Colegas pós-graduandos, a falta de participação permitiu que um grupo movido por interesses estranhos aos da APG nos represente junto à UnB:
1) Seus preconceitos levam à exclusão e à divisão do movimento da Pós e ao aparelhamento da APG, reforçando as clivagens entre áreas disciplinares. Descartam a legítima pluralidade na APG e órgãos colegiados da UnB. Mudaram na marra a representação da APG nos colegiados superiores da UnB para monopolizarem esses espaços para a defesa de posições de grupo, pois tomam posturas sem realizar nenhum debate ou consulta;
2) Silenciaram ante os problemas acadêmicos decorrentes da greve dos professores (prazos, calendário, orientações e disciplinas) e as dificuldades no financiamento de viagens, despesas acadêmicas, moradia estudantil, laboratórios e infraestrutura;
3)Fizeram corpo mole na luta pelo reajuste de bolsas liderada pela nossa Associação Nacional (ANPG), à qual são oposição. Mesmo assim, vencemos, com aumento de mais de 20% em 6 meses;
4) São insensíveis com a INSEGURANÇA na UnB e bloqueiam o debate. Em vez de considerá-lo polêmico, plural e necessário, insistem com o falso discurso de “segurança=PM=falta de democracia”;
5) Seus vínculos à Retoria anterior e às suas chapas, levou-os à imobilidade diante da perda de nossa sede. Agora, usam a APG numa oposição compulsória à Reitoria atual, à ANPG, ao Governo Federal...sem buscar consultar e debater com os seus associados o que eles pensam disso, apesar de se posicionarem em seu nome. Ignoram a necessidade da UnB sair da crise e a contribuição que a pós pode dar:
a) São contra instalar o Conselho Diretor – boicotando o instrumento de fiscalização e formalização administrativa, para a UnB continuar ignorando suas próprias normas legais;
b) Desqualificam a representação estudantil nos conselhos. Com posições infantis e isoladas com um viés de boicote à própria UnB;
c) Permitiram um retrocesso na nossa entidade, ao cindirem a diretoria e representações nos conselhos, afastarem os discordantes de suas vagas, aceitarem a perda de nosso espaço na página da UnB, romperem com a tradição de transparência sobre a atuação da direção de nossa entidade (como ampla divulgação de suas reuniões, divulgação de atas e ofícios...).
Agora buscam encaminhar a eleição para a nova gestão da APG através de assembleia geral. Hoje, cada vez mais, decidem-se absurdos em nome de 8000 pós-graduand@s e em prejuízo de nossos direitos com assembleias de 30, 40 pessoas. Antes, as gestões reconheciam essa fragilidade e buscavam o consenso político e a unidade para encaminhar as questões. A APG é a única associação da UnB que não utiliza votação em urna para eleição de diretores(as) e conselheiros(as), impedindo a participação de mais estudantes na escolha de sua representação.
