domingo, 22 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
BRASIL NUNCA MAIS NA INTEGRA. PROJETO COM SENTENÇAS CONDENATÓRIAS NAS AUDITORIAS MILITARES
Para acessar a página, é só entrar no seguinte endereço
http://bnmdigital.mpf.mp.br
São 900.000 páginas, possibilitando o conhecimento da quantidade total de sentenças condenatórias proferidas nas Auditorias Militares.
TAMBÉM DISPONÍVEL O LIVRO BRASIL NUNCA MAIS NA INTEGRA
ACESSE CLICANDO NOS LINKS ABAIXO DO TEXTO
Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.
Os advogados, entre os quais a advogada Eny Raimundo Moreira e a equipe do escritório do advogado Sobral Pinto, perceberam que os processos relacionados a presos políticos poderiam ser reproduzidos, aproveitando-se do prazo de 24 horas facultado pelo Tribunal para a custódia provisória de autos. Copiaram os documentos um a um em total sigilo. Era nitroglicerina pura: havia uma das únicas fontes capazes de reproduzir o que ocorrera nos cárceres e locais de tortura: as denúncias feitas por parte dos presos políticos, detalhando as violências que tinham sofrido. A qualquer momento, aquela papelada valiosa poderia desaparecer, ainda mais na hipótese cada vez mais próxima de redemocratização.
A ideia foi acolhida pelo Reverendo da Igreja Presbiteri
ana Jaime Wright e pelo cardeal de São Paulo,Dom Paulo Evaristo Arns, que conseguiram os recursos necessários junto ao Conselho Mundial de Igrejas. Alugaram uma sala comercial em Brasília próxima ao Superior Tribunal Militar e três máquinas copiadoras e contrataram alguns estagiários. Dali, as cópias seguiam para São Paulo, inicialmente em ônibus, aviões de carreira e automóveis, onde foi tudo microfilmado. Foram seis anos de trabalho até reproduzirem documentos de 707 processos judiciais. No total, 1 milhão de cópias em papel e 543 rolos de microfilmes.
O primeiro produto foi um documento-mãe, o Projeto A, com a análise e a catalogação das informações constantes dos autos dos processos judiciais em 6.891 páginas divididas em 12 volumes. Nessa etapa, os pesquisadores identificaram quantos presos passaram pelos tribunais militares, foram formalmente acusados, presos, torturados e quantas pessoas tinham desaparecido. Também foram catalogadas as modalidades de mais praticadas, a localização dos centros de detenção e os nomes dos médicos que davam plantão junto aos porões, bem como agente identificados pelos presos políticos.
Para tornar o conteúdo mais acessível, Dom Paulo imaginou o Projeto B, um resumo do Projeto A em um espaço 95% menor, tarefa a cargo dos jornalistas Ricardo Kotscho e Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), coordenados por Paulo de Tarso Vannuchi. O material acabou publicado no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, saiu pela Editora Vozes (vinculada à Igreja Católica) sob o título de Brasil: Nunca Mais.
Toda a documentação do projeto, foi doada para a Universidade Estadual de Campinas, a instituição aceitou a documentação, com a promessa de disponibilizar amplamente o material para consulta e permitir sua reprodução. Vinte e cinco cópias do Projeto A, encadernadas em capa dura, preta com letras douradas foram entregues a universidades, bibliotecas e centros de documentação de entidades dedicadas à defesa dos direitos humanos no Brasil no exteriorBrasil Nunca Mais (1)
http://pt.scribd.com/doc/93566594
Tomo Vi Vol 2 Invent a Rio Dos Ane
tomo_v_vol_4_os_mortos
Tomo III Perfil Dos Atingidos
Tomo v Vol 3 as Torturas
Tomo v Vol 2 as Torturas
Tomo v Vol 1 a Tortura
Tomo IV as Leis Repressivas
tomo_ii_vol_3_os_funcionarios
Tomo II Vol 1 a Pesquisa Bnm
tomo_ii__vol_2_os_atingidos
sábado, 16 de agosto de 2014
Comissão da Verdade UFBA - 9ª Oitiva: Maria Liege Rocha
Maria Liege Rocha, ex-aluna de Biblioteconomia e Documentação, ativista do movimento feminino pela Anistia e ex-presidente da União de Mulheres de Salvador, depôs na nona oitiva da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA, realizada no dia 22 abril de 2014, no auditório da Faculdade de Comunicação.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Entre os facínoras, assassino de Carlos Nicolau Danielli
Delegados de SP são indiciados por tortura e morte na ditadura O Ministério Público Federal (MPF) ingressou nesta segunda-feira (30) na Justiça com um pedido de afastamento, perda de cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil de São Paulo que participaram diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimentos e homicídios durante o regime militar (1964–1985).
Entre as vítimas apontadas na ação, estão o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, e seu antecessor na pasta, Nilmário Miranda.A ação pede a responsabilização pessoal dos delegados do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araújo e Dirceu Gravina. Além disso, o MPF quer que os três sejam condenados a reparar danos morais coletivos e a devolver as indenizações pagas pela União.
"Essas providências são indispensáveis para a consecução do objetivo da não repetição: as medidas de justiça transicional são instrumentos de prevenção contra novos regimes autoritários partidários da violação de direitos humanos, especialmente por demonstrar à sociedade que esses atos em hipótese alguma podem ficar impunes, ignorados e omitidos”, diz a ação assinada por seis procuradores federais.
Repressão
O Dops foi o órgão governamental que tinha por objetivo controlar e reprimir os movimentos políticos e sociais contrários ao regime. Calandra e David Araújo já estão aposentados. Gravina, o mais jovem dos acusados, ainda atua como delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. De acordo com MPF, Calandra utilizava o codinome de Capitão Ubirajara, Araújo era conhecido como Capitão Lisboa e Gravina utilizava o apelido de JC.
A ação é assinada pelos procuradores Eugênia Augusta Gonzaga, Jefferson Aparecido Dias, Marlon Alberto Weichert, Luiz Fernando Costa, Adriana da Silva Fernandes e Sério Gardenghi Suiama. Eles identificaram os três policiais com base em depoimentos de ex-presos políticos e parentes de pessoas mortas pelo regime militar. Elas reconheceram os acusados em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.
Torturas
A denúncia cita que Calandra teria torturado o secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vannuchi e seu antecessor, na pasta, Nilmário Miranda. Além dos dois ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Calandra, de acordo com o Ministério Público, participou também da tortura e do desaparecimento de Hiroaki Torigoe; da tortura, morte de Carlos Nicolau Danielli; da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além da montagem da versão fantasiosa de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia.
O depoimento de Maria Amélia Telles, uma das peças da ação, indica métodos de tortura física e psicológica que teriam sido aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, que envolveriam os filhos do casal. Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com 5 e 4 anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los.
Também prestou depoimento no Ministério Público Federal o atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa de São Paulo, Ivan Seixas, que foi preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi.
De acordo com o relato de Ivan Seixas, David Araújo, o “capitão Lisboa”, estava entre os torturadores. “Era o que mais batia”, disse. Seixas também contou que, como forma de pressão, os policiais o levaram para uma área deserta e simularam seu fuzilamento. Depois, foi colocado em uma viatura onde havia a edição da Folha da Tarde com a manchete sobre a morte de seu pai, mas, ao chegar no Doi-Codi, seu pai ainda estava vivo. Ele disse que, após a prisão, sua casa foi saqueada. Uma das irmãs de Seixas afirmou ao MPF que foi abusada sexualmente por Araújo.
De acordo com o Ministério Público Federal, Dirceu Gravina foi reconhecido em 2008, por Lenira Machado, uma de suas vítimas, durante uma reportagem sobre uma investigação que o delegado conduzia na cidade de Presidente Prudente. Presa por três dias no Dops, Lenira afirmou que teve toda a roupa rasgada por Gravina e mais dois policiais. Depois foi transferida para o Doi/Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e um lenço.
A ação detalha que, em seu primeiro interrogatório no Doi/Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. “Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina – que estava postado a sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete”, destaca o documento.
“Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura, a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira e, mesmo assim, não suspendeu a sevícia. A tortura contra ela era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão”, relata a ação do Ministério Público Federal.
Gravina é também apontado pelos procuradores como o último agente a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira. Também foram vítimas de Gravina, de acordo com a ação os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.
Agência Brasil e Vermelho
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Êh, frei Tito, que tua paixão e morte nos inspirem a jamais permitir novamente o avanço da direita no Brasil!
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Pobre o país que precisa da OEA para julgar o Araguaia...
A Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA e com sede na Costa Rica, levou o Estado Brasileiro ao banco dos réus, a partir desta quarta-feira, pelos crimes cometidos pela ditadura militar durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). É lastimável que a obstinação de uns poucos guardiães das atrocidades e arquivos da ditadura arraste o Brasil para esse vexame.
Por Bernardo Joffily
Leia o artigo
domingo, 12 de julho de 2009
Onde estão nossos heróis, mortos e desaparecidos pela Ditadura?

Assassinados nos cárceres
da ditadura militar de 1964
Mortos em combate na
Guerrilha do Araguaia
Dinalva Teixeira (Dina)
Miguel Pereira dos Santos (Cazuza)
Hélio Luís Navarro (Edinho)
Antônio de Pádua Costa (Piauí)
Paulo Marques (Amauri da Farmácia)
Ciro Flávio Oliveira (Flávio)
João Carlos Haas Sobrinho (Juca)
Antônio Guilherme Ribas (Ferreira)
Antônio Carlos Teixeira
Daniel Ribeiro Calado (Doca)
Nelson Lima Piauí Dourado (Nelito)
José Huberto Bronca (Ruivo)
Helenira Resende Nazaré (Fátima)
Tobias Pereira Júnior (Josias)
José Maurílio Patrício (Manuel)
Luís Renê de Oliveira e Silva (Duda)
Gilberto Olímpio Maria (Pedro)
José Toledo de Oliveira (Vítor)
Francisco Chaves (Zé Francisco)
Antônio Teodoro de Castro (Raul)
Áurea Elisa Valdão
Uirassu de Assis Batista (Valdir)
Antônio Ferreira Pinto (Alfaiate)
Idalísio Aranha Filho (Aparício)
João Gualberto (Zebão)
Guilherme Gomes Lund (Luís)
Cleber Lemos Silva (Quelé)
Maria Célia Correia (Rosa)
Jana Morroni Barroso (Cristina)
Líbero Giancarlo Castiglia (Joca)
Jaime Petit da Silva
Paulo Mendes Rodrigues
Elmo Correia (Lourival)
Carretel
Pedro Alexandrino de Oliveira (Peri)
José Piauí Dourado (Ivo)
Adriano Fonseca (Chico, Queixada)
Vandic Reidner Coqueiro (João)
Divino Ferreira de Souza (Nunes)
Clion da Cunha Brun (Comprido)
Dermeral da Silva Pereira (João)
Custódio Saraiva Neto (Lauro)
Antônio Alfredo Campos (Alfredo)
Guerrilheiros naturais da região
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