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domingo, 8 de março de 2015

Vídeo: Haroldo Lima conta e a história da descoberta do Pré-Sal - Maior ameaça é privatização da Petrobrás

Com o Portal Vermelho e o Conversa Afiada
Na última segunda-feira (2), o ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), militante histórico do PCdoB, Haroldo Lima, concedeu entrevista ao Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. No bate papo, Haroldo contou como foi a reação do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ao saber da extraordinária descoberta de petróleo na camada do pré-sal no litoral brasileiro.
Na entrevista, Haroldo fala da Petrobras e explica ainda a importância de se proteger a empresa nacional. “A discussão já está posta. O que está em pauta é se abre o mercado brasileiro para as multinacionais exclusivamente operarem nas grandes obras do Brasil ou deixam as empresas brasileiras operando nessa obra. Essa é a questão central. Afinal de contas, o nosso discurso é o das multinacionais ou o discurso brasileiro? Se for brasileiro, vamos resolver os problemas que existem, que não é fácil, mas é necessário”, afirmou.
O ex-diretor geral da ANP falou também que o acordo de leniência, defendido pela Advocacia-Geral da União entre as empresas denunciadas na Operação Lava-Jato e o Estado Brasileiro, é uma das soluções para manter a economia do país em andamento. “Temos 23 empresas consideradas inidôneas. Se nós admitirmos isso passivamente, todas estarão liquidadas. E como o lugar não pode ficar vago, as multinacionais aproveitam. Por trás da discussão, existe o interesse do Brasil ou das estrangeiras”, contou.
De acordo com Haroldo,a a intenção de privatizar a Petrobras estaria por trás da atual crise enfrentada pela petroleira.
“A maior ameaça é a sua privatização. Essa ameaça está posta, em um horizonte das coisas possíveis. Não acho que é a mais provável, pois o povo brasileiro não aceitará. Outras ameaças se acoplam a essa primeira. Por exemplo, fatiar a Petrobras e privatizar algumas partes. E a outra é acabar com a partilha da produção do pré-sal brasileira.Na verdade, eles [a oposição] trabalham com essas hipóteses. O que eles sinalizam, quase como o bode na sala, é ‘vamos privatizar a Petrobras’. Eles não dizem expressamente, mas trabalham nesse sentido”, afirmou.
Na conversa, ele lembra o processo que quase culminou na Petrobrax, a tentativa aberta do antigo presidente da empresa Reichstull, de facilitar a privatização, por determinação do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Na época do FHC, eles trabalhavam com a ideia de privatizar a Petrobras como um todo. Tentaram transformar a Petrobras em algo mais atraente aos empresários internacionais mudando o nome da petroleira para Petrobrax, mas não deu certo, pois o povo brasileiro se revoltou. Daí, eles partiram para outro caminho que era a de fatiar a Petrobras, privatizando uns pedaços e deixar a parte mais significativa como estatal. Nós percebemos que era o contrário, que eles iam fatiar e a parte menos significativa ficaria como estatal”, lembra.
Privatização: A maior ameaça que há hoje contra a Petrobras
“A maior ameaça é a sua privatização. Essa ameaça está posta, em um horizonte das coisas possíveis. Não acho que é a mais provável, pois o povo brasileiro não aceitará.Outras ameaças se acoplam a essa primeira. Por exemplo, fatiar a Petrobras e privatizar algumas partes. E a outra é acabar com a partilha da produção do pré-sal brasileira”.
O ex-presidente da ANP falou da ameaça da oposição em privatizar a Petrobras. “Na verdade, eles [a oposição] trabalham com essas hipóteses. O que eles sinalizam, quase como o bode na sala, é “vamos privatizar a Petrobras”. Eles não dizem expressamente, mas trabalham nesse sentido. Quando o senador [José] Serra (PSDB-SP) fala em fatiar a Petrobras, fatiar pra quê? É para vender os pedacinhos. Essa ameaça existe”.
“A outra é a partilha da produção. O que nós conseguimos no Brasil nos últimos anos de muito importante no setor do petróleo foi introduzir o regime de partilha para o pré-sal. Isso não é uma descoberta nossa, pois existe em vários lugares em que há muita produção de petróleo bom”.
“Se tem pouco petróleo, admite-se o regime de concessão. No mundo, é assim. Na concessão, o proprietário do petróleo extraído é o concessionário. No pré-sal brasileiro, quem extrai o petróleo é o governo e quem é dono do petróleo é o governo. Já existe no Senado Federal, por iniciativa do senador Aloysio Nunes, uma proposta que quer por fim ao regime de partilha” disse Haroldo.
Como Lula ficou sabendo da descoberta da camada do Pré-sal
Haroldo Lima é o “comunista veterano” que ajudou o Brasil a adotar o regime de partilha. Assista a parte do vídeo que o ex-diretor geral da ANP conta como Lula ficou sabendo da descoberta de petróleo na camada do Pré-sal em 2006. Para quem desconhece a história, a existência de petróleo foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobras em fins de 2006. Em 2008 a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve na camada sub-sal e extraiu pela primeira vez petróleo do Pré-sal.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
A viabilidade do Pré-sal
“Toda a discussão que havia até agora, que eu participei muito, quando discutíamos o regime de partilha, achava que com o barril valendo US$ 45 em diante, o pré-sal era viável. À época, o barril estava a US$ 112, então a viabilidade era gigante”.
No inicio de janeiro, o valor do barril chegou a US$ 46, ou seja, bateu na trave e ficamos bem preocupados.
Hoje, o petróleo já chegou a US$ 62.
Precisamos de um controle maior do petróleo, por meio de regime de partilha, ou então fica difícil o nosso acesso ao próprio pré-sal.
A política de conteúdo local exigida
“Em primeiro lugar, o conteúdo local se revelou algo positivo. Um exemplo é a indústria naval, que estava liquidada e hoje já tem um porte, graças ao conteúdo local que foi exigido pela Petrobras, pela política do governo Lula e Dilma.
Na verdade, existe muita critica por parte de investidores de que se você estabelece um rigor muito grande em certo tipo de conteúdo local, inviabiliza, dificulta ou encarece muito aquele produto.
Eu acho que nós devemos ser flexíveis nisso. Temos com certas dificuldades políticas, econômicas, nosso desenvolvimento está pífio, e nesse processo todo, na minha opinião, deveríamos ser flexíveis”.
A escolha de Bendine e o jogo da mídia
“Eu acho que quando a Dilma escolheu o atual presidente da Petrobras, ela pegou uma pessoa que domina o certo financeiro e não de petróleo. Neste momento, era bom entender mais de finanças do que de petróleo.
Em um contexto como esse, a Dilma agiu corretamente. E acho que ele procura encontrar mecanismos de fazer, dentro do prazo, apresentar o balanço auditável. Eu creio que isso irá acontecer.
E existe o papel da grande mídia, que é quem diz que a Petrobras está em dificuldade. Quem está em dificuldade é a mídia.
A performance da Petrobras é uma coisa espantosa. No segundo semestre de 2014, a Petrobras passou a ser a maior produtora única de petróleo do mundo entre as empresas de capital aberto”.
Assista também:
Ex-diretor da ANP denuncia golpe contra maior petroleira do mundo
Do Portal Vermelho, com informações do Conversa Afiada

sábado, 16 de outubro de 2010

A banca estrangeira mira Serra e o Pré-Sal

Paulo Vinícius

O cinismo do tucanato não tem limites, e seu candidato, em vez da eleição, ganhará o troféu Pinóquio, ou talvez uma ponta de apresentador da próxima festa do Oscar.

Uma informação, em primeiro lugar. Os EUA fizeram dois movimentos de característias militares de grande sentido geopolítico para a América do Sul. Relançaram a Quarta Frota e elevarão para 13 o número de bases militares na Colômbia. Posicionam gigantesco e ameaçador potencial bélico diante do Pré-Sal e da Amazônia. No caso do pré Sal, há 7 ilhas britânicas - as Malvinas entre elas -, pontos de apoio para porta aviões, submarinos, diante do nosso Pré Sal.

Ou seja, o jogo é muito pesado, e não tenhamos dúvida sobre o alerta feito por Dilma Roussef sobre o risco de o governo voltar à turma da privataria. Afinal, se houver um traidor no comando do país, pode ser muito mais fácil para os EUA se apoderarem das nossas riquezas, não é? Ou você duvida, depois do que eles fizeram com o Iraque, da falta de escrúpulo ianque em apropriar-se do pretróleo alheio?

E o DNA tucano, nisso, não muda nem com intervenção do Sillas Malafaia. Serra trouxe o debate para o campo religioso para dividir o Brasil e não debater projeto de nação. O entreguimo do demo-tucanato está incrustrado neles, e não muda, por mais que se lhes cresça o nariz. Prova disso foi recente programa elitoral de TV do PSDB-DEM, divulga ter o aumento de sua preferência nas pesquisas levado à subida das ações da Petrobrás. Isso, segundo eles, seria o reconhecimento da capacidade de seu candidato.

Mentira. Significa, isso sim, que as promessas de privatização do Pré-Sal feitas por seu principal assessor em energia, David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo nos tempos de FHC, repercutem no mercado. É simples. Eles querem manter o regime de concessões por leilão no Pré-Sal. Desse modo, o Brasil, que descobriu, desenvolveu a tecnologia, e encontrou uma riqueza inacreditável, que não tem risco, abre generosamente às mutinacionais do petróleo as riquezas do Pré-Sal.

Desse modo, o argumento de Pinóquio, inverte a realidade. De fato, o capital estrangeiro tem muita esperança em Serra. Afinal, não foram eles que promoveram a privataria? Não são eles os que mais destruíram o patrimônio público, entregando-o a preço vil com financiamento do BNDES? Eles, lá de foram, de fato querem um governo entreguista, vende-pátria, demo-tucano.

Cometeram, com tais declarações, um ato falho típico de seus governos subrodinados, tão carentes da aprovação das altas rodas da finança, da bolsa de Nova Iorque, esse comportamento sabujo que fez com que um submisso chanceler do Brasil tirasse os sapatos para ser revistado pela alfãndega estadunidense - afinal, já pensou se o chanceler brasileiro de FHC levasse drogas no sapato, ou uma bomba?

Não é a mesma coisa. Serra, o PSDB e o DEM são forças políticas privatistas, colonizadas, o Brasil não pode voltar atrás e se ajoelhar outra vez como no passado, Só Dilma pode fazer o Brasil avançar a serviço dos brasileiros. Quem defende o Brasil não vacila, não se omite, não ajuda os traidores, não se omite ante os Silvérios dos Reis. Quem defende o Brasil vota Dilma!

domingo, 15 de novembro de 2009

Reflexões sobre a 6ª. Marcha Nacional da Classe Trabalhadora*

A CTB deu um show na 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Somando-se às centrais que se irmanaram pela aprovação das 40 Horas Semanais, as milhares de pessoas convocadas pela CTB chamaram a atenção, e não apenas porque o visual estivesse bonito – e estava; ou porque era uma ala organizada e unitária do princípio ao fim – e era; mas porque a CTB expressou com gente na rua seu bonito caminhar durante ano de 2009.

Foi como se todos os passos dados na consolidação da central se consubstanciassem naquele ato político transcendente. Em parte porque a Marcha expressou a consigna central do congresso da central classista: Unir os trabalhadores para enfrentar a crise. A justeza dessa posição, abraçada com o mesmo espírito unitário pelas outras centrais, mostrou seu potencial na cena política brasileira e internacional, apesar do boicote da grande imprensa, ou do despreparo, como no caso da TV Câmara, que noticiou a marcha como organizada por apenas uma central.

Os trabalhadores pautaram a sua agenda política às vésperas de um ano decisivo para o Brasil, pelas 40 horas, em defesa do Pré-sal para o Brasil – com o apoio inestimável da UNE e da UBES que levaram 1500 estudantes para a marcha – e pela aprovação das convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho. Não é pouca coisa.

Como empoderar o povo para impulsionar as mudanças?

Afinal, um dos dilemas do processo brasileiro de mudança que o diferencia em profundidade e rapidez do que se conquista na Bolívia, Venezuela e Equador, é exatamente a questão do empoderamento popular como parte da mudança. A América Latina causa espécie ao inovar na política, pela unificação de distintas formas de luta que fazem toda a diferença na busca de caminhos para a superação do neoliberalismo. A onda progressista que ganhou corpo a partir da eleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela, em 1998, tem como característica que a diferencia reunir a luta político-eleitoral a partir de frentes amplas, a luta de idéias contra o neoliberalismo e o lastro dos movimentos sociais mobilizados como elementos indispensáveis para a chegada ao poder político nacional.

É pacífico tal caminho? Sim, mas não desarmado. É por dentro da institucionalidade vigente, burguesa? Sim, mas não a ela subordinado. No mínimo, tais processos neutralizaram as tradicionais forças repressivas e alteraram a institucionalidade para amparar as mudanças no povo, pois seriam impossíveis apenas com a anuência dos oligarcas de sempre, com ilusões do apoio da banca, da mídia e de Washington. Aonde isso não se deu, como em Honduras, vejam-se as dificuldades.

A novidade é essa combinação de formas de luta e a decisão de promover mudanças de fundo, alterando a constituição, disputando a agenda política para reformas decisivas, na defesa dos governos democraticamente eleitos – como na resistência ao golpe na Venezuela e na defesa do governo Lula em 2005 no Brasil.

As maiorias, tantas vezes caladas à custa de repressão brutal ou intervenção estrangeira, impõem-se crescentemente como atoras centrais da luta política pela superação do neoliberalismo, contribuindo com grande qualidade para assegurar a mudança. Quando o povo entra na cena política, entra para decidir e faz a direita tremer. Daí seu ódio inclemente à Venezuela e a Chávez, à Bolívia e a Evo, chamados tantas vezes de populistas por simplesmente, como fez Lula em 2005, não assumirem o protocolo mais caro do que seria um presidente, aquele que não quereria o povo na política. Mas, na medida em que os presidentes progressistas expressam realmente o sentimento popular e chamam o povo a assumir seu papel na cena política, ameaçando os seculares e recentes monopólios das oligarquias latino-americanas, que esperar, senão o ódio de classe mais empedernido e desesperado?!

A unidade das centrais: um grande achado.

E por isso é fundamental apreender o sentido, a força, as lições contidas nos recentes acontecimentos que permitiram unificar os trabalhadores através das centrais sindicais, porque pode ser esse um elemento importantíssimo na solução desse enigma da esfinge no processo brasileiro, que é o de conferir ao povo maior protagonismo na defesa e no aprofundamento das mudanças. O fórum das centrais cumpre hoje um papel decisivo. A marcha mostrou o peso que tem na cena política a movimentação decidida desses batalhões da luta de classes. E é lastreado na correção desses exemplos práticos que o povo aprende na luta e que ganha corpo a proposta da CTB pela convocação de uma nova Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras que possa assegurar a unidade na defesa do aprofundamento das mudanças no Brasil e na consolidação de inúmeras conquistas alcançadas no governo Lula.

Não é gratuita a ação de inconstitucionalidade movida pelo DEMO contra o reconhecimento das centrais sindicais, a CPI do MST, os ataques à UNE. A direita se move decidida para criminalizar, neutralizar, desmoralizar, anular o peso dos movimentos sociais como atores destacados do processo político brasileiro.

Ciência sumamente complexa é a de escutar o povo para entender o que o pode unir como força motriz do avanço social, força política de combate que empurra a política para a esquerda. É a difícil busca do ascenso de massas. O Brasil é imenso, poderosas forças conservadoras atuam dia e noite para impedir os avanços do povo, forças que têm 500 anos na direção do país, cujas origens remontam ainda aos grandes latifundiários de sempre e mesmo os traficantes de escravos que se reciclaram geração após geração, aliando-se à potência de turno para manter nosso país de joelhos. Em comum com seus antepassados, a cínica defesa da cobrança do mesmo quinto que levou Tiradentes ao patíbulo, o mesmo desprezo pela nação e a mesma sanha que não hesitou em cortar aquele mártir em postas, demolir-lhe a casa e salgar seu chão para que nada mais nascesse no futuro. Em vão. O Brasil é muito mais que essa elite pusilânime.

Assim, quando o povo constrói instrumentos poderosos como a unidade das centrais, que pode ser a chave para uma unidade ainda mais ampla de todo o movimento social, há que dar a tais fatos recentes a devida atenção para que se expresse aí a arte na política: alterar a correlação de forças para o aprofundamento das mudanças.

A CTB na marcha: massiva, alegre, brasileira e jovial

E talvez por isso essa impressão de uma alegria militante tão clara nas filas da CTB durante a marcha. Presentes estavam pessoas de todo o país, muitos dos delegados do Congresso recentemente ocorrido no último setembro, todos os sotaques, trabalhadores do campo e da cidade, muitas mulheres, e todas as idades, por uma pujante presença de jovens trabalhadores e estudantes.

Com sua característica irreverência, a juventude correu e fez coreografias, gritou divertidas palavras de ordem, expressou sua perene confiança no Brasil pela centralidade que conferiu à questão do Pré-Sal. A UNE e a UBES mobilizaram nos Estados e mantiveram uma equipe por meses em Brasília para assegurar esse brilho que conferiu à Marcha. E há que mencionar a alegria com que as bandeiras da CTB, da UNE e da UBES tremularam lado a lado, esse reconhecimento da juventude pela novidade que a central classista representa e a resposta da CTB em valorizar os(as) jovens como atores políticos de primeira linha na luta pela mudança do Brasil. É fundamental investir nisso: encher as fileiras de nossos sindicatos de jovens e estreitar as relações da CTB com os movimentos sociais, a juventude, o movimento de mulheres e o movimento negro. E uma palavra de ordem se fez gesto na 6ª. Marcha: a unidade entre trabalhadores e estudantes.

Unidade, unidade, e mais unidade

É preciso ter generosidade para assumir um papel de destaque na histórica luta do povo brasileiro, para sair do contingente e do espontâneo, para disputar os rumos do país. E é essa grandeza que deve buscar o sindicalismo classista, ao assegurar a unidade da classe e incorporar de coração aberto tantos lutadores e lutadoras, estudantes e jovens. Como diz a canção, “vamos precisar de todo mudo pra banir do mundo a opressão”, e o jogo, não nos iludamos, é bruto.

Foi essa síntese que permitiu à CTB evoluir incontestavelmente em sua contribuição à 6ª. Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, o que por sua vez reafirmou a viabilidade e a urgência de posicionar os trabalhadores em torno da continuidade e do aprofundamento da mudança no Brasil. Ganha legitimidade a luta por realizar uma nova CONCLAT que signifique a voz dos trabalhadores em uníssono com o povo para exorcizar qualquer possibilidade de retorno das elites neoliberais ao centro do poder. E, assim, abrir caminhos para uma democracia mais ampla, onde o povo possa agir e ser ouvido, acelerando o ritmo e dando uma contribuição que só pode ser nossa, brasileira, à nova luta pelo socialismo.

*Paulo Vinícius Santos da Silva – Cientista Social e Bancário é Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB.

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