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domingo, 4 de março de 2012

Sobre a unicidade sindical - Pascoal Carneiro « CES Centro de Estudos Sindicais -

Sobre a unicidade sindical « CES Centro de Estudos Sindicais
Por Pascoal Carneiro*
O sindicato é uma instituição de luta para defender os direitos da classe, ele representa todos e todas que são ou não associados, portanto é um instrumento social espontâneo que reúne as pessoas pelo que apresentam em comum, isto é, o exercício da mesma atividade econômica e por interesses da categoria como um todo. O sindicato se organiza com base no interesse de classe e tem por objetivo resolver problemas individuais e coletivos seja do ponto de vista salarial, trabalhista ou social e político.
Não se pode confundir uma organização sindical com um clube. A organização de um clube é formada a partir de opiniões pessoais, simpatias, laços afetivos ou diversão e podem ser criados quantos clubes forem possíveis em uma determinada cidade sem trazer quaisquer danos aos trabalhadores, porque tem como finalidade o lazer ou o assistencialismo.
Já o sindicato por ser um instrumento de ação e de luta, tem que ser forte. E para ser forte não pode ter divisão: a unicidade sindical é a forma pela qual os trabalhadores e trabalhadoras se organizam. Através da unidade com liberdade e autonomia, a unicidade sindical garante a todas as correntes políticas, aos independentes e a qualquer liderança sindical o direito de disputar o poder dentro dos sindicatos podendo concorrer livremente nas suas eleições garantindo assim a democracia a liberdade e a autonomia.
Os defensores da Convenção 87 da OIT, digo, pluralidade sindical, partem de um conceito de liberdade e autonomia sindical baseado no direito individual restrito onde somente quem estiver associado ao sindicato tem direitos. Considera as faculdades das pessoas como ente isolado, ou o coletivo, amplo, considera que a convenção coletiva na verdade é o direito do capital escolher com qual sindicato ele vai negociar, já que os sindicatos passam a ser somente dos associados, e não mais de toda classe, é como fosse um clube.
Os defensores do pluralismo, sejam disfarçados ou de forma explícita, não contam a verdadeira historia da unicidade sindical, não analisam de forma mais apurada a organização sindical, mentem ao negar que o pluralismo sindical, já foi instituído no Brasil e não deu certo – a Constituição Federal de 1934, no artigo 120, impôs a adoção da pluralidade sindical. A divisão e a corrupção foram tanto que em dois anos tiveram de fazer mudanças e acabar com o pluralismo. Mentem quando negam que foi através da unicidade sindical que obtivemos grandes conquistas e que essa unicidade se constituiu no Brasil, como um instrumento de maior credibilidade e poder de unificação dos trabalhadores e da sociedade; que foi esta forma de organização sindical que nos permitiu lutar contra a ditadura militar, participar da campanha das Diretas Já, do impeachment de Fernando Collor de Mello, rompendo e superando os limites que lhe impunha a legislação autoritária do reconhecimento das centrais sindicais, constituindo hoje um movimento sindical autônomo e livre. Somente a unicidade sindical assegura a unidade dos trabalhadores em suas lutas e em defesa dos interesses da classe como toda.
Na pluralidade, é diferente: porque tem no seu DNA, a fragmentação a pulverização, quebrando a classe trabalhadora naquilo que ela tem de mais sagrado para lutar que é a unidade de ação. A pluralidade se caracteriza pela existência de vários sindicatos e quantos sejam desejados, por seitas religiosas, por partidos políticos e até mesmo por patrões, ou por interesses individuais de grupos. Claramente, esta situação não favorece a união dos trabalhadores, enfraquecendo suas lutas.
Enquanto a unicidade propõe a união dos trabalhadores de uma mesma categoria, de uma determinada base territorial, em um único sindicato visando o fortalecimento de suas lutas, a pluralidade propõe a desagregação a fragmentação da sua unidade, ao privilegiar a proliferação de entidades sindicais. Na unicidade sindical, o sindicato representa toda a categoria, independentemente de filiação, ao passo que na pluralidade ele representa unicamente os seus associados, o que rompe a unidade orgânica e política dos trabalhadores, contribuindo para o enfraquecimento de suas lutas e a desagregação do movimento sindical.
A unicidade sindical por sua natureza aglutinadora, reuniu os trabalhadores em um mesmo sindicato, possibilitando o estabelecimento do conceito legal de categoria profissional ou econômica. Representando toda categoria, independentemente de filiação ou não, este aspecto é mais um motivo que os trabalhadores e suas lideranças mais conseqüentes lutam e defendem a permanência da unicidade na Constituição Brasileira. É o conceito de categoria que permite aos sindicatos o instrumento de substituto processual. Ele necessita ser preservado, para garantir o direito coletivo da classe
A pluralidade sindical, por outro lado, em face de sua natureza desagregadora, não permite a existência do conceito legal de categoria profissional ou econômica, acabando assim com o estabelecimento de substituto processual, isso porque a pluralidade propicia e estimula a criação de sindicatos por empresa, por departamento ou seção ou vários sindicatos na mesma empresa ou no mesmo departamento ou ainda na mesma seção. Não permite que se adote o conceito legal de categoria profissional ou econômica, os sindicatos representam, somente os seus associados, assim nenhum deles pode representar os interesses de toda categoria perante o judiciário ou em mesa de negociação com o patronato. As negociações coletivas e os acordos valem somente para os filiados aos sindicatos. Portanto, outra realidade devastadora para o movimento sindical e para a democracia, é o término do conceito jurídico de categoria profissional ocasionado pela pluralidade, isso é fato em países que adotaram a Convenção 87 da OIT.
Temos assistido um capitalismo cada vez mais globalizado: Constantemente o capital faz fusões e surgem cada vez maiores conglomerados econômicos que ultrapassam as fronteiras nacionais. Por outro lado, a produção é cada dia mais enxuta a custos baixíssimos através da exploração da força de trabalho. Assim como a supremacia do capital financeiro tem provocado constantes crises, basta verificar o que esta acontecendo nos países europeus, onde predomina a pluralidade sindical.
O desafio de um sindicalismo classista sintonizado com o futuro e engajado na defesa dos direitos coletivos de toda classe trabalhadora tem que ter clareza e entender que não se constrói a luta pelo isolamento, pela divisão, mas sim pelo fortalecimento das organizações sindicais. Devemos optar sempre por um movimento sindical unitário evitado a fragmentação. Neste sentido o sindicalismo classista não pode assumir proposições contrárias a bandeira da unidade, por isso defendemos a existência de sindicatos fortes de grande abrangência e representativo de toda categoria, exatamente no sentido oposto ao fracionamento, para demonstrar a força da união das categorias em grandes sindicatos.

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Pascoal Carneiro é secretário-geral da CTB

sábado, 3 de março de 2012

Mauro Santayana: O êxito do Brasil e os perigos da hora - Portal Vermelho

Mauro Santayana: O êxito do Brasil e os perigos da hora - Portal Vermelho

Em um de seus inquietantes paradoxos, Chesterton compara dois grandes santos da Igreja, para mostrar que o temperamento antagônico de ambos conduzia a um resultado comum. “São Francisco – dizia o autor de Ortodoxia – era a montanha, e São Domingos de Gusmão, o vale, mas, o que é o vale, senão a montanha ao contrário?”

Por Mauro Santayana, em Carta Maior

Em termos lógicos, e nisso o pensador católico foi mestre, o côncavo e o convexo se completam, como as duas partes de uma esfera oca. Seguindo o mesmo raciocínio, a ascensão e a queda, das pessoas, das empresas e – com mais propriedade – das nações, são duas categorias que se integram, no todo histórico. É preciso administrar a ascensão pensando na queda e ver, na queda, a oportunidade de repensar os métodos a fim de recuperar a ascensão.

Tudo indica que o Brasil se encontra em ascensão, mas é preciso ver esse momento com as necessárias cautelas. O mundo passa por um desses espasmos históricos bem conhecidos no passado. A Europa está atônita, daí a sua tentativa de, na demonização dos paises muçulmanos, de cujo petróleo depende, criar um inimigo externo que una os seus países, historicamente adversários. Mas, ainda assim, a crise econômica promovida pela licença de caça que seus governos deram aos bancos, continua a dividi-los.

Ainda que 25 paises tenham concordado com a política de arrocho fiscal determinada pela Alemanha, com o apoio da França, a Inglaterra e a Tchecoslováquia negaram sua assinatura. Os países que engoliram a pílula, começam a cuspi-la de volta, conforme a reação de Rajoy, da Espanha, solicitando flexibilidade na adoção das medidas recessivas, qualquer sinal de solidariedade do grupo. O primeiro ministro anunciou em Bruxelas que só pode prometer a redução do déficit público a 5,8 do PIB. E já surgem divergências entre a Alemanha e o Banco Central Europeu.

A Segunda Guerra Mundial foi um excelente negócio para os Estados Unidos, que dela emergiram como a grande potência hegemônica. Agora, no entanto, alguns dos paises que dela participaram e que contribuíram para a vitória com sangue, começam a sair do círculo de giz, e a constituir uma nova realidade planetária. Muitos desses países, como a Índia e a China, foram impiedosamente colonizados pela Europa, até meados do século 20. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul constituem novo pólo de poder, que está atraindo outras nações africanas e asiáticas.

Não se trata, ainda, de uma aliança política. São países bem diferentes, com visões de mundo claramente distintas, mas conscientes de que, se souberem interagir de forma pragmática – no respeito mútuo aos mandamentos de autodeterminação – serão capazes de se defenderem dos projetos de novo domínio anglo-saxão sobre a humanidade.

Durante a Guerra Fria, o pretexto para a intervenção dos Estados Unidos e da Grã Bretanha nos países periféricos era o do combate ao comunismo. Qualquer ação desses países, em sua política interna, que significasse a adoção de medidas de desenvolvimento autônomo, como a reforma agrária, a encampação de empresas estrangeiras que ofereciam serviço público de péssima qualidade, e relações comerciais com os paises socialistas, significava uma traição ao sistema ocidental, “democrático” e “cristão”. Assim, os princípios de autodeterminação dos povos e de não intervenção nos assuntos internos dos Estados foram abandonados, embora a retórica das Nações Unidas continuasse a proclamá-los.

Sendo assim, a América Latina - considerado território de caça de Washington - foi invadida por tropas americana ou por mercenários armados pelos Estados Unidos diversas vezes, isso sem falar na ação ostensiva e clandestina de seus agentes, na preparação dos golpes militares violentos, como ocorreu no Brasil, no Chile, na Argentina, entre outros países.

O Brasil vem sendo elogiado pelos seus êxitos na criação de um grande mercado interno, como resultado da política social e do incentivo às atividades econômicas de Lula e Dilma. Ao mesmo tempo, a partir de 1985, conseguimos manter o sistema democrático, com a realização das eleições conforme o calendário, e a alternância no governo de partidos e de pessoas. É uma hora carregada de perigos. Os Estados Unidos, que se encontram em crise, podem cair na velha sedução de usar dos recursos de que ainda dispõem, a fim de cortar o nosso caminho, como fizeram em 1954, no governo Vargas, e em 1964, com Jango. Não podemos permitir que a luta partidária, legítima e necessária, se deixe influir pelos interesses externos.

Sendo assim, o manifesto dos militares contra o governo tem o efeito danoso de estimular os nossos adversários externos, que nele começam a ver o retorno aos confrontos entre civis e militares do passado, dos quais eles souberam aproveitar-se. O documento já está sendo usado em São Paulo, contra a candidatura do PT.

Qualquer movimento que nos divida, como brasileiros, diante das ameaças estrangeiras, deve ser repudiado pelo nosso sentimento de pátria, comum aos civis e militares.

Aldo Rebelo pede que Fifa retire o contraditório Jérome Valcke - Portal Vermelho

Aldo Rebelo pede que Fifa retire o contraditório Jérome Valcke - Portal Vermelho

Ao rebater declarações contraditórias do secretário-geral da FIFA, Jérome Valcke, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou neste sábado que vai pedir ao presidente da entidade, Joseph Blatter, que retire Valcke do cargo de interlocutor com o governo do Brasil para os assuntos relacionados a Copa do Mundo de 2014.

"As declarações são inaceitáveis, inadequadas para o governo brasileiro. As declarações contradizem completamente com o que o próprio secretário falou em sua visita no dia 17 de janeiro. As informações não são verdadeiras, porque os estádios estão inclusive adiantados ao cronograma inicial da Copa", disse Rebelo, comentando declarações dadas pelo secretário-geral da Fifa.

"Diante dessas declarações, que são palavras inadequadras e inaceitáveis para qualquer tipo de relacionamento, o governo brasileiro vai enviar uma carta ao Blatter informando que não aceita mais o secretário geral, Jérome Valcke, como interlocutor. O governo brasileiro vai continuar trabalhando com a certeza que o Mundial será um sucesso", completou.

Durante entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado (3) em um hotel de São Paulo, o ministro disse que “o governo não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor nesses assuntos da Fifa”. Para o ministro, o governo brasileiro não pode dialogar com um interlocutor que “emite declarações descuidadas e intempestivas”.

Segundo Rebelo, a maior parte das obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo está seguindo o cronograma previsto. As únicas obras que estão um pouco mais atrasadas com relação ao cronograma, de acordo com o ministro, são as dos estádios de Cuiabá, Manaus, Recife e do Rio de Janeiro. “Já as obras de mobilidade urbana, do total de 51 [obras previstas para serem realizadas], a previsão continua sendo a de entregar pelo menos 42 em 2013”.

Rebelo reforçou que não há razão para que o Brasil não receba a Copa do Mundo. “O Brasil tem hoje a infraestrutura, a logística e a capacidade de realizar um evento dessa natureza”, disse.

Em entrevista concedida sexta (2), Valcke disse que as obras para a realização do Mundial no Brasil "estão em estado crítico", chegando a dizer que os organizadores "precisavam de um pontapé na bunda" para, segundo ele, as coisas andarem.

"As coisas não estão funcionando no Brasil. Muitas coisas estão atrasadas...Acho que a prioridade do Brasil é ganhar o Mundial. Não creio que seja organizar a Copa do Mundo", afirmou.

A destemperança do número dois da Fifa acontece em seguida à anulação da votação da Lei Geral da Copa. A entidade luta para que o parlamento aprove o quanto antes alterações nas leis que regem as atividades esportivas no país, para que não tenha um suposto "prejuízo" com a realização da Copa do Mundo de futebol no país em 2014

"Não entendo porque as coisas não avançam. A construção dos estádios não está acontecendo dentro dos prazos. Por que será?", questionou Valcke. "Os organizadores precisam de um pontapé na bunda", vociferou, em contradição ao que disse em visita ao Brasil em meados de janeiro, quando elogiou o andamento das obras, principalmente em Salvador e Fortaleza.

Não é de hoje que Valcke se intromete em assuntos de competência das autoridades brasileiras. Em um último comunicado publicado no site da Fifa, o secretário insistiu em apressar a aprovação da Lei Geral da Copa.

"Sinto muito, mas as coisas não estão andando bem. Esperamos mais apoio (das autoridades brasileiras), há discussões sem fim sobre a Lei Geral da Copa. O texto deveria ter sido aprovado em 2007 e já estamos em 2012", lamuriou-se.

Com ressalvas, a lei foi aprovada na última terça, mas anulada um dia depois. A nova votação acontece na próxima terça-feira.

Com agências

SBPC repudia corte no orçamento da C&T

SBPC repudia corte no orçamento da C&T

16/2/12 - O corte no orçamento federal anunciado nesta quarta-feira (15/2) pelo governo foi recebido com desagrado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com a medida, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) perderá 23% do que estava previsto na Lei Orçamentária Anual. Dos R$ 6,7 bilhões, perderá R$ 1,48 bilhão, aproximadamente.


A redução ocorre após decisão do governo de bloquear gastos de R$ 55 bilhões no Orçamento federal de 2012. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegou que o corte ajudará o governo a cumprir a meta cheia de superávit primário de R$ 140 bilhões.


Para a presidente da SBPC, Helena Nader, o anuncio do corte vai na contramão da história. “Trata-se de uma área estratégica que está sendo fragilizada”alertou ela. Nader lembrou que nos Estados Unidos, durante a crise, o presidente Barack Obama aumentou os investimentos na área em vez de diminuir.


Ela lembrou que a educação (que também teve cortes de R$ 1,938 bilhão) e a ciência e a tecnologia fazem parte de uma cadeia que resulta na inovação. “As nações mais desenvolvidas investem em ciência e tecnologia para ampliar sua base de conhecimento e aumentar seu potencial de inovação, de modo a gerar mais emprego e melhorar a distribuição de renda”, observa.


Segundo ela, os cofres públicos são a maior fonte de investimento em ciência nos principais produtores de conhecimento do mundo. “Ou é uma política de estado, ou o Brasil não vai sair do mesmo”, alertou.


Este é o segundo corte consecutivo no orçamento do Ministério, lembrou ela. Em 2011, do orçamento previsto de R$ 7,4 bilhões, a pasta perdeu R$ 1 bilhão e o valor caiu para R$ 6,4 bilhões. Em 2010, o valor destinado para investimentos em ciência no Brasil foi de R$ 7,8 bilhões. A presidente da SBPC teme que o corte afete programas importantes, como o Ciência sem Fronteira, por exemplo, que prevê até 2014 a concessão de 75 mil bolsas para formação no exterior.


Não é de hoje que a SBPC se manifesta sobre esse assunto. Em junho do ano passado, a entidade e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam carta à presidente da República Dilma Rousseff manifestando sua apreensão pelo fato de as áreas de C,T&I não constarem dos megadesafios da proposta do Plano Plurianual (PPA) do quadriênio 2012-2015, que foi elaborada pelo Ministério do Planejamento. Após essa manifestação, a proposta foi alterada em favor da C,T&I.


Em janeiro último, em outra carta encaminhada ao Planalto, a SBPC e ABC manifestaram sua expectativa de que a escolha no novo ministro da C,T&I, com a saída de Aloizio Mercadante, fosse feita com base em critérios técnicos. No texto, as entidades enfatizaram a necessidade de se manter os investimentos na área, de modo a atender as metas previstas na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação - 2012-2015, e assim alcançar ao final desse período investimentos em pesquisa e desenvolvimento da ordem de 1,8% do PIB.


No início deste mês, temendo novos cortes, a SBPC encaminhou novamente uma carta à presidente manifestando seu temor, apontando as possíveis consequências, e solicitando que a área de C,T&I fosse poupada dos cortes no orçamento federal deste ano.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Contag cobra do governo federal políticas para os assalariados rurais - Portal CTB

Contag cobra do governo federal políticas para os assalariados rurais

Na manhã dessa quarta (29 de fevereiro) a direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag) esteve reunida em audiência com o ministro Gilberto Carvalho para entrega da pauta de reivindicações do movimento sindical para a 1ª Mobilização Nacional dos Assalariados e Assalariadas Rurais, que acontece nos dias 19 e 20 de março, em Brasília, com cerca de cinco mil trabalhadores rurais de todo o país. Acompanhando todo o processo de discussão também estiveram presentes ao encontro o secretário de Política Agrária da Contag, William Clementino; de Jovens Trabalhadores Rurais, Elenice Anastácio e de Finanças e Administração, Aristides Santos.
O documento, uma pauta geral contendo 25 itens, tem como demanda principal a criação de uma Política Nacional para os Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Entre os demais, 13 são tidos como pontos emergenciais para os trabalhadores(as). Neles, a Contag pressiona o Governo federal em torno de questões ligadas à aprovação da PEC 438/2004, que dispõe sobre a expropriação de terra quando constatado trabalho escravo; concessão do registro sindical; atualização das informações das entidades sindicais; jornada de 40 horas semanais; qualificação para 400 mil trabalhadores assalariados; simplificação da formalização dos contratos do trabalho rural de curta duração; habitação; contrato-safra; regularização do trabalho nos casos de atividades rurais extenuantes e desgastantes; fim da pulverização aérea por agrotóxicos; a proibição imediata de nove ingredientes ativos; o direito ao Programa de Integração Social – PIS e a garantia do seguro-desemprego para contratos por prazo determinado.
Os eixos temáticos da pauta de reivindicações entregue pelos assalariados (as) ao ministro versam sobre a melhoria das condições de vida e de trabalho no campo, combate à informalidade, saúde e segurança do trabalhador (a) rural e universalização dos direitos.
O presidente da CONTAG, Alberto Broch, aproveitou a ocasião para lembrar que alguns pontos da pauta dos assalariados são comuns aos do Grito da Terra Brasil – GTB. E fez também uma dura crítica em relação ao cadastramento do segurado especial pelo patronato: “Para nós, isso é uma afronta. Há uma reação muito forte de nosso povo. Temos a clareza de que patrão não representa trabalhador e que apenas os sindicatos de trabalhadores rurais devem fazer esse cadastramento”.
Antonio Lucas, secretário de Assalariados e Assalariadas Rurais da CONTAG registra que a mobilização dos assalariados é um marco histórico na CONTAG. “Fortalecemos a agricultura familiar, criamos políticas públicas importantes e, agora, retomamos a discussão sobre os cerca de cinco milhões de trabalhadores rurais assalariados, dos quais 70% se encontram na informalidade e o governo nunca nos deu resposta com relação a esse problema”. Lucas fez também críticas ao citar o trabalho escravo: “É inadmissível imaginar que num país com as dimensões do Brasil ainda aconteçam práticas da época da colonização e, pior, patrocinadas pelo governo (referindo-se ao financiamento do BNDS ao agronegócio). O governo precisa regularizar essa situação”.
Ao término da reunião Antonio Lucas fez uma convocação: “Nossa base quer que a coordenação de todo o processo de negociação da pauta de reivindicações seja feita pelo ministro Gilberto Carvalho”. Demonstrando estar sensibilizado com a situação, o ministro encaminhou à sua assessoria muitas das questões. Com relação a temas centrais, fez questão de garantir: “Alguns dos assuntos aqui apresentados eu tratarei pessoalmente de discutir com a presidenta Dilma”. Em resposta, o ministro ouviu do secretário da CONTAG que a expectativa da confederação era grande: “Esperamos obter respostas positivas do governo com relação a todos os itens de nossa pauta”.
Fonte: Contag

Fetaemg manifesta insatisfação por despejo da Escola Bontempo

Fetaemg manifesta insatisfação por despejo da Escola Bontempo

A Direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais – Fetaemg, e seus Sindicatos de Trabalhadores Rurais filiados, vem a público declarar sua total indignação quanto ao descaso das autoridades competentes por terem deixado chegar ao despejo da Escola Família Agrícola EFA – BONTEMPO de Itaobim.

A escola abriga 201 jovens matriculados, cursando do 1º ao 3º anos do Ensino Médio Profissional Técnico em Agropecuária. Além disso, atende mais 160 mulheres no projeto ATER-Mulheres, que são capacitadas para prestar assistência técnica em suas lavouras. Acontecem também na escola reuniões do Itavale – Instituto dos Trabalhadores na Agricultura do Vale do Jequitinhonha e reuniões do Território da Cidadania Médio Jequitinhonha.

O Padre Felice Bontempi participou da fundação e concepção da Escola – inclusive sendo homenageado com o nome Bontempo, derivado do seu sobrenome Bontempi, em italiano. Parte do terreno da fundação que ele criou foi cedido em comodato, por tempo indeterminado, para a Associação das Escolas Família Agrícola – EFA/AEFAMBAJE executar o trabalho, iniciado com 35 alunos em 2001. Aos poucos, a escola foi tomando corpo e aumentando sua demanda e a administração ficou ampliada com a participação democrática e ativa da comunidade. Com isso, o Padre Felice ficou incomodado por não ser mais o “dono” das diretrizes educacionais. O projeto de construção coletiva da Escola conta com uma intensa participação de agricultores familiares. A Escola caminhou com suas próprias pernas, com captação de recursos do exterior e do Ministério da Educação, construindo uma excelente estrutura de Escola de Ensino Médio rural, tendo estabelecido convênio de manutenção com a Secretaria de Estado da Educação.

Durante os últimos cinco anos, desde quando recebeu a ordem de despejo, a EFA Bontempo buscou o diálogo não só com o Padre, mas também com diversas autoridades para que ajudassem a encontrar alternativas para que seus alunos não sofressem prejuízos com o despejo: audiência pública na Assembléia Legislativa em 2010, tentativas de conciliação no STJ de Minas Gerais e no Fórum de Medina, além de reivindicar dos poderes públicos do Estado e do Município de Itaobim, a desapropriação por interesse público da área da escola mas, a omissão foi flagrante.

Os trabalhadores e alunos com seus familiares, responsáveis por este projeto, já afirmaram que “dali não saem”. Esperamos que as providências sejam tomadas para evitar conflitos mais graves. Não seria o momento de o Estado tomar uma atitude e desapropriar aquela área para fins sociais, uma vez que a Prefeitura local não atendeu a mais este apelo dos trabalhadores? Esse é o quadro dramático da situação. Onde a Escola abrigará 201 alunos, material pedagógico, todo o aparato conseguido nesses 10 anos de funcionamento, além dos pequenos animais da mini fazenda que fazem parte do processo de aprendizado coletivo? Por que o Padre Felice quer a área da escola? Por que seus interesses particulares, não confessáveis, devem sobrepor aos da comunidade? Aonde ele quer chegar com essa queda de braço? Mas, a pergunta mais importante é: onde foi parar os princípios Cristãos de solidariedade, justiça e dedicação às causas dos pobres do Padre Felice? Nós, os trabalhadores rurais, representados por suas entidades, oriundos em sua maioria de movimentos de base de Igrejas Cristãs, exigimos respeito!

Direção da Fetaemg

Fonte: Fetaemg

CTB lança campanha nacional em defesa da unicidade sindical

CTB lança campanha nacional em defesa da unicidade sindical
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (1º), uma campanha inédita, de abrangência nacional, em nome da unicidade sindical. A partir da publicação de uma série de materiais de comunicação, como anúncios em jornais, outdoors, publicidade em ônibus, na internet e nas redes sociais, a Central espera promover um debate a respeito do fortalecimento do movimento sindical e da classe trabalhadora.

“Na condição de uma central sindical classista, sentimos que era necessário promover esse debate. No entanto, entendemos que esse debate não deve se restringir à unicidade versus pluralidade. Precisamos ir além”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

A campanha tem como destaque a bandeira da unicidade sindical, mas ela está permeada por um mote muito claro: a necessidade de o Brasil alcançar um padrão mais elevado de desenvolvimento, a partir da valorização do trabalho e da distribuição de renda.

A partir dessa premissa, a CTB decidiu direcionar sua campanha aos dirigentes sindicais de todo o país. Para Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da Central é preciso se contrapor de uma maneira firme em relação àqueles que lutam contra a pluralidade e a divisão dos trabalhadores.

“A CTB traz a público esta campanha em defesa da unicidade sindical como um grito preso na garganta. São muitos os que tentam dividir a classe trabalhadora, como o DEM e o PSDB, além de centrais sindicais equivocadas, entre outros. Os trabalhadores exigem sindicatos fortes e estão imbuídos da importância de financiarem sua própria organização”, afirmou Navarro.

Sindicatos fortes

A CTB, desde sua fundação, defende a manutenção do Artigo 8º da Constituição Federal, que, entre outros pontos importantes, garante a unicidade e a contribuição sindical. Sua posição é clara: a unicidade é uma proteção legal e um freio para a fragmentação dos sindicatos, ao garantir uma única organização por base territorial.

“Um sindicato forte não pode ser dividido. E, para que seja forte, precisa ser custeado pela classe trabalhadora, por meio da contribuição sindical”, defende Wagner Gomes.

Participe da campanha!

A partir de 1º de março, é importante que todos os sindicatos filiados à CTB participem dessa discussão sobre a unicidade. Isso pode ser feito por meio da distribuição de materiais em cada base.

Além disso, todos podem participar dessa discussão por meio das redes sociais na internet. Basta curtir no Facebook a página da Unicidade Sindical, seguir o perfil da Campanha no Twitter (@unicidadectb) e acompanhar o canal de vídeo no YouTube (Unicidade Sindical). Se preferir, envie sugestões para o endereço unicidadesindical@portalctb.org.br . Participe!

Portal CTB

A guerra cambial é um subproduto da crise do capitalismo - Portal Vermelho

A guerra cambial é um subproduto da crise do capitalismo - Portal Vermelho

O Banco Central Europeu (BCE) acaba de despejar mais 529 bilhões de euros no sistema financeiro da União Europeia, em socorro a centenas de bancos abalados pela crise da dívida na região. Os efeitos da iniciativa para a zona do euro são duvidosos e contraditórios. Mas não é difícil avaliar o que significa para a economia mundial. É mais lenha na fogueira da guerra cambial.

Por Umberto Martins*


Não é a primeira vez que o recurso é usado. Em dezembro do ano passado, 523 bancos puderam desfrutar da derrama de 489 bilhões de euros feita pelo BCE. O Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) também se valeu do mesmo expediente, através da política designada de relaxamento quantitativo.

Trilhões para os bancos

A experiência sugere que este tipo de medidas, muito conveniente aos bancos e grandes capitalistas, embora provoque espasmos de euforia nas bolsas, em pouco ou nada contribui para a recuperação do emprego e da produção. No caso da Europa, muito menos, visto que a recessão não se explica apenas pela anarquia dos mercados; é antes uma obra-prima da política neoliberal, ditada pela troika (FMI, BCE e UE), especialmente nos países endividados como Grécia, Portugal, Espanha e Itália, entre outros.

EUA e Europa já injetaram mais de 5 trilhões de dólares no sistema financeiro desde 2008, sem contar as generosas contribuições do erário, também na casa dos trilhões, que resultaram em crises das dívidas dos dois lados do Atlântico. A zona do euro está estagnada, com muitos países em recessão, e uma taxa média de desemprego superior a 10%. Os EUA, onde tudo começou, continuam com elevados índices de desocupação, apesar dos sinais de recuperação. A combinação da expansão monetária com arrocho fiscal não favorece a recuperação.

Efeitos colaterais

Já os efeitos colaterais das emissões realizadas pelos dois maiores bancos centrais do planeta não se restringem às fronteiras do velho continente e dos EUA. São sensíveis e deletérios em quase todo este vasto mundo. Emissões sem lastro na produção têm impacto inflacionário e, no caso, causam forte instabilidade nos mercados de moedas (câmbio).

Traduzem, efetivamente, uma política deliberada de desvalorização tanto do euro quanto do dólar.

O excesso de liquidez que resulta da política monetária expansiva é uma arma de destruição em massa na guerra cambial e esta se revela, por consequência, um subproduto da crise mundial do capitalismo e da ordem imperialista hegemonizada pelos EUA.

Parte significativa dos trilhões liberados para os bancos flui para o exterior sob diversas modalidades de investimento externo. Como de praxe no movimento do capital, este migra em busca do lucro máximo e a oportunidade deste lucro, no momento, não está em casa, onde impera a crise, mas na Ásia e em países emergentes.

Política cambial


O Brasil é uma das vítimas desta migração, mas devemos atribuir parte da culpa ao viés neoliberal da política econômica. O dinheiro tomado a custo zero na Europa e nos EUA ingressa em nosso território para especulação com taxas de juros (que são, lembremos, as mais altas do mundo) e câmbio, entre outras coisas. Os investidores se beneficiam da política de câmbio flutuante e da ampla liberdade concedida ao fluxo de capital estrangeiro. O resultado final disto é a valorização do real e o avanço da desindustrialização da economia nacional.

A instabilidade dos mercados de câmbio e a guerra cambial refletem os desequilíbrios insustentáveis da ordem (ou desordem) monetária internacional, ainda liderada pelo chamado padrão dólar flexível. Em médio prazo isto coloca a necessidade de uma nova moeda mundial (ou novas moedas), mas esta não é uma questão que se resolve da noite para o dia; tende a se arrastar por longos anos e não é em nada pacífica. Os desequilíbrios são visíveis especialmente nos déficits comercial e em conta corrente dos EUA e União Europeia (esta última apesar do elevado superávit alemão).

A China consegue se proteger do dilúvio de dólares e euros com uma política de câmbio administrado e controle do fluxo de capitais, o que desperta reações irritadas e também cínicas dos imperialistas estadunidenses e europeus. Eles acusam os chineses de manipular o câmbio, mas tratam de obscurecer o fato de que a política monetária expansiva que aplicam conduz à depreciação descarada de suas moedas e é a principal força motriz da guerra cambial.

O Brasil poderia seguir o caminho bem-sucedido da China, em vez de permanecer prisioneiro do câmbio flutuante, adotado como um dogma desde a carta aos banqueiros assinada por Lula em junho de 2002, e fazer coro ao império contra os chineses neste tema. As medidas relacionadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) são paliativas e claramente insuficientes para fazer frente à guerra cambial, apreciação do real e desindustrialização.

*Umberto Martins é jornalista

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Homem sou belo Macho sou forte, poeta sou altíssimo" - Poema para todas as mulheres - Vinicius de Moraes

Projeto Releituras - Os melhores textos dos melhores escritores
Poema para todas as mulheres - Vinicius de Moraes

No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o cântico [dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!


Poema extraído do livro "Vinicius de Moraes — Poesia completa e Prosa", Editora Nova Aguillar — Rio de Janeiro, 1998, pág. 262
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Netinho está no páreo e nega acordo para ser vice - Portal Vermelho

Netinho está no páreo e nega acordo para ser vice - Portal Vermelho

Em entrevista à Rádio CBN na manhã desta quinta-feira (1º/3), o pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula, reforçou que o Partido não abrirá mão da candidatura majoritária no pleito deste ano. Netinho lembrou que historicamente o PCdoB sempre foi aliado do PT — partido com o qual mantém importantes relações políticas —, mas que é chegada a hora da “independência do Partido” na capital.

Por Mariana Viel


O pré-candidato comunista disse que a iniciativa de lançar candidaturas próprias em São Paulo, assim como em outras grandes capitais brasileiras nas eleições desse ano, é uma decisão do Comitê Central do Partido. Atualmente, as pesquisas de intenção de voto indicam que Netinho tem 13% da preferência do eleitorado paulistano. Segundo ele, esse é um esforço do PCdoB em todo o país para reforçar os ideais que a legenda defende desde sua fundação há 90 anos — comemorados no próximo dia 25 de março.

Netinho reiterou que não existem negociações para que o PCdoB assuma a vice na chapa do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), e que não trabalha com essa possibilidade. Ele afirmou que o Partido defende a criação de uma terceira via na capital paulistana, alternativa à polarização entre o PSDB-PSD , por um lado, e o PT por outro. Para Netinho, esta alternativa deve aportar novas propostas de desenvolvimento. “Temos mantido conversas com outras lideranças e forças que queiram compor e participar dessa terceira via”.

Eleito em 2008 vereador de São Paulo, com mais de 84 mil votos, Netinho falou de sua atuação na Câmara. Em resposta a um ouvinte, ele disse que devido à sua popularidade artística foi eleito com um forte apelo para a área da Cultura, mas que sua atuação parlamentar inclui demandas voltadas à população jovem, educação e capacitação profissional. Ele ressaltou ainda a participação nas comissões de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude; de Finanças e de Educação.

Um dos pontos centrais do programa de governo de Netinho Paula para São Paulo — que ainda está em fase elaboração — será a redução das desigualdades sociais, culturais e de oportunidades entre a região central da capital e a periferia. Ele afirmou que “a cidade cresceu de forma desorganizada” e que diariamente cerca de 3,5 milhões de pessoas são obrigadas a se deslocar para o centro da cidade em busca de emprego, educação, atendimento médico e cultura.

Para o pré-candidato comunista, é necessário promover a descentralização dos serviços essenciais e criar incentivos para que empresas ofereçam novas oportunidades em outras regiões da capital, principalmente na periferia da cidade — assegurando a todos os paulistanos mais qualidade de vida. Netinho lembrou que durante mais de 20 anos usou os serviços públicos de transporte, educação e saúde, que conhece de perto as carências e demandas dessas áreas.

Em resposta ao colunista Juca Kfouri, Netinho falou sobre a polêmica da agressão à sua ex-mulher, sete anos atrás. Ele afirmou que o que incidente foi “um ato covarde”, que se envergonha de ter se envolvido nessa situação e que já se desculpou publicamente inúmeras vezes sobre o ato. Segundo ele, o contato estreito com o próprio Movimento de Mulheres do PCdoB o ajudou a compreender erro.

Netinho disse que pretende se tornar o “prefeito da oportunidade”. O pré-candidato comentou os resultados da pesquisa divulgada pelo Movimento Nossa São Paulo, no início deste ano, que revela que 56% dos paulistanos abandonariam a capital se tivessem oportunidade. “Quero que a juventude se orgulhe da cidade em que vive. Que as escolas voltem a ter fanfarras, que tenham quadras cobertas e piscinas. Que esse volte a ser um equipamento público referência para a população”.

Chávez manda recado pelo Twitter: "Viveremos e venceremos"! - Portal Vermelho

Chávez manda recado pelo Twitter: "Viveremos e venceremos"! - Portal Vermelho

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enviou uma mensagem através da rede social Twitter na qual saudou os venezuelanos e assegurou: “Viveremos e venceremos!”


“Muito boa noite, meus queridos compatriotas! Aqui vou, levantando voo como o Condor! Mando-lhe todo o meu amor supremo! Viveremos e venceremos!” – escreveu através de sua conta @chavezcandanga.

Minutos mais tarde confirmou que estava vendo o programa “Contragolpe” da Venezuelana de Televisão: “Estou vendo vocês, minhas queridas Vanessa e Gabriela! Que bom programa!”, disse, referindo-se às jornalistas que participam.

Chávez se recupera plenamente após ser submetido a uma cirurgia em Cuba na qual foi removida uma lesão na região pélvica, onde já tinha sido tratado por câncer, disse antes o vice-presidente Elas Jaua.

O vice-presidente declarou na Venezuelana de Televisão que conversou por telefone com Chávez, que enviou suas saudações “com voz firme, enérgica e vitoriosa” aos venezuelanos.

“Comente com todo o povo e todos os companheiros que conversamos e que estou em pleno processo de recuperação”, informou Jaua sobre o que lhe disse Chávez, que o aconselhou também a contar com a Assembleia Nacional e o governo em geral “para avançar politicamente e na realização das grandes missões”, mencionando especialmente a missão Saber e Trabalho.

Jaua também disse que Chávez destacou o anúncio do ministro do Petróleo e Mineração, Rafael Ramírez, a respeito da construção de um oleoduto de 36 polegadas, no estado de Monagas, para transportar 120 mil barris de petróleo.

“O presidente reiterou seu agradecimento pelo imenso amor de seu povo e de todos os povos do mundo. Disse-me para comentar com todo o povo que conversamos e que ele está em pleno processo de recuperação.” Jaua informou que Chávez se despediu dizendo: “Viveremos e venceremos!”.

Na terça-feira (28), o vice-presidente leu um comunicado perante a Assembleia Nacional detalhando que foi removida completamente uma nova lesão na região pélvica e que nos próximos dias se saberá se era cancerígena ou não.

Fonte: Cubadebate

Inácio Arruda fala sobre a disputa eleitoral em Fortaleza - Portal Vermelho

Inácio Arruda fala sobre a disputa eleitoral em Fortaleza - Portal Vermelho

Em entrevista publicada na coluna do jornalista Felipe Patury, da revista Época On-line, o senador Inácio Arruda (PCdoB) fala sobre as eleições deste ano em Fortaleza; os objetivos do PCdoB e a relação do seu partido com o PT. Abaixo o Portal Vermelho publica a entrevista do parlamentar cearense.


O senador Inácio Arruda (PCdoB) é o pré-candidato mais lembrado atualmente pelo eleitor na disputa de Fortaleza. Deputado federal por três mandatos seguidos, ele tentou por três vezes (1996/2000/2004) comandar a Prefeitura da capital cearense, antes de se eleger senador em 2006. Agora, se apresenta mais uma vez à disputa, seguindo a estratégia dos comunistas de crescer nas capitais e grandes cidades. “A eleição é o momento em que se está mais perto do eleitor, em que se pode explicar um programa”, afirmou Arruda, em entrevista ao jornalista Marcelo Osakabe.

Coluna Felipe Patury: O senhor será candidato à prefeitura de Fortaleza?
Inácio Arruda: O PCdoB tomou a decisão de ter candidatura na capital, mas ainda não indicou o nome. Além de mim, há o deputado Chico Lopes.

Coluna Felipe Patury: Por que o PCdoB não comporá chapa com o PT, como nas últimas eleições?
Inácio Arruda: Olhe, participamos de uma frente muito ampla, que deu sustentação aos dois mandatos de Lula e que elegeu Dilma. O PT é o centro dessa aliança, e tem em suas mãos a Presidência da República. O PCdoB decidiu por uma estratégia de crescimento neste ano. Passamos anos tentando crescer pela via parlamentar, mas enxergamos agora que isso se dará via eleições majoritárias. A eleição municipal é um espaço privilegiado, é o momento em que se está mais perto do eleitor, se pode explicar melhor o programa.

Coluna Felipe Patury: Como o senhor enxerga o desafio de vencer uma aliança da prefeita Luizianne Lins (PT) com o governador Cid Gomes (PSB)?
Inácio Arruda: Esses arranjos não estão definidos. O PT ainda não escolheu candidato. A discussão de alianças ainda é informal, porque não se tem os nomes e é em torno de nomes que se fazem as alianças.

Coluna Felipe Patury: E que partidos vocês procuraram?
Inácio Arruda: Estivemos com Cid. Conversamos com o PMDB, inclusive com o presidente regional e municipal do partido. Estivemos também com partidos menores, porém importantes na aliança do estado e na nacional. E conversamos com delegados do PT. Tanto nacional como localmente, o PT compreende nossas razões. Se você não cresce, sua opinião fica menos relevante.

Coluna Felipe Patury: O senhor tem afirmado com frequência que o problema de Fortaleza é o planejamento.
Inácio Arruda: Esse é um problema que vem de longe. Tínhamos uma instituição de planejamento, que foi liquidada em 1997. Desde então, ficamos sem um órgão publico que concentrasse o debate. Isso tem impacto na questão do trânsito. O transporte metroviário é responsabilidade do estado, mas deveria ter um mínimo de coordenação com o rodoviário, que é da Prefeitura. Não há essa interface porque o planejamento foi esquecido. O projeto do Maranguapinho é outro exemplo. Ele é bem conduzido pelo governo do estado, porque o município deu pouca atenção. Transporte, habitação, investimentos, tudo tem que ser pensado de forma ampla. O método usado de 1997 até hoje levou Fortaleza a perder oportunidades.

Coluna Felipe Patury:
Qual a avaliação da gestão da prefeita Luizianne?
Inácio Arruda: Fizemos, primeiro numa Secretaria Regional, depois na do Turismo, o máximo que poderíamos ter feito. Atuamos na área de habitação. Conseguimos R$ 1 bilhão em investimentos para a diminuição das áreas de risco. Pleiteamos e conseguimos investimentos para programas de desenvolvimento turístico, recuperação da orla e do centro. Fortaleza precisa da ajuda do governo federal, e isso torna a questão do planejamento mais importante.


Fonte: Época on-line

A quem interessa a Guerra Fria em São Paulo? - Oportuno, lúcido e bem escrito artigo de Fernando Borgonovi -Portal Vermelho

A quem interessa a Guerra Fria em São Paulo? - Portal Vermelho

Permitam-me abusar da obviedade, mas abro estas linhas esclarecendo que, em 2012, São Paulo elegerá um prefeito. E mais: São Paulo só quer e só precisa mesmo disso: um prefeito.


Repor o óbvio se faz necessário diante do contorcionismo que se tem visto desde que José Serra resolveu, mais uma vez na undécima hora, entrar na corrida pela prefeitura. Onze em cada dez analistas se apressam a vaticinar que a disputa está fadada a ser "nacionalizada" e "polarizada entre PT e PSDB", pois seria uma espécie de "terceiro turno" da presidencial.

Ninguém desconhece a importância política da eleição paulistana. É a maior cidade do país sob todos os aspectos - econômico, populacional e eleitoral - e é berço das maiores forças políticas do país, da situação e da oposição.

Mas daí a concluir que a agenda nacional predominará na eleição vai um bom pedaço. E, pior e mais grave, as forças de esquerda e progressistas não enxergarem que a tal "nacionalização" só serve ao próprio Serra, parece-me erro grotesco de leitura política.

Examinemos melhor os fatos.

Uma cidade real, com problemas concretos

Primeiro, a cidade de São Paulo padece de problemas gravíssimos e que são enfrentados de maneira tímida pelo poder municipal. No último Datafolha de 2011, chamam a atenção alguns dados de percepção dos moradores sobre a cidade. Com notas entre 0 e 10, vê-se que a qualidade de vida é a preocupação primeira da população.

A acessibilidade para deficientes recebe a nota mais baixa entre os quesitos pesquisados, com média de 2,7. Áreas e equipamentos de esporte e de cultura também são reprovados pela maioria, notas 3,9. Eventos e atividades para jovens e para a terceira idade são criticados, 3,6 e 3,4, respectivamente.

Problemas mais estruturantes também aparecem com força. A segurança recebe apenas 3,8 de nota média, a quantidade de hospitais públicos 3,9, o trânsito 4,8 e a limpeza urbana, 5.
Da pesquisa feita pelo instituto Nossa São Paulo, basta um dado estarrecedor para evidenciar o tamanho do desafio que teremos no debate eleitoral: 56% dos moradores da cidade, se pudessem, se mudariam.

Ou seja: será possível que um município com tantos problemas a serem resolvidos e com tanto potencial econômico e para se desenvolver pode se dar ao luxo de fazer da campanha eleitoral municipal um "terceiro turno" da nacional? Ou ainda, muito embora haja o empenho de PT e PSDB em "nacionalizar" a disputa, será que se lembraram de combinar com o povo? Desconfio que não.

Não morder a isca de José Serra

O maior beneficiário da "nacionalização" e da "polarização" da eleição paulistana tem nome, RG e CPF: José Serra. Essa espécie de Guerra Fria que fossiliza a política por essas plagas tem servido ao propósito de levar a vitória para o campo conservador, pelo simples fato de que aqui a força hegemônica não é o PT, mas sim o PSDB.

Daí que o movimento feito inicialmente por Kassab, ao se aproximar do campo organizado em torno do governo Dilma, foi e é tão importante. Consolidar e explorar essa fissura seria vital para almejar vencer na capital e no estado, em 2014.

No entanto, a falta de convicção para fazer tal aposta proporcionou que a candidatura Serra reagrupasse, ao menos momentaneamente, Kassab e PSDB. Mas não se pense que existe uma recomposição simples e automática entre os objetivos de Kassab, Serra e Alckmin. Duas provas disso são as diversas alianças que o PSD subscreve com forças que compõem o campo Dilma em todo o estado e que persistem, apesar da nova configuração na capital, e o racha interno no PSDB quanto às prévias.

A "nacionalização" serve ainda mais uma vez a Serra por mantê-lo no jogo - inclusive para a disputa presidencial - em caso de vitória. Afinal, a ele coube o papel de ir para o "sacrifício" em 2012 para reagrupar o campo conservador, impedir que o PSD fosse definitivamente para os braços do PT e, principalmente, garantir o enclave oposicionista na cidade.

Ademais, o discurso de evitar uma concentração excessiva de poder nas mãos de um partido, no caso o PT, já pegou em São Paulo em eleições passadas, dando a vitória aos tucanos.

Vê-se que cair nessa esparrela, já no primeiro turno, é jogar no campo do adversário.

O PCdoB tem compromisso com a cidade

Desde o início, quando foi colocada a candidatura de Netinho de Paula, o PCdoB tem demonstrado compromisso com o povo de São Paulo e não com travar a luta política apenas para demarcar posição. Por isso, Netinho tem percorrido a cidade junto com a militância comunista, se aprofundado nos problemas que afligem os bairros mais pobres e se esforçado para elaborar propostas que os contemplem.

Outra posição, de ir a reboque de outros projetos ou de reforçar ainda mais a polarização que nada traz a São Paulo, talvez fosse mais cômoda, especialmente para quem compreende a política como uma eterna Guerra Fria.

Mas isso pouco ajudaria as 11 milhões de almas que vivem e constroem, diariamente, a maior cidade do Brasil.

Fernando Borgonovi é secretário de Comunicação do PCdoB-SP

Governo determina punição de militares por ataques a Dilma - Portal Vermelho

Governo determina punição de militares por ataques a Dilma - Portal Vermelho

O governo determinou aos comandantes das Forças Armadas que os militares da reserva que assinaram nota com ataques à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Defesa, Celso Amorim, sejam punidos com advertência por ato de insubordinação.


Em nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", divulgada nesta segunda (27), os militares desafiam a autoridade de Dilma, comandante suprema das Forças Armadas. Mais uma vez, os militares desrespeitam o artigo 84 da Constituição Federal – que diz que compete privativamente ao presidente da República exercer o comando supremo das Forças Armadas.

Os oficiais reafirmaram ataques feitos por clubes militares a Dilma e disseram não reconhecer a autoridade de Amorim. No último dia 16 de fevereiro o clube de militares publicou um texto em desagravo à presidente Dilma, em função de recentes declarações das ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e das Mulheres, Eleonora Menicucci, sobre a busca pela verdade dos crimes ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985).

Os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica receberam do ministro ordem para "dar uma reprimenda" nos mais de 150 signatários da nota. Cada Força tem seu regulamento, mas, em geral, a punição vai de advertência à expulsão – o que o governo não considera ser o caso.

Mesmo fora da ativa, os militares estão sujeitos à hierarquia das Forças, das quais Dilma e Amorim são os chefes máximos. Nesta quarta (29), mais oficiais da reserva aderiram à nota. Ela reafirma o teor de outra, do dia 16, na qual os clubes militares fizeram críticas a Dilma.

O texto da primeira nota diz que Dilma se afasta do papel de estadista ao não "expressar desacordo" a declarações de ministras e do PT favoráveis à investigação de fatos ocorridos na ditadura.

A insatisfação dos militares tem como ponto central a criação da lei da Comissão da Verdade – sancionada pela presidente Dilma em 18 de novembro do ano passado. Mesmo sem o poder de punir os responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura, a comissão causa repúdio em alguns militares – que temem um dia serem obrigados, mesmo que moralmente, a se responsabilizar publicamente pelos crimes por eles protagonizados nos anos de chumbo.

O manifesto dos militares da reserva, além de ato de insubordinação, é um arreganho da direita, uma tentativa de retrocesso antidemocrático, uma provocação para tentar desestabilizar o país.


Da Redação,
com informações da Folha de S. Paulo

Líbia 50.000 mortos (Legendado) Domenico Losurdo

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