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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com Presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes- Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira - Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira


Após declarações da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a uma rádio colombiana, o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, declarou que “na Colômbia não há presos políticos”.  


A polêmica surgiu após a também presidente do Cebrapaz denunciar a falta de comprometimento do governo de Juan Manuel Santos com a solução do conflito na Colômbia, diante da recusa da permissão para que ativistas visitassem os presos de guerra e políticos em prisões no país.



As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram recentemente - entre os
preparativos para as libertações - que veriam como um gesto positivo a autorização dessas visitas.

A pacifista sustenta que na Colômbia existem sim presos políticos porque há um "conflito político com mais de seis décadas" naquele país.

No entanto, Esguerra indicou que em seu país não há "ninguém privado de sua liberdade por suas convicções políticas ou religiosas".

Em entrevista concedida ao Vermelho nesta quinta-feira (5), Socorro foi taxativa sobre a atitude do governo: “é uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência” e ressaltou que “não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Para as Farc, é uma contradição que o governo negue a existência dos presos políticos para impedir a visita, quando autoridades penitenciárias reconhecem que há 15 mil prisioneiros políticos na Colômbia.

Como uma das integrantes do grupo Mulheres pela Paz, que participaria das visitas às prisões no país, Socorro sublinhou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vermelho: Entrevista de Socorro Gomes, do Conselho Mundial da Paz,em seu retorno da Palestina ocupada

Socorro Gomes: "É uma obrigação aprovar o Estado palestino" - Portal Vermelho


Em terras brasileiras, após liderar uma missão do Conselho Mundial da Paz (CMP), na Palestina, Socorro Gomes, presidente do CMP e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), falou com exclusividade ao Vermelho sobre a experiência de estar em território palestino e de acompanhar, de lá, a repercussão da abertura da 66º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).




Vermelho: O objetivo da missão na palestina foi atingido?Socorro Gomes: Sim. Entre as 12 organizações que formaram a missão, havia duas entidades internacionais, o Conselho Mundial da Paz (CMP) e a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD), liderada por Tiago Vieira, que foram até lá com objetivo de intensificar a campanha pela paz no Oriente Médio. Fomos levar a solidariedade do Conselho Mundial da Paz (CMP) ao povo palestino, à sua luta pela desocupação de seu território, e demonstrar a indignação com a política criminosa de Israel. Além disso, apoiamos seu pleito como Estado soberano na Organização das Nações Unidas [ONU].

Vermelho: E a população está otimista com relação à criação do estado Palestino?
SG: Estão todos extremamente otimistas e de acordo com a estratégia da OLP [do pedido de reconhecimento pela ONU]. Para se ter ideia, 80% dos palestinos apóiam o pedido de reconhecimento do Estado palestino. Em Israel, segundo dados passados por parlamentares, 64% aceitam o Estado palestino.

Vermelho: E na sua avaliação, quais as chances que a Palestina tem de ser reconhecida como um estado soberano?
SG: Tudo indica que a grande maioria das Nações Unidas apóia a criação do Estado palestino. Isso porque há uma questão primordial que está em jogo, que é a premissa de estar de acordo com o direito internacional. A OLP está seguindo as determinações feitas pela própria ONU, em 1947,de partilhar o território a partir da criação de dois Estados: o de Israel e o da Palestina. Por isso, é essencial que as Nações Unidas assumam suas responsabilidades, é uma obrigação aprovar a criação do Estado palestino.

No entanto, os Estados Unidos (EUA) já disse que vai interceder pela não criação do Estado palestino, argumentando que os palestinos têm que se entender com os israelenses. Ora, é isso que vem sendo tentado há 20 anos e não há avanços justamente pela postura militarista de Israel, que insiste em usar a força bruta para continuar saqueando os palestinos e, assim, mantendo esse crime contra a humanidade, visando a dominação da região que é rica em água e petróleo. São interesses comerciais e estratégicos que estão se sobrepondo aos interesses humanitários.

Vermelho: Quais os compromissos e encontros marcaram a viagem?
SG: Fomos recebidos pelas principais organizações e grupos representativos como a Autoridade Nacional da Palestina (ANP), a Organização Pela Libertação da Palestina (OLP), a Frente Democrática pela Libertação da Palestina e a Frente Popular pela Libertação da Palestina, o Conselho Legislativo do parlamento palestino, o Partido Popular da Palestina ( PPP) , além de movimentos sociais israelenses e membros do parlamento de Israel e do Partido Comunista de Israel, com quatro membros no parlamento. O partido é composto por israelenses e árabes que atuam juntos contra a ocupação criminosa do território da Palestina.

Vermelho: Com relação aos efeitos diretos dos conflitos na Palestina, o que mais impressionou a delegação durante a visita?
SG: Alguns relatos dão conta de que atualmente 5.800 pessoas estão presas, sendo 250 menores de 18 anos,34 mulheres, 21 membros do Conselho Legislativo(parlamento). O próprio presidente do parlamento se encontra numa solitária há dois anos, com outros cem prisioneiros. O muro erguido em torno dos reservatórios de água e do petróleo, descoberto recentemente, já tem 820 quilômetros de extensão. Centenas de árvores foram queimadas e cinco aldeias atacadas em represália à presença da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na ONU. Além disso, o muro divide famílias, trabalhadores de seus locais de trabalho. Soubemos que há a intenção de expulsar mais de 30 mil árabes palestinos, sendo mais de 27 mil só na Cijordânia.

Vermelho: E como foi entrar na Palestina? Ainda é muito difícil entrar por conta da segurança israelense?
SG: No aeroporto fomos totalmente revistados, no checkpoint [postos israelenses de controle militarizados] também fomos obrigados a esperar por um longo tempo e novamente revistados. Na volta , a delegação também ficou uma hora numa barreira militar e outro tempo no aeroporto israelense, correndo o risco de perder o vôo. É uma situação que se assemelha muito ao aparteid da África do Sul. É um estado militarizado completamente. Inclusive, tem retirado recursos de suas áreas sociais para injetar na militarização, com treinamento militar feito com colonos israelenses. Trata-se de uma política que está a serviço dos EUA, que tem se colocado como inimigos da paz para manter hegemonia militar no mundo.

Vermelho: Quais os próximos passos?
SG: Vamos dar continuidade à campanha, exigindo que os países se posicionem oficialmente contra a política armamentista de Israel , que é o terceiro maior exportador de armas. É preciso tomar medidas para sinalizar claramente que o mundo quer a paz. O CMP enviou uma carta aberta a Assembleia Geral da ONU. Um novo documento será redigido nos próximos dias, em conjunto com a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD).


Deborah Moreira, da redação do Vermelho

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Socorro Gomes, Presidenta do Conselho Mundial da Paz, visita a Palestina

“Estar aqui neste momento é uma honra”, diz Socorro Gomes - Portal Vermelho


Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), liderada pela presidente da entidade, a brasileira Socorro Gomes, está em missão na Palestina. Doze organizações de 10 países integram o grupo. Para o CMP, trata-se de um momento histórico e único, diante dos fatos e do que está em jogo.



A presidente do CMP, Socorro Gomes, reunida com lideranças locais / crédito: divulgação CMP
Amanhã (21), começará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defenderá a criação do Estado palestino, com base nas fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967.

“Estar aqui neste momento histórico é uma honra. Poder acompanhar os fatos em terras palestinas neste setembro de 2011 é de grande importância”, reforçou a presidente do CMP.

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Para ela, a presença no território que é alvo de disputa representa o compromisso político da entidade mundial com a luta do povo palestino. Durante a visita, ela enfatizou que a decisão de levar o reconhecimento do Estado da Palestina à Assembleia das Nações Unidas possui amplo apoio entre as nações do mundo, o que demonstra o isolamento de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.

“A comunidade internacional tem a responsabilidade, política e moral, de dar respaldo à demanda do povo palestino para pôr fim ao genocídio e às ocupações”, completou Socorro.
A delegação presente é composta por representantes da Bélgica, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Índia, Israel, Panamá, Portugal e Turquia, além do Brasil – presentes em três continentes. Em seu primeiro dia de atividades (ontem), a delegação se concentrou em Ramallah, centro político palestino, e se encontrou com diversos líderes locais como Bassan Salhi, secretário geral do Partido do Povo da Palestina; Hassan Hatib, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina; e representantes do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).


Encontro do CMP com lideranças na Palestina / crédito: divulgação CMP

Durante os encontros, ficou claro que é unânime entre todas as organizações presentes o fato de que, após 20 anos de negociações realizadas com a presença dos EUA, é chegado o momento de estabelecer nova estratégia, envolver novos atores na negociação para internacionalizar efetivamente o processo.

“É necessário parar imediatamente a ocupação do território e avançar a constituição do Estado da Palestina”, declarou Bassan Salhi.

Já a OLP enfatizou a necessidade de avançar na constituição das instituições e da própria infraestrutura do território. Para a organização, avançar nesse sentido colocará a luta em outro patamar.


Delegação do CMP em Ramallah / crédito: divulgação CMP

Ramallah “enfeitada”

Segundo relatos de integrantes da delegação, Ramallah está com suas “esquinas todas enfeitadas com bandeiras e cartazes com motivo da votação na ONU”. O grupo também participou de uma atividade cultural, onde foram apresentadas danças folclóricas e músicas típicas da Palestina.

Hoje, mais de 200 crianças visitarão a representação da Organização das Nações Unidas em Ramallah para entregar cartas que serão enviadas ao secretário-geral da ONU, pedindo que o órgão internacional considere o pedido de criação do Estado.

O momento mais esperado, entretanto, é o discurso do presidente da ANP na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sexta-feira (23). Diversas pessoas acompanharão reunidas em grupos.



Torcida

Para reforçar o apoio do Brasil à causa palestina, Rubens Diniz, em nome do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entregou ao representante da ANP uma camiseta da seleção brasileira de futebol para ser entregue ao presidente Abbas, afirmando que “a torcida brasileira está com a Palestina”.


Rubens Diniz, do Cebrapaz, entrega camiseta da seleção brasileira para a ANP / crédito: divulgação CMP

“Há amplo apoio de todas as camadas da sociedade brasileira em defesa da constituição do Estado da Palestina, inclusive, há o apoio da presidente Dilma Rousseff, que abrirá a assembleia da ONU defendendo o Estado da Palestina Já”, afirmou Diniz.

Da Redação, com informações da delegação do CMP

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