall Overcome 

Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall overcome someday

Vernceremos

Venceremos, venceremos,
Um dia, sim, venceremos!
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que venceremos um dia!

Well we'll walk hand in hand, we'll walk hand in hand
We'll walk hand in hand someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We'll walk hand in hand someday

E marchamos de mãos dadas, 
marchamos de mãos dadas
E um dia, amor, dentro deste meu coração, sim, eu creio.
Marcharemos de mãos dadas um dia 

Well we shall live in peace, we shall live in peace
We shall live in peace someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall live in peace someday

E viveremos em paz, sim, viveremos em paz
Viveremos em paz um dia.
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que viveremos em paz um dia!

Well we are not afraid, we are not afraid
We shall overcome someday
Yeah here in my heart, I do believe
We shall overcome someday

E não temos medo, não, não temos medo
E venceremos um dia
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que venceremos um dia!

Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, I do believe
We shall overcome someday
We shall overcome someday

Venceremos, venceremos,
Um dia, sim, venceremos!
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio, 
venceremos um dia!
Venceremos!

Coletivizando no Youtube