Tinoco Luna: Os leilões do petróleo e a espionagem - PCdoB. O Partido do socialismo.É indiscutível: A questão energética de um modo geral, e o petróleo de modo específico e dramaticamente urgente, é uma questão de vida e morte para a humanidade. Por isso, dentre outras razões, o debate sobre a soberania das nações nesse campo, não pode, sob qualquer hipótese, tergiversar ou se confundir acerca das consequências nefastas que decisões equivocadas inevitavelmente vão produzir.
Por Tinoco Luna*
No 13º Congresso do PCdoB, nosso partido precisa deixar bem clara sua posição no tocante ao petróleo, especialmente depois da comprovada e escandalosa espionagem americana encima da Petrobras, o que mostra, de modo indiscutível, o interesse estadunidense de sabotar a maior empresa brasileira e, não sejamos incautos, aproveitar os famigerados leilões da ANP para tomar a mais estratégica descoberta mineral de todos os tempos no Brasil: o nosso Pré-sal.
O PCdoB não pode vacilar nessa questão. Digo isso porque o Caderno de Teses do 13º Congresso, nos pontos 137 e 138, dar a entender que não está compreendendo o caráter estratégico da questão petróleo. Conceder, por qualquer que seja a modalidade de concessão, a propriedade estatal para a iniciativa privada, alegando o “estágio das forças produtivas no Brasil” sob o argumento genérico de que “o poder concedente do Estado” pode garantir a soberania nacional, é uma formulação teórica que não se aplica ao Petróleo. Nessa área, temos a Petrobras, a maior empresa do Brasil, quarta maior petrolífera do mundo e dona da maior tecnologia em águas profundas do planeta, é, portanto, muito diferente de áreas onde ainda não temos conhecimento ou capital para desenvolver.
De 1997 para cá, sejamos sinceros, quase tudo que foi feito pelo governo brasileiro nesta área estratégica foi prejudicial aos interesses nacionais. E os governos Lula/Dilma apesar de estancarem o processo de privatização da Petrobras, o que foi muito importante, também não avançaram muito no sentido de transformar essa nossa riqueza em efetivo poder de barganha nos grandes embates da geopolítica mundial. A política de desmantelamento da Petrobras com FHC, de certo modo foi freada nos últimos dez anos, mas a rigor, a nossa maior empresa não mereceu atenção proporcional ao tamanho de sua importância estratégica.
Precisamos, nos debates do 13º Congresso, começar a definir claramente a posição de nosso partido nessa questão. Acredito que, no mínimo, em torno de três pontos precisamos afinar nosso discurso. São eles:
1 - Pelo retorno do monopólio estatal do petróleo;
2 –Por uma Petrobras 100% estatal;
3 -Pelo fim dos leilões do petróleo e de todos os tipos de concessão de uso ou de propriedade privada nas atividades fins do ramo petróleo.
A defesa das propostas acima colocadas não exige muito esforço de elaboração e nem de compreensão. Primeiramente porque o fim do monopólio, com a promessa de grandes investimentos privados que iriam irrigar financeiramente o setor petróleo se revelou um fracasso total. Nenhuma empresa privada realizou grandes investimentos na perfuração de petróleo, por exemplo, desde que o monopólio caiu, e é a Petrobras quem continua fazendo esse serviço, do mesmo jeito que fazia antes, ou seja, com os mesmos riscos de sempre. Vale registrar, também, que as pequenas e médias empresas que se criaram para atuar no ramo petróleo, bem diferente do que pregava a cantilena neoliberal, apresentaram até o momento um saldo social negativo, pois, o pouco ou quase nada que trouxeram de ganho econômico foi suplantando em muito pela precarização das condições de trabalho, com terceirização selvagem e desrespeito aos direitos dos trabalhadores.
Em segundo lugar, a participação privada, mesmo que em forma de economia mista, numa empresa com a importância da Petrobras, traz uma série de entraves ao seu papel de servir ao país, haja vista os interesses políticos, pessoais e empresariais privados e privatistas que se manifestam no plano interno da administração e barram a dinâmica de sua verdadeira função social. Por último, leiloar áreas altamente promissoras, verdadeiro “filé” no dizer do ex-presidente Lula, sabendo-se o norrow que tem a Petrobras ao longo de seus 60 anos de história e de avanços tecnológicos, é, como se diz no nordeste, entregar “carne a gato”.
Ressalte-se ainda que, nesse debate é preciso também exigir uma redefinição do papel da Agência Nacional de Petróleo (ANP), cuja atribuição, a partir dos três pontos elencados acima, precisa se voltar para a fiscalização da qualidade dos produtos derivados do petróleo que são consumidos pela população brasileira, com vistas à melhoria da vida dos brasileiros, e não, como é atualmente, um organismo cuja atuação parece muito mais preocupada em garantir padrões operacionais e ambientais que atendam a interesses internacionais.
O debate está lançado, camaradas. Ou vamos ficar esperando que Eduard Snowden revele outros segredos de espionagem americana dentro do nosso quintal? Comunista, acredito eu, e como diria o saudoso Raul Seixas, não pode ficar “com a boca escancara cheia de dente esperando a morte chegar”.
*Tinoco Luna é presidente do PCdoB em Aracati-CE
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Adalberto Monteiro: O Programa posto à prova - PCdoB. O Partido do socialismo.
Adalberto Monteiro: O Programa posto à prova - PCdoB. O Partido do socialismo.
Aprovado no 12º Congresso (2009), o Programa Socialista, documento definidor da essência do PCdoB, foi testado, desde então, em quatro anos de combates. O rumo para o Brasil saltar avante na sua construção civilizacional é o socialismo; o caminho para alcançá-lo é a luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.
Por Adalberto Monteiro*
Os dez de governos Lula e Dilma foram marcados por intensas lutas por mudanças e constante e contundente ataque político das forças conservadoras para bloquear os avanços e as reformas. De qualquer modo, emerge um novo tipo de desenvolvimento em substituição ao neoliberalismo que todavia ainda persiste. Daí o apoio e o empenho dos comunistas pelo êxito desses governos neste empreendimento.
O Programa difundiu no âmbito do campo político e social avançado a necessidade e a viabilidade da alternativa revolucionária do socialismo. Sem este rumo, a autêntica esquerda seria domesticada e condenada a ser um braço a mais da ordem do Capital. Assim, para os comunistas, as realizações do governo não são um fim em si mesmo, mas ensaios ou passos concretos nas trilhas do caminho brasileiro para o socialismo.
Objetivamente se constata, decorrente de uma correlação de forças ainda desfavorável ao campo político revolucionário, que no universo das forças progressistas não são muitas as que sustentam a alternativa do socialismo. Todavia, o PCdoB persevera. Alimenta-se de uma trajetória revolucionária de 90 anos e de um Programa que, pelo teste da vida, se revela factível e capaz de inserir o Partido no pulsar da luta de classes, da luta política, social e de ideais do país.
Na atualidade, a grande crise global do capitalismo desnuda aos olhos de milhões a incapacidade desse sistema de dar respostas aos anseios da humanidade. Fato que, se aproveitado pelas forças de esquerda, pode progressivamente recolocar o socialismo no horizonte dos que buscam saídas aos infortúnios e as mazelas que sufocam a aspiração a uma vida digna. Mesmo no Brasil, as pelejas travadas neste último decênio demonstram pela prática o que está grafado no Programa do PCdoB: “Somente o socialismo é capaz de sustentar a soberania da Nação e a valorização do trabalho (...) Por sua vez, o socialismo não triunfa sem absorver a causa da soberania e afirmação da soberania.”
E esta sustentação da alternativa não se deu por pregações doutrinárias ou discursos descolados da realidade. O caminho, o Novo Projeto Nacional, deu concretude ao rumo. A transição ao socialismo entra no horizonte, deixa de ser um ente idílico do futuro longínquo. As forças avançadas são chamadas a desbravá-lo nas adversidades do presente. As refregas, os embates, os grandes confrontos pela realização das reformas estruturais democráticas é o modo e meio de fortalecermos a Nação e assegurarmos que parcelas cada vez maiores da riqueza sejam canalizadas para elevar a qualidade de vida dos trabalhadores e do povo.
Confirmou-se a justeza do conteúdo do Programa: anti-imperialista, antilatifundiário e antioligarquia financeira. O Partido se destacou no combate e na tarefa de se arregimentar amplas forças para enfrentar o rentismo e a oligarquia financeira, alvo principal fixado.
A cada alteração positiva da correlação de forças, o PCdoB atuou para impulsionar o governo a empreender as mudanças. Foi pioneiro em defender as alianças amplas, mas, simultaneamente, sempre ressaltou que elas deveriam ser lideradas pela esquerda. Desde a primeira hora, o Partido ressaltou o papel da luta social como força motriz das mudanças e para tal os movimentos e as centrais dos trabalhadores deveriam preservar sua autonomia, buscar a unidade em torno de plataformas representativas dos anseios das massas e realizar mobilizações de envergadura.
Por uns tempos, é verdade, a defesa que o PCdoB fazia das reformas se assemelhou à pregação no deserto. As três vitórias consecutivas (2002, 2006, 2010) pareciam dar razão às forças políticas que menosprezavam o anseio reformista. Contudo, os efeitos da crise capitalista, o crescente ataque do sistema de oposição, o alerta disparado pelas grandes manifestações de junho e a “guerra política” que se anuncia em torno da sucessão de 2014, ressaltam o caráter imperativo da realização das reformas democráticas.
PCdoB tem “chão” para crescer
Dez anos de intervenção política orientada pelas diretrizes da 9ª Conferência (2003) e pelo Programa Socialista proporcionaram a expansão e fortalecimento do PCdoB. Expandiu-se cultivando sua identidade comunista. Em razão de sua coerência revolucionária e de seu papel nos governos Lula e Dilma se tornou alvo do ataque que o sistema de oposição desfere contra a esquerda. Ataques que o Partido unido e coeso tem repelido.
Os êxitos alcançados na esfera de sua construção orgânica, ideológica e política, todavia não “embriagam” a militância comunista. Temos justificado orgulho de nossas realizações, mas também plena consciência das deficiências, das lacunas, dos problemas,-- parte deles derivado da própria expansão auferida. Há também as pressões ideológicas cujas origens estão apontadas nas Teses e que atuam “para amolecer os ossos” do Partido, isto é, para empurrá-lo à vala comum das legendas do status quo. Pressões que foram ressaltadas pela vigilância do coletivo militante que se manifestou de modo vivo nos debates do 13º Congresso
Mas, tudo isso não assusta. O Partido está seguro, pois que está apetrechado, com o pensamento revolucionário original que nos orienta ( Estatutos, Programa Socialista, Política de Quadros). Está seguro, também, pelo resultado concreto, configurado no Partido real que chega ao 13º Congresso, em expansão e cultivando sua identidade comunista.
O patamar a que chegou o Partido, as condições políticas favoráveis, as janelas de oportunidade que surgem da grande crise global do capitalismo e o lugar e o papel que o PCdoB ocupa no país, esse conjunto de fatores nos indicam que a legenda comunista tem chão para adquirir um ritmo ainda maior de crescimento.
Não há como e nem porque recuar. Sem idealismo, nem voluntarismo, é pertinente com base no legado do pensamento revolucionário que nos orientou na última década (sempre atualizando-o, é claro), ambicionar uma expansão ainda maior.
*Adalberto Monteiro é Membro do Comitê Central.
Por Adalberto Monteiro*
Os dez de governos Lula e Dilma foram marcados por intensas lutas por mudanças e constante e contundente ataque político das forças conservadoras para bloquear os avanços e as reformas. De qualquer modo, emerge um novo tipo de desenvolvimento em substituição ao neoliberalismo que todavia ainda persiste. Daí o apoio e o empenho dos comunistas pelo êxito desses governos neste empreendimento.
O Programa difundiu no âmbito do campo político e social avançado a necessidade e a viabilidade da alternativa revolucionária do socialismo. Sem este rumo, a autêntica esquerda seria domesticada e condenada a ser um braço a mais da ordem do Capital. Assim, para os comunistas, as realizações do governo não são um fim em si mesmo, mas ensaios ou passos concretos nas trilhas do caminho brasileiro para o socialismo.
Objetivamente se constata, decorrente de uma correlação de forças ainda desfavorável ao campo político revolucionário, que no universo das forças progressistas não são muitas as que sustentam a alternativa do socialismo. Todavia, o PCdoB persevera. Alimenta-se de uma trajetória revolucionária de 90 anos e de um Programa que, pelo teste da vida, se revela factível e capaz de inserir o Partido no pulsar da luta de classes, da luta política, social e de ideais do país.
Na atualidade, a grande crise global do capitalismo desnuda aos olhos de milhões a incapacidade desse sistema de dar respostas aos anseios da humanidade. Fato que, se aproveitado pelas forças de esquerda, pode progressivamente recolocar o socialismo no horizonte dos que buscam saídas aos infortúnios e as mazelas que sufocam a aspiração a uma vida digna. Mesmo no Brasil, as pelejas travadas neste último decênio demonstram pela prática o que está grafado no Programa do PCdoB: “Somente o socialismo é capaz de sustentar a soberania da Nação e a valorização do trabalho (...) Por sua vez, o socialismo não triunfa sem absorver a causa da soberania e afirmação da soberania.”
E esta sustentação da alternativa não se deu por pregações doutrinárias ou discursos descolados da realidade. O caminho, o Novo Projeto Nacional, deu concretude ao rumo. A transição ao socialismo entra no horizonte, deixa de ser um ente idílico do futuro longínquo. As forças avançadas são chamadas a desbravá-lo nas adversidades do presente. As refregas, os embates, os grandes confrontos pela realização das reformas estruturais democráticas é o modo e meio de fortalecermos a Nação e assegurarmos que parcelas cada vez maiores da riqueza sejam canalizadas para elevar a qualidade de vida dos trabalhadores e do povo.
Confirmou-se a justeza do conteúdo do Programa: anti-imperialista, antilatifundiário e antioligarquia financeira. O Partido se destacou no combate e na tarefa de se arregimentar amplas forças para enfrentar o rentismo e a oligarquia financeira, alvo principal fixado.
A cada alteração positiva da correlação de forças, o PCdoB atuou para impulsionar o governo a empreender as mudanças. Foi pioneiro em defender as alianças amplas, mas, simultaneamente, sempre ressaltou que elas deveriam ser lideradas pela esquerda. Desde a primeira hora, o Partido ressaltou o papel da luta social como força motriz das mudanças e para tal os movimentos e as centrais dos trabalhadores deveriam preservar sua autonomia, buscar a unidade em torno de plataformas representativas dos anseios das massas e realizar mobilizações de envergadura.
Por uns tempos, é verdade, a defesa que o PCdoB fazia das reformas se assemelhou à pregação no deserto. As três vitórias consecutivas (2002, 2006, 2010) pareciam dar razão às forças políticas que menosprezavam o anseio reformista. Contudo, os efeitos da crise capitalista, o crescente ataque do sistema de oposição, o alerta disparado pelas grandes manifestações de junho e a “guerra política” que se anuncia em torno da sucessão de 2014, ressaltam o caráter imperativo da realização das reformas democráticas.
PCdoB tem “chão” para crescer
Dez anos de intervenção política orientada pelas diretrizes da 9ª Conferência (2003) e pelo Programa Socialista proporcionaram a expansão e fortalecimento do PCdoB. Expandiu-se cultivando sua identidade comunista. Em razão de sua coerência revolucionária e de seu papel nos governos Lula e Dilma se tornou alvo do ataque que o sistema de oposição desfere contra a esquerda. Ataques que o Partido unido e coeso tem repelido.
Os êxitos alcançados na esfera de sua construção orgânica, ideológica e política, todavia não “embriagam” a militância comunista. Temos justificado orgulho de nossas realizações, mas também plena consciência das deficiências, das lacunas, dos problemas,-- parte deles derivado da própria expansão auferida. Há também as pressões ideológicas cujas origens estão apontadas nas Teses e que atuam “para amolecer os ossos” do Partido, isto é, para empurrá-lo à vala comum das legendas do status quo. Pressões que foram ressaltadas pela vigilância do coletivo militante que se manifestou de modo vivo nos debates do 13º Congresso
Mas, tudo isso não assusta. O Partido está seguro, pois que está apetrechado, com o pensamento revolucionário original que nos orienta ( Estatutos, Programa Socialista, Política de Quadros). Está seguro, também, pelo resultado concreto, configurado no Partido real que chega ao 13º Congresso, em expansão e cultivando sua identidade comunista.
O patamar a que chegou o Partido, as condições políticas favoráveis, as janelas de oportunidade que surgem da grande crise global do capitalismo e o lugar e o papel que o PCdoB ocupa no país, esse conjunto de fatores nos indicam que a legenda comunista tem chão para adquirir um ritmo ainda maior de crescimento.
Não há como e nem porque recuar. Sem idealismo, nem voluntarismo, é pertinente com base no legado do pensamento revolucionário que nos orientou na última década (sempre atualizando-o, é claro), ambicionar uma expansão ainda maior.
*Adalberto Monteiro é Membro do Comitê Central.
Francisco Neves: Agora o petróleo é para todos - PCdoB. O Partido do socialismo.
Francisco Neves: Agora o petróleo é para todos - PCdoB. O Partido do socialismo.O leilão para exploração do campo de Libra, no pré-sal, previsto para o próximo dia 21 de outubro, tem tudo para ser um sucesso. O evento representa uma etapa fundamental para o início da transformação do recurso natural, descoberto há seis anos, que, com certeza, trará benefício real para a educação e saúde, dos quase 200 milhões de brasileiros.
Por Francisco Nelson Castro Neves*
O que estará em jogo no processo de licitação é a melhor oferta econômica e técnica de exploração do petróleo, a serem julgadas sob o interesse público, tendo como operadora a Petrobras, e presença ativa da Pré-sal Petróleo S.A., no gerenciamento dos interesses da União.
O ano de 2007 foi marcado pelo anúncio da descoberta de reservatórios gigantes de petróleo, localizado abaixo da camada de sal da bacia sedimentar de Santos. À época, o Presidente Lula, por sua vez, convoca o Conselho Nacional de Política Energética e informa à nação que as riquezas descobertas serão usadas para desenvolver o país, com o maior objetivo de superar deficiências históricas, como a da educação brasileira. Neste longo e rico período, da descoberta até o primeiro leilão de Libra, foram aprofundados os estudos técnicos sobre o tema, e definido um novo modelo de exploração específico para essas novas fronteiras.
Após a definição do marco regulatório para o pré-sal, a primeira ação prática foi a cessão onerosa do reservatório de Franco, com cinco bilhões de barris de petróleo, para a Petrobras. Fato que ocorreu sem nenhum desembolso direto, ampliando a participação da União na Companhia de 39% para 49% e fortalecendo imensamente o quantitativo de reserva petrolífera da empresa. Assim, é preciso reforçar a ideia que a "Petrobras deve gostar do Brasil como o Brasil gosta da Petrobras ¹ ".
O regime de partilha instituído para a exploração do petróleo no pré-sal assegura o absoluto controle público da produção e o aumento participação pública nas rendas do campo. O controle se dará por um percentual médio que não chega a 60% nos contratos de concessão atuais para um, que pode chegar a 80% na partilha.
A expectativa grandiosa de renda do pré-sal levou a uma das mais longas e amplas batalhas institucionais da história recente do Congresso Nacional: a disputa pela distribuição dos royalties. O impasse só foi resolvido recentemente em um grande acordo político no parlamento. Pois ficou claro que milhares de prefeitos, governadores e parlamentares identificam nas rendas governamentais da produção do pré-sal, a base financeira necessária para superar grandes desafios da educação e saúde em todos os cantos deste país.
Na história da campanha “o petróleo é nosso”, as incertezas eram grandes. Hoje, há muitas certezas: a presença do óleo para ser explorado em benefício à população; regras claras e de controle; empresa nacional de capital misto forte, experiente e capaz; empresa estatal nova e 100% pública; destino para os recursos; há quem regula e fiscaliza com foco no interesse público; empresas privadas e públicas de outros estados estão dispostas a colocar dinheiro e formar parcerias. Deste modo, em poucas oportunidades, a soberania brasileira foi tão respeitada e as vantagens para o Brasil estão nítidas.
Portanto, adiar o leilão de Libra, com tantas garantias para a nação e vantagens para seu povo é uma ideia sem fundamento e desarrazoada, já que o país precisa de desenvolvimento urgente. Dessa forma, não devemos adiar, nem temer a oportunidade do sucesso que se aproxima. A causa é para abraçar e nos envolver para colher ao máximo os benefícios, pois as condições objetivas já estão esclarecidas. Afinal, agora, mais do em qualquer outro momento da história, o “ouro negro”, servirá a todos os brasileiros, em grande escala e por excepcional valor.
1-Fala do Presidente Lula na Bahia, durante a inauguração do Gasene.
* Francisco Nelson Castro Neves é Membro do PCdoB Bahia.
Nivaldo Santana: Os trabalhadores e o NPND - PCdoB. O Partido do socialismo.
Nivaldo Santana: Os trabalhadores e o NPND - PCdoB. O Partido do socialismo.O programa do PCdoB trata essencialmente da transição entre o capitalismo e o socialismo, considera anticientífica a concepção de modelo único de revolução e socialismo e enfatiza que, na atual etapa, a forma concreta de se avançar para a nova sociedade é lutar por um novo projeto nacional de desenvolvimento. A luta pelo desenvolvimento, portanto, é o centro da luta travada pelos comunistas no Brasil.
Por Nivaldo Santana*
O adjetivo novo significa que não se pretende reeditar outros planos de desenvolvimento já aplicados no Brasil. Trata-se, agora, de um tipo de desenvolvimento ancorado na democracia, na soberania nacional, na integração solidária latino-americana e no progresso social, em especial a valorização do trabalho, de acordo com as especificidades de nosso país.
A realização dessas tarefas, sempre conforme o programa, demanda a construção de uma ampla frente política e social, incorporando os trabalhadores, os setores médios e o chamado setor produtivo. No interior dessa ampla frente, é indispensável ter um núcleo forte de esquerda, com uma agenda e um plano de lutas comum.
O fortalecimento orgânico e político do PCdoB é condição necessária para construir esse núcleo de esquerda. Para tanto, o partido assinala que os três vetores essenciais de acumulação de força, harmônicos e interligados, são a luta político-institucional, a luta de massas e a luta de ideias.
Com base nessas ideias-forças programáticas é que foram redigidas as teses, ora em debate no curso do 13º congresso do PCdoB. As teses, em seu primeiro bloco, fazem um balanço dos dez anos dos governos Lula e Dilma e do papel do PCdoB neste período e traça as perspectivas para uma nova arrancada do ciclo progressista no Brasil.
Um segundo bloco de preocupações é a análise da atual crise do capitalismo e a nova luta pelo socialismo. As teses do partido assinalam que a atual crise acelera a luta pela edificação da nova sociedade ao tempo em que se procura valorizar as experiências de construção do socialismo no mundo e o ciclo progressista da América Latina.
Para uma melhor compreensão do conteúdo das teses, há que se conhecer – e concordar – com o programa e procurar, como sempre ensinava Lênin, fazer análise concreta da realidade concreta. Ou, como dizem os chineses, procurar a verdade nos fatos.
Nesse rumo, algumas questões importantes merecem ser destacadas dos debates realizados nesta Tribuna e nas Conferências municipais e estaduais. Uma delas é sobre o papel dos trabalhadores e sua participação no interior da frente. Essa participação se dá em um terreno em que coexistem diversas contradições, convergências e divergências.
A aliança heterogênea, uma marca do processo histórico do nosso país, une interesses diversos em torno de pontos comuns para o crescimento da economia e melhora do bem-estar social, mas não elimina as contradições entre o capital e o trabalho. Neste particular, os interesses se contrapõem e a correlação de forças é que definirão, em última instância, os desdobramentos dessa luta.
Outra questão importante é a nova configuração das relações entre o Estado e o mercado para impulsionar o desenvolvimento. Forjada na luta contra o neoliberalismo e suas múltiplas políticas privatistas, parte da nossa militância encontra dificuldades em assimilar as políticas de concessão e participação do capital privado na infraestrutura e em outros setores produtivos e de serviços.
A dicotomia entre Estado e mercado precisa ser atualizada e ter novo enfoque. Mesmo países socialistas, como China, Vietnã e Cuba, para citar apenas três exemplos, chegam à compreensão de que o desenvolvimento das forças produtivas não pode prescindir, durante largo período, das chamadas forças do mercado.
Nesses países, que fizeram a revolução e são dirigidos pelos comunistas, os projetos de desenvolvimento pressupõem a participação forte do Estado como organizador, indutor e regulador da economia em setores essenciais, mas com ampla participação do mercado, inclusive de capital estrangeiro, em diversas áreas.
Em países como o Brasil, capitalista, com um sistema de poder político e econômico com presença forte do conservadorismo, não se pode trilhar em linha reta o caminho para o desenvolvimento das forças produtivas. As concessões e outras medidas de transferência para o capital privado de determinadas áreas são necessidades produto não da vontade, mas do atual estágio de desenvolvimento do capitalismo no Brasil e da correlação de forças.
Toda essa política de abertura para o mercado precisa estar associada e em conformidade com o projeto nacional de desenvolvimento democrático e progressista. Para os trabalhadores, existe uma correlação virtuosa entre crescimento da economia, dos salários, do emprego e dos direitos. Nessa marcha sinuosa e contraditória é que os trabalhadores acumulam forças, conquistam vitórias parciais e se preparam para avanços maiores.
A agenda dos trabalhadores, nessa perspectiva mais avançada, adquire uma amplitude maior: incorpora suas demandas mais imediatas de valorização do trabalho sintonizadas com a luta mais geral pelo desenvolvimento do país. A luta dos trabalhadores rumo a uma sociedade superior é complexa e cheia de vicissitudes, proporcional ao tamanho e dimensão dos seus objetivos: Alcançar a hegemonia e conquistar o poder.
*Nivaldo Santana é Secretário Sindical Nacional do PCdoB.
Vietnamitas despedem-se do general Giap - Estado de SP
AE - Agência Estado
Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Hanói neste domingo para se despedirem do general Vo Nguyen Giap, lendário herói de guerra cujas táticas levaram a pequena nação do sudeste asiático a se libertar primeiro dos franceses e depois dos norte-americanos.
"Vida longa ao general Giap", entoavam participantes dos funerais, muitos deles chorando. A procissão fúnebre percorreu 40 quilômetros entre o centro de Hanói e o aeroporto.
De Hanói, o corpo do general foi levado a Quang Binh, na região central do país, onde mais centenas de milhares de pessoas enfileiraram-se pelos 70 quilômetros que separam o aeroporto local do local onde Giap foi sepultado.
O general faleceu no dia 4, aos 102 anos. Mais longevo entre os principais revolucionários comunistas do Vietnã, aplicou engenhosas estratégias de guerrilha para superar enormes desvantagens diante de inimigos militarmente superiores.
Apelidado de Napoleão Vermelho, Giap é considerado um herói nacional cujo legado encontra-se abaixo somente daquele de seu mentor, o ex-presidente Ho Chi Minh, que conduziu o Vietnã à independência.
Estrategista militar autodidata, Giap ficou famoso pela vitória sobre os franceses em Dien Bien Phu, que não levou apenas à independência do Vietnã, mas também ao colapso do colonialismo na Indochina e outras partes do sudeste asiático.
Mesmo com idade avançada, o general se manteve ativo na política. Giap recebia visitas de autoridades internacionais, como seu amigo Fidel Castro, que posavam para fotos com o militar, em sua casa na capital Hanói.
Giap nasceu em 25 de agosto de 1911, na província central de Quang Binh. Ele entrou na vida política nos anos 1920 e trabalhava como jornalista antes de se filiar ao Partido Comunista Indochinês. Nos anos 1930, ele se formou em Direito pela Universidade de Hanói e foi preso por liderar protestos contra a colonização francesa.
Giap conheceu Ho Chi Minh nos anos 1940, durante o exílio no sudeste da China. Os dois, então, foram para a zona rural do norte do Vietnã, onde recrutavam guerrilheiros para a insurgência vietcongue. Uma de suas estratégias mais conhecidas foi a criação da trilha de Ho Chi Minh, que atravessava clandestinamente as selvas de Laos e Camboja para municiar os rebeldes no sul do Vietnã.
Durante os anos de guerra, Giap serviu como ministro da Defesa, comandante das Forças Armadas e membro da diretoria do Partido Comunista do Vietnã. Seu poder foi lentamente decaindo com a morte de Ho Chi Minh, em 1969. Seu último cargo foi de vice-primeiro-ministro em 1991.
Mesmo aposentado, Giap continuava a ser uma figura popular na sociedade vietnamita. Com o uniforme militar e estrelas dourados cravadas nos ombros, ele participava de eventos nacionais e dava conselhos políticos. Fonte: Associated Press.
Jandira fala sobre candidatura ao governo e atuação parlamentar - PCdoB. O Partido do socialismo.
Jandira fala sobre candidatura ao governo e atuação parlamentar - PCdoB. O Partido do socialismo.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) usou o horário do Grande Expediente na Câmara, quando o parlamentar tem um período de 30 minutos para discursar, e anunciou o lançamento de sua pré-candidatura do Governo do Rio de Janeiro, Na mesma ocasião, a deputada falou sobre sua atuação parlamentar e as vitórias que tem conquistado na Presidência da Comissão de Cultura, como a promulgação da PEC da Música, ocorrida nesta terça-feira (15).
Agência Câmara
Jandira na sessão de promulgação da PEC da Música: elogios à atuação dela.
A deputada também aproveitou as comemorações do Dia do Professor para destacara, em todos os aspectos do seu discurso, a importância do profissional de educação e o compromisso dela com a luta da categoria.
“Eu, como Presidente da Comissão de Cultura, compreendo e tenho absoluta clareza de que a grande possibilidade da educação é a sua articulação estrutural com a cultura. A cultura, a educação e a comunicação democrática formam um tripé. Nós não podemos apartar os debates, a formulação dessas políticas”, afirmou.
Ao falar da decisão que tomou o PCdoB, no Rio de Janeiro, de lançar a minha pré-candidatura ao Governo do Estado, ela disse que “nós temos a compreensão de que a sociedade caminha para exigências maiores e mais profundas, que exigem uma articulação mais sólida, mais uniforme e mais unida da Esquerda brasileira”.

Agência Câmara
Jandira na sessão de promulgação da PEC da Música: elogios à atuação dela.
A deputada também aproveitou as comemorações do Dia do Professor para destacara, em todos os aspectos do seu discurso, a importância do profissional de educação e o compromisso dela com a luta da categoria.
“Eu, como Presidente da Comissão de Cultura, compreendo e tenho absoluta clareza de que a grande possibilidade da educação é a sua articulação estrutural com a cultura. A cultura, a educação e a comunicação democrática formam um tripé. Nós não podemos apartar os debates, a formulação dessas políticas”, afirmou.
Ao falar da decisão que tomou o PCdoB, no Rio de Janeiro, de lançar a minha pré-candidatura ao Governo do Estado, ela disse que “nós temos a compreensão de que a sociedade caminha para exigências maiores e mais profundas, que exigem uma articulação mais sólida, mais uniforme e mais unida da Esquerda brasileira”.
Segundo Jandira (foto), “isso não significa não se relacionar com outros campos de força do Brasil, mas nos permite dizer que se fecha um ciclo no Estado do Rio de Janeiro, onde as discordâncias do nosso partido com o Governador Sérgio Cabral crescem”, citando como um dos aspectos que determinou a decisão, que já vem sendo discutida há mais de dois anos, foi a reação violenta de criminalização dos movimentos sociais. “E o maior exemplo tem sido agora a luta dos professores do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.
“Nós, que atuamos neste Congresso Nacional, temos tido a felicidade de ao mesmo tempo reivindicar uma política educacional com qualidade, não apenas a ampliação do número de vagas, mas também qualidade do ensino em todos os níveis igualmente, com realce, inclusive, para a primeira infância, que é o momento de maior desenvolvimento do cidadão”, disse ao reafirmar a luta em defesa dos professores e pela pauta da Cultura.
PEC da Música
A deputada, que participou ativamente da discussão e aprovação da PEC da Música, tendo sido citada com palavras elogiosas por todos os oradores na sessão de promulgação da matéria, avalia que “nós certamente possibilitamos o avanço de algo represado, que fazia uma imensa injustiça tributária com os artistas e produtores brasileiros, porque pagavam mais impostos que os estrangeiros”.
“Essa promulgação é uma vitória histórica e importante. Eu fico muito feliz por ter vivenciado todo esse processo e a promulgação hoje no Congresso Nacional”, disse, destacando ainda a homenagem feita pela Comissão de Cultura, no hall da Taquigrafia, ao centenário de Vinícius, que completaria 100 anos no próximo sábado, dia 19 de outubro. “Essa semana realça uma feliz coincidência da data da homenagem com a promulgação da PEC da Música”, afirmou.
Apoios e elogios
Ao longo de seu discurso, Jandira Feghali foi interrompida pelos colegas parlamentares, que manifestaram apoio à luta da deputada e elogiaram sua atuação d avida política e parlamentar.
O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) disse que alegrava-se com a decisão do Partido no Rio de Janeiro de apresentá-la como pré-candidata ao Governo do Estado. “Tenho certeza de que o povo carioca saberá recompensar a grande lutadora e militante da causa popular que temos a honra de ver dividir com nosso partido a combatividade e a inteligência”, afirmou.
Assis foi seguido pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) disse que “acompanho a vida pública de Jandira desde 1995, quando aqui cheguei e V.Exa. já aqui estava. Este é seu quinto mandato de Deputada Federal, tendo passado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com desempenho importante em cargos executivos no Rio de Janeiro e em Niterói. Agora, eu posso vivenciar também de perto o trabalho que V.Exa. desenvolve à frente da Comissão de Cultura desta Casa”.
“Eu quero cumprimentá-la por seu trabalho excepcional à frente da PEC da Música. E parabenizá-la pela lembrança do seu nome no lançamento da pré-candidatura de V.Exa. ao Governo de seu Estado. Portanto, eu quero cumprimentá-la e desejar-lhe felicidades em todas essas empreitadas. V.Exa. é dos quadros políticos de que o Brasil precisa”, afirmou o peemedebista.

“Nós, que atuamos neste Congresso Nacional, temos tido a felicidade de ao mesmo tempo reivindicar uma política educacional com qualidade, não apenas a ampliação do número de vagas, mas também qualidade do ensino em todos os níveis igualmente, com realce, inclusive, para a primeira infância, que é o momento de maior desenvolvimento do cidadão”, disse ao reafirmar a luta em defesa dos professores e pela pauta da Cultura.
PEC da Música
A deputada, que participou ativamente da discussão e aprovação da PEC da Música, tendo sido citada com palavras elogiosas por todos os oradores na sessão de promulgação da matéria, avalia que “nós certamente possibilitamos o avanço de algo represado, que fazia uma imensa injustiça tributária com os artistas e produtores brasileiros, porque pagavam mais impostos que os estrangeiros”.
“Essa promulgação é uma vitória histórica e importante. Eu fico muito feliz por ter vivenciado todo esse processo e a promulgação hoje no Congresso Nacional”, disse, destacando ainda a homenagem feita pela Comissão de Cultura, no hall da Taquigrafia, ao centenário de Vinícius, que completaria 100 anos no próximo sábado, dia 19 de outubro. “Essa semana realça uma feliz coincidência da data da homenagem com a promulgação da PEC da Música”, afirmou.
Apoios e elogios
Ao longo de seu discurso, Jandira Feghali foi interrompida pelos colegas parlamentares, que manifestaram apoio à luta da deputada e elogiaram sua atuação d avida política e parlamentar.
O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) disse que alegrava-se com a decisão do Partido no Rio de Janeiro de apresentá-la como pré-candidata ao Governo do Estado. “Tenho certeza de que o povo carioca saberá recompensar a grande lutadora e militante da causa popular que temos a honra de ver dividir com nosso partido a combatividade e a inteligência”, afirmou.
Assis foi seguido pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) disse que “acompanho a vida pública de Jandira desde 1995, quando aqui cheguei e V.Exa. já aqui estava. Este é seu quinto mandato de Deputada Federal, tendo passado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com desempenho importante em cargos executivos no Rio de Janeiro e em Niterói. Agora, eu posso vivenciar também de perto o trabalho que V.Exa. desenvolve à frente da Comissão de Cultura desta Casa”.
“Eu quero cumprimentá-la por seu trabalho excepcional à frente da PEC da Música. E parabenizá-la pela lembrança do seu nome no lançamento da pré-candidatura de V.Exa. ao Governo de seu Estado. Portanto, eu quero cumprimentá-la e desejar-lhe felicidades em todas essas empreitadas. V.Exa. é dos quadros políticos de que o Brasil precisa”, afirmou o peemedebista.
Os deputados cearenses e comunistas, Chico Lopes (na foto com Jandira) e João Ananias, também fizeram apartes ao discursos de Jandira, para parabenizá-la pelo sucesso da PEC da Música, pelo trabalho na cultura, e ressaltaram a alegria e prazer de tê-la como companheira de bancada no Parlamento.
“Quero parabenizar o povo do Rio pelo ganho em ter uma Governadora como V.Exa. Tenho certeza de que esse seu cabedal de conhecimento e de compromisso, principalmente, vai engrandecer demais essa sua nova postulação e por que não dizer vai premiar o povo do Rio de Janeiro. Parabéns ao PCdoB do Rio de Janeiro pela feliz escolha”, afirmou Ananias.
Também o deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) elogiou a atuação de Jandira na vida pública, “marcada sempre pela coerência e pela preocupação de corresponder às expectativas naturalmente do povo do Rio e por natural extensão de todos os brasileiros”, disse, ao expressar “esse sentimento de admiração à sua luta e ao arraigamento das suas convicções democráticas”.
De Brasília
Márcia Xavier
“Quero parabenizar o povo do Rio pelo ganho em ter uma Governadora como V.Exa. Tenho certeza de que esse seu cabedal de conhecimento e de compromisso, principalmente, vai engrandecer demais essa sua nova postulação e por que não dizer vai premiar o povo do Rio de Janeiro. Parabéns ao PCdoB do Rio de Janeiro pela feliz escolha”, afirmou Ananias.
Também o deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) elogiou a atuação de Jandira na vida pública, “marcada sempre pela coerência e pela preocupação de corresponder às expectativas naturalmente do povo do Rio e por natural extensão de todos os brasileiros”, disse, ao expressar “esse sentimento de admiração à sua luta e ao arraigamento das suas convicções democráticas”.
De Brasília
Márcia Xavier
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Para a Tribuna de Debates do 13° Congresso do PCdoB - Harmonizar luta de ideias, de massa e eleitoral-institucional no PCdoB de hoje - Paulo Vinícius Silva - Parte 2
Harmonizar
lutas de ideias, de massa e eleitoral no PCdoB de hoje
Parte 2
Paulo
Vinícius Santos da Silva
Secretário Sindical do Distrito Federal e membro da Comissão
Sindical Nacional
Sempre há uma solução simples para um problema complexo.
Geralmente errada. (Anônimo)
Lutas de ideias, social e político institucional eleitoral a
serviço do Projeto Partidário
Ante um momento sem receitas, e ainda de defensiva estratégica, mas
com a luta pelo socialismo ressurgindo, o PCdoB articula três
frentes de acumulação de forças dessa época - luta de ideias, de
massas e eleitoral-institucional. E a Tese afirma um pilar
fundamental a perpassar toda a ação dos comunistas: o
fortalecimento do Partido.
As três frentes unidas ao signo do projeto estratégico – o
Partido - são achados da inteligência coletiva. A inédita duração
do atual período democrático, exige-nos conquistar um eleitorado
próprio, maior, o que depende de nossos laços com o povo. Existe
esse eleitorado? Há atalhos para nosso crescimento eleitoral? Como
disputar nossas ideias nas eleições? Há imensas dificuldades a
esse debate político na democracia com PIG, poder econômico e o
rentismo.
Daí porque não podemos resumir-nos a uma das frentes de acumulação,
ainda que seja decisiva a disputa de 2014. O crescimento do PC não
pode nem deve ser igual ao de um partido da ordem. O sistema político
atual possui limitações intencionais ao crescimento eleitoral
comunista. Como crescer, sem a luta de massas e de ideias influírem
sobre o sistema político? Serão recursos ou os aliados que nos
valerão? Há que contar com forças próprias, militantes e quadros,
para crescer.
Também entre nós se dá a batalha do sentido da política e da
militância. Parte dela depende de incorporar as novas filiações
numa organização única, comunista. Sem forte investimento na
formação, sem reconhecer os riscos, sem enfrentar a autonomização
de grupos de interesse - sobretudo na institucionalidade – abrimos
o flanco à pressão de aliados, do Estado, do sistema. Mas sem
aceitar os desafios atuais, de mar aberto, não cumpriremos nosso
papel histórico.
Por isso, Programa e Estatuto devem orientar a prática e ter
expressão própria também em votos. Seria grave erro a
exclusivização eleitoral sob um olhar pragmático. O desafio de
2014 é também disputar ideias, afirmar o Partido e candidatos(as),
inspirar o voto, mobilizar o povo, os aliados, o movimento social
essa batalha. Não venceremos com exércitos alheios, apenas com
variáveis que não dominamos: lei, recursos financeiros, tempo TV,
nem o judiciário.
O PCdoB diante do povo
A pergunta é: como o PCdoB se relaciona com o povo? O PC é o
partido do proletariado, da classe. Por isso, a CTB é um salto, fato
ainda não absorvido. Também somos vigorosa expressão juvenil em
nosso país, um partido de mulheres guerreiras e protagonistas. Como
mobilizar tal base social antes, para e depois das eleições?
Apesar de todo todo realismo, não percamos a perspectiva
socialista, o caráter militante, o lastro de classe e a unidade de
ação. 2014 se medirá na vitória de Dilma e no resultado geral da
esquerda. Para nós, até o voto, há um caminho a ser percorrido
pela militância. Mesmo a eleição é resultado de múltiplas
determinações, de que o pragmatismo não dá conta. A ação dos
quadros exige a noção de totalidade, o concreto como produto de
múltiplas determinações. A eleição termina, mas a luta continua,
com ou sem governo, deputado, ou senador.
O pensamento complexo das três dimensões da luta pela hegemonia,
ideias, mobilização social e a disputa
político-eleitoral-institucional ganha profundidade com o pilar de
estruturar o Partido. Por seu valor interpretativo, devemos manter
assim, sem exclusivizações, buscando a harmonia, deixando claras as
fronteiras do nosso compromisso com o Brasil e os Trabalhadores(as).
Parte da resposta de nossos laços com o povo passa por situar a
militância no curso da vida do país em meio aos desafios do
desenvolvimento. Urge acabar com o abismo entre nossa política de
juventude e a entrega dos jovens que formamos à sua classe, através
do trabalho. Asseguramos com a independência advinda do trabalho a
dignidade da nossa opção ideológica. Em pleno bônus demográfico,
nossa juventude precisa ser politizada e também referência no
estudo e no trabalho, e é uma missão dificílima. Ou serão todos
parlamentares, assessores, cargos de confiança? Para ter como
presente a luta pela hegemonia no movimento sindical precisamos
incorporar novas gerações que formamos, mas que na vida adulta
ficam expostas à cooptação e a falta de perspectivas
Exclusivizar uma maneira de acumular forças pode levar ao
pragmatismo, a secundarizar a disputa de ideias e a mobilização
organizada da sociedade na luta eleitoral. Pode redundar em desgaste
da imagem do Partido e em instabilidade na vida interna. O Partido
não pode exclusivizar a representação institucional como sua
expressão. A fusão entre Partido, Estado e Movimento Social se
mostrou daninha ao socialismo. Por que seria benéfica na nossa luta
pelo Socialismo?
Destaque-se que o sistema político padece de grande descrédito.
Vivemos uma democracia limitada, submetida ao poder econômico, com
maioria conservadora secular, sob o poder midiático, e a
judicialização da política. Não é à toa que as manifestações
mostraram fragilidades político-institucionais, mesmo de um governo
nosso. Vimos aí a interconexão das frentes, e a insuficiência do
sistema, a relevância dos movimentos para mediar e propor bandeiras
que se tornaram vitórias políticas.
O Presidente Renato Rabelo não é deputado, senador, prefeito. Mas
o carinho e o respeito da militância por sua direção e trabalho
incansável e abnegado fazem dele o nosso líder. Essas virtudes são
os principais requisitos, como fiador de nossa unidade e rumo. Nem
sempre o institucional será o certo, ou deve ter apoio do nosso
Partido, ou pode representá-lo. Uma de nossas funções é projetar
trabalhadores(as), jovens, mulheres e a intelectuais progressistas
eleitoralmente. Não podemos ser um partido em que só se elege quem
tem dinheiro. O PC é um lugar de empoderamento do povo.
A atual geração de parlamentares nacionais vem sobretudo dos anos
80 e 90, líderes estudantis, sindicais, camponeses, mulheres,
intelectuais e artistas, militantes políticos. Há desgaste natural
em mandatos ao longo do tempo, por exemplo, 20 anos. Se não evoluem
a patamar distinto, surge o problema do declínio eleitoral. Como
projetar lideranças e ampliar nossa representação? Nosso Partido
sabiamente fez a sua abertura estruturada pelo Novo Estatuto. Busca
lideranças do povo para parte dessa renovação. Devemos reforçar e
aprimorar o acompanhamento das novas filiações e a gestão de seu
potencial –para o bem e para o mal- para a imagem do Partido. E
devemos ser mais proativos no enfrentar as polêmicas do
desenvolvimento para vincar nossa marca.
A vitória não se resume ao voto, embora seja ele o signo do
resultado da disputa. Crescer exige dialogar com a parte da sociedade
que nos reconheça, afirmar uma identidade entre a esquerda, os
patriotas, democratas, quem defende a política para melhorar a vida
do povo, rejeitando-a como via de enriquecimento vil.
Defesa da unidade contra a autonomização de interesses estranhos
ao projeto do PCdoB
Por fim, são daninhos grupos de interesse, tendências ou facções
no Partido. Se isso vem de governos e mandatos, pior ainda. Com a
“centralidade do institucional”, a militância é alijada por um
poder efetivo, estatal, estranho ao PC, tornando-o vulnerável à
cooptação. Por tudo isso, proponho a revisão do item 118, com a
seguinte redação:
118
– As vicissitudes são de certo modo inevitáveis para a esquerda.
Hoje, atingem não apenas a frente institucional-eleitoral, mas se
manifestam também nos movimentos sociais e na luta de ideias. Somos
desafiados, compreendendo a prioridade das eleições de 2014 para o
Brasil e para o Partido, a saber sabiamente articular todas as nossas
forças na frente da luta de ideias, na luta de massas e na frente
político institucional. A militância é essencial para a mediação,
para o lançamento de lideranças com potencial eleitoral e
identidade partidária, para uma mobilização que signifique uma
vitória eleitoral, o êxito na comunicação dos comunistas com o
povo e um legado de ampliação da influência política e da
estruturação partidária.
Para a Tribuna de Debates do 13° Congresso do PCdoB - Harmonizar luta de ideias, de massa e eleitoral-institucional no PCdoB de hoje - Paulo Vinícius Silva
Harmonizar
luta de ideias, de massa e eleitoral-institucional no PCdoB de hoje
Parte 1
Paulo
Vinícius Santos da Silva
Secretário
Sindical do Distrito Federal e membro da Comissão Sindical Nacional
O PCdoB
sobreviveu ao revisionismo e ao aniquilamento graças ao sacrifício
e ao tirocínio de destacados camaradas. Sob clandestinidade,
isolamento e extermínio, mantiveram viva a chama Comunista, que
sobreviveu para mudar o Brasil. De pequenino, o Partido foi
ampliando sua ação – por sagaz, habilidoso e combativo – e hoje
supera 300 mil filiados! Que vitória do povo!
Honramos
nossa história e responsabilidades com o Brasil. Em 1992, o PCdoB
não vacilou ante o tsunami
neoliberal. Repudiou a capitulação e disse: “O tempo não para, o
Socialismo Vive”. Sem ceder ao desencanto, apontou a resistência
que se fez alternativa ao governo do Brasil.
O novo ciclo político de vitórias surgido das lutas e movimentos
sociais, torna possível à América Latina outro lugar no mundo. No
entanto, nossos governos se equilibram entre as convicções de sua
direção, os processos nacionais, as dificuldades do
subdesenvolvimento e as pressões neoliberais.
A própria natureza do capitalismo mostra seu lado destrutivo e
irracional, abrindo caminhos à resistência e às conquistas, numa
situação bem diversa do auge neoliberal. Há uma crise econômica,
mas também no espírito do nosso tempo, na civilização, daí a
nova luta pelo socialismo.
Por isso, no último decênio o PCdoB elevou se protagonismo, aprovou
novos Estatuto, Política de Quadros e um Programa Socialista.
Reconciliamo-nos com nossa história, dando a cada uma das gerações
comunistas aquilo que lhes corresponde no seu mais importante legado:
o Partido. Artrojildo Pereira simboliza a primeira, Carlos Prestes, a
segunda. E a terceira, com João Amazonas, Pedro Pomar e Maurício
Grabois, é artífice da resistência militante, política,
ideológica que legou ao Brasil o seu Partido Comunista. E somos
dirigidos pela turma dos Anos Rebeldes, que enfrentou e venceu a
Ditadura. A Ação Popular rejuvenesceu e deu novo alento ao nosso
Partido.
Hoje, o
Partido está aberto ao povo, que ingressou já a escala de centenas
de milhares. Poder-se-ia esperar que fossem todos comunistas
formados? Não o creio.
Por isso
as bússolas para o nevoeiro da luta política no Brasil.
Definem-nos: Partido amplo, mas de
classe, e assentado em quadros e militantes; com liberdade de opinião
individual, mas sem frações; com centro único de direção e
unidade para lutar pelo Brasil, a democracia e o socialismo.
As mudanças no socialismo e o papel da formulação do PCdoB
Lutamos
num novo ciclo de conquistas por reformas estruturais, que nos
aproximem do Programa Socialista. Se ainda não superamos a defensiva
estratégica, mudanças apontam para uma
nova luta pelo socialismo.
Mas o que é o socialismo hoje?
Nos
países socialistas remanescentes, as fragilidades econômicas e o
cenário externo levaram a estratégias de
desenvolvimento. Nos
casos Chinês, Cubano, Vietnamita, Laosiano são economias mistas,
propriedade pública e privada sob poder socialista. Na Venezuela
predomina o capitalismo, mesmo com a luta da Revolução Bolivariana.
Tal cenário e a pressão do Estado e da mídia trazem confusão
ideológica. Há muita diversidade no conceber o socialismo. Entre
nós há idealização da estatização no século XX. Mas o
socialismo não é caracterizado apenas pelo Estado. Seu fim é
abolição do Estado e das classes. Seus desafios são a justiça, a
defesa da soberania, a democracia e o poder do povo e resistir. Mas,
sobretudo, o socialismo deve ser superior ao capitalismo, ou não
trará desenvolvimento, nem defenderá o progresso da Nação. O
socialismo dista muito do modelo soviético, europeu, apesar das suas
inegáveis contribuições, como o fim do colonialismo, mesmo a
democracia no capitalismo, os direitos dos trabalhadores(as) e a
derrota do nazifascismo sob a direção do camarada Stalin.
Sem ser tão brutalmente agredida, quiçá a URSS pudesse ter visto
vicejar a derradeira contribuição de Lênin, a Nova Política
Econômica, a pensar o socialismo como transição, com
propriedades públicas e privada, joint ventures, capital externo,
cooperativas, empresa privada, sob a economia socialista majoritária.
Foi Lênin o primeiro a propor o capitalismo de estado sob poder
soviético a substituir relações feudais, patriarcais, mercantis
atomizadas e o mercado ilegal.
Deng Xiao Ping, a partir da experiência chinesa propôs foco no
desenvolvimento, modernizar a agricultura, a defesa, a ciência e
tecnologia e a indústria, com formas mistas de propriedade para
emular a economia e ritmo acelerado de crescimento econômico. Para
os países em atraso econômico o desenvolvimento encontrou no poder
socialista seu guardião. A feição mais ou menos estatal, depende
de muitos fatores.
Se lá é complicado, aqui não é menos. Desenvolvimento não é
apenas horizonte desejável, é prenhe de tensões, conflitos a ser
mediados. Nem sempre o governo está certo, ou a comunidade ganha.
São temas complexos e interesses contraditórios.
Queremos
um
desenvolvimento com valorização do trabalho, sustentável,
integrado à América Latina, com o fim da pobreza extrema e mais
democracia. O país tem pressa, dado a situação internacional, a
crise e a ferocidade imperialista. Atrasa-nos o tripé macroeconômico
neoliberal. Contra ele, propõe-se uma
aliança de classes que isole o parasitismo rentista
e abra caminhos ao
crescimento a taxas robustas, ao avanço das tecnologias,
infraestrutura, indústria. No NPND, no capitalismo, qual o lugar do
investimento privado? No rentismo ou na produção? Nos serviços, na
compra de terras, na infraestrutura? É decisivo ampliar a taxa de
investimento, também a partir de concessões, em que se assegure o
ritmo, as necessidades do povo e o interesse nacional. Em cada caso,
há que dar combate público sobre nossas posições, motivações e
fronteiras.
E
as necessidades de desenvolvimento são ainda mais grave se pensarmos
a Defesa e nossas Forças Armadas. Não podemos sacrificar no altar
do rentismo o futuro e a segurança do Brasil.
A defesa do Partido em meio aos desafios atuais
Defender uma economia mista no socialismo e alianças não
justificam mudanças no caráter do Partido. Há renovação e
permanências. Há dúvidas sobre o sentido da militância. Na
esquerda há incerteza sobre o caminho. A dispersão de forças
aponta para maior papel do PCdoB na luta de ideias, contra o
desencanto ante partidos, sindicatos, a luta coletiva, organizada,
consciente, contra a descrença no Brasil. E lutar contra as pressões
na relação estado-mercado no neoliberalismo.
Nosso balanço autocrítico deve ter dilemas e limites de nossos
governos no relacionamento com nossas bases sociais. Temos ousado, é
certo, mas também enfrentado dificuldades em projetar nossa imagem e
percalços. A migração de bases eleitorais, a perda de apoio em
setores médios, o perfil das lideranças precisam ser melhor
tratados. Ações de governo nem sempre resultam em várias gestões
vitoriosas, como no caso positivo de Olinda. Há diferença nos
comunistas atuando na institucionalidade? Como prevenir-nos das
pressões lícitas e ilícitas? Quando devemos apoiar, e votar
contra? Quando romper? Uma imagem não se firma apenas dizendo sim.
Mas
e na luta social, o corporativismo, o sexismo, a absolutização de
um fator contra a visão emancipadora, as lutas setorizadas, não
expressam confusão, pragmatismo, instrumentalização do PCdoB? O
que une a luta de massas, de ideias e a luta institucional-eleitoral?
Deve unir-nos o projeto partidário, o Programa Socialista, o
Estatuto cumprido, a identidade do Partido Comunista.
O PCdoB é partido de uma militância especial
Somos desafiados a reencantar a militância, seu sentido abnegado.
Nossas ações se baseiam num ideal legado por heróis e mártires a
honrar. Cazuza disse: “Ideologia, eu quero uma pra viver”, frase
cada vez mais necessária. O PCdoB tem um grande patrimônio a zelar:
sua militância. Você, meu, minha camarada, e o mais honroso título:
militante Comunista, como disse João Amazonas.
Ser comunista é ideal de vida, ver o mundo a partir dos pobres e
oprimidos. É ter uma ética, valorizar o coletivo. É ser radical e
consequente. Não andamos a mudar de partido, temos certeza da
superioridade da ação coletiva e consciente, feita na teoria uma
arma para mudar a realidade. Um pensar próprio, eficaz, único a
desafiar realmente as classes dominantes. E a camaradagem entre nós
é reconhecermo-nos agindo segundo princípios e um programa. Por
isso, de ouvido, em qualquer luta, sabemos: está aí um(a) camarada.
Temos orgulho do PCdoB.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
General Giap (Vietnã): O homem e a arma - Portal Vermelho
Falecido na última sexta-feria (4), um dos maiores estrategistas militares do século 20 reflete os debates dos anos 1960, sobre os limites estratégicos que impunha a hegemonia nuclear e armamentista do exército dos EUA na luta de libertação nacional e anticolonial. Um debate sobre consciência de classe como estratégia para derrotar a luta apoiada apenas no poderio bélico.
Por Vo Nguyen Giap*
Presidente Ho Chi Minh (centro), General Vo Nguyen Giap (primeiro à direita) e seus camaradas discutem a batalha de Dien Bien Phu em 1954.
Segundo o marxismo-leninismo, o motor do desenvolvimento da sociedade humana dividida em classes, é a luta de classes, e são as massas populares as que sempre fazem a história. Portanto, ao analisar a relação entre o homem e a arma, nosso partido afirma que é o homem o fator decisivo, e critica energicamente a teoria burguesa de que a arma é o decisivo.
Tratando de salvar-se do perigo de seu aniquilamento, o imperialismo leva a cabo, com todos seus esforços, a propaganda sobre a “onipotência das armas” e na realidade utiliza a arma para dominar o homem, ameaçando e reprimindo o movimento revolucionário dos povos trabalhadores. Para revisar os pontos de vista fundamentais do marxismo-leninismo sobre a luta de classes, os revisionistas contemporâneos se apoiam sobre a arma nuclear. Consideram que, ante o grande poderio da arma nuclear, os povos trabalhadores oprimidos e explorados não têm outro caminho que o de substituir a luta de classes pela conciliação de classes. Tomam a chamada “contradição entre a humanidade e a arma nuclear” para substituir a contradição de classes e não distinguem o amigo do inimigo, as guerras justas das injustas, os instigadores de guerra dos defensores da paz.
Os marxistas consideram que a arma nuclear tem grande potência, mas que não é mais que um instrumento da luta de classes e que não a substitui. A arma nuclear influi enormemente na estratégia e tática militares, mas não muda a estratégia revolucionária do proletariado nem a faz confundir acerca de quais são seus inimigos e quais seus amigos. As armas nucleares influem no desenvolvimento das hostilidades e na vitória, mas não é o elemento determinante da vitória e tampouco fazem mudar a perspectiva de desenvolvimento da sociedade. Na guerra, o fator decisivo é e será sempre o homem; as massas populares são e seguirão sendo as forjadoras da história. O proletariado e o povo trabalhador, oprimidos e explorados, hão derrubado, na luta de classes, o jugo dominante da classe exploradora, hão conquistado triunfos consecutivos e continuam vencendo apoiados principalmente em seu nível de consciência e espírito organizativo. Por haver escutado as teses que consideram a arma como fator decisivo e ao possuidor de muitas e boas armas como vencedor certo sobre o que tem poucas e ruins, o proletariado e os povos trabalhadores oprimidos teriam cruzado os braços e entrado por um beco sem saída e não teriam podido construir, partindo com as mãos vazias, a obra que atualmente hão realizado. (...)
A guerra é a continuação da luta política mediante as armas. Toda guerra tem caráter de classe. A luta armada dos povos oprimidos e explorados é a luta contra a classe opressora e exploradora pela conquista da independência nacional, a democracia e o direito a viver do homem. Assim, na formação das forças armadas, a fim de lograr a vitória na guerra, como conceber e resolver o problema do homem e a arma?
Partindo da afirmação de que os promotores principais de nossa revolução são as massas obreiras e campesinas sob a direção do Partido da classe trabalhadora, nosso partido preconizou, desde o dia de sua fundação e em seu programa político: “fundar um exército obreiro-campesino”. Os homens das forças armadas de nosso partido e povo não são mais que o obreiro, o camponês e o povo trabalhador. São os que têm como objetivo de luta a independência nacional, a terra para os que a trabalham e o avanço até o socialismo. Com tão justa causa por objetivo, com o invencível ideal do marxismo- leninismo, os combatentes e cuadros revolucionários das forças armadas do povo vietnamita são persistentes e férreos núcleos unidos que nenhuma violência poderá quebrantar; por cruel que seja o inimigo, não o temem; por mais armas modernas que este tenha a seu alcance não poderá derrotá-los. A história da luta e o crescimento durante vinte anos de nosso exército e sua tradição de “resolvidos a combater e a vencer” demonstram eloquentemente que nosso exército conseguiu uma poderosa força de luta porque é um exército obreiro-campesino, formado por elementos destacados do proletariado e campesinato, criados pelo povo, organizado e dirigidos pelo Partido da classe trabalhadora.
Assim, quando apreciamos o papel do homem na luta armada e nas forças armadas, devemos assinalar claramente seu caráter de classe, é dizer, ver qual é a classe que leva a cabo a guerra e a natureza de classe dessas forças armadas. Ali reside a diferença fundamental entre a ciência militar proletária e a ciência militar burguesa. (...)
Alcançado o ponto de vista marxista sobre o papel do homem, vemos, imediatamente, a perspectiva do exército e do lado de quem se encontra a vitória. Isto reflete o caráter invencível da guerra justa dirigida pelo proletariado -e de seu exército- representante do modo de produção mais progressista da história. Reflete também a derrota inevitável da guerra injusta levada a cabo por uma classe moribunda e a desagregação inevitável de todos os exércitos da classe exploradora. Nosso Partido enfrentou firmemente o problema chave, vital, qual é a natureza proletária na formação do exército. Assim nosso exército foi provado no fogo da luta e cresceu rapidamente como o “Apóstolo Llong” (1). De hoje em diante, quanto a nossa observação da situação do homem dentro das forças armadas, devemos manter firmemente este problema vital.
Qualquer que seja o exército, ao analisar suas características, vemos que elas resultam da coordenação entre dois fatores fundamentais, cujas relações são inseparáveis: o homem e a arma. Mas o caráter da relação entre esses dois fatores decide a natureza de classe do exército e da guerra que leva a cabo. No exército da classe exploradora, dedicado a realizar guerras injustas, de acordo com a contradição antagônica existente entre os exploradores, donos das armas, e as massas militares pertencentes às classes exploradas, obrigadas a ser carne de canhão e a lutar como mercenários, a lei da coordenação entre o homem e a arma é oposta, a arma é a que domina o homem; também aqui, entre o homem e a arma, existe uma contradição antagônica, reflexo do antagonismo de classe entre o homem explorador e o explorado, entre os exploradores donos das armas e os que as empunham como mercenários. Não obstante, quando o soldado ignorante de seus interesses de classe empunha a arma para combater e obtém vitórias, cada vitória obtida é sua própria derrota, já que é um trabalhador oprimido e explorado. Os interesses dos trabalhadores somente serão garantidos quando rechaçar o uso das armas para combater como mercenário, realizar a luta contra a guerra e voltar o canhão do fuzil para disparar à cabeça dos exploradores, possuidores das armas.
Esse é o caminho de lógico desenvolvimento dos exércitos da classe exploradora, especialmente os do imperialismo, seus títeres e lacaios; porque, de acordo com as leis da história, são as massas exploradas as que vencerão as classes exploradoras; porque, o homem é quem fabrica o material e o domina e não se deixa nunca dominar pelo material. Apesar de que os exploradores realizam todas as manobras possíveis, desde a ação psicológica, o suborno, a demagogia, a corrupção, a libertinagem, até a urgência brutal –atam com correntes as pernas do soldado às metralhadoras para conseguir em suas tropas a coesão entre a arma e o homem- e pese a que alcancem alguns êxitos momentâneos, seu exército não poderá escapar da derrota. Assim o demonstrou a realidade do Corpo expedicionário francês e das tropas títeres de Bao Dai na guerra passada em todo o país, como a atual do exército ianque no sul.
Pelo contrário, no exército do proletariado, devido a que não existe a contradição de classe antagônica, e em que os interesses de classe são unânimes –bases da coesão política e moral-, a lei da coordenação entre o homem e a arma é a do domínio do homem sobre a arma. No seio desta relação entre o homem e a arma, não existe a contradição antagônica entre o homem e a arma, senão uma relação dialética de mútua influência na qual o homem joga o papel dirigente. Por isso, somente aqui se realiza a unidade entre o homem e a arma de maneira completa e íntegra; o homem pode desenvolver sua moral e todas suas capacidades a fim de desenvolver ao máximo o poderio das armas, de manter-se firme frente a todas as circunstâncias políticas complexas, assim como vencer nas mais difíceis fases do combate. Isso faz do exército proletário um exército invencível, resolvido a combater e a vencer.
A coesão no exército proletário entre o homem e a arma tem bases de classe, se move e desenvolve através das atividades conscientes do homem. Este realiza seu papel decisivo no combate em um todo unido estreitamente com a arma, porque, na particularidade da forma de ação armada, a arma é o instrumento fundamental do homem para converter a possibilidade de suas forças morais em forças materiais capazes de destruir o inimigo. Por isso, ao apreciar o homem dentro das forças armadas, depois de assinalar claramente sua natureza de classe, deve ser visto em sua relação orgânica com a arma e o desenvolvimento dialético desta relação segundo o desenvolvimento da revolução, da luta de classes em cada momento.
Nota: (1) Segundo uma lenda vietnamita, o “Apóstolo Llong”, com a idade de 3 anos, frente à agressão estrangeira, cresceu vertiginosamente, convertendo-se em chefe das tropas da dinastia de Hung e libertou gloriosamente sua pátria.
*General vietnamita, comunista, historiador, estrategista que venceu Japão, França e EUA
Publicado em Sin Permiso, Política y Teoría nº 61, Febrero 2007 (www.sinpermiso.info)
Tradução do espanhol por Cezar Xavier, Portal da Fundação Mauricio Grabois
sábado, 12 de outubro de 2013
Limitação orçamentária dificulta defesa cibernética, diz Amorim - Portal Vermelho
Limitação orçamentária dificulta defesa cibernética, diz Amorim - Portal Vermelho
O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (11) que entre as principais limitações para o aprimoramento da defesa cibernética e de outras áreas tecnológicas do país está a orçamentária.
Amorim reconheceu que sempre há um dilema na hora de definir o peso que cada área terá no orçamento, mas que é preciso entender a importância da Defesa. "O fato de o Brasil ter tido o privilégio de não ter se envolvido em um conflito armado desde a 2ª Guerra Mundial, por sua formação política e cultural, mas também por sorte, nos coloca em uma falsa posição de conforto. Não sabemos o futuro e as rivalidades que virão", argumentou o ministro, que destacou também a necessidade de segurança dos recursos naturais do país, que ganharão ainda mais importância em um futuro de escassez mundial.
"Vale enfatizar que só teremos segurança nesse campo [cibernético] quando desenvolvermos tecnologias nacionais, tanto em hardware quanto em software", defendeu Amorim, ao ministrar aula magna no Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio.
"A posse desses equipamentos de defesa é muito importante não para ir à guerra ou para ganhar uma guerra, mas para ter a capacidade de causar dano e afastar conflitos. Estados também precisam ser equipados para serem levados a sério", alegou.
Sobre a defesa cibernética, o ministro destacou ainda que armas desse tipo têm efeito de permitir que países ataquem sem a hesitação de arriscar perder seus cidadãos. As consequências que essas armas podem causar, mesmo que sutis, desorganização social, afetando sistemas energéticos, financeiros, meteorológicos e outros.
Um dos desafios do país no sentido de modernizar a defesa, segundo Amorim, é conseguir manter quadros altamente especializados, "já que o salário do funcionalismo público, nesse caso, está muito abaixo do que é pago na iniciativa privada". Alguns caminhos apontados pelo ministro e que ainda está em discussão é a criação da Escola Nacional de Defesa Cibernética.
Fonte: Agência Brasil
O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (11) que entre as principais limitações para o aprimoramento da defesa cibernética e de outras áreas tecnológicas do país está a orçamentária.
"Vale enfatizar que só teremos segurança nesse campo [cibernético] quando desenvolvermos tecnologias nacionais, tanto em hardware quanto em software", defendeu Amorim, ao ministrar aula magna no Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio.
"A posse desses equipamentos de defesa é muito importante não para ir à guerra ou para ganhar uma guerra, mas para ter a capacidade de causar dano e afastar conflitos. Estados também precisam ser equipados para serem levados a sério", alegou.
Sobre a defesa cibernética, o ministro destacou ainda que armas desse tipo têm efeito de permitir que países ataquem sem a hesitação de arriscar perder seus cidadãos. As consequências que essas armas podem causar, mesmo que sutis, desorganização social, afetando sistemas energéticos, financeiros, meteorológicos e outros.
Um dos desafios do país no sentido de modernizar a defesa, segundo Amorim, é conseguir manter quadros altamente especializados, "já que o salário do funcionalismo público, nesse caso, está muito abaixo do que é pago na iniciativa privada". Alguns caminhos apontados pelo ministro e que ainda está em discussão é a criação da Escola Nacional de Defesa Cibernética.
Fonte: Agência Brasil
Haroldo Lima: O interesse nacional e o leilão de Libra - Portal Vermelho
Haroldo Lima: O interesse nacional e o leilão de Libra - Portal Vermelho
Cinco das maiores petroleiras do mundo decidiram não participar do leilão de Libra. Na história desses leilões, isto não é novidade. Na 6ª Rodada da ANP, em 2004, quando importantes blocos foram licitados, também as grandes multinacionais do petróleo não compareceram.
Por Haroldo Lima*
Por ocasião da 6ª Rodada, quando iam a leilão os “blocos azuis”, os de maior potencial até então leiloados, surgiu a “informação” de que o leilão visava “entregar” às multinacionais do petróleo, a “preço de banana”, os valorizados blocos. Findo o leilão, verificou-se que a Petrobras, sozinha ou com sócios, ficou com 94% dos blocos localizados no mar, onde estavam todos os “azuis”. E que as multinacionais do petróleo, a quem supostamente esses blocos seriam “doados”, nem apareceram no leilão, exceto uma, que disputou três blocos, em sociedade com a Petrobras. As grandes petroleiras demonstram não tomar conhecimento das fantasias que lhes anunciam “doações” de imensas riquezas petrolíferas.
Agora, a nação aguarda para 21 de outubro próximo o primeiro leilão na província do pré-sal, após a mudança do marco regulatório. Tudo está pronto, até porque sete anos já se passaram da descoberta do pré-sal...
Eis que a mesma fantasia que apareceu antes da 6ª Rodada, a da “doação” às multinacionais de campos de petróleo, e que foi rotundamente desmentida pelos fatos, reaparece, escondendo uma posição conservadora, imobilista e medrosa. China, Índia, Noruega, Canadá, Cuba, Angola e tantos outros países articulam-se com quem quer que seja para impulsionar seus desenvolvimentos. Empregam regulação que preserva suas soberanias e seus projetos nacionais. E nós, que para muitos países somos modelo de regulação, não podemos fazer o mesmo? Até a pérfida espionagem perpetrada pelo EUA no Brasil é aproveitada com o mesmo fito protelatório, imobilista. “Dados podem ter sido descobertos”, então, suspenda-se o leilão! Mas, que dados, se eles são públicos? E se a existência de espionagem, por si só, leva à suspensão de um leilão, e se a espionagem vai continuar, como previu o chanceler brasileiro Luiz Roberto Figueiredo, então, nunca mais tocaremos no pré-sal.
O exame minucioso do edital e do contrato, relativos ao leilão de Libra, revelam que foram elaborados com uma preocupação central – resguardar o interesse nacional. Esse interesse não exclui espaços para atrair o empreendedor privado, tanto que grandes empresas estão inscritas e vão participar do certame. Se outras lá não estão, não é por ausência de atratividade do leilão, nem porque o mesmo estaria sofrendo ingerência demasiada do Estado brasileiro. É porque as decisões dessas grandes empresas são individualizadas e dependem de oportunidades e conveniências analisadas à luz de dados globais.
Em Libra, o interesse nacional começou a ser resguardado quando o então presidente Lula convocou uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em 8 de novembro de 2007, para examinar o que fazer com o pré-sal recém-descoberto. Aí se constatou que 41 blocos, situados na área da descoberta, estavam na relação da 9ª Rodada de Licitações, que ocorreria em 19 dias. Quem os arrematasse, iria explorá-los com contratos de concessão. Como não se sabia ainda o que seria feito naquela área, decidiu-se, por proposta da ANP, retirar todos esses blocos da lista. Na continuidade, introduziu-se, em lei, para aquela região e eventuais congêneres, o sistema de partilha da produção, em geral usado, mundo afora, em áreas altamente prolíferas.
Na partilha, paga-se o custo da extração do óleo e os royalties com parte do petróleo extraído. O excedente é para ser partilhado entre a empresa ou consórcio contratado e a União. Quem se comprometer em dar a maior parcela desse excedente à União ganha o leilão, sendo que o mínimo que pode ser aceito, segundo o edital, é 41,65%. No formato proposto, serão grandes as vantagens para o Brasil. Quatro se destacam.
Se o consórcio vencedor não der à União nada além do mínimo exigido, a participação pública no óleo ficará em 75%, segundo estudo da ANP, divulgado em reunião da CPI da Espionagem, no Senado; se a parcela do excedente chegar a 50%, a participação pública irá a 80%, das maiores do mundo. Hoje, para os campos maiores, essa participação não chega a 60%, oscila em torno de 52% para os demais.
Em segundo lugar, a Petrobras será a operadora do campo, a empresa que acumulará todo o conhecimento da atividade exploratória e produtiva da área, e terá também, por força de lei, 30% do consórcio vencedor, qualquer que seja ele.
Depois, uma empresa 100% estatal, a Pré-Sal Petróleo S.A., a PPSA, será criada para representar o governo federal na gestão do contrato, com voto de minerva e poder de veto.
Finalmente, uma política de conteúdo local será aplicada, bem como outra de pesquisa e desenvolvimento, favorecendo a indústria nacional e o avanço da ciência e tecnologia entre nós.
* Haroldo Lima foi diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e é membro do Comitê Central do PCdoB
Artigo publicado originalmente no jornal Valor Econômico
Cinco das maiores petroleiras do mundo decidiram não participar do leilão de Libra. Na história desses leilões, isto não é novidade. Na 6ª Rodada da ANP, em 2004, quando importantes blocos foram licitados, também as grandes multinacionais do petróleo não compareceram.
Por Haroldo Lima*
Por ocasião da 6ª Rodada, quando iam a leilão os “blocos azuis”, os de maior potencial até então leiloados, surgiu a “informação” de que o leilão visava “entregar” às multinacionais do petróleo, a “preço de banana”, os valorizados blocos. Findo o leilão, verificou-se que a Petrobras, sozinha ou com sócios, ficou com 94% dos blocos localizados no mar, onde estavam todos os “azuis”. E que as multinacionais do petróleo, a quem supostamente esses blocos seriam “doados”, nem apareceram no leilão, exceto uma, que disputou três blocos, em sociedade com a Petrobras. As grandes petroleiras demonstram não tomar conhecimento das fantasias que lhes anunciam “doações” de imensas riquezas petrolíferas.
Agora, a nação aguarda para 21 de outubro próximo o primeiro leilão na província do pré-sal, após a mudança do marco regulatório. Tudo está pronto, até porque sete anos já se passaram da descoberta do pré-sal...
Eis que a mesma fantasia que apareceu antes da 6ª Rodada, a da “doação” às multinacionais de campos de petróleo, e que foi rotundamente desmentida pelos fatos, reaparece, escondendo uma posição conservadora, imobilista e medrosa. China, Índia, Noruega, Canadá, Cuba, Angola e tantos outros países articulam-se com quem quer que seja para impulsionar seus desenvolvimentos. Empregam regulação que preserva suas soberanias e seus projetos nacionais. E nós, que para muitos países somos modelo de regulação, não podemos fazer o mesmo? Até a pérfida espionagem perpetrada pelo EUA no Brasil é aproveitada com o mesmo fito protelatório, imobilista. “Dados podem ter sido descobertos”, então, suspenda-se o leilão! Mas, que dados, se eles são públicos? E se a existência de espionagem, por si só, leva à suspensão de um leilão, e se a espionagem vai continuar, como previu o chanceler brasileiro Luiz Roberto Figueiredo, então, nunca mais tocaremos no pré-sal.
O exame minucioso do edital e do contrato, relativos ao leilão de Libra, revelam que foram elaborados com uma preocupação central – resguardar o interesse nacional. Esse interesse não exclui espaços para atrair o empreendedor privado, tanto que grandes empresas estão inscritas e vão participar do certame. Se outras lá não estão, não é por ausência de atratividade do leilão, nem porque o mesmo estaria sofrendo ingerência demasiada do Estado brasileiro. É porque as decisões dessas grandes empresas são individualizadas e dependem de oportunidades e conveniências analisadas à luz de dados globais.
Em Libra, o interesse nacional começou a ser resguardado quando o então presidente Lula convocou uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em 8 de novembro de 2007, para examinar o que fazer com o pré-sal recém-descoberto. Aí se constatou que 41 blocos, situados na área da descoberta, estavam na relação da 9ª Rodada de Licitações, que ocorreria em 19 dias. Quem os arrematasse, iria explorá-los com contratos de concessão. Como não se sabia ainda o que seria feito naquela área, decidiu-se, por proposta da ANP, retirar todos esses blocos da lista. Na continuidade, introduziu-se, em lei, para aquela região e eventuais congêneres, o sistema de partilha da produção, em geral usado, mundo afora, em áreas altamente prolíferas.
Na partilha, paga-se o custo da extração do óleo e os royalties com parte do petróleo extraído. O excedente é para ser partilhado entre a empresa ou consórcio contratado e a União. Quem se comprometer em dar a maior parcela desse excedente à União ganha o leilão, sendo que o mínimo que pode ser aceito, segundo o edital, é 41,65%. No formato proposto, serão grandes as vantagens para o Brasil. Quatro se destacam.
Se o consórcio vencedor não der à União nada além do mínimo exigido, a participação pública no óleo ficará em 75%, segundo estudo da ANP, divulgado em reunião da CPI da Espionagem, no Senado; se a parcela do excedente chegar a 50%, a participação pública irá a 80%, das maiores do mundo. Hoje, para os campos maiores, essa participação não chega a 60%, oscila em torno de 52% para os demais.
Em segundo lugar, a Petrobras será a operadora do campo, a empresa que acumulará todo o conhecimento da atividade exploratória e produtiva da área, e terá também, por força de lei, 30% do consórcio vencedor, qualquer que seja ele.
Depois, uma empresa 100% estatal, a Pré-Sal Petróleo S.A., a PPSA, será criada para representar o governo federal na gestão do contrato, com voto de minerva e poder de veto.
Finalmente, uma política de conteúdo local será aplicada, bem como outra de pesquisa e desenvolvimento, favorecendo a indústria nacional e o avanço da ciência e tecnologia entre nós.
* Haroldo Lima foi diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e é membro do Comitê Central do PCdoB
Artigo publicado originalmente no jornal Valor Econômico
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Greve dos bancários(as) - Comando orienta rejeitar nova proposta da Fenaban
Do Sindicato dos Bancários de Brasília
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf, decidiu orientar os sindicatos de todo o país a realizarem assembleias para rejeitar a nova proposta apresentada pela Fenaban nesta sexta-feira 4, que eleva de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários (aumento real de 0,97%) e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%). A proposta mantém as regras da PLR do ano passado.
"Consideramos a proposta insuficiente diante do tamanho dos lucros e da rentabilidade dos bancos. Até setores da economia muito menos lucrativos estão fazendo acordos com seus trabalhadores com reajustes salariais maiores. Os bancários estão fazendo a maior greve dos últimos 20 anos e os bancos têm condições de melhorar a proposta", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
As negociações, que estavam interrompidas havia um mês, foram retomadas nesta sexta-feira, 16º dia da greve nacional dos bancários.
O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando "a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários".
A nova proposta dos bancos
Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real).
Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%).
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.138,38.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.632,93.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas).
PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.011,76.
PLR parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste ).
Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 22,98 por dia.
Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.
13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.
Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 327,95 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 280,55.
Adiantamento emergencial - Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.
Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.
Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.
Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf, decidiu orientar os sindicatos de todo o país a realizarem assembleias para rejeitar a nova proposta apresentada pela Fenaban nesta sexta-feira 4, que eleva de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários (aumento real de 0,97%) e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%). A proposta mantém as regras da PLR do ano passado.
"Consideramos a proposta insuficiente diante do tamanho dos lucros e da rentabilidade dos bancos. Até setores da economia muito menos lucrativos estão fazendo acordos com seus trabalhadores com reajustes salariais maiores. Os bancários estão fazendo a maior greve dos últimos 20 anos e os bancos têm condições de melhorar a proposta", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
As negociações, que estavam interrompidas havia um mês, foram retomadas nesta sexta-feira, 16º dia da greve nacional dos bancários.
O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando "a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários".
A nova proposta dos bancos
Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real).
Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%).
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.138,38.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.632,93.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas).
PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.011,76.
PLR parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste ).
Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 22,98 por dia.
Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.
13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.
Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 327,95 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 280,55.
Adiantamento emergencial - Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.
Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.
Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.
Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf
Autor do livro citado por Dilma diz que EUA “grampeiam” cabos de comunicações - Tijolaço
Tijolaço
7 de outubro de 2013 | 01:59
O livro que a Presidente Dilma Rousseff mencionou hoje no twitter - The Ultra-Secret NSA From 9/11 to the Eavesdropping on America ou “A Ultra- Secreta NSA: De 11/9 à espionagem sobre a América” – descreve a forma pela qual os americanos tem acesso às telecomunicação: nada mais que uma versão superinformatizada do velho “grampo” telefônico, agora aplicado sobre os cabos de fibra ótica que, apesar de ligarem todo o planeta, praticamente se interconectam todos através de “hubs” (conexões) localizados em território americano.
James Bramford, autor do livro, explicou numa entrevista a O Globo:
“Muita da comunicação internacional da região para os EUA e para a Europa, e para outros lugares a partir daí, passa por Miami, por um prédio, ao qual à NSA tem acesso, chamado NAP, National Access Point (Ponto de Acesso Nacional), operado por uma empresa privada.(…) desde os anos 60 a maior parte das comunicações internacionais era por satélite e a NSA as capturava, há uma imensa base para isso em Virgínia Ocidental. Mas no fim dos 90 os cabos de fibra óptica submarinos começaram a dominar o tráfego de comunicação. Todos os países têm esses cabos em volta e eles desembocam lá em Miami.
O mapa acima dá a você uma ideia de como isso acontece.
Por isso, é muito interessante a iniciativa de um grupo sul-africano que está reunindo recurso para implantar um cabo de telecomunicações ligando diretamente o Brasil à Africa do Sul, Índia, China e daì à Rússia. Só após a “ponta” brasileira é que o cabo se interconectaria com o resto da rede mundial.
Veja o mapa, bem interessante.

Não foi possível apurar a capacidade do grupo que anuncia o projeto em realizá-lo, mas a ideia tem toda a procedência: além de ligar os cinco países que integram o bloco econômico que mais se desenvolve no mundo, cria uma alternativa de comunicação independente da intermediação americana e uma rota pelo Hemisfério Sul, hoje inexistente. Há notícias de que a China aceitaria bancar com parte do investimento em 34 mil quilômetros de cabos de fibra ótica.
É claro que, sem dominar a tecnologia não haverá certeza da inviolabilidade dos dados trocados pelos cabos, mas esse seria um bom primeiro passo para isso. Sem o domínio do meio fìsico que suporta o fluxo de dados, certamente seria mais difícil o monitoramento de seu conteúdo.
Porque quase todas as nossas “linhas”, hoje, passam na “caixa geral” dos EUA, como observa Bramford em seu livro. Por mais que tenha tecnologia de ponta, diz ele, tudo começa num simples “jacaré” grampeado.
Por: Fernando Brito
O livro que a Presidente Dilma Rousseff mencionou hoje no twitter - The Ultra-Secret NSA From 9/11 to the Eavesdropping on America ou “A Ultra- Secreta NSA: De 11/9 à espionagem sobre a América” – descreve a forma pela qual os americanos tem acesso às telecomunicação: nada mais que uma versão superinformatizada do velho “grampo” telefônico, agora aplicado sobre os cabos de fibra ótica que, apesar de ligarem todo o planeta, praticamente se interconectam todos através de “hubs” (conexões) localizados em território americano.
James Bramford, autor do livro, explicou numa entrevista a O Globo:
“Muita da comunicação internacional da região para os EUA e para a Europa, e para outros lugares a partir daí, passa por Miami, por um prédio, ao qual à NSA tem acesso, chamado NAP, National Access Point (Ponto de Acesso Nacional), operado por uma empresa privada.(…) desde os anos 60 a maior parte das comunicações internacionais era por satélite e a NSA as capturava, há uma imensa base para isso em Virgínia Ocidental. Mas no fim dos 90 os cabos de fibra óptica submarinos começaram a dominar o tráfego de comunicação. Todos os países têm esses cabos em volta e eles desembocam lá em Miami.
Por isso, é muito interessante a iniciativa de um grupo sul-africano que está reunindo recurso para implantar um cabo de telecomunicações ligando diretamente o Brasil à Africa do Sul, Índia, China e daì à Rússia. Só após a “ponta” brasileira é que o cabo se interconectaria com o resto da rede mundial.
Veja o mapa, bem interessante.
Não foi possível apurar a capacidade do grupo que anuncia o projeto em realizá-lo, mas a ideia tem toda a procedência: além de ligar os cinco países que integram o bloco econômico que mais se desenvolve no mundo, cria uma alternativa de comunicação independente da intermediação americana e uma rota pelo Hemisfério Sul, hoje inexistente. Há notícias de que a China aceitaria bancar com parte do investimento em 34 mil quilômetros de cabos de fibra ótica.
É claro que, sem dominar a tecnologia não haverá certeza da inviolabilidade dos dados trocados pelos cabos, mas esse seria um bom primeiro passo para isso. Sem o domínio do meio fìsico que suporta o fluxo de dados, certamente seria mais difícil o monitoramento de seu conteúdo.
Porque quase todas as nossas “linhas”, hoje, passam na “caixa geral” dos EUA, como observa Bramford em seu livro. Por mais que tenha tecnologia de ponta, diz ele, tudo começa num simples “jacaré” grampeado.
Por: Fernando Brito
sábado, 5 de outubro de 2013
PC de Cuba: Falleció el legendario General Giap, héroe de Viet Nam
Falleció el legendario General Giap, héroe de Viet Nam
El general Vo Nguyen Giap, figura central de la victoria de la guerra de Vietnam, murió a los 102 años, según informaron hoy fuentes militares y familiares.
El general falleció por causas naturales en el Hospital Militar 108 de Hanoi, informó una fuente militar del centro.
“Murió por su avanzada edad, no debido a ninguna enfermedad”, aseguró la fuente, en condición de anonimato.
Giap estuvo además en batallas significativas contra Estados Unidos como la ofensiva del Tet en 1968.
Este legendario general vietnamita nació en la aldea de Una Xa, provincia de Quang Binh el 25 de agosto de 1911. Era hijo de un campesino que, aunque carecía de tierras, sabía leer y escribir y luchó toda su vida contra el régimen colonialista impuesto a su país.
En 1926, siendo aún muy joven, comenzó a luchar por la liberación de Vietnam en el instituto en el que estudiaba. Se incorporó al Menh Dang del Tan Viet y, dos años más tarde, al Quoc hoc, organizaciones clandestinas que realizaban agitación contra la ocupación extranjera.
En 1930 fue detenido y condenado a tres años de prisión, pero fue liberado algunos meses después.
En 1933 entró en la universidad de Hanoi, aunque dos años después le expulsaron por realizar agitación revolucionaria.
En la universidad conoció a Dang Xuan Khu, que más adelante adoptaría el seudónimo de Truong Chinh, el principal ideólogo del comunismo vietnamita. Fue él quien incorporó a Giap al Partido Comunista de Indochina.
En 1937 logró terminar sus estudios de Derecho en la universidad y comenzó dar clases de historia en un instituto de Hanoi, aunque en realidad se dedicaba a organizar a los profesores y alumnos en la lucha revolucionaria.
En 1939 publicó su primer libro, juntamente con Truong Chinh, titulado La cuestión campesina donde analizaban el papel que debían desempeñar los jornaleros del campo como aliados del proletariado vietnamita en el proceso revolucionario.
El año anterior se había casado con una tailandesa, Dang Thi Quang, también militante comunista, y cuando al año siguiente el Partido Comunista de Indochina fue prohibido, Giap escapó a China, donde conoció a Ho Chi Minh y estudió las tesis de Mao Zedong sobre la guerra popular prolongada y la guerra de guerrillas, que luego aplicaría magistralmente a su propio país.
Pero la policía francesa detuvo a su mujer y a su cuñada y las utilizó como rehenes para presionar a Giap y lograr que se entregara. La represión fue feroz: su cuñada fue guillotinada y su mujer condenada a cadena perpetua, muriendo en la prisión después de tres años a causa de las brutales torturas. Los verdugos también asesinaron a su hijo recién nacido, a su padre, a dos hermanas y a otros familiares.
En mayo de 1941 en la conferencia de Chingsi (China), junto con Ho Chi Minh, funda el Dong Minh (Liga Vietnamita para la Independencia), más conocido como Vietminh, para agrupar las fuerzas antijaponesas en un único frente de liberación nacional.
Ese mismo año Giap se traslada a las montañas del interior de Vietnam para iniciar la guerra de guerrillas. Allí estableció una alianza con Chu Van Tan, dirigente del Tho, un grupo guerrillero de una minoría nacional de Vietnam del noreste. Giap comenzó a construir el Tuyen Truyen Giai Phong Quan, un ejército capaz de expulsar al ocupante francés y sostener el programa del Vietminh.
Inició una campaña de dos años de propaganda armada y de reclutamiento, convirtiendo a los campesinos en guerrilleros con una combinación del entrenamiento militar y la formación política comunista. A mediados de 1945 tenía ya unos 10.000 hombres bajo su mando y pudo pasar a la ofensiva contra los japoneses que ocupaban todo el sudeste de Asia.
Junto con Ho Chi Minh, Giap dirigió sus fuerzas hacia Hanoi en agosto de 1945, y en septiembre Ho Chi Minh pudo proclamar la independencia de Vietnam, con Giap al mando del ejército revolucionario.
En la posterior guerra contra el colonialismo frances, Giap demostró la superioridad de la guerra popular sobre las fuerzas imperialistas obteniendo una espectacular victoria el 7 de mayo de 1954 en la decisiva batalla de Dien Bien Phu, una valle situado a unos 300 kilómetros al oeste de Hanoi en el que se habían atrincherado las fuerzas ocupantes francesas, confiadas en la protección de las montañas y en conseguir batir a las fuerzas revolucionarias cuando descendieran.
De los 15.094 mercenarios franceses que se agruparon en Dien Bien Phu, después de casi seis meses del sitio, solamente 73 lograron escapar del cerco, mientras que 5.000 murieron y 10.000 fueron capturados. Giap y el general Denhg lanzaron un asalto frontal a la guarnición que arrojó a los colonialistas franceses definitivamente de Indochina. El ejército de Giap y Denhg padeció la muerte de 25.000 combatientes.
Giap y Denhg derrotaron a los imperialistas con una acumulación logística extraordinaria y un uso eficaz de la artillería bien protegida. Los 60 cazabombarderos norteamericanos B-29 que acudieron en apoyo de la guarnición francesa, no lograron su objetivo, obligando a los imperialistas a diseñar un plan criminal elaborado por el almirante norteamericano Radford y el general francés Navarre consistente en arrojar bombas nucleares contra las fuerzas revolucionarias.
La campaña de Dien Bien Phu fue la primera gran victoria de un pueblo colonial y feudal, con una economía agrícola primitiva, contra un experimentado ejército imperialista sostenido por una industria y pujante moderna bélica. Los más concidos generales franceses (Leclerc, De Lattre de Tasigny, Juin, Ely, Sulan, Naverre) fracasaron uno tras otro frente a unas tropas integradas por campesinos pobres pero decididas a luchas hasta el final por su país y por el socialismo. Los gobiernos de París fueron cayendo también a medida que sus generales eran derrotados en los alejados arrozales, poniendo al descubierto la fragilidad de la IV República.
Vietnam resultó dividido y Giap fue nombrado ministro de Defensa del nuevo gobierno del Vietnam del norte que, al tiempo que continuaba la guerra popular, se esforzaba por construir una nueva sociedad socialista.
Como comendante del nuevo ejército popular, Giap dirigió la lucha en la guerra de Vietnam contra los nuevos invasores norteamericanos en el sur del país, que una vez más comenzó bajo la forma de guerra de guerrillas. Los primeros soldados estadounidenses murieron en Vietnam cuando el 8 de julio de 1959 el Vietcong atacó una base militar en Bien Hoa, al noreste de Saigon. Ese año más de 1.000 lacayos del imperialismo americano fueron ajusticiados por los guerrilleros del Vietcong y antes de 1961 otros 4.000 habían caido.
Cuatro presidentes americanos lucharon sucesivamente contra Vietnam, dejando el rastro de sangre de 57.690 mercenarios americanos ejecutados. Por parte vietnamita murieron 600.000 combatientes pero finalmente los Estados Unidos fueron obligados a salir del país en 1973. Dos años más tarde el país fue reunificado, cuando un tanque del ejército revolucionario embistió la valla de protección de la embajada americana, mientras los últimos imperialistas huían precipitadamente en un helicóptero por el tejado del edificio.
A partir de entonces Giap siguió siendo ministro de Defensa de Vietnam y miembro de pleno derecho del Politburo del Partido Comunista de Vietnam, cargo que ocupó hasta 1982.
Tras su cese, dirigió la Comisión de Ciencia y Tecnología, y en julio de 1992, le concedieron la orden de la estrella del oro, el honor más alto del nuevo Vietnam socialista.
El general Giap no sólo fue un maestro en el arte de dirigir la guerra revolucionaria, sino que además escribió sobre ella en 1961 su famosa obra “Guerra popular, ejército popular”, un manual de la guerra de guerrillas basado en su propia experiencia. En él establece los tres fundamentos básicos que debe disponer un ejército popular para lograr la victoria en la lucha contra el imperialismo: dirección, organización y estrategia. La dirección del Partido Comunista, una férrea disciplina militar y una línea política adecuada a las condiciones económicas, sociales y políticas del país.
Definió la guerra popular como “una guerra de combate para el pueblo y por el pueblo, mientras que la guerra de guerrillas es simplemente un método del combate. La guerra popular es un concepto más general. Es un concepto sintetizado. Es una guerra a la vez militar, económica y política”. La guerra popular no sólo la hace un ejército, por más que sea popular, sino que la hace todo el pueblo porque es imposible que un ejército revolucionario, por sí mismo, pueda lograr la victoria contra la reacción, sino que es todo el pueblo el que tiene que participar y ayudar en una lucha, que necesariamente debe ser prolongada.
Como buen guerrillero, Giap sabía que el éxito de la victoria cuando hay una desproporción tan grande de fuerzas, se basa en al iniciativa, la audacia y la sorpresa, lo que exige que el ejército revolucionario se desplace continuamente. Destacó como un genio de la logística, capaz de movilizar continuamente importantes contingentes de tropas, siguiendo los principios de la guerra de movimientos. Lo hizo así contra los colonialistas franceses en 1951, infiltrando a un ejército entero a través de las líneas enemigas en el delta del río Mekong, y otra vez adelantando la ofensiva de Tet en 1968 contra los estadounidenses, cuando situó a millares de hombres y toneladas de aprovisionamientos para un ataque simultáneo contra 35 centros estratégicos del sur.
La batalla de Ia Drang (19 de octubre-27 de noviembre de 1965) fue una de las más importantes del combate para ambos bandos durante la guerra de liberación de Vietnam. Tras ella el general imperialista Westmoreland creyó que la movilidad aérea y la potencia de fuego en gran escala serían la respuesta a la estrategia de Giap, pero éste apostó a sus soldados tan cerca de las líneas americanas que los B-52 soltaban las bombas encima de sus propias filas.
Todavía hoy las tácticas guerrilleras de Giap constituyen una de las fuentes de estudio de las estrategias miliatares en el mundo.
El general falleció por causas naturales en el Hospital Militar 108 de Hanoi, informó una fuente militar del centro.
“Murió por su avanzada edad, no debido a ninguna enfermedad”, aseguró la fuente, en condición de anonimato.
Giap estuvo además en batallas significativas contra Estados Unidos como la ofensiva del Tet en 1968.
Este legendario general vietnamita nació en la aldea de Una Xa, provincia de Quang Binh el 25 de agosto de 1911. Era hijo de un campesino que, aunque carecía de tierras, sabía leer y escribir y luchó toda su vida contra el régimen colonialista impuesto a su país.
En 1926, siendo aún muy joven, comenzó a luchar por la liberación de Vietnam en el instituto en el que estudiaba. Se incorporó al Menh Dang del Tan Viet y, dos años más tarde, al Quoc hoc, organizaciones clandestinas que realizaban agitación contra la ocupación extranjera.
En 1930 fue detenido y condenado a tres años de prisión, pero fue liberado algunos meses después.
En 1933 entró en la universidad de Hanoi, aunque dos años después le expulsaron por realizar agitación revolucionaria.
En la universidad conoció a Dang Xuan Khu, que más adelante adoptaría el seudónimo de Truong Chinh, el principal ideólogo del comunismo vietnamita. Fue él quien incorporó a Giap al Partido Comunista de Indochina.
En 1937 logró terminar sus estudios de Derecho en la universidad y comenzó dar clases de historia en un instituto de Hanoi, aunque en realidad se dedicaba a organizar a los profesores y alumnos en la lucha revolucionaria.
En 1939 publicó su primer libro, juntamente con Truong Chinh, titulado La cuestión campesina donde analizaban el papel que debían desempeñar los jornaleros del campo como aliados del proletariado vietnamita en el proceso revolucionario.
El año anterior se había casado con una tailandesa, Dang Thi Quang, también militante comunista, y cuando al año siguiente el Partido Comunista de Indochina fue prohibido, Giap escapó a China, donde conoció a Ho Chi Minh y estudió las tesis de Mao Zedong sobre la guerra popular prolongada y la guerra de guerrillas, que luego aplicaría magistralmente a su propio país.
Pero la policía francesa detuvo a su mujer y a su cuñada y las utilizó como rehenes para presionar a Giap y lograr que se entregara. La represión fue feroz: su cuñada fue guillotinada y su mujer condenada a cadena perpetua, muriendo en la prisión después de tres años a causa de las brutales torturas. Los verdugos también asesinaron a su hijo recién nacido, a su padre, a dos hermanas y a otros familiares.
En mayo de 1941 en la conferencia de Chingsi (China), junto con Ho Chi Minh, funda el Dong Minh (Liga Vietnamita para la Independencia), más conocido como Vietminh, para agrupar las fuerzas antijaponesas en un único frente de liberación nacional.
Ese mismo año Giap se traslada a las montañas del interior de Vietnam para iniciar la guerra de guerrillas. Allí estableció una alianza con Chu Van Tan, dirigente del Tho, un grupo guerrillero de una minoría nacional de Vietnam del noreste. Giap comenzó a construir el Tuyen Truyen Giai Phong Quan, un ejército capaz de expulsar al ocupante francés y sostener el programa del Vietminh.
Inició una campaña de dos años de propaganda armada y de reclutamiento, convirtiendo a los campesinos en guerrilleros con una combinación del entrenamiento militar y la formación política comunista. A mediados de 1945 tenía ya unos 10.000 hombres bajo su mando y pudo pasar a la ofensiva contra los japoneses que ocupaban todo el sudeste de Asia.
Junto con Ho Chi Minh, Giap dirigió sus fuerzas hacia Hanoi en agosto de 1945, y en septiembre Ho Chi Minh pudo proclamar la independencia de Vietnam, con Giap al mando del ejército revolucionario.
En la posterior guerra contra el colonialismo frances, Giap demostró la superioridad de la guerra popular sobre las fuerzas imperialistas obteniendo una espectacular victoria el 7 de mayo de 1954 en la decisiva batalla de Dien Bien Phu, una valle situado a unos 300 kilómetros al oeste de Hanoi en el que se habían atrincherado las fuerzas ocupantes francesas, confiadas en la protección de las montañas y en conseguir batir a las fuerzas revolucionarias cuando descendieran.
De los 15.094 mercenarios franceses que se agruparon en Dien Bien Phu, después de casi seis meses del sitio, solamente 73 lograron escapar del cerco, mientras que 5.000 murieron y 10.000 fueron capturados. Giap y el general Denhg lanzaron un asalto frontal a la guarnición que arrojó a los colonialistas franceses definitivamente de Indochina. El ejército de Giap y Denhg padeció la muerte de 25.000 combatientes.
Giap y Denhg derrotaron a los imperialistas con una acumulación logística extraordinaria y un uso eficaz de la artillería bien protegida. Los 60 cazabombarderos norteamericanos B-29 que acudieron en apoyo de la guarnición francesa, no lograron su objetivo, obligando a los imperialistas a diseñar un plan criminal elaborado por el almirante norteamericano Radford y el general francés Navarre consistente en arrojar bombas nucleares contra las fuerzas revolucionarias.
La campaña de Dien Bien Phu fue la primera gran victoria de un pueblo colonial y feudal, con una economía agrícola primitiva, contra un experimentado ejército imperialista sostenido por una industria y pujante moderna bélica. Los más concidos generales franceses (Leclerc, De Lattre de Tasigny, Juin, Ely, Sulan, Naverre) fracasaron uno tras otro frente a unas tropas integradas por campesinos pobres pero decididas a luchas hasta el final por su país y por el socialismo. Los gobiernos de París fueron cayendo también a medida que sus generales eran derrotados en los alejados arrozales, poniendo al descubierto la fragilidad de la IV República.
Vietnam resultó dividido y Giap fue nombrado ministro de Defensa del nuevo gobierno del Vietnam del norte que, al tiempo que continuaba la guerra popular, se esforzaba por construir una nueva sociedad socialista.
Como comendante del nuevo ejército popular, Giap dirigió la lucha en la guerra de Vietnam contra los nuevos invasores norteamericanos en el sur del país, que una vez más comenzó bajo la forma de guerra de guerrillas. Los primeros soldados estadounidenses murieron en Vietnam cuando el 8 de julio de 1959 el Vietcong atacó una base militar en Bien Hoa, al noreste de Saigon. Ese año más de 1.000 lacayos del imperialismo americano fueron ajusticiados por los guerrilleros del Vietcong y antes de 1961 otros 4.000 habían caido.
Cuatro presidentes americanos lucharon sucesivamente contra Vietnam, dejando el rastro de sangre de 57.690 mercenarios americanos ejecutados. Por parte vietnamita murieron 600.000 combatientes pero finalmente los Estados Unidos fueron obligados a salir del país en 1973. Dos años más tarde el país fue reunificado, cuando un tanque del ejército revolucionario embistió la valla de protección de la embajada americana, mientras los últimos imperialistas huían precipitadamente en un helicóptero por el tejado del edificio.
A partir de entonces Giap siguió siendo ministro de Defensa de Vietnam y miembro de pleno derecho del Politburo del Partido Comunista de Vietnam, cargo que ocupó hasta 1982.
Tras su cese, dirigió la Comisión de Ciencia y Tecnología, y en julio de 1992, le concedieron la orden de la estrella del oro, el honor más alto del nuevo Vietnam socialista.
El general Giap no sólo fue un maestro en el arte de dirigir la guerra revolucionaria, sino que además escribió sobre ella en 1961 su famosa obra “Guerra popular, ejército popular”, un manual de la guerra de guerrillas basado en su propia experiencia. En él establece los tres fundamentos básicos que debe disponer un ejército popular para lograr la victoria en la lucha contra el imperialismo: dirección, organización y estrategia. La dirección del Partido Comunista, una férrea disciplina militar y una línea política adecuada a las condiciones económicas, sociales y políticas del país.
Definió la guerra popular como “una guerra de combate para el pueblo y por el pueblo, mientras que la guerra de guerrillas es simplemente un método del combate. La guerra popular es un concepto más general. Es un concepto sintetizado. Es una guerra a la vez militar, económica y política”. La guerra popular no sólo la hace un ejército, por más que sea popular, sino que la hace todo el pueblo porque es imposible que un ejército revolucionario, por sí mismo, pueda lograr la victoria contra la reacción, sino que es todo el pueblo el que tiene que participar y ayudar en una lucha, que necesariamente debe ser prolongada.
Como buen guerrillero, Giap sabía que el éxito de la victoria cuando hay una desproporción tan grande de fuerzas, se basa en al iniciativa, la audacia y la sorpresa, lo que exige que el ejército revolucionario se desplace continuamente. Destacó como un genio de la logística, capaz de movilizar continuamente importantes contingentes de tropas, siguiendo los principios de la guerra de movimientos. Lo hizo así contra los colonialistas franceses en 1951, infiltrando a un ejército entero a través de las líneas enemigas en el delta del río Mekong, y otra vez adelantando la ofensiva de Tet en 1968 contra los estadounidenses, cuando situó a millares de hombres y toneladas de aprovisionamientos para un ataque simultáneo contra 35 centros estratégicos del sur.
La batalla de Ia Drang (19 de octubre-27 de noviembre de 1965) fue una de las más importantes del combate para ambos bandos durante la guerra de liberación de Vietnam. Tras ella el general imperialista Westmoreland creyó que la movilidad aérea y la potencia de fuego en gran escala serían la respuesta a la estrategia de Giap, pero éste apostó a sus soldados tan cerca de las líneas americanas que los B-52 soltaban las bombas encima de sus propias filas.
Todavía hoy las tácticas guerrilleras de Giap constituyen una de las fuentes de estudio de las estrategias miliatares en el mundo.
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