SIGA O COLETIVIZANDO!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Terceirização: o cerco está se fechando. Que fazer? - Marcos Verlaine - Portal CTB


Terceirização: o cerco está se fechando. Que fazer?
 MARCOS VERLAINE



O tempo corre e conspira contra os trabalhadores. Só uma grande e estratégica mobilização sindical, nesse momento, poderá salvar os direitos trabalhistas contidos na CLT.

Uma onda conservadora ronda o Brasil. As eleições parlamentares de outubro de 2014 elegeram um Congresso mais conservador que o anterior. O clima na sociedade é conservador. As manifestações de domingo (15) deixaram isso bem claro!

A bancada empresarial manteve sua força, com 221 representantes na Câmara, enquanto a bancada sindical sofreu drástica redução de 83 para 51 membros. A agenda dos trabalhadores no Congresso sofreu um abalo e terá mais dificuldades de se viabilizar.

Na atual conjuntura, sem possibilidades de ampliar as isenções e desonerações fiscais, a tendência do setor empresarial é avançar sobre os direitos e conquistas dos trabalhadores.

O PL 4.330/04, que expande a terceirização, está pautado para votação em abril por determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). E o foi sem que houvesse qualquer tipo de negociação com as centrais sindicais.

No Senado, o seu congênere (PLS 87/10) foi desarquivado pela bancada do PSDB, por requerimento do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Há um cerco na Câmara dos Deputados, com o PL 4.330, e no Senado Federal, com o PLS 87.

O que for aprovado primeiro vai se encontrar com seu afim e chegará com força, já que ambos têm o mesmo conteúdo. Trata-se de ação estratégica da bancada empresarial. Se não for um, vai o outro.

Pelo clima do Congresso, mais especificamente na Câmara, se não houver uma articulação nacional, rápida, contundente e permanente, o PL 4.330, ao ser pautado, será aprovado sem nenhum problema. Os deputados estão no início do mandato e não terão grandes problemas em aprovar um projeto tão impopular e drástico para os trabalhadores. Ainda mais nesse clima de terra arrasada fomentado pela mídia.

O movimento sindical — na sua totalidade, centrais, confederações, federações e sindicatos — precisa construir uma ação estratégica, a fim de esclarecer os novos deputados, cerca de 48% da Casa, quão nefasto é o projeto na versão apresentada pelo deputado Arthur Maia (SD-BA).

Essa construção precisa ser pensada e elaborada desde já. Do contrário poderá ser tarde. E talvez não possa ser uma articulação para pura e simplesmente rejeitar o projeto. Será preciso construir alternativas, pois a correlação de forças é por demais desigual.

A ação na Câmara dos Deputados precisa ser maciça. Dentro e fora da Casa. Todos os deputados precisam ser procurados em Brasília e em seus estados de origem. Não pode ser uma ação de véspera. Precisa começar logo e continuar até que surja algo novo, palpável e que não desmantele as relações de trabalho, como propõe o texto do deputado Arthur Maia.

Os presidentes de ambas as Casas Legislativas, Eduardo Cunha, na Câmara, e Renan Calheiros (PMDB-AL), no Senado precisam ser acessados antes de o debate começar. Os ministros do TST também, pois foi o contundente posicionamento majoritariamente contrário ao PL 4.330 da corte trabalhista que fortaleceu e animou a posição do movimento sindical.


O movimento sindical precisa procurar também as entidades dos operadores do direito, tendo a Anamatra como referência, para colocar em curso uma expressiva movimentação desse setor na Câmara, a fim de evitar o pior.

O tempo corre e conspira contra os trabalhadores. Só uma grande e estratégica movimentação sindical, nesse momento, poderá salvar os direitos trabalhistas contidos na CLT.

Marcos Verlaine jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap

Vídeo 2 - Todos contra a Terceirização - Apóie a Campanha - Portal CTB

www.portalctb.org.br

Vídeo 1: Todos contra a Terceirização! Apóie a Campanha - Portal CTB

www.portalctb.org.br

A Ditadura a serviço dos gringos - Documentário da TV Brasil

Cid Gomes peita Cunha e achacadores - TV Câmara e Conversa Afiada

Atriz Bete Mendes relembra tortura: "a pior perversidade da raça humana" - Pragmatismo Político

Atriz Bete Mendes, brutalmente torturada por Brilhante Ustra na ditadura, pede atenção à democracia no Brasil

Presa e torturada em 1970, a atriz Bete Mendes encontrou o coronel Brilhante Ustra numa viagem ao Uruguai em 1985. Ela era deputada federal, e ele atuava na embaixada em Montevidéu. Na volta, ela denunciou Ustra ao presidente Sarney. Aos 64, a atriz diz não temer retrocessos, mas pede atenção aos movimentos contra a democracia. Em depoimento publicado domingo, no diário paulistano Folha de S.Paulo, a atriz afirma que superou o trauma com tratamento psicológico e se afirma socialista.

Leia abaixo as declarações de Bete Mendes.

Fui presa duas vezes. Na primeira, não fui torturada fisicamente. Na segunda, foi total. Fui torturada [em 1970] e denunciei [o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra]. Isso me marcou profundamente. Não desejo isso para ninguém – nem por meus inimigos. A tortura física é a pior perversidade da raça humana; a psicológica, idem.


“Não dá para ter raiva de quem me torturou. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem”, diz Bete Mendes

Não dá para ter raiva (de quem me torturou). A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem. Estou muito feliz, sobrevivi e bem. E não quero mais falar desse assunto.

Superei isso com tratamento psicológico e com trabalho. Agradeço à família, à classe artística, aos amigos que foram meu alicerce.

Carlos Zara me convidou para fazer a novela “O Meu Pé de Laranja Lima”, e isso me salvou. Continuei o trabalho artístico, fui fundadora do PT, fui deputada federal duas vezes e secretária da Cultura de São Paulo.

Comecei a fazer teatro e cantar com seis anos de idade. Com oito já participava de manifestações de alunos. Era do grêmio do colégio, depois fui para o diretório da faculdade. Em bibliotecas públicas ou pegando livros emprestados lia tudo: Rousseau, Marx, Mao, Lênin, Gorki, Aristóteles. Depois, adotei o codinome de Rosa em homenagem a Rosa Luxemburgo.
Var Palmares

Na adolescência escrevi textos de peças de teatro. Quando fui presa, eles levaram esses textos. Achavam que eles eram prova de crime, que depunham contra mim. Nunca mais os recuperei. Era coisa tão pouca, boba, pessoal.Leia também

Amado Batista: “mereci ser torturado na ditadura”

Torturado quando bebê, morre vítima mais jovem da ditadura no Brasil

Nomes de artistas que colaboraram com a ditadura são revelados em documento

Quando fecharam as portas à democracia, me senti usurpada, revoltada, aprisionada. Achei que a única saída era entrar numa organização revolucionária contra a ditadura militar. Entrei na VAR-Palmares. Fizemos aquela opção. Foi certa, errada? É difícil julgar hoje.

A minha visão era a revolução socialista: tirar poder dos militares, dos opressores, do capitalismo selvagem. Deixar a gente governar para o bem de todos, com todos participando.

Eu tinha 18, 19 anos e achava que podia fazer tudo. Não tinha consciência do risco imenso que estava correndo. Era atriz de uma novela que explodia no Brasil, “Beto Rockfeller”, estudava ciências sociais na Universidade de São Paulo e participava de uma organização clandestina revolucionária. Aí deu zebra.

O medo era a pior coisa que a gente sentia na época. Historicamente tem que se reconhecer que nós entramos numa ditadura muito mais pesada do que foi dito no passado. Isso vai sendo desdito atualmente pela Comissão da Verdade.

Hoje não tenho medo de retrocesso, mas é preciso prestar atenção em manifestações como de movimentos nazistas em vários países e no Brasil. Por exemplo? O coronel Brilhante Ustra faz parte desse movimento. Ele tem um site. Há jovens fazendo movimento nazista.
Democracia

É um receio. É preciso ser cauteloso em relação a movimentos que podem ser prejudiciais ao avanço democrático. Mas impedir jamais, porque a gente legitima a manifestação de todos, de opiniões diversas. É preciso cuidar da democracia para que esses movimentos não cresçam.

Sou política como qualquer cidadão. Sou cidadã, atriz, socialista. O socialismo se constrói todo dia. Não temos o modelo socialista do passado, mas a gente constrói um novo. Quero continuar trabalhando como atriz e viajar mais. Poder viver essa democracia até morrer. Sonho político? Que o trabalho escravo acabe no Brasil.

Problema de audição? Tenho. É que eu fui torturada. (Fica com os olhos marejados).

Correio do Brasil

“Vovô Metralha” matava jovens a sangue-frio, sabiam, meninos revoltados? - Fernando Brito - Tijolaço



Tijolaço - Autor: Fernando Brito




Meu bom companheiro Fernando Molica, colunista de O Dia, publicou ontem, em seu blog, um excelente artigo sobre o vídeo que havíamosmostrado aqui, feito pelos jornalistas da revista Trip na manifestação da Avenida Paulista de domingo.

Rerproduzo o artigo ao final, mas peço licença a Molica para trazer logo para o início a ficha do aparentemente inofensivo “Carlinhos Metralha” louvado pelos manifestante e digno até de uma esdrúxula continência por parte de um policial militar.

Carlos Alberto Augusto, vulgo ‘Carteira Preta’ e ‘Carlinhos Metralha’, o ex-delegado do Dops que discursou na manifestação, levou para a Avenida Paulista um cartaz em que dizia querer ser ouvido pela Comissão da Verdade. Pena que só diz isso agora, quando os trabalhos da comissão foram encerrados. O relatório diz que ele foi convocado a depor, mas não foi localizado. Na hora de prestar contas à história, ele tratou de não aparecer. Segue trecho do relatório sobre ele:

Carlos Alberto Augusto (1944-) Delegado de polícia. Serviu no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP), sendo conhecido como “Carteira Preta” e “Carlinhos Metralha”. Integrou a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Teve participação em casos de detenção ilegal, tortura e execução. Convocado para prestar depoimento à CNV, não foi localizado. Vítimas relacionadas: Carlos Marighella (1969); Eduardo Collen Leite (1970); Antônio Pinheiro Salles e Devanir José de Carvalho (1971); Soledad Barrett Viedma, Pauline Reichstul, Jarbas Pereira Marques, José Manoel da Silva, Eudaldo Gomes, Evaldo Luiz Ferreira de Souza e Edgard de Aquino Duarte (1973).

A Pauline Reichstul, apontada no relatório como uma das vítimas do ‘Carlinhos Metralha’, era irmã de Henri Philippe Reichstul, presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso.

Retomo: Carlinhos Metralha era um dos agentes do DOPS que “administrava” as delações do famigerado Cabo Anselmo. Pauline e outros cinco jovens foram executados não na “Paulista”, mas em Paulista, Pernambuco, no que ficou conhecido como “A Chacina da Chácara São Bento”.

Pauline recebeu uma coronhada na cabeça. Os outros cinco, executados a tiros.

26 tiros, relata o jornalista pernambucano Luiz Felipe Campos, que escreveu um livro sobre o episódio: “14 na cabeça e muitos à queima-roupa. Ao cenário brutal, foram adicionadas armas ao redor dos corpos para sugerir um confronto entre guerrilheiros e militares que nunca houve. As fotos, difundindo a versão oficial de que um “congresso de terroristas” havia sido desbaratado, foi estampada nos jornais três dias depois”.

Já mortos, metralhados.

“Com muito prazer”, talvez, como disse no vídeo o “herói da Paulista”.

Você foi ao ato do dia 15/03 em que se aplaudiu e falou esse torturador? - Com Fernando Molica


O ATO, OS GOLPISTAS E O TORTURADOR

Por Fernando Molica em 18 de março de 2015

O vídeo sobre a manifestação paulistana que foi preparado por equipe da revista 'Trip' é assustador demais. Não dá para achar razoável ou tolerável que organizadores de ato que diz defender a democracia aceitem a presença de entusiastas de um golpe militar e até liberem o microfone para um ex-torturador, o delegado aposentado Carlos Alberto Augusto. Admitir a participação desses sujeitos seria o mesmo que aceitar a presença de nazistas numa passeata contra a política externa de Israel. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

É razoável imaginar que organizadores da manifestação tomassem a iniciativa de expulsar do ato um grupo de petistas que fosse até lá para condenar a roubalheira na Petrobras e, ao mesmo tempo, defender Dilma Rousseff. Não seria absurdo que eles fossem convidados a se retirar de uma passeata que protesta contra o governo. A eventual presença deles poderia até ser vista como provocação.

O problema é que, pelo que vi e li sobre as manifestações de domingo, não houve qualquer tentativa de expulsão dos pregadores do golpe (o vídeo até mostra mulheres que se revoltaram com a histeria militarista, mas, pelo visto, não passou de um protesto isolado).

É simples, ato que inclui defensores da ditadura, torturadores (havia pelo menos um) e pessoas que não admitem a pluralidade (caso dos que revelam intolerância com comunistas e integrantes de outras correntes de esquerda) não pode ser chamado de democrático. Mais: quem defende a ditadura não tem o direito de dizer que é contra a corrupção. Afinal, na ditadura, casos de corrupção eram censurados ou não geravam qualquer consequência - como as mordomias no escalão federal reveladas pelo 'Estadão' e a negociata, publicada pela 'Folha', que envolveu o grupo Delfin e o Banco Nacional da Habitação (terrenos no valor de Cr$ 10 bilhões quitaram uma dívida de Cr$ 60 bi junto ao BNH). Quem defende a ditadura defende o direito de quem quer roubar sem ser punido.

Vale também ressaltar o absurdo que foi utilizar a belíssima 'Canção do Expedicionário' como trilha sonora da manifestação, isto representou uma ofensa aos pracinhas que foram combater ditaduras na Europa. Um combate que, aqui, acabou provocando a queda de um ditador. A 'Canção' ("Por mais terras que eu percorra/ Não permita Deus que eu morra/
Sem que volte para lá") é linda, deve ser o único canto de guerra que não fala em destruição, em morte, mas da vitória e da saudade da pátria amada:

Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por último, vale registrar: o Carlos Alberto Augusto, vulgo 'Carteira Preta' e 'Carlinhos Metralha', o ex-delegado do Dops que discursou na manifestação, levou para a Avenida Paulista um cartaz em que dizia querer ser ouvido pela Comissão da Verdade. Pena que só diz isso agora, quando os trabalhos da comissão foram encerrados. O relatório diz que ele foi convocado a depor, mas não foi localizado. Na hora de prestar contas à história, ele tratou de não aparecer. Segue trecho do relatório sobre ele:

Carlos Alberto Augusto (1944-) Delegado de polícia. Serviu no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP), sendo conhecido como "Carteira Preta" e "Carlinhos Metralha". Integrou a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Teve participação em casos de detenção ilegal, tortura e execução. Convocado para prestar depoimento à CNV, não foi localizado. Vítimas relacionadas: Carlos Marighella (1969); Eduardo Collen Leite (1970); Antônio Pinheiro Salles e Devanir José de Carvalho (1971); Soledad Barrett Viedma, Pauline Reichstul, Jarbas Pereira Marques, José Manoel da Silva, Eudaldo Gomes, Evaldo Luiz Ferreira de Souza e Edgard de Aquino Duarte (1973).

A Pauline Reichstul, apontada no relatório como uma das vítimas do 'Carlinhos Metralha', era irmã de Henri Philippe Reichstul, presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Dilma: Combate à corrupção é uma questão fundamental na democratização do poder - Blog do Planalto

Dilma apresenta Pacote contra a Corrupção, conheça as propostas - Blog do Renato Rabelo


“Combater a corrupção significa democratizar o poder”, afirma Dilma


Cumprindo uma de suas promessas de campanha e atendendo as demandas do país, a presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta quarta-feira (18), um pacote com leis Anticorrupção que será encaminhado ao Congresso Nacional. Na cerimônia, a presidenta reafirmou o compromisso pessoal e de seu governo em dar continuidade ao combate ao crime. “Combater energicamente a corrupção significa democratizar o poder. Ela rouba o poder legítimo de povo, a corrupção ofende e humilha os trabalhadores”, enfatizou.


Agência Brasil



Dilma conclamou o diálogo para firmar um grande pacto nacional que deve desaguar na reforma política

“O Brasil de hoje combate a corrupção. As notícias sobre casos aumentam, mas justamente elas aumentam porque eles não são mais varridos para baixo do tapete. E aí, à luz do sol, ilumina. Aí a luz do sol deixa claro e evidencia a existência tanto dos chamados malfeitos como dos processos e dos atos de corrupção. É o que acontece em todos os países que reforçam instituições para combater esse mal”, enfatizou a presidenta.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que pretende agregar ao pacote Anticorrupção apresentado pela presidenta as propostas de parlamentares em tramitação na Casa que tratam do mesmo tema. “Há vários projetos de lei aqui que também serão recuperados. Votaremos propostas que o governo está mandando e também propostas de iniciativa da Casa”, disse Cunha.

No discurso, a presidenta disse que as medidas não pretendem esgotar o debate sobre a matéria. Reafirmando “o espírito de diálogo do governo”, Dilma anunciou a criação de um Grupo de Trabalho, que terá característica de fórum entre o Poder Executivo e os presidentes do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil, para a elaboração de outras propostas.

E completou: “Nós temos de construir todos os mecanismos, firmarmos todos os acordos, construindo um grande pacto nacional que envolve todos os setores da sociedade e todas as esferas de governo e com a participação de todas as forças vivas da nação. Esse pacto precisa, sim, desaguar numa reforma política”, defendeu Dilma.



Coerência

“O meu compromisso com o combate à corrupção é coerente com a minha vida pessoal”, ressaltou Dilma resgatou as leis que foram sancionadas pelo seu governo, como a Lei de Acesso à Informação, conhecida como a Lei da Transparência; a Lei de Combate à Lavagem do Dinheiro; a Lei de Combate às Organizações Criminosas.

Ela também fez questão de destacar o papel do presidente Lula que deu início a esse processo com o fortalecimento da Controladoria-Geral da União, a criação do Portal da Transparência, o fortalecimento e autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público.

“Somos um governo que não transige com a corrupção e temos o compromisso e a obrigação de enfrentar a impunidade que alimenta a corrupção. Essas medidas fortalecem a luta contra a impunidade. E esta impunidade é, talvez, o maior fator que garante a reprodução da corrupção”, enfatizou ela.

Entre as medidas Dilma destacou a importância do projeto que transforma em crime a prática de caixa dois e a lavagem de dinheiro. “É importante sinalizar que no Brasil não havia, até hoje, uma lei que assegurasse que a lavagem de dinheiro ou o caixa dois eleitoral fossem crimes”, disse.

Citou também o pedido de urgência do Projeto de Lei que trata do enriquecimento ilícito de funcionário público e a extensão do critério da lei de ficha limpa para cargos de confiança nos três poderes na nação.

A presidenta pontuou que o desafio é superar as heranças colonialistas. “Estamos purgando hoje males que carregamos há séculos, assim como a mancha cruel da escravidão ainda deixa traços profundos da desigualdade social do país. E colore a exclusão com as cores da escravidão. O sistema patrimonialista do poder, que sempre confundiu o público com o privado, que transformou o privado num mecanismo de controle do [bem] público e deixou uma herança nefasta de mau uso do dinheiro público”, afirmou.

Do Portal Vermelho, com informações do Portal Planalto

Discurso da presidenta Dilma Rousseff no lançamento do pacote anticorrupção

Cearense, Cid Gomes disse a verdade:#Achacadores flertam com golpismo para enfraquecer Dilma, Presidenta eleita pelo povo!


PCdoB defende taxação de grandes fortunas para ajuste fiscal - Blog do Rento Rabelo

Blog do Rento Rabelo
Nesta terça-feira (17), a bancada do PCdoB na Câmara publicou uma edição do seu informativo Tribuna Parlamentar para defender a taxação sobre grandes fortunas – o único dos sete tributos federais previstos na Constituição de 1988 que ainda aguarda regulamentação. No dia anterior – segunda-feira (16) , o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a taxação das grandes fortunas como uma das medidas para garantir o ajuste fiscal proposto pelo Executivo.

 Lid. PCdoB na Câmara
A proposta da líder do PCdoB na Câmara recebeu apoio do líder do governo, que defendeu a taxação de grandes fortunas em discurso no plenário.

A proposta da líder do PCdoB na Câmara recebeu apoio do líder do governo, que defendeu a taxação de grandes fortunas em discurso no plenário.

“Temos de avançar na taxação das grandes fortunas e grandes heranças e dos grandes rentistas no exterior. O que o governo tem de preservar é o setor produtivo”, afirmou, fazendo coro à proposta da líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), autora do Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê a Contribuição Social sobre Grandes Fortunas.

O tema volta à pauta no momento em que a Câmara instala as comissões especiais
que vão analisar as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, mudando as regras na concessão de benefícios previdenciários, como pensão por morte e seguro-desemprego.

Segundo a bancada do PCdoB, além das medidas atingindo os trabalhadores, é preciso também visar os mais ricos. Para os comunistas, o assunto está relacionado à possibilidade de gerar aproximadamente R$ 20 bilhões anuais para a saúde. Isso porque o projeto apresentado pela líder da legenda na Casa prevê a destinação integral daquilo que for arrecadado para o Fundo Nacional de Saúde, numa tentativa de combater o sub-financiamento do setor.

“Infelizmente, nosso sistema tributário ainda é bastante regressivo e, portanto, injusto para com os que vivem da renda do trabalho e benevolente para com os que sonegam e especulam. Desde a redemocratização, cobra-se mais de quem tem menos e nada cobra-se da minoria que muito tem”, explica a parlamentar.


Proposta antiga

Apesar de hoje ser vista como uma alternativa da esquerda, a primeira tentativa de regulamentação do tributo foi proposta em 1989. Vinte e seis anos depois, a mesma pauta foi apresentada no Congresso Nacional por pelo menos dez parlamentares, de diferentes partidos: PCdoB, PT, PSol, PV, PPS e até o PSDB. O imposto, no entanto, nunca chegou a ser votado.

Em entrevista à TV Afiada, Jandira Feghali anunciou que o governo estuda seriamente a medida – apesar de matérias da grande mídia veicularem o recuo do atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o assunto.

O líder do governo na Câmara confirma as palavras da líder comunista. Guimarães falou que não é possível dar perenidade e qualidade nas políticas públicas nas diversas áreas sem garantir o financiamento.

Do Portal Vermelho
De Brasília, Márcia Xavier, com agências

Vídeo:A Privataria Tucana na Vale do Rio Doce - Defendem a ética e a Petrobrás?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Tortura e Ditadura Nunca Mais - Baixe o livro digital e saiba a verdade que o PIG esconde




BRASIL NUNCA MAIS NA INTEGRA. PROJETO COM SENTENÇAS CONDENATÓRIAS NAS AUDITORIAS MILITARES



Para acessar a página, é só entrar no seguinte endereço


http://bnmdigital.mpf.mp.br

São 900.000 páginas, possibilitando o conhecimento da quantidade total de sentenças condenatórias proferidas nas Auditorias Militares.

TAMBÉM DISPONÍVEL O LIVRO BRASIL NUNCA MAIS NA INTEGRA

ACESSE CLICANDO NOS LINKS ABAIXO DO TEXTO

Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.

Os advogados, entre os quais a advogada Eny Raimundo Moreira e a equipe do escritório do advogado Sobral Pinto, perceberam que os processos relacionados a presos políticos poderiam ser reproduzidos, aproveitando-se do prazo de 24 horas facultado pelo Tribunal para a custódia provisória de autos. Copiaram os documentos um a um em total sigilo. Era nitroglicerina pura: havia uma das únicas fontes capazes de reproduzir o que ocorrera nos cárceres e locais de tortura: as denúncias feitas por parte dos presos políticos, detalhando as violências que tinham sofrido. A qualquer momento, aquela papelada valiosa poderia desaparecer, ainda mais na hipótese cada vez mais próxima de redemocratização.

A ideia foi acolhida pelo Reverendo da Igreja Presbiteri

ana Jaime Wright e pelo cardeal de São Paulo,Dom Paulo Evaristo Arns, que conseguiram os recursos necessários junto ao Conselho Mundial de Igrejas. Alugaram uma sala comercial em Brasília próxima ao Superior Tribunal Militar e três máquinas copiadoras e contrataram alguns estagiários. Dali, as cópias seguiam para São Paulo, inicialmente em ônibus, aviões de carreira e automóveis, onde foi tudo microfilmado. Foram seis anos de trabalho até reproduzirem documentos de 707 processos judiciais. No total, 1 milhão de cópias em papel e 543 rolos de microfilmes.

O primeiro produto foi um documento-mãe, o Projeto A, com a análise e a catalogação das informações constantes dos autos dos processos judiciais em 6.891 páginas divididas em 12 volumes. Nessa etapa, os pesquisadores identificaram quantos presos passaram pelos tribunais militares, foram formalmente acusados, presos, torturados e quantas pessoas tinham desaparecido. Também foram catalogadas as modalidades de mais praticadas, a localização dos centros de detenção e os nomes dos médicos que davam plantão junto aos porões, bem como agente identificados pelos presos políticos.

Para tornar o conteúdo mais acessível, Dom Paulo imaginou o Projeto B, um resumo do Projeto A em um espaço 95% menor, tarefa a cargo dos jornalistas Ricardo Kotscho e Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), coordenados por Paulo de Tarso Vannuchi. O material acabou publicado no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, saiu pela Editora Vozes (vinculada à Igreja Católica) sob o título de Brasil: Nunca Mais.

Toda a documentação do projeto, foi doada para a Universidade Estadual de Campinas, a instituição aceitou a documentação, com a promessa de disponibilizar amplamente o material para consulta e permitir sua reprodução. Vinte e cinco cópias do Projeto A, encadernadas em capa dura, preta com letras douradas foram entregues a universidades, bibliotecas e centros de documentação de entidades dedicadas à defesa dos direitos humanos no Brasil no exteriorBrasil Nunca Mais (1)

http://pt.scribd.com/doc/93566594

Tomo Vi Vol 2 Invent a Rio Dos Ane

tomo_v_vol_4_os_mortos

Tomo III Perfil Dos Atingidos

Tomo v Vol 3 as Torturas

Tomo v Vol 2 as Torturas

Tomo v Vol 1 a Tortura

Tomo IV as Leis Repressivas

tomo_ii_vol_3_os_funcionarios

Tomo II Vol 1 a Pesquisa Bnm

tomo_ii__vol_2_os_atingidos

Coletivizando no Youtube