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domingo, 8 de abril de 2012

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país - Portal CTB

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país

Mudança na política econômica. Essa foi a tônica dos discursos de sindicalistas e empresários no grande ato do movimento "Grito de Alerta em defesa da produção e do emprego", realizado em São Paulo com a participação de 90 mil pessoas.
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Realizada em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), a manifestação compõe um calendário nacional de atividades que ainda passa por Manaus, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Brasília, que fecha o ciclo.
“A construção desse movimento é importante para a nação como um todo, pois o que está representado aqui é o setor produtivo unido por um novo projeto de desenvolvimento para o país que reduza a taxa de juros e controle o câmbio para termos uma indústria forte com empregos valorizados”, destacou o dirigente da CTB e deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS).

Unidade em prol de avanços para o país
O movimento Grito de Alerta contra a desindustrialização, promovido pelas centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos, desta vez traz uma novidade: a adesão massiva do setor produtivo, preocupado com a falta de investimento na indústria nacional e a falta de competitividade, consequência da concorrência desleal com o mercado externo.
“É uma união histórica, entre trabalhadores, sindicalistas e empresários pelo mesmo ideal: o crescimento do país. Quando os políticos constatarem que estamos juntos por uma única causa, tenho certeza de que nosso grito de alerta será ouvido. Temos que estar juntos, sim, em favor dessa proposta para um país mais justo”, afirmou Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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Para presidente da Abimaq união é histórica
Opinião compartilhada pelo vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana. "Este é um ato que representa um marco, algo que por sua amplitude e por seus objetivos deve provocar grande impacto. O projeto nacional de desenvolvimento pelo qual lutamos precisa de uma política industrial afirmativa, com juros menores e mudanças na política macroeconômica".
Sobre as diferenças de opiniões, Salaciel Vilela, secretário-geral adjunto da CTB, lembra que é importante saber deixá-las de lado em prol de um bem comum. “Divergências nós temos, mas neste momento as colocamos de lado para construirmos uma unidade que tem como objetivo pontual avançar na construção de um projeto de desenvolvimento, que passe por melhores condições de trabalho e salários mais justos”.
Concorrência desleal
Empresários e sindicalistas estão preocupados com os números apresentados pela indústria nacional, que tem sofrido com a concorrência desleal dos produtos importados. “Esse ato serve para alertar à população que compra esses produtos e não pensa de onde vem. Estamos num processo de desindustrialização e o resultado será o fechamento dos postos de trabalho. Daí a importância dessa manifestação”, alertou Fausto Augusto Junior, assessor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Para o técnico do Dieese, as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff na última terça-feira (03) estão no caminho certo. No entanto, de acordo com ele, ainda existem diversos pontos que precisam ser alterados, como baixar a taxa de juros e facilitar o acesso dos micro empresários aos benefícios. “As grandes empresas conseguem ter acesso a essas medidas. Mas o desafio está em fazer as pequenas também terem acesso. Isso é muito mais complexo. Daí o governo vai precisar trabalhar mais isso”.
O pacote econômico anunciado incluiu entre outras medidas a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%.

No entanto, para os sindicalistas, apesar de positivas, as medidas são insuficientes, pois o cenário demanda iniciativas mais rigorosas. “Estamos no caminho certo, mas ainda falta muito. Essas são medidas paliativas, que não resolvem o problema que estamos enfrentando. É preciso mais”, destacou Onofre Gonçalves, presidente da CTB São Paulo.
Para Marcelino Rocha, presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos do Brasil (Fitmetal) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim-MG, o Brasil acordou na hora certa. “Todos os países estão tomando medidas de proteção ao setor industrial. O Brasil acordou no momento adequado porque não é possível que a indústria brasileira tenha uma participação de quase metade do que já teve no governo Juscelino Kubitschek”.
Mobilização Brasil afora

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Marcelo Toledo afirma que trabalhadores não podem ser prejudicados
“Trabalhadores do mundo inteiro estão unidos contra uma crise que foi desencadeada pelo capitalismo. Temos que combater esse cenário e seus prejuízos. E vamos continuar defendendo a classe operária bem como o emprego decente e combatendo a precariedade que vitima milhões de trabalhadores em razão das péssimas condições de trabalho a que são submetidos. Esse ato demonstra a unidade política da classe trabalhadora”, afirmou Marcelo Toledo, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.
Unidade também demonstrada em atos semelhantes realizados em Porto Alegre e Florianópolis. É o que revela o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, que veio a São Paulo só para prestigiar o evento. “Construímos uma unidade em defesa do novo modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país. Porto Alegre abriu o calendário do movimento, seguido por Florianópolis e agora em São Paulo. E deverá se espalhar por todo Brasil. Esse é o objetivo, criar um sentimento cívico de todos os setores da sociedade em defesa desse novo país que queremos construir juntos", informou Vidor.
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Para Guimar Vidor ato cria um sentimento cívico na população
Para Moysés Leme, presidente da CTB-DF, a unidade demonstrada em todos os atos representa uma vitória para CTB fomentadora de toda essa união. “Devido a seu princípio de unidade, a CTB foi peça fundamental na organização desse ato contra a desindustrialização, emprego e renda para o país. Nós temos que nos aproximar em volta das propostas que são de interesse do país. E a CTB tem cumprido esse papel com sucesso no nosso país. Demonstrando a que veio. Hoje ela é a liga da grande massa da classe trabalhadora”, destacou Leme, que revelou que correm a todo vapor as reuniões preparatórias para o grande ato nacional que acontece em Brasília.
Trabalhadores, sindicalistas e empresários agora se preparam para cumprir o calendário e engrossar os atos que acontecem em Belo Horizonte, Manaus, Ceará, Bahia e Brasília.
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"Unidade é demonstrada Brasil afora", observa Doquinha
"Somos todos vitoriosos por todo esse movimento desencadeado Brasil afora, que demonstra esta unidade. Neste ano, mostramos mais uma vez que nós, trabalhadores e trabalhadoras, somos capazes de nos unir por bandeiras que não dizem respeito apenas a nós, mas sim a todo o país", comemorou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.
Cinthia Ribas - Portal CTB (fotos: CTB e Joca Duarte)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Grito de alerta pela produção e o emprego reúne 90 mil em SP - Fala de WagnerGomes (CTB)

A cidade de São Paulo assistiu nesta quarta-feira (4) a uma manifestação histórica. Mais de 90 mil trabalhadores acompanharam o chamado Grito de Alerta, ato convocado pelas centrais sindicais e por parte do empresariado nacional, em um protesto realizado em frente à Assembleia Legislativa, contra o processo de desindustrialização vivido no país.


Wagner Gomes cobra Dilma: é preciso enfrentar os rentistas

Ao longo de três horas, representantes de dezenas de entidades deram um recado claro à sociedade: a crise que assola a indústria nacional é grava e o governo não tem agido com a firmeza necessária para enfrentar essa questão.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato desta quarta-feira coroou o pacto celebrado entre as centrais sindicais e o setor produtivo do país, enviando um recado claro para a presidenta Dilma Rousseff: “Um país sem indústria forte está condenado a ser um país pequeno”, disse.

O dirigente da CTB também reafirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal um dia antes, em Brasília, são insuficientes para enfrentar o atual cenário. Para ele, a indústria nacional só conseguirá retomar a força de décadas passadas quando o país alterar sua política macroeconômica. “Presidenta Dilma, é preciso abaixar os juros e mexer no câmbio, sob o risco de nos tornarmos uma nação que vive apenas de exportação de soja e café”, cobrou. “Uma indústria forte é fundamental para o emprego e a valorização do trabalho. Mas esta batalha não termina hoje. Ela só acabará quando o governo tiver coragem de dizer aos bancos: ‘vocês já ganharam muito e agora precisam produzir para ajudar o Brasil’”, afirmou.

Centrais, empresários e estudantes unidos

As medidas anunciadas nesta terça-feira pelo governo federal, no sentido de tentar frear a desindustrialização, foram tema recorrente ao longo do ato. “Vamos continuar cobrando mudanças”, disse Arthur Henrique, presidente da CUT. “Queremos participar da construção do nosso país”, destacou Ricardo Patah, presidente da UGT, adiantando que certamente o Grito de Alerta terá desdobramento. “A proposta do governo é muito pequeno. Temos que continuar na luta”, sustentou Ubiraci Dantas, presidente da CGTB.
Multidão acompanhou as manifestações em defesa da indústria nacional

A união com o empresariado também foi um tema recorrente nas falas dos sindicalistas. “Estamos todos no mesmo barco, em defesa da economia do nosso país”, afirmou José Calixto, presidente da NCST. “Esta unidade não nos envergonha, pois estamos ao lado dos empresários que defendem o Brasil”, destacou Paulo Pereira da Silva, presidente da FS.

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu, trouxe o ponto de vista dos estudantes para o ato. “Estamos aqui para defender e ressaltar a importância de um projeto nacional de desenvolvimento para o país, para que sua juventude e toda sua população tenham melhores condições de vida. O Brasil não pode se tornar a sexta economia mundial com apenas 15% de seu PIB ligado à indústria”, protestou.

Presidente da UNE trouxe o apoio dos estudantes ao ato dos empresários e das centrais

Os empresários, por sua vez, fizeram questão de ressaltar a mobilização dos trabalhadores presentes ao ato, destacando a necessidade de unir os dois setores neste momento de crise da indústria. “Este é um dia histórico. Não tem sentido o Brasil exportar metade de seu algodão, justamente no ano de sua maior colheita, para depois importar 50% de seus produtos têxteis”, pontuou Alfredo Bonduki, presidente do Sindtêxtil de São Paulo. “Essa situação é inadmissível. Precisamos de condições mais justas para concorrer com os produtos de outros países”, destacou Aguinaldo Diniz, presidente da Abit, lembrando que a indústria têxtil é a segunda maior geradora de empregos do país.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou que o ato é um movimento da sociedade do século 21, organizado e com a participação de cidadãos que buscam soluções para um problema concreto do país. “As medidas anunciadas ontem pelo governo foram boas, mas ela está combatendo os efeitos da desindustrialização, não sua causa. E a principal causa é a falta de competitividade do Brasil. Temos que combater essa causa”, afirmou.
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Skaf defende a união entre empresários e trabalhadores

Próximos atos


Após os atos realizados em São Paulo e Porto Alegre, agora o Grito de Alerta percorrerá outras cidades brasileiras. Durante as próximas semanas, estão previstas manifestações para Belo Horizonte (12 de abril), Manaus (13 de abril) Salvador (a definir), Recife (a definir) e Brasília (10 de maio). Além disso, as comemorações do 1º de Maio Unificado deste ano terão como mote principal a questão da desindustrialização.

Fernando Damasceno – Portal CTB
Fotos: CTB e Joca Duarte

sábado, 31 de março de 2012

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04 - Portal CTB

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04



A CTB São Paulo, em parceria com as  centrais sindicais CGTB, FS, NCST e UGT, está convocando toda a classe trabalhadora, sindicatos, associações e federações a participarem, no dia 04 de abril, do grande ato que promete sacudir São Paulo contra a desindustrialização, geração de emprego e renda.
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"Grito de Alerta" em Porto Alegre reuniu mais de 10 mil manifestantes
O ato, que acontece na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), a partir das 10h, é parte do calendário de atividades do movimento “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais e conta com o apoio do setor industrial.
União de forças
Compõem também o movimento estudantes, entidades, sindicatos e federações, como Sindicato Metalúrgicos de SP, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar, Sindicato dos Metalúrgicos de Salto, Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sicetel, Sinafer, Simefre, Sinditextil, Abine, Abimaq, Abiquim, Abipeças, Sicetel, Iabr, Fiemg, Abifa, Abiplast.
O movimento Grito de Alerta nasceu do Pacto pelo Desenvolvimento com Geração de Emprego e Renda, construído unitariamente pelas centrais sindicais, preocupadas com a eliminação dos postos de trabalho na indústria nacional, a perda de participação da indústria no PIB brasileiro no ano passado e o crescimento das importações de produtos acabados ao passo que as commodities ganham peso na balança comercial.
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Reunião das centrais que definiu a criação do pacto
Números preocupantes
Dados do IBGE revelam que o Brasil fechou 2011 com um saldo bem abaixo das primeiras projeções do governo, que era de 3 milhões de novos postos de trabalho na indústria. Só em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% se comparado com o mês anterior.
Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, é imperativo que o setor produtivo brasileiro deixe de ser penalizado pela alta taxa de juros, pela sobrevalorização cambial e pela entrada de mercadorias livres de taxas em nossos portos. “É uma concorrência desleal. Daí a importância de nos unirmos nessa luta contra a desindustrialização, que precisa ter uma solução emergencial. Porque dessa forma, não há a menor condição de a indústria brasileira competir com os produtos estrangeiros”, alertou o dirigente.
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Centrais definem os últimos preparativos para o ato no Paraná
Brasil afora
Manifestações semelhantes estão sendo realizadas nas principais capitais brasileiras. No último dia 26, foi a vez de Porto Alegre receber o ato, que contou com a participação de cerca de 10 mil trabalhadores, empresários e estudantes, que iniciaram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde os sindicalistas entregaram ao governador do estado, Tarso Genro, o documento chamado “Medidas emergenciais para retomada da indústria nacional”, com as propostas para estancar a desindustrialização do país.
Além de São Paulo e Porto Alegre, fazem parte ainda do calendário atos em Santa Catarina (28 de março), Paraná (03 de abril), Manaus (13 de abril), Ceará, Bahia e Brasília (10 de maio), que encerra as atividades.
“A CTB está orientando a todos os sindicatos, federações e associações que se organizem para levarmos mais de 100 mil trabalhadores à Alesp contra essa política macroeconômica do governo que está fechando postos de trabalho e afetando diretamente à classe trabalhadora, bem como os rumos do desenvolvimento do país. Todos à Alesp no dia 04 de abril”, convocou o presidente da CTB-SP.

Serviço:
Grito de Alerta contra desindustrialização em São Paulo
Dia 04 de abril (quarta-feira)
A partir das 10h
Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp)
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - SP

www.portalctb.org.br

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