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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Missas de 30° dia de falecimento de José Freire da Silva - Louro - Deda - 16 de janeiro

Maria de Lourdes dos Santos da Silva (esposa) e seus filhos Paulo Vinícius e Roberto
dos Santos convidam familiares, amigos, camaradas e colegas do esporte cearense para as
Missas de 30º dia de seu amado José Freire da Silva a ser celebrada domingo 16/01:

Ceará

Em Fortaleza: no Santuário de Nossa Senhora da Assunção (Av. I, 960, Conjunto Nova Assunção, próx. ao hospital Gonzaguinha da Barra do Ceará), domingo, dia 16/01/2011 às 19h00.






Em Juazeiro do Norte: na Igreja do Socorro, em frente ao Memorial Padre Cícero, domingo, 16/01/2011 às
17h.

Barbalha – Matriz de Santo Antônio 15-01 - 19h00





Distrito Federal

Brasília - Santuário de S. Francisco – às 20h00
Sobradinho - Capela Nossa Senhora das Graças – Grande Colorado às 19h00

Minas Gerais
Belo Horizonte - Capela de São Francisco Xavier – às 17h00

Tocantins
Araguaína – Paroquia de São Pedro de Alcântara - às 19h00

A família agradece o apoio, as orações recebidas e a presença de todos os amigos e familiares.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Silêncio na Vila Olímpica Elzir Cabral - Paulo Vinícius da Silva



Louro Massagista, o primeiro, agachado 


Há coisas que, se não forem escritas, hão de nos assombrar sempre. E ainda que nos exponha, ainda que mal escrito, deve vir a lume o texto que ruminamos como fel, e que exige abandonar as cadeias da reflexão. E desse dever de quem escreve, não posso me esquivar .

Em 2010, vivi a pior coisa que já me aconteceu: a paixão e a morte do meu pai.

Ele foi de uma família longeva. Meu avô, Seu Sinhozim, tem 96 anos. Minha avó, Maria Lopes, morreu com mais de 90. E meu bisa, passou dos 100.

E Seu Louro era um atleta. Segundo ele mesmo, trabalhou em 74 times de futebol, como goleiro ou massagista, dentre eles o Treze, o Guarany de Juazeiro, o Volante (futuro ICASA), o Ferroviário, o Ceará e o Fortaleza. Saiu de casa, no Juazeiro do Norte na adolescência para perseguir seu sonho de ser jogador de futebol. Também foi responsável pelo "Apolo" - não eram populares então as academias - do Ginásio Paulo Sarasate. Foi massagista na COFECO - clube dos funcionários da COELCE, a companhia elétrica do Ceará - e também da AABB - dos funcionários do Banco do Brasil - que funcionava no Náutico. Mesmo aposentado, era árbitro amador de futebol e cuidava do campo de futebol da prefeitura no Quintino Cunha.


O José Freire seria mítico, não fosse a realidade de seus atos, tão concretos. Meu pai não bebia. Não fumava. Não pedia empréstimos. Sempre teve conta bancária, mas jamais teve cartão de crédito ou fez crediários. Meu pai não deixou uma dívida. Jamais a minha mãe, desde que casou com ele, em agosto de 1973, viveu em uma casa alugada. Eles se amaram mesmo. Meu pai jamais engordou desde quando casado. Seus luxos eram assim, muito particulares, mas em todo o resto era de uma simplicidade tão franciscana quanto a generosidade com que gerenciava o perde e ganha da vida. Meu pai ajudava as pessoas. E adorava Elvis Presley. E tinha dois luxos supremos. Ele, que só estudara até a 3ª série do Colégio Salesiano, no Juazeiro do Padim Cícero (de quem era devoto) jamais, nem uma vez, disse a meu irmão ou a mim que trabalhássemos. Dizia: estude. Ele era o pai e nós, filhos: nosso trabalho era aquele.



Era um homem opinioso, orgulhoso, atlético e bom de briga. Falava obsessivamente de futebol, como eu de política. A minha voz, a de meu irmão Roberto e a dele eram quase idênticas. E aprendi a gritar com ele. Acostumado a vida inteira à lida do futebol, o Louro, goleiro, massagista, árbitro, sabia se impor na conversa, no grito ou no sopapo, preciso fosse. Mas isso são memórias que vão principalmente até a adolescência. Meu pai, com o tempo, foi se tornando cada vez melhor, mais humano, menos briguento, mais cordial. Numa estrada de progressiva e inexorável iluminação, foi crescendo moralmente, em caridades, bons conselhos, massagens, palavras de alento que distribuía com aquele jeito tão bonito de andar que ele tinha: andar de jogador de futebol. Meu pai, portanto, era aquele que no mundo do esporte é conhecido como um "prático". Na verdade, deveria se dizer desbravador. Porque, vindo de uma época muito mais difícil no esporte, tendo recebido muito pouco em termos de educação formal, mas movido por uma grande força de vontade, grande inteligência e método, ele venceu e trabalhou toda a vida com futebol, exatamente como queria. E não teve um final triste como o de tantos contemporâneos seus, que inclusive brilharam mais no esporte. Ele, ao contrário, abreviou sua carreira de jogador, mirando mais adiante, tornando-se massagista para assegurar uma maior estabilidade e seguir militando no futebol por mais 40 anos. E deu certo.


Por tudo isso, e muito mais que não consigo ainda escrever, meu pai era um herói, como só podem ser os trabalhadores. E, talvez por tudo isso, todos tínhamos a inabalável certeza de que ele não morreria tão cedo. Há sete anos vivendo fora do Ceará, fui sacudido com o chamado de minha mãe para que viesse ajudar a cuidar dele, gravemente enfermo da vesícula, internado. Não sei o porquê, mas havemos de descobrir, não o operaram logo. Por que o deixaram mais de uma semana, com uma vesícula rompida, sem cirurgia, na UNICLINIC? Havemos de descobrir. Mas o fato, é que esse lutador travou uma excruciante batalha de dois meses contra uma septicemia: uma ultra-sonografia, uma extração de vesícula e cerca de sete laparotomias para tentar debelá-la; depois, uma fístula, uma prótese, cerca de sete endoscopias, uma arteriografia, uma tomografia, uma cápsula-comprimido de tecnologia israelo-estadunidense trazida de São Paulo, mais de 110 transfusões de diversos hemoderivados, uma hemodiálise, uma hemorragia que não cessou até o tirar de nós a 16 de dezembro. Nós fizemos tudo, e ele também.

E confesso que, nem de longe, estava preparado para isso. Quem está preparado para vida? Quem está preparado para a morte, afinal? E foi nessa hora de absoluto desamparo que vieram em nosso socorro os amigos e amigas, uma boa medida desse empreendimento familiar vitorioso do Seu Louro e da Dona Lourdes. Quanto pôde mobilizar nesta hora crítica essa nossa pequena família, que ele iniciou ao mirar decidido a Dona Lourdes, no Grêmio dos Ferroviários no início dos anos 70! 






Se houve quem nos esqueceu ou faltou, falta de fato não fez, porque de todos os lados vieram preces, pensamentos positivos, doações voluntárias de sangue, uma ligação amiga, uma visita, a solidariedade de meus camaradas e até de desconhecidos. Gestos que vieram de Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, dos vizinhos do Nova Assunção, de gente do futebol, da família, de gente do PSDB, do PCdoB, do PPS e do PT, de católicos, da Maçonaria, da comunidade de Nossa Sra. da Assunção, evangélicos, ateus, umbandistas, espíritas, até do movimento Hare Krishna. 

Agradeço muito, sobretudo, a inquebrantável atenção e carinho da Dra. Terezinha Arruda, um verdadeiro anjo que nos cercou de afetos e cuidados, assim como Tales Cavalcante, Gorete Leandro, Liliane Neves, João Batista Lemos e seus filhos, André e Renato, Andréa Oliveira, Viviane Rodrigues, Ana Lúcia Viana, Marcelo Martins, padre Álvaro, Taís, Fátima e Eliane Santos. Agradeço à equipe que lutou por ele na Gastroclínica, em nome da Dra. Micheline e dos enfermeiros Eurides e João. Não sei o que seria de nós sem essas pessoas.

Era duro na queda, meu pai. Ao ponto de que só mesmo Dona Lourdes, no casamento, e Dona Mariana, sua neta, arrancaram-lhe flagrantes de riso em fotografias. Ele posava sério, quase sempre. Ser pai tem/tinha dessas coisas. Mas nele, o que havia mesmo era exemplo, vontade de viver, garra para peitar as dificuldades, características que não nos deixam soçobrar, ainda que se nos deva perdoar certo claudicar e as lágrimas de início, sem aquela força imensa, aquela retaguarda que, sempre lá, fez-nos chegar tão longe. 



Mas seu Louro não deixou pontas pelo caminho. Determinado, jamais trabalhou em outra coisa que não o esporte, sua irrefreável paixão. Viveu como quis, à sua maneira, e era um homem realizado. E imagino a sua satisfação, ao saber que a 30 de dezembro de 2010, no último jogo do Ferroviário, a Vila Olímpica Elzir Cabral silenciou por um minuto ao recordar seu nome. Mas só um minuto de silêncio, que há muita vida pra viver pela frente.



* A Vila Olímpica Elzir Cabral é a sede do Ferroviário Atlético Clube, o Tubarão da Barra, que fica na Avenida Coronel Carvalho, na Barra do Ceará.

De volta a Barra: Noite de festa e homenagem no Elzir Cabral


31/12/2010

Por: Evaldo Lima

Fui ontem ao Estádio Elzir Cabral na Barra do Ceará assistir a apresentação do elenco do meu time para o Campeonato Cearense de 2011. Comigo, Evandro Ferreira e Evandro Júnior, torcedores corais. Encontrei vários e valentes torcedores do Ferrão. Destaco dois: Mário Albuquerque, Presidente da Associação 64-68, combativo militante dos Direitos Humanos e das causas progressistas e o mascote "Tutuba", mais alegre que nunca ao lado das "Sereias Corais".Salve, salve FAC!

Agradeço a homenagem que me foi prestada pela diretoria do Ferroviário. Foram homenageados também os amigos Ferruccio Feitosa, Chico Lopes e Professor Pinheiro.

Dois momentos comoventes: A homenagem aos craques do passado, ídolos eternos do time: Celso Gavião, Facó, Mirandinha, Pacoti, Edmar, Jorge Veras ... Além disso, no início do Segundo Tempo foi feito um minuto de silêncio em respeito a memória do Louro ( Deda), ex-jogador e massagista do time, pai dos meus amigos do PCdoB Paulo Vinicius e Roberto.

Leia mais: De volta a Barra: Noite de festa e homenagem no Elzir Cabral

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Solidariedade - Doações de sangue para meu pai

Caríssimos(as)

Desde o dia 02 de novembro estou em Fortaleza acompanhando meu pai, José Freire da Silva, que está hospitalizado na UTI da Gastroclínica (Av. Santos Dumont).

Meu pai, conhecido no mundo do esporte cearense como Louro ou Deda, foi goleiro, massagista e árbitro de futebol. Atuou em muitos times, dentre os quais o Remo, o Ferroviário, o Fortaleza e o Ceará. Um apaixonado de toda a vida pelo esporte, joga a sua partida mais importante. Teve de extirpar a vesícula, enfrentou uma septicemia, conseguiu vencer uma fístula e luta agora contra uma hemorragia digestiva que já o obrigou a tomar cerca de 110 transfusões de vários hemoderivados.

Meu pai está consciente e sua determinação de viver é impressionante. Amparado pela misericórdia Divina, pela equipe que luta para restabelecer sua saúde e pelo amor da família e dos amigos ele vai vencendo dia após dia cada batalha.












Seu Louro, o segundo em pé a partir da esquerda

Por isso, precisa de cerca de cento e dez (110) doações de sangue para repor a utilização havida - dados de 07/12 - , uma necessidade que deve aumentar. Por isso, interrompo momentaneamente as atividades de blog e militância, coletivizando esse pedido aos amigos e amigas de Fortaleza que possam doar.

Para isso, é necessário ir ao FUJISAN da Avenida Barão de Studart, nº 2626, Aldeota, e fazer a doação de sangue informando ser em nome de José Freire da Silva, internado na UTI da Gastroclínica, e entrar em contato comigo através do fone (85) 8528 30 57. O horário é: de segunda a sexta, de 7h00 às 18h00 e no sábado, de 7h00 às 1400. O telefone é (85) 4009 6666.

Obrigado

Paulo Vinícius

Coletivizando no Youtube