Nesta quarta-feira (25) as entidades científicas reunidas na 64ª Reunião Anual da SBPC foram surpreendidas por uma matéria equivocada publicada no jornal O Estado de São Paulo. O jornal afirmou em sua edição de hoje que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) seria contrários ao programa Ciência sem Fronteiras (CsF) do governo federal. A ANPG e a SBPC afirmam através da nota que o fato de apresentarem sugestões pontuais para o aperfeiçoamento do programa não significa que sejam contrárias ao Ciência sem Fronteiras. Frases descontextualizadas da presidenta da ANPG, Luana Bonone e da presidenta da SBPC, Helena Nader, foram utilizadas para legitimar a matéria de ataque ao programa. Ambas opiniões foram apresentadas na Mesa-Redonda "Fronteira da Ciência sem Fronteiras" realizada na tarde de ontem, na 64ª RA da SBPC. De fato, o mau jornalismo presente em muitos meios de comunicação no país é evidente. Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, o título da matéria e o contexto em que é apresentado não condizem com as opiniões gerais da comunidade científica.“Selecionaram apenas uma frase minha de forma que ficou parecendo que a ANPG é contrária ao programa, o que não é verdade”. A opinião da ANPG, de forma completa e sistematizada, pode ser consultada naresolução da entidade sobre o CsF. Leia abaixo a íntegra da nota: SBPC e ANPG prestam esclarecimentos sobre matéria no jornal O Estado de São Paulo Em sua edição do dia 25 de julho deste ano o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) sob o título “Programa é criticado em encontro da SBPC”. As declarações atribuídas às presidentas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone, foram retiradas do contexto e não refletem as opiniões das duas dirigentes. Sobre a matéria, a SBPC e a ANPG esclarecem: 1 – Ao contrário do que faz parecer a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a SBPC e a ANPG são totalmente a favor do Programa Ciência sem Fronteiras, por entender que vai melhorar a formação de um grande número de bons pesquisadores brasileiros. 2 – A SBPC e a ANPG consideram o Programa Ciência sem Fronteiras um importante instrumento para a internacionalização da ciência brasileira, meta esta, inclusive, que está presente como prioridade no último Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG). 3 – A SBPC e a ANPG acreditam que por ser um programa ainda muito recente são necessários ajustes que possam garantir seu constante aperfeiçoamento. 4 – Uma questão que preocupa a SBPC e a ANPG é saber como a coordenação de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) estão trabalhando para garantir o retorno desses cientistas, dando-lhes condições para que possam colocar em prática o que aprenderam no exterior, contribuindo para o aumento da produção científica do país e a melhoria da ciência brasileira. 5 – Diante disso, a SBPC e a ANPG solicitam que o jornal publique uma correção da informação errada que publicou. São Luís, 25 de julho de 2012. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) |
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
SBPC e ANPG esclarecem distorções em matéria no jornal O Estado de São Paulo
ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Estadão “crava” a espada em Dilma - Com Rodrigo Viana, PHA e Blog da Dilma
O Conversa Afiada reproduz post de Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
“Estadão” crava a espada em Dilma
por Rodrigo Vianna
A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a princípio só contava com uma reprodução de má qualidade (tive que fotografar a página do jornal com uma máquina amadora). Mas um amigo acaba de me mandar a imagem por email – e essa está um pouco mais nítida. Estranhamente, não encontro a foto no site do Estadão. Talvez apareça naquela versão digital para assinantes…
O editor deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai dizer?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na imagem, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a certa parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”. Exemplo, aqui:
Walter BenedetteComentado em: Dilma participa de solenidade em escola de oficiais
20 de Agosto de 2011
20h52
A Dilminha tá fazendo certinho, adulando um pouco os milicos, ai eles se derretem todos e se dobram ficando de quatro para a ex-terrorista.
Volto eu. Para essa gente, terroristas não foram os que mataram, torturaram e impediram o país de viver em regime democrático. Não. Para eles, “terroristas” são os que lutaram contra a ditadura.
A foto da página A-7 cumpre o papel de agradar essa gente.
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