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domingo, 8 de abril de 2012

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país - Portal CTB

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país

Mudança na política econômica. Essa foi a tônica dos discursos de sindicalistas e empresários no grande ato do movimento "Grito de Alerta em defesa da produção e do emprego", realizado em São Paulo com a participação de 90 mil pessoas.
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Realizada em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), a manifestação compõe um calendário nacional de atividades que ainda passa por Manaus, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Brasília, que fecha o ciclo.
“A construção desse movimento é importante para a nação como um todo, pois o que está representado aqui é o setor produtivo unido por um novo projeto de desenvolvimento para o país que reduza a taxa de juros e controle o câmbio para termos uma indústria forte com empregos valorizados”, destacou o dirigente da CTB e deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS).

Unidade em prol de avanços para o país
O movimento Grito de Alerta contra a desindustrialização, promovido pelas centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos, desta vez traz uma novidade: a adesão massiva do setor produtivo, preocupado com a falta de investimento na indústria nacional e a falta de competitividade, consequência da concorrência desleal com o mercado externo.
“É uma união histórica, entre trabalhadores, sindicalistas e empresários pelo mesmo ideal: o crescimento do país. Quando os políticos constatarem que estamos juntos por uma única causa, tenho certeza de que nosso grito de alerta será ouvido. Temos que estar juntos, sim, em favor dessa proposta para um país mais justo”, afirmou Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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Para presidente da Abimaq união é histórica
Opinião compartilhada pelo vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana. "Este é um ato que representa um marco, algo que por sua amplitude e por seus objetivos deve provocar grande impacto. O projeto nacional de desenvolvimento pelo qual lutamos precisa de uma política industrial afirmativa, com juros menores e mudanças na política macroeconômica".
Sobre as diferenças de opiniões, Salaciel Vilela, secretário-geral adjunto da CTB, lembra que é importante saber deixá-las de lado em prol de um bem comum. “Divergências nós temos, mas neste momento as colocamos de lado para construirmos uma unidade que tem como objetivo pontual avançar na construção de um projeto de desenvolvimento, que passe por melhores condições de trabalho e salários mais justos”.
Concorrência desleal
Empresários e sindicalistas estão preocupados com os números apresentados pela indústria nacional, que tem sofrido com a concorrência desleal dos produtos importados. “Esse ato serve para alertar à população que compra esses produtos e não pensa de onde vem. Estamos num processo de desindustrialização e o resultado será o fechamento dos postos de trabalho. Daí a importância dessa manifestação”, alertou Fausto Augusto Junior, assessor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Para o técnico do Dieese, as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff na última terça-feira (03) estão no caminho certo. No entanto, de acordo com ele, ainda existem diversos pontos que precisam ser alterados, como baixar a taxa de juros e facilitar o acesso dos micro empresários aos benefícios. “As grandes empresas conseguem ter acesso a essas medidas. Mas o desafio está em fazer as pequenas também terem acesso. Isso é muito mais complexo. Daí o governo vai precisar trabalhar mais isso”.
O pacote econômico anunciado incluiu entre outras medidas a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%.

No entanto, para os sindicalistas, apesar de positivas, as medidas são insuficientes, pois o cenário demanda iniciativas mais rigorosas. “Estamos no caminho certo, mas ainda falta muito. Essas são medidas paliativas, que não resolvem o problema que estamos enfrentando. É preciso mais”, destacou Onofre Gonçalves, presidente da CTB São Paulo.
Para Marcelino Rocha, presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos do Brasil (Fitmetal) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim-MG, o Brasil acordou na hora certa. “Todos os países estão tomando medidas de proteção ao setor industrial. O Brasil acordou no momento adequado porque não é possível que a indústria brasileira tenha uma participação de quase metade do que já teve no governo Juscelino Kubitschek”.
Mobilização Brasil afora

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Marcelo Toledo afirma que trabalhadores não podem ser prejudicados
“Trabalhadores do mundo inteiro estão unidos contra uma crise que foi desencadeada pelo capitalismo. Temos que combater esse cenário e seus prejuízos. E vamos continuar defendendo a classe operária bem como o emprego decente e combatendo a precariedade que vitima milhões de trabalhadores em razão das péssimas condições de trabalho a que são submetidos. Esse ato demonstra a unidade política da classe trabalhadora”, afirmou Marcelo Toledo, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.
Unidade também demonstrada em atos semelhantes realizados em Porto Alegre e Florianópolis. É o que revela o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, que veio a São Paulo só para prestigiar o evento. “Construímos uma unidade em defesa do novo modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país. Porto Alegre abriu o calendário do movimento, seguido por Florianópolis e agora em São Paulo. E deverá se espalhar por todo Brasil. Esse é o objetivo, criar um sentimento cívico de todos os setores da sociedade em defesa desse novo país que queremos construir juntos", informou Vidor.
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Para Guimar Vidor ato cria um sentimento cívico na população
Para Moysés Leme, presidente da CTB-DF, a unidade demonstrada em todos os atos representa uma vitória para CTB fomentadora de toda essa união. “Devido a seu princípio de unidade, a CTB foi peça fundamental na organização desse ato contra a desindustrialização, emprego e renda para o país. Nós temos que nos aproximar em volta das propostas que são de interesse do país. E a CTB tem cumprido esse papel com sucesso no nosso país. Demonstrando a que veio. Hoje ela é a liga da grande massa da classe trabalhadora”, destacou Leme, que revelou que correm a todo vapor as reuniões preparatórias para o grande ato nacional que acontece em Brasília.
Trabalhadores, sindicalistas e empresários agora se preparam para cumprir o calendário e engrossar os atos que acontecem em Belo Horizonte, Manaus, Ceará, Bahia e Brasília.
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"Unidade é demonstrada Brasil afora", observa Doquinha
"Somos todos vitoriosos por todo esse movimento desencadeado Brasil afora, que demonstra esta unidade. Neste ano, mostramos mais uma vez que nós, trabalhadores e trabalhadoras, somos capazes de nos unir por bandeiras que não dizem respeito apenas a nós, mas sim a todo o país", comemorou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.
Cinthia Ribas - Portal CTB (fotos: CTB e Joca Duarte)

Protesto expõe Harry Chibata, legista que encobriu tortura durante ditadura - Portal Vermelho - Portal Vermelho

Protesto expõe legista que encobriu tortura durante ditadura - Portal Vermelho


Postes, muros e pontos de ônibus dos bairros da Vila Madalena e Pinheiros amanheceram com centenas de cartazes de protesto contra Harry Shibata, médico legista e ex-diretor do Instituto Médico Legal de São Paulo.

Por Leonardo Sakamoto 



Protesto realizado em área nobre de São Paulo neste sábado (7)/ Foto: Leonardo Sakamoto

Shibata é acusado de ser responsável por falsos atestados de óbito usados para acobertar assassinatos de opositores pela ditadura militar, ele teria ignorado marcas deixadas por sessões de tortura produzindo laudos de acordo com as necessidades dos militares. Os cartazes foram colados por um grupo de manifestantes na madrugada deste sábado (7).

O legista é acusado de, sem ter visto o corpo, atestar como suicídio a morte de Vladimir Herzog, então diretor da TV Cultura, que fora convocado para “prestar esclarecimentos” no DOI-Codi, em em outubro de 1975. O orgão, ligado ao regime, tinha o objetivo de reprimir opositores e se transformou em um dos principais centros de tortura do país.
A morte do jornalista após sessão de tortura tornou-se um símbolo na luta contra a ditadura. E o culto ecumênico realizado em sua homenagem, em dezembro daquele ano, na Catedral da Sé, foi o primeiro grande ato da sociedade civil contra as atrocidades cometidas pelos militares.

Nos dias 31 de março e 1º de abril, manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo reuniram centenas de pessoas para lembrar o aniversário do golpe de 1964. Elas exigiram que os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura militar sejam esclarecidos e os envolvidos em casos de tortura punidos por crime contra a humanidade.

Como parte dos protestos, residências de militares acusados de envolvimento em tortura foram marcadas. Da mesma forma, parte dos cartazes fornece o endereço do médico legista, em uma rua de classe média alta.

Neste sábado, comemora-se o Dia do Médico Legista. E o Dia do Jornalista.

sábado, 7 de abril de 2012

Manuela lidera pesquisa Ibope para a Prefeitura de Porto Alegre - Portal Vermelho

Manuela lidera pesquisa Ibope - Portal Vermelho


Se as eleições de 7 de outubro fossem hoje, a pré-candidata do PC do B Manuela D’Ávila estaria à frente na disputa, seguida pelo prefeito e pré-candidato à reeleição José Fortunati (PDT). O candidato petista, Adão Villaverde, aparece com dois pontos percentuais em todos os cenários. 


Reprodução/Zero Hora
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O Ibope realizou quatro cenários na pesquisa estimulada (aquela em que são apresentados aos entrevistados os nomes dos prováveis candidatos a prefeito). Em todos Manuela lidera, com 36% ou 37%, dependendo do cenário. Fortunati aparece em segundo, com 28% ou 29%. As simulações incluem dois possíveis candidatos do PMDB – Ibsen Pinheiro e Sebastião Melo – e dois do PSDB – Nelson Marchezan Jr. e Wambert Di Lorenzo.

Manuela apresenta seu melhor desempenho entre eleitores de 25 a 29 anos (49%) e com Ensino Médio completo (42%). A candidata do PC do B registra menor índice entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (31%), enquanto o candidato do PDT apresenta o menor percentual entre os que ganham de dois até cinco salários mínimos (27%).

Na pesquisa espontânea (quando não são apresentados os candidatos ao eleitor), o percentual de entrevistados que não souberam responder é de 44%. Isso se deve ao fato de que nem todos os candidatos estão definidos e de a campanha ainda não ter começado oficialmente. De acordo com o Ibope, as mulheres (47%) são as mais indefinidas ou evitaram citar um candidato na pesquisa espontânea.

Segundo turno



Na hipótese de um segundo turno da eleição para prefeito de Porto Alegre, a candidata Manuela D’Ávila venceria nas três simulações realizadas pelo Ibope. Naquela em que disputaria com o atual prefeito José Fortunati, ela aparece cinco pontos percentuais à frente (43% a 38%).

Tanto Manuela quanto Fortunati lideram com folga quando colocados numa eventual disputa com o candidato do PT à prefeitura, Adão Villaverde. A candidata do PC do B recebe 57% contra 9% do petista. Fortunati obtém 60% contra 10% de Villaverde.

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 6 de abril de 2012

2ª Conferência Sobre a Emancipação da Mulher do PCdoB será em maio em Brasília

PCdoB. O Partido do socialismo.

A Secretaria Nacional da Mulher tem por atribuição desenvolver simultaneamente duas diretrizes: acompanhar e orientar o trabalho das comunistas à frente do movimento feminista e de mulheres; e transversalizar o debate e as bandeiras acerca da emancipação das mulheres em todas as esferas e frentes de atuação partidárias.

A Secretaria conta ainda com o trabalho do Fórum Nacional Permanente Sobre a Emancipação da Mulher, eleito na 1ª Conferência Nacional Sobre a Questão da Mulher conforme Art.55 do Estatuto partidário e composto pelos seguintes integrantes: Abigail Pereira; Alice Portugal; Ana Carolina Barbosa; Ana Rocha; Augusto Buonicore; Daniele Costa; Eline Jonas; Glauce Medeiros; Jô Moraes; Julieta Palmeira; Leila Márcia; Liège Rocha; Lúcia Antony; Lúcia Rincón; Marta Brandão; Mary Castro; Olívia Rangel; Olívia Santana; Raimunda Leone; Ricardo Abreu; Veruska Carvalho; Walter Sorrentino.

Secretária Nacional da Mulher: Liège Rocha

Renato Rabelo: questão de gênero é central para o PCdoB

A participação das mulheres nos órgãos de direção do PCdoB e a presença marcante das parlamentares comunistas no Congresso Nacional são alguns dos pontos abordados pelo presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, em entrevista ao Vermelho nesta quarta-feira (4).

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho
O dirigente nacional chamou a atenção para a importância do envolvimento de todo o Partido na 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher, cuja etapa nacional acontece nos dias 18, 19 e 20 de maio, em Brasília. Ele explica que a questão de gênero tem hoje uma grande importância para o Partido e que o próprio estatuto do PCdoB estabelece a realização de conferências nacionais sobre o tema. “Essa é uma conferência que não cabe só às mulheres, mas a toda a militância do PCdoB. Somos o único Partido que dá essa importância à questão de gênero”, enfatiza.

Nos últimos anos, o PCdoB vem se caracterizando — não apenas como um Partido dos trabalhadores, que faz parte de sua própria natureza —, mas também como um representante da juventude e das mulheres. “Essa característica dá ao PCdoB essa fisionomia renovada e moderna. Vimos exatamente procurando dar margem para que a mulher exerça papéis mais importantes nas direções do Partido”.

Renato exemplifica ainda que o PCdoB possui, proporcionalmente, a maior bancada de mulheres no Congresso Nacional — representada na Câmara pelas deputadas Perpétua Almeida (AC), Alice Portugal (BA), Jô Moraes (MG), Luciana Santos (PE), Jandira Feghali (RJ) e Manuela d’Ávila (RS) e no Senado por Vanessa Grazziotin (AM). “Essa é uma marca hoje do PCdoB e temos procurado formar quadros jovens e mulheres para que haja exatamente uma participação maior ainda. A própria vice-presidência nacional do Partido é ocupada pela deputada federal Luciana Santos – líder do PCdoB na Câmara”.

O esforço do PCdoB se volta ainda para que a cota mínima de 30% de participação das mulheres nos órgãos de direção do Partido seja ultrapassada. Para o dirigente nacional, todos esses exemplos deixam claro que a questão de gênero é central nas discussões do Partido. “Essa é uma questão que compreende aqueles problemas que consideramos estruturais da realidade brasileira, de como enfrentar essa questão da igualdade de gênero e da emancipação da mulher”.

Ele alerta também para a necessidade das direções regionais se esforçarem na mobilização de toda a militância comunista na etapa estadual das conferências — que acontecem até o próximo dia 12 de maio. “Isso é fundamental para que a conferência nacional tenha ampla representatividade no Partido e para o seu êxito. Quanto maior participação nas conferências estaduais, mais respaldo e representatividade a conferência nacional terá”.

Presidente Santos impede visita de ativistas a presos políticos colombianos - Portal Vermelho

Santos impede visita de ativistas a presos políticos na Colômbia - Portal Vermelho

Santos impede visita de ativistas a presos políticos na Colômbia


A pacifista e ex-senadora Piedad Córdoba anunciou, nesta quinta-feira (5), que o governo colombiano não cumpriu sua promessa de autorizar o grupo de Mulheres pela Paz a visitar os presos políticos nas prisões do país. A integrante do Movimento Mulheres Pela Paz, Socorro Gomes, declarou por telefone, com exclusividade para o Vermelho, que a negativa “é uma quebra da palavra, e revela que o governo colombiano não é um interlocutor confiável”.


Córdoba esclareceu que na última sexta-feira (30), foi realizada uma reunião com o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, na qual ficou indicado que a visita às prisões poderia ser efetuada após a libertação dos últimos uniformizados em poder da guerrilha, tal como anunciado pela insurgência.



O processo de libertação ocorreu na última segunda-feira (2). As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) liberaram unilateralmente os 10 últimos prisioneiros de guerra que mantinham em seu poder. Participaram do processo o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, liderado por Córdoba, o governo do Brasil, a Cruz Vermelha e o grupo de ativistas internacionais Mulheres do Mundo pela Paz.

Córdoba revelou também que o presidente Juan Manuel Santos manteve uma conversa com o representante da Câmara, Iván Cepeda, a respeito. Santos prometeu então que a visita ocorreria a partir de um protocolo de confidencialidade.

Mulheres pela Paz

Córdoba lembrou que o grupo Mulheres pela Paz chegou à Colômbia não apenas para acompanhar o processo de libertações, mas também para visitar os presos políticos, status que o governo insiste em desconhecer. “Não foi cumprido o que foi acordado”, sublinhou a ex-senadora.

A presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, Socorro Gomes, que está desde segunda-feira (2) acompanhando o processo de libertação dos sequestrados pelas Farc, foi taxativa sobre a atitude de Santos: “É uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência”.

Sobre o futuro, ela pondera que “esse não é um bom caminho porque não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Como uma das integrantes da comissão, Socorro ressaltou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina

CARAVANA DA UNE PERCORRE 12 ESTADOS E “PREVÊ” BRASIL DAQUI A 10 ANOS | UNE - União Nacional dos Estudantes

CARAVANA DA UNE PERCORRE 12 ESTADOS E “PREVÊ” BRASIL DAQUI A 10 ANOS | UNE - União Nacional dos Estudantes

Projeto “UNE Brasil+10” acontece em 24 universidades do país com grandes debates temáticos, encontros e atividades culturais dentro de quatro eixos: educação, desenvolvimento, justiça social e ambiental
Onde você estará daqui a dez anos? Como será a estrutura social brasileira e quais serão as oportunidades de desenvolvimento para a juventude? Quais serão os avanços e desafios da educação pública e da sustentabilidade ambiental? A União Nacional dos Estudantes (UNE) resolveu qualificar ao máximo esse exercício de futurologia entre os dias 28 de março e 15 de maio, com a Caravana UNE Brasil+10. Entre os convidados para a jornada nos diversos estados estão nomes como o cientista Miguel Nicolelis, o escritor Fernando Moraes, o cineasta Silvio Tendler e o físico Ênio Candotti.

A Caravana UNE Brasil+10, sexta iniciativa de circulação nacional da UNE em seus 75 anos de vida, é co-realizada pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte da entidade (CUCA da UNE) e está percorrendo 24 universidades, em 12 estados (Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo).

Imaginando o Brasil possível em 2022, quando se completam 200 anos da Independência Nacional e 100 anos da Semana de Arte Moderna, a UNE leva uma maratona de atividades com grandes pensadores, cientistas, artistas, políticos e militantes do movimento social para debater e construir, junto aos estudantes, idéias e soluções para a próxima década. A Caravana deverá atingir um público total de 50 mil estudantes e se divide em quatro eixos fundamentais: educação, desenvolvimento, justiça social e justiça ambiental.

Entre os principais objetivos da Caravana está a produção de um diagnóstico participativo, junto a jovens de diferentes estados e realidades, que possa contribuir no debate e formulação de políticas públicas, ações do movimento social ou do terceiro setor para o desenvolvimento do Brasil nos próximos dez anos. Além disso, o resultado servirá de base para o Projeto “UNE Brasil Cidades 2012”, uma plataforma de reivindicações do movimento estudantil brasileiro a ser entregue para os candidatos a prefeito nas eleições do segundo semestre.

ROTEIRO DA CARAVANA

28/03 – Brasília (DF): UNB
29/03 –Brasília (DF): UCB
03/04 – Porto Alegre (RS) UFRGS / PUC-RS
10/04 – Curitiba (PR): UFPR / PUC-PR
13/04 – Manaus (AM): UFAM / UNINORTE
16/04 – Belém (PA): UNAMA
17/04 – Belém (PA):  UFPA
19/04 – Fortaleza (CE): Faculdades Integradas do Ceará (FIC)
20 /04 – Fortaleza (CE): UFC
23/04 -  Natal (RN): UNP
24/04 – Natal (RN): UFRN
26/04 – Recife (PE): UNICAP
27/04 – Recife (PE): UFPE
03/05 – Belo Horizonte (MG): UFMG / PUC-MINAS
07/05 – Salvador (BA): Centro Universitário Jorge Amado (FJA)
08 /05 – Salvador (BA): UFBA
11/05 – Rio de Janeiro (RJ): UFRJ
12/05 – Rio de Janeiro (RJ): Universidade Castelo Branco (UCB)
15 /05 – São Paulo (SP): UNIP / USP

ATIVIDADES DA CARAVANA

Em cada uma das universidades, logo pela manhã, acontece um cortejo cultural, formado por atores e músicos, passando pelos corredores e convidando para o “Aulão Brasil+10”, uma grande aula referência, ministrada por personalidades brasileiras convidadas, sobre o tema Brasil+10. Depois, a mobilização estudantil estará voltada para as questões locais da universidade. A equipe da UNE fará reuniões com as entidades estudantis e representantes das instituições para debater as questões educacionais concretas enfrentadas em cada uma delas.
No final da tarde, o CUCA da UNE realizará uma reunião envolvendo estudantes e artistas locais. Também à tarde, acontecerá nas universidades privadas o Encontro do Prouni, que tem como objetivo analisar os resultados deste projeto executado pelo Ministério da Educação, levantando seus problemas e virtudes, sistematizando-os na busca de aprimoramentos através das opiniões dos jovens beneficiados.

UNE 75 ANOS

No próximo dia 11 de agosto, a UNE completa 75 anos de lutas e protagonismo nos principais episódios da vida do Brasil. Sendo, simultaneamente, o mais antigo e mais renovado movimento social do país, a entidade foi fundada em 1937, em meio à luta dos estudantes contra o nazi-fascismo no Brasil. O movimento estudantil marcou presença combatendo a ditadura do Estado Novo, na luta pelo desenvolvimento com a campanha “O Petróleo é Nosso” e nos turbulentos anos 60 e 70, quando a UNE e os estudantes foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura militar. Além disso, a UNE teve participação histórica em outros episódios como na campanha “Diretas Já”, na ação dos “cara-pintadas” durante a campanha “Fora Collor” e na resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcaram a era do presidente FHC.

HISTÓRICO DAS CARAVANAS DA UNE

Em 1962, pela primeira vez em sua história, a UNE pôs o pé na estrada com a realização da UNE-Volante, mobilizada na rede da legalidade, movimento vitorioso que garantiu a posse do presidente João Goulart. Em 1963, reforçando as conquistas dessa experiência, foi realizada a segunda edição da UNE-Volante, congregando jovens artistas e universitários em busca de conhecer e integrar o Brasil. No entanto, essas experiências foram interrompidas pela ditadura.
Em 2004, a UNE conseguir retomar os projetos das caravanas. Uma equipe de atores, produtores, documentaristas, artistas e estudantes embarcaram a bordo de um ônibus para mais um jornada, desta vez, chamada de Caravana UNE pelo Brasil, percorrendo 25 cidades brasileiras, sendo 18 capitais, passando por 31 instituições de ensino, nas cinco regiões do país. Ainda em 2004, foi realizada a Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno, o nome foi uma homenagem ao poeta e romancista criador do Teatro dos Estudantes. Já no segundo semestre de 2008, a UNE apostou na diversificação dos temas das caravanas em um projeto ousado, a Caravana Saúde, Educação e Cultura. Em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto passou pelos 26 estados, mais o Distrito Federal, a bordo de um ônibus.

SOBRE O CUCA DA UNE

O Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE (CUCA) é um projeto de continuidade das iniciativas culturais da entidade dentro das universidades brasileiras. Trata-se de uma rede com núcleos em 15 estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Amazonas, Piauí, Bahia, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco), que promove ações em diversas linguagens como audiovisual,artes plásticas, literatura, teatro e música.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA E AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS

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Da Redação

VÍDEO: CARAVANA UNE BRASIL 10 NA CAPITAL FEDERAL | UNE - União Nacional dos Estudantes

VÍDEO: CARAVANA UNE BRASIL 10 NA CAPITAL FEDERAL | UNE - União Nacional dos Estudantes
Confira a pílula de pouco mais de dois minutos produzida pela equipe de documentação da Caravana

No último 28 de março de 2012, data em que nasceu Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE desaparecido politico da ditadura militar, os estudantes brasileiros prestaram grandiosa homenagem a este herói: deram a largada a uma ousada iniciativa de circulação que vai atingir todo o território nacional.

A Caravana UNE Brasil+10 começou na capital federal e vai levar aos estudantes brasileiros de todas as regiões uma reflexão objetiva sobre o país que a juventude quer e sonha para os próximos 10 anos, quando celebraremos o bicentenário da nossa independência.

Neste vídeo, você poderá conferir um pouco do que aconteceu em Brasília. Lá no Planalto Central, a Caravana passou pela Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Católica (UCB).

Teve também show de Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, cortejo com a companhia Mamelungo sem Fronteiras, além de um Aulão Brasil+10 com representantes dos movimentos sociais e debate com o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do ProUni, professor Valnor Bolan. O Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, também esteve presente exibindo filmes e realizando um encontro com o tema “Cultura em rede – Conexões culturais no Brasil”.

Confira a pílula de pouco mais de dois minutos produzida pela equipe de documentação da Caravana:
Da Redação

HONESTINO GUIMARÃES GANHA HOMENAGEM NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes

HONESTINO GUIMARÃES GANHA HOMENAGEM NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes
UNE participou da homenagem do estudante, que comemoraria aniversário de 65 anos hoje
UNB viveu hoje um dia de homenagem: dia no qual Honestino Guimarães, estudante raptado por agentes das forças opressoras no Rio de Janeiro há 39 anos, e continua desaparecido, completaria 65 anos de vida. Honestino, que sempre se destacou como liderança estudantil na luta por melhorias, pela democratização da educação brasileira, e contra a ditadura militar, foi eleito presidente da UNE em 1969.
Hoje, o Comitê pela Memória, verdade e Justiça do DF organizou na universidade um ato em memória do estudante para cobrar da Comissão da Verdade a investigação sem punição dos arquivos da ditadura. O ato contou com presenças ilustres. Dona Maria da rosa, uma elegante senhora de 85 anos, e mãe de Honestino esteve presente, bem como Mateus Guimarães, sobrinho do estudante, membros do comitê, ex-companheiros de militância de Honestino e líderes de entidades estudantis estiveram presentes.
A diretora da UNE no DF, Patricia Matos, reafirmou a importância de que a Comissão da Verdade abra os arquivos e essa memória do país seja resgatada. “Precisamos resgatar o período da ditadura para que o Brasil possa entender sua própria história. Honestino foi presidente da UNE e toda a juventude brasileira precisa conhecer essa história para continuar nossa luta por um país mais democrático e igualitário”.
O ex-companheiro de militância e colega de Honestino, Wilon Wander Lopes esteve presente na homenagem e relembrou a importância do líder para a luta estudantil brasileira: “A democracia que temos hoje foi conquistada pela luta de pessoas como Honestino. Sua ação política merece o reconhecimento de todos, dentro e fora das universidades, por isso precisamos encarar com seriedade e luta pela memória e justiça do país”, disse.

O sobrinho de Honestino, Mateus, finalizou o ato homenagem reciitando um poema escrito pelo estudante em 1965, “Canção da Liberdade”, poema que reproduzimos aqui:

Canção da Liberdade

Mais uma vez venho cantar
A canção da liberdade
Mais uma vez venho cantar
Pois a fome, a desigualdade
E a ausência de liberdade
Tentam impedir o meu canto
E transformá-lo em pranto
Mas em minh´alma de alegria
de viver em rebeldia
Faz sagrado o meu cantar
E a canção da liberdade
Que nos há de libertar
E nos trará igualdade
MAIS UMA VEZ VENHO CANTAR

Camila Hungria, de Brasília / Foto Gisella Sá

CARAVANA DA UNE COMEÇA COM LUTA POR PARIDADE NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes

CARAVANA DA UNE COMEÇA COM LUTA POR PARIDADE NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes
No dia em que Honestino Guimarães comemoraria 65 anos, luta por universidade mais democrática continua
O primeiro dia Caravana UNE Brasil+10 começou com muita luta dos estudantes da UNB. Ao meio dia, um ato organizado pelo DCE, UNE, e outras entidades estudantis, reuniu 200 estudantes e membros da comunidade acadêmica para reivindicar a paridade nas eleições da universidade. O ato começou no coração do Minhocão, e foi acompanhado por um cortejo até o RU.
Atualmente, 70% dos votos das eleições da direção da universidade são dos professores, 15% dos estudantes e 15% dos servidores técnico-administrativos. As mobilizações da luta pela paridade, ou seja, pela não separação dos votos por segmentos da comunidade da UNB, começou hoje com o ato e terminará em 45 dias, quando será realizado um plebiscito na universidade para avaliar a questão.

“Entendemos que os três segmentos têm que ter a mesma força, afinal, todos são membros da comunidade acadêmica. Estamos em ano de eleição para reitoria e o regimento eleitoral será feito nos próximos 45 dias, por isso a importância de envolver toda a comunidade nesse debate e dessa mobilização de hoje”, explicou Jonatas Moreth, 3º vice-presidente da UNE e estudante da UNB.

Para Jonatas, a questão central do debate em relação à paridade diz respeito ao projeto da reitoria para as eleições. “Com eleições paritárias, garantimos que o projeto da reitoria tenha uma amplitude maior, com propostas mais democráticas e abrangentes.

A ampliação de recursos para políticas de assistência estudantil foi um dos pontos destacados como deficientes no atual projeto da reitoria. “A paridade nas eleições influencia diretamente. Precisamos ampliar mais os programas que auxiliem os alunos a manterem seus estudos”, opinou o estudante de filosofia Savoy Saboia.

A luta da paridade nos votos faz parte da luta pela construção de um espaço aberto e democrático de ensino, forma como a UNE pensa a universidade. “Hoje, Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE  assassinado pela ditadura, completaria 65 anos. Portanto, é uma honra iniciar a caravana aqui”, finalizou Jonatas.
Camila Hungria, de Brasília / Gisella de Sá

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com Presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes- Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira - Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira


Após declarações da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a uma rádio colombiana, o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, declarou que “na Colômbia não há presos políticos”.  


A polêmica surgiu após a também presidente do Cebrapaz denunciar a falta de comprometimento do governo de Juan Manuel Santos com a solução do conflito na Colômbia, diante da recusa da permissão para que ativistas visitassem os presos de guerra e políticos em prisões no país.



As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram recentemente - entre os
preparativos para as libertações - que veriam como um gesto positivo a autorização dessas visitas.

A pacifista sustenta que na Colômbia existem sim presos políticos porque há um "conflito político com mais de seis décadas" naquele país.

No entanto, Esguerra indicou que em seu país não há "ninguém privado de sua liberdade por suas convicções políticas ou religiosas".

Em entrevista concedida ao Vermelho nesta quinta-feira (5), Socorro foi taxativa sobre a atitude do governo: “é uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência” e ressaltou que “não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Para as Farc, é uma contradição que o governo negue a existência dos presos políticos para impedir a visita, quando autoridades penitenciárias reconhecem que há 15 mil prisioneiros políticos na Colômbia.

Como uma das integrantes do grupo Mulheres pela Paz, que participaria das visitas às prisões no país, Socorro sublinhou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina

Encontro Nacional da CTB reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília

Encontro Nacional da CTB reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília

Centenas de sindicalistas de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal comemoraram no último sábado (31), o sucesso que representou o 1º Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CTB. Para participar do evento, que se iniciou na sexta-feira (30), cetebistas do campo e da cidade não mediram esforços e se mobilizaram, vencendo a barreiras da discriminação existente dentro do movimento sindical.
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Doquinha saúda as participantes na abertura do Encontro
A mesa de abertura, coordenada por Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora, foi composta pelos também dirigentes cetebistas Márcia Machado - vice-presidente e Paulo Vinícius (PV) - secretário da Juventude Trabalhadora,  por Maria José, dirigente do Sinpro-DF e secretária de finanças da CTB-DF, Márcia Leporace representante da Secretária Espacial de Políticas para Mulheres (SPM), Isís Tavares, secretária de gênero da Confederação nacional da Educação (CNTE), Rosicléia dos Santos, secretária do Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Elza Campos, coordenadora nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM).

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Mesa sobre conjuntura alerta para os impactos da crise e da desindustrialização para as mulheres
O primeiro paínel, que apresentou um proveitoso debate sobre conjuntura, contou com a participação dos dirigentes da Central, Celina Arêas (secretária de formação) e Joílson Cardoso (secretário de Relações Intersindicais), que abordaram o preocupante cenário da desindustrialização e os impactos na vida de trabalhadores e trabalhadoras.
Ainda na parte da amanhã, as mulheres aproveitaram a ocasião para prestar uma homenagem à Dilce Abigail Pereira, primeira  secretária da mulher trabalhadora. A dirigente, que esteve na linha de frente de várias lutas das trabalhadoras da CTB, hoje ocupa o cargo de secretária de Turismo do Rio Grande do Sul.
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A pioneira da secretaria das Mulheres da CTB agradece à homenagem
No período da tarde, foi a vez das sindicalistas esclarecerem as dúvidas sobre os dois Projetos de Lei da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho, que tramitam no Congresso Nacional. José Roberto, assessor do Senador Inácio Arruda, fez um informe sobre o projeto do senado e Doquinha, falou sobre o andamento do PL na Câmara Federal. O assessor parlamentar revelou que o projeto do senado recebeu parecer favorável da senadora, Ana Amélia, relatora do PL na Comissão de Assuntos Sociais. Depois de aprovado o texto segue o para a Comissão de Direitos Humanos do Senado. Há meses as mulheres promovem uma campanha que visa pressionar os parlamentares para a importância da aprovação dos PLs.
Outro tema que mobiliza sindicalistas por todo Brasil  é a Reforma Política e o empoderamento feminino. O assunto orientou os debates da mesa, que teve como palestrantes Liêge Rocha (PCdoB) e Dora Pires (PSB). As militantes alertaram para a relevância da presença feminina nos espaços de poder e tomadas de decisões na busca pela igualdade de direitos, assim como a eleição de candidatas comprometidas com a luta das trabalhadoras.
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Liêge Rocha reafirma importância do empoderamento feminino
Ao final do primeiro dia, as cetebistas assistiram ao debate sobre o III Plano Nacional de Políticas para Mulheres, com Márcia Leporace - SPM e Olgamir Amâncio - secretária da Mulher do DF. A representante da SPM se colocou à disposição da Central no sentindo de unificar as forças em prol da efetivação das propostas contidas no documento aprovado na Conferência Nacional. Outra promessa feita por ela foi levar a reivindicação da CTB de compor do Conselho Nacional de Politicas para Mulheres à secretária da pasta. “Reivindicação mais do que justa”, apoiou a representante.
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Representante da SPM se comprometeu a unir forças com as cetebistas
O segundo dia de discussões foi aberto com uma palestra que “incendiou” a plenária, sobre a participação das mulheres e jovens dentro do movimento sindical, com os dirigentes da CTB, Paulo Vinícius e Doquinha, o presidente da Contag, Alberto Broch e Lucia Maia, da Construção Civil.

O debate, que a princípio era para ser feito com poucas intervenções, superou as expectativas, já que dezenas de mulheres se inscreveram para relatar as dificuldades enfrentadas dentro dos sindicatos em cada região.
“Queremos exigir que se cumpra a cota de gênero nas mesas de negociações. Por que não aparece nas fotos mulheres nas reuniões com a presidenta Dilma? Por que não nos dão espaço, não participamos”, questionou Doquinha ao completar que as mulheres precisam fazer esse enfrentamento dentro do movimento sindical. “Esse fato demonstra a necessidade do empoderamento das mulheres dentro do movimento sindical. Não queremos cargos secundários, mas sim cargos principais. Dirigir as lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras!”.
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Como resoluções do evento da discussão, ficou acertada a proposta de defesa da organização de mais cursos de formação específica para as mulheres, já que nos demais cursos oferecidos a participação das mulheres é pequena e a organização de encontros nacionais anuais, que atualmente são realizados de quatro em quatro anos.
A situação das mulheres no mercado de trabalho e nas negociações coletivas foi o tema da última mesa. Com palestra da técnica do Dieese Lilian Arruda, as mulheres receberam orientações acerca de seus direitos e importância de ocupar espaços nos sindicatos para ampliar as propostas de gênero nos acordos coletivos.
Ao final do encontro as mulheres construíram e aprovaram um plano de ação que incluí bandeiras que devem continuar a balizar as ações da central, como a defesa por creches, redução da jornada, aprovação o PL da igualdade no mundo do trabalho, efetiva aplicação da lei Maria da Penha, ampliação da licença maternidade para 180 dias, Reforma Agrária, luta pelas delegacias da mulher, unicidade, dentre outras. O documento será submetido à aprovação da direção plena da CTB Nacional.
“O objetivo de estimular as mulheres a disputarem os espaços de poder foi alcançado. Fechamos com chave-de-ouro, pois a disposição das mulheres (rurais e urbanas) nos impressionou sobremaneira. Agora o próximo passo é tentar efetivar as propostas contidas no documento oriundo do encontro, a partir das ações mais urgentes, como apoiar todas as candidaturas das mulheres nos estado durante o processo eleitoral municipal”, concluiu a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ao encerrar o encontro.
Portal CTB

Grito de alerta pela produção e o emprego reúne 90 mil em SP - Fala de WagnerGomes (CTB)

A cidade de São Paulo assistiu nesta quarta-feira (4) a uma manifestação histórica. Mais de 90 mil trabalhadores acompanharam o chamado Grito de Alerta, ato convocado pelas centrais sindicais e por parte do empresariado nacional, em um protesto realizado em frente à Assembleia Legislativa, contra o processo de desindustrialização vivido no país.


Wagner Gomes cobra Dilma: é preciso enfrentar os rentistas

Ao longo de três horas, representantes de dezenas de entidades deram um recado claro à sociedade: a crise que assola a indústria nacional é grava e o governo não tem agido com a firmeza necessária para enfrentar essa questão.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato desta quarta-feira coroou o pacto celebrado entre as centrais sindicais e o setor produtivo do país, enviando um recado claro para a presidenta Dilma Rousseff: “Um país sem indústria forte está condenado a ser um país pequeno”, disse.

O dirigente da CTB também reafirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal um dia antes, em Brasília, são insuficientes para enfrentar o atual cenário. Para ele, a indústria nacional só conseguirá retomar a força de décadas passadas quando o país alterar sua política macroeconômica. “Presidenta Dilma, é preciso abaixar os juros e mexer no câmbio, sob o risco de nos tornarmos uma nação que vive apenas de exportação de soja e café”, cobrou. “Uma indústria forte é fundamental para o emprego e a valorização do trabalho. Mas esta batalha não termina hoje. Ela só acabará quando o governo tiver coragem de dizer aos bancos: ‘vocês já ganharam muito e agora precisam produzir para ajudar o Brasil’”, afirmou.

Centrais, empresários e estudantes unidos

As medidas anunciadas nesta terça-feira pelo governo federal, no sentido de tentar frear a desindustrialização, foram tema recorrente ao longo do ato. “Vamos continuar cobrando mudanças”, disse Arthur Henrique, presidente da CUT. “Queremos participar da construção do nosso país”, destacou Ricardo Patah, presidente da UGT, adiantando que certamente o Grito de Alerta terá desdobramento. “A proposta do governo é muito pequeno. Temos que continuar na luta”, sustentou Ubiraci Dantas, presidente da CGTB.
Multidão acompanhou as manifestações em defesa da indústria nacional

A união com o empresariado também foi um tema recorrente nas falas dos sindicalistas. “Estamos todos no mesmo barco, em defesa da economia do nosso país”, afirmou José Calixto, presidente da NCST. “Esta unidade não nos envergonha, pois estamos ao lado dos empresários que defendem o Brasil”, destacou Paulo Pereira da Silva, presidente da FS.

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu, trouxe o ponto de vista dos estudantes para o ato. “Estamos aqui para defender e ressaltar a importância de um projeto nacional de desenvolvimento para o país, para que sua juventude e toda sua população tenham melhores condições de vida. O Brasil não pode se tornar a sexta economia mundial com apenas 15% de seu PIB ligado à indústria”, protestou.

Presidente da UNE trouxe o apoio dos estudantes ao ato dos empresários e das centrais

Os empresários, por sua vez, fizeram questão de ressaltar a mobilização dos trabalhadores presentes ao ato, destacando a necessidade de unir os dois setores neste momento de crise da indústria. “Este é um dia histórico. Não tem sentido o Brasil exportar metade de seu algodão, justamente no ano de sua maior colheita, para depois importar 50% de seus produtos têxteis”, pontuou Alfredo Bonduki, presidente do Sindtêxtil de São Paulo. “Essa situação é inadmissível. Precisamos de condições mais justas para concorrer com os produtos de outros países”, destacou Aguinaldo Diniz, presidente da Abit, lembrando que a indústria têxtil é a segunda maior geradora de empregos do país.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou que o ato é um movimento da sociedade do século 21, organizado e com a participação de cidadãos que buscam soluções para um problema concreto do país. “As medidas anunciadas ontem pelo governo foram boas, mas ela está combatendo os efeitos da desindustrialização, não sua causa. E a principal causa é a falta de competitividade do Brasil. Temos que combater essa causa”, afirmou.
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Skaf defende a união entre empresários e trabalhadores

Próximos atos


Após os atos realizados em São Paulo e Porto Alegre, agora o Grito de Alerta percorrerá outras cidades brasileiras. Durante as próximas semanas, estão previstas manifestações para Belo Horizonte (12 de abril), Manaus (13 de abril) Salvador (a definir), Recife (a definir) e Brasília (10 de maio). Além disso, as comemorações do 1º de Maio Unificado deste ano terão como mote principal a questão da desindustrialização.

Fernando Damasceno – Portal CTB
Fotos: CTB e Joca Duarte

Onde estão os nossos mortos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia?

domingo, 1 de abril de 2012

PCdoB decide manter candidaturas a prefeitos em nove capitais - Portal Vermelho

PCdoB decide manter candidaturas a prefeitos em nove capitais - Portal Vermelho


A direção nacional do Partido Comunista do Brasil, reunida em São Paulo, decidiu neste domingo (1º), manter e reforçar as pré-candidaturas do Partido em nove capitais de estados para o pleito municipal de outubro próximo.


O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, afirmou que o partido está vivendo um importante momento de acumulação eleitoral, com o aparecimento de novas lideranças políticas capazes de arregimentar apoios, concertar alianças, obter expressivas votações e vencer as eleições. Os comunistas veem possibilidade de êxitos em vários municípios.

Rabelo destacou a candidatura de Manuela D´Ávila, que aparece nas sondagens em empate técnico com o atual prefeito , José Fortunati. A deputada federal comunista já conta com o apoio do PSB e outras adesões estão por ser anunciadas nas próximas semanas, destacadamente o PP, da senadora Ana Amélia. Com a consciência de que será uma batalha renhida, o presidente do PCdoB assinalou que Porto Alegre é uma das capitais em que os comunistas podem vencer.

Em São Paulo, o vereador Netinho de Paula desponta com uma candidatura forte, com possibilidades de obter enorme votação, sobretudo nas periferias. O vereador, que foi candidato a senador em 2010, quando obteve mais de sete milhões de votos, é uma liderança popular prestigiada com grandes possibilidades eleitorais. A manutenção da sua candidatura projeta a legenda comunista não apenas no quadro paulistano, mas na luta política nacional, tem o valor simbólico de apresentar o PCdoB como protagonista político de peso.

Na Bahia e em Santa Catarina, despontam duas lideranças femininas do PCdoB – a deputada federal Alice Portugal (BA) e a legisladora estadual Ângela Albino (SC), ambas em condições de galvanizar o eleitorado das respectivas capitais, Salvador e Florianópolis. No estado da Bahia e em sua capital atua uma numerosa militância comunista. Trata-se de uma das seções estaduais mais estruturadas do PCdoB no país. O Partido conta na Bahia com ampla influência de massas, traduzida em força política e organizativa nos movimentos sociais. Em tal quadro, a direção do PCdoB considera que é imprescindível, para o partido continuar crescendo, manter a candidatura de Alice e fazer uma aguerrida campanha eleitoral. Em Florianópolis, Ângela Albino é uma das mais importantes lideranças emergentes e já conta com o apoio do PT local.

Goiânia, com Isaura Lemos; Aracaju, onde foi lançado Jefferson Dantas; Macapá, com o deputado federal Evandro Milhomen e Teresina, onde desponta o nome do deputado federal Osmar Jr., são capitais em que o PCdoB terá candidatos próprios no pleito municipal, em aliança com outros partidos.

Uma das principais lideranças nacionais do PCdoB, o senador Inácio Arruda, é pré-candidato em Fortaleza. Desponta como um dos líderes nas pesquisas eleitorais e está empenhado em articulações políticas para ser o candidato de uma frente que reúna as principais forças da capital cearense.

O PCdoB reúne possibilidades também em cidades médias, nomeadamente em Olinda (PE), onde conquistará o quarto mandato consecutivo, com Renildo Calheiros, candidato à reeleição. Contagem (MG), Jundiaí (SP), Nova Iguaçu (RJ), Campina Grande (PB), Foz do Iguaçu (PR) e Caxias (RS), entre outras, são cidades em que o PCdoB também terá candidaturas próprias e reúne chance de alcançar bons desempenhos nas urnas.

Da redação do Vermelho

Resolução da 10ª Reunião da Direção Executiva da CTB

Resolução da 10ª Reunião da Direção Executiva da CTB

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em sua décima reunião executiva, realizada nos dias 23 e 24 de março de 2012, no Rio de Janeiro, ao analisar a conjuntura mundial e nacional, considerou que:

O quadro internacional continua fortemente influenciado pela crise do sistema capitalista e da ordem econômica mundial hegemonizada pelos Estados Unidos, que afeta todo o mundo, embora se manifeste de forma desigual nos diferentes países. A classe trabalhadora é a principal vítima deste cenário, com o aumento do desemprego, redução de salários, aposentadorias e direitos, bem como o desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social na Europa, onde o movimento sindical reage promovendo grandes manifestações e greves gerais. O tsunami monetário e a guerra de rapina pelo petróleo no Oriente Médio são recursos usados pelos Estados Unidos e União Europeia para reverter o declínio de suas economias.

O Brasil sofre os efeitos da crise, com a forte desaceleração do ritmo de crescimento da produção e do emprego e a desindustrialização da economia. Os problemas também decorrem, em larga medida, da manutenção de uma política econômica conservadora e de um modelo que privilegia a exportação de produtos primários, o agronegócio e os interesses do capital financeiro.

Diante deste quadro desfavorável, a CTB considera intempestiva a iniciativa da CUT no que tange ao debate sobre o fim da contribuição sindical. Essa central, ao invés de reforçar a unidade tão necessária, presta um desserviço aos trabalhadores e trabalhadoras quando busca dividir o movimento sindical. Neste sentido, conclamamos a CUT a cerrar fileiras com as demais centrais sindicais para a recomposição da unidade.

Para fazer frente a esta conjuntura, a CTB considera fundamental intensificar a luta por mudanças na política econômica. Neste sentido, é preciso priorizar, fortalecer e ampliar o movimento “Grito de Alerta”, lançado pelo movimento sindical em aliança pontual com empresários do setor produtivo em defesa da indústria nacional, do emprego e dos salários. O desenvolvimento da indústria é essencial aos interesses da nação e do povo brasileiro.

Ao mesmo tempo, é indispensável preservar a independência de classe e resgatar a agenda construída unitariamente pela 2ª Conclat, orientada pela luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho e Soberania, e contemplando, entre outras, as seguintes bandeiras:

• Redução substancial da taxa básica de juros e do spread bancário; controle do câmbio e do fluxo de capitais; taxação e restrição das remessas de lucros para o exterior; fim do superávit primário e sua destinação para ampliação dos investimentos públicos;

• Redução da jornada de trabalho sem redução de salários; fim do fator previdenciário; valorização permanente do salário mínimo; proibição da demissão imotivada; regulamentação da terceirização conforme antiprojeto das centrais; direito de organização e negociação dos trabalhadores e trabalhadoras no serviço publico;

• Reformas estruturais: agrária, urbana, política, tributária, educacional e da mídia;

• Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Solidário e Sustentável, com ênfase na reforma agrária e no fortalecimento e valorização da agricultura familiar.

A CTB torna público seu repúdio às guerras movidas pelas potências imperialistas, ao tempo em que declara sua solidariedade com os trabalhadores europeus na luta contra o neoliberalismo. Exige o fim do perverso bloqueio econômico a Cuba; a busca por uma solução pacífica para o conflito na Colômbia, expressa pela Marcha Patriótica; o reconhecimento imediato do Estado Palestino e da República Democrática do Saharaui Ocidental. 

Resolução sobre Unicidade Sindical

Em complemento à Resolução Política da 10ª reunião, a Executiva Nacional da CTB aprova a seguinte resolução:

Em conformidade com a deliberação do seu Conselho Nacional a CTB iniciou, no mês de março, uma campanha publicitária nacional em defesa do artigo 8º da Constituição, em particular dos incisos que garantem a unicidade sindical e a contribuição sindical;

A realização dessa campanha contou, em sua fase inicial, com a inserção de anúncios em jornais nacionais de grande circulação, outdoors e busdoors, sites progressistas e em redes sociais, impressão de camisetas, folders, canetas, praguinhas e a elaboração de matérias e artigos alusivos ao tema;

Uma avaliação preliminar da campanha publicitária mostra a justeza e oportunidade política de sua realização e a eficácia no cumprimento dos objetivos a que se propôs. Ocorre que forças políticas contrárias à manutenção do artigo 8º, prestando um desserviço aos trabalhadores e trabalhadoras, devem dar continuidade aos atos pela revogação desse dispositivo constitucional, o que exige a continuidade e ampliação do movimento;

Em função disso, e levando-se em consideração as dificuldades de tal movimento em um país de dimensões continentais como o Brasil, a campanha em defesa da unicidade e da contribuição sindical, para ser sustentável e ter capilaridade, requer a participação ativa das seções estaduais da CTB, das entidades sindicais filiadas e do conjunto dos sindicalistas da Central;

Pelas razões expostas, a Executiva Nacional da CTB propõe as seguintes iniciativas:

a) Reprodução, em cada estado, dos materiais publicitários dando ampliação da presente campanha;

b) Realização de atos públicos, debates nos sindicatos, Câmaras de Vereadores e outras entidades populares, divulgação de artigos opinativos e matérias nos jornais das entidades sindicais, bem como, dentro das possibilidades, a utilização de outdoors, busdoors, inserção em emissoras de rádios e jornais regionais no maior número de municípios;

c) Orientar todas as entidades filiadas a utilizar o selo da campanha em seus materiais impressos, jornais, correspondências, bem como em suas páginas na internet;

d) Para além da campanha publicitária própria da CTB, algumas ações podem ser realizadas com outras centrais e fóruns sindicais que compartilhem das mesmas posições nessa matéria;

e) Realizar visitas a todos os sindicatos para adesão ao Manifesto e constituição de um Movimento em Defesa da Unicidade.


Rio de Janeiro, 24 de março de 2012.
Executiva Nacional da CTB

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