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sábado, 15 de maio de 2021

Nova TV Grabois estreia dia 17 com diversidade e irreverência - Fundação Maurício Grabois



Quer saber mais sobre a China? Está procurando informações sobre América Latina e política internacional? E debates sobre cultura e comunicação? Que tal um bate papo sobre gênero, raça e classe. Isso e muito mais você vai encontrar na nova TV Grabois.


A partir do dia 17 de maio, o canal do Youtube da Fundação Maurício Grabois vai ter programação diária e inédita sobre temas importantes da atualidade. A FMG selecionou um time de primeira para falar sobre esses assuntos:

Às segundas-feiras Elias Jabbour vai comandar o “Meia noite em Shangai”, para falar sobre a China, um dos países que mais crescem no mundo. Elias é professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Autor de diversos livros e artigos sobre a China publicados dentro e fora do Brasil.

Ana Prestes trará análises e informações sobre política internacional e sobre a América Latina todas as terças-feiras no “Miramundo”. Ana é socióloga, mestre e doutora em Ciência Política. Analista Internacional, autora de livros infantis e pesquisadora da história das mulheres brasileiras na política.

"Cabeça Feita" será o programa das quartas-feiras com a primeira mulher negra deputada na Assembleia Legislativa da Bahia, Olívia Santana (PCdoB), que vai discutir gênero, raça e classe. Olívia é pedagoga e foi vereadora de Salvador por 10 anos.

Cultura e Comunicação de Massas serão os temas tratados por Fábio Palácio, no quadro "Cultura em Movimento". Fábio é jornalista, doutor em Ciências da Comunicação (ECA-USP) e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Editor da revista Princípios.

Para encerrar a semana, o sextou da TV Grabois será com a Dani Balbi e a Manuela D’Ávila, que vão fazer comentários sobre os principais fatos da semana no “Sexta contragolpe”. Dani é doutora em Ciência da Literatura pela UFRJ, pesquisadora de dramaturgia, teatro e cinema, além de Professora de Roteiro da Escola de Comunicação Social da UFRJ. Manuela D’Ávila é jornalista, escritora e mestre em políticas públicas. É presidente do Instituto E Se Fosse Você?, de combate à Fake News. Foi a vereadora, deputada federal, deputada estadual, sendo a mais bem votada em todas as eleições, candidata à vice-presidência da República em 2018 e candidata à prefeita de Porto Alegre em 2020.

Acompanhe na próxima segunda-feira, 17/05, as lives de lançamento da TV Grabois, às 18 horas, simultaneamente pelos perfis dos nossos youtubers. A agitação continua na terça-feira, 18 horas, pelo Facebook e YouTube da Fundação.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Para a Tribuna de Debates do 13° Congresso do PCdoB - Harmonizar luta de ideias, de massa e eleitoral-institucional no PCdoB de hoje - Paulo Vinícius Silva - Parte 2

Harmonizar lutas de ideias, de massa e eleitoral no PCdoB de hoje
Parte 2

Paulo Vinícius Santos da Silva
Secretário Sindical do Distrito Federal e membro da Comissão Sindical Nacional

Sempre há uma solução simples para um problema complexo. Geralmente errada. (Anônimo)

Lutas de ideias, social e político institucional eleitoral a serviço do Projeto Partidário
Ante um momento sem receitas, e ainda de defensiva estratégica, mas com a luta pelo socialismo ressurgindo, o PCdoB articula três frentes de acumulação de forças dessa época - luta de ideias, de massas e eleitoral-institucional. E a Tese afirma um pilar fundamental a perpassar toda a ação dos comunistas: o fortalecimento do Partido.
As três frentes unidas ao signo do projeto estratégico – o Partido - são achados da inteligência coletiva. A inédita duração do atual período democrático, exige-nos conquistar um eleitorado próprio, maior, o que depende de nossos laços com o povo. Existe esse eleitorado? Há atalhos para nosso crescimento eleitoral? Como disputar nossas ideias nas eleições? Há imensas dificuldades a esse debate político na democracia com PIG, poder econômico e o rentismo.
Daí porque não podemos resumir-nos a uma das frentes de acumulação, ainda que seja decisiva a disputa de 2014. O crescimento do PC não pode nem deve ser igual ao de um partido da ordem. O sistema político atual possui limitações intencionais ao crescimento eleitoral comunista. Como crescer, sem a luta de massas e de ideias influírem sobre o sistema político? Serão recursos ou os aliados que nos valerão? Há que contar com forças próprias, militantes e quadros, para crescer.
Também entre nós se dá a batalha do sentido da política e da militância. Parte dela depende de incorporar as novas filiações numa organização única, comunista. Sem forte investimento na formação, sem reconhecer os riscos, sem enfrentar a autonomização de grupos de interesse - sobretudo na institucionalidade – abrimos o flanco à pressão de aliados, do Estado, do sistema. Mas sem aceitar os desafios atuais, de mar aberto, não cumpriremos nosso papel histórico.
Por isso, Programa e Estatuto devem orientar a prática e ter expressão própria também em votos. Seria grave erro a exclusivização eleitoral sob um olhar pragmático. O desafio de 2014 é também disputar ideias, afirmar o Partido e candidatos(as), inspirar o voto, mobilizar o povo, os aliados, o movimento social essa batalha. Não venceremos com exércitos alheios, apenas com variáveis que não dominamos: lei, recursos financeiros, tempo TV, nem o judiciário.

O PCdoB diante do povo
A pergunta é: como o PCdoB se relaciona com o povo? O PC é o partido do proletariado, da classe. Por isso, a CTB é um salto, fato ainda não absorvido. Também somos vigorosa expressão juvenil em nosso país, um partido de mulheres guerreiras e protagonistas. Como mobilizar tal base social antes, para e depois das eleições?
Apesar de todo todo realismo, não percamos a perspectiva socialista, o caráter militante, o lastro de classe e a unidade de ação. 2014 se medirá na vitória de Dilma e no resultado geral da esquerda. Para nós, até o voto, há um caminho a ser percorrido pela militância. Mesmo a eleição é resultado de múltiplas determinações, de que o pragmatismo não dá conta. A ação dos quadros exige a noção de totalidade, o concreto como produto de múltiplas determinações. A eleição termina, mas a luta continua, com ou sem governo, deputado, ou senador.
O pensamento complexo das três dimensões da luta pela hegemonia, ideias, mobilização social e a disputa político-eleitoral-institucional ganha profundidade com o pilar de estruturar o Partido. Por seu valor interpretativo, devemos manter assim, sem exclusivizações, buscando a harmonia, deixando claras as fronteiras do nosso compromisso com o Brasil e os Trabalhadores(as).
Parte da resposta de nossos laços com o povo passa por situar a militância no curso da vida do país em meio aos desafios do desenvolvimento. Urge acabar com o abismo entre nossa política de juventude e a entrega dos jovens que formamos à sua classe, através do trabalho. Asseguramos com a independência advinda do trabalho a dignidade da nossa opção ideológica. Em pleno bônus demográfico, nossa juventude precisa ser politizada e também referência no estudo e no trabalho, e é uma missão dificílima. Ou serão todos parlamentares, assessores, cargos de confiança? Para ter como presente a luta pela hegemonia no movimento sindical precisamos incorporar novas gerações que formamos, mas que na vida adulta ficam expostas à cooptação e a falta de perspectivas
Exclusivizar uma maneira de acumular forças pode levar ao pragmatismo, a secundarizar a disputa de ideias e a mobilização organizada da sociedade na luta eleitoral. Pode redundar em desgaste da imagem do Partido e em instabilidade na vida interna. O Partido não pode exclusivizar a representação institucional como sua expressão. A fusão entre Partido, Estado e Movimento Social se mostrou daninha ao socialismo. Por que seria benéfica na nossa luta pelo Socialismo?
Destaque-se que o sistema político padece de grande descrédito. Vivemos uma democracia limitada, submetida ao poder econômico, com maioria conservadora secular, sob o poder midiático, e a judicialização da política. Não é à toa que as manifestações mostraram fragilidades político-institucionais, mesmo de um governo nosso. Vimos aí a interconexão das frentes, e a insuficiência do sistema, a relevância dos movimentos para mediar e propor bandeiras que se tornaram vitórias políticas.
O Presidente Renato Rabelo não é deputado, senador, prefeito. Mas o carinho e o respeito da militância por sua direção e trabalho incansável e abnegado fazem dele o nosso líder. Essas virtudes são os principais requisitos, como fiador de nossa unidade e rumo. Nem sempre o institucional será o certo, ou deve ter apoio do nosso Partido, ou pode representá-lo. Uma de nossas funções é projetar trabalhadores(as), jovens, mulheres e a intelectuais progressistas eleitoralmente. Não podemos ser um partido em que só se elege quem tem dinheiro. O PC é um lugar de empoderamento do povo.
A atual geração de parlamentares nacionais vem sobretudo dos anos 80 e 90, líderes estudantis, sindicais, camponeses, mulheres, intelectuais e artistas, militantes políticos. Há desgaste natural em mandatos ao longo do tempo, por exemplo, 20 anos. Se não evoluem a patamar distinto, surge o problema do declínio eleitoral. Como projetar lideranças e ampliar nossa representação? Nosso Partido sabiamente fez a sua abertura estruturada pelo Novo Estatuto. Busca lideranças do povo para parte dessa renovação. Devemos reforçar e aprimorar o acompanhamento das novas filiações e a gestão de seu potencial –para o bem e para o mal- para a imagem do Partido. E devemos ser mais proativos no enfrentar as polêmicas do desenvolvimento para vincar nossa marca.
A vitória não se resume ao voto, embora seja ele o signo do resultado da disputa. Crescer exige dialogar com a parte da sociedade que nos reconheça, afirmar uma identidade entre a esquerda, os patriotas, democratas, quem defende a política para melhorar a vida do povo, rejeitando-a como via de enriquecimento vil.

Defesa da unidade contra a autonomização de interesses estranhos ao projeto do PCdoB
Por fim, são daninhos grupos de interesse, tendências ou facções no Partido. Se isso vem de governos e mandatos, pior ainda. Com a “centralidade do institucional”, a militância é alijada por um poder efetivo, estatal, estranho ao PC, tornando-o vulnerável à cooptação. Por tudo isso, proponho a revisão do item 118, com a seguinte redação:


118 – As vicissitudes são de certo modo inevitáveis para a esquerda. Hoje, atingem não apenas a frente institucional-eleitoral, mas se manifestam também nos movimentos sociais e na luta de ideias. Somos desafiados, compreendendo a prioridade das eleições de 2014 para o Brasil e para o Partido, a saber sabiamente articular todas as nossas forças na frente da luta de ideias, na luta de massas e na frente político institucional. A militância é essencial para a mediação, para o lançamento de lideranças com potencial eleitoral e identidade partidária, para uma mobilização que signifique uma vitória eleitoral, o êxito na comunicação dos comunistas com o povo e um legado de ampliação da influência política e da estruturação partidária. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Reflexões militantes sobre 2012 - Paulo Vinícius Silva


O ano de 2011 marcou uma mudança importante na luta de classes no Brasil. A direita, visando a conter os avanços transformadores - tais como as mudanças na política econômica sempre defendidas pelo PCdoB, o crescimento eleitoral da esquerda e em especial dos comunistas, seu avanço orgânico e comunicacional-, passou a atacá-los sistematicamente, chegando a urdir um factóide para defenestrá-los do governo Dilma e de suas responsabilidades junto à condução da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Esperava assim atemorizá-los(as), conter o avanço do PCdoB na institucionalidade, na juventude, nas prefeituras, na internet. Maior surpresa não poderia haver que a resistência cibernética levada adiante pela militância, em plena unidade com a direção partidária e sua ainda maior participação na luta para denunciar as guerras e maquinações imperialistas, o capital rentista e o monopólio da mídia a restringir a liberdade de imprensa. À sórdida tentativa de desconstruir a militância e de fazer grudar nos comunistas a pecha de corruptos encontrou intransponível trincheira no coração abnegado dos militantes, nas sua unidade, no brio com que defendem sua honra, e a certeza de quem não deve, como tem se demonstrado, dado o caráter mentiroso das denúncias que os fatos estão a mostrar.

O PCdoB pôde assim frustrar as pretensões da direita, mantendo-se à frente do Ministério dos Esportes através de Aldo Rebelo, sem passar recibo à tentativa de desconstrução de Orlando Silva, inclusive levando à justiça as publicações detratoras. E fechou o ano dando um presente de Natal à altura ao Brasil, quando o camarada Protógenes Queiroz levou adiante o clamor popular de uma década, propondo uma CPI para a investigação do escandaloso crime de lesa-pátria da Privataria Tucano, magistralmente denunciado pelo intimorato Amaury Júnior.

É plenamente possível antever o implacável cerco aos comunistas para conter seu crescimento, fato que se reafirma com a crescente mobilização da imprensa conservadora que, em meio à piora da crise capitalista, tece incessante campanha anticomunista e anti-socialista, como evidenciam as coberturas sistemáticas visando a estigmatizar a luta de resistência da Coréia Popular e o bombardeio da Rede Globo contra Cuba. Buscam esconder o desespero ante a comprovação dos crimes do neoliberalismo cometidos contra a Nação, assim como vingar-se desse resiliente protagonismo dos vermelhos, que aprenderam com Amazonas, Grabois, Pomar, Arruda Câmara e Prestes que não se pode jamais desistir da luta.

Outra frente da grande imprensa visou a pagar com trinta moedas de ouro - na verdade, os 15 minutos de fama - a quem dentre a esquerda se dispusesse a fazer coro com a direita no intento de desconstruir o Partido Comunista do Brasil. E, para registro lamentável da implacável História, encontrou quem o fizesse. Mas não apenas, pois a solidariedade - muito mais representativa - também veio, de todos os lados, acalentando, enternecendo, emocionando, apoiando a militância no combate.

Assim, a estratégia é clara: visa a, por um lado, desmoralizar o ideal socialista e comunista, de outro, deslegitimar o Partido Comunista como legítima organização nacional, brasileira, campeã da defesa da democracia no Brasil, surgida do povo, herdeira de 90 anos de Histórias de lutas, assim como ocultar, desvirtuar e corromper suas ideias sobre o Brasil e o mundo.

A imprensa golpista ameaça e investe pesadamente nessa batalha, mas, por outro lado, não pode evitar de difundir a existência e seu incômodo com essa força política que reúne mais de 200 mil membros e que esgrime lideranças reconhecidas, honestas, combativas e representativas do povo, muitas delas favoritas nas eleições municipais de 2012. O tratamento anterior era ignorar, menosprezar os(as) comunistas, e isso não é, nem será mais possível. Mas são desafios ainda maiores, e demandam mais firmeza e inteligência tática e estratégica para saber, com serenidade, vencer a presente quadra, avançando ainda mais na acumulação de forças.

E ante as provocações, ataques e o cerco, o PCdoB tem sua História de lutas, tem sua militância, tem suas opiniões sobre como mudar o Brasil, imediata e no médio e longo prazos. O PCdoB tem seu Programa Socialista para o Brasil, elaborado por sua militância democraticamente, com a singular, rica e democrática vida interna, razão de suas unidade e força. E é por isso que o Coletivizando, vermelho assumido, sem mandato outro que não a mirada sincera de um militante comunista, apresenta para conhecimento de todos um pouco da História e o próprio Programa, como modesta contribuição à monumental luta de ideias que marcará o ano de 2012, que inicia.

Sem receios, ansioso pela peleja, confiante na vitória, esperançoso de grandes conquistas para o Brasil, deixo para todos(as) os(as) democratas verdadeiros, progressistas, socialistas consequentes e aos(às) queridos(as) camaradas esses elementos que considero importantes para o próximo período. E desejo um 2012 de vitórias, saúde, esperanças, de vitórias na vida pessoal de cada um(a), e de muita luta. Como disse sabiamente Gonçalves Dias: "a vida é combate, que aos fracos abate. Aos fortes, aos bravos, só pode exaltar".

Paulo Vinícius Silva

Um vídeo para entender a coragem dos militantes do PCdoB

Programa Socialista para o Brasil

O fortalecimento da Nação é o caminho, o socialismo é o rumo

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