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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

"UnB 60 Anos" | Mesa solene de comemoração da assinatura da Lei de Criação da UnB

 “UnB 60 anos” – Comemoração da assinatura da Lei de Criação da UnB (15/12/1961 – 15/12/2021) e inauguração dos eventos de comemoração dos 60 anos da UnB 14h – 15h30 – Mesa solene de comemoração da assinatura da Lei de Criação da UnB 

Márcia Abrahao - Reitora 

Enrique Huelva - Vice-Reitor 

João Goulart Filho - Presidente do Instituto João Goulart 

José Ronaldo - Presidente da Fundar 

Nisia Trindade- Presidente da FIOCRUZ 

Bruna Brelaz - Presidenta da UNE 

Flávia Calé - Presidenta ANPG 

Representante da Comissão UnB 60 - José Geraldo de Souza JR 

Mediação: Decana Extensão Profa. Olgamir Amancia Ferreira

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Os estudantes mostram cidadania, o Ministro do MEC é a pura vergonha alheia. Assista e confira!










Uma faixa maior ainda!
EM DEFESA DA EDUCAÇÃO!
UFPR recoloca faixa arrancada por manifestantes pró-Bolsonaro.
Hoje é mais um dia de luta contra os cortes na educação!#TusnamiDaEducação

Vídeo: Ana Paula Schreider pic.twitter.com/XGoCOM7PYv
— PT Brasil (@ptbrasil) 30 de maio de 2019 pt>












sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NOTA DA UBES, UNE E ANPG SOBRE ADIAMENTO DO ENEM





O movimento de ocupações de escolas e universidades tomou o Brasil contra a Medida Provisória 746 da Reforma do Ensino Médio e contra a PEC 241, agora PEC 55 em tramitação no Senado Federal. Este movimento é claramente legítimo ao sair em defesa intransigente da educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva, e já é vitorioso pela dimensão da sua mobilização – já são mais de 1.200 escolas e institutos federais ocupados, além de 139 universidades em todo o país.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), entidades nacionais representativas dos estudantes, vêm a público condenar o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 para os estudantes que fariam provas nas escolas ocupadas. O ato do Ministério da Educação causará transtornos a mais de 190 mil estudantes em 304 locais de prova.

O diálogo poderia ter garantido a realização do ENEM em todo o Brasil, mas esse não foi o caminho escolhido pelo MEC, que desde o princípio ameaçou os estudantes por meio do cancelamento do ENEM e da responsabilização das entidades e ocupantes. Vivemos nas eleições municipais no último final de semana a realização da votação em coexistência com as escolas ocupadas, propiciado pelo diálogo entre a Justiça Eleitoral e os ocupantes. Hoje mesmo aconteceu uma reunião entre o Inep, a Secretaria de Educação de Minas Gerais e os estudantes que chegaram à conclusão que é possível garantir o ENEM no Estado. Seguiremos nos empenhando nesse diálogo torcendo para que a decisão precipitada do MEC possa ser revertida.

É necessário ressaltar que a existência do ENEM é uma conquista do movimento estudantil que lutou em toda a sua história pela democratização da universidade. Por esse motivo, nunca seria o movimento estudantil a impedir a realização das provas, porque sabemos que isso significa a oportunidade de milhares de nós – estudantes de escolas públicas – a ingressarem na universidade. É bom lembrar que vários estudantes ocupantes farão a prova do ENEM.

Reafirmamos com a presente nota a luta contra a MP 746 porque achamos que a Reforma do Ensino Médio não cabe numa medida provisória, queremos ser ouvidos para a necessária reforma, queremos o envolvimento de toda a comunidade acadêmica nesse processo. Queremos que pare a PEC 241 (agora PEC 55 no senado), pois ela congela os investimentos em educação e junto inviabilizam o Plano Nacional de Educação.

Ao adiar a realização do ENEM nas instituições ocupadas para o mês de dezembro, o ministério tenta lamentavelmente colocar os estudantes uns contra os outros, buscando enfraquecer o movimento legítimo das ocupações. No entanto, não terá sucesso. A juventude se ergueu contra o congelamento do seu futuro, vamos ocupar tudo, vamos barrar essa PEC e a MP do ensino médio com toda a nossa força. Nossa luta não acabou, segue e se fortalece por meio de novas instituições ocupadas e mobilizadas.

Reivindicamos:

* Pela retirada imediata da MP 746 de reforma do Ensino Médio;
* Pela retomada da discussão do PL 6840/2013 sobre a Reformulação do Ensino Médio, em sua Comissão Especial no Congresso;
* Por um calendário de audiências públicas para discutir e debater a Reformulação do Ensino Médio com a sociedade civil, intelectuais, entidades educacionais;
* Pela não aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241);
* Contra a Lei da mordaça (escola sem partido)


União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
União Nacional dos Estudantes – UNE
Associação Nacional dos Pós-graduandos – ANPG

1º de novembro de 2016

- See more at: http://ubes.org.br/2016/nota-da-ubes-une-e-anpg-sobre-adiamento-do-enem/#sthash.cDWosgzs.dpuf

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

14º CONEB da UNE pauta unidade da juventude para aprofundar as mudanças e Jornada Unificada em Março - Paulo Vinícius Silva

A Juventude da CTB participou no sábado, 19 de janeiro, da Mesa de Conjuntura que reuniu algumas juventudes que promovem a Jornada Nacional Unificada, e que iniciará de 28 de março - aniversário da morte do secundarista Edson Luís de Lima e Souto no Rio, em 1968 - a 1º de abril de 2013- data do início da Ditadura Militar, em 1964.

O debate, que deveria ocorrer numa sala do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE foi transferido para o Refeitório do 14º CONEB, pelas mais de 300 pessoas que queriam privilegiar o tema "A juventude na luta por um novo Brasil", teve uma composição bastante representativa. Nela estavam Daniel Iliescu, o Presidente da UNE, Raul Amorim (Coordenador da Juventude do MST), Paulo Vinícius Santos Silva (Secretário da Juventude CTB), Lea Marques Silva (pela Juventude da CUT), Felipe Altenfelder (Fora do Eixo), Pedro Campos (da Juventude Pátria Livre), Wanderson Pinheiro (Centro Cultural Manoel Lisboa), Nathalie Drumond (do PSOL).

Pela composição é possível depreender a importância e a amplitude que se pretende atingir com a Jornada prevista para março. As distintas posições políticas se colocaram, interpretando a realidade atual e a importância da mobilização da juventude, expressando não apenas as diferenças entre as perspectivas tática e estratégica que movem as correntes políticas e as entidades. As mais de 30 organizações juvenis estudantis, dos movimentos sociais, sindicais e políticas, através dessa mesa de discussão abriram-se à crítica, mas sobretudo à possibilidade do PSOL e do PCR comporem o leque da jornada de Lutas, o que permitiu um competente contraponto no debate.

Afinal, duas perspectivas se contrapuseram claramente na discussão. De um lado, um processo de debate que, reconhecendo as limitações do processo político de mudança que vive o Brasil, aposta na autonomia e na independência do movimento social, sindical e estudantil para vocalizar as pautas mais amplas da juventude, unindo-se às críticas das juventudes políticas e incorporando uma grande diversidade de pautas de todos os movimentos no sentido da unidade, mas com um eixo estruturante de vincular a atenção à juventude ao movimento mais amplo de desenvolver o Brasil para o seu povo e democratizar o país. Bandeiras de luta como o aumento do percentual do PIB e dos Royalties para a Educação, o Trabalho Decente, a Reforma Agrária e o apoio aos pequenos agricultores, a democratização da mídia, Memória, Verdade e Justiça e a mudança na economia para atender aos interesses do país, e não aos da oligarquia financeira que gerou a crise e faz os trabalhadores e trabalhadoras por ela pagarem.

Há tambéquem celebre a judicialização da política e a agenda do PIG que tenta diminuir as vitórias obtidas no ciclo de mudanças iniciada em 2003, com Lula. Como colocou Raul Amorim na última fala do debate, quem aceita com naturalidade a mudança na esfera judicial que permite condenar sem provas a partir do STF, esquece o efeito cascata das instâncias inferiores e os graves riscos aos movimentos sociais, primeiros a se verem vitimizados pela judicialização da política.

Ponderei que, curiosamente, aqueles que demonizam qualquer aliança, ao assumirem acriticamente discurso do "mensalão" fazem também uma aliança, e com a imprensa golpista e os setores da oposição de direita. Desse modo, cumpre observar que todos os processos políticos avançados e em curso tem deficiências e limites, e que é preciso observar que uma estratégia revolucionária de fato, e não apenas na teoria, precisa de uma tática consequente, do contrário nada realiza. E que persiste a luta mais difícil que é promover a unidade, o que não se faz com autossuficiência, agressões, e que não foi gratuito que Chávez pediu "unidad, unidad e unidad", citando Bolívar. Assim, uma agenda e bandeiras comuns, um diálogo permanente e a atenção com as reais demandas da juventude podem ser fatores decisivos para realizar massivas mobilizações para aprofundar as mudanças e enfrentar a direita.

A ampla maioria das organizações coincidiu quanto a identificar no latifúndio improdutivo, no capital financeiro e nas transnacionais os inimigos centrais a combater. O peso das organizações políticas, sociais, estudantis e sindicais envolvidas é imenso. UNE, UBES, ANPG, MST, CTB, CUT, Juventudes do PT, a UJS, do PPL, Levante Popular da Juventude, o coletivo de artistas e produtores culturais independentes - Fora do Eixo, jovens pela diversidade religiosa, feministas, em luta pela igualdade racial, o Centro Barão de Itararé e muitos outros garantem imensas possibilidades para as plenárias estaduais que se realizarão até o dia 23 de fevereiro, condo haverá a primeira plenária nacional na cidade de São Paulo.

A orientação para as redes e entidades envolvidas -incluindo a Juventude da CTB - é realizarem reuniões estaduais para debater o documento comum que está em fase de conclusão. Essas reuniões tem o desafio de preparar os atos nas capitais, o que exigirá coordenação e a busca de apoio nos Estados, inclusive para garantir representação na Plenária Nacional prevista para 23/02 São Paulo.

A CTB - como pediu o Presidente Wagner Gomes que comunicasse no debate - proporá na reunião das centrais sindicais que se realizará em São Paulo que o ato conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras previsto para Brasília seja unificado com a mobilização juvenil. Essa unidade entre estudantes e trabalhadores é estratégica para o avanço das mudanças.

2013 começa, portanto, com importantes movimentos de unificação de bandeiras e manifestações das maiores organizações do povo brasileiro, e a União Nacional dos Estudantes dá imensa contribuição ao proporcionar um debate estratégico com a sua imensa base de centros acadêmicos espalhados por todo o Brasil. Com espírito crítico e autonomia, levantando bandeiras claras e justas, mas sem aceitar fazer o jogo da direita, a juventude se posiciona na vanguarda das grandes lutas para aprofundar as mudanças no Brasil.


Veja mais fotos da atividade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quando a felicidade é luta - Paulo Vinícius Silva



"A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar."
Canção do Tamoio, Gonçalves Dias

Existe uma famosa frase no jargão da UJS que diz: "alguém tem que se &$#@#$". Impublicável e amplamente conhecida, longe de fútil ou grosseira, descreve uma enorme generosidade. Fala da noção da responsabilidade do(a) militante abnegado, convencido da natureza imprescindível da sua ação individual para o êxito dos empreendimentos coletivos. Significa: "A responsabilidade é minha". Significa: "Estamos aqui pra isso mesmo". É uma piada, mas encerra uma verdade tão clara para o(a) militante que só pode ter um resultado, o mais importante: o nascimento de um quadro. São feitos do sonho dessas pessoas todas as vitórias que se tem conquistado na luta dos estudantes, ano após ano.

Essas abnegação, coragem e determinação são ainda mais notáveis nas mulheres. Pensemos em quantas barreiras as camaradas não enfrentam para exercer essa liberdade emancipadora de fazer política e viajar milhares de quilômetros, passar dias fora de casa. Imagina quantas mães rezando, quantos pais de coração apertado, quanto namorado ciumento que - besta - fica querendo empatar, e"roda" no meio do caminho. E é impressionante quantas e quão empoderadas são as camaradas, com posições e resultados cada vez mais notáveis em todos os níveis das lutas dos estudantes. Na UJS o poder feminino é um fato. Também para elas é necessária uma chama especial dentro do peito e entre as têmporas a lhes impulsionar tão longe. E é chama de entrega, é teimosia alimentada dia a dia com a certeza do caminho e com o aprendizado das vitórias e derrotas. O melhor é quando se as menospreza. É lindo ver as meninas da UJS atropelando machistas mal informados da sua capacidade. De vez em quando o cabra ouve: "Foi mexer com as comunistas"!

E há outra frase que responde à possível pergunta se tudo isso não é chato demais: "Quem não aguenta, bebe leite". Amparada na idade que dá a energia, e na convicção que dá a disciplina, com muita ginga, essa moçada consegue curtir e cumprir o seu dever. É verdade: o povo beija na boca, dança, curte, fazem o que tem direito nessa fase de pungente descoberta de si e do mundo. Para isso, dão seus pulos. Mas o valor, a arte mesmo, o que diferencia o(a)  quadro, só se demonstra na hora em que não é possível tergiversar, em que, seriamente, como ninguém imaginaria, e com concentração total, persegue-se o objetivo coletivo. E se ultrapassam as metas rumo à vitória.

É bonito também ver a surpresa geral quando aquele ou aquela jovem abre a boca e todas as suas fragilidades dão lugar à limpidez com que a justa política penetra no coração das massas. Ou quando uma pessoa normalmente tímida vence suas barreiras e aprende que mais importante que falar bonito é falar às pessoas com a simplicidade da empatia e a força das ideias corretas. Afora aqueles que sequer falam, mas que dão contribuições inestimáveis, sem palanque algum. Sem eles tudo despencaria, seja na organização, mapas, finanças, no credenciamento, no transporte, na construção dos banheiros ou nos trabalhos mais difíceis e invisibilizados. Superam barreiras inacreditáveis que fariam inveja a qualquer produtor calejado. E isso porque há um brilho especial em cada um deles(as). Essa é a verdadeira e última razão dos resultados positivos que trazem, ou do choro sentido com que enfrentam as derrotas. Acordam mais cedo, dormem mais tarde, sabem o que defendem, não se dividem. E lutam.

Tem uma seriedade cheia de diversão e amizades, verdadeiramente brasileira naquilo que tem de gênio e contradição. É o "jeitinho" que serve para o bem, e bem feito. Uma fidelidade seriíssima, mas temperada com as doçuras e amarguras de ser jovem e viver os problemas e as belezas de o ser inteiramente. É isso que encanta, atrai, enche e notabiliza a UJS. 

Por isso essa saudação querida,  e até solene, para todas as lideranças da UJS que farão o maior CONEB da História da Gloriosa União Nacional dos Estudantes, o maior encontro de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a mais linda das bienais. Também os coroas da ANPG estaremos no Recife, porque a luta continua, e militar ensina muito, inclusive a ter êxito no estudo e avançar para novos desafios na luta de ideias que tanto necessita de nós. 

E sobre esse chão pernambucano, que pariu Abreu e Lima, Luiz Gonzaga, Paulo Freire, Diógenes Arruda Câmara, Gregório Bezerra, pelas ruas em que tantos heróis caminharam, militarão - laboriosamente e se divertindo - muitas centenas de jovens que aspiram ao socialismo e à libertação do Brasil. Gente que persegue esses sonhos na luta, com arte e ciência, e com aquele sorrisão estampado em tantas fotografias de quase três décadas de militantes da UJS. Nela aprendem que a felicidade não é individual, nem fútil. Ser feliz e ter liberdade verdadeira não se compra em lugar nenhum. Para essa galera, ser feliz tem a ver com a integridade de lutar coletivamente para que nossos sonhos se realizem. E tem se realizado.

De lá partirão, com "sangue no olho", "dando nó em pingo d´água", para enfrentar as duras lutas de 2013. E vencê-las. Por isso são a Juventude do Araguaia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Juventudes pelo Brasil: fórum juvenil promete um 2013 de lutas e vitórias!

Paulo Vinícius Silva

Uma data por si histórica, o sete de novembro de 2012, 95º aniversário da Revolução Socialista na Rússia, acolheu um evento que pode marcar época também no Brasil. Refiro-me ao fato de a Juventude da CTB ter participado naquele dia de uma importante reunião das juventudes sociais, sindicais, estudantis e políticas na sede da UNE e da UBES em São Paulo. A reunião JUVENTUDE PELO BRASIL. 

O encontro chamou atenção pela representatividade e os propósitos ousados que o motivaram. Se a Coordenação dos Movimentos Sociais sempre se viu limitada ao aspecto gremial, pelas organizações que a congregam, o fórum juvenil se fortaleceu por ser fruto de uma mobilização que, liderada pelas entidades estudantis e o MST, tem a presença de juventudes como a União da Juventude Socialista, a Juventude do PT e a Juventude Pátria Livre. Mas não apenas: Consulta Popular, Juventude da CUT, ANPG, Levante da Juventude, UBM e MMM, o Barão de Itararé, a Nação Hip Hop Brasil, jovens ecumênicos, um amplo espectro de organizações que lembra o exitoso Fórum Nacional de Lutas que existiu até começo dos anos 2000 e que tanto contribuiu para a presente situação de avanços sociais e políticos no Brasil. 




O que querem as juventudes? Muita coisa, é óbvio! Veja-se a identidade que marcou o encontro quando foi tomando nome o horizonte de mudanças que aspiram. Naturalmente, mesmo sem definição prévia, logo, logo, surgiu na boca dos representantes a palavra secular que ainda fala ao coração: socialismo. É certo que um socialismo com as esperanças e a face da juventude de hoje. Não um socialismo de cátedra, não um socialismo de passado, mas um socialismo feito das bandeiras do passado e do presente, compreendido na luta para avançar os processos de mudança no Brasil e na América Latina, reconhecendo os limites atuais e propondo que, a partir da luta do povo se avancem para as conquistas que governos não podem dar, mas que a mobilização unitária pode atingir.


Deter-se-ão os e as jovens aonde param os governos? Poderão imprimir uma salutar e rebelde pressão para acelerar as mudanças em curso ou serão apenas mais do mesmo? Exercerão seu viés crítico e próprio, ou se manterão nos marcos existentes da mudança que, de tão negociada, é marcada por inaceitáveis continuidades? Não está definido, e a presença de organizações políticas é decisiva para esse tipo de reflexão e para a abrangência final que terá o espaço. Não há dúvidas que foi convocado sob o signo da luta. A juventude tem pressa.

Concretamente, é a defesa da juventude abandonada, sobretudo, o que caracteriza essa união. Uma grande preocupação com a situação da juventude oprimida pela miséria, pelo racismo, pela homofobia, pela super exploração no trabalho, pelo acesso desigual e elitista à educação, pelo machismo e a violência sexista contra as mulheres, pela propagação da intolerância, inclusive religiosa e as ameaças ao Estado laico, pela manipulação das grandes empresas de mídia, pela poluição nas cidades e o abandono das populações do campo que se soma à ausência de uma reforma agrária e a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e garanta nossa soberania. Como reflexão dos trabalhadores e trabalhadoras, a Juventude da CTB propôs que as organizações ali reunidas incorporassem à sua reflexão a Agenda Nacional da Classe Trabalhadora aprovada por milhares de trabalhadores e trabalhadoras em São Paulo no ano de 2010.
As juventudes reunidas passaram a limpo em poucas horas os principais problemas do desenvolvimento no Brasil e problematizaram como atuar num sentido unitário, como aprender juntas, como ampliar a sua capacidade de intervir na realidade atual. Indignante e ilustrativa da necessidade de uma Reforma Política é o descaso com a a situação da juventude expresso na decisão da Câmara que na noite anterior rejeitara a aplicação de 100% dos royalties do Pré-Sal na Educação. E entre todas as organizações ali presentes não havia qualquer dúvida que a educação é uma bandeira de todos, pilar importantíssimo da emancipação e do resgate da juventude brasileira. Também o encontro foi marcado pela indignação ante os preocupantes dados de assassinatos de jovens negros e da periferia, em especial em São Paulo. 

O cenário político é marcado também pela tentativa da direita, desesperada com seu declínio eleitoral, de judicializar a cena política e de criar condições para intervir na cena política sem o mandato das urnas, situação perigosa, como demonstraram acontecimentos semelhantes recentes em Honduras e no Paraguai. Chama atenção sobretudo pela virulência, expressa no intento de atingir o Ex-Presidente Lula, como observou André Tokarski, pela UJS. Assim, a união do povo e da juventude para ocupar as ruas pode assumir aspecto decisivo num futuro próximo, na defesa da democracia e dos avanços conquistados.

Foi ainda um primeiro encontro. E, que decidiram os jovens ali reunidos? Primeiro, seguir juntos. Um calendário próprio permitirá ampliar a integração das agendas e das ideias dessa juventude que buscará superar as especificidades nas pautas em busca de um sentido geral emancipador para sua luta na sociedade brasileira. Nesse sentido, orientou-se que os Estados reproduzissem durante novembro e dezembro essa reunião. A 19 de dezembro está previsto um outro encontro nacional em São Paulo. No dia 20 de fevereiro a esperança é uma Plenária Nacional. E o objetivo inicial é a unificação de grande e variada uma jornada de lutas da juventude brasileira para o mês de março de 2013 com atos de rua e conscientização para sacudir o país.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Juventudes políticas e do movimento social se unem para acelerar luta por mudanças no Brasil


A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas recebem nessa quarta uma reunião histórica de movimentos, correntes e organizações de juventude.

Jovens de todo o Brasil vieram unindo um grande espectro juvenil, ultrapassando a esfera dos movimentos sociais e atingindo juventudes políticas e sociais:  a Associação Nacional dos Pós Graduandos, a Consulta Popular, a União da  Juventude Socialista, a Juventude do MST, a UNE, a UBES, a Juventude Pátria Livre, o Levante Popular da Juventude, a Juventude do Partido dos Trabalhadores, a Juventude Rebelião, a Nação Hip-Hop Brasil, as Juventudes da CTB e da CUT, a Rede Ecumênica da Juventude, a Marcha Mundial das Mulheres e o Barão de Itararé. 

O que pretende essa moçada? Aumentar a interação, o diálogo e a unidade entre as organizações juvenis em favor do aprofundamento das mudanças no Brasil e construir uma agenda comum de mobilizações para o mês de março de 2013.

Mais novidades a seguir, no fim do encontro.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ato de Posse da nova diretoria da ANPG tem presença de autoridades e homenagens



O Ato de Posse da nova diretoria da ANPG, eleita no 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, em maio deste ano, aconteceu na tarde desta terça-feira, 24, no Auditório Central do Centro Paulo Freire, da UFMA. O local escolhido não foi por acaso, nas dependências da UFMA desde domingo (22) ocorrem as atividades da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Os pós-graduandos, antes mesmo da fundação da ANPG, em 1986, já participavam das reuniões anuais com muito afinco. O Encontro de Jovens Cientistas, que chega esse ano na sua 13ª edição, foi concebido e acontece sempre em conjunto com as atividades das reuniões anuais. Em 2010, durante a 62ª RA em Natal (RN), a ANPG realizou o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, reunindo estudantes do ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação em torno da integração científica na América Latina.

Diversas autoridades, como o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a presidenta da SBPC, Helena Nader, o reitor da UFMA, professor Natalino Salgado, o presidente do CEMJ, Euzébio Jorge, o presidente do Diretório Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop), Hélio Hey e o diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência do MCTI, Ildeu de Castro Moreira estiveram presentes na solenidade.

Glaucius destacou que a parceria da ANPG com a agência de fomento e a consistência das opiniões apresentadas garantiram o pleito da entidade pela vaga no Conselho Deliberativo do CNPq. Além disso, afirmou que “sem a participação da ANPG com diversas manifestações pelo Brasil não teríamos conseguido demonstrar a preemência do reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado”.

Para o presidente do Foprop a aproximação da entidade com a ANPg tem sido muito produtiva e a nova gestão tem grandes desafios pela frente.


Em suas falas, Euzébio Jorge e Ildeu de Castro ressaltaram os recentes avanços que o Brasil vem experimentando no último período, em especial na área da Educação, porém destacaram que muito ainda precisa ser feito e que a ANPG cumpre um papel importante tanto na disputa de recursos financeiros para a educação, c,t&i como na própria definição dos rumos dessas áreas.


Homenagem
da esq p/ dir: Luciano Rezende (ex-presidente da ANPG), Juliano Quintella (APG UNIFESP), Elisangela Lizardo (presidenta da gestão cessante), Elba Mochel, Luana Bonone (presidenta eleita), Natalino Salgado (reitor da UFMA) e Fábio Palácio (ex-diretor da ANPG). Foto: Eleonora Rigotti.


Os diretores da ANPG aproveitaram o momento de reunião na capital maranhense para homenagear um dos fundadores da ANPG, José Augusto Mochel.

Mochel é egresso da Universidade Federal do Maranhão e, enquanto cursava seu mestrado na então Escola Paulista de Medicina (hoje UNIFESP), fundou, junto a demais pós-graduandos, a ANPG.


Ao final, a professora da UFMA Elba Gomide Mochel , viúva de José Augusto Mochel, recebeu uma placa e uma carta de reconhecimento da ANPG, lida pelo vice-presidente eleito, Hyllo Nader. Com a voz embargada ela relatou que ela e o marido saíram de São Luís para cursar a pós-graduação em São Paulo pois no Maranhão ainda não havia cursos de mestrado na área da saúde. Ela exemplificou o avanço desses 25 anos com a menção às obras que os participantes da 64ª RA da SBPC estão observando na própria UFMA. “Não é um crescimento vegetativo, é também qualitativo”, pontuou.

Ao diretor da APG UNIFESP, Juliano Quintella, foi entregue uma cópia da Ata de Fundação da ANPG, que deve permanecer na sede da APG UNIFESP, que foi, por muitos anos, também a sede da ANPG.

O reitor da UFMA também se dispôs a abrigar uma cópia da ata no Museu da universidade, como forma de manter viva a lembrança do legado de Mochel. Os dois estudaram juntos em São Paulo, enquanto o reitor também cursava seu mestrado. “Não se constrói o presente nem se avança no futuro sem valorizar a história. O poeta Rubem Alves tem uma frase de que gosto muito ‘A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente’ Mochel viveu o presente!”, finalizou o reitor.


O ex-presidente, Luciano Rezende (2002-2004), a presidenta da gestão cessante Elisangela Lizardo (2010-2012) e o ex-diretor Fábio Palácio também foram homenageados pela sua contribuição ao longo dos 26 anos da ANPG.


Os presentes também fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao ex-reitor da UFRJ (2003-2011) e ex-diretor da Finep, Aloísio Teixeira, que morreu na segunda-feira (23) de enfarte fulminante, aos 67 anos, quando estava em casa (Ipanema, Zona Sul do Rio), em companhia da mulher, a economia Beatriz Azeredo. Ele tinha cinco filhos e quatro netos.


Despedida

Ao empossar os novos diretores, Elisangela usou das palavras do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade para se despedir : “Irmãos, cantai esse mundo que não verei,mas virá um dia, (…) Um mundo enfim ordenado, uma pátria sem fronteiras, sem leis e regulamentos, uma terra sem bandeiras, sem igrejas nem quartéis, (...) Esse país não é meu nem vosso ainda, poetas. Mas será um dia o país de todo homem”.

Luana Bonone, presidenta eleita e empossada, relembrou momentos importantes da história da ANPG nesses 26 anos e convocou todos os diretores a emcampar os desafios que a próxima gestão tem pela frente. Entre eles, a garantia e ampliação do reajuste de 20% das bolsas de mestrado e doutorado (10% a partir de 1º de julho e 10% em 2013) anunciado durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, em maio.

Os diretores, agora empossados, realizam a 1ª reunião de planejamento da gestão durante toda esta quarta-feira (24), na UFMA, onde seguem participando da 64ª Reunião Anual da SBPC.

Da Redação.

SBPC e ANPG esclarecem distorções em matéria no jornal O Estado de São Paulo

ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos

Nesta quarta-feira (25) as entidades científicas reunidas na 64ª Reunião Anual da SBPC foram surpreendidas por uma matéria equivocada publicada no jornal O Estado de São Paulo.

O jornal afirmou em sua edição de hoje que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) seria contrários ao programa Ciência sem Fronteiras (CsF) do governo federal.

A ANPG e a SBPC afirmam através da nota que o fato de apresentarem sugestões pontuais para o aperfeiçoamento do programa não significa que sejam contrárias ao Ciência sem Fronteiras. Frases descontextualizadas da presidenta da ANPG, Luana Bonone e da presidenta da SBPC, Helena Nader, foram utilizadas para legitimar a matéria de ataque ao programa. Ambas opiniões foram apresentadas na Mesa-Redonda "Fronteira da Ciência sem Fronteiras" realizada na tarde de ontem, na 64ª RA da SBPC.

De fato, o mau jornalismo presente em muitos meios de comunicação no país é evidente. Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, o título da matéria e o contexto em que é apresentado não condizem com as opiniões gerais da comunidade científica.“Selecionaram apenas uma frase minha de forma que ficou parecendo que a ANPG é contrária ao programa, o que não é verdade”.

A opinião da ANPG, de forma completa e sistematizada, pode ser consultada naresolução da entidade sobre o CsF.

Leia abaixo a íntegra da nota:

SBPC e ANPG prestam esclarecimentos sobre matéria no jornal O Estado de São Paulo

Em sua edição do dia 25 de julho deste ano o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) sob o título “Programa é criticado em encontro da SBPC”. As declarações atribuídas às presidentas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone, foram retiradas do contexto e não refletem as opiniões das duas dirigentes.

Sobre a matéria, a SBPC e a ANPG esclarecem:

1 – Ao contrário do que faz parecer a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a SBPC e a ANPG são totalmente a favor do Programa Ciência sem Fronteiras, por entender que vai melhorar a formação de um grande número de bons pesquisadores brasileiros.

2 – A SBPC e a ANPG consideram o Programa Ciência sem Fronteiras um importante instrumento para a internacionalização da ciência brasileira, meta esta, inclusive, que está presente como prioridade no último Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG).

3 – A SBPC e a ANPG acreditam que por ser um programa ainda muito recente são necessários ajustes que possam garantir seu constante aperfeiçoamento.

4 – Uma questão que preocupa a SBPC e a ANPG é saber como a coordenação de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) estão trabalhando para garantir o retorno desses cientistas, dando-lhes condições para que possam colocar em prática o que aprenderam no exterior, contribuindo para o aumento da produção científica do país e a melhoria da ciência brasileira.

5 – Diante disso, a SBPC e a ANPG solicitam que o jornal publique uma correção da informação errada que publicou.


São Luís, 25 de julho de 2012.

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Estudantes ocupam a Esplanada e apontam caminho da vitória para a Educação Brasileira

Paulo Vinícius S. Silva

No dia 26 de junho de 2012 os estudantes  liderados pela UNE, a UBES e a ANPG, com o apoio do movimento sindical da educação e das forças que a defendem, lograram uma transcendente vitória: aprovaram por unanimidade na Comissão Especial que debate o Plano Nacional de Educação a aplicação crescente de 7% a 10% em uma década para a educação brasileira, um aumento inegável de recursos, atendendo um clamor nacional. O impacto dessa ampliação, que ainda carece de aprovação do Senado e da sanção da Presidenta Dilma, será visto nas nossas vidas e de nossos filhos.

Significará abrir uma nova etapa para a Educação brasileira, que tem sido vítima das políticas de ajuste e das crises que desde os anos 80 retiraram recursos da educação. A vitória de ontem, liderada pela UNE e pela UBES mostra que é possível sim aprovar os 10% do PIB e o projeto de lei do Senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) de 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação, o que assegurará um financiamento robusto para alavancar o Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Mais cedo, o prenúncio desse êxito se viu na Marcha dos Estudantes que saiu da Biblioteca Nacional pela Esplanada, que teve grande apoio dos estudantes do Distrito Federal, reunindo 4 mil manifestantes, apesar de a convocação ter sido feita em menos de uma semana. Ao fim da marcha, a UNE e os DCEs das federais, em audiência com o Ministro da Educação, Aluísio Mercadante, tiveram a sinalização de que em 15 dias haverá uma proposta consistente e emergencial para corrigir os problemas decorrentes da ampliação das vagas na universidade pública, ampliação ainda frágil em função da ausência de recursos e também dos problemas de administração das próprias universidades públicas, pois algumas reitorias aproveitaram insuficientemente a oportunidade que é o REUNI. São problemas que lastimam com razão os estudantes, e que se constituem a principal gasolina do ultra-esquerdismo que faz uma cínica aliança com a direita - logo eles, que são contra todas alianças.

A nossa é a triste época em que as forças ultra-esquerdistas - sem política e absolutamente minoritárias entre os estudantes - abraçam o discurso da direita e são contrárias à expansão da universidade pública para o povo... Reforçam o discurso da pequena burguesia enciumada dessa ruma de povo que tem entrado na universidade, e fazem um discurso apocalíptico como se a crise de expansão fosse um sinal de destruição da universidade. Ou seja, na verdade não querem resolver o problema, vivem dele, com base nele se projetam, mas não querem a vitória, pois se vitória houver perdem o discurso. Daí apelam e se somam aos que são contra a expansão da universidade pública e contra o REUNI.

Fez muito bem a UNE em não deixar os estudantes nas mãos de tais posições e de estar propondo um conjunto de medias realistas para melhorar a situação dos seus representados, que é o que pode vir, que se for conquistado, será graças á luta, marchas e articulação política competente com inegável papel da União Nacional dos Estudantes. Afinal, a greve é recente, mas as bandeiras que estão aí nas praças não são outras, senão as bandeiras da UNE, que em seu último congresso reuniu delegados de 97% das universidades brasileiras! Podem conferir nas resoluções do seu 52º Congresso, que elegeu essa direção que tem demonstrado grande unidade, sob a presidência de Daniel Iliescu.

Resta que o governo torne realidade os burburinhos de que avançará para uma proposta que contemple os professores e técnico-administrativos, favorecendo a carreira, abrindo caminhos para que toda uma nova geração de profissionais permaneça na universidade pública, valorizando o serviço público, sem o que a expansão da universidade pública será manca e incompleta.

Se tais vitórias forem alcançadas, 2012 marcará uma virada para o Brasil em termos de educação, criando condições concretas para sua reforma progressista. É uma luta de mais de 20 anos, anterior ao período em que, já universitário, lutava contra o fechamento dos bandejões e das residências universitárias à mingua quando se cortou a rubrica do orçamento que as mantinham, contra toda uma política que visava a apequenar a universidade pública e abrir amplas oportunidades de negócio para o ensino privado. Mais recentemente, lembro-me dos estudantes da UNE e da UBES em pleno dezembro de 2011, sob chuva e sol, no gramado da Esplanada, ocupando o Congresso, semeando a votação de ontem com uma luta contínua que remonta às gestões anteriores da UNE e da UBES, cujas bandeiras eles souberam manter erguidas. Pergunto-me, onde estavam os sectários àquela época? Com certeza nenhum no acampamento (e não por falta de barracas, mas por opção política).

Não é à toa o desespero que grassa entre as forças sectárias, ultra-esquerdistas, porta-vozes do apocalipse, arautos da divisão do povo, a quinta coluna que destila todo seu fel contra a esquerda... Daí a raiva espumante e os discursos neuróticos ante a realidade que segue imperiosa contra todas as pragas e muxoxos dos trotsquistas e dos anarcopowerrangers! Afinal, se tais acontecimentos positivos se confirmarem, perderão o seu discurso do juízo final da educação brasileira, e o povo se beneficiará enormemente, e a unidade das forças reais do movimento estudantil se fortalecerá. E o pior: eles não apenas não saíram na foto, não estavam no Congresso, mas toda a tática teve papel importante da UNE, da UBES e das forças consequientes do movimento sindical na Educação, buscando acumular forças de todos os lados, inclusive na greve, por uma vitória da educação. Mais fortes são os poderes do povo.

E os estudantes da UNE e da UBES mostraram como se faz a política grande: participam da greve buscando os interesses da maioria, reconhecem o movimento de base e buscam apoiá-lo e politizá-lo, dirigem a luta no sentido de atingir vitórias políticas reais, aproveitando todo o espaço democrático e as contradições no governo e no congresso, e seguem determinados a representar não apenas esta força política ou partido, mas o conjunto do movimento, lutam pelo interesse imediato pensando no interesse futuro dos estudantes e do povo brasileiro. A vitória é possível e segue fundamental somar mais forças, todos a favor da educação brasileira!

terça-feira, 10 de abril de 2012

APG da UnB debate sobre valor de bolsas da Pós e congresso da ANPG 4ª, 11/04, às 18h30 no IH

A APG-UnB tem o prazer de convidar todos(as) pós-graduandos(as) para o debate desta quarta-feira sobre política de bolsas de pesquisa no país e na UnB e a campanha pelo reajuste das bolsas organizada 
pela ANPG e pelas demais APGs do Brasil. Nossa convidada é Elisangela Lizardo, atual presidente da ANPG.
Após o debate haverá reunião da APG-UnB para composição de conselhos e para eleição de delegados para o 23º Congresso da ANPG
Quarta-feira, 11 de Abril às 18h30
Local: Auditório do IH
Final do ICC Norte (subsolo)


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PRESIDENTA DA UBES, MANUELA BRAGA: METAS DA EDUCAÇÃO SÃO IMPOSSÍVEIS SEM 10% DO PIB | UNE - União Nacional dos Estudantes

PRESIDENTE DA UBES: METAS DA EDUCAÇÃO SÃO IMPOSSÍVEIS SEM 10% DO PIB | UNE - União Nacional dos Estudantes




Estudantes acampam em frente ao Congressoacional por 10% do PIB para Educação

Acampados em barracas de camping, no gramado em frente ao Congresso Nacional, pouco mais de 300 estudantes prometem fazer um dia de manifestações na Esplanada dos Ministérios. Eles vão se unir a representantes de todo o Brasil para defender que, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam investidos em educação. A meta deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE).


A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Manuela Braga, disse que o protesto de hoje quer promover uma discussão sobre a necessidade de melhorar a educação no país. Segundo ela, o caminho é incentivar o ensino técnico e ampliar as vagas nas universidades públicas.

“Nossas principais bandeiras são a ampliação da escola técnica e de universidades, a melhoria na forma de acesso no vestibular e a concessão do passe livre e da meia-entrada em eventos para os estudantes. A gente não consegue realizar nossas metas com menos de 10% do PIB na educação. Não vamos abrir mão desses direitos”, disse Manuela Braga.

O Ocupe Brasília, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) é inspirado ações internacionais como o Ocupe Wall Street, em que a popualção protesta contra os impactos da crise financeira. Para o presidente da entidade, Daniel Iliescu, a manifestação quer o apoio da sociedade para garantir mais recursos para a educação no país.

“Queremos chamar a atenção da sociedade brasileira, pressionar os parlamentares e o governo federal em relação a alguns temas que esta semana terão seu destino decidido e que influenciam diretamente a vida dos estudantes e da juventude do país. Precisamos ficar atentos e exigir nossos direitos”, disse Iliescu.

O projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), no período de 2011 a 2020, foi enviado pelo governo federal ao Congresso em 15 de dezembro de 2010. O novo PNE apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, além de estratégias específicas de concretização para o setor.

Texto e foto Agência Brasil

COMISSÃO APROVA OS 50% do FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL PARA EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA | UNE - União Nacional dos Estudantes

COMISSÃO APROVA OS 50% do FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL PARA EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA | UNE - União Nacional dos Estudantes

UNE, UBES, ANPG, junto com centenas de estudantes de todo o Brasil, comemoram primeira vitória do #OcupeBrasilia

Com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, o PLS 138/11 , projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal.

Texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). Mas emenda apresentada pelo relator na CE, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada pela CE, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

Essa pode ser considerada a primeira vitória o movimento, organizado pela UNE, UBES e ANPG, chamado #OcupeBrasília. Desde a manhã de hoje, 6 de dezembro, mais de 200 jovens, de diferentes estados do Brasil, estão acampados na capital federal, no gramado em frente ao Congresso Nacional com o objetivo de acompanhar a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) e reivindicar a sua votação ainda este ano, com a aprovação de uma meta de investimento público da educação em 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Antonio Carlos Valadares, a destinação de recursos mais expressivos para a educação é coerente com as metas fixadas pelo Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional. Dentre elas estão: ampliar o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de sete por cento do produto interno bruto (PIB) do País e universalizar o acesso à educação.

O autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), lembra que a destinação de metade do Fundo Social à educação já estava prevista na lei que o criou, mas acabou vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Toda inspiração da criação da do Fundo Social do Pré-sal estava vinculado quase que unicamente à educação. Se conseguirmos 50% para educação e ciência e tecnologia nós ajudamos todas as outras áreas – disse Inácio Arruda.

Já o senador Wellington Dias elogiou a iniciativa e se posicionou favorável à proposta, mas alegou que os percentuais sugeridos talvez sejam revistos pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto será votado em decisão terminativa.

- Estamos falando aqui de metade de US$ 1,5 trilhão para a educação. Não precisa desses recursos, por maiores que sejam as despesas, só para a educação. É um montante considerado muito elevado – disse o parlamentar.

Da Redação com informações Agência Senado

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MANIFESTO: #OCUPEBRASÍLIA | UNE - União Nacional dos Estudantes

MANIFESTO: #OCUPEBRASÍLIA | UNE - União Nacional dos Estudantes

Leia o manifesto divulgado pela UNE, UBES e ANPG sobre a ocupação da capital federal que ocorrerá esta semana

Onde há uma praça, um gramado ou um monumento, há também um convite. O chamado retumba dentro de todos aqueles que sabem do que querem se ocupar. Ocupam-se em mudar. Onde há gente existem sonhos, onde há jovens há pólen puro e generoso, pronto para multiplicar as flores. A fertilização das mudanças contamina o Cairo e Barcelona, espalha-se de Nova York a Grécia e Santiago, atravessa os mares e os muros, vence a tirania esclarecida ou camuflada por falsos sorrisos e notas de dinheiro. Onde algo velho e corrompido declina, o coração dos bons ensaia a sua insurgência.

Brasília, 6 dezembro de 2011. Somos muitos e nos juntamos àqueles que, em qualquer parte, procuram a via da coletividade, da participação e protagonismo da juventude como catalisadora do novo. Ocupamos este trecho do Planalto Central em um momento decisivo para as nossas vidas e as dos próximos que virão, com a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) e a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude.

O Brasil pode, nas próximas décadas, dar ao mundo um exemplo único de crescimento econômico, democracia, solidariedade e participação popular. No entanto, isso não será possível em companhia da brutal desigualdade social que ainda persiste ancorada, principalmente, nas más condições da educação pública e na histórica exclusão dos jovens, em especial os pobres. Chegou a hora de inverter prioridades. Basta de gerar conhecimento para ganhar mais dinheiro, a nova ordem deverá ser investir mais dinheiro para ampliar e democratizar o conhecimento de qualidade a todos.

Ocupamos este trecho da capital federal para impedir o retrocesso injustificável que se desenhará se o PNE não for aprovado ainda este ano. O Brasil precisa de 10% do Produto Interno Bruto aplicados, exclusivamente, na educação pública, escolas e professores do país. Da mesma forma, vamos ocupar a Conferência Nacional de Juventude com ideias e organização política, para garantir os avanços neste setor como a meia-entrada para os estudantes, o meio-passe no transporte público das grandes cidades, políticas públicas de saúde, comunicação, esporte e cultura para esse público, além da consolidação do Estatuto da Juventude e do Sistema Nacional de Juventude.

Esta é uma ocupação iniciada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG) mas que se abre a todos aqueles, de diferentes cores e idéias, que estão prontos para fazer a diferença.

Junte-se a nós.

Faça parte deste movimento.


União Nacional dos Estudantes

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

Associação Nacional dos Pós-graduandos

domingo, 23 de outubro de 2011

26 de outubro: Dez mil pessoas vão à Brasília pelos 10% do PIB para Educação - Portal Vermelho

Dez mil pessoas vão à Brasília pelos 10% do PIB para Educação - Portal Vermelho

No dia 26 de outubro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 43 entidades filiadas em todo o Brasil farão uma mobilização que promete reunir cerca de dez mil pessoas em Brasília. É a 5ª Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que nesta edição pede pelos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação. O Brasil investe, hoje, cerca de 5% do PIB no setor.
Para a CNTE, não há dúvidas de que o direito à educação depende de mais recursos financeiros e de sua melhor aplicação. A meta de investimento de 10% do PIB visa tirar o atraso no qual a educação pública brasileira se encontra. Atualmente, os educadores estão desestimulados devido à baixa remuneração e à estrutura precária das escolas.

A Marcha Nacional visa sensibilizar a sociedade e dar visibilidade para questões que comprometem a qualidade da educação. Os participantes se concentrarão às 9 horas em frente ao estádio Mané Garrincha (em reforma para a Copa de 2014) e marcharão a partir das 10 horas até o Congresso Nacional, onde será feito um ato pela defesa de 10% do PIB e não apenas 7% como consta no Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso.

A CNTE pretende entregar ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e ao relator do PNE, deputado Ângelo Vanhoni, cem mil assinaturas de apoio à destinação de 10% do PIB para a educação pública brasileira.

Também estarão expostos em frente ao Congresso, os trabalhos da mostra cultural promovida pela Confederação. Nesta mostra, lançada no dia 16 de setembro, alunos de escolas públicas inscreveram desenhos, poemas, cordéis, qualquer manifestação artística sobre o tema “Por que 10% do PIB para a Educação Pública?”.

Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, a educação tem papel importante na formação dos trabalhadores, na distribuição da renda e no desenvolvimento sustentável a longo prazo. “10% do PIB não é muito e todos sabem disso, principalmente em se tratando de educação, que é essencial para a construção de um país justo e preparado para o futuro”, afirma.

Motivos não faltam

Pesquisas denunciam que a juventude não se sente atraída pela carreira de educador. O número de formandos nos cursos preparatórios de docentes para os primeiros anos da educação básica - como Pedagogia e Normal Superior – foi reduzido pela metade em quatro anos, segundo os últimos dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo MEC. De 2005 a 2009, o número de graduados caiu de 103 mil para 52 mil, comprovando o desinteresse dos jovens pela carreira.

As muitas paralisações organizadas revelam a dificuldade de interlocução com os governantes para o atendimento das atuais demandas da educação. Somente na rede pública estadual, a CNTE contabiliza doze greves em 2011. Atualmente, a rede estadual do Pará está paralisada.

A longa duração dessas greves chama a atenção. Os professores cearenses voltaram às salas de aula somente após 63 dias e com o compromisso do governo do estado de pagar o piso vinculado à carreira. Em Minas Gerais, os professores permaneceram em greve por 112 dias até conseguirem dar início a um processo de negociação com o governo estadual.

O motivo principal das greves de 2011 é o descumprimento da lei que trata do Piso Salarial Profissional Nacional. Sancionada há três anos pelo presidente Lula, a lei ainda não é cumprida integralmente em nenhum estado e município. “Na maioria dos estados e municípios que dizem cumprir o piso, a norma não é seguida como deveria, pois não estruturaram uma carreira para os profissionais", afirma Leão.

A Lei do Piso estabeleceu o valor de R$950,00 para ser pago como vencimento inicial de carreira do professor com formação de nível médio, a partir de 2008. Este valor sofreria reajustes anuais utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

A CNTE calcula que os professores de nível médio deveriam receber em 2011 um salário inicial de R$1.597,87. O Ministério da Educação, porém, estabeleceu a quantia de R$1.187,97.

Com informações da CNTE

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