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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Altamiro Borges: Ombudsman reconhece o mico da Folha

Altamiro Borges: Ombudsman reconhece o mico da Folha
A brutal perseguição imposta ao blog satírico Falha de S. Paulo, que foi censurado, processado e ainda corre risco de pagar multa, está dando uma baita dor de cabeça à famiglia Frias.

Altamiro Borges: Cautela ou recuo na regulação da mídia?

Altamiro Borges: Cautela ou recuo na regulação da mídia?

Neste final de semana, a mídia hegemônica soltou rojões para comemorar o que seria um recuo do recém-empossado ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na proposta de elaboração de um novo marco regulatório para a mídia. A Folha interpretou que o governo já teria “mudado seu discurso”, adotando “um tom mais cauteloso”. O Estadão foi ainda mais otimista: “Governo Dilma enterra projeto de regulação da mídia”. E o jornal O Globo foi mais precavido: “Regulamentação não irá ao Congresso”.

A leitura precipitada dos barões da mídia sobre o recuo do governo ocorreu devido à confusa entrevista que o ministro concedeu logo após a audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na sexta-feira (7). Diante dos holofotes, Paulo Bernardo teria dito que o projeto demanda mais tempo de maturação, “já que tem questões que dizem respeito à própria democracia. Vamos examinar tudo e ver como vamos encaminhar”. Esta resposta vaga e ensaboada foi interpretada como a morte prematura da proposta.

“O governo enterrou o projeto”

Leonêncio Nossa e Lisandra Paraguassú, da Agência Estado, não pestanejaram: “O governo enterrou o projeto de regulação da mídia elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins. Após encontro com a presidente Dilma Rousseff no Planalto, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse em tom diplomático e político que há outras prioridades para serem tocadas, como o projeto de banda larga... Pela tradição de Brasília, um governo ‘enterra’ um projeto quando não estipula prazo para envio ao Congresso nem classifica a proposta como prioridade na agenda, observam assessores”.

Não foi exatamente a mesma conclusão da reportagem do jornal O Globo. A famiglia Marinho, escaldada, prefere não provocar a presidenta Dilma Rousseff. “A nova equipe pretende reabrir a discussão e até submeter à consulta pública a proposta”, informa. Mesmo assim, a matéria editorializada registra a rejeição à regulação. “O texto provocou forte reação da sociedade civil organizada, que teme o controle prévio dos meios de comunicação e um cerco à liberdade de imprensa”, afirma, na maior caradura. De qual sociedade civil organizada O Globo está falando? De que texto, já que ele ainda nem foi publicado?

Futricas e estímulo à cizânia

Já a Folha, no seu estilo inconfundível de soltar futricas para estimular a cizânia, especulou sobre as diferenças entre os dois presidentes. “Em dezembro, o governo Lula, por meio do ex-ministro Franklin Martins, finalizou o anteprojeto da Lei Geral de Telecomunicações e passou a discussão para o novo governo... O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que a discussão sobre a Lei Geral das Telecomunicações seria o ‘mais importante’ debate no governo pelos próximos dois anos, e convocou ativistas de comunicação a se prepararem para a discussão”.

Para a Folha, Paulo Bernardo acerta ao ser mais cauteloso. “O ministro defendeu uma discussão detalhada dentro do Executivo antes de se definir o encaminhamento do texto. Na conversa com Dilma, Paulo Bernardo diz ter defendido que, em vez de encaminhar o projeto diretamente ao Congresso, o texto seja submetido à consulta pública através da internet. ‘Vamos ter que olhar cada aspecto, cada ponto ali’... Vamos examinar tudo isso e ver depois como nós vamos encaminhar’, afirmou o ministro”.

Confecom já!

Aonde há fumaça, há fogo. Para a imprensa ter soltado rojões é porque ela possui outras informações, nem sempre divulgadas. É evidente que o lobby dos barões da mídia está super-ativo para evitar qualquer regulação do setor – com visitas e reuniões das mais sigilosas aos integrantes do executivo e parlamentares. É evidente também que o tema é explosivo. Afinal, ele mexe com um dos principais poderes da sociedade contemporânea, com enorme capacidade de agendar a política e difamar reputações.

É indiscutível que o ministro Paulo Bernardo precisará de firmeza de princípios e muita habilidade para tocar este inflamável debate. A cautela é plenamente justificável; já o recuo, é imperdoável. A idéia de realizar um amplo debate na sociedade, inclusive com consultas públicas, é positiva. Permite aumentar a pressão da verdadeira “social civil organizada”, reduzindo o poder da ditadura midiática. Neste sentido, vale a pena avaliar a possibilidade da convocação da II Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) ainda para este ano. Ela ajudaria a galvanizar as energias e a reforçar a urgência da regulação da mídia.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

UBES divulga programação do 1º Encontro Nacional de Grêmios


8 de janeiro de 2011


Fique por dentro de tudo o que vai rolar durante a realização do 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES, entre os dias 15 e 18 de janeiro, no Rio de Janeiro. Para não perder nenhuma mesa de debate, imprima esse informe e programe-se!

Importante: O local da realização do encontro mudou para o Campus Fundão , no bloco do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Programação

1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro/RJ

15 a 18 de janeiro de 2011

Sábado, 15 de janeiro – 14h

* Recepção e Credenciamento das Delegações

Domingo, 16 de janeiro – 10h às 13h

* Debate Central UBES 01: Um Novo Ensino Médio para um Novo Brasil

* Debate Central UBES 02: Financiamento para a Qualidade: 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação estudantes!

* Debate UBES 03: O Brasil de Hoje

Domingo, 16 de janeiro - 15 às 19h

* Debate UBES 04: 25 anos da Lei do Grêmio Livre e a Democracia na Escola

* Debate UBES 05: O Ensino Técnico e o Desenvolvimento Nacional

* Debate UBES 06: Ciência, Pesquisa e Extensão no Ensino Médio

* Debate UBES 07: Desafios e Perspectivas do Novo Plano Nacional de Educação

* Debate UBES 08: Ampliação, Acesso e Permanência na Universidade Brasileira

* Debate UBES 09: Um Novo Currículo para um Novo Ensino Médio

* Debate UBES 10: Novos Conceitos Curriculares e a Educação Integral

Segunda-feira, 17 de janeiro – 10h às 13 – Maracanãzinho

* Ato Unificado e Manifestação UNE e UBES

Segunda-feira, 17 de janeiro – 15h

* Atividades Esportivas (futsal e vôlei) e Oficinas UBES

Oficina 1:

* Estatuto, atas e documentos

Oficina 2:

* Construção de blog’s

Oficina 3:

* Cine jornal

Oficina 4

* Prestação de contas e captação de recursos

Terça-feira, 18 de janeiro - 10h às 13h

Encontro UBES 1

* Encontros Nacionais de Área: Mulheres

Encontro UBES 2

* Encontros Nacionais de Área: LGBT

Encontro UBES 3

* Encontros Nacionais de Área: Meio ambiente

Encontro UBES 4

* Encontros Nacionais de Área: Cultura

Encontro UBES 5

* Encontros Nacionais de Área: Combate à criminalização dos movimentos sociais

Encontro UBES 6

* Encontros Nacionais de Área: Passe livre

Encontro UBES 7

* Encontros Nacionais de Área: Encontro do Parlamento juvenil do Mercosul


Encontro UBES 8

* Encontros Nacionais de Área: Políticas públicas de juventude

Encontro UBES 9

* Encontros Nacionais de Área: Esporte

Terça-feira, 18 de janeiro - 15h às 17h

* Leitura do Documento Final e Encerramento do 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES

* Atividade de Encerramento

1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES

Data: de 15 a 18 de janeiro

End.: Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255, Centro de Ciências da Saúde, Campus do Fundão da UFRJ – Rio de Janeiro/RJ

Da UBES

13º CONEB da UNE muda data do credenciamento para o dia 10/12

http://www.une.org.br/

7 de dezembro de 2010


Confira o calendário de reuniões da comissão de credenciamento do Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE

Faça aqui a sua inscrição online para a 7ª Bienal e o 13º CONEB

A União Nacional dos Estudantes comunica que a data do credenciamento para o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base mudou para o dia 10 de dezembro (sexta-feira). A comissão de credenciamento do CONEB irá se reunir dia 8(quarta-feira), na sede das entidades estudantis em São Paulo, para tratar da organização dos credenciamentos. Logo após será publicado no site www.une.org.br uma lista com os endereços onde serão realizados os credenciamentos em cada estado e a composição da mesa de credenciamento em cada local.

Na sexta-feira da próxima semana (17) haverá nova reunião da comissão para julgar os recursos e organizar o credenciamento no Rio de Janeiro. O diretor da UNE, Luis Felipe Maciel, estará à disposição para esclarecimento de dúvidas no e-mail lfelipemaciel@yahoo.com.br ou pelo telefone (11) 8525.1200.

Confira o calendário de credenciamento do 13º CONEB da UNE
08/12 (quarta-feira) - 18h - Reunião da Comissão de Credenciamento
Local: sede da UNE (Rua Vergueiro, 2485, Vila Mariana)
Pauta: organização dos credenciamentos estaduais
10/12 (sexta-feira) - Credenciamento Estadual
17/12 (sexta-feira) - 14h - Reunião da Comissão de Credenciamento
Local: sede da UNE (Rua Vergueiro, 2485, Vila Mariana)
Pauta: Julgamento dos recursos, organização do credenciamento no Rio de Janeiro

Sobre o 13º CONEB da UNE
Como atividade integrada à 7ª Bienal ocorrerá, entre os dias 14 a 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE. O CONEB é um dos mais importantes fóruns de deliberação do movimento estudantil e reunirá as principais lideranças dos Diretórios e Centros Acadêmicos de todo o Brasil. Os debates vão envolver cerca de 4 mil estudantes em mesas e grupos de discussão.

O tema escolhido para o 13º CONEB da UNE é “Nas ruas de hoje o Brasil do amanhã”, e traz para a reflexão o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Por meio desse tema o CONEB da UNE vai atualizar a opinião e o posicionamento da entidade acerca de diversos assuntos como os rumos do desenvolvimento econômico e social do Brasil, políticas para a juventude, mídia e comunicação, questão agrária, saúde, assistência estudantil, educadores, trabalho, Reuni, Prouni, entre muitos outros tópicos de interesse dos estudantes brasileiros.

>> Saiba mais informações sobre o 13º CONEB da UNE

>> Faça aqui a sua inscrição online para a 7ª Bienal e o 13º CONEB

Silêncio na Vila Olímpica Elzir Cabral - Paulo Vinícius da Silva



Louro Massagista, o primeiro, agachado 


Há coisas que, se não forem escritas, hão de nos assombrar sempre. E ainda que nos exponha, ainda que mal escrito, deve vir a lume o texto que ruminamos como fel, e que exige abandonar as cadeias da reflexão. E desse dever de quem escreve, não posso me esquivar .

Em 2010, vivi a pior coisa que já me aconteceu: a paixão e a morte do meu pai.

Ele foi de uma família longeva. Meu avô, Seu Sinhozim, tem 96 anos. Minha avó, Maria Lopes, morreu com mais de 90. E meu bisa, passou dos 100.

E Seu Louro era um atleta. Segundo ele mesmo, trabalhou em 74 times de futebol, como goleiro ou massagista, dentre eles o Treze, o Guarany de Juazeiro, o Volante (futuro ICASA), o Ferroviário, o Ceará e o Fortaleza. Saiu de casa, no Juazeiro do Norte na adolescência para perseguir seu sonho de ser jogador de futebol. Também foi responsável pelo "Apolo" - não eram populares então as academias - do Ginásio Paulo Sarasate. Foi massagista na COFECO - clube dos funcionários da COELCE, a companhia elétrica do Ceará - e também da AABB - dos funcionários do Banco do Brasil - que funcionava no Náutico. Mesmo aposentado, era árbitro amador de futebol e cuidava do campo de futebol da prefeitura no Quintino Cunha.


O José Freire seria mítico, não fosse a realidade de seus atos, tão concretos. Meu pai não bebia. Não fumava. Não pedia empréstimos. Sempre teve conta bancária, mas jamais teve cartão de crédito ou fez crediários. Meu pai não deixou uma dívida. Jamais a minha mãe, desde que casou com ele, em agosto de 1973, viveu em uma casa alugada. Eles se amaram mesmo. Meu pai jamais engordou desde quando casado. Seus luxos eram assim, muito particulares, mas em todo o resto era de uma simplicidade tão franciscana quanto a generosidade com que gerenciava o perde e ganha da vida. Meu pai ajudava as pessoas. E adorava Elvis Presley. E tinha dois luxos supremos. Ele, que só estudara até a 3ª série do Colégio Salesiano, no Juazeiro do Padim Cícero (de quem era devoto) jamais, nem uma vez, disse a meu irmão ou a mim que trabalhássemos. Dizia: estude. Ele era o pai e nós, filhos: nosso trabalho era aquele.



Era um homem opinioso, orgulhoso, atlético e bom de briga. Falava obsessivamente de futebol, como eu de política. A minha voz, a de meu irmão Roberto e a dele eram quase idênticas. E aprendi a gritar com ele. Acostumado a vida inteira à lida do futebol, o Louro, goleiro, massagista, árbitro, sabia se impor na conversa, no grito ou no sopapo, preciso fosse. Mas isso são memórias que vão principalmente até a adolescência. Meu pai, com o tempo, foi se tornando cada vez melhor, mais humano, menos briguento, mais cordial. Numa estrada de progressiva e inexorável iluminação, foi crescendo moralmente, em caridades, bons conselhos, massagens, palavras de alento que distribuía com aquele jeito tão bonito de andar que ele tinha: andar de jogador de futebol. Meu pai, portanto, era aquele que no mundo do esporte é conhecido como um "prático". Na verdade, deveria se dizer desbravador. Porque, vindo de uma época muito mais difícil no esporte, tendo recebido muito pouco em termos de educação formal, mas movido por uma grande força de vontade, grande inteligência e método, ele venceu e trabalhou toda a vida com futebol, exatamente como queria. E não teve um final triste como o de tantos contemporâneos seus, que inclusive brilharam mais no esporte. Ele, ao contrário, abreviou sua carreira de jogador, mirando mais adiante, tornando-se massagista para assegurar uma maior estabilidade e seguir militando no futebol por mais 40 anos. E deu certo.


Por tudo isso, e muito mais que não consigo ainda escrever, meu pai era um herói, como só podem ser os trabalhadores. E, talvez por tudo isso, todos tínhamos a inabalável certeza de que ele não morreria tão cedo. Há sete anos vivendo fora do Ceará, fui sacudido com o chamado de minha mãe para que viesse ajudar a cuidar dele, gravemente enfermo da vesícula, internado. Não sei o porquê, mas havemos de descobrir, não o operaram logo. Por que o deixaram mais de uma semana, com uma vesícula rompida, sem cirurgia, na UNICLINIC? Havemos de descobrir. Mas o fato, é que esse lutador travou uma excruciante batalha de dois meses contra uma septicemia: uma ultra-sonografia, uma extração de vesícula e cerca de sete laparotomias para tentar debelá-la; depois, uma fístula, uma prótese, cerca de sete endoscopias, uma arteriografia, uma tomografia, uma cápsula-comprimido de tecnologia israelo-estadunidense trazida de São Paulo, mais de 110 transfusões de diversos hemoderivados, uma hemodiálise, uma hemorragia que não cessou até o tirar de nós a 16 de dezembro. Nós fizemos tudo, e ele também.

E confesso que, nem de longe, estava preparado para isso. Quem está preparado para vida? Quem está preparado para a morte, afinal? E foi nessa hora de absoluto desamparo que vieram em nosso socorro os amigos e amigas, uma boa medida desse empreendimento familiar vitorioso do Seu Louro e da Dona Lourdes. Quanto pôde mobilizar nesta hora crítica essa nossa pequena família, que ele iniciou ao mirar decidido a Dona Lourdes, no Grêmio dos Ferroviários no início dos anos 70! 






Se houve quem nos esqueceu ou faltou, falta de fato não fez, porque de todos os lados vieram preces, pensamentos positivos, doações voluntárias de sangue, uma ligação amiga, uma visita, a solidariedade de meus camaradas e até de desconhecidos. Gestos que vieram de Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, dos vizinhos do Nova Assunção, de gente do futebol, da família, de gente do PSDB, do PCdoB, do PPS e do PT, de católicos, da Maçonaria, da comunidade de Nossa Sra. da Assunção, evangélicos, ateus, umbandistas, espíritas, até do movimento Hare Krishna. 

Agradeço muito, sobretudo, a inquebrantável atenção e carinho da Dra. Terezinha Arruda, um verdadeiro anjo que nos cercou de afetos e cuidados, assim como Tales Cavalcante, Gorete Leandro, Liliane Neves, João Batista Lemos e seus filhos, André e Renato, Andréa Oliveira, Viviane Rodrigues, Ana Lúcia Viana, Marcelo Martins, padre Álvaro, Taís, Fátima e Eliane Santos. Agradeço à equipe que lutou por ele na Gastroclínica, em nome da Dra. Micheline e dos enfermeiros Eurides e João. Não sei o que seria de nós sem essas pessoas.

Era duro na queda, meu pai. Ao ponto de que só mesmo Dona Lourdes, no casamento, e Dona Mariana, sua neta, arrancaram-lhe flagrantes de riso em fotografias. Ele posava sério, quase sempre. Ser pai tem/tinha dessas coisas. Mas nele, o que havia mesmo era exemplo, vontade de viver, garra para peitar as dificuldades, características que não nos deixam soçobrar, ainda que se nos deva perdoar certo claudicar e as lágrimas de início, sem aquela força imensa, aquela retaguarda que, sempre lá, fez-nos chegar tão longe. 



Mas seu Louro não deixou pontas pelo caminho. Determinado, jamais trabalhou em outra coisa que não o esporte, sua irrefreável paixão. Viveu como quis, à sua maneira, e era um homem realizado. E imagino a sua satisfação, ao saber que a 30 de dezembro de 2010, no último jogo do Ferroviário, a Vila Olímpica Elzir Cabral silenciou por um minuto ao recordar seu nome. Mas só um minuto de silêncio, que há muita vida pra viver pela frente.



* A Vila Olímpica Elzir Cabral é a sede do Ferroviário Atlético Clube, o Tubarão da Barra, que fica na Avenida Coronel Carvalho, na Barra do Ceará.

De volta a Barra: Noite de festa e homenagem no Elzir Cabral


31/12/2010

Por: Evaldo Lima

Fui ontem ao Estádio Elzir Cabral na Barra do Ceará assistir a apresentação do elenco do meu time para o Campeonato Cearense de 2011. Comigo, Evandro Ferreira e Evandro Júnior, torcedores corais. Encontrei vários e valentes torcedores do Ferrão. Destaco dois: Mário Albuquerque, Presidente da Associação 64-68, combativo militante dos Direitos Humanos e das causas progressistas e o mascote "Tutuba", mais alegre que nunca ao lado das "Sereias Corais".Salve, salve FAC!

Agradeço a homenagem que me foi prestada pela diretoria do Ferroviário. Foram homenageados também os amigos Ferruccio Feitosa, Chico Lopes e Professor Pinheiro.

Dois momentos comoventes: A homenagem aos craques do passado, ídolos eternos do time: Celso Gavião, Facó, Mirandinha, Pacoti, Edmar, Jorge Veras ... Além disso, no início do Segundo Tempo foi feito um minuto de silêncio em respeito a memória do Louro ( Deda), ex-jogador e massagista do time, pai dos meus amigos do PCdoB Paulo Vinicius e Roberto.

Leia mais: De volta a Barra: Noite de festa e homenagem no Elzir Cabral

domingo, 9 de janeiro de 2011

Jornal inglês mostra Manuela como líder do mundo do futuro

Jornal inglês mostra Manuela como líder do mundo do futuro

O jornal inglês The Independet publicou reportagem sobre os jovens homens e mulheres promissores que já estão a caminho do poder. No Brasil, eles destacaram a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) como uma das personalidades políticas do mundo responsável pela construção de um futuro melhor. O correspondente do jornal no Brasil, Jan Rocha, intitulou a matéria: Brasil - Manuela D´Ávila, 29, a sensação da esquerda.

Ela foi eleita para o Congresso Nacional pela primeira vez com 270 mil votos, aos 25 anos de idade. Quatro anos depois, em outubro de 2010, Manuela dÁvila foi reeleita com quase meio milhão de votos, uma vitória sem precedentes para uma candidata.

E tudo isso aconteceu no Rio Grande do Sul, estado do extremo sul do Brasil, conhecido pelas tradições gaúchas de resistência da fronteira. O estado é também berço da supermodelo Gisele Bundchen e alguns críticos chegaram a sugerir que a beleza de Manuela ajudou-a a eleger-se de tão convincente que foi sua eleição.

Manuela, que hoje tem 29 anos, descarta essa teoria. “Foi apenas a imprensa que falou sobre minha aparência", disse ela. “Eu fui eleita porque eu era uma jovem candidata num país jovem. Era uma questão de identificação. Eu já tinha um histórico”.

Manuela iniciou sua carreira na década de 1990, quando ingressou no movimento estudantil. Ela formou-se em jornalismo na Universidade Católica em Porto Alegre, sua terra natal. Na faculdade, logo se tornou uma líder estudantil e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes. Foi então que se aproximou do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Por que aderir ao PCdoB, quando o comunismo ruiu em todo o mundo? “Era o partido mais organizado entre os estudantes”, diz ela.

“Eles abriram meus olhos para questões mais amplas, como as tentativas do governo de privatizar a empresa estatal de petróleo e a produção mineral. Eles queriam reverter o papel do Estado. Mas, num país como o Brasil, onde a desigualdade é tão grande, o Estado é necessário”.

Pais de classe média - A mãe é juíza e o pai é professor universitário de repente se viram com uma filha que se tornou não só uma política (uma classe difamada no Brasil), mas uma política comunista. No início, eles ficaram alarmados, diz ela, mas agora eles estão orgulhosos.

No Congresso, Manuela atua em diferentes frentes como juventude, esporte, internet livre e questões gays, lésbicas e transexuais. Mas a educação é sua paixão. Em um estudo recente da OECD (http://www.oecd.org) sobre as habilidades e conhecimentos de pessoas com 15 anos de idade, o Brasil apareceu na delicada 53ª posição entre 65 países.

“Educação tem de ser prioridade”, afirma ela com veemência. A maioria das crianças brasileiras vai à escola, hoje, mas as horas em sala de aula são insuficientes. Além disso, a maioria dos professores é mal remunerada e, alguns, despreparados. "Nós precisamos fazer escolas mais atrativas para os jovens”.

Para colocar suas ideias em prática, em 2012 Manuela poderá candidatar-se à prefeitura de Porto Alegre. Esta será sua segunda tentativa. Em 2008 nem mesmo toda sua popularidade foi suficiente.

No Congresso, Manuela é uma das apenas 43 mulheres eleitas (de um total de 513 parlamentares). Contudo, o Brasil acabou de eleger sua primeira mulher presidenta, Dilma Rousseff. “O presidente Lula, depois de oito anos no governo, deixou um bom legado. Acredito que Dilma fará grandes e importantes reformas. O mundo está em estado de alerta, mas este é um bom momento para o Brasil”.

Fonte; Portal Vermelho

A CTB E O NOVO SALÁRIO MÍNIMO



A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – manifesta sua posição contrária à Medida Provisória nº 516/10, que fixa o novo valor do salário mínimo para 2011 em R$ 540,00. Publicada na última edição do ano do Diário Oficial da União, a MP caminha na contramão da política permanente de valorização do salário mínimo, prevista para durar até 2023.

O último reajuste do salário mínimo no governo Lula foi o mais baixo dos seus dois mandatos, jogando uma ducha de água fria nos trabalhadores. A elevação nominal proposta pelo governo, de 5,88%, ficou aquém da própria inflação do período (INPC de 6,47%). O valor consagra uma perda real, portanto, de 0,55%.

A CTB lutará, em unidade com as outras centrais sindicais, para que o Congresso Nacional, depois do recesso, altere para R$ 580,00 o novo salário mínimo. Na nossa compreensão, esse reajuste deve levar em conta que o PIB negativo de 2009 foi um ponto fora da curva e, a exemplo do que ocorreu com as concessões a diversos setores empresariais, não pode servir de pretexto para interromper o ciclo de crescimento real dos salários.

Estudos do Dieese demonstram que 47 milhões de pessoas são diretamente beneficiadas pelo aumento do salário mínimo, com a vantagem adicional de fortalecer o mercado interno – uma das âncoras essenciais para o crescimento sustentado da economia. Ressuscitar a desmoralizada tese de que os salários deterioram as contas públicas não fez parte do programa com o qual a presidente Dilma Rousseff foi eleita.

A CTB, que tem como programa a luta por um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, conclama o Congresso Nacional a rever a MP 516/00 e a estabelecer um novo salário mínimo em R$ 580,00, ao mesmo tempo em que conclama o novo governo, neste gesto inaugural e simbólico, a reafirmar seu compromisso com a valorização do salário mínimo como um dos pilares da luta pela erradicação da miséria no país.

São Paulo, 5 de janeiro de 2011
WAGNER GOMES
Presidente da CTB

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PCdoB na Secretaria de Mulheres no DF: sabe onde quer chegar - Portal Vermelho

PCdoB na Secretaria de Mulheres no DF: sabe onde quer chegar - Portal Vermelho

Mesmo sem estrutura física montada, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal, criada pelo governador Agnelo Queiroz, já começou a funcionar. A secretária, Olgamir Amâncio, do PCdoB, teve o cuidado de contatar com os outros secretários, os administradores regionais e o próprio governador, para pedir que na composição de suas equipes eles tenham como referência a participação da mulher nas instâncias de poder.

Altamiro Borges: Os números da Globo: lenta decadência

Altamiro Borges: Os números da Globo: lenta decadência

Notícias do Movimento Sindical

Para Wagner Gomes, 2011 será o ano para consolidar a Agenda da Conclat

News image

O ano de 2010 se encerra tendo como grande marco da luta sindical a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Para Wagner Gomes, presidente da CTB, em 2011 as centrais terão que se mobilizar para que a Agenda da Conclat seja consolidada, em prol da construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil. “Teremos que dar...

A Entrevista da semana | Quarta, 22 Dezembro 2010




Batista: Classe trabalhadora deve tomar consciência de sua força - PCdoB. O Partido do socialismo.

Batista: Classe trabalhadora deve tomar consciência de sua força - PCdoB. O Partido do socialismo.

Batista: Classe trabalhadora deve tomar consciência de sua força

Não foram poucos os avanços dos comunistas na área sindical em 2010. A consolidação e o crescimento da CTB, a realização de Conferência Nacional da Classe Trabalhadora e a intensa participação do PCdoB junto aos trabalhadores na luta pela eleição de Dilma Rousseff foram alguns dos fatos mais marcantes. Mas, para o secretário sindical do PCdoB, João Batista Lemos, é preciso ir além e, diante da nova realidade brasileira, fazer com que a classe desperte para o seu próprio poder transformador.
Batista

Batista: classe trabalhadora precisa ter papel protagonista no processo de transformação

Para 2011, as preocupações estarão voltadas para a defesa de uma nova política econômica que garanta um desenvolvimento robusto com justiça social e para bandeiras específicas dos trabalhadores como o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho, entre outros pontos, mas também para a busca da formação da consciência de classe.

Segundo João Batista Lemos, os desafios serão grandes, mas extremamente importantes para fortalecer a luta dos trabalhadores brasileiros diante de um novo contexto econômico-social e com base nas novas características da classe. “Com o desenvolvimento do país e as inovações tecnológicas, está ocorrendo uma mudança muito rápida no perfil da classe trabalhadora, que hoje conta com mais jovens e mais mulheres. E isso não está ainda alterando as direções sindicais e sua forma de atuação”, diz.

Nesta entrevista, o dirigente fala sobre as vitórias e os revezes de 2010 e sobre o plano de ação para 2011. Confira.

Partido Vivo: Que avaliação você faz do trabalho sindical do PCdoB no ano de 2010?
João Batista Lemos: O balanço é positivo. Do ponto de vista político, tivemos influência decisiva na convocação da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em junho, e que reuniu quase 30 mil trabalhadores. Esta proposta foi feita pelos comunistas através da CTB. Durante a Conferência, foi construída uma plataforma, que chamamos de Agenda Nacional da Classe Trabalhadora, e que define um projeto nacional com base na soberania, na valorização do trabalho e na democracia. Seu conteúdo tem muita identidade com o Programa Socialista do PCdoB aprovado em seu último congresso e defende uma política macroeconômica voltada para o desenvolvimento interno e para a economia nacional, as reformas educacional, agrária, tributária, política, de democratização da mídia e o aprofundamento da democracia com o fortalecimento dos partidos. É uma agenda bastante atual, um instrumento do movimento sindical para lutar pelo êxito do governo Dilma Rousseff e fazer com que, durante sua gestão, seja posta em prática ao menos parte dessa agenda. É uma luta importante porque o governo Dilma também estará sob a pressão do mercado financeiro e a classe trabalhadora precisa ter papel protagonista nesse processo de transformação.

Partido Vivo: Mas há também algumas bandeiras prioritárias...
JBL: Sim, estamos trabalhando com cinco bandeiras que foram definidas pelas centrais para concentrarmos nossa ação: a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário; a reforma agrária com o fortalecimento da agricultura familiar, à agroindústria e à educação no campo; pelo fim do fator previdenciário – e neste caso, se for para buscar alguma negociação, tem que ser para ampliar e não para reduzir os direitos –; conquistar a valorização do salário mínimo por lei porque não existe ainda um mecanismo constitucional que garanta sua valorização e a aprovação da Convenção 158.

Outra questão que merece atenção é a da rotatividade no mercado de trabalho. O ano de 2011 será de muito emprego – há até quem fale em pleno emprego –, mas ao mesmo tempo em que é admitido 1,5 milhão de pessoas, praticamente o mesmo número é demitido. Ou seja, é preciso inibir essas demissões e fazer com que haja mais e melhores empregos. O ponto alto dessas lutas pode ser o 1º de Maio. Somada a essas bandeiras, devemos ainda lutar para mudar a política macro-econômica que deve estar voltada para o desenvolvimento interno com redução de juros, desvalorização e controle do câmbio.

Partido Vivo: E no que diz respeito à ação orgânica?

JBL: Do ponto de vista do partido, o ano de 2010 também foi importante em termos orgânicos: conseguimos construir várias frações de funcionários públicos, professores universitários, metalúrgicos, trabalhadores da construção civil, bancários etc. Mas, também tivemos um importante revés: a derrota no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que era dirigido pelos comunistas e pela CTB. Estamos tirando lições desse processo, mas desde já podemos levantar três questões principais que levaram a essa derrota. A primeira foi na condução política: não soubemos enfrentar o governo estadual que buscou renovar o quadro de funcionários com salários mais baixos; não conseguimos dar resposta a essa ação, nem assumir a demanda dos trabalhadores que ingressaram na empresa com salários rebaixados. Em segundo lugar, houve certo afastamento do sindicato com sua base: deixamos de fazer reuniões setoriais e debater as propostas do sindicato e não percebemos o processo de renovação da própria base. A terceira foi a subestimação do papel do coletivo: questões complexas deveriam passar pela fração do partido para serem debatidas; a fração não substitui a diretoria do sindicato, mas ela discute e poderia, assim, ter apontado rumos e colocado questões estratégicas da luta dos trabalhadores. Por outro lado, tivemos vitórias importantes nos Correios, com margem grande de diferença e outros sindicatos importantes vieram para a CTB. Vamos fechar 2010 como a terceira maior central sindical do Brasil.

Partido Vivo: E quais são as perspectivas para 2011?
JBL: Em nível partidário, estamos convocando um encontro nacional para o final de abril para discutir prática e concepção dos comunistas na frente sindical; precisamos dar uma sacudida no partido nessa área tanto do ponto de vista político como ideológico, elevar o nível de consciência dos nossos dirigentes sindicais e o seu compromisso ideológico com a luta da classe trabalhadora. Vamos fazer esse debate dentro de um quadro novo, examinando melhor o novo perfil da classe trabalhadora brasileira. Com o desenvolvimento do país e as inovações tecnológicas, está ocorrendo uma mudança muito rápida no perfil da classe trabalhadora, que hoje conta com mais jovens e mais mulheres. E isso não está ainda alterando as direções sindicais e sua forma de atuação.

Precisamos, portanto, debater como defender melhor os interesses dessa classe e ver qual linguagem devemos usar. Esse novo perfil cria um impacto nas estratégias sindicais e partidárias de relação com a classe.

Partido Vivo: Esse novo perfil dificulta a mobilização?

JBL: Dificulta na medida em resulta na desconcentração da classe trabalhadora. Por exemplo, o ABC, hoje, está mais esvaziado. A Ford de São Bernardo do Campo se desmembrou em duas ou três no Brasil. A Volks também; se há anos atrás ela tinha 42 mil trabalhadores numa mesma unidade, hoje deve ter 16 mil. Ou seja, houve deslocamento de muitos setores que, somado à desconcentração, dificulta a mobilização dos trabalhadores. O ABC Paulista ou mesmo a capital do estado não tem mais o peso relativo que tinha na década de 1980 e hoje há um grande crescimento no setor de serviços. Em 1980, quando a gente parava quatro empresas em São Bernardo do Campo, colocávamos 100 mil trabalhadores nas ruas. Hoje não.

Por outro lado, temos hoje uma classe trabalhadora mais bem informada; esses jovens vão para a universidade, usam a internet. Será que isso não vai ajudar na luta por sua emancipação? Eu acho que sim. O problema é como fazer essa classe social tomar consciência da força que ela tem. E isso é um processo. Assim como houve várias revoluções industriais e várias classes operárias foram surgindo e tomando consciência da sua exploração, acho que vamos ter, logo, uma classe mais informada, com um nível maior de escolaridade e uma juventude que pode também levar sua rebeldia para dentro da empresa porque o sujeito das transformações sociais é a classe trabalhadora. Essa classe deve ser chamada, pelo lugar que ocupa no processo de produção, a lutar de forma mais concreta pelo socialismo, por uma sociedade sem explorados e exploradores. O encontro servirá para aprimorarmos a atuação sindical dos comunistas. Outro ponto importante é o combate ao processo de burocratização e corporativismo comuns no movimento sindical.

Partido Vivo: E com relação à atuação dos comunistas na CTB?
JBL: A CTB é nosso centro, mas não é um projeto apenas dos comunistas. Por isso, estamos propondo três desafios. O primeiro é político e consiste em nos posicionarmos de forma combativa, correta e buscando o protagonismo nas lutas por essas bandeiras já mencionadas e pelo êxito do governo Dilma, mas mantendo independência de classe e autonomia. O segundo ponto é continuar fazendo com que a CTB cresça. Então, como secretário sindical do PCdoB, ressalto o papel das comissões sindicais nos estados, que devem ajudar as direções estaduais da CTB a se consolidar, a dar resposta às lutas locais, crescer e disputar hegemonia. Nesse sentido, a filiação é um desafio permanente. E a terceira questão é a formação: é preciso dedicar boa parte do orçamento da Central para formar seus dirigentes, elevando seu nível de consciência política, social e cultural, e construir um sistema de comunicação da CTB. Temos uma experiência muito positiva com os metalúrgicos de Caxias do Sul (RS). Lá, eles conseguiram criar um sistema de comunicação que possibilita ao sindicato falar com o trabalhador, mas também com a sociedade como um todo. E ainda não conseguimos isso com a CTB.

Em nível partidário, fizemos uma reunião com membros da Escola do PCdoB para estabelecermos uma semana de formação dos dirigentes sindicais comunistas, o que está sendo construído junto à Fundação Maurício Grabois. E também vamos ter um curso para os operários de base conforme seus locais de trabalho. Podemos, por exemplo, dar um curso para os operários comunistas da GM de São Caetano do Sul, do Estaleiro Brasfel em Angra dos Reis ou para os operários da Ford de Camaçari.

Partido Vivo: Há outras ações sendo planejadas?
JBL: Queremos começar a preparar o 1º de Maio com antecedência, talvez em março, fazendo debates sobre o dia e a luta dos trabalhadores, levantando as bandeiras, fazendo panfletagens, de maneira que o 1º de Maio seja o coroamento de toda uma série de atividades que eduquem e mobilizem a classe trabalhadora. Para o final de 2011, propusemos à CTB fazer um seminário para discutir a estrutura sindical no Brasil – a estrutura que temos e a que queremos – para darmos respostas a essa nova classe trabalhadora. A estrutura sindical no Brasil vem desde Getúlio, com a Consolidação das Leis Trabalhistas (1943); depois passou por uma mudança na Constituinte de 1988 e desde então, não se alterou mais, ou seja, é preciso atualizá-la. É importante ressaltar, por fim, que nossa preocupação é fazer com que os comunistas ajudem a fortalecer a CTB tendo a consciência de que ela é plural, tem sua própria institucionalidade, sua própria vida e que a atuação dos comunistas deve se dar através das defesa de nossas ideias no seio da Central .

De São Paulo,
Priscila Lobregatte

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Missa de 7º Dia de meu Pai, José Freire da Silva - Louro - Deda

A missa de 7º dia de José Freire da Silva (Louro, Deda) será no Santuário de Nossa Senhora da Assunção na próxima 4ª feira, dia 22 de dezembro às 19h00.
O Santuário fica no Conjunto Nova Assunção, Barra do Ceará, defronte à praça em que está o monumento a Nossa Senhora da Assunção, na Avenida D. Aloísio Lorscheider nº960 (antiga Avenida I), proxima ao hospital Gonzaguinha da Barra.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

José Freire da Silva - Seu Louro - 1939 - 2010 - Galeria de imagens

Totalmente arrasado, republico o Artigo abaixo, em que fiz uma homenagem a ele.



















































Nota de falecimento: José Freire da Silva (Louro) - Notícias da Ceará - Portal Vermelho

Nota de falecimento: José Freire da Silva (Louro) - Notícias da Ceará - Portal Vermelho

Faleceu, nesta quinta (16/12) aos 72 anos seu José Freire da Silva, pai dos militantes comunistas cearenses Paulo Vinicius e Roberto Santos. Conhecido no mundo esportivo como Louro ou Deda, foi goleiro, massagista e árbitro de futebol. Um apaixonado de toda a vida pelo esporte atuou em muitos times, dentre os quais o Remo, o Ferroviário, o Fortaleza e o Ceará.

Internado desde o último dia 29 de outubro, seu José Freire teve de extirpar a vesícula, enfrentou uma infecção grave e as complicações daí derivadas. Durante todo o período de internação emocionou a todos com seu espírito de luta pela vida, suportando mais de 10 cirurgias e mais de 100 transfusões de sangue.

Marido, pai e amigo exemplar, viveu a vida de forma plena, sempre saudável, sempre praticando esportes e dando sua enorme contribuição para o avanço do mesmo. Casado por 38 anos com Dona Lourdes, seu José foi um homem íntegro, de ideais, acima de tudo um campeão. Estamos todos tristes com sua partida, mas enormemente agradecidos pelo grande legado que nos deixa, em especial pelos dois combativos militantes, Paulo e Roberto, que seu José criou tão bem e que doou com muito orgulho para as fileiras comunistas.

Seu José, nosso campeão, descanse em paz!

De Fortaleza,
Andrea Oliveira

Coletivizando no Youtube