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sábado, 15 de outubro de 2011

CONTRAF divulga contraproposta da FENABAN e bancários(as) decidem segunda

Unidade da categoria conquista aumento real, valorização do piso e PLR maior

Crédito: Jailton Garcia - Contraf
Nova proposta foi apresentada após 18 dias de greve nacional

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembléias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

> Clique aqui para acessar a íntegra da proposta da Fenaban

"A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 18 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A proposta adquire ainda mais importância porque representa a consolidação de uma política permanente de recomposição dos salários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra ainda que nas primeiras rodadas de negociação os bancos negavam a possibilidade de aumento real, alegando risco de alta da inflação, discurso que foi amplamente repercutido pela mídia. "Essa tese falsa foi derrotada. Conseguimos arrancar vitória econômica, com a melhoria do poder de compra dos salários e do piso, mas principalmente política. Os bancos tentaram vencer a categoria pelo cansaço, mas revertemos o quadro e saímos vitoriosos", afirma.

A conquista deixa clara a importância da consolidação da estratégia de unidade nacional da categoria. A campanha unificada, reunindo trabalhadores de bancos públicos e privados, vem sendo construída desde 2004 e cada vez mais se mostra como uma opção acertada da categoria, que reitera sua opção em todas as conferências e congressos. "Com isso, conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancos em todo o território nacional - fato único entre as categorias profissionais no Brasil", aponta o presidente da Contraf-CUT. Na avaliação do Comando, com a proposta apresentada, a Campanha Nacional 2011 se soma a essa trajetória de vitórias.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado

As negociações de temas específicos de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ocorrem ainda hoje e serão divulgadas em breve.


Fonte: Contraf


Banco do Brasil cede à pressão da greve e apresenta proposta com avanços

 
Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTProposta específica foi conquistada após 18 dias de greve nacional

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada pelo BB nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

"Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB", defende Eduardo Araujo, coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;

- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

- VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;

- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
. Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;

- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.


Fonte: Contraf



Proposta da Caixa inclui PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso

 
Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTProposta foi apresentada pela Caixa após 18 dias de greve nacional

Em negociação realizada na noite desta sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. O banco também reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado.

Dessa forma, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17). "Avaliamos que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. É mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes", afirma Jair Ferreira, coordenador da CEE Caixa.

"É uma proposta que foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria, o que precisa ser valorizado. É importante evitar a armadilha de levar o impasse ao TST, cujas decisões de dissídios coletivos são sempre desfavoráveis aos trabalhadores, como ocorreu na greve dos bancários de 2004 e agora no julgamento da greve dos funcionários dos Correios", destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e membro da CEE Caixa.

A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

Clique aqui para ver a proposta da Fenaban

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

Além disso, o banco concordou em repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela Caixa de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:

Saúde do trabalhador - ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum que os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.

Saúde Caixa - a proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.

Superávit - O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.

Auxiliares de serviços gerais - empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.

Representante no Conselho de Administração - o banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.

Crédito para calamidades - a Caixa propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.

CCV para Inativos - a proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a Caixa assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.

CCV específica sobre 7ª e 8ª hora - pela proposta, a Caixa e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empresados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.

Compensadores - a Caixa concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.

Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela Caixa para o empréstimo consignado.


Fonte: Contraf

Após contraproposta apresentada aos bancários, segunda assembleias deliberam, com informações do Sindicato dos bancários da Bahia


                                        Proposta de 9% será avaliada na segunda 

Os bancários chegam na segunda-feira (17/10) a 21 dias de uma greve histórica, a maior dos últimos 20 anos, com mais de nove mil agências paradas. Somente na Bahia, mais de 700 unidades estão fechadas e 80% dos trabalhadores aderem ao movimento. Na última sexta-feira (14/10), a greve nacional chegou ao seu maior nível de paralisação.
No mesmo dia, depois de horas trancada em uma sala, atrasando, e muito, o início das negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos  Bancários, que prevê 9% de reajuste salarial (1,5% de aumento real). O índice vale para o cálculo de todas as verbas salariais, inclusive o tíquete-refeição e o vale-alimentação. Os valores são retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.
Os bancos também melhoraram outros itens, como o piso salarial, que passaria para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%) e maior PLR com o aumento da parcela fixa básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).
Com relação à cláusula de segurança, os banqueiros sugeriram a realização de procedimentos que coíbem o transporte de numerário por bancários. Já com relação ao assédio moral, a Fenaban propôs o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários. Os dias parados também não serão descontados, mas têm de ser compensados até o dia 15 de dezembro.       
Agora, bancários da rede pública e privada de todo o país, se reúnem em assembléia na segunda-feira (17/10) para apreciar a proposta. Na Bahia, o encontro é às 18h, no Ginásio de Esportes, nos Aflitos. É fundamental a participação da categoria nas discussões, que definem o futuro do movimento.

                                                                Proposta da Fenaban
Reajuste – 9% (1,5% de aumento real)
PLR – 90% do salário mais valor fixo de 1.400,00. Adicional de 2% do lucro líquido linear (teto de R$ 2.800,00)
Piso – R$ 1.400,00 (aumento de 12%)
Tíquete-refeição – R$ 19,78 (por dia)
Auxílio-alimentação – R$ 339,08 (por mês)
Auxílio-creche/babá – R$ 284,85 (filhos até 71 meses)
                                     R$ 243,67 (filhos até83 meses)
Requalificação profissional – R$ 974,06
Dias Parados – Não serão descontados. Compensação até 15 de dezembro




              Caixa melhora PLR e promete contratar
Os bancos também sentem na pele a força dos bancários durante a greve. Tanto que a Caixa, em negociação realizada na sexta-feira (14/10), apresentou uma proposta melhor ao Comando Nacional. Destaque para a valorização do piso e a contratação de 5 mil empregados até o final de 2012, iniciativa que reflete diretamente no atendimento ao cliente. Com a ampliação, seriam 92 mil trabalhadores na empresa.

Com relação à PLR Social, o banco propôs a manutenção do benéfico, que distribui 4% do lucro líquido de forma linear para todos os funcionários - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Federação Nacional dos Bancos, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco, previsto na convenção coletiva da categoria.

O reajuste oferecido pelo banco é o mesmo oferecido aos bancários da rede privada. Ou seja, 9% em todas as verbas e o não desconto dos dias parados na greve, que serão descontados até 15 de dezembro. A negociação conseguiu arrancar ainda avanços nas questões referentes à saúde do trabalhador e o Saúde Caixa.  

PCS
Para atender a reivindicação de valorização do piso, a direção da Caixa apresentou proposta de mudança na tabela do PCS (Plano de Cargos e Salários). Pela regra, os novos concursados ingressariam no na empresa na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203.

Em outras palavras, o salário após o contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637,00 (valor atual da referência 202) para R$ 1.826,00 (referência 203 com o reajuste de 9%). O reajuste do piso seria, portanto, de 11,55%. 

Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932,00 e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128,00.

Outro ponto que merece destaque é o aumento de R$ 39,00 na tabela do PCS para os bancários que estão na tabela antiga. A medida é um importante passo na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.


                  
                     No BB, PLR, piso e reajuste melhores

A proposta apresentada pelo Banco do Brasil seguiu o reajuste salarial geral de 9% da Fenaban. O piso (Vencimento Padrão), no entanto, foi para R$ 1.760,00, crescimento de 10% em relação ao valor atualmente em vigor. O reajuste do VP terá reflexos em toda a curva salarial.

A participação nos lucros e resultados, que é semestral, também será maior do que a creditada no semestre passado. O escriturário receberá R$ 3.571,46 (reajuste de 13,1%); caixas, atendentes e auxiliares administrativos, R$ 3.912,16 (12,5%); demais comissionados, 1,62 salário (9,9%). Os cargos NRF Especial e NRF 1 e 2 receberão três salários. Serão disponibilizados para o pagamento da PLR R$ 775 milhões. Os valores serão creditados até 30 dias após a assinatura do acordo.

PCR
Outros avanços foram o PCR (Plano de Carreiras e Remuneração), que passou a ser retroativo ao ano de 1998 (pelo acordo em vigor a retroatividade era até 2006), e a redução de dois para um ano do período em que o novo funcionário fica impedido de obter o primeiro comissionamento, a chamada “trava”. 

No caso dos funcionários que forem descomissionados em função de licença-saúde, a VCP (Verba de Caráter Pessoal) será paga durante 12 meses a partir do retorno da licença.

Além disso, ficou acertada a contratação de dois mil adolescentes aprendizes. Uma conquista importante foi a manutenção da exigência de três avaliações (GDPs) negativas para a perda da comissão. O banco vinha ameaçando voltar ao critério que vigorou até 2009 que era a perda da comissão caso o funcionário tivesse apenas uma avaliação semestral negativa.

O diretor do Sindicato da Bahia, Olivan Faustino, presente nas negociações com o BB, ressalta que a participação da categoria em todas as etapas da campanha salarial é fundamental para conseguir arrancar uma proposta decente, que garanta avanços significativos para os funcionários. Ele lembra que a greve deve continuar forte até que uma decisão seja tomada pelos trabalhadores. "O momento é de nos unirmos ainda mais e comparecer em massa à assembleia de segunda-feira para discutirmos exaustivamente todos os itens da proposta dos bancos. Assim teremos condições de fazer a melhor avaliação e decidirmos o que for melhor para a categoria". 



Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br/

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bancários: “Teremos uma greve bastante longa” - Portal Vermelho

Bancários: “Teremos uma greve bastante longa” - Portal Vermelho

O Comando Nacional dos Bancários deve endurecer a greve a partir desta terça-feira (11), quando está marcada uma assembleia, às 10h, com dirigentes de todo o país, em São Paulo. A ideia é ampliar ainda mais a paralisação. A reação vem depois das notícias, divulgadas na grande mídia, de que a presidente Dilma Rousseff orientou sua equipe a adotar posição firme contra a greve dos bancários, descontando os dias da paralisação.



Cartaz indica paralisação dos bancários em fachada de banco, em São Paulo / CTBA motivação do governo seria a necessidade de ajuste fiscal e o receio de uma escalada inflacionária. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza de Jesus, o posicionamento do governo só fortalecerá a paralisação.

“Se o governo Dilma pretende derrotar a greve dos bancários com ameaça de descontar as faltas, teremos uma greve bastante longa, pois o que estamos defendendo é a garantia de que o crescimento do país se dê com distribuição de renda. Daí ser impossível concluir essa greve sem que haja uma proposta de aumento real decente aos bancários”, declarou Emanoel ao Vermelho.

Hoje, 9.090 agências de 26 Estados e do Distrito Federal ficaram fechadas, o correspondente a 45% do total do país, segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Segundo o Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, 25 mil trabalhadores deixaram de comparecer em seus postos de trabalho e 812 agências não abriram as portas em sua base de atuação.

Os bancários estão em greve desde o dia 27 de setembro, após rejeitarem a proposta das instituições financeiras, de reajuste salarial de apenas 8%, o que significa reposição real da inflação de 0,56%, percentual bem aquém dos 12,8% reivindicados pelos trabalhadores. Os bancos negaram ainda as demais reivindicações da categoria como valorização dos pisos, aumento da participação nos lucros e resultados, medidas de combate ao assédio moral, mais segurança e melhores condições de trabalho.

A Fenaban, por sua vez, tem afirmado que cabe aos trabalhadores apresentarem contraposta para a continuidade das negociações.

Sergipe

Em Sergipe, o Sindicato dos Bancários fechou o prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banco do Estado de Sergipe (Banese), no Distrito Industrial de Aracaju (DIA). O objetivo é pressionar para que o banco melhore sua proposta, já que a oferecida e apreciada na assembleia realizada na terça-feira (4), foi rejeitada por unanimidade.

“Hoje é um dia histórico para nós sindicalistas. Pela primeira vez numa greve o CPD do Banese foi fechado completamente. No prédio trabalham mais de 300 funcionários, o que equivale a mais de dez agências do banco, e das maiores”, comemorou José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, onde a paralisação começou com 60% de adesão e já se encontra com quase 80%.

Deborah Moreira, da Redação do Vermelho




Seminário da CTB debate terceirização e caminhos para garantia de direitos

Seminário da CTB debate terceirização e caminhos para garantia de direitos

Começou nesta segunda-feira (10) a 9ª Reunião Executiva da CTB, com a realização de um Seminário Nacional sobre a terceirização e os projetos em tramitam no Congresso Nacional e versam sobre o tema.
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Dois projetos foram focados durante o seminário: o primeiro construído pelas centrais sindicais que tenta restringir a adoção da terceirização e prevenir que ela seja utilizada nas atividades-fim, e o segundo, o substitutivo ao PL 4.330/2004 – do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que está na Comissão de Constituição e Justiça.
O PL, que tem o deputado Roberto Santiago (PV/RJ) como relator mantém a previsão de responsabilidade subsidiária da contratante no processo, assim como retira qualquer tipo de limitação a terceirização de serviços e isenta as empresas prestadoras de serviços terceirizados de responsabilidade em relação aos funcionários.


Garantia
Na abertura do Seminário, na mesa coordenada por Wagner Gomes e Pascoal Carneiro, presidente e secretário-geral da CTB, respectivamente, os deputados Paulo Pereira e Roberto Santiago, fizeram uma exposição do PL 4.330/2004. A mesa contou também com a participação do secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).
Durante as exposições os deputados tentaram esclarecer os pontos que compõem o PL 4330/04 que visam garantir aos trabalhadores terceirizados os mesmos direitos dos demais que exercem as mesmas funções.
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Santiago lembrou que só em São Paulo são mais de 700 mil trabalhadores terceirizados, que hoje não contam com qualquer tipo de projeto que lhes garantam os mesmos direitos dos demais empregados. “Desse jeito está muito ruim para o trabalhador, que não tem garantia nenhuma”, declarou.
Após a defesa, foi feito por Maurício Pereira, representante do CES (Centro de Estudos Sociais), um comparativo entre os dois projetos. Pereira fez um estudo e traçou um paralelo ressaltando os benefícios e garantias para os trabalhadores terceirizados contidas, ou não, nos projetos.
Alta rotatividade
Para Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese, a terceirização no Brasil é um problema. O Brasil conta com uma alta taxa de rotatividade, que gira em torno de 85%. “Isso representa mais de 4 milhões de assalariados nessa condições, sendo que 1,2% estão alocados em empresa que empregam mão de obra temporária.
De acordo com o técnico é importante que os dirigentes tenham em mente que eliminar a terceirização é tarefa quase que impossível, mas que a regulamentação com regras rígidas podem contornar sua expansão e de forma responsável. “A terceirização, da forma como é feita, rebaixa os salários, precariza as relações de trabalho e dificulta qualquer tipo de identificação e fiscalização”, destacou.
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Restringir e fiscalizar
Durante as intervenções, ficou clara a preocupação dos sindicalistas cetebistas com a possibilidade de que projetos contrários aos interesses de trabalhadores terceirizados sejam aprovados na Câmara dos Deputados.
“O nosso objetivo é barrar projetos conservadores de política de terceirização e lutar por uma regulamentação que garanta o princípio de igualdade de salários e direitos, com responsabilidade compartilhada do contratante de serviços. E que se restrinja a terceirização e não a amplie, como desejam determinados setores da sociedade”, argumentou Wagner Gomes, presidente da CTB.
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O resultado do debate travado durante o Seminário será levado à reunião da diretoria, que prossegue na terça-feira (11) e deve determinar um posicionamento da Central acerca do tema.

Mais de 60 cidades dos EUA já têm seu "Ocupe Wall Street" - Portal Vermelho

Mais de 60 cidades dos EUA já têm seu "Ocupe Wall Street" - Portal Vermelho
10 DE OUTUBRO DE 2011 - 17H58

Mais de 60 cidades dos EUA já têm seu "Ocupe Wall Street"


Protestos inspirados no movimento "Ocupar Wall Street" de Nova York continuam a pipocar no território dos Estados Unidos, com manifestações surgindo em 68 cidades americanas, como Filadélfia, Atlanta, Chicago, Cincinnati, Indianápolis, São Francisco e Oakland, entre outras.


De acordo com o site Occupytogether, até sábado (8) passado as ações semelhantes a "Occupy Wall Street" se replicavam rapidamente.

Muitos dos protestos terminaram em prisões. Dos quase 500 manifestantes reunidos no rebatizado "Parque Popular", território onde está instalado o grupo de edifícios do governo do estado de Iowa, a polícia prendeu 32, porque teriam dormido no parque.

Também em Washington, durante o fim de semana, o Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian foi fechado na noite de sábado, após os guardas da segurança do espaço terem usado spray de pimenta para repelir mais de 100 manifestantes que protestavam contra a exibição de aviões de controle remoto, batizados de Drones (Zangões).

Um editor do jornal direitista The American Spectator foi visto na concentração provocando os guardas para que usassem as armas contra os civis. Os membros do movimento "Occupy DC" estão dormindo desde então em uma praça do centro financeiro da capital do país.

Em Nova York, milhares de manifestantes marcharam na noite de sábado a partir do Bairro Financeiro, onde o movimento Ocupar Wall Street está instalado há quatro semanas, até a Praça Parque Washington, no Bairro Greenwich.

Naquela noite, o filósofo esloveno Slavoj Žižek falou para os manifestantes no Parque Zuccotti. "Eles falam que nós somos sonhadores. Os verdadeiros sonhadores são aqueles que acham que as coisas são assim porque devem ser assim. Nós não somos sonhadores", afirmou. "Estamos acordando, de um sonho que se transformou em um pesadelo. Não estamos destruindo nada. Estamos testemunhando apenas como o sistema está se auto-destruindo", concluiu.

O movimento tam causado reações particulares de políticos em Washington, principalmente os de direita. A líder dos democratas no Congresso, Nancy Pelosi, disse que apoia a mensagem enviada tanto para os dirigentes financeiros como para os políticos.

No entanto, o pré-candidato republicano Newt Gingrich chutou o balde. Hoje ele veio a público para dizer que os protestos "são resultado de um sistema educacional ruim, que ensina ideias estúpidas".


Luta pela meia-entrada nos jogos da Copa “ganha corpo” - Portal Vermelho

Luta pela meia-entrada nos jogos da Copa “ganha corpo” - Portal Vermelho

O ministro do Esporte, Orlando Silva, declarou que “nossa linha não é restringir direitos”. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), membro da comissão especial que analisará a Lei Geral da Copa, diz que “questões com relação a nossa soberania de legislação nacional chegarão a um entendimento que a Fifa terá que absorver”. O presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, destaca que “nossa opinião é que a lei brasileira não pode se submeter à lei da Fifa”.

As declarações dão o norte da luta pela meia-entrada nos jogos da Copa do Mundo de 2014. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) não aceita desconto nos ingressos para os jogos. O Estatuto do Idoso e legislação nacional garantem 50% de desconto nos ingressos para eventos esportivos e culturais para idosos e juventude.






Leia também: Deputado chama entidades para luta pela meia entrada na Copa





Relator e Idec divergem sobre Lei Geral da Copa
“Vamos ver o caso concreto e buscar uma saída”, anunciou o ministro Orlando Silva. A mesma disposição demonstra Jô Moraes. Para ela, é possível discutir alternativas de compensações, “para que a juventude, grande público desses eventos, possa participar com todos os seus direitos”.

“Eu acredito que essa é uma legislação nacional que deverá ser defendida. Essa é a orientação da presidente Dilma, com apoio do ministro Orlando”, destaca a deputada.

“A construção dos entendimentos terá que se realizar ao longo do processo de aprovação da lei”, anunciou Jô Moraes, enfatizando a existência da legislação nacional, que é o Estatuto do Idoso e meia-entrada para a juventude, que deverão ser respeitadas.

O líder estudantil também está empenhado em fazer valer os direitos dos jovens. Yann Evanovick diz que “o povo e a juventude brasileira querem participar desse evento. Sem o instrumento da meia-entrada, uma parcela significativa da população ficará de fora desse evento”, afirma, enfatizando que “não tem meio termo, nada menos do que a meia-entrada”.

A Comissão Especial que vai analisar a Lei Geral da Copa será instalada nesta terça-feira (11). A expectativa do governo é de que a legislação para o evento seja votada pelo Congresso até o fim deste ano.

De Brasília
Márcia Xavier

Cláudio Bastos, Presidente da FETAG-BA:"Temos casos na área rural da Bahia de trabalho escravo"

Cláudio Bastos:"Temos casos na área rural da Bahia de trabalho escravo"


de_Claudio_BastosCláudio Bastos, natural de Bom Jesus da Serra, sudoeste baiano, muito jovem começou a atuar no MSTTR juntamente com o seu pai, também dirigente sindical. Pela sua atuação junto ao MSTTR, alcançou grande destaque no cenário político-sindical assumindo a Secretaria de Formação e Organização Sindical da Fetag-BA em 2002 e em 2006 assumiu o cargo de vice-presidente e também após assumiu o cargo de secretário de Finanças e Administração.
Atualmente faz parte da Diretoria Plena da CTB-BA e ocupa o cargo de presidente da Fetag no mesmo estado, federação que completou 48 anos em setembro e que tem como principal proposta a luta dos trabalhadores rurais e dos agricultores familiar, atuando na defesa da reforma agrária no estado. Cláudio Bastou concedeu entrevista ao Portal CTB.
Portal CTB: Qual é a característica marcante da Fetag Bahia e suas grandes bandeiras de luta?
Cláudio Bastos:
A Fetag-BA tem hoje 404 sindicatos filiados à Federação, tem 18 regionais organizadas que fazem a ponte entre a federação e os sindicatos. A federação está estruturada em todo o interior do estado que busca incessantemente fortalecer a agricultura familiar, porque achamos que a agricultura familiar tem potencial muito importante na geração de empregos, porque a cada dez postos de trabalho gerados no campo hoje do Brasil, sete vêm da agricultura familiar, então para nós é fundamental a democratização do acesso à terra que está diretamente associada à realização de uma ampla e massiva reforma agrária.
Portal CTB: Em sua opinião quais medidas devem acompanhar a reforma agrária para que traga benefícios à produção de alimentos?
Cláudio Bastos:
A reforma agrária tem que acontecer na sua plenitude e tem que acontecer acompanhada de investimentos, com politicas públicas, politicas estruturantes que possa fazer que o agricultor se consolide e consequentemente trabalhador rural tenha acesso a politicas sociais, como saúde e educação.
A realização de obras importantes como programa “Luz para Todos”, que realmente o programa de “Habitação Rural” seja eficiente e abrangente para o homem do campo. Tudo isso é muito essencial para consolidar a agricultura familiar em nosso país e em nosso estado.
Portal CTB: Como você compara os incentivos do governo federal para a produção agrícola do trabalhador rural e agricultor familiar e o volume maior ao agronegócio?
Cláudio Bastos
: Em primeiro lugar quero destacar que a nossa grande bandeira é em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais assalariados, como é chamado popularmente, operários do campo. Com a força do seu trabalho ajudam os grandes empresários do país a conseguir grandes produções agrícolas e pecuárias que são exportadas. O agronegócio tem atuação forte nas exportações e a agricultura familiar no processo de garantia da soberania alimentar, que hoje passa de 70% do alimento produzido no país que chaga à mesa do brasileiro.
Portal CTB: Como a Fetag-BA combate a precarização do trabalha no campo?
Cláudio Bastos:
Defendemos fundamentalmente a redução da jornada de trabalho no campo também, uma bandeira prioritária nossa e temos uma secretaria especifica que faz esse trabalho dos assalariados rurais e que está concentrado em pólos diferentes, como o vale do São Francisco na região do Juazeiro que é forte na produção de fruticultura e também da produção da cana. O polo da Chapada Diamantina que está concentrada no Sudoeste baiano a produção hortifruticultura e a produção de café, que tem muito assalariado rural, e no Sul e extremo sul do estado onde se concentra a grande agricultura com diversidade de produção que vai inclusive a produção de eucalipto, de madeira e celulose. E a região oeste que é grande área do agronegócio, principalmente com a produção de soja.
É permanente o nosso trabalho nessas regiões fazendo que a gente fortaleça a organização do trabalho, fazendo com que a gente fortaleça também as convenções coletivas, para garantir os melhores salários, a diminuição da jornada e condições de trabalho.
Portal CTB: Qual é o quadro do trabalhador rural que a Federação e as regionais encontram no campo?
Cláudio Bastos:
Temos enfrentado na Bahia, por exemplo, a precarização da condição de trabalho no campo é muito forte, temos combatido isso. Mas, nós temos casos nas áreas rurais na Bahia de escravidão realmente de fato, de trabalho escravo. Pressionamos o Ministério Público do Trabalho para fiscalizar este tipo de ação, mas ainda é realidade existência do trabalho escravo, principalmente na região oeste do estado onde se concentra o agronegócio, onde enfrentamos situações precárias de trabalho.
Celso Jardim - Portal CTB

A “gastança pública” com os juros - Altamiro Borges

A “gastança pública” com os juros - Altamiro Borges

Num discurso unificado e enfadonho, diariamente os líderes da oposição demotucana, os “agentes do mercado” e a mídia rentista repetem que o Brasil precisa cortar gastos públicos. A “gastança”, segundo eles, estaria concentrada na Previdência Social e no “inchaço” da máquina pública. Em síntese, eles propõem a redução dos direitos previdenciários e a demissão de servidores.

A malandragem é evidente. É certo que o país desperdiça dinheiro com gastos desnecessários. Mas a culpa não é dos aposentados ou do funcionalismo. O sangramento se dá, principalmente, pelo pagamento dos juros aos rentistas. Neste ponto, porém, o deus-mercado silencia. Ele quer cortar gastos dos mais necessitados para sobrar mais dinheiro – o tal superávit primário – para os ricaços.

R$ 160 bilhões torrados com juros

Segundo relatório do Banco Central, o superávit primário do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 4,561 bilhões em agosto. Mas a economia não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, que atingiram R$ 21,663 bilhões. Com isso, o déficit nominal ficou em R$ 17,101 bilhões, contra R$ 10,699 bilhões de agosto de 2010.

Nos oito meses do governo Dilma, o superávit primário atingiu R$ 96,540 bilhões. No mesmo período, o gasto com juros chegou a R$ 160,207 bilhões, ante R$ 125,045 bilhões de janeiro a agosto de 2010. Segundo o próprio relatório do BC divulgado na sexta-feira (30), o aumento do sangramento se deu “principalmente, pelo patamar mais elevado da taxa Selic acumulada no ano”.

Contra a “gastança” dos juros

Isto sim é que é “gastança pública”. O esforço produtivo nacional é assaltado para beneficiar 0,01% de rentistas do Brasil. O certo seria desencadear uma campanha pela imediata redução da “gastança” com juros, exigindo a sua drástica queda e outras medidas mais duras de combate à especulação financeira. Evidente que a oposição demotucana e a mídia rentista não vão topar!

Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Estudantes chilenos anunciam nova greve

Estudantes chilenos anunciam nova greve

estudantes-chilenosOs líderes da Confech (Confederação de Estudantes do Chile) anunciaram neste domingo (9) uma nova greve nacional para os dias 18 e 19 de outubro. Eles lutam mais uma vez por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Os estudantes ratificaram a decisão de não continuar o diálogo com o governo conservador e neoliberal de Sebastián Piñera.

"A proposta do governo não inclui avanços na gratuidade do sistema de ensino", afirma a líder estudantil Camila Vallejo.

Os estudantes chilenos lutam pelo acesso gratuito ao sistema educativo mais segregado do mundo, produto das reformas do ditador Augusto Pinochet, (que governou o país a ferro e fogo entre 1973 e 1990).

O governo propõe a concessão de bolsas, que não atenderiam toda a população, enquanto que os estudantes buscam um maior protagonismo do Estado, que redistribua os recursos públicos com uma reforma tributária.

"Quando falamos da gratuidade no sistema educacional é porque cremos que não deve prevalecer o Estado subsidiário e sim um estado garantidor", disse Vallejo.

"Decidimos fazer um chamado a todos os estudantes do Chile para que façam o maior esforço possível. Iremos radicalizar a mobilização e nos preparar para tempos difíceis", disse o dirigente estudantil David Urrea.

Com UOL

sábado, 8 de outubro de 2011

Hasta Siempre Comandante-Buena Vista Social Club - e cifras para violão




HASTA SIEMPRE COMANDANTE - Carlos Puebla

Am      Dm         E

Aprendimos a quererte 
Am      Dm         E
desde la histórica altura
Am       Dm          E 
donde el sol de tu bravura
Am       Dm         E 
le puso cerco a la muerte
Estribillo: 
Am       Dm        E
Aquí se queda la clara 
Am       Dm          E
la entrañable transparencia 
    Am           G
de tu querida presencia      
F            E7 
comandante CHE GUEVARA

Tu mano gloriosa y fuerte 
sobre la historia dispara 
cuando todo Santa Clara 
se despierta para verte

Estribillo 

Vienes quemando la brisa 
con soles de primavera 
para plantar la bandera 
con la luz de tu sonrisa

Estribillo

Tu amor revolucionario 
Te conduce a nueva empresa 
Donde espera la firmeza
De tu brazo libertario

Estribillo

Seguiremos adelante 
Como junto a tí seguimos, 
Y con Fidel te decimos: 
!hasta siempre COMANDANTE!Estribillo




Comandante Amigo/Che Guevara música de Ali Primera, e cifras para violão - LaCuerda



COMANDANTE AMIGO


Em
 el pueblo te llora
 el pueblo está triste
 pero no te fuiste Che
 Comandante amigo


  E            A          E
A) Comandante Che te mataron
              B7         E
  pero en nosotros dejaron
         A              E
  para siempre tu memoria
     B7                     E
  plasmada en moldes de gloria
              A          E
  Comandante Che te mataron
              B7         E
  pero en nosotros dejaron
         A              E
  para siempre tu memoria
     B7                     E
  plasmada en moldes de gloria.

   E                 E7           A
B) Caminando entre valles y montañas
                      B7           E
   para siempre tu imagen guerrillera
                                        B7
   y tu sangre corre ya por nuestras venas
                                  E
   y se agita en los pechos bolivianos.

B) Caminando entre valles y montañas
   para siempre tu imagen guerrillera
   y tu sangre corre ya por nuestras venas
   y se agita en los pechos bolivianos.

A) Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
   plasmada en moldes de gloria
   Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
       B7                    E      Em
   plasmada en moldes de gloria.

 (recitado)
Em
 'Cuando la corriente
 del gran Paraná
      Am     Em
 no tenga agua
  Am                      Em
 quizás, quizás para entonces
               B7
 Comandante amigo
             Em
 tu te nos vayas'

A) Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
   plasmada en moldes de gloria
   Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
   plasmada en moldes de gloria.

B) Caminando entre valles y montañas
   para siempre tu imagen guerrillera
   y tu sangre corre ya por nuestras venas
   y se agita en los pechos bolivianos.

B) Caminando entre valles y montañas
   para siempre tu imagen guerrillera
   y tu sangre corre ya por nuestras venas
   y se agita en los pechos bolivianos.

A) Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
   plasmada en moldes de gloria
   Comandante Che te mataron
   pero en nosotros dejaron
   para siempre tu memoria
   plasmada en moldes de gloria.
http://lacuerda.net/tabs/a/ali_primera/comandante_amigo.shtml

Fidel lê a carta de despedida do Che

Che Guevara Discurso Revolucionario

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Estatuto da Juventude é aprovado na Câmara de Deputados


http://www.adital.com.br
Camila Maciel
Jornalista da Adital
Adital
Após sete anos de tramitação na Câmara Federal Brasileira, os deputados aprovaram, nessa quarta-feira (5), a criação do Estatuto da Juventude. Para Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), a aprovação "representa um passo significativo para a consolidação das conquistas e direitos da juventude do país”. O projeto de lei 4529/04 segue agora para tramitação no Senado Federal.Com uma expectativa de aprovação final ainda para este ano, Daniel convoca a juventude a cobrar agilidade e responsabilidade dos senadores para que as conquistas presentes no documento possam ser usufruídas já em 2012. "O Estatuto foi bem costurado entre os deputados e ele chega como consenso para aprovação no Senado”, avalia o presidente da UNE. A aprovação do Estatuto da Juventude teve apenas um voto contrário, o do deputado Jair Bolsonaro, do Partido Progressista (PP).
O Estatuto estabelece princípios e diretrizes para a criação e organização de políticas públicas para brasileiros com idade entre 15 e 29 anos. Na avaliação de Paulo Vinícius, secretário nacionalde Juventude Central de Trabalhadores/as do Brasil (CTB) e membro do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), a aprovação do instrumento é mais um avanço no reconhecimento legal da juventude como sujeito de direitos.
Vinícius lembra que somente no ano passado, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Juventude, é que a Constituição Brasileira incorporou a compreensão de que os jovens representam um segmento que demanda políticas públicas específicas. "Tais reconhecimentos representam a base legal de consolidação das políticas de juventude como questão de Estado, superando o âmbito dos governos”, avalia.
Educação, mobilidade urbana, trabalho e renda, criação de Conselho de Juventude são alguns dos temas abordados pela lei. "O Estatuto abre uma janela de oportunidades em termos de políticas públicas transversais para a juventude”, afirma Daniel Iliescu. Ele aponta que o documento favorece a constituição de um Sistema Nacional de Juventude. Daniel destaca que, hoje, há diferentes situações entre governos municipais e estados em relação às estruturas de governos vinculadas à juventude.
Momento histórico
De acordo com Daniel Ilescu, a aprovação do Estatuto da Juventude acontece em um momento histórico inédito no Brasil, o chamado bônus demográfico. A juventude, com idade entre 15 e 29, representa, atualmente, mais de 50 milhões de pessoas na população brasileira. Trata-se do maior percentualmente alcançado na história. Essa curva demográfica, no entanto, tende a modificar com o crescimento, na primeira metade do século, da população acima dessa faixa etária.
Diante desse quadro, Paulo Vinícius avalia que as políticas de juventude devem ser encaradas como um desafio para o desenvolvimento estratégico do Brasil. "Se não houver uma atenção plena a cidadania desses jovens, como se espera alcançar o desenvolvimento?”, questiona. Nesse sentido de pensar estratégias de desenvolvimento, Daniel destaca a realização da Conferência Nacional de Juventude, a ser realizada de 9 a 12 de dezembro deste ano.
O Estatuto
Confira alguns pontos presentes no texto do Estatuto da Juventude, de acordo com informações da Câmara Federal:
- Meia-entrada em eventos artísticos e culturais, de entretenimento e de lazer
- 30%, no mínimo, dos recursos do Fundo Nacional de Cultura devem ser destinados preferencialmente a programas e projetos culturais voltados aos jovens.
- Emissoras de rádio e televisão terão de destinar espaços e horários especiais voltados a tratar da realidade social do jovem.

Poder Público terá de realizar ações voltadas ao preparo para o mercado de trabalho, com prioridade a programas de primeiro emprego e à introdução da aprendizagem na administração pública direta.

- Para articular as diversas políticas de municípios, estados e União direcionadas aos jovens, haverá um Sistema Nacional da Juventude (Sinajuve), coordenado pelo governo federal, com participação de todos os governos.

Os governos deverão criar conselhos de juventude para colaborar na formulação das políticas públicas.
Para ler o Estatuto na íntegra, acesse:
http://coletivizando.blogspot.com/2011/10/integra-do-estatuto-da-juventude.html

UNE se solidariza com trabalhadores em greve

A União Nacional dos Estudantes (UNE) emitiu um comunicado por conta da onda grevista no país como os servidores dos Correios e professores e, no setor privado, os bancários. Leia na íntegra a nota abaixo:

A União Nacional dos Estudantes (UNE) manifesta oficialmente, por meio desta nota, seu apoio irrestrito aos movimentos de greve que têm recentemente mobilizado trabalhadores de diferentes áreas no país. Apoia, em especial, aos funcionários dos Correios, bancários e professores de alguns estados que, exercendo seus direitos, demonstram também seu grande e louvável comprometimento com o futuro do Brasil.

As paralisações da classe trabalhadora revelam uma sociedade cada vez mais consciente e organizada, disposta a construir, nas ruas de hoje, o Brasil de amanhã. Os movimentos de greve, garantidos por lei e merecedores do respeito e apoio de toda a população, têm reivindicado melhorias e investimentos em áreas sensíveis e estratégicas para o país, como o serviço postal, a educação pública e o sistema bancário de uma nação continental que precisa e deseja desenvolver-se. Representam, portanto, muito mais do que a luta por benefícios específicos a essas categorias, e sim o compromisso com a luta por um Brasil mais justo e soberano.

A UNE solidariza-se com os grevistas em suas bandeiras e acredita na mobilização da sociedade civil, em todos os seus setores, como o verdadeiro estopim para as mudanças que, historicamente, tanto queremos. Recebam, portanto, toda a simpatia do movimento estudantil brasileiro.

União Nacional dos Estudantes, 6 de outubro de 2011

Coletivizando no Youtube