PCdoB manifesta solidariedade com PC Uruguaio - Portal Vermelho
O secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Ricardo Abreu enviou na última terça-feira (1º) mensagem de solidariedade ao Partido Comunista Uruguaio (PCU), em razão de ataques a sua sede central. São "agressões covardes e terroristas” sofridas pelo partido do país vizinho.
“No momento em que os comunistas e as forças progressistas e de esquerda da América Latina avançam na sua acumulação de forças, inclusive em governos nacionais, e o caminho socialista volta a ser reconhecido por nossos povos como uma alternativa concreta ao capitalismo em crise, vê-se multiplicar em toda parte ameaças como esta”, diz a nota da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB.
Ricardo Abreu relaciona as agressões sofridas pelos comunistas uruguaios às mesmas forças reacionárias que sustentaram as ditaduras no Cone Sul e que agora estão sendo julgadas por seus crimes. Segundo o secretário internacional do PCdoB, estas forças “procuram intimidar aqueles que lutam por um mundo melhor, mais justo, solidário e socialista”.
A mensagem do PCdoB ao PCU reafirma a solidariedade e a certeza de que as forças da reação e do imperialismo serão derrotadas.
Com informações da SRI do PCdoB
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
José Roberto Torero: Malditos comunistas! - Portal Vermelho
O José Roberto só não diz que a gente avançou bastante com uns comunistas cuidado do Esporte aqui no Brasil, mesmo com o nosso Estado, mesmo sem a Revolução, mesmo com sabotagem, mau-olhado e urucubaca. Mas a gente chega lá, em especial se o Brasil aplicar o que se aprovou nas três conferências Nacionais do Esporte, ai sim chegaríamos mais próximos. O artigo é muito bom.
Em Cuba, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do Estado. Pô, assim não vale! Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza. Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!
José Roberto Torero, em Carta Maior
Acabaram os jogos Pan-Americanos e mais uma vez ficamos atrás de Cuba.
Mais uma vez!
Isso não está certo. Este paiseco tem apenas 11 milhões de habitantes e o nosso tem 192 milhões. Só a Grande São Paulo já tem mais gente que aquela ilhota.
Quanto à renda per capita, também ganhamos fácil. A deles foi de reles US$ 4,1 mil em 2006. A nossa: US$ 10,2 mil.
Pô, se possuímos 17 vezes mais gente do que eles e nossa renda per capita é quase 2,5 vezes maior, temos que ganhar 40 vezes mais medalhas que aqueles comunas.
Mas neste Pan eles ganharam 58 ouros e nós, apenas 48.
Alguma coisa está errada. Como eles podem ganhar do Brasil, o gigante da América do Sul, a sétima maior economia do mundo?
Já sei! É tudo para fazer propaganda comunista.
A prova é que, em 1959, ano da revolução, Cuba ficou apenas em oitavo lugar no Pan de Chicago. Doze anos depois, no Pan de Cáli, já estava em segundo lugar. Daí em diante, nunca caiu para terceiro. Nos jogos de Havana, em 1991, conseguiu até ficar em primeiro lugar, ganhando dos EUA por 140 a 130 medalhas de ouro.
Sim, é para fazer propaganda do comunismo que os cubanos se esforçam tanto no esporte. E também na saúde (eles têm um médico para cada 169 habitantes, enquanto o Brasil tem um para cada 600) e na educação (a taxa de alfabetização deles é de 99,8%). Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba é 0,863, enquanto o nosso é 0,813.
Tudo para fazer propaganda comunista!
Aliás, eles têm nada menos do que trinta mil propagandistas vermelhos na cultura esportiva. Ou professores de educação física, se você preferir. Isso significa um professor para cada 348 habitantes. E logo haverá mais ainda, porque eles têm oito escolas de Educação Física de nível médio, uma faculdade de cultura física em cada província, um instituto de cultura física a nível nacional e uma Escola Internacional de Educação Física e Desportiva.
Há tantos e tão bons técnicos em Cuba que o país chega a exportar alguns. Nas Olimpíadas de Sydney, por um exemplo, havia 36 treinadores cubanos em equipes estrangeiras.
E existem tantos professores porque a Educação Física é matéria obrigatória dentro do sistema nacional de educação.
Até aí, tudo bem. No Brasil a Educação Física também é obrigatória.
A questão é que, se um cubano mostrar certo gosto pelo esporte, pode, gratuitamente, ir para uma das 87 Academias Desportivas Estaduais, para uma das 17 Escolas de Iniciação Desportiva Escolar (EIDE), para uma das 14 Escolas Superiores de Aperfeiçoamento Atlético (ESPA), e, finalmente, para um dos três Centros de Alto Rendimento.
Ou seja, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do Estado.
Pô, assim não vale!
Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza.
Quero ver é eles ganharem tantas medalhas sendo como nós, um país onde a Educação Física nas escolas é, muitas vezes, apenas o horário do futebol para os meninos e da queimada para as meninas. Quero ver é eles ganharem medalhas com apoio estatal pífio, sem massificar o esporte, sem um aperfeiçoamento crescente e planejado.
Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!
Malditos comunistas...
José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.
Carta Maior
Governo da Síria sela acordo de paz negociado pela Liga Árabe - Portal Vermelho
Governo da Síria sela acordo de paz negociado pela Liga Árabe - Portal Vermelho
O acordo foi negociado com os integrantes da Liga Árabe – que reúne 22 países –, no Cairo, Egito. Em comunicado, o grupo informou que Assad concordou em libertar prisioneiros, retirar as forças de segurança das ruas e iniciar o diálogo com a oposição.
Porém, não há informações detalhadas sobre como a resolução política vai gerar mudanças práticas no país. A decisão ocorreu no mesmo dia em que 15 integrantes das forças leais a Assad foram mortos na província de Hama, segundo a organização não governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
De acordo com integrantes da Liga Árabe, Assad aceitou sem reservas o plano de solução para a crise na Síria. O plano proposto pela Liga Árabe determina "o cessar imediato" da violência e a retirada dos tanques das ruas antes do início de um "diálogo nacional" com a oposição.
Pelos dados da Organização das Nações Unidas (ONU), os conflitos na Síria causaram a morte de 3 mil pessoas nos últimos sete meses. Os manifestantes acusam Assad de desrespeitar os princípios democráticos, de violar os direitos humanos e de corrupção. A violência se agravou em meio aos embates entre manifestantes e forças do governo.
Agência Brasil
O presidente da Síria, Bashar Al Assad, aceitou na quarta-feira (2) encerrar o impasse no país acirrado por protestos contra o governo e se arrastam há sete meses.
O acordo foi negociado com os integrantes da Liga Árabe – que reúne 22 países –, no Cairo, Egito. Em comunicado, o grupo informou que Assad concordou em libertar prisioneiros, retirar as forças de segurança das ruas e iniciar o diálogo com a oposição.
Porém, não há informações detalhadas sobre como a resolução política vai gerar mudanças práticas no país. A decisão ocorreu no mesmo dia em que 15 integrantes das forças leais a Assad foram mortos na província de Hama, segundo a organização não governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
De acordo com integrantes da Liga Árabe, Assad aceitou sem reservas o plano de solução para a crise na Síria. O plano proposto pela Liga Árabe determina "o cessar imediato" da violência e a retirada dos tanques das ruas antes do início de um "diálogo nacional" com a oposição.
Pelos dados da Organização das Nações Unidas (ONU), os conflitos na Síria causaram a morte de 3 mil pessoas nos últimos sete meses. Os manifestantes acusam Assad de desrespeitar os princípios democráticos, de violar os direitos humanos e de corrupção. A violência se agravou em meio aos embates entre manifestantes e forças do governo.
Agência Brasil
Chico Lopes (PCdoB-CE) propõe PL que acaba com a cobrança por roaming em celular - Portal Vermelho
Projeto de Lei quer acabar com a cobrança por roaming em celular - Portal Vermelho
Liberdade para falar, isso que prevê o projeto do deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE) que está no Congresso. Quem estiver insatisfeito com sua operadora de celular poderá trocar para outra, continuar com o mesmo número e o melhor, sem custos. Além disso, o projeto quer pôr fim à taxa de roaming. Segundo especialistas, a tarifa cobrada pelo deslocamento não tem nenhuma justificativa. O projeto também conta com um ampla campanha na internet. Vamos pressionar pela aprovação do projeto!
Mais informações sobre a campanha:
http://fimdoroaming.com.br/
Leia mais:
-Agências reguladoras: seminário sugere mudar legislação
-Chico Lopes volta a defender meia entrada estudantil na Copa
Liberdade para falar, isso que prevê o projeto do deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE) que está no Congresso. Quem estiver insatisfeito com sua operadora de celular poderá trocar para outra, continuar com o mesmo número e o melhor, sem custos. Além disso, o projeto quer pôr fim à taxa de roaming. Segundo especialistas, a tarifa cobrada pelo deslocamento não tem nenhuma justificativa. O projeto também conta com um ampla campanha na internet. Vamos pressionar pela aprovação do projeto!
Mais informações sobre a campanha:
http://fimdoroaming.com.br/
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-Agências reguladoras: seminário sugere mudar legislação
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
CINCO LEIS PARA OS ASSALARIADOS E UM SALDO POSITIVO EM 2011 - Agência Sindical Por Marcos Verlaine (jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap)
Ao escrever este novo artigo, o faço como uma espécie de autocrítica de um anterior que fiz sobre o aviso prévio de até 90 dias, quando disse que finalmente os trabalhadores tiveram uma vitória no Congresso. Na ocasião, o projeto que regulamentou o aviso prévio proporcional fora aprovado na Câmara. Na verdade não foi apenas uma, mas cinco vitórias este ano.
O ano de 2011 chega ao fim e os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras têm um saldo bastante positivo. Neste ano, o Congresso aprovou e a presidente Dilma Rousseff sancionou cinco importantes leis em benefício daqueles que vivem do próprio trabalho. Trata-se de um número excepcional.
O salário mínimo, pela primeira vez, desde que foi criado em 1940, pelo presidente Getúlio Vargas, tem agora uma política de atualização e recuperação até 2015. A política instituída pelo ex-presidente Lula foi proposta pelas Centrais e agora é assegurada pela presidente Dilma com a sanção da Lei 12.382, de 25 de fevereiro, que elevará o Piso nacional dos atuais R$ 545,00 para R$ 623,00, em 1º de janeiro de 2012.
A segunda norma legal importante para os assalariados é a Lei 12.469, de 26 de agosto, que altera os valores constantes da tabela do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, criando mais uma faixa de isenção e também instituindo mais uma alíquota na tabela de modo a garantir a quem ganha menos pagar menos imposto. Esta lei atualiza a tabela progressiva do imposto de renda até 2014.
Isto é importante, pois de nada adianta lutar para melhorar salário e vir o imposto de renda e corroer o que foi conquistado, na maioria das vezes até com greves.
A terceira lei acrescenta à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) comando para instituir a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas. A Lei 12.440, de 7 de julho, expede gratuita e eletronicamente comprovante de inexistência de débitos não pagos perante a Justiça do Trabalho.
Assim, o empregador que não estiver em dia com suas obrigações trabalhistas não poderá participar, por exemplo, de licitações. Esta medida é altamente positiva para o trabalhador, pois poderá diminuir sobremodo a inadimplência das obrigações com os empregados.
A lei entra em vigor a partir de 4 de janeiro, quando todas as empresas que participarem de licitações públicas, por exemplo, precisarão apresentar o documento.
A propósito disto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizará pela primeira vez um mutirão nacional com o objetivo de levantar processos (execuções), assim como bens dos devedores. A ideia é durante uma semana buscar nos arquivos dos fóruns trabalhistas as ações de execuções que estão há anos à espera de um desfecho, mas não são cumpridas por ausência de bens do devedor.
E, nesse caso, o TST fará nova checagem em contas bancárias, veículos e imóveis dos inadimplentes. A medida é uma das propostas da Semana Nacional da Execução Trabalhista – instituída por ato do presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen – que vai ser realizada do dia 28 de novembro a 2 de dezembro.
A quarta lei trata sobre o aumento dos atuais 30 para até 90 dias de aviso prévio em caso de demissão sem justa causa, que também deve ser comemorado pelos trabalhadores. A Lei 12.506, de 11 de outubro, determina que seja concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem até 1 ano de serviço na mesma empresa. Serão acrescidos ainda três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
A regulamentação do Inciso XXI, do Artigo 7º da Constituição, sobre os direitos sociais, institui desse modo um aviso prévio proporcional ao tempo de serviço mais condizente, portanto, com o tempo de serviço prestado à empresa. Esse direito foi bloqueado pelos empresários no Congresso desde a promulgação da Carta Magna, em 5 de outubro de 1988.
Por fim, há que se comemorar a sanção da Lei 12.513, de 26 de outubro, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec).
O programa prevê investimentos de R$ 24 bilhões até 2014 para gerar oito milhões de vagas em cursos de formação técnica e profissional, destinados a estudantes do ensino médio e trabalhadores. Segundo o governo, serão 5,6 milhões de vagas para cursos de curta duração e 2,4 milhões de vagas para cursos técnicos, com duração de pelo menos um ano.
Com estas leis, os trabalhadores e o movimento sindical fecham o ano de 2011 com saldo altamente positivo. Que 2012 seja no mínimo igual para os assalariados brasileiros.
O ano de 2011 chega ao fim e os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras têm um saldo bastante positivo. Neste ano, o Congresso aprovou e a presidente Dilma Rousseff sancionou cinco importantes leis em benefício daqueles que vivem do próprio trabalho. Trata-se de um número excepcional.
O salário mínimo, pela primeira vez, desde que foi criado em 1940, pelo presidente Getúlio Vargas, tem agora uma política de atualização e recuperação até 2015. A política instituída pelo ex-presidente Lula foi proposta pelas Centrais e agora é assegurada pela presidente Dilma com a sanção da Lei 12.382, de 25 de fevereiro, que elevará o Piso nacional dos atuais R$ 545,00 para R$ 623,00, em 1º de janeiro de 2012.
A segunda norma legal importante para os assalariados é a Lei 12.469, de 26 de agosto, que altera os valores constantes da tabela do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, criando mais uma faixa de isenção e também instituindo mais uma alíquota na tabela de modo a garantir a quem ganha menos pagar menos imposto. Esta lei atualiza a tabela progressiva do imposto de renda até 2014.
Isto é importante, pois de nada adianta lutar para melhorar salário e vir o imposto de renda e corroer o que foi conquistado, na maioria das vezes até com greves.
A terceira lei acrescenta à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) comando para instituir a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas. A Lei 12.440, de 7 de julho, expede gratuita e eletronicamente comprovante de inexistência de débitos não pagos perante a Justiça do Trabalho.
Assim, o empregador que não estiver em dia com suas obrigações trabalhistas não poderá participar, por exemplo, de licitações. Esta medida é altamente positiva para o trabalhador, pois poderá diminuir sobremodo a inadimplência das obrigações com os empregados.
A lei entra em vigor a partir de 4 de janeiro, quando todas as empresas que participarem de licitações públicas, por exemplo, precisarão apresentar o documento.
A propósito disto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizará pela primeira vez um mutirão nacional com o objetivo de levantar processos (execuções), assim como bens dos devedores. A ideia é durante uma semana buscar nos arquivos dos fóruns trabalhistas as ações de execuções que estão há anos à espera de um desfecho, mas não são cumpridas por ausência de bens do devedor.
E, nesse caso, o TST fará nova checagem em contas bancárias, veículos e imóveis dos inadimplentes. A medida é uma das propostas da Semana Nacional da Execução Trabalhista – instituída por ato do presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen – que vai ser realizada do dia 28 de novembro a 2 de dezembro.
A quarta lei trata sobre o aumento dos atuais 30 para até 90 dias de aviso prévio em caso de demissão sem justa causa, que também deve ser comemorado pelos trabalhadores. A Lei 12.506, de 11 de outubro, determina que seja concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem até 1 ano de serviço na mesma empresa. Serão acrescidos ainda três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
A regulamentação do Inciso XXI, do Artigo 7º da Constituição, sobre os direitos sociais, institui desse modo um aviso prévio proporcional ao tempo de serviço mais condizente, portanto, com o tempo de serviço prestado à empresa. Esse direito foi bloqueado pelos empresários no Congresso desde a promulgação da Carta Magna, em 5 de outubro de 1988.
Por fim, há que se comemorar a sanção da Lei 12.513, de 26 de outubro, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec).
O programa prevê investimentos de R$ 24 bilhões até 2014 para gerar oito milhões de vagas em cursos de formação técnica e profissional, destinados a estudantes do ensino médio e trabalhadores. Segundo o governo, serão 5,6 milhões de vagas para cursos de curta duração e 2,4 milhões de vagas para cursos técnicos, com duração de pelo menos um ano.
Com estas leis, os trabalhadores e o movimento sindical fecham o ano de 2011 com saldo altamente positivo. Que 2012 seja no mínimo igual para os assalariados brasileiros.
Caso da menina paranaense Rachel Oliveira Genofre completa três anos sem pistas sobre o assassino
Nesta quinta-feira (03), o assassinato brutal da menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, completa três anos. Em 2008, o corpo dela foi encontrado dentro de uma mala, na rodoviária de Curitiba. Segundo a polícia, havia sinais de estrangulamento e violência sexual.
Segundo a tia de Rachel, Maria Carolina Lobo Oliveira, durante esses anos a investigação foi incansável. As denúncias foram apuradas, os indícios averiguados, no entanto, afirma que o problema não está na investigação, mas na negligência quando da descoberta do corpo. “A questão central é a perda de todas as pistas do crime. O saco em que o corpo estava envolto foi jogado no lixo, a mala passou de mão em mão. Foram tantos os erros cometidos que não dá para considerar incompetência e sim negligência dos policiais envolvidos, isso dificulta – e muito – na busca de uma solução. Conquistamos um investigador exclusivo para o caso. O começo foi muito errado”, relembra Carol.
Mobilização - No próximo dia 07 de novembro, às 14 horas, a deputada estadual Luciana Rafagnin fará um pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná. A atividade será em apoio à campanha "Pelo fim da violência contra mulheres e meninas: Por mim, por nós e pelas outras", da União Brasileira de Mulheres – seção Paraná (UBM-PR). O objetivo é reivindicar políticas públicas para combater a violência contra as crianças e para que o Estado ampare as famílias vítimas da violência urbana. A UBM-PR também fará outras ações. “Estamos organizando uma audiência com o secretário de Segurança Pública e a secretária de Justiça. Vamos fazer ainda uma manifestação na Conferência Estadual de Política Para Mulheres, nos dias 11 e 12 de novembro, para cobrar a responsabilidade do poder público em relação a esse crime brutal”, ressalta a coordenadora estadual da UBM, Gisele Schimidt.
Caso semelhante – Gisele lembra que em agosto deste ano uma menina de 11 anos foi encontrada morta na periferia de Buenos Aires em situação semelhante à de Rachel. O corpo estava em uma mala, com claros sinais de violência, no oeste daquela capital. Para ela, crimes como esse não podem ficar impunes. “O corpo foi encontrado por uma mulher que revirava lixo e que viu o braçinho saindo da mala. Não podemos permitir que estes assassinos continuem a circular livremente pelas ruas. Precisamos mover a opinião pública e as autoridades para que haja empenho cotidiano a fim de chegar aos culpados. Não podemos passar dez anos relembrando essa barbárie”, pontua Gisele.
A tia da Rachel, Carol, reforça que a mobilização é fundamental, mas também destaca que o Estado precisa se envolver para por fim a tais atrocidades. “Na Argentina, a mobilização social foi muito diferente. A presidente do país, Cristina Kirchner, deu atenção pessoal ao caso. Ela ficou sensibilizada com tamanha covardia. No Paraná, temos uma delegada sensível às questões da família que nos permite acompanhar e contribuir. Mas há outras famílias que não tem nem satisfação da investigação do caso de seus filhos. Já ouvi relatos de mães que vieram me procurar para chorar junto, pois é o que resta. Essas famílias necessitam, além de justiça, de atenção psicológica, de assistência social, entre outras. O Estado tem de se responsabilizar, pois essas são as consequências da falta de segurança pública, da falta de políticas sociais, entre outros”, enfatiza Carol.
Lei Maria da Penha e ECA - Segundo a coordenadora nacional da UBM, Elza Campos, a entidade irá exigir mais uma vez das autoridades que crimes contra mulheres e meninas recebam uma atenção efetiva das autoridades brasileiras. “É preciso que as Políticas Públicas sejam efetivadas, como a implementação imediata da Lei Maria da Penha e o fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outras políticas públicas. Este ano, dedicado à realização da III Conferência de Políticas para as Mulheres e da avaliação do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, estaremos alertas entendendo que os desafios são enormes para o movimento feminista e de mulheres. Enfrentar e superar a dominação ainda presente nas estruturas do Estado e na sociedade é tarefa central para a pavimentação de um caminho de justiça e liberdade para as mulheres”, finaliza Elza.
Missa – No dia 03 de novembro, às 19h30, haverá missa organizada pela família em homenagem à Raquel na igreja Perpétuo Socorro (Rua da Glória, próximo ao Estádio Couto Pereira).
Violência sexual – Rachel foi encontrada morta na madrugada do dia 05 de novembro de 2008 dentro de uma mala abandonada embaixo de uma das escadas do setor de transporte da rodoviária de Curitiba. O corpo, ainda com o uniforme do Instituto de Educação - colégio onde ela estudava - apresentava sinais de estrangulamento. Os médicos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a menina sofreu violência sexual.
Love story: o Pentágono e a Primavera Árabe - Portal Vermelho
Love story: o Pentágono e a Primavera Árabe - Portal Vermelho
Quem tenha acreditado que a Primavera Árabe tomaria o Golfo Pérsico e aquelas terras conhecidas antigamente como Arabia Felix[1] tem hoje muitos motivos para afundar em tristeza.
Por Pepe Escobar, no Asia Times Online
A contrarrevolução árabe está mais forte que nunca – comandada pela Casa de Saud e suas monarquias aliadas do Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), conhecido oficialmente como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). E seu mais precioso aliado é o Pentágono.
O New York Times oficializou a coisa, repetindo discurso dos especialistas da Casa Branca/Pentágono. Considerando-se que o NYT não é exatamente um ícone da credibilidade jornalística desde que, em 2002/2003, publicou como matéria de capa aquelas estrondosas mentiras sobre o arsenal atômico e/ou armas de destruição em massa que haveria no Iraque e as relações carnais que haveria entre o Iraque e a al-Qaeda, a fala dos especialistas tem de ser traduzida.
A crescente militarização do Golfo Pérsico contrarrevolucionário – que se dá sobretudo pelo aumento no número de coturnos no solo do Kuwait, e mais navios de combate – está sendo vendida como “resposta a um colapso da segurança no Iraque ou a um confronto militar com o Irã”.[2]
Observe-se que as duas ‘respostas’ são pura futurologia e desejo. As fontes marciais do NYT insistem: “a retirada [saída dos EUA, do Iraque] pode deixar instabilidade”. O fato é que o governo de Nuri al-Maliki em Bagdá efetivamente pôs os EUA para fora de lá (o Pentágono queria deixar pelo menos 20 mil pares de coturnos no solo iraquiano, depois do fim de 2011).
Daí a necessidade de rearranjar a novilíngua do Comando Central do Pentágono [Pentagon Central Command (Centcom)], como se houvesse um Plano B, uma nova grande “arquitetura da segurança” para o Golfo Pérsico, já engarrafado de aviões e navios de guerra e até de mísseis de defesa, tudo vendido como se fosse mero “marcar presença na região, pós-Iraque”.
Quanto à “ameaça de um Irã beligerante”, interesses bem precisos – partes do complexo industrial-militar, todo o Partido Republicano, o lobby pró-Israel, a maior parte das corporações de mídia – pedem, há anos, um ataque ao Irã.
O major-general Karl R Horst, chefe do estado-maior do Centcom, é grande fã do “empenho em construir capacidades parceiras e parceiros capazes” (traduzindo: “ou vai, ou racha”). Horst vendeu ao NYT o aumento de poder de fogo no Golfo Pérsico como se fosse doce estratégia hollywodiana, tipo “de volta para o futuro”, focada em “deslocamentos menores, mas de melhores capacidades, e treinamento de parcerias com militares regionais”.
Traduzindo: muitas forças especiais, muitos aviões-robôs comandados à distância, os drones armados, e uma inflação das tais “parcerias” de que o Pentágono e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, tanto gostam. Isso é vendido como “modos mais eficientes para deslocar tropas e maximizar a cooperação com parceiros regionais”; ou como o melhor modo para “expandir relações de segurança”, sobretudo quando haverá “acentuado decréscimo no número de analistas de segurança designados para a região” (traduzindo: os do lençol na cabeça que façam o trabalho pesado).
Também ajuda, que o Catar e os Emirados Árabes Unidos (EAU) provaram seu ilimitado amor pela Otan na guerra da Líbia (enquanto o Bahrain e os EAU garantem os coturnos no solo, no Afeganistão). Essa prontidão árabe para satisfazer os patrões vai um passo além do mantra padrão (“os EUA não abandonarão seus compromissos no Golfo Pérsico”).
Resumo da ópera: pensem nisso tudo com o Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), também conhecido como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), lá implantado como um anexo de fato, da Otan.
Por trás da “arquitetura da segurança”
Lá, longe, no Tadjiquistão – por onde andou examinando a não-proliferação da Primavera Árabe na Ásia Central – a secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton encorajou o que imediatamente foi vazado para o NYT como “robusta presença continuada” numa região que “deve ser liberta de qualquer interferência externa para que persevere num caminho para a democracia”.[3]
Quer dizer que... maior militarização do Golfo Pérsico é resposta contra a interferência externa de EUA/Arábia Saudita que atrapalham o curso para a democracia? Não, não pode ser. Alguém aí terá de reescrever o script.
Todo esse cenário já era previsível desde quando Washington fechou negócio com Riad para consolidar a contrarrevolução árabe: você nos dá o voto da Liga Árabe para derrubarmos Muamar Kadafi; e nós deixamos você em paz para fazer o que quiser no Golfo Pérsico (ver “Exposed: The US-Saudi”, Asia Times Online,2/4/2011em
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MD02Ak01.html).
Em seguida, a Casa de Saud invadiu o Bahrain; o Catar pôs-se a treinar os ‘rebeldes’ líbios da Otan em seu próprio território, ao mesmo tempo em que enviava forças especiais catarenses para a Líbia. E, agora, aí está: uma “aliança de segurança multilateral, mais forte”2 entre o Clube Contrarrevolucionário do Golfo (ou Conselho de Cooperação do Golfo), CCG, e o Pentágono.
Senadores norte-americanos perdidos no espaço, a repetir que a retirada dos EUA do Iraque será interpretada “como vitória estratégica dos nossos inimigos no Oriente Médio”[4], é business, como sempre.
Mas coisa muito diferente é ver o NYT fazendo papel de bobos ¬– ou, de fato, tratando os leitores como idiotas – e engolindo a ideia, da propaganda saudita, segundo a qual “o Irã é a mais grave ameaça” que preocupa(ria) todos os países do CCG, “além do próprio Iraque”. É como se o jornal fosse editado em Riad.
Mas a verdade é que toda a política externa do governo Barack Obama para o Oriente Médio parece mesmo editada em Riad. Basta ver as grandes empresas de mídia curvadas até o chão para beijar a barra da túnica do novo príncipe coroado (o primeiro, na linha sucessória) da Casa de Saud, príncipe Nayef bin Abdul Aziz.
Nayef, 78 anos, sempre apoiado pelo nec plus ultra do medievalismo e da contrarrevolução, maldita Primavera Árabe, é, em pessoa, o Inquisidor-mor da Casa de Saud. Desde 1975 comanda o aparelho de segurança no Ministério do Interior, o qual, com a Guarda Nacional treinada nos EUA, fiel ao frágil rei Abdullah, 87 anos, são os dois corpos mais bem armados da Arábia Saudita.
Nayef é o Darth Vader de uma força paramilitar de 130 mil homens, de toda a polícia local e nacional, da alfândega, da imigração, da guarda costeira, da guarda de fronteira e da temida polícia religiosa. A resposta de seu ministério à Primavera Árabe foi pancadaria sem parar. Todos os suspeitos de algum dia ter tentado iniciar uma manifestação política, para nem falar em movimento político, estão presos. O que inclui a rapaziada que distribuiu vídeos por YouTube.
Há pelo menos 20 mil presos políticos em prisões sauditas. Desde abril, é crime “ameaçar a segurança nacional” ou “insultar o Islã”. Nayef foi responsável pela imprecisão do texto da lei e tudo que isso implica. Quem se meter a tentar “Occupy Riad” ou “Occupy Jeddah” será decapitado.
E, para seus incontáveis fãs em Washington, que se emocionam com seus 36 anos de currículo ‘no contraterrorismo’, Nayef é um “conservador pragmático”. Virou título honorífico, desde que se leu a expressão em telegrama secreto, de 2009, ao Departamento de Estado dos EUA, revelado por WikiLeaks[5].
Não surpreende que Nayef seja amado em Washington. Santíssima Trindade, para ele, é Washington e Riad unidos pela pélvis: odeia o Irã e todos os xiitas (inclusive os xiitas sauditas); e é uma vida dedicada a combater a al-Qaeda.
Ninguém fala do ódio visceral que nutre por todos os direitos da mulher e por todos os direitos democráticos. É onde entra, utilíssimo, o rótulo de “conservador nas questões sociais”. No início da Primavera Árabe, Nayef declarou que os tunisianos eram “franceses, basicamente”. Dos habitantes da cidade do Cairo, disse que não passavam, todos, de “urbanos desavergonhados” [origiginal: “louche urbanites”]. Os únicos verdadeiros árabes eram os sauditas: democracia, para os sauditas (ou é o que a Casa de Saud pensa, por todos) é coisa para maricas.
Na política interna da Casa de Saud, aquele reino de intrigas palacianas, de machões solitários dos desertos que amam pintar os bigodes de negro-cor-da-asa-da-graúna, a principal oposição a Nayef não vem de seus irmãos, os poderosos “sete Sudayri”, que já são cinco (depois da morte do rei Fahd e, recentemente, do príncipe Sultan), batizados com o nome da tribo da mãe, Hassa, esposa favorita de Ibn Saud.
Gerontocracia é o nome do jogo: as condições de saúde dos irmãos Bandar, Musaid e Mishaal são precaríssimas. Quanto ao irmão Salman, governador de Riad, gosta de posar de jornalista: é dono do jornal Asharq al-Awsat.
Os principais opositores de Nayef são os sobrinhos de Ibn Saud, começando pelo matreiro ex-embaixador em Washington, Bandar bin Sultan, também conhecido como “Bandar Bush”; o príncipe Talal, pai do bilionário príncipe al-Waleed; o vice-ministro da Defesa Khaled bin Sultan; e o príncipe Turki al-Faisal, ex-chefe da inteligência nos anos 1980s e ex-amigão de Osama bin Laden.
Mas nenhum desses ameaçará Nayef; o que interessa à Casa de Saud é que a dinastia sobreviva. Com o rei Abdullah já às vésperas de reunir-se ao Criador, o Pentágono não poderia encontrar parceiro regional mais confiável: Nayef, o Inquisidor-mor.
Em breve, a Otan reinará sobre todo o Mediterrâneo, lago da Otan. O Africom está implantando-se cada vez mais fundo, e fundo, na África. O Centcom reina no Golfo Persa, com todo o CCG em fila. Democracia é coisa para maricas. Não há business como o business da “arquitetura da segurança”.
Notas
[1] Ptolomeu referiu-se à região como Eudaimon Arabia (gr.), em latim Arabia Felix, “feliz Arábia” [NTs].
[2] NYT, 29/10/2011, Thom Shanker e Steven Lee Myers, “U.S. Planning Troop Buildup in Gulf After Exit From Iraq”, em http://www.nytimes.com/2011/10/30/world/middleeast/united-states-plans-post-iraq-troop-increase-in-persian-gulf.html?_r=1&pagewanted=all
[3] The South Asian Times, “Clinton to Iran: Stay off Iraq”, em http://www.thesouthasiantimes.info/content/clinton-iran-stay-iraq
[4] Senador John McCain, 21/10/2011, em Politico, em http://www.politico.com/politico44/perm/1011/respectfully_yours_3c6ac763-0157-4884-8c9d-bc4c8bc926c1.html
[5] “... mas, mais acuradamente, se pode descrevê-lo como um conservador pragmático, convencido de que segurança e estabilidade são imperativos para preservar o reino saudita e garantir prosperidade aos cidadãos sauditas” (trecho do telegrama 09RIYADH1402, 23/10/2009, em http://www.cablegatesearch.net/cable.php?id=09RIYADH1402).
Quem tenha acreditado que a Primavera Árabe tomaria o Golfo Pérsico e aquelas terras conhecidas antigamente como Arabia Felix[1] tem hoje muitos motivos para afundar em tristeza.
Por Pepe Escobar, no Asia Times Online
A contrarrevolução árabe está mais forte que nunca – comandada pela Casa de Saud e suas monarquias aliadas do Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), conhecido oficialmente como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). E seu mais precioso aliado é o Pentágono.
O New York Times oficializou a coisa, repetindo discurso dos especialistas da Casa Branca/Pentágono. Considerando-se que o NYT não é exatamente um ícone da credibilidade jornalística desde que, em 2002/2003, publicou como matéria de capa aquelas estrondosas mentiras sobre o arsenal atômico e/ou armas de destruição em massa que haveria no Iraque e as relações carnais que haveria entre o Iraque e a al-Qaeda, a fala dos especialistas tem de ser traduzida.
A crescente militarização do Golfo Pérsico contrarrevolucionário – que se dá sobretudo pelo aumento no número de coturnos no solo do Kuwait, e mais navios de combate – está sendo vendida como “resposta a um colapso da segurança no Iraque ou a um confronto militar com o Irã”.[2]
Observe-se que as duas ‘respostas’ são pura futurologia e desejo. As fontes marciais do NYT insistem: “a retirada [saída dos EUA, do Iraque] pode deixar instabilidade”. O fato é que o governo de Nuri al-Maliki em Bagdá efetivamente pôs os EUA para fora de lá (o Pentágono queria deixar pelo menos 20 mil pares de coturnos no solo iraquiano, depois do fim de 2011).
Daí a necessidade de rearranjar a novilíngua do Comando Central do Pentágono [Pentagon Central Command (Centcom)], como se houvesse um Plano B, uma nova grande “arquitetura da segurança” para o Golfo Pérsico, já engarrafado de aviões e navios de guerra e até de mísseis de defesa, tudo vendido como se fosse mero “marcar presença na região, pós-Iraque”.
Quanto à “ameaça de um Irã beligerante”, interesses bem precisos – partes do complexo industrial-militar, todo o Partido Republicano, o lobby pró-Israel, a maior parte das corporações de mídia – pedem, há anos, um ataque ao Irã.
O major-general Karl R Horst, chefe do estado-maior do Centcom, é grande fã do “empenho em construir capacidades parceiras e parceiros capazes” (traduzindo: “ou vai, ou racha”). Horst vendeu ao NYT o aumento de poder de fogo no Golfo Pérsico como se fosse doce estratégia hollywodiana, tipo “de volta para o futuro”, focada em “deslocamentos menores, mas de melhores capacidades, e treinamento de parcerias com militares regionais”.
Traduzindo: muitas forças especiais, muitos aviões-robôs comandados à distância, os drones armados, e uma inflação das tais “parcerias” de que o Pentágono e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, tanto gostam. Isso é vendido como “modos mais eficientes para deslocar tropas e maximizar a cooperação com parceiros regionais”; ou como o melhor modo para “expandir relações de segurança”, sobretudo quando haverá “acentuado decréscimo no número de analistas de segurança designados para a região” (traduzindo: os do lençol na cabeça que façam o trabalho pesado).
Também ajuda, que o Catar e os Emirados Árabes Unidos (EAU) provaram seu ilimitado amor pela Otan na guerra da Líbia (enquanto o Bahrain e os EAU garantem os coturnos no solo, no Afeganistão). Essa prontidão árabe para satisfazer os patrões vai um passo além do mantra padrão (“os EUA não abandonarão seus compromissos no Golfo Pérsico”).
Resumo da ópera: pensem nisso tudo com o Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), também conhecido como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), lá implantado como um anexo de fato, da Otan.
Por trás da “arquitetura da segurança”
Lá, longe, no Tadjiquistão – por onde andou examinando a não-proliferação da Primavera Árabe na Ásia Central – a secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton encorajou o que imediatamente foi vazado para o NYT como “robusta presença continuada” numa região que “deve ser liberta de qualquer interferência externa para que persevere num caminho para a democracia”.[3]
Quer dizer que... maior militarização do Golfo Pérsico é resposta contra a interferência externa de EUA/Arábia Saudita que atrapalham o curso para a democracia? Não, não pode ser. Alguém aí terá de reescrever o script.
Todo esse cenário já era previsível desde quando Washington fechou negócio com Riad para consolidar a contrarrevolução árabe: você nos dá o voto da Liga Árabe para derrubarmos Muamar Kadafi; e nós deixamos você em paz para fazer o que quiser no Golfo Pérsico (ver “Exposed: The US-Saudi”, Asia Times Online,2/4/2011em
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MD02Ak01.html).
Em seguida, a Casa de Saud invadiu o Bahrain; o Catar pôs-se a treinar os ‘rebeldes’ líbios da Otan em seu próprio território, ao mesmo tempo em que enviava forças especiais catarenses para a Líbia. E, agora, aí está: uma “aliança de segurança multilateral, mais forte”2 entre o Clube Contrarrevolucionário do Golfo (ou Conselho de Cooperação do Golfo), CCG, e o Pentágono.
Senadores norte-americanos perdidos no espaço, a repetir que a retirada dos EUA do Iraque será interpretada “como vitória estratégica dos nossos inimigos no Oriente Médio”[4], é business, como sempre.
Mas coisa muito diferente é ver o NYT fazendo papel de bobos ¬– ou, de fato, tratando os leitores como idiotas – e engolindo a ideia, da propaganda saudita, segundo a qual “o Irã é a mais grave ameaça” que preocupa(ria) todos os países do CCG, “além do próprio Iraque”. É como se o jornal fosse editado em Riad.
Mas a verdade é que toda a política externa do governo Barack Obama para o Oriente Médio parece mesmo editada em Riad. Basta ver as grandes empresas de mídia curvadas até o chão para beijar a barra da túnica do novo príncipe coroado (o primeiro, na linha sucessória) da Casa de Saud, príncipe Nayef bin Abdul Aziz.
Nayef, 78 anos, sempre apoiado pelo nec plus ultra do medievalismo e da contrarrevolução, maldita Primavera Árabe, é, em pessoa, o Inquisidor-mor da Casa de Saud. Desde 1975 comanda o aparelho de segurança no Ministério do Interior, o qual, com a Guarda Nacional treinada nos EUA, fiel ao frágil rei Abdullah, 87 anos, são os dois corpos mais bem armados da Arábia Saudita.
Nayef é o Darth Vader de uma força paramilitar de 130 mil homens, de toda a polícia local e nacional, da alfândega, da imigração, da guarda costeira, da guarda de fronteira e da temida polícia religiosa. A resposta de seu ministério à Primavera Árabe foi pancadaria sem parar. Todos os suspeitos de algum dia ter tentado iniciar uma manifestação política, para nem falar em movimento político, estão presos. O que inclui a rapaziada que distribuiu vídeos por YouTube.
Há pelo menos 20 mil presos políticos em prisões sauditas. Desde abril, é crime “ameaçar a segurança nacional” ou “insultar o Islã”. Nayef foi responsável pela imprecisão do texto da lei e tudo que isso implica. Quem se meter a tentar “Occupy Riad” ou “Occupy Jeddah” será decapitado.
E, para seus incontáveis fãs em Washington, que se emocionam com seus 36 anos de currículo ‘no contraterrorismo’, Nayef é um “conservador pragmático”. Virou título honorífico, desde que se leu a expressão em telegrama secreto, de 2009, ao Departamento de Estado dos EUA, revelado por WikiLeaks[5].
Não surpreende que Nayef seja amado em Washington. Santíssima Trindade, para ele, é Washington e Riad unidos pela pélvis: odeia o Irã e todos os xiitas (inclusive os xiitas sauditas); e é uma vida dedicada a combater a al-Qaeda.
Ninguém fala do ódio visceral que nutre por todos os direitos da mulher e por todos os direitos democráticos. É onde entra, utilíssimo, o rótulo de “conservador nas questões sociais”. No início da Primavera Árabe, Nayef declarou que os tunisianos eram “franceses, basicamente”. Dos habitantes da cidade do Cairo, disse que não passavam, todos, de “urbanos desavergonhados” [origiginal: “louche urbanites”]. Os únicos verdadeiros árabes eram os sauditas: democracia, para os sauditas (ou é o que a Casa de Saud pensa, por todos) é coisa para maricas.
Na política interna da Casa de Saud, aquele reino de intrigas palacianas, de machões solitários dos desertos que amam pintar os bigodes de negro-cor-da-asa-da-graúna, a principal oposição a Nayef não vem de seus irmãos, os poderosos “sete Sudayri”, que já são cinco (depois da morte do rei Fahd e, recentemente, do príncipe Sultan), batizados com o nome da tribo da mãe, Hassa, esposa favorita de Ibn Saud.
Gerontocracia é o nome do jogo: as condições de saúde dos irmãos Bandar, Musaid e Mishaal são precaríssimas. Quanto ao irmão Salman, governador de Riad, gosta de posar de jornalista: é dono do jornal Asharq al-Awsat.
Os principais opositores de Nayef são os sobrinhos de Ibn Saud, começando pelo matreiro ex-embaixador em Washington, Bandar bin Sultan, também conhecido como “Bandar Bush”; o príncipe Talal, pai do bilionário príncipe al-Waleed; o vice-ministro da Defesa Khaled bin Sultan; e o príncipe Turki al-Faisal, ex-chefe da inteligência nos anos 1980s e ex-amigão de Osama bin Laden.
Mas nenhum desses ameaçará Nayef; o que interessa à Casa de Saud é que a dinastia sobreviva. Com o rei Abdullah já às vésperas de reunir-se ao Criador, o Pentágono não poderia encontrar parceiro regional mais confiável: Nayef, o Inquisidor-mor.
Em breve, a Otan reinará sobre todo o Mediterrâneo, lago da Otan. O Africom está implantando-se cada vez mais fundo, e fundo, na África. O Centcom reina no Golfo Persa, com todo o CCG em fila. Democracia é coisa para maricas. Não há business como o business da “arquitetura da segurança”.
Notas
[1] Ptolomeu referiu-se à região como Eudaimon Arabia (gr.), em latim Arabia Felix, “feliz Arábia” [NTs].
[2] NYT, 29/10/2011, Thom Shanker e Steven Lee Myers, “U.S. Planning Troop Buildup in Gulf After Exit From Iraq”, em http://www.nytimes.com/2011/10/30/world/middleeast/united-states-plans-post-iraq-troop-increase-in-persian-gulf.html?_r=1&pagewanted=all
[3] The South Asian Times, “Clinton to Iran: Stay off Iraq”, em http://www.thesouthasiantimes.info/content/clinton-iran-stay-iraq
[4] Senador John McCain, 21/10/2011, em Politico, em http://www.politico.com/politico44/perm/1011/respectfully_yours_3c6ac763-0157-4884-8c9d-bc4c8bc926c1.html
[5] “... mas, mais acuradamente, se pode descrevê-lo como um conservador pragmático, convencido de que segurança e estabilidade são imperativos para preservar o reino saudita e garantir prosperidade aos cidadãos sauditas” (trecho do telegrama 09RIYADH1402, 23/10/2009, em http://www.cablegatesearch.net/cable.php?id=09RIYADH1402).
Dilma aproveita véspera do G20 para reuniões de trabalho em Paris - Portal Vermelho
Dilma aproveita véspera do G20 para reuniões de trabalho em Paris - Portal Vermelho
Em Cannes, na França, para participar da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo), a presidente Dilma Rousseff agendou para esta quarta (2) uma série de reuniões.
Em Cannes, na França, para participar da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo), a presidente Dilma Rousseff agendou para esta quarta (2) uma série de reuniões.
No primeiro compromisso do dia, Dilma conversa com a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard. Depois, reúne-se com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, e depois com o presidente da República Popular da China, Hu Jintao. A reunião do G20 ocorre nestas quinta (3) e sexta-feira (4).
Há ainda conversas previstas com os demais representantes do Brics – grupo formado pela Rússia, Índia e África do Sul, alémdo Brasil. Para Dilma, o ideal é buscar um discurso único sobre as medidas que devem ser adotadas para combater os impactos da crise econômica internacional. Ela reúne-se também com os presidentes da Rússia, Dimitri Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Na quinta, Dilma participa de almoço de trabalho sobre o sistema econômico global e mais duas sessões de trabalho. Em pauta, um plano de ações para o crescimento econômico mundial, o marco do sistema monetário internacional e a dimensão social da globalização e do comércio. Está previsto ainda um jantar no qual o dono da Microsoft, Bill Gates, fará uma palestra.
Na sexta-feira, na Cúpula do G20, ocorrerão três sessões de trabalho. Na primeira delas, o tema é regulação financeira. A segunda é sobre agricultura, energia e volatilidade de preços de commodities e a última, sobre mudança do clima e corrupção.
A expectativa, segundo os negociadores, é que seja divulgado um comunicado conjunto sobre governança global e as prioridades do México à frente da presidência do G20 em 2012. No dia 5, Dilma estará em Paris, onde deve se reunir com diretora-geral Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.
Criado em 1999, o G20 tem como meta buscar o diálogo ampliado das nações que o integram. Nas reuniões, participam presidentes, primeiros-ministros e ministros da Fazenda, além de dirigentes dos bancos centrais de cada país. O comando do grupo de 2011 está com a França. A presidência é rotativa e muda a cada ano. Em 2008, o Brasil presidiu o encontro.
Acompanham a presidenta na viagem à França os ministros da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. A previsão é que Dilma retorne ao Brasil no dia 5.
Fonte: Agência Brasil
Há ainda conversas previstas com os demais representantes do Brics – grupo formado pela Rússia, Índia e África do Sul, alémdo Brasil. Para Dilma, o ideal é buscar um discurso único sobre as medidas que devem ser adotadas para combater os impactos da crise econômica internacional. Ela reúne-se também com os presidentes da Rússia, Dimitri Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Na quinta, Dilma participa de almoço de trabalho sobre o sistema econômico global e mais duas sessões de trabalho. Em pauta, um plano de ações para o crescimento econômico mundial, o marco do sistema monetário internacional e a dimensão social da globalização e do comércio. Está previsto ainda um jantar no qual o dono da Microsoft, Bill Gates, fará uma palestra.
Na sexta-feira, na Cúpula do G20, ocorrerão três sessões de trabalho. Na primeira delas, o tema é regulação financeira. A segunda é sobre agricultura, energia e volatilidade de preços de commodities e a última, sobre mudança do clima e corrupção.
A expectativa, segundo os negociadores, é que seja divulgado um comunicado conjunto sobre governança global e as prioridades do México à frente da presidência do G20 em 2012. No dia 5, Dilma estará em Paris, onde deve se reunir com diretora-geral Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.
Criado em 1999, o G20 tem como meta buscar o diálogo ampliado das nações que o integram. Nas reuniões, participam presidentes, primeiros-ministros e ministros da Fazenda, além de dirigentes dos bancos centrais de cada país. O comando do grupo de 2011 está com a França. A presidência é rotativa e muda a cada ano. Em 2008, o Brasil presidiu o encontro.
Acompanham a presidenta na viagem à França os ministros da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. A previsão é que Dilma retorne ao Brasil no dia 5.
Fonte: Agência Brasil
Sarkozy dá ordens e impõe condições aos gregos - Portal Vermelho
Sarkozy dá ordens e impõe condições aos gregos - Portal Vermelho

Este foi o recado que o presidente francês transmitiu a um humilhado primeiro-ministro grego, George Papandreu, convocado às pressas a Cannes para ouvir um pito na véspera da inauguração da cúpula do G20.
Antes, Sarkozy unificou a posição com a chanceler alemã Angela Merkel, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, e os representantes das instituições europeias (Conselho Europeu, Comissão Européia, Eurogrupo, Banco Central Europeu).
Em mais uma demonstração de que a soberania nacional é algo ultrapassado para os dirigentes europeus, eles têm manifestado a opinião de que ao invés de um referendo, o melhor é convocar eleições antecipadas e tomar medidas que consideram « duras ». Na verdade, trata-se de tentar formar um governo « forte » para tomar medidas de arrocho econômico, lesivas aos direitos dos trabalhadores, da maioria da população e que sepultam definitivamente a autonomia do país em face dos organismos supranacionais da União Europeia.
O primero-ministro grego está sendo instado a dizer se a Grécia pretende permanecer na Zona do Euro. Os líderes europeus consideram que a saída da Grécia seria a consequência inevitável da rejeição pelo povo grego ao plano de arrocho no referendo. O jornal Le Monde informa que um negociador francês declarou que não se está mais na situação de uma Europa incapaz de resolver as dificuldades de um de seus membros, mas na de um país que rejeita uma solução. « Não se pode impedir que os gregos se suicidem, é melhor que sejam eles a fazerem isso do que Angela Merkel », diz um responsável francês, cujo nome o jornal não revelou.
Da redação, com informações do Le Monde
O presidente francês Nicolas Sarkozy, o mesmo que deu a ordem para iniciar o ataque a Líbia em nome da « defesa da democracia », ficou bastante contrariado com a decisão do governo grego de convocar um referendo sobre o acordo de ajuste firmado com a União Europeia.
Papandreou, Sarkozy e Merkel
Comportando-se como ditador, o pequeno líder da França disse que não há nada a negociar, que os gregos não terão um só centavo enquanto não adotarem o plano de arrocho exigido pelo FMI. O presidente francês também se arvorou a decidir sobre o que deve ser perguntado aos gregos no referendo. A única questão que vale, diz o chefe do Palácio dos Campos Elíseos, é se os gregos querem ou não permanecer na Zona do Euro. Este foi o recado que o presidente francês transmitiu a um humilhado primeiro-ministro grego, George Papandreu, convocado às pressas a Cannes para ouvir um pito na véspera da inauguração da cúpula do G20.
Antes, Sarkozy unificou a posição com a chanceler alemã Angela Merkel, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, e os representantes das instituições europeias (Conselho Europeu, Comissão Européia, Eurogrupo, Banco Central Europeu).
Em mais uma demonstração de que a soberania nacional é algo ultrapassado para os dirigentes europeus, eles têm manifestado a opinião de que ao invés de um referendo, o melhor é convocar eleições antecipadas e tomar medidas que consideram « duras ». Na verdade, trata-se de tentar formar um governo « forte » para tomar medidas de arrocho econômico, lesivas aos direitos dos trabalhadores, da maioria da população e que sepultam definitivamente a autonomia do país em face dos organismos supranacionais da União Europeia.
O primero-ministro grego está sendo instado a dizer se a Grécia pretende permanecer na Zona do Euro. Os líderes europeus consideram que a saída da Grécia seria a consequência inevitável da rejeição pelo povo grego ao plano de arrocho no referendo. O jornal Le Monde informa que um negociador francês declarou que não se está mais na situação de uma Europa incapaz de resolver as dificuldades de um de seus membros, mas na de um país que rejeita uma solução. « Não se pode impedir que os gregos se suicidem, é melhor que sejam eles a fazerem isso do que Angela Merkel », diz um responsável francês, cujo nome o jornal não revelou.
Da redação, com informações do Le Monde
Encontro Mundial de Blogueiros: Pepe Escobar e a morte de Kadafi - Portal Vermelho
Encontro Mundial de Blogueiros: Pepe Escobar e a morte de Kadafi - Portal Vermelho
O 1º Encontro Mundial de Blogueiros reuniu quase 500 ativistas de 23 países e 17 estados brasileiros de 27 a 29 de outobro em Foz do Iguaçu, Paraná. Entre as muitas personalidades presentes da blogosfera, está Kristinn Hrafnsson, porta-voz do Wikileaks, e Pepe Escobar, colunista do Asia Times Online. No vídeo abaixo, Pepe revela detalhes e segredos que testemunhou durante a operação que assassinou o líder líbio Muamar Kadafi em 20 de outubro em Sirte.
Mais sobre o assassinato de Kadafi:
-José Reinaldo analisa significado do assassinato de Kadafi
Veja também as entrevistas do Encontro com:
-Thomas Conteris, fundador do site "Democracy Now"
-Entrevista com Pepe Escobar
-Kristinn Hrafnsson, Porta-Voz do Wikileaks
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-Kristinn Hrafnsson: “Blogueiros e Wikileaks estão de mãos dadas”
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Aversão à democracia no capitalismo europeu - Umberto Martins - Portal Vermelho
Aversão à democracia no capitalismo europeu - Portal Vermelho
A razão da queda do valor das ações foi o anúncio feito pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou, da convocação de um plebiscito para decidir sobre o novo pacote implícito no plano aprovado pelos líderes europeus, que prevê uma redução do valor da dívida externa do país associada a novas medidas de ajuste fiscal, que significam novos sacrifícios para a classe trabalhadora.
A possibilidade da consulta popular provocou pânico nos mercados e suscitou críticas virulentas de dirigentes políticos da Alemanha, França e outros países da região. É compreensível. A oposição dos trabalhadores e trabalhadoras da nação helênica aos ajustes impostos pela chamada troika (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) foi demonstrada nas seis greves gerais realizadas ao longo deste ano e é igualmente confirmada por diversas pesquisas de opinião.
Laboratório de horrores
A Grécia se transformou no laboratório de horrores do capitalismo europeu, ferozmente empenhado no desmantelamento do Estado de Bem Estar Social, que bem ou mal traduz relevantes conquistas arrancadas pela classe trabalhadora num momento histórico em que a correlação de forças era mais favorável e a existência do socialismo soviético induzia a burguesia a maiores concessões no interior das potências capitalistas.
A realidade mudou, a URSS já não existe e a era dourada do pós-guerra no velho continente cedeu lugar a uma fase de notória decadência, baixo crescimento, elevação da taxa de desemprego e perda da competitividade industrial, cenário agravado pela ascensão da China, acirramento da concorrência das economias emergentes e eclosão da crise mundial.
Guerra de classes
Neste novo cenário, a burguesia europeia resolveu declarar uma verdadeira guerra de classes contra o Estado de Bem Estar Social. A Grécia é o principal laboratório da nova estratégia, mas a ofensiva contra o trabalho ocorre em maior ou menor medida em toda a zona do euro, como revelam os pacotes antissociais adotados em Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e muitos outros países.
Sob a batuta do incorrigível FMI, o governo grego impôs o caminho do retrocesso e semeou a recessão (que sacrifica a economia pelo quarto ano consecutivo), colhendo em troca uma taxa de desemprego superior a 16%, aumento da idade da aposentadoria, corte de salários, emprego e de direitos. Mas teve de enfrentar uma reação irada e firme do povo. Acossado, inclusive por integrantes do próprio partido (que se diz socialista), Papandreou decidiu convocar o plebiscito.
Tendência à reação
Muitos críticos consideram a medida tardia, uma vez que sacrifícios inaceitáveis já foram impostos goela abaixo do povo, sem qualquer consulta. O fato é que na reação dos mercados transparece a aversão do capitalismo europeu à democracia. O cálculo é simples: não se pode pretender que medidas antipopulares, subordinadas aos interesses do capital financeiro, sejam referendadas pelas massas trabalhadoras. As instituições da democracia burguesa servem apenas de fachada para impor o projeto do capital financeiro. É quase uma certeza que o novo pacote de maldades bolado pela troika não passa pelo plebiscito.
Daí a aversão atual do capitalismo europeu à consulta popular. O desmantelamento do Estado de Bem Estar Social não combina com democracia e conduz a classe dominante a posturas cada vez mais reacionárias. O imperialismo em crise tende irresistivelmente à reação no plano político. Era o que dizia Lênin. É o que se vê hoje. A história é mestre em reviravoltas, ironias e convulsões. Lembremos que em passado não tão distante a Europa já foi palco da experiência trágica do nazi-fascismo. A paz social e a democracia dependem, mais do que nunca, da ação e da luta decidida da classe trabalhadora.
Da Redação, Umberto Martins
A razão da queda do valor das ações foi o anúncio feito pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou, da convocação de um plebiscito para decidir sobre o novo pacote implícito no plano aprovado pelos líderes europeus, que prevê uma redução do valor da dívida externa do país associada a novas medidas de ajuste fiscal, que significam novos sacrifícios para a classe trabalhadora.
A possibilidade da consulta popular provocou pânico nos mercados e suscitou críticas virulentas de dirigentes políticos da Alemanha, França e outros países da região. É compreensível. A oposição dos trabalhadores e trabalhadoras da nação helênica aos ajustes impostos pela chamada troika (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) foi demonstrada nas seis greves gerais realizadas ao longo deste ano e é igualmente confirmada por diversas pesquisas de opinião.
Laboratório de horrores
A Grécia se transformou no laboratório de horrores do capitalismo europeu, ferozmente empenhado no desmantelamento do Estado de Bem Estar Social, que bem ou mal traduz relevantes conquistas arrancadas pela classe trabalhadora num momento histórico em que a correlação de forças era mais favorável e a existência do socialismo soviético induzia a burguesia a maiores concessões no interior das potências capitalistas.
A realidade mudou, a URSS já não existe e a era dourada do pós-guerra no velho continente cedeu lugar a uma fase de notória decadência, baixo crescimento, elevação da taxa de desemprego e perda da competitividade industrial, cenário agravado pela ascensão da China, acirramento da concorrência das economias emergentes e eclosão da crise mundial.
Guerra de classes
Neste novo cenário, a burguesia europeia resolveu declarar uma verdadeira guerra de classes contra o Estado de Bem Estar Social. A Grécia é o principal laboratório da nova estratégia, mas a ofensiva contra o trabalho ocorre em maior ou menor medida em toda a zona do euro, como revelam os pacotes antissociais adotados em Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e muitos outros países.
Sob a batuta do incorrigível FMI, o governo grego impôs o caminho do retrocesso e semeou a recessão (que sacrifica a economia pelo quarto ano consecutivo), colhendo em troca uma taxa de desemprego superior a 16%, aumento da idade da aposentadoria, corte de salários, emprego e de direitos. Mas teve de enfrentar uma reação irada e firme do povo. Acossado, inclusive por integrantes do próprio partido (que se diz socialista), Papandreou decidiu convocar o plebiscito.
Tendência à reação
Muitos críticos consideram a medida tardia, uma vez que sacrifícios inaceitáveis já foram impostos goela abaixo do povo, sem qualquer consulta. O fato é que na reação dos mercados transparece a aversão do capitalismo europeu à democracia. O cálculo é simples: não se pode pretender que medidas antipopulares, subordinadas aos interesses do capital financeiro, sejam referendadas pelas massas trabalhadoras. As instituições da democracia burguesa servem apenas de fachada para impor o projeto do capital financeiro. É quase uma certeza que o novo pacote de maldades bolado pela troika não passa pelo plebiscito.
Daí a aversão atual do capitalismo europeu à consulta popular. O desmantelamento do Estado de Bem Estar Social não combina com democracia e conduz a classe dominante a posturas cada vez mais reacionárias. O imperialismo em crise tende irresistivelmente à reação no plano político. Era o que dizia Lênin. É o que se vê hoje. A história é mestre em reviravoltas, ironias e convulsões. Lembremos que em passado não tão distante a Europa já foi palco da experiência trágica do nazi-fascismo. A paz social e a democracia dependem, mais do que nunca, da ação e da luta decidida da classe trabalhadora.
Da Redação, Umberto Martins
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Dilma aproveita propostas de Inácio na relação com ONGs - Portal Vermelho
Dilma aproveita propostas de Inácio na relação com ONGs - Portal Vermelho
A presidenta Dilma Rousseff incorporou propostas que constam do relatório final, de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investigou, no período de 2007 a 2010, as organizações não governamentais (ONGs). A informação foi dada pelo jornal Valor Econômico, em matéria assinada por Ribamar Oliveira.
No Decreto 7.568, de setembro deste ano e publicado nesta segunda-feira (31) no "Diário Oficial da União", Dilma determinou que convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos sejam precedidos de chamamento público visando a seleção de projeto ou entidades.
Essa foi uma das principais sugestões feitas pelo senador Inácio na CPI das ONGs, incluída em um projeto de lei que trata do regime jurídico das parcerias da administração pública com as entidades sem fins lucrativos. O objetivo da proposta era evitar que o administrador público direcionasse a parceria para uma entidade de sua escolha. Com o chamamento público e a ampla divulgação da parceria, a margem para irregularidades fica diminuída.
Também a proibição de parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter desenvolvido atividades referentes à matéria objeto do convênio ou contrato de repasse de recursos públicos fez parte do relatório do senador Inácio e foi adotada pela presidenta.
Dilma proibiu ainda convênio e contrato de repasse com entidade privada sem fins lucrativos que tenha se omitido em prestar contas de parcerias anteriores, descumprido o objeto do convênio e cometido desvio de finalidade na aplicação dos recursos. Essa medida igualmente consta do relatório do senador Inácio.
No Portal da Transparência na internet, mantido pelo governo federal, não há um cadastro das entidades que não fizeram prestações de contas dos recursos recebidos e que, por isso, não poderiam mais receber transferências. No Decreto 7.592, publicado dia 31 de outubro, a presidente Dilma determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) mantenha esse cadastro e passe a exibi-lo no Portal da Transparência.
O relatório da CPI das ONGs foi elaborado pelo senador Inácio após realizar consulta pública e apresentou a proposta de existência de marco regulatório. Os dois projetos de lei e a íntegra do relatório, que não chegou a ser votado, estão disponíveis no endereço site do Senado.
Com informações da Ass. Com. Sen. Inácio Arruda
A presidenta Dilma Rousseff incorporou propostas que constam do relatório final, de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investigou, no período de 2007 a 2010, as organizações não governamentais (ONGs). A informação foi dada pelo jornal Valor Econômico, em matéria assinada por Ribamar Oliveira.
No Decreto 7.568, de setembro deste ano e publicado nesta segunda-feira (31) no "Diário Oficial da União", Dilma determinou que convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos sejam precedidos de chamamento público visando a seleção de projeto ou entidades.
Essa foi uma das principais sugestões feitas pelo senador Inácio na CPI das ONGs, incluída em um projeto de lei que trata do regime jurídico das parcerias da administração pública com as entidades sem fins lucrativos. O objetivo da proposta era evitar que o administrador público direcionasse a parceria para uma entidade de sua escolha. Com o chamamento público e a ampla divulgação da parceria, a margem para irregularidades fica diminuída.
Também a proibição de parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter desenvolvido atividades referentes à matéria objeto do convênio ou contrato de repasse de recursos públicos fez parte do relatório do senador Inácio e foi adotada pela presidenta.
Dilma proibiu ainda convênio e contrato de repasse com entidade privada sem fins lucrativos que tenha se omitido em prestar contas de parcerias anteriores, descumprido o objeto do convênio e cometido desvio de finalidade na aplicação dos recursos. Essa medida igualmente consta do relatório do senador Inácio.
No Portal da Transparência na internet, mantido pelo governo federal, não há um cadastro das entidades que não fizeram prestações de contas dos recursos recebidos e que, por isso, não poderiam mais receber transferências. No Decreto 7.592, publicado dia 31 de outubro, a presidente Dilma determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) mantenha esse cadastro e passe a exibi-lo no Portal da Transparência.
O relatório da CPI das ONGs foi elaborado pelo senador Inácio após realizar consulta pública e apresentou a proposta de existência de marco regulatório. Os dois projetos de lei e a íntegra do relatório, que não chegou a ser votado, estão disponíveis no endereço site do Senado.
Com informações da Ass. Com. Sen. Inácio Arruda
Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) quer restringir estrangeiros em terras da Amazônia - Portal Vermelho
Senadora Vanessa Grazziotin quer restringir estrangeiros em terras da Amazônia - Portal Vermelho
O Brasil precisa aumentar a restrição e ter mais controle sobre a compra de terras por parte de estrangeiros na Amazônia. O alerta foi feito pelos participantes de audiência da Subcomissão Permanente da Amazônia do Senado, na semana passada. O debate foi realizado por iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também defendeu a necessidade de mais rigor na presença de estrangeiros na região.
“Nossa região é muito cobiçada por estrangeiros sabedores do seu potencial de biodiversidade, por isso é fundamental que o Brasil tenha critérios rigorosos com relação a esse acesso”, afirmou a senadora, defendendo o debate para atualização das informações sobre a situação das terras na Amazônia.
A intenção da senadora é atualizar a legislação existente, a partir de regras claras, sem margem a divergências de interpretação. Ela propôs a instituição de um grupo de trabalho a ser formado por senadores e deputados para fazer um levantamento de todos os projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. E convidou representantes do Executivo para integrarem o grupo.
Prática comum
O representante da Advocacia-Geral da União (AGU), Arnaldo Sampaio Godoy, que participou do debate, lembrou que a restrição à aquisição de terras por parte de cidadãos não nacionais é comum no mundo inteiro e não há em tal prática qualquer resquício de xenofobia ou discriminação.
“Há países que sequer permitem a compra de terras por indivíduos de outras nacionalidades. No mundo de hoje, informação é fundamental. Precisamos saber nas mãos de quem estão nossas terras. É uma questão estratégica, de soberania e até de segurança alimentar”, opinou Arnaldo Godoy, que ainda fez um histórico das legislações e dos conflitos jurídicos existentes sobre o tema desde o século 19.
Já o representante do Ministério da Defesa, capitão-de-mar-e-guerra, Paulo César Garcia Brandão, ressaltou que o grande potencial de riquezas e a biodiversidade fazem da Amazônia brasileira foco da atenção internacional. O problema, segundo ele, é que a presença do Estado na área é dificultada pela baixa densidade demográfica, pelas longas distâncias e pela precariedade dos sistemas de transportes.
Na opinião de Garcia Brandão, para defender a Amazônia, será preciso tirá-la da insegurança jurídica causada pelo crescente conflito generalizado por conta de terras. “Por isso, a regularização fundiária é urgente e fundamental”, afirmou.
Fonte: Agência Senado
O Brasil precisa aumentar a restrição e ter mais controle sobre a compra de terras por parte de estrangeiros na Amazônia. O alerta foi feito pelos participantes de audiência da Subcomissão Permanente da Amazônia do Senado, na semana passada. O debate foi realizado por iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também defendeu a necessidade de mais rigor na presença de estrangeiros na região.
“Nossa região é muito cobiçada por estrangeiros sabedores do seu potencial de biodiversidade, por isso é fundamental que o Brasil tenha critérios rigorosos com relação a esse acesso”, afirmou a senadora, defendendo o debate para atualização das informações sobre a situação das terras na Amazônia.
A intenção da senadora é atualizar a legislação existente, a partir de regras claras, sem margem a divergências de interpretação. Ela propôs a instituição de um grupo de trabalho a ser formado por senadores e deputados para fazer um levantamento de todos os projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. E convidou representantes do Executivo para integrarem o grupo.
Prática comum
O representante da Advocacia-Geral da União (AGU), Arnaldo Sampaio Godoy, que participou do debate, lembrou que a restrição à aquisição de terras por parte de cidadãos não nacionais é comum no mundo inteiro e não há em tal prática qualquer resquício de xenofobia ou discriminação.
“Há países que sequer permitem a compra de terras por indivíduos de outras nacionalidades. No mundo de hoje, informação é fundamental. Precisamos saber nas mãos de quem estão nossas terras. É uma questão estratégica, de soberania e até de segurança alimentar”, opinou Arnaldo Godoy, que ainda fez um histórico das legislações e dos conflitos jurídicos existentes sobre o tema desde o século 19.
Já o representante do Ministério da Defesa, capitão-de-mar-e-guerra, Paulo César Garcia Brandão, ressaltou que o grande potencial de riquezas e a biodiversidade fazem da Amazônia brasileira foco da atenção internacional. O problema, segundo ele, é que a presença do Estado na área é dificultada pela baixa densidade demográfica, pelas longas distâncias e pela precariedade dos sistemas de transportes.
Na opinião de Garcia Brandão, para defender a Amazônia, será preciso tirá-la da insegurança jurídica causada pelo crescente conflito generalizado por conta de terras. “Por isso, a regularização fundiária é urgente e fundamental”, afirmou.
Fonte: Agência Senado
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