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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Encontro da Juventude Trabalhadora aprova carta à sociedade gaúcha

Encontro da Juventude Trabalhadora aprova carta à sociedade gaúcha


encontro_juventude_ctb_rs_2O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região sediou neste sábado, dia 13, o 2º Encontro Estadual da Juventude Trabalhadora do Rio Grande do Sul no Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.
No evento, que reuniu cerca de 80 jovens de diversos municípios do Estado, foi elaborada a Carta da Juventude à sociedade gaúcha. O documento, que será encaminhado à Prefeitura de Caxias do Sul e ao governo do Estado, aprovado por unanimidade, reúne as principais pautas dos trabalhadores jovens e servirá para nortear as próximas mobilizações em todo o Estado.

Com o tema "A juventude trabalhadora conquistando direitos para desenvolver o Rio Grande do Sul", o encontro promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), à qual o Sindicato é filiado, integra o calendário de mobilizações da juventude gaúcha e brasileira para a Conferência Nacional de Juventude, que será realizada em duas etapas: em setembro, a estadual e em dezembro a nacional.

“O objetivo foi discutir com os jovens as principais dificuldades enfrentadas hoje no mercado de trabalho e discutir estratégias de mobilização para garantir os direitos a educação, cultura, trabalho e lazer, além de elencar novas bandeiras”, explica o secretário executivo adjunto da Juventude da CTB-RS, Vitor Espinoza.
Conforme levantamento da CTB, a participação dos jovens no mercado de trabalho varia de 50%, na maioria das categorias, até 80% no caso dos comerciários. A partir deste encontro, a Juventude da CTB começará a realizar encontros periódicos e formação de novas lideranças.

“Nas últimas semanas, visitamos vários sindicatos e uma ideia levantada foi de realizar uma plenária na Serra, com o objetivo de trazer para dentro dos sindicatos de diversas categorias cada vez mais jovens”, observa Espinoza. 
A deputada federal Manuela D’Ávila, que tem um mandato dedicado ao desenvolvimento do país e reconhecido no Brasil e na América Latina pela defesa dos interesses da juventude e dos trabalhadores, abriu o encontro, defendendo a mobilização dos jovens nas principais bandeiras da classe trabalhadora. “Não temos que pensar na juventude como apenas uma parte da classe trabalhadora, pois os jovens são maioria no mercado de trabalho, então a participação da juventude em todas as discussões é fundamental”.

Manuela elencou a redução da jornada de trabalho como uma das principais bandeiras dos trabalhadores e, especialmente os jovens. “Hoje nas universidades públicas, as aulas começam às 18h30min e qual é o jovem trabalhador que a essa hora está liberado para entrar em sala de aula?”.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, defendeu a ampliação da representatividade dos jovens no movimento sindical. Para tentar se aproximar dos jovens, a entidade deve iniciar em breve uma pesquisa qualitativa, com o objetivo de identificar quais são as principais demandas destes trabalhadores na faixa etária entre 18 e 35 anos, que representam 60% da categoria. “As bandeiras dos jovens são as mesmas de toda a classe trabalhadora, mas precisamos trabalhar propostas específicas visando mais educação, formação e qualificação profissional”, defendeu.

João Cleber Lima Soares, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, defendeu durante o encontro a inclusão na carta à sociedade gaúcha da proposta do fim da terceirização. “Regulamentar a terceirização da forma como está sendo proposta na Câmara dos Deputados - um projeto do deputado Sandro Mabel (PR-GO) prevê que não mais se configurará vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo - é abrir as porteiras para a precarização do trabalho”.

Carta da Juventude da CTB/RS a sociedade gaucha


Em todo o Brasil, jovens estão botando a boca no mundo, mostrando as suas opiniões. São as Conferências de Juventude. No Rio Grande do Sul, estão acontecendo Conferências de todo o tipo, reunindo jovens para apresentar propostas para o poder público. Que estado e país nós queremos?

Dentro desse processo, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), está convidando os jovens trabalhadores para dar suas opiniões e propostas. O que nós precisamos para melhorar no nosso trabalho, na nossa vida? As Conferências de Juventude são um canal de comunicação entre o governo e a juventude. Nós da juventude da CTB estamos apostando nesse canal para apresentar ao governo as prioridades para a juventude trabalhadora. O objetivo desse Encontro é organizar a nossa intervenção nas Conferências Municipais de Juventude, contribuindo para que nossas pautas sejam aprovadas na Conferência Estadual.

Aqui estão presentes jovens metalúrgicos, agricultores, comerciários, funcionários públicos, sapateiros, dentre vários outros ramos de atuação, bem como jovens desempregados. Estamos com forte organização em pelo menos sete municípios desse estado, e precisamos organizar nossa intervenção nas conferências municipais desses lugares.


No estado do Rio Grande do Sul, mais de 12% da população gaúcha está na faixa etária jovem. Nunca antes a parcela jovem foi tão representativa assim. Vivemos o que se chama de bônus demográfico. Temos um enorme conjunto de jovens que precisa de oportunidades para se desenvolver, e com isso desenvolver o Rio Grande do Sul e o Brasil.
Conquistar direitos

Reafirmamos a necessidade da conquista de direitos da classe trabalhadora. Homens e mulheres, construímos lado a lado a nossa nação. Por isso, não toleramos mais a desigualdade de gênero, que ainda se manifesta, dentre outras formas, na desigualdade salarial entre homens e mulheres. Propomos a aprovação de mecanismos de punição da desigualdade salarial entre homens e mulheres que realizam a mesma função.

Conquistar direitos significa mais tempo para a família, estudo, lazer e ao mesmo tempo desenvolve a nação. Com a redução da jornada de trabalho para 40h e a regulamentação do trabalho aos domingos, além de benefício aos trabalhadores, propiciaria o crescimento econômico, aumentando circulação de riqueza e número de empregos. Também nesse sentido, se encaixa a necessidade do fim do fator previdenciário.

Como diz a música, “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. A produção e o acesso a cultura na sua dimensão musical, estética, etc, é um direito humano, e portanto dos trabalhadores. Dentro desse contexto, é essencial a aprovação do vale-cultura, como um incentivo ao maior contato dos trabalhadores com bens culturais.

Educação e Trabalho andam juntos
Para que a nossa geração possa contribuir para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil, precisamos de oportunidades. Para a juventude, trabalho e educação andam de mãos dadas. Oportunidade de acesso a trabalho decente não significa somente acesso a emprego e direitos trabalhistas, mas sim também a um sistema de ensino que prepare para o mercado de trabalho e que contribua de fato para o desenvolvimento integral de nossas potencialidades.

Repudiamos que a juventude seja explorada com o argumento de sua falta de experiência. Por isso lutamos pela regulamentação dos estágios, que não pode transformar o jovem num funcionário sem carteira de trabalho. Lutamos pelo estágio para educar, e não para explorar.

Necessitamos da ampliação da oferta de ensino em todos os níveis, a começar pela educação infantil, com programas de auxílio creche para garantir que nossas crianças estejam amparadas. Precisamos de ampliação da oferta do Ensino Fundamental e Médio, investimento na qualificação curricular, tecnologia e inovação, valorização dos trabalhadores na educação, maior aproximação do ensino médio com o mundo do trabalho.
Precisamos de ações decididas do Estado para fortalecer a Educação Profissional. É necessário mobilizar o Estado em torno da bandeira da ampliação da educação profissional, articulando as redes municipal, estadual e federal de ensino, bem como o Sistema “S”. Lutamos pela ampliação de oferta de escolas técnicas na cidade e no campo, bem como pela ampliação de programas como o PROJOVEM Trabalhador, dobrando sua abrangência nos municípios gaúchos.

Nossa luta também compreende o aumento da educação superior. O aumento da Universidade pública deve continuar, e nesse contexto se insere a luta pela reconstrução da UERGS, que foi sucateada nos últimos governos, bem como a luta pela construção de um pólo da UFRGS em Caxias do Sul, garantindo o acesso à Universidade pública a essa importante cidade industrial gaucha. Precisamos garantir ainda a ampliação de cursos voltados a vocação agrícola de nosso estado, garantindo a formação superior da juventude agricultora com vistas a qualificar sua permanência no campo.

A falta de oportunidade de acesso a educação de qualidade, crédito e assistência técnica muitas vezes expulsa milhares de nós do meio rural, contribuindo para o aumento da concentração fundiária e o crescimento desordenado das cidades. O futuro que queremos semear no campo depende de educação, assistência técnica e crédito fundiário para todos, e em especial para a juventude, como forma de garantir a continuidade da agricultura familiar.

Não são poucas as demandas da juventude trabalhadora. A conquista de seus direitos contribui diretamente para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil. Intensificar a mobilização e as lutas é o único caminho para construir um projeto de desenvolvimento que valorize os jovens trabalhadores do campo e da cidade, que na maioria das vezes estudam, e que não pode abrir mão de acessar e produzir cultura. O desafio do Coletivo da Juventude trabalhadora da CTB/RS é contribuir na construção de uma agenda positiva para os trabalhadores no estado.

Para organizar nossa intervenção, as principais bandeiras que defenderemos na Conferência de Juventude são:
• O fim do fator previdenciário e redução da jornada de trabalho para 40h; 
• A aprovação da PL 371/2011 que pune empresas que remunerem desigualmente homens e mulheres que realizam mesma função;
• O efetivo cumprimento da lei dos estágios que garante seguridade social e caraga horária fixa ao estudante;
• A aprovação do vale­cultura, que garante um auxilio financeiro ao trabalhador para consumir bens culturais;
• O investimento pesado em educação (10% do PIB e 50% do fundo social do pré­sal para o setor), como forma de incentivar a maior escolarização e melhor entrada do jovem no mundo do trabalho.
• A ampliação das redes de creche e auxílio­creche para mães e pais, como política de incentivo e permanência;
• AaprovaçãodaLeiqueCriaoConselhoestadualdeJuventudecomgarantia de participação das entidades da juventude trabalhadora
• O comprometimento estadual com PROUNI, criação do PROUNI estadual e do PROUNI técnico tanto para o campo e para a cidade;
• ampliação da educação profissional, articulando as redes municipal, estadual e federal de ensino, bem como o Sistema “S”
• ampliação de oferta de escolas técnicas na cidade e no campo, bem como pela ampliação de programas como o PROJOVEM Trabalhador, dobrando sua abrangência nos municípios gaúchos.
• Educação, assistência técnica e crédito fundiário para todos, e em especial para a juventude, como forma de garantir a continuidade da agricultura familiar
• Aproximar mais a escolas do meio rural da realidade desse meio, qualificando os professores, garantindo uma boa infra­estrutura, ampliando espaço para as práticas agrícolas, adaptando os currículos dessas escolas para ampliar a permanência da juventude na agricultura
• Lutar pela implementação de ensino médio no meio rural.
• Que as escolas técnicas sejam articuladas ou conveniadas com os municípios para que os profissionais formados trabalhem no auxilio da diversificação da produção e gestão das propriedades.
• Lutar pela ampliação dos quadros técnicos e por uma maior atuação da EMATER nas propriedades, possibilitando maior assistência técnica ao agricultor.
• Lutar pela revitalização do Primeiro Crédito da Juventude Rural, ampliando seus tetos e a liberação de mais recursos;
• Lutar pela ampliação dos tetos do Crédito Fundiário; • Lutar pela revitalização do Primeiro Crédito da Juventude Rural, ampliando seus tetos e a liberação de mais recursos;
• Criar um programa de acesso a terra para jovens filhos de agricultores familiares no modelo dos assentamentos do INCRA;
• Lutar pela criação de criação de mais linhas de crédito para a produção agrícola dos agricultores familiares.
• Lutar pela desburocratização dos financiamentos agrícolas para que facilite o acesso aos agricultores;
• Lutar pela diminuição dos impostos para a agricultura familiar;
• Criar uma bolsa auxílio para jovens trabalhadores rurais de 16 a 32 anos que esteja no meio rural produzindo alimento. Viva a juventude e a luta dos trabalhadores!.

Caxias do Sul, 13 de agosto de 2011.

Bancários e Fenaban iniciam rodada de negociações nos dias 30 e 31

Bancários e Fenaban iniciam rodada de negociações nos dias 30 e 31

bancarios_campanha2011Começa na próxima semana, dias 30 e 31, em São Paulo, a primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A data foi agendada na última segunda-feira, dia 22, exatamente dez dias depois da entrega da pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2011.

A primeira rodada vai tratar de Emprego e Reivindicações Sociais; a segunda, que também já foi agendada e acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, vai discutir Saúde e Condições de trabalho; e a terceira, no dia 13 de setembro, vai tratar de Remuneração.

O Comando Nacional se reunirá na próxima segunda-feira, dia 29, às 15 horas, na sede da Contraf, em São Paulo, para preparar o início das negociações com a Fenaban.

Confira o calendário de negociações:

1ª rodada: 30 e 31 de agosto - emprego e reivindicações sociais
2ª rodada: 5 e 6 de setembro - saúde e condições de trabalho
3ª rodada: 13 de setembro - remuneração

Principais reivindicações

Reajuste Salarial
12,8% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 7,5%)

PLR - Três salários mais R$ 4.500

Pisos
Portaria - R$ 1.608,26
Escriturário - R$ 2.297,51
Caixa - R$ 3.101,64
1º Comissionado - R$ 3.905,77
1º Gerente - R$ 5.169,40

Vales Alimentação e Refeição e auxílio-creche/babá - R$ 545 cada

PCCS - Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Auxílio-educação - pagamento para graduação e pós

Fonte: Edivânia Freire

Nova derrota dos trabalhadores na Comissão do Trabalho da Câmara - Portal Vermelho

Nova derrota dos trabalhadores na Comissão do Trabalho da Câmara - Portal Vermelho

Os trabalhadores amargaram nova derrota nesta quarta-feira (24) na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Após quatro horas e meia de intensa discussão, os parlamentares aprovaram, por 13 votos favoráveis a sete contrários, o relatório do deputado Sílvio Costa (PTB-PE), o projeto de lei que trata da Previdência Complementar dos Servidores Públicos.


Agência Câmara
Nova derrota dos trabalhadores na Comissão do Trabalho da Câmara

Daniel Almeida fez coro aos colegas do PCdoB que criticaram a pressa na votação.

A bancada do PCdoB votou contra o projeto. O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) se manifestou contra as manobras da Mesa Diretora da comissão na condução da votação da matéria e levantou a necessidade de discussão mais aprofundada do projeto, com a participação dos servidores públicos que serão afetados diretamente pela proposta.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) também criticou a forma açodada como foi apresentado o projeto em discussão e condenou o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Sílvio Costa, alegando que a proposição deveria ser debatida por partes e por toda a sociedade, pois, da forma como está apresentada, coloca em risco a aposentadoria de servidores públicos.

Já o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), após reforçar as críticas contra a forma de condução da votação do projeto, alertou que os servidores não podem ser penalizados pelos problemas na economia nacional e mundial. Para ele, o projeto é nocivo não só aos servidores, mas também à sociedade.

Assis Melo acrescentou que a aprovação da matéria desestimula o ingresso de novos servidores nos órgãos públicos e o maior prejuízo é para o país, com o enfraquecimento das instituições que integram o estado brasileiro.

Melo afirmou que o maior interessado na aprovação da matéria são os bancos, que lucrarão com os planos de aposentadoria. "O governo vai pegar o dinheiro público e dos trabalhadores e entregar ao sistema financeiro", criticou.

A votação da matéria ainda precisa ser concluída na próxima reunião da comissão, já que restam oito destaques para serem apreciados. O encerramento da votação deve ocorrer na próxima quarta-feira (31).

De Brasília
Márcia Xavier

Chico Lopes é eleito presidente da Comissão sobre Leis de Anistia - PCdoB. O Partido do socialismo.

Chico Lopes é eleito presidente da Comissão sobre Leis de Anistia - PCdoB. O Partido do socialismo.
O deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE) foi eleito, nesta terça-feira (23) presidente da Comissão Especial para Acompanhamento da Aplicação das Leis de Anistia, instalada pela Câmara dos Deputados, em Brasília. A comissão, que funcionou de abril de 2008 a dezembro de 2010, está sendo reinstalada e terá como relator, mais uma vez, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
O relatório aprovado na primeira etapa dos trabalhos da Comissão traz recomendações ao Executivo para agilizar o exame dos pedidos de anistia de funcionários da Petrobras (Lei 10.790/03) e dos Correios (Lei 11.282/06), punidos por participação em greves, de trabalhadores demitidos irregularmente no Governo Collor (Lei 8.878/94) e de pessoas prejudicadas por represálias durante a ditadura militar (Lei 10.559/02).

O deputado Chico Lopes ressaltou a importância da Comissão, diante da necessidade de acompanhar e cobrar a efetivação das diversas leis que tratam de anistia a ex-servidores públicos ou pessoas que combateram o regime ditatorial militar vigente no Brasil entre 1964 e 1985. “O Brasil já avançou muito nessa luta, mas ainda tem muito a caminhar, para o devido respeito aos direitos dessas pessoas”, afirma Chico Lopes – ele mesmo, vítima de prisão e prejuízos trabalhistas, durante a ditadura militar.

“Precisamos chamar atenção de toda a sociedade para a real importância dos projetos que visam recuperar o respeito aos direitos dos que lutaram pela redemocratização do Brasil, bem como dos servidores que se viram prejudicados por medidas autoritárias ou indevidas em empresas públicas”, complementa Chico Lopes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PCdoB não abre mão de ter candidato em Fortaleza, diz Inácio - Portal Vermelho

PCdoB não abre mão de ter candidato em Fortaleza, diz Inácio - Portal Vermelho

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) reafirmou, esta semana, que a orientação da direção nacional do seu partido é ter candidato a prefeito na maioria das capitais brasileiras e que Fortaleza entra nessa pretensão. O parlamentar reconhece que o PCdoB é da base aliada de Dilma Rousseff e apoia as gestões de Cid Gomes (PSB) e da prefeita Luizianne Lins (PT), mas lembra que o pleito tem tudo para ser de segundo turno, no que dá o direito de aliados apresentarem seus nomes.


Inácio assegurou que o PCdoB quer colaborar principalmente com o debate de propostas para a cidade e ressaltou ter a legenda nomes em condições para fomentar essa discussão e também disputar com chances as eleições.

Ele lembrou os nomes do deputado federal Chico Lopes e o seu nome, lembrando que o PCdoB sempre se identificou com o eleitorado da capital. Inácio participou, em Natal (RN), nesta segunda-feira (22), de um debate acerca da conjuntura política e econômica do país.

Sobre focos de corrupção que vêm sendo desmantelados na máquina federal, considerou "positiva" a ação da presidente Dilma e garantiu o apoio do PCdoB. Recentemente, a mídia nacional abordou possíveis casos de corrupção no âmbito da Agência Nacional do Petróleo (ANP, cujo presidente é Haroldo Lima, filiado ao PCdoB). Inácio considerou o fato matéria requentada.

Fonte: O Povo online

CTB-BA promove encontro de estudantes trabalhadores

CTB-BA promove encontro de estudantes/trabalhadores

encontrodosestudantes1

A CTB-BA promove a partir desta sexta-feira, 26/08, o Encontro dos Estudantes Trabalhadores da Bahia, com programação cultural, esportiva, e trabalhista.

Na abertura estão confirmadas as presenças de Adilson Araújo - Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Bahia, Cláudio Bastos - Presidente da Fetag, (Representante da nação hip-hop) Reginaldo Oliveira - Presidente da Federação dos Empregados no Comercio da Bahia, e Luciano - presidente da UEB e Javier Alfaia.

Veja a programação:

Encontro Estudante Trabalhadores da Bahia

26a 28 de Agosto de 2011

Local: Sindicato dos Comerciários e Quadra dos Bancários

Dia 26
Horário Atividades

07h30
Credenciamento dos participantes
Mesa de credenciamento com lista de presença, entrega de crachá e bolsa do encontro

08h30
Café cultural com intervenção do grupo (de Camaçari) de malabares ; Circo sem lona

09h
Mesa de abertura- O Papel da Juventude na construção de um novo plano de desenvolvimento para o Brasil com a presença de Adilson Araújo - Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Bahia, Cláudio Bastos - Presidente da Fetag, (Representante da nação hip-hop) Reginaldo Oliveira - Presidente da Federação dos Empregados no Comercio da Bahia, Paulo Vinícius – Secretário de Juventude Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Nacional e Luciano-presidente da UEB e Javier Alfaia

09h50
Mesa Temática 1 – A atuação da juventude no Movimento Sindical Brasileiro
Paulo Vinicius Secretário Nacional da Juventude CTB.

10h20
Mesa Temática 2 – Conselhos e Política Pública Estadual de Juventude

11h30
Mesa Temática 3- Juventude e Cultura

12h
Almoço (Intervenção Artística) Voz e Violão
14h
Realidade dos Jovens com trabalho e Estudo

15h30
Homenagem a Castro Alves - Cabaceiras

16h
Recital de poesia

17h
Apresentação da Cia Recortados e Remendados; A languida Face

27 de Agosto

9h Oficinas:
Teatro
Ritmo/Música
Malabares

12h30
Almoço

13h30
Mostra do Filme “O protagonismo da juventude brasileira” seguido de uma bate papo com Alice Portugal.

16h
Mostras cênica
Mesa Giratória 3 – A juventude em Combate ao o Assédio Moral, Discriminação e Racismo.

17h30
Espetáculo “É Tudo Nosso” Os aristocratas do teatro

18h30 Atrações Músicas

Atração Musical Doublé Deck
Ao quadrado
Representa clan Fumasound
Mão de Fogo

28 de agosto (Ginásio dos Bancários)

08h30 Torneio de Futsal masculino e feminino

12h30 Almoço

14h Torneio de Basquete

Finalização da atividade com um rápido bate-papo com a juventude seguida por apresentação do DJ Gogobyl.

Secretaria da Juventude Trabalhadora da CTB

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PCdoB reúne Secretários Sindicais para dar seguimento ao Encontro Sindical Nacional

Para dirigentes sindicais, “trabalhador não pode pagar pela crise” - PCdoB. O Partido do socialismo.


Durante o 1º Encontro de Secretários Sindicais do PCdoB, nesta quarta (17) e quinta (18), na sede do PCdoB em São Paulo, 47 dirigentes de todo país deliberaram estratégias para defender o trabalhador contra medidas que possam afetar seus direitos. Além disso, debateram o posicionamento e estratégias para a implementação das resoluções definidas no 4º Encontro Nacional Sindical.
Batista
Batista
Com a instabilidade econômica no cenário mundial, o primeiro dia de debates foi dedicado à “atualização política diante do agravamento da crise externa do capitalismo imperialista”, explicou João Batista Lemos, secretário sindical nacional.

“Os trabalhadores não podem pagar por esta crise, que foi gerada pelos ricos, os capitalistas financeiros, eles que a paguem”, enfatizou Batista pouco antes de dar início ao segundo dia do encontro.

O secretário deixou claro que os trabalhadores vão cobrar do Governo Dilma o fortalecimento do mercado interno, da indústria e dos direitos do trabalho. Explicou: “Não vamos admitir medidas que afetem o bolso do cidadão, como as reformas previdenciárias, por exemplo”.

Em uma rápida avaliação, Batista disse que o governo ainda está muito focado no macroeconômico: “A presidente precisa ser mais firme. Estamos ao lado do governo, mas mantendo nossa autonomia, em defesa dos interesses de classe”, pontuou.

Resoluções

Em maio, lideranças sindicais de 24 estados se reuniram em Salvador (BA), para debater a nova política sindical do PCdoB. O 4º Encontro Nacional Sindical contou com a participação de 250 delegados, que debateram a atuação dos comunistas diante do atual momento político do país.

A plenária final aprovou as resoluções para o avanço da estruturação do partido entre os trabalhadores.

Neste 1º Encontro de Secretários Sindicais, concluído nesta quinta (18), o tema prioritário foi o esforço para implementar esas resoluções, a seguir, na íntegra:

1. Lutar pela afirmação de uma alternativa de classe nesta nova etapa do sindicalismo brasileiro. Colaborar com o fortalecimento político e ideológico da CTB para disputar a hegemonia entre os trabalhadores, com a ampliação de novas filiações e respeitando a sua composição plural, democrática e de lutas. Reforçar sua estruturação nos estados. Elevar a sua capacidade de mobilização. Persistir com atuação unitária com as demais centrais sindicais do país, bem como com o sindicalismo classista internacional;

2. Orientar aos comitês estaduais e os municipais das maiores cidades para que tenham secretários sindicais, auxiliados, sempre que possível, por comissões sindicais. Garantir que as secretarias sindicais atuem em sinergia com a secretaria de organização;

3. Intensificar a filiação de trabalhadores, priorizando jovens e mulheres. Construir novas bases partidárias e fortalecer as já existentes. Incrementar o debate e a difusão do Programa Socialista do PCdoB;

4. Procurar harmonizar a ação dos comunistas, a partir do programa e da política geral, na frente sindical, no parlamento e nas diferentes instâncias de governo;

5. Oxigenar a militância sindical, valorizando a cultura intersindical, o espírito de solidariedade com outras categorias e os movimentos sociais. Adotar políticas de renovação e alternância nos papeis de direção. Combater o espontaneísmo na formação das chapas sindicais. Combater a formação de grupos e o aparecimento de projetos pessoais desligados do projeto do Partido. Adotar como referência, dependendo de cada realidade, dois mandatos nos cargos mais estratégicos das entidades;

6. Criar condições para que os comunistas da frente sindical cumpram com o projeto central do PCdoB na batalha eleitoral de 2012. Ampliar as filiações com grandes lideranças sindicais. Garantir condições para o lançamento de candidaturas sindicais comunistas competitivas;

7. Planejar o trabalho nas categorias estratégicas, com definição de metas de crescimento do PCdoB em cada comitê estadual e municipal. Levantar e identificar, bem como acompanhar 300 quadros do mundo do trabalho até o 13º Congresso do Partido, indicados como alvo de esforços do Departamento Nacional de Quadros “João Amazonas” da Secretaria Nacional de Organização conjuntamente com a Secretaria Sindical;

8. Fortalecer os sindicatos, as organizações de base do PCdoB, bem como seus comitês de empresa. Instalar as frações de comunistas em todos os níveis. Garantir a democratização e legitimidade das decisões dos organismos partidários, principalmente para os processos eleitorais. Organizar os trabalhadores (as) no Partido a partir das relações de trabalho;

9. Recomendar a promoção de quadros sindicais de mulheres em todas as entidades sindicais que os comunistas atuam e em todos os níveis, tendo como objetivo alcançar cotas de no mínimo 30%;

10. Orientar às secretarias sindicais estaduais que assumam para si o controle da distribuição do nosso jornal central, A Classe Operária, nas categorias e empresas estratégicas bem como procurar contribuir com seu conteúdo.

O I Encontro de Secretários Sindicais, que terminou nesta quinta (18), colocou como tema prioritário o esforço para implementar as resoluções, veja-as a seguir, na íntegra:

Indicações ao Conjunto das Direções do PCdoB

1. Indicar aos comitês estaduais que priorizem a formação dos quadros sindicais, com sua participação nos cursos da Escola Nacional de Formação do CC;

2. Usar o sistema Rede Vermelha, com informações sobre o perfil dos militantes e filiados para melhor organizar os comunistas nos locais de trabalho e na sua ação sindical;

3. Priorizar o trabalho em conjunto entre as secretarias sindicais e as secretaria de juventude do Partido fortalecendo o trabalho com a classe trabalhadora no ensino técnico, profissionalizante e superior;

4. Valorizar a atuação dos sindicalistas comunistas que atuam em outras centrais sindicais e entre entidades sindicais não filiadas a nenhuma central;

5. Orientar que os sindicalistas comunistas participem ativamente da campanha pela ampliação dos investimentos no setor da educação em 10% do PIB;

6. Acompanhar a tramitação de todos os projetos de leis de interesses dos comunistas sindicalistas no Congresso Nacional;

7. Realizar pela SSN dois seminários: 1. A relação do Estado e os servidores públicos e 2. Sobre a estrutura sindical no país.

8. Indicar aos comunistas nas entidades sindicais em que atuam a realização de campanhas próprias, entre elas sugere-se: 1. Defesa do Artigo 8º da Constituição Federal, em especial a defesa da unicidade sindical e da contribuição sindical, e dos direitos dos trabalhadores e do desenvolvimento nacional; 2. Valorização do trabalho e dos trabalhadores (as) realçar a educação pública como questão estratégica, contemplar a educação em todos os níveis; 3. Reforçar a luta contra as demissões imotivadas e pela aplicação no Brasil da Convenção 158 da OIT; 4. Batalhar pelo cumprimento do artigo 6º da Constituição Federal que garante direito ao trabalho, a educação, a cultura e ao lazer; 5. Pelo fortalecimento do SUS – Sistema Único de Saúde e da seguridade social; 6. Participar da luta pela democratização da mídia;

9. Fortalecer a unidade e a luta do movimento sindical brasileiro, consolidando a unidade das centrais sindicais com os movimentos sociais para a realização de grandes jornadas de luta de massas em torno de bandeiras unitárias por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento;

Redação do Vermelho

Estadão “crava” a espada em Dilma - Com Rodrigo Viana, PHA e Blog da Dilma



O Conversa Afiada reproduz post de Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
“Estadão” crava a espada em Dilma
por Rodrigo Vianna
A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a princípio só contava com uma reprodução de má qualidade (tive que fotografar a página do jornal com uma máquina amadora). Mas um amigo acaba de me mandar a imagem por email – e essa está um pouco mais nítida. Estranhamente, não encontro a foto no site do Estadão. Talvez apareça naquela versão digital para assinantes…
O editor deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai dizer?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na imagem, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a certa parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”. Exemplo, aqui:
Walter BenedetteComentado em: Dilma participa de solenidade em escola de oficiais
20 de Agosto de 2011
20h52
A Dilminha tá fazendo certinho, adulando um pouco os milicos, ai eles se derretem todos e se dobram ficando de quatro para a ex-terrorista.
Volto eu. Para essa gente, terroristas não foram os que mataram, torturaram e impediram o país de viver em regime democrático. Não. Para eles, “terroristas” são os que lutaram contra a ditadura.
A foto da página A-7 cumpre o papel de agradar essa gente.
Leia outros textos de Radar da Mídia
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/22/estadao-crava-a-espada-em-dilma/

Filho de Kadafi não está preso e a luta contra a OTAN segue em Tripoli


Do Blog Na Práxis

Mais uma barrigada do PIG internacional: Saif Al Islam, que supostamente estaria preso e para ser deportado para Haia, aparece nas ruas da capital Líbia... A qual estaria sob controle, quase que total, dos tais "rebeldes"




Gadafi resiste el embate de los opositores y de la OTAN (+ Fotos)


La batalla del petróleo libio comienza ahora


Infografía de Ria Novosti
Infografía de Ria Novosti
Por Iñigo Sáenz de Ugarte
Guerra Eterna

Los italianos han sido los más rápidos. ¿Para qué disimular? Italia ya tiene planes para el petróleo libio antes de que sepa exactamente quién gobernará ese país. El ministro italiano de Exteriores, Franco Frattini, ha sido muy claro. La petrolera Eni “será la número 1 en el futuro” de Libia. Frattini ha llegado a decir que técnicos de Eni están ya en la zona oriental para examinar cuándo se puede reanudar la producción de crudo. La empresa italiana lo ha desmentido después.




segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais? - Portal Vermelho

Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais? - Portal Vermelho



Em Março, uma coligação de potências ocidentais e de autocracia árabes uniram-se para promover o que era apresentado como uma espécie de pequena operação militar para "proteger os civis líbios".

Por Jean Bricmont, Diana Johnstone, em Resistir.info


A 17 de Março, o Conselho de Segurança da ONU adotou a resolução 1973 que dava a esta "coligação de voluntários" um tanto particular o sinal verde para começar a sua pequena grega, controlando primeiro o espaço aéreo líbio, o que permitiu a seguir bombardear o que a OTAN quis bombardear.

Os dirigentes da coligação esperavam manifestamente que os cidadãos líbios reconhecidos aproveitariam a ocasião fornecida por esta "proteção" vigorosa para derrubar Muamar Kadafi o qual, pretendia-se, queria "matar o seu próprio povo". Baseando-se na ideia de que a Líbia estava dividida de modo claro entre "o povo" de um lado e "o mau ditador" do outro, esperava-se que este derrube ocorresse em alguns dias.

Ao olhos ocidentais, Kadafi era um ditador pior que Ben Ali na Tunísia ou Mubarak no Egipto, que caíram sem intervenção da OTAN. Kadafi deveria portanto cair muito mais rapidamente. 



Cinco meses mais tarde, tornou-se evidente que todas as suposições nas quais se fundamentava esta guerra eram mais ou menos falsas. As organizações de defesa dos direitos do homem não conseguiram encontrar provas dos ditos "crimes contra a humanidade" cometidos por Kadafi contra "o seu próprio povo".

O reconhecimento do Conselho Nacional de Transição (CNT) como "único representante legítimo do povo líbio" por parte dos governos ocidentais, que era no mínimo prematuro, tornou-se grotesco. A OTAN empenhou-se numa guerra civil, exacerbando-a, e sem fazê-la sair do impasse. 



Mas por mais absurda e destituída de justificação que esta guerra possa ser, ela continua. E quem é que pode travá-la? 



Um dos melhores livros para ler neste Verão foi a excelente nova obra de Adam Hochschild, To End All Wars , sobre a Primeira Guerra Mundial e os movimentos pacifistas daquela época. Há muitas lições de atualidade que se podem encontrar neste livro, mas a mais pertinente é sem dúvida o fato de que uma vez começada uma guerra é muito difícil pará-la. 



Os homens que começaram a primeira guerra mundial também pensavam que ela seria curta. Mas mesmo quando milhões de pessoas foram lançadas na tormenta assassina e quando o caráter absurdo do empreendimento tornou-se claro como água límpida, a guerra continuou durante quatro anos trágicos. A própria guerra engendra o ódio e uma vontade de retaliação. Quando uma grande potência começa uma guerra, ela "deve" ganhá-la, qualquer que seja o custo – para ela própria e sobretudo para os outros. 



Até o presente, para os agressores da OTAN o custo da guerra contra a Líbia é puramente financeiro e isso é compensado pela esperança de um pilhagem do país, quando ele for "libertado" e de que ele pagará para reembolsar aqueles que o bombardearam. Não é senão o povo líbio que perde vidas, bem como a sua infraestrutura. 



Durante a primeira guerra mundial existia um corajoso movimento de oposição à guerra que enfrentou a histeria e o chauvinismo deste período e que advogava em favor da paz. Seus membros arriscavam-se a ataques físicos, assim como à prisão. O modo como Hochchild conta a luta pela paz destes homens e destas mulheres na Grã-Bretanha deveria servir de inspiração – mas para quem? Os riscos implicados pela oposição à guerra na Líbia são mínimos em comparação com os que existiam aquando a guerra de 1914-1918. Mas no momento, uma oposição ativa é apenas visível. 

Isto é particularmente verdadeiro em França, país cujo presidente, Nicolas Sarkozy, teve a iniciativa de começar esta guerra. 



Acumulam-se os testemunhos das mortes de civis líbios, inclusive crianças, provocadas pelos bombardeios da OTAN (ver por exemplo o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=vtS2qJeeXUA ). Estes bombardeios visam a infraestrutura civil, a fim de privar a maioria da população que vive na parte do país leal a Kadafi dos bens de primeira necessidade, da alimentação e da água, a fim de pressionar o povo a derrubar Kadafi. A guerra para "proteger os civis" já se tornou uma guerra para aterrorizá-los e atormentá-los de modo a que o CNT apoiado pela OTAN possa tomar o poder. 



Esta pequena guerra na Líbia mostra que a OTAN é ao mesmo tempo criminosa e incompetente. 

Mas ela mostra igualmente que as organizações de esquerda nos países da OTAN são totalmente inúteis. 

Provavelmente jamais houve uma guerra à qual fosse mais fácil opor-se. Mas a esquerda na Europa não se opõe. 



Há três meses, quando a histeria mediática a propósito da Líbia foi lançada pela televisão do Qatar, Al-Jazeera, a esquerda não hesitou em tomar posição. Algumas dezenas de organizações de esquerda francesas e norte-africanas assinaram um apelo por "uma marcha de solidariedade com o povo líbio" em Partis, a 26 de Março ( menilmontant.typepad.fr/... ).

Mostrando a sua total ausência de coerência, estas organizações exigiram, simultaneamente, por um lado "o reconhecimento do CNT, único representante legítimo do povo líbio" e, por outro, "a proteção dos residentes estrangeiros e dos migrantes" que, na realidade, deviam precisamente ser protegidos dos rebeldes representados por este conselho. Apoiando implicitamente operações militares de ajuda ao CNT, estes grupos apelavam também à "vigilância" a propósito da "duplicidade dos governos ocidentais e da Liga Árabe", bem como a uma "escalada" possível das operações militares. 



As organizações que assinavam este apelo incluíam grupos de oposições no exílio da Líbia, Síria, Tunísia, Marrocos e Argélia, assim como os Verdes franceses, o NPA, o Partido Comunista Francês, o Partido de Esquerda, o movimento anti-racista MRAP, o partido dos Indígenas da República e o ATTAC. Estes grupos representavam praticamente tudo o que há de organizado à esquerda do Partido Socialista – que, pelo seu lado, (com excepção de Emmanueli) apoiava a guerra sem sequer fazer apelo à "vigilância". 



Agora que aumenta o número de vítimas civis dos bombardeios da OTAN, não há nenhuma manifestação da vigilância prometida "a propósito da escalada da guerra" que saísse do quadro das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. 



Os militantes que, em Março, insistiam em dizer que "devemos fazer alguma coisa" para travar um massacre hipotético hoje nada fazem para travar um massacre que não é hipotético mas sim muito real e visível, e perpetrado exatamente porque aqueles "fizeram alguma coisa". 



O erro fundamental daqueles que, à esquerda, dizem "nós devemos fazer alguma coisa" reside na ambiguidade da palavra "nós". Se eles querem dizer "nós" literalmente, então a única coisa que poderiam fazer seria por de pé espécies de brigadas internacionais para combater com os rebeldes. Mas naturalmente, apesar das grandes declarações segundo as quais "nós" devemos fazer "tudo" para apoiar o "povo líbio", esta possibilidade nunca foi seriamente considerada. 



Portanto o "nós" significa na prática as potências ocidentais, a OTAN e, sobretudo, os Estados Unidos, pois só eles possuem as "capacidades únicas" necessárias para travar uma tal guerra. 



As pessoas que gritam "devemos fazer alguma coisa" geralmente misturam duas espécies de exigências: uma que podem esperar de modo realista ser aceite pelas potências ocidentais – apoio aos rebeldes, reconhecimento do CNT como único representante legítimo do povo líbio – e outra que não podem absolutamente esperar de modo realista que seja aceite pelas grandes potências e que são elas próprias totalmente incapazes de executar: limitar os bombardeios a alvos militares e à proteção dos civis, assim como permanecer escrupulosamente no quadro das resoluções da ONU. 



Estes dois tipos de exigências contradizem-se uma à outra. Numa guerra civil, nenhuma das duas partes está preocupada principalmente com as sutilezas das resoluções da ONU ou com a proteção dos civis. Cada parte quer muito simplesmente ganhar e a vontade de retaliação leva muitas vezes a atrocidades. Se se "apoia" os rebeldes, dá-se-lhes na prática um cheque em branco para fazer o que eles considerarem necessário a fim de ganhar a guerra. 



Mas dá-se igualmente um cheque em branco aos aliados ocidentais e à OTAN, que talvez estejam menos ávidos de sangue que os rebeldes mas que têm à sua disposição meios de destruição muito maiores. E a OTAN é uma imensa burocracia – um dos fins essenciais da mesma é sobreviver. Ela deve absolutamente ganhar, senão terá um problema de "credibilidade", assim como os políticos que apoiaram esta guerra. E este problema poderia levar a uma perda de financiamento e de recursos. Uma vez que a guerra começou não há simplesmente nenhuma força no Ocidente, na ausência de movimentos anti-guerra determinados, que possa obrigar a OTAN a limitar-se ao que é autorizado pelas resoluções da ONU.

Em consequência, a segunda espécie de exigências da esquerda cai na orelha de um surdo. Estas exigências servem simplesmente para provar que a esquerda pró intervenção tem intenções puras. 

Ao "apoiar" os rebeldes, esta esquerda matou de facto o movimento anti-guerra. Com efeito, não tem sentido apoiar numa guerra civil um campo que quer desesperadamente ser ajudados por intervenções externas e, ao mesmo tempo, opor-se a tais intervenções. A direita pró intervenção é bem mais coerente. 



O que a esquerda e a direita pró intervenção têm em comum é a convicção de que "nós" (isto é, "o ocidente democrático civilizado") temos o direito e a capacidade de impor nossa vontade a outros países. Certos movimentos franceses (como o MRAP) que vivem literalmente da exploração da culpabilidade a propósito do racismo e do colonialismo, parecem ter esquecido que muitas das conquistas coloniais foram feitas contra sátrapas, príncipes indianos e reis africanos que eram denunciados como autocratas (o que de facto eram) e não parecem dar-se conta de que há alguma coisa de um tanto incongruente, para organizações francesas, em decidir quem são os "representantes legítimos" do povo líbio. 



Apesar dos esforços de alguns indivíduos isolados, nenhum movimento popular na Europa é capaz de travar ou mesmo enfraquecer o ataque da OTAN. A única esperança poderia ser um colapso dos rebeldes, ou uma oposição nos Estados Unidos, ou uma decisão da parte das oligarquias dominantes de limitar as despesas. Enquanto isso, a esquerda europeia perdeu uma ocasião de renascer opondo-se a uma das guerra manifestamente mais injustificáveis da história. A Europa inteira sofrerá com esta derrota moral.

PCdoB-DF realiza debate da sua 16ª Conferência com Secretária de Educação nesta quarta

Especial do II Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB-RS




CTB prepara grande encontro de juventude no Rio Grande do Sul - Por Paulo Vinícius


Relato da preparação do II Encontro da CTB-RS




Os caminhos possíveis da Juventude Trabalhadora da CTB

Por Igor Corrêa Pereira*
O encontro realizado no dia 13 de agosto em Caxias do Sul reuniu mais de 100 jovens metalúrgicos, agricultores, comerciários, sapateiros, funcionários públicos, dentre outras profissões, trazendo ânimo e a necessidade de reflexão. A segunda edição do Encontro da Juventude da CTB gaucha dobrou seu número de participantes em relação a primeira edição, revelando o aumento da capacidade organizativa e de mobilização dos jovens no mundo do trabalho. No entanto, muito ainda precisa ser feito para envolver um número ainda maior de jovens na luta da classe trabalhadora. Os debates realizados no Sindicato dos Metalúrgicos permitem algumas reflexões sobre os rumos da CTB para mobilizar cada vez mais jovens na luta por conquista de direitos trabalhistas. A tarefa que se apresenta para o Coletivo de Juventude da CTB gaucha não é nada banal: construir o formato de uma entidade capaz de dialogar e mobilizar massivamente a juventude trabalhadora.

Alguns caminhos possíveis
Os participantes do Encontro dão uma pista dos caminhos que a juventude da CTB deve seguir. Uma parcela significativa, em torno de 10% dos presentes, apesar de trabalhar, não era filiado ao sindicato de seu ramo de trabalho. Grande parte desses trabalhadores foi mobilizado para o Encontro por ter desenvolvido algum tipo de militância em outras organizações de juventude, como o movimento estudantil ou o movimento hip hop. Esta é uma potencialidade que ainda não foi suficientemente explorada: conduzir essa significativa parcela de egressos do movimento estudantil para a militância sindical. O que acaba acontecendo é que a maior parte dos ex-militantes estudantis, se não segue o caminho partidário-institucional, acaba “tocando a vida”, o que significa não exercer nenhum tipo de militância relacionada ao seu trabalho.
Uma tarefa que se apresenta a juventude da CTB é reencantar esses “ex-militantes”, reforçando a ideia de que a necessidade de lutar não termina quando o trabalho começa. Muito pelo contrário. Aí é que a luta começa de maneira mais intensa e decisiva para a transformação efetiva da sociedade. No entanto, para ser capaz de dialogar com esses jovens, a juventude da CTB precisa ter uma linguagem e um formato diferente dos sindicatos. Muito embora precise atuar em sintonia política com os sindicatos que compõem a CTB, a juventude da CTB não pode ser simplesmente uma instância desses sindicatos. Precisa necessariamente ter uma identidade, atuação e dinâmica próprios.

Conquistar direitos para desenvolver o Rio Grande do Sul
A Conferência de Juventude é um mote que a Juventude da CTB elegeu para mobilizar os jovens trabalhadores. Em função disso, a juventude da CTB aprovou em seu Encontro um documento com propostas concretas para apresentar ao governo por meio da Conferência. As pautas dialogam com a realidade da juventude trabalhadora, para a qual, em sua maioria, trabalho e educação são interesses que andam de mãos dadas. Para ler o documento na íntegra, clique aqui.
Como bem observou o deputado federal e sindicalista Assis Melo na abertura do Encontro, “as bandeiras dos jovens são as mesmas de toda a classe trabalhadora, mas precisamos trabalhar propostas específicas visando mais educação, formação e qualificação profissional”. Os jovens precisam cada vez mais de um sistema de ensino que prepare para o mercado de trabalho e que contribua de fato para o desenvolvimento integral de suas potencialidades. O ensino precisa mudar na sua estrutura curricular, na sua democracia de acesso e gestão, e essa é uma bandeira que mobiliza jovens por todo o RS.
Precisamos mobilizar os jovens trabalhadores para defender nas conferência municipais propostas que apontem essa necessidade de educação, formação e qualificação profissional. Isso se traduz em mudança curricular nas escolas, aumento do número de escolas técnicas e de programas como o PROJOVEM trabalhador, ampliação de vagas no ensino superior público, construção do PROUNI RS, etc. A bandeira da educação também é uma necessidade para o jovem do meio rural, mas não é a única. Crédito e assistência técnica são condições indispensáveis para a permanência do jovem agricultor no campo.
A tarefa imediata do coletivo da juventude cetebista gaucha é agendar nas conferências municipais, em especial nos municípios onde tem mais forte atuação, essas necessidades. Para isso, precisa dialogar com os jovens trabalhadores, sindicalizados ou não, chamando-os para lutar por esses direitos participando de debates, atos públicos, e outras formas de atividades. O Coletivo Jovem da CTB deve ser capaz de agitar muitos jovens nas etapas municipais da Conferência, criando nesse movimento ao mesmo tempo possibilidade de conquistas concretas e o surgimento de novas lideranças capazes de fortalecer a luta da classe trabalhadora.
É uma tarefa audaciosa, mas a julgar pela composição do Coletivo consolidado no Encontro, o mesmo está a altura do desafio. É hora de se apropriar de tudo que foi construído pela militância metalúrgica, comerciária, agricultora, e somá-la a todo o caldo contestador dos movimentos estudantil e cultural e produzir algo inovador e revolucionário, capaz de ajudar a classe trabalhadora em sua batalha pela construção de um projeto de nação com valorização daqueles que produzem a riqueza deste país mas ainda são alijados de seus benefícios.

*Igor Corrêa Pereira é técnico administrativo da UFRGS, coordenador da Associação dos Servidores da UFRGS, dirigente estadual da União da Juventude Socialista e membro do coletivo estadual da Juventude da CTB/RS.







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Guiomar Vidor, Presidente da CTB-RS convida para o II Encontro da Juventude da CTB-RS


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