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sexta-feira, 6 de abril de 2012

HONESTINO GUIMARÃES GANHA HOMENAGEM NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes

HONESTINO GUIMARÃES GANHA HOMENAGEM NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes
UNE participou da homenagem do estudante, que comemoraria aniversário de 65 anos hoje
UNB viveu hoje um dia de homenagem: dia no qual Honestino Guimarães, estudante raptado por agentes das forças opressoras no Rio de Janeiro há 39 anos, e continua desaparecido, completaria 65 anos de vida. Honestino, que sempre se destacou como liderança estudantil na luta por melhorias, pela democratização da educação brasileira, e contra a ditadura militar, foi eleito presidente da UNE em 1969.
Hoje, o Comitê pela Memória, verdade e Justiça do DF organizou na universidade um ato em memória do estudante para cobrar da Comissão da Verdade a investigação sem punição dos arquivos da ditadura. O ato contou com presenças ilustres. Dona Maria da rosa, uma elegante senhora de 85 anos, e mãe de Honestino esteve presente, bem como Mateus Guimarães, sobrinho do estudante, membros do comitê, ex-companheiros de militância de Honestino e líderes de entidades estudantis estiveram presentes.
A diretora da UNE no DF, Patricia Matos, reafirmou a importância de que a Comissão da Verdade abra os arquivos e essa memória do país seja resgatada. “Precisamos resgatar o período da ditadura para que o Brasil possa entender sua própria história. Honestino foi presidente da UNE e toda a juventude brasileira precisa conhecer essa história para continuar nossa luta por um país mais democrático e igualitário”.
O ex-companheiro de militância e colega de Honestino, Wilon Wander Lopes esteve presente na homenagem e relembrou a importância do líder para a luta estudantil brasileira: “A democracia que temos hoje foi conquistada pela luta de pessoas como Honestino. Sua ação política merece o reconhecimento de todos, dentro e fora das universidades, por isso precisamos encarar com seriedade e luta pela memória e justiça do país”, disse.

O sobrinho de Honestino, Mateus, finalizou o ato homenagem reciitando um poema escrito pelo estudante em 1965, “Canção da Liberdade”, poema que reproduzimos aqui:

Canção da Liberdade

Mais uma vez venho cantar
A canção da liberdade
Mais uma vez venho cantar
Pois a fome, a desigualdade
E a ausência de liberdade
Tentam impedir o meu canto
E transformá-lo em pranto
Mas em minh´alma de alegria
de viver em rebeldia
Faz sagrado o meu cantar
E a canção da liberdade
Que nos há de libertar
E nos trará igualdade
MAIS UMA VEZ VENHO CANTAR

Camila Hungria, de Brasília / Foto Gisella Sá

CARAVANA DA UNE COMEÇA COM LUTA POR PARIDADE NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes

CARAVANA DA UNE COMEÇA COM LUTA POR PARIDADE NA UNB | UNE - União Nacional dos Estudantes
No dia em que Honestino Guimarães comemoraria 65 anos, luta por universidade mais democrática continua
O primeiro dia Caravana UNE Brasil+10 começou com muita luta dos estudantes da UNB. Ao meio dia, um ato organizado pelo DCE, UNE, e outras entidades estudantis, reuniu 200 estudantes e membros da comunidade acadêmica para reivindicar a paridade nas eleições da universidade. O ato começou no coração do Minhocão, e foi acompanhado por um cortejo até o RU.
Atualmente, 70% dos votos das eleições da direção da universidade são dos professores, 15% dos estudantes e 15% dos servidores técnico-administrativos. As mobilizações da luta pela paridade, ou seja, pela não separação dos votos por segmentos da comunidade da UNB, começou hoje com o ato e terminará em 45 dias, quando será realizado um plebiscito na universidade para avaliar a questão.

“Entendemos que os três segmentos têm que ter a mesma força, afinal, todos são membros da comunidade acadêmica. Estamos em ano de eleição para reitoria e o regimento eleitoral será feito nos próximos 45 dias, por isso a importância de envolver toda a comunidade nesse debate e dessa mobilização de hoje”, explicou Jonatas Moreth, 3º vice-presidente da UNE e estudante da UNB.

Para Jonatas, a questão central do debate em relação à paridade diz respeito ao projeto da reitoria para as eleições. “Com eleições paritárias, garantimos que o projeto da reitoria tenha uma amplitude maior, com propostas mais democráticas e abrangentes.

A ampliação de recursos para políticas de assistência estudantil foi um dos pontos destacados como deficientes no atual projeto da reitoria. “A paridade nas eleições influencia diretamente. Precisamos ampliar mais os programas que auxiliem os alunos a manterem seus estudos”, opinou o estudante de filosofia Savoy Saboia.

A luta da paridade nos votos faz parte da luta pela construção de um espaço aberto e democrático de ensino, forma como a UNE pensa a universidade. “Hoje, Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE  assassinado pela ditadura, completaria 65 anos. Portanto, é uma honra iniciar a caravana aqui”, finalizou Jonatas.
Camila Hungria, de Brasília / Gisella de Sá

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com Presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes- Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira - Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira


Após declarações da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a uma rádio colombiana, o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, declarou que “na Colômbia não há presos políticos”.  


A polêmica surgiu após a também presidente do Cebrapaz denunciar a falta de comprometimento do governo de Juan Manuel Santos com a solução do conflito na Colômbia, diante da recusa da permissão para que ativistas visitassem os presos de guerra e políticos em prisões no país.



As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram recentemente - entre os
preparativos para as libertações - que veriam como um gesto positivo a autorização dessas visitas.

A pacifista sustenta que na Colômbia existem sim presos políticos porque há um "conflito político com mais de seis décadas" naquele país.

No entanto, Esguerra indicou que em seu país não há "ninguém privado de sua liberdade por suas convicções políticas ou religiosas".

Em entrevista concedida ao Vermelho nesta quinta-feira (5), Socorro foi taxativa sobre a atitude do governo: “é uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência” e ressaltou que “não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Para as Farc, é uma contradição que o governo negue a existência dos presos políticos para impedir a visita, quando autoridades penitenciárias reconhecem que há 15 mil prisioneiros políticos na Colômbia.

Como uma das integrantes do grupo Mulheres pela Paz, que participaria das visitas às prisões no país, Socorro sublinhou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina

Encontro Nacional da CTB reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília

Encontro Nacional da CTB reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília

Centenas de sindicalistas de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal comemoraram no último sábado (31), o sucesso que representou o 1º Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CTB. Para participar do evento, que se iniciou na sexta-feira (30), cetebistas do campo e da cidade não mediram esforços e se mobilizaram, vencendo a barreiras da discriminação existente dentro do movimento sindical.
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Doquinha saúda as participantes na abertura do Encontro
A mesa de abertura, coordenada por Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora, foi composta pelos também dirigentes cetebistas Márcia Machado - vice-presidente e Paulo Vinícius (PV) - secretário da Juventude Trabalhadora,  por Maria José, dirigente do Sinpro-DF e secretária de finanças da CTB-DF, Márcia Leporace representante da Secretária Espacial de Políticas para Mulheres (SPM), Isís Tavares, secretária de gênero da Confederação nacional da Educação (CNTE), Rosicléia dos Santos, secretária do Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Elza Campos, coordenadora nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM).

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Mesa sobre conjuntura alerta para os impactos da crise e da desindustrialização para as mulheres
O primeiro paínel, que apresentou um proveitoso debate sobre conjuntura, contou com a participação dos dirigentes da Central, Celina Arêas (secretária de formação) e Joílson Cardoso (secretário de Relações Intersindicais), que abordaram o preocupante cenário da desindustrialização e os impactos na vida de trabalhadores e trabalhadoras.
Ainda na parte da amanhã, as mulheres aproveitaram a ocasião para prestar uma homenagem à Dilce Abigail Pereira, primeira  secretária da mulher trabalhadora. A dirigente, que esteve na linha de frente de várias lutas das trabalhadoras da CTB, hoje ocupa o cargo de secretária de Turismo do Rio Grande do Sul.
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A pioneira da secretaria das Mulheres da CTB agradece à homenagem
No período da tarde, foi a vez das sindicalistas esclarecerem as dúvidas sobre os dois Projetos de Lei da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho, que tramitam no Congresso Nacional. José Roberto, assessor do Senador Inácio Arruda, fez um informe sobre o projeto do senado e Doquinha, falou sobre o andamento do PL na Câmara Federal. O assessor parlamentar revelou que o projeto do senado recebeu parecer favorável da senadora, Ana Amélia, relatora do PL na Comissão de Assuntos Sociais. Depois de aprovado o texto segue o para a Comissão de Direitos Humanos do Senado. Há meses as mulheres promovem uma campanha que visa pressionar os parlamentares para a importância da aprovação dos PLs.
Outro tema que mobiliza sindicalistas por todo Brasil  é a Reforma Política e o empoderamento feminino. O assunto orientou os debates da mesa, que teve como palestrantes Liêge Rocha (PCdoB) e Dora Pires (PSB). As militantes alertaram para a relevância da presença feminina nos espaços de poder e tomadas de decisões na busca pela igualdade de direitos, assim como a eleição de candidatas comprometidas com a luta das trabalhadoras.
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Liêge Rocha reafirma importância do empoderamento feminino
Ao final do primeiro dia, as cetebistas assistiram ao debate sobre o III Plano Nacional de Políticas para Mulheres, com Márcia Leporace - SPM e Olgamir Amâncio - secretária da Mulher do DF. A representante da SPM se colocou à disposição da Central no sentindo de unificar as forças em prol da efetivação das propostas contidas no documento aprovado na Conferência Nacional. Outra promessa feita por ela foi levar a reivindicação da CTB de compor do Conselho Nacional de Politicas para Mulheres à secretária da pasta. “Reivindicação mais do que justa”, apoiou a representante.
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Representante da SPM se comprometeu a unir forças com as cetebistas
O segundo dia de discussões foi aberto com uma palestra que “incendiou” a plenária, sobre a participação das mulheres e jovens dentro do movimento sindical, com os dirigentes da CTB, Paulo Vinícius e Doquinha, o presidente da Contag, Alberto Broch e Lucia Maia, da Construção Civil.

O debate, que a princípio era para ser feito com poucas intervenções, superou as expectativas, já que dezenas de mulheres se inscreveram para relatar as dificuldades enfrentadas dentro dos sindicatos em cada região.
“Queremos exigir que se cumpra a cota de gênero nas mesas de negociações. Por que não aparece nas fotos mulheres nas reuniões com a presidenta Dilma? Por que não nos dão espaço, não participamos”, questionou Doquinha ao completar que as mulheres precisam fazer esse enfrentamento dentro do movimento sindical. “Esse fato demonstra a necessidade do empoderamento das mulheres dentro do movimento sindical. Não queremos cargos secundários, mas sim cargos principais. Dirigir as lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras!”.
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Como resoluções do evento da discussão, ficou acertada a proposta de defesa da organização de mais cursos de formação específica para as mulheres, já que nos demais cursos oferecidos a participação das mulheres é pequena e a organização de encontros nacionais anuais, que atualmente são realizados de quatro em quatro anos.
A situação das mulheres no mercado de trabalho e nas negociações coletivas foi o tema da última mesa. Com palestra da técnica do Dieese Lilian Arruda, as mulheres receberam orientações acerca de seus direitos e importância de ocupar espaços nos sindicatos para ampliar as propostas de gênero nos acordos coletivos.
Ao final do encontro as mulheres construíram e aprovaram um plano de ação que incluí bandeiras que devem continuar a balizar as ações da central, como a defesa por creches, redução da jornada, aprovação o PL da igualdade no mundo do trabalho, efetiva aplicação da lei Maria da Penha, ampliação da licença maternidade para 180 dias, Reforma Agrária, luta pelas delegacias da mulher, unicidade, dentre outras. O documento será submetido à aprovação da direção plena da CTB Nacional.
“O objetivo de estimular as mulheres a disputarem os espaços de poder foi alcançado. Fechamos com chave-de-ouro, pois a disposição das mulheres (rurais e urbanas) nos impressionou sobremaneira. Agora o próximo passo é tentar efetivar as propostas contidas no documento oriundo do encontro, a partir das ações mais urgentes, como apoiar todas as candidaturas das mulheres nos estado durante o processo eleitoral municipal”, concluiu a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ao encerrar o encontro.
Portal CTB

Grito de alerta pela produção e o emprego reúne 90 mil em SP - Fala de WagnerGomes (CTB)

A cidade de São Paulo assistiu nesta quarta-feira (4) a uma manifestação histórica. Mais de 90 mil trabalhadores acompanharam o chamado Grito de Alerta, ato convocado pelas centrais sindicais e por parte do empresariado nacional, em um protesto realizado em frente à Assembleia Legislativa, contra o processo de desindustrialização vivido no país.


Wagner Gomes cobra Dilma: é preciso enfrentar os rentistas

Ao longo de três horas, representantes de dezenas de entidades deram um recado claro à sociedade: a crise que assola a indústria nacional é grava e o governo não tem agido com a firmeza necessária para enfrentar essa questão.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato desta quarta-feira coroou o pacto celebrado entre as centrais sindicais e o setor produtivo do país, enviando um recado claro para a presidenta Dilma Rousseff: “Um país sem indústria forte está condenado a ser um país pequeno”, disse.

O dirigente da CTB também reafirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal um dia antes, em Brasília, são insuficientes para enfrentar o atual cenário. Para ele, a indústria nacional só conseguirá retomar a força de décadas passadas quando o país alterar sua política macroeconômica. “Presidenta Dilma, é preciso abaixar os juros e mexer no câmbio, sob o risco de nos tornarmos uma nação que vive apenas de exportação de soja e café”, cobrou. “Uma indústria forte é fundamental para o emprego e a valorização do trabalho. Mas esta batalha não termina hoje. Ela só acabará quando o governo tiver coragem de dizer aos bancos: ‘vocês já ganharam muito e agora precisam produzir para ajudar o Brasil’”, afirmou.

Centrais, empresários e estudantes unidos

As medidas anunciadas nesta terça-feira pelo governo federal, no sentido de tentar frear a desindustrialização, foram tema recorrente ao longo do ato. “Vamos continuar cobrando mudanças”, disse Arthur Henrique, presidente da CUT. “Queremos participar da construção do nosso país”, destacou Ricardo Patah, presidente da UGT, adiantando que certamente o Grito de Alerta terá desdobramento. “A proposta do governo é muito pequeno. Temos que continuar na luta”, sustentou Ubiraci Dantas, presidente da CGTB.
Multidão acompanhou as manifestações em defesa da indústria nacional

A união com o empresariado também foi um tema recorrente nas falas dos sindicalistas. “Estamos todos no mesmo barco, em defesa da economia do nosso país”, afirmou José Calixto, presidente da NCST. “Esta unidade não nos envergonha, pois estamos ao lado dos empresários que defendem o Brasil”, destacou Paulo Pereira da Silva, presidente da FS.

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu, trouxe o ponto de vista dos estudantes para o ato. “Estamos aqui para defender e ressaltar a importância de um projeto nacional de desenvolvimento para o país, para que sua juventude e toda sua população tenham melhores condições de vida. O Brasil não pode se tornar a sexta economia mundial com apenas 15% de seu PIB ligado à indústria”, protestou.

Presidente da UNE trouxe o apoio dos estudantes ao ato dos empresários e das centrais

Os empresários, por sua vez, fizeram questão de ressaltar a mobilização dos trabalhadores presentes ao ato, destacando a necessidade de unir os dois setores neste momento de crise da indústria. “Este é um dia histórico. Não tem sentido o Brasil exportar metade de seu algodão, justamente no ano de sua maior colheita, para depois importar 50% de seus produtos têxteis”, pontuou Alfredo Bonduki, presidente do Sindtêxtil de São Paulo. “Essa situação é inadmissível. Precisamos de condições mais justas para concorrer com os produtos de outros países”, destacou Aguinaldo Diniz, presidente da Abit, lembrando que a indústria têxtil é a segunda maior geradora de empregos do país.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou que o ato é um movimento da sociedade do século 21, organizado e com a participação de cidadãos que buscam soluções para um problema concreto do país. “As medidas anunciadas ontem pelo governo foram boas, mas ela está combatendo os efeitos da desindustrialização, não sua causa. E a principal causa é a falta de competitividade do Brasil. Temos que combater essa causa”, afirmou.
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Skaf defende a união entre empresários e trabalhadores

Próximos atos


Após os atos realizados em São Paulo e Porto Alegre, agora o Grito de Alerta percorrerá outras cidades brasileiras. Durante as próximas semanas, estão previstas manifestações para Belo Horizonte (12 de abril), Manaus (13 de abril) Salvador (a definir), Recife (a definir) e Brasília (10 de maio). Além disso, as comemorações do 1º de Maio Unificado deste ano terão como mote principal a questão da desindustrialização.

Fernando Damasceno – Portal CTB
Fotos: CTB e Joca Duarte

Onde estão os nossos mortos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia?

domingo, 1 de abril de 2012

PCdoB decide manter candidaturas a prefeitos em nove capitais - Portal Vermelho

PCdoB decide manter candidaturas a prefeitos em nove capitais - Portal Vermelho


A direção nacional do Partido Comunista do Brasil, reunida em São Paulo, decidiu neste domingo (1º), manter e reforçar as pré-candidaturas do Partido em nove capitais de estados para o pleito municipal de outubro próximo.


O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, afirmou que o partido está vivendo um importante momento de acumulação eleitoral, com o aparecimento de novas lideranças políticas capazes de arregimentar apoios, concertar alianças, obter expressivas votações e vencer as eleições. Os comunistas veem possibilidade de êxitos em vários municípios.

Rabelo destacou a candidatura de Manuela D´Ávila, que aparece nas sondagens em empate técnico com o atual prefeito , José Fortunati. A deputada federal comunista já conta com o apoio do PSB e outras adesões estão por ser anunciadas nas próximas semanas, destacadamente o PP, da senadora Ana Amélia. Com a consciência de que será uma batalha renhida, o presidente do PCdoB assinalou que Porto Alegre é uma das capitais em que os comunistas podem vencer.

Em São Paulo, o vereador Netinho de Paula desponta com uma candidatura forte, com possibilidades de obter enorme votação, sobretudo nas periferias. O vereador, que foi candidato a senador em 2010, quando obteve mais de sete milhões de votos, é uma liderança popular prestigiada com grandes possibilidades eleitorais. A manutenção da sua candidatura projeta a legenda comunista não apenas no quadro paulistano, mas na luta política nacional, tem o valor simbólico de apresentar o PCdoB como protagonista político de peso.

Na Bahia e em Santa Catarina, despontam duas lideranças femininas do PCdoB – a deputada federal Alice Portugal (BA) e a legisladora estadual Ângela Albino (SC), ambas em condições de galvanizar o eleitorado das respectivas capitais, Salvador e Florianópolis. No estado da Bahia e em sua capital atua uma numerosa militância comunista. Trata-se de uma das seções estaduais mais estruturadas do PCdoB no país. O Partido conta na Bahia com ampla influência de massas, traduzida em força política e organizativa nos movimentos sociais. Em tal quadro, a direção do PCdoB considera que é imprescindível, para o partido continuar crescendo, manter a candidatura de Alice e fazer uma aguerrida campanha eleitoral. Em Florianópolis, Ângela Albino é uma das mais importantes lideranças emergentes e já conta com o apoio do PT local.

Goiânia, com Isaura Lemos; Aracaju, onde foi lançado Jefferson Dantas; Macapá, com o deputado federal Evandro Milhomen e Teresina, onde desponta o nome do deputado federal Osmar Jr., são capitais em que o PCdoB terá candidatos próprios no pleito municipal, em aliança com outros partidos.

Uma das principais lideranças nacionais do PCdoB, o senador Inácio Arruda, é pré-candidato em Fortaleza. Desponta como um dos líderes nas pesquisas eleitorais e está empenhado em articulações políticas para ser o candidato de uma frente que reúna as principais forças da capital cearense.

O PCdoB reúne possibilidades também em cidades médias, nomeadamente em Olinda (PE), onde conquistará o quarto mandato consecutivo, com Renildo Calheiros, candidato à reeleição. Contagem (MG), Jundiaí (SP), Nova Iguaçu (RJ), Campina Grande (PB), Foz do Iguaçu (PR) e Caxias (RS), entre outras, são cidades em que o PCdoB também terá candidaturas próprias e reúne chance de alcançar bons desempenhos nas urnas.

Da redação do Vermelho

Resolução da 10ª Reunião da Direção Executiva da CTB

Resolução da 10ª Reunião da Direção Executiva da CTB

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em sua décima reunião executiva, realizada nos dias 23 e 24 de março de 2012, no Rio de Janeiro, ao analisar a conjuntura mundial e nacional, considerou que:

O quadro internacional continua fortemente influenciado pela crise do sistema capitalista e da ordem econômica mundial hegemonizada pelos Estados Unidos, que afeta todo o mundo, embora se manifeste de forma desigual nos diferentes países. A classe trabalhadora é a principal vítima deste cenário, com o aumento do desemprego, redução de salários, aposentadorias e direitos, bem como o desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social na Europa, onde o movimento sindical reage promovendo grandes manifestações e greves gerais. O tsunami monetário e a guerra de rapina pelo petróleo no Oriente Médio são recursos usados pelos Estados Unidos e União Europeia para reverter o declínio de suas economias.

O Brasil sofre os efeitos da crise, com a forte desaceleração do ritmo de crescimento da produção e do emprego e a desindustrialização da economia. Os problemas também decorrem, em larga medida, da manutenção de uma política econômica conservadora e de um modelo que privilegia a exportação de produtos primários, o agronegócio e os interesses do capital financeiro.

Diante deste quadro desfavorável, a CTB considera intempestiva a iniciativa da CUT no que tange ao debate sobre o fim da contribuição sindical. Essa central, ao invés de reforçar a unidade tão necessária, presta um desserviço aos trabalhadores e trabalhadoras quando busca dividir o movimento sindical. Neste sentido, conclamamos a CUT a cerrar fileiras com as demais centrais sindicais para a recomposição da unidade.

Para fazer frente a esta conjuntura, a CTB considera fundamental intensificar a luta por mudanças na política econômica. Neste sentido, é preciso priorizar, fortalecer e ampliar o movimento “Grito de Alerta”, lançado pelo movimento sindical em aliança pontual com empresários do setor produtivo em defesa da indústria nacional, do emprego e dos salários. O desenvolvimento da indústria é essencial aos interesses da nação e do povo brasileiro.

Ao mesmo tempo, é indispensável preservar a independência de classe e resgatar a agenda construída unitariamente pela 2ª Conclat, orientada pela luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho e Soberania, e contemplando, entre outras, as seguintes bandeiras:

• Redução substancial da taxa básica de juros e do spread bancário; controle do câmbio e do fluxo de capitais; taxação e restrição das remessas de lucros para o exterior; fim do superávit primário e sua destinação para ampliação dos investimentos públicos;

• Redução da jornada de trabalho sem redução de salários; fim do fator previdenciário; valorização permanente do salário mínimo; proibição da demissão imotivada; regulamentação da terceirização conforme antiprojeto das centrais; direito de organização e negociação dos trabalhadores e trabalhadoras no serviço publico;

• Reformas estruturais: agrária, urbana, política, tributária, educacional e da mídia;

• Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Solidário e Sustentável, com ênfase na reforma agrária e no fortalecimento e valorização da agricultura familiar.

A CTB torna público seu repúdio às guerras movidas pelas potências imperialistas, ao tempo em que declara sua solidariedade com os trabalhadores europeus na luta contra o neoliberalismo. Exige o fim do perverso bloqueio econômico a Cuba; a busca por uma solução pacífica para o conflito na Colômbia, expressa pela Marcha Patriótica; o reconhecimento imediato do Estado Palestino e da República Democrática do Saharaui Ocidental. 

Resolução sobre Unicidade Sindical

Em complemento à Resolução Política da 10ª reunião, a Executiva Nacional da CTB aprova a seguinte resolução:

Em conformidade com a deliberação do seu Conselho Nacional a CTB iniciou, no mês de março, uma campanha publicitária nacional em defesa do artigo 8º da Constituição, em particular dos incisos que garantem a unicidade sindical e a contribuição sindical;

A realização dessa campanha contou, em sua fase inicial, com a inserção de anúncios em jornais nacionais de grande circulação, outdoors e busdoors, sites progressistas e em redes sociais, impressão de camisetas, folders, canetas, praguinhas e a elaboração de matérias e artigos alusivos ao tema;

Uma avaliação preliminar da campanha publicitária mostra a justeza e oportunidade política de sua realização e a eficácia no cumprimento dos objetivos a que se propôs. Ocorre que forças políticas contrárias à manutenção do artigo 8º, prestando um desserviço aos trabalhadores e trabalhadoras, devem dar continuidade aos atos pela revogação desse dispositivo constitucional, o que exige a continuidade e ampliação do movimento;

Em função disso, e levando-se em consideração as dificuldades de tal movimento em um país de dimensões continentais como o Brasil, a campanha em defesa da unicidade e da contribuição sindical, para ser sustentável e ter capilaridade, requer a participação ativa das seções estaduais da CTB, das entidades sindicais filiadas e do conjunto dos sindicalistas da Central;

Pelas razões expostas, a Executiva Nacional da CTB propõe as seguintes iniciativas:

a) Reprodução, em cada estado, dos materiais publicitários dando ampliação da presente campanha;

b) Realização de atos públicos, debates nos sindicatos, Câmaras de Vereadores e outras entidades populares, divulgação de artigos opinativos e matérias nos jornais das entidades sindicais, bem como, dentro das possibilidades, a utilização de outdoors, busdoors, inserção em emissoras de rádios e jornais regionais no maior número de municípios;

c) Orientar todas as entidades filiadas a utilizar o selo da campanha em seus materiais impressos, jornais, correspondências, bem como em suas páginas na internet;

d) Para além da campanha publicitária própria da CTB, algumas ações podem ser realizadas com outras centrais e fóruns sindicais que compartilhem das mesmas posições nessa matéria;

e) Realizar visitas a todos os sindicatos para adesão ao Manifesto e constituição de um Movimento em Defesa da Unicidade.


Rio de Janeiro, 24 de março de 2012.
Executiva Nacional da CTB

sábado, 31 de março de 2012

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04 - Portal CTB

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04



A CTB São Paulo, em parceria com as  centrais sindicais CGTB, FS, NCST e UGT, está convocando toda a classe trabalhadora, sindicatos, associações e federações a participarem, no dia 04 de abril, do grande ato que promete sacudir São Paulo contra a desindustrialização, geração de emprego e renda.
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"Grito de Alerta" em Porto Alegre reuniu mais de 10 mil manifestantes
O ato, que acontece na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), a partir das 10h, é parte do calendário de atividades do movimento “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais e conta com o apoio do setor industrial.
União de forças
Compõem também o movimento estudantes, entidades, sindicatos e federações, como Sindicato Metalúrgicos de SP, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar, Sindicato dos Metalúrgicos de Salto, Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sicetel, Sinafer, Simefre, Sinditextil, Abine, Abimaq, Abiquim, Abipeças, Sicetel, Iabr, Fiemg, Abifa, Abiplast.
O movimento Grito de Alerta nasceu do Pacto pelo Desenvolvimento com Geração de Emprego e Renda, construído unitariamente pelas centrais sindicais, preocupadas com a eliminação dos postos de trabalho na indústria nacional, a perda de participação da indústria no PIB brasileiro no ano passado e o crescimento das importações de produtos acabados ao passo que as commodities ganham peso na balança comercial.
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Reunião das centrais que definiu a criação do pacto
Números preocupantes
Dados do IBGE revelam que o Brasil fechou 2011 com um saldo bem abaixo das primeiras projeções do governo, que era de 3 milhões de novos postos de trabalho na indústria. Só em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% se comparado com o mês anterior.
Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, é imperativo que o setor produtivo brasileiro deixe de ser penalizado pela alta taxa de juros, pela sobrevalorização cambial e pela entrada de mercadorias livres de taxas em nossos portos. “É uma concorrência desleal. Daí a importância de nos unirmos nessa luta contra a desindustrialização, que precisa ter uma solução emergencial. Porque dessa forma, não há a menor condição de a indústria brasileira competir com os produtos estrangeiros”, alertou o dirigente.
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Centrais definem os últimos preparativos para o ato no Paraná
Brasil afora
Manifestações semelhantes estão sendo realizadas nas principais capitais brasileiras. No último dia 26, foi a vez de Porto Alegre receber o ato, que contou com a participação de cerca de 10 mil trabalhadores, empresários e estudantes, que iniciaram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde os sindicalistas entregaram ao governador do estado, Tarso Genro, o documento chamado “Medidas emergenciais para retomada da indústria nacional”, com as propostas para estancar a desindustrialização do país.
Além de São Paulo e Porto Alegre, fazem parte ainda do calendário atos em Santa Catarina (28 de março), Paraná (03 de abril), Manaus (13 de abril), Ceará, Bahia e Brasília (10 de maio), que encerra as atividades.
“A CTB está orientando a todos os sindicatos, federações e associações que se organizem para levarmos mais de 100 mil trabalhadores à Alesp contra essa política macroeconômica do governo que está fechando postos de trabalho e afetando diretamente à classe trabalhadora, bem como os rumos do desenvolvimento do país. Todos à Alesp no dia 04 de abril”, convocou o presidente da CTB-SP.

Serviço:
Grito de Alerta contra desindustrialização em São Paulo
Dia 04 de abril (quarta-feira)
A partir das 10h
Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp)
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - SP

www.portalctb.org.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

O mais bonito programa do PCdoB - #PCdoB90anos

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Quando os ponteiros ou os dígitos dos relógios brasileiros alcançarem as 20h30 desta quinta-feira (29), as milhões de pessoas sintonizadas em qualquer canal de televisão aberta viverão um efeito inusitado. Serão magicamente transportadas ao ano de 1922, calçando o rastro de um menino de Niterói (RJ) que corre e brinca ao redor do cenário de um dos maiores acontecimentos políticos de toda a história nacional: a fundação do partido mais antigo do país, o Partido Comunista do Brasil.
Os 90 anos do PCdoB ganharam roupagem cinematográfica que desfilará pelos lares de todas as regiões e classes sociais do país em um programa televisivo de 10 minutos, comemorando esse aniversário importantíssimo para a democracia brasileira, fundindo dramaturgia e documentário, ficção e fato, sonho e despertar. “O PCdoB é artífice de tudo o que mais honra a história do nosso querido Brasil”, sintetiza a última fala do filme. Quem afirma é a presidente da República Dilma Rousseff. Além da presidente, o programa contará com um depoimento do ex-presidente Lula, que vai falar pela primeira vez na TV depois de se recuperar da sua doença.

Ao menino de 1922 juntam-se atores inúmeros interpretando diversos dos episódios mais determinantes da biografia comunista no Brasil. Fazem companhia aos depoimentos sinceros e intimistas de bravos como João Amazonas, Aldo Rebelo, Fernando Morais, Manuela D'Ávila, Inácio Arruda, Netinho de Paula, Luciana Santos, Vanessa Grazziotin e Renato Rabelo. Para o diretor do programa Marcelo Brandão, esse foi o formato anatomicamente capaz de dar conta do desafio.

“Trata-se de um filme que conta 90 anos do Brasil em 10 minutos, isso não é fácil. Optamos pela dramaturgia por considerar a grande visibilidade dessa exibição e privilegiar uma linguagem que já dialoga culturalmente com todos. Já as falas em documentário não carregam o tom de declarações políticas, são quase conversas em documentário que vão ajudando a contar essa história”, afirma. Entre as cenas representadas estão a fundação da legenda, o comício de Luiz Carlos Prestes em 1945, a reorganização do Partido em 1962, a ditadura militar, as Diretas Já e a redemocratização.

Completamente registrado e finalizado na tecnologia de alta definição (HD), o filme levou teve uma produção executada em três meses e vinte dias para ser filmado, envolvendo o trabalho de aproximadamente 90 pessoas e locações em diversas cidades do país. Com intenso trabalho das equipes e direção de arte, direção de fotografia, logística, produção e preparação teatral, o programa alcançou as excelências estética e discursiva necessárias a uma homenagem à altura de seu homenageado.

O produtor e coordenador do programa nacional de televisão do PCdoB, Kerison Lopes, ressalta que a produção de uma peça abrangente, que dialogue com facilidade e grande alcance para a população brasileira, está sintonizada com os principais interesses do partido hoje: “O PCdoB persegue, constantemente, a reafirmação dos seus valores de forma renovada, abrindo mais canais, explorando as possibilidades de linguagem, buscando a aproximação com as pessoas que sonham o Brasil mais igualitário, coletivo, saudável socialmente. Este é o nosso compromisso, que deverá ser cada vez mais impresso em nossas estratégias de comunicação até o nosso centenário e ainda muito além”.

O programa especial “90 anos do PcdoB” também será disponibilizado aqui no Portal Vermelho após a sua exibição nas redes de TV aberta nesta quinta-feira (29).


Da Redação do Vermelho

 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Na eleição da FUNCEF, vote na oposição: Chapa dos Associados-2



O homem que criou a nova sigla, PCdoB - Portal Vermelho

O homem que criou a nova sigla, PCdoB - Portal Vermelho
Carlos Pompe *

Há 50 anos, João Amazonas, Pedro Pomar, Calil Chade e o deputado estadual do PSB, Jetero Faria Cardoso, realizaram em São Paulo, capital, um ato comemorativo dos 40 anos do Partido Comunista do Brasil.


Foi a primeira atividade pública dos que não aceitaram a mudança dos estatutos, do programa e do nome, para Partido Comunista Brasileiro, da entidade fundada em 1922. Porém a sigla PCB, desde a fundação usada pelos comunistas, só era citada eventualmente pelos reorganizadores. Eles optavam por escrever o nome do partido por extenso ou por grafar PC do Brasil. O Partido Comunista Brasileiro se apoderou, política e historicamente, da sigla PCB.

Desde o início, os reorganizadores reivindicaram a herança política e histórica do Partido Comunista do Brasil, incorporando e defendendo as características que consideravam revolucionárias e leninistas. Ao mesmo tempo, não negavam, mas faziam uma dura apreciação crítica (autocrítica) do que consideravam reformista e revisionista na atividade prática e teórica desenvolvida nos 40 anos anteriores da organização. Porém, na atuação desenvolvida naquele período, inclusive pelo amplo prestígio e liderança de Luiz Carlos Prestes, principal figura, à época, do PC Brasileiro (PCB), era difícil para os reorganizadores se apresentarem como os verdadeiros herdeiros da trajetória comunista iniciada em 1922.

Um dos reorganizadores e, depois, dirigente do Partido, Dyneas Aguiar, contou ao historiador Augusto Buonicore a origem da sigla que passou a diferenciar mais amplamente os dois partidos: “A sigla PCdoB, para a qual não existia precedente, surgiu numa dessas reuniões em Brasília com a participação de Amazonas. Nos primeiros documentos ainda se escrevia Partido Comunista do Brasil, sigla PCB. A ideia de incluir o DO se deu numa reunião com alguns jornalistas. Alguém falou: ‘vem cá, que negócio complicado é esse, tem PCB e PCB? Dois PCB? Como podemos diferenciar os dois partidos? Não poderia ficar PCB e PCdoB’, pondo a tônica no DO. Não sei precisar exatamente quem teve a brilhante ideia (...) Isso, possivelmente, deve ter acontecido em meados de 1963. Nascida num clima descontraído, a coisa acabou pegando. O Partido Comunista do Brasil tinha agora uma nova sigla: PCdoB”. Numa conversa que Buonicore teve com Moniz Bandeira, este disse que a proposta partiu dele.


O baiano Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é professor universitário, cientista político e historiador luso-brasileiro, especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos. Um dos fundadores, após o golpe militar de 1964, da organização Política Operária (Polop), é autor de vários livros, dentre eles O Ano Vermelho – Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil (1967), Lênin, Vida e Obra (1978), Formação do Império Americano - da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque (2005).

Em 1985, com a reconquista da liberdade partidária, os comunistas passaram a atuar legal e plenamente, e assim o fazem até hoje. Em 1986, pela primeira vez candidatos se apresentaram com a sigla PCdoB, na eleição para a Constituinte. Foram eleitos deputados constituintes Aldo Arantes (GO), Edmilson Valentim (RJ), Eduardo Bonfim (AL), Haroldo Lima (BA) e a atual senadora pelo Partido Socialista Brasileiro, Lídice da Mata (BA). Antes, em 1978, pelo Movimento Democrático Brasileiro, MDB, o operário Aurélio Peres foi eleito deputado federal por São Paulo. No seu segundo mandato, assumiu, juntamente com os parlamentares federais do então PMDB, Haroldo Lima (BA), José Luiz Guedes (MG) e Aldo Arantes (GO), a legenda do PCdoB. Quando o deputado federal por São Paulo, Aldo Rebelo, presidiu a Câmara Federal, o PCdoB chegou a exercer a Presidência da República, na ausência do país do então presidente Lula e seu vice, José Alencar.

Militares presos pelas Farc serão libertados em 2 e 4 de abril - Portal Vermelho

Militares presos pelas Farc serão libertados em 2 e 4 de abril - Portal Vermelho

Nos próximos dias 2 e 4 de abril, dez militares mantidos como prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) serão libertados em comum acordo com o comando da guerrilha, autoridades colombianas e integrantes de organizações não governamentais (ONGs). As datas foram divulgadas pela ex-senadora Piedad Córdoba, que participa das negociações. O governo do Brasil contribuirá nas ações de resgate por meio de duas aeronaves e equipes de apoio.


O tema é assunto de uma reunião neste domingo (25), em Bogotá, capital da Colômbia.

Representantes do governo e das ONGs se reunirão para discutir os detalhes das operações de resgate. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também integrará as ações.

A ex-senadora concedeu entrevista coletiva informando que o início das operações está marcado para o próximo dia 31, em São Gabriel da Cachoeira - fronteira do Brasil com a Colômbia -, quando os envolvidos estarão organizados para as ações de resgate.

De acordo com Piedad Córdoba, uma aeronave deixará São Gabriel da Cachoeira em direção ao aeroporto da cidade colombiana de Villavicencio, em Meta, no dia 2 para seguir até o local definido pelo comando das Farc. As operações de resgate ocorrerão em duas etapas – nos dias 2 e 4 – com intervalo de um dia.

Segundo a ex-senadora, a ordem de liberação dos reféns só será conhecida nos dias das libertações. Do lado brasileiro, as ações são coordenadas pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Os detalhes da operação são preservados como medida de segurança, segundo os negociadores brasileiros.

Agência Brasil

Festa dos 90 anosdo PCdoB em Brasília com Jantar Gaúcho, hoje às 19h30 no CTG-DF

Festa dos 90 anos 


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