— PCdoB (@PCdoB_Oficial) 17 de abril de 2019
quarta-feira, 17 de abril de 2019
domingo, 30 de abril de 2017
Assembleia Geral da CNBB lança mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras
AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
MENSAGEM DA CNBB
“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.
Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de abril de 2017.
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cláudio Bastos, Presidente da FETAG-BA:"Temos casos na área rural da Bahia de trabalho escravo"
Cláudio Bastos: A Fetag-BA tem hoje 404 sindicatos filiados à Federação, tem 18 regionais organizadas que fazem a ponte entre a federação e os sindicatos. A federação está estruturada em todo o interior do estado que busca incessantemente fortalecer a agricultura familiar, porque achamos que a agricultura familiar tem potencial muito importante na geração de empregos, porque a cada dez postos de trabalho gerados no campo hoje do Brasil, sete vêm da agricultura familiar, então para nós é fundamental a democratização do acesso à terra que está diretamente associada à realização de uma ampla e massiva reforma agrária.
Cláudio Bastos: A reforma agrária tem que acontecer na sua plenitude e tem que acontecer acompanhada de investimentos, com politicas públicas, politicas estruturantes que possa fazer que o agricultor se consolide e consequentemente trabalhador rural tenha acesso a politicas sociais, como saúde e educação.
Cláudio Bastos: Em primeiro lugar quero destacar que a nossa grande bandeira é em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais assalariados, como é chamado popularmente, operários do campo. Com a força do seu trabalho ajudam os grandes empresários do país a conseguir grandes produções agrícolas e pecuárias que são exportadas. O agronegócio tem atuação forte nas exportações e a agricultura familiar no processo de garantia da soberania alimentar, que hoje passa de 70% do alimento produzido no país que chaga à mesa do brasileiro.
Cláudio Bastos: Defendemos fundamentalmente a redução da jornada de trabalho no campo também, uma bandeira prioritária nossa e temos uma secretaria especifica que faz esse trabalho dos assalariados rurais e que está concentrado em pólos diferentes, como o vale do São Francisco na região do Juazeiro que é forte na produção de fruticultura e também da produção da cana. O polo da Chapada Diamantina que está concentrada no Sudoeste baiano a produção hortifruticultura e a produção de café, que tem muito assalariado rural, e no Sul e extremo sul do estado onde se concentra a grande agricultura com diversidade de produção que vai inclusive a produção de eucalipto, de madeira e celulose. E a região oeste que é grande área do agronegócio, principalmente com a produção de soja.
Cláudio Bastos: Temos enfrentado na Bahia, por exemplo, a precarização da condição de trabalho no campo é muito forte, temos combatido isso. Mas, nós temos casos nas áreas rurais na Bahia de escravidão realmente de fato, de trabalho escravo. Pressionamos o Ministério Público do Trabalho para fiscalizar este tipo de ação, mas ainda é realidade existência do trabalho escravo, principalmente na região oeste do estado onde se concentra o agronegócio, onde enfrentamos situações precárias de trabalho.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Portal CTB: As Margaridas estão chegando
As Margaridas estão chegando
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