Quem quer dar a mão pra Bolsonaro? pic.twitter.com/nnk6d5SEaZ— Manuela (@ManuelaDavila) April 30, 2020
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sexta-feira, 1 de maio de 2020
Quem quer dar a mão pra Bolsonaro? Manuela Dávila no Twitter - Vídeo mostra militares protegendo-se do coiso e do COVID 19
terça-feira, 26 de março de 2019
Unir o Brasil e rejeitar as provocações do Desgoverno Bolsonaro - Paulo Vinícius Silva
O mais novo factóide do presidente fakenews visa a colocar uma cunha entre o povo e suas Forças Armadas. Por isso, logo depois de humilhar o Brasil diante do governo dos EUA, vem com esse papo de querer "comemorar" a ditadura de 1964. Ele pensa que o povo é bobo, que já não entendeu suas jogadas pra mudar de assunto porque faz besteiras. Não entrego de mão beijada as nossas Forças Armadas de hoje a esses que lambem as botas estadunidenses de Trump, envergonhando a Nação Brasileira. Lembro do nosso Hino da Independência, que une nossa #BravaGente e as nossas FFAA.
Esse provocador ri de si e de nós, vai visitar a CIA, como um babão pateta de Trump, e agora quer mudar de assunto, pensa que esquecemos que ele não representa bem nosso país, nem a nacionalidade, que pouco se lixa pra nossa soberania #Brasileira . Ele não apoia as FFAA em seu sentido estratégico sagrado: defender o Brasil.
É por isso que o ridículo promove essa distorção atroz do papel das FFAA. Para um entreguista, as forças armadas precisam ser reduzidas a segurança de grã fino e de gringo - capitão do mato. Mas desde o século XIX nosso Exército se negou a ser a repressão de seu povo escravizado. Disse o Clube Militar à Princesa Isabel, lá em 1887*: "que o Governo Imperial não consinta que (...) os soldados sejam encarregados da captura dos pobres negros que fogem à escravidão, ou porque viam já cansados de sofrer os horrores, ou porque um raio de luz de liberdade lhes tenha aquecido o coração e iluminado a alma". Ora, colocar as FFAA contra o povo é servir ao interesse estrangeiro e mesquinho da casa grande. Defender o Brasil é defender o seu povo. E quem o ignora não ama o Brasil, quem ama não explora, não entrega, não humilha. Como admitir esse “amor" pelo Brasil que comete a infâmia de querer uma base militar estadunidense em Alcântara, no nosso Maranhão?! Quem ama o Brasil não quer vender o Banco do Brasil, a Caixa, a Petrobras, o Pré Sal, quem ama o Brasil não persegue professoras, cientistas, a universidade brasileira. Não é amor, é um atentado contra o Brasil. #LongeVaTemorServil , denunciemos esses crimes de lesa pátria, que ainda por cima traz ameaças de guerra pra nosso país. Nossa guerra é contra a fome e contra o desemprego!
#OuficaraPatrialivre ou seremos escravizados. Vejam o que significa a destruição de setores industriais inteiros - construção pesada, petróleo e gás, navegação pesada, carnes - e mesmo o agronegócio que foi traído pelo governo! Vejam a crescente primarização do nosso modelo econômico, o rebaixamento do patamar de direitos do povo e como querem rebaixar o valor da força de trabalho! A fome de lucro dos ricos não respeita o gigantesco custo humano e ambiental. Não respeitam nem a gravidez, a lactação, a natureza, a vida das pessoas, para que isso, a quem serve esse massacre dos pobres e dos trabalhadores do Brasil?!
Qual é o sentido de destruir a Previdência dos pobres para alimentar a ganância dos banqueiros que querem se capitalizar com as nossas aposentadorias levando uma geração inteira ao empobrecimento?!
É por essa desmoralização em tempo recorde e pela incapacidade total que esse governo só pode criar briga, e busca colar nos militares. É o desespero. No entanto, é preciso dizer que a participação civil de militares nesse momento do país não se resume a esse governo lamentável, nem se encerrou. É um dado objetivo da realidade. Não devemos separar os militares do seu povo. Não poderemos libertar o Brasil sem nossa capacidade de resistir ao assédio do imperialismo que é brutal. O que ele quer com essa provocação? Opor povo e FFAA. Mas essa oposição é falsa e daninha e não devemos aceitá-la.
Devemos diferenciar quem traiu nosso país de quem é essencial à nossa nação. Não reduzamos as FFAA à visão tacanha de um bajulador de torturadores sobre o Golpe de 64. Nós tivemos a anistia, Tancredo e a Constituição de 1988. Não queremos andar para trás. Percebamos a provocação e a gravidade de um governo de traição nacional, essa força dissolvente, inimiga da unidade da nação brasileira e a serviço da mais perigosa potência estrangeira.
O pacto da Frente Ampla deve unir todos que amamos o Brasil, devemos negar consequentemente a provocação que opõe brasileiros(as) contra brasileiros(as). A oposição é entre Brasileiros(as) contra banqueiros e seus patrões gringos. Queremos saber é do Brasil, do nosso povo, nossos irmãos e irmãs brasileiros que sofrem abandonados. E fora todos que vendem e destroem o país, deixando o povo na miséria. Nós não vamos viver em Miami. É nosso o viver, o lutar e o #morrerpeloBrasil, que inscrito no hino da Independência revela a verdade: nosso país é nosso destino comum.
Quem trai nosso país não pode tirar a bandeira do Brasil de nossas mãos. Temos de achar o jeito de unir e defender o nosso país, nossa natureza, nosso povo. Esse governo que envergonha o Brasil não pode ser confundido com nossas FFAA que existem para a defesa do Brasil e de seu povo:
Que não esqueçamos nem deixemos esquecer o que é a verdadeira defesa do Brasil:
Brava gente brasileira,
longe vá temor servil.
Ou ficar a pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil!
Ou ficar a pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil!
* VEJA A PETIÇÃO DOS MILITARES PARA QUE O EXÉRCITO NÃO FIZESSE PAPEL DE CAPITÃO DO MATO
Esse provocador ri de si e de nós, vai visitar a CIA, como um babão pateta de Trump, e agora quer mudar de assunto, pensa que esquecemos que ele não representa bem nosso país, nem a nacionalidade, que pouco se lixa pra nossa soberania #Brasileira . Ele não apoia as FFAA em seu sentido estratégico sagrado: defender o Brasil.
É por isso que o ridículo promove essa distorção atroz do papel das FFAA. Para um entreguista, as forças armadas precisam ser reduzidas a segurança de grã fino e de gringo - capitão do mato. Mas desde o século XIX nosso Exército se negou a ser a repressão de seu povo escravizado. Disse o Clube Militar à Princesa Isabel, lá em 1887*: "que o Governo Imperial não consinta que (...) os soldados sejam encarregados da captura dos pobres negros que fogem à escravidão, ou porque viam já cansados de sofrer os horrores, ou porque um raio de luz de liberdade lhes tenha aquecido o coração e iluminado a alma". Ora, colocar as FFAA contra o povo é servir ao interesse estrangeiro e mesquinho da casa grande. Defender o Brasil é defender o seu povo. E quem o ignora não ama o Brasil, quem ama não explora, não entrega, não humilha. Como admitir esse “amor" pelo Brasil que comete a infâmia de querer uma base militar estadunidense em Alcântara, no nosso Maranhão?! Quem ama o Brasil não quer vender o Banco do Brasil, a Caixa, a Petrobras, o Pré Sal, quem ama o Brasil não persegue professoras, cientistas, a universidade brasileira. Não é amor, é um atentado contra o Brasil. #LongeVaTemorServil , denunciemos esses crimes de lesa pátria, que ainda por cima traz ameaças de guerra pra nosso país. Nossa guerra é contra a fome e contra o desemprego!
#OuficaraPatrialivre ou seremos escravizados. Vejam o que significa a destruição de setores industriais inteiros - construção pesada, petróleo e gás, navegação pesada, carnes - e mesmo o agronegócio que foi traído pelo governo! Vejam a crescente primarização do nosso modelo econômico, o rebaixamento do patamar de direitos do povo e como querem rebaixar o valor da força de trabalho! A fome de lucro dos ricos não respeita o gigantesco custo humano e ambiental. Não respeitam nem a gravidez, a lactação, a natureza, a vida das pessoas, para que isso, a quem serve esse massacre dos pobres e dos trabalhadores do Brasil?!
Qual é o sentido de destruir a Previdência dos pobres para alimentar a ganância dos banqueiros que querem se capitalizar com as nossas aposentadorias levando uma geração inteira ao empobrecimento?!
É por essa desmoralização em tempo recorde e pela incapacidade total que esse governo só pode criar briga, e busca colar nos militares. É o desespero. No entanto, é preciso dizer que a participação civil de militares nesse momento do país não se resume a esse governo lamentável, nem se encerrou. É um dado objetivo da realidade. Não devemos separar os militares do seu povo. Não poderemos libertar o Brasil sem nossa capacidade de resistir ao assédio do imperialismo que é brutal. O que ele quer com essa provocação? Opor povo e FFAA. Mas essa oposição é falsa e daninha e não devemos aceitá-la.
Devemos diferenciar quem traiu nosso país de quem é essencial à nossa nação. Não reduzamos as FFAA à visão tacanha de um bajulador de torturadores sobre o Golpe de 64. Nós tivemos a anistia, Tancredo e a Constituição de 1988. Não queremos andar para trás. Percebamos a provocação e a gravidade de um governo de traição nacional, essa força dissolvente, inimiga da unidade da nação brasileira e a serviço da mais perigosa potência estrangeira.
O pacto da Frente Ampla deve unir todos que amamos o Brasil, devemos negar consequentemente a provocação que opõe brasileiros(as) contra brasileiros(as). A oposição é entre Brasileiros(as) contra banqueiros e seus patrões gringos. Queremos saber é do Brasil, do nosso povo, nossos irmãos e irmãs brasileiros que sofrem abandonados. E fora todos que vendem e destroem o país, deixando o povo na miséria. Nós não vamos viver em Miami. É nosso o viver, o lutar e o #morrerpeloBrasil, que inscrito no hino da Independência revela a verdade: nosso país é nosso destino comum.
Quem trai nosso país não pode tirar a bandeira do Brasil de nossas mãos. Temos de achar o jeito de unir e defender o nosso país, nossa natureza, nosso povo. Esse governo que envergonha o Brasil não pode ser confundido com nossas FFAA que existem para a defesa do Brasil e de seu povo:
Que não esqueçamos nem deixemos esquecer o que é a verdadeira defesa do Brasil:
Brava gente brasileira,
longe vá temor servil.
Ou ficar a pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil!
Ou ficar a pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil!
* VEJA A PETIÇÃO DOS MILITARES PARA QUE O EXÉRCITO NÃO FIZESSE PAPEL DE CAPITÃO DO MATO
http://www.robertorequiao.com.br/veja-peticao-dos-militares-para-que-o-exercito-nao-fizesse-papel-de-capitao-do-mato/
sábado, 3 de março de 2012
Mauro Santayana: O êxito do Brasil e os perigos da hora - Portal Vermelho
Mauro Santayana: O êxito do Brasil e os perigos da hora - Portal Vermelho
Em um de seus inquietantes paradoxos, Chesterton compara dois grandes santos da Igreja, para mostrar que o temperamento antagônico de ambos conduzia a um resultado comum. “São Francisco – dizia o autor de Ortodoxia – era a montanha, e São Domingos de Gusmão, o vale, mas, o que é o vale, senão a montanha ao contrário?”
Por Mauro Santayana, em Carta Maior
Em termos lógicos, e nisso o pensador católico foi mestre, o côncavo e o convexo se completam, como as duas partes de uma esfera oca. Seguindo o mesmo raciocínio, a ascensão e a queda, das pessoas, das empresas e – com mais propriedade – das nações, são duas categorias que se integram, no todo histórico. É preciso administrar a ascensão pensando na queda e ver, na queda, a oportunidade de repensar os métodos a fim de recuperar a ascensão.
Tudo indica que o Brasil se encontra em ascensão, mas é preciso ver esse momento com as necessárias cautelas. O mundo passa por um desses espasmos históricos bem conhecidos no passado. A Europa está atônita, daí a sua tentativa de, na demonização dos paises muçulmanos, de cujo petróleo depende, criar um inimigo externo que una os seus países, historicamente adversários. Mas, ainda assim, a crise econômica promovida pela licença de caça que seus governos deram aos bancos, continua a dividi-los.
Ainda que 25 paises tenham concordado com a política de arrocho fiscal determinada pela Alemanha, com o apoio da França, a Inglaterra e a Tchecoslováquia negaram sua assinatura. Os países que engoliram a pílula, começam a cuspi-la de volta, conforme a reação de Rajoy, da Espanha, solicitando flexibilidade na adoção das medidas recessivas, qualquer sinal de solidariedade do grupo. O primeiro ministro anunciou em Bruxelas que só pode prometer a redução do déficit público a 5,8 do PIB. E já surgem divergências entre a Alemanha e o Banco Central Europeu.
A Segunda Guerra Mundial foi um excelente negócio para os Estados Unidos, que dela emergiram como a grande potência hegemônica. Agora, no entanto, alguns dos paises que dela participaram e que contribuíram para a vitória com sangue, começam a sair do círculo de giz, e a constituir uma nova realidade planetária. Muitos desses países, como a Índia e a China, foram impiedosamente colonizados pela Europa, até meados do século 20. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul constituem novo pólo de poder, que está atraindo outras nações africanas e asiáticas.
Não se trata, ainda, de uma aliança política. São países bem diferentes, com visões de mundo claramente distintas, mas conscientes de que, se souberem interagir de forma pragmática – no respeito mútuo aos mandamentos de autodeterminação – serão capazes de se defenderem dos projetos de novo domínio anglo-saxão sobre a humanidade.
Durante a Guerra Fria, o pretexto para a intervenção dos Estados Unidos e da Grã Bretanha nos países periféricos era o do combate ao comunismo. Qualquer ação desses países, em sua política interna, que significasse a adoção de medidas de desenvolvimento autônomo, como a reforma agrária, a encampação de empresas estrangeiras que ofereciam serviço público de péssima qualidade, e relações comerciais com os paises socialistas, significava uma traição ao sistema ocidental, “democrático” e “cristão”. Assim, os princípios de autodeterminação dos povos e de não intervenção nos assuntos internos dos Estados foram abandonados, embora a retórica das Nações Unidas continuasse a proclamá-los.
Sendo assim, a América Latina - considerado território de caça de Washington - foi invadida por tropas americana ou por mercenários armados pelos Estados Unidos diversas vezes, isso sem falar na ação ostensiva e clandestina de seus agentes, na preparação dos golpes militares violentos, como ocorreu no Brasil, no Chile, na Argentina, entre outros países.
O Brasil vem sendo elogiado pelos seus êxitos na criação de um grande mercado interno, como resultado da política social e do incentivo às atividades econômicas de Lula e Dilma. Ao mesmo tempo, a partir de 1985, conseguimos manter o sistema democrático, com a realização das eleições conforme o calendário, e a alternância no governo de partidos e de pessoas. É uma hora carregada de perigos. Os Estados Unidos, que se encontram em crise, podem cair na velha sedução de usar dos recursos de que ainda dispõem, a fim de cortar o nosso caminho, como fizeram em 1954, no governo Vargas, e em 1964, com Jango. Não podemos permitir que a luta partidária, legítima e necessária, se deixe influir pelos interesses externos.
Sendo assim, o manifesto dos militares contra o governo tem o efeito danoso de estimular os nossos adversários externos, que nele começam a ver o retorno aos confrontos entre civis e militares do passado, dos quais eles souberam aproveitar-se. O documento já está sendo usado em São Paulo, contra a candidatura do PT.
Qualquer movimento que nos divida, como brasileiros, diante das ameaças estrangeiras, deve ser repudiado pelo nosso sentimento de pátria, comum aos civis e militares.
Em um de seus inquietantes paradoxos, Chesterton compara dois grandes santos da Igreja, para mostrar que o temperamento antagônico de ambos conduzia a um resultado comum. “São Francisco – dizia o autor de Ortodoxia – era a montanha, e São Domingos de Gusmão, o vale, mas, o que é o vale, senão a montanha ao contrário?”
Por Mauro Santayana, em Carta Maior
Em termos lógicos, e nisso o pensador católico foi mestre, o côncavo e o convexo se completam, como as duas partes de uma esfera oca. Seguindo o mesmo raciocínio, a ascensão e a queda, das pessoas, das empresas e – com mais propriedade – das nações, são duas categorias que se integram, no todo histórico. É preciso administrar a ascensão pensando na queda e ver, na queda, a oportunidade de repensar os métodos a fim de recuperar a ascensão.
Tudo indica que o Brasil se encontra em ascensão, mas é preciso ver esse momento com as necessárias cautelas. O mundo passa por um desses espasmos históricos bem conhecidos no passado. A Europa está atônita, daí a sua tentativa de, na demonização dos paises muçulmanos, de cujo petróleo depende, criar um inimigo externo que una os seus países, historicamente adversários. Mas, ainda assim, a crise econômica promovida pela licença de caça que seus governos deram aos bancos, continua a dividi-los.
Ainda que 25 paises tenham concordado com a política de arrocho fiscal determinada pela Alemanha, com o apoio da França, a Inglaterra e a Tchecoslováquia negaram sua assinatura. Os países que engoliram a pílula, começam a cuspi-la de volta, conforme a reação de Rajoy, da Espanha, solicitando flexibilidade na adoção das medidas recessivas, qualquer sinal de solidariedade do grupo. O primeiro ministro anunciou em Bruxelas que só pode prometer a redução do déficit público a 5,8 do PIB. E já surgem divergências entre a Alemanha e o Banco Central Europeu.
A Segunda Guerra Mundial foi um excelente negócio para os Estados Unidos, que dela emergiram como a grande potência hegemônica. Agora, no entanto, alguns dos paises que dela participaram e que contribuíram para a vitória com sangue, começam a sair do círculo de giz, e a constituir uma nova realidade planetária. Muitos desses países, como a Índia e a China, foram impiedosamente colonizados pela Europa, até meados do século 20. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul constituem novo pólo de poder, que está atraindo outras nações africanas e asiáticas.
Não se trata, ainda, de uma aliança política. São países bem diferentes, com visões de mundo claramente distintas, mas conscientes de que, se souberem interagir de forma pragmática – no respeito mútuo aos mandamentos de autodeterminação – serão capazes de se defenderem dos projetos de novo domínio anglo-saxão sobre a humanidade.
Durante a Guerra Fria, o pretexto para a intervenção dos Estados Unidos e da Grã Bretanha nos países periféricos era o do combate ao comunismo. Qualquer ação desses países, em sua política interna, que significasse a adoção de medidas de desenvolvimento autônomo, como a reforma agrária, a encampação de empresas estrangeiras que ofereciam serviço público de péssima qualidade, e relações comerciais com os paises socialistas, significava uma traição ao sistema ocidental, “democrático” e “cristão”. Assim, os princípios de autodeterminação dos povos e de não intervenção nos assuntos internos dos Estados foram abandonados, embora a retórica das Nações Unidas continuasse a proclamá-los.
Sendo assim, a América Latina - considerado território de caça de Washington - foi invadida por tropas americana ou por mercenários armados pelos Estados Unidos diversas vezes, isso sem falar na ação ostensiva e clandestina de seus agentes, na preparação dos golpes militares violentos, como ocorreu no Brasil, no Chile, na Argentina, entre outros países.
O Brasil vem sendo elogiado pelos seus êxitos na criação de um grande mercado interno, como resultado da política social e do incentivo às atividades econômicas de Lula e Dilma. Ao mesmo tempo, a partir de 1985, conseguimos manter o sistema democrático, com a realização das eleições conforme o calendário, e a alternância no governo de partidos e de pessoas. É uma hora carregada de perigos. Os Estados Unidos, que se encontram em crise, podem cair na velha sedução de usar dos recursos de que ainda dispõem, a fim de cortar o nosso caminho, como fizeram em 1954, no governo Vargas, e em 1964, com Jango. Não podemos permitir que a luta partidária, legítima e necessária, se deixe influir pelos interesses externos.
Sendo assim, o manifesto dos militares contra o governo tem o efeito danoso de estimular os nossos adversários externos, que nele começam a ver o retorno aos confrontos entre civis e militares do passado, dos quais eles souberam aproveitar-se. O documento já está sendo usado em São Paulo, contra a candidatura do PT.
Qualquer movimento que nos divida, como brasileiros, diante das ameaças estrangeiras, deve ser repudiado pelo nosso sentimento de pátria, comum aos civis e militares.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Jobim exonera general após provocação contra direitos humanos
Importantíssima e correta - e é raro que seja assim - a atitude do Ministro Jobim ao exonerar o general boquirroto, e com sugestão do Comando do Exército. Na matéria abaixo você lerá não apenas a carta de uma absoluta mendicância intelectual do general, mas uma linda carta de Marcelo Rubens Paiva aos setores recalcitranstes nas FFAA qu e seguem defendendo o arbítrio. A carta de Marcelo é justa, generosa para quem viveu tais horrores.
E, ainda que pungente, é um apelo racional aos que, míopes, perfilam-se ao lado de criminosos que divorciaram as FFAA de seu histórico papel avançado no Brasil, e ainda hoje impedem a plena reconciliação nacional, tão necessária para que possam cumprir o decisivo papel que lhes é destinado ante as ameaças do imperialismo estadunidense que, ameaçadoramente, cerca a América do Sul através da Colômbia, de sua influência em Honduras, de seu intento de apoderar-se do Haiti e da recriação da Quarta Frota.
Como disse João Amazonas na TV Câmara no Programa Memória Política - assistam! - "Nós não somos revanchistas. Mas nós achamos que as Forças Armadas têm o dever de fazer um pronunciamento público dizendo que se cometeram abusos e até crimes e que isso jamais se repetirá. isso é importante porque as Forças Armadas, em circusnstâncias de defesa da independência nacional precisam ter o apoio do povo. E, como contar com o apoio do povo se não forem capazes de tomar uma posição de que pelo menos reconheçam que foram cometidas faltas graves contra o povo?"
Leia a matéria no www.vermelho.org.br
O general Maynard de Santa Rosa Punição
O ministro da Defesa anunciou a exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa, após este escrever que a Comissão da Verdade, criada para investigar crimes da ditadura, seria uma "comissão da calúnia".
10/02/2010 17h36
E, ainda que pungente, é um apelo racional aos que, míopes, perfilam-se ao lado de criminosos que divorciaram as FFAA de seu histórico papel avançado no Brasil, e ainda hoje impedem a plena reconciliação nacional, tão necessária para que possam cumprir o decisivo papel que lhes é destinado ante as ameaças do imperialismo estadunidense que, ameaçadoramente, cerca a América do Sul através da Colômbia, de sua influência em Honduras, de seu intento de apoderar-se do Haiti e da recriação da Quarta Frota.
Como disse João Amazonas na TV Câmara no Programa Memória Política - assistam! - "Nós não somos revanchistas. Mas nós achamos que as Forças Armadas têm o dever de fazer um pronunciamento público dizendo que se cometeram abusos e até crimes e que isso jamais se repetirá. isso é importante porque as Forças Armadas, em circusnstâncias de defesa da independência nacional precisam ter o apoio do povo. E, como contar com o apoio do povo se não forem capazes de tomar uma posição de que pelo menos reconheçam que foram cometidas faltas graves contra o povo?"
Leia a matéria no www.vermelho.org.br
10/02/2010 17h36
Pedido de exoneração de general partiu do comando do Exército
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