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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Fórum Social Mundial 2021 - CTB Brasil, PIT-CNT Uruguai, CGTP Portugal e FSM Argentina promovem debate sobre Desafios do Movimento Sindical - 26/01/2021 às 15h00 no Youtube

Minha fala está em 1h13m00s





DESAFIOS DO MOVIMENTO SINDICAL - CRISE ECONÔMICA, PANDEMIA, PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E DESEMPREGO

Debate Internacional com Brasil, Portugal, Argentina e Uruguai

Adilson Araújo - Presidente da CTB

Ernesto Quiqui - Federação Sindical Cone Sul - Sindicato do Couro da Argentina

Marcelo Abdala - PIT-CNT do Uruguai

TERÇA-FEIRA, 26/01 através do canal do Youtube da CTB: https://www.youtube.com/user/TVClassista

quinta-feira, 13 de julho de 2017

CTB: Uma reforma que assalta direitos e fere de morte a nação - Nota da CTB

A aprovação do PLC 38, nesta terça-feira (11), que rasga a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e acaba com conquistas históricas da classe trabalhadora, não ataca somente direitos, ela assalta e fere de morte a nação.
 
A Reforma Trabalhista aprovada ataca frontalmente nosso povo e mina qualquer projeto de retomada do crescimento que tenha por centro a geração de emprego, o respeito à saúde da classe trabalhadora, a distribuição de renda e o combate à pobreza no Brasil.
 
O golpe do capital contra o trabalho condena nosso povo a um tempo de escravidão e pobreza extrema. E tenta eliminar a luta secular dos explorados contra os exploradores.
 
Condenamos cada voto de senador e senadora que preferiu ficar contra o povo e contra a nação. Condenamos cada retrocesso existente nesta proposta.
 
O que ocorreu hoje no Senado com a truculência policial, a violência contra as mulheres, reflete o conteúdo retrógrado do projeto que os autores do golpe querem implantar. Mas, a luta não acabou.
 
A guerra contra a retirada dos direitos seguirá. E a CTB, mobilizada e resistente, ficará firme não só para defender cada direito, mas, sobretudo, para lembrar que a coragem e luta da classe trabalhadora não é de hoje. Ela foi construída com suor e sangue e sempre esteve na linha de frente em defesa da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo.
 
Adilson Araújo
Presidente da CTB

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Presidente da CTB sobre reforma trabalhista: "Planalto quer destruir o Direito do Trabalho"

Com forte apoio dos grandes capitalistas e sua mídia, o governo e seus cúmplices no Legislativo intensificaram as pressões para impor a toque de caixa a contrarreforma trabalhista, aprovada nesta terça-feira, 25, pela Comissão Especial da Câmara. Trata-se, na opinião de inúmeros juristas, do maior projeto de retirada de direitos sociais em tramitação no Congresso desde o advento da CLT.
O fato de o projeto contar, de um lado, com o apoio unânime de banqueiros, empresários e multinacionais, ao mesmo tempo em que desperta, do outro, revolta e indignação dos trabalhadores e das organizações democráticas e progressistas, revela o seu real caráter de classe. É mais um golpe contra o trabalho em benefício do capital.
Para dourar a pílula, eles recorrem a uma campanha terrorista mentirosa, alegando que “sem reforma o país não voltará a crescer e criar emprego”. Temer, por ignorância ou má fé, chegou a citar a Espanha, que adotou medidas parecidas, em apoio ao surrado argumento. A Espanha não é um bom exemplo para os trabalhadores. O país exibia uma taxa de desemprego de 18,4% em dezembro de 2016, uma das maiores da Europa e bem superior à do Brasil, que hoje em 13,2% já é um escândalo.
A economia brasileira gerou mais emprego formal, com carteira assinada, precisamente no período em que o trabalho foi valorizado com o aumento real dos salários, em particular do mínimo, como ocorreu nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma. Em 2014, o país registrou índice de desemprego de 4,8%, o menor desde 2012. O mercado de trabalho degringolou com a crise econômica de 2015, e ainda mais após o golpe de 2016, mas a verdade não vem ao caso para os advogados do retrocesso. Os interesses do capital sempre falam mais alto.
O PL 6787, encaminhado pelo governo e relatado pelo deputado tucano Rogério Marinho, estabelece o negociado sobre o legislado, o que constitui uma ameaça a direitos fundamentais consagrados na CLT como a jornada de trabalho de 8 horas diárias, que pode ser aumentada para 12 horas, férias e horário de refeição, que deve ser reduzido em meia hora.
Além disto, escancara ainda mais a terceirização, instala o paralelismo sindical, dificulta o acesso do assalariado à Justiça, alonga o prazo da jornada de trabalho a tempo parcial bem como a duração do contrato de trabalho temporário. Fala-se na modernização das relações trabalhistas, mas não se trata disto.
Em seu conjunto a proposta significa mais precarização, redução de direitos e conquistas. Abre caminho para o fim da CLT, da Justiça Trabalhista e do próprio Direito do Trabalho, propósitos que já foram insinuados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Vai agravar, em vez de amenizar, a crise econômica, política e social.
Para coroar a obra, Marinho incluiu em seu relatório o fim da Contribuição Sindical, com o objetivo de quebrar a espinha dorsal do movimento sindical, inviabilizando o financiamento dos sindicatos e de suas lutas, bem como induzir algumas lideranças à capitulação de modo a dividir as centrais.
A CTB repudia tais chantagens, reitera a necessidade de manter a unidade dos movimentos sindicais e está determinada a redobrar os esforços de mobilização, nesta reta final, para garantir o sucesso da Greve Geral de 28 de abril. À luta contra a restauração neoliberal. Vamos parar o Brasil sexta-feira.
São Paulo, 25 de abril de 2017
Adilson Araújo
Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Novo Presidente Adilson Araújo: "Devemos fazer uma gestão planejada, ousada e audaciosa" - Portal CTB

Adilson Araújo: "Devemos fazer uma gestão planejada, ousada e audaciosa"

A partir deste sábado, 24 de agosto de 2013, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil conta com um novo presidente. Trata-se de Adilson Araújo, 45 anos, ex-presidente da CTB no estado da Bahia por dois mandatos e destacado dirigente do Sindicato dos Bancários daquele estado.
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Araújo iniciou sua militância sindical e política no final dos anos 80. Ele participou da fundação da CTB em dezembro de 2007 e, na esfera institucional, foi também presidente do Conselho Estadual de Trabalho e Renda da Bahia (CETER-BA), representando a bancada dos trabalhadores. O dirigente assume a presidência da CTB nacional em um momento de consolidação da Central, dentro de uma perspectiva de crescimento que deve colocá-la, a médio prazo, entre as três maiores entidades do país. Para araújo, essa tarefa exigirá da nova Direção uma gestão planejada, ousada e audaciosa.
Nesta entrevista, Adilson Araújo faz um balanço da trajetória da CTB até este momento, compartilha suas expectativas para o mandato que se inicia, fala sobre a necessidade de fortalecer as seções estaduais da CTB, da atuação da Central junto aos sindicatos do campo e reafirma uma política fundamental para os cetebistas: lutar de forma intransigente pela unidade da classe trabalhadora. Confira abaixo:
Portal CTB: Finalizado o 3° Congresso da CTB, que balanço é possível fazer do último período e quais são as perspectivas para a gestão que se inicia?
Adilson Araújo: A CTB aproveitou seu 3º Congresso para fazer uma atualização da conjuntura internacional e nacional, além de se preparar para os próximos quatro anos. De forma muito particular, eu penso que o balanço é extremamente positivo. A CTB, na verdade, foi germinada a partir da compreensão de que o movimento sindical padecia de um conjunto de problemas, entre eles certa apatia reinante. A CTB foi construída num movimento que buscou reunir setores estratégicos da organização da classe trabalhadora, da qual o protagonismo dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais, dos marítimos, do setor metal/mecânico, entre outras tantas entidades que construíram esta central sindical democrática, classista e de luta.
A CTB, em sua fundação, teve como questão fundamental a busca da unidade das centrais sindicais, assim como a defesa de uma nova Conclat, a partir de um movimento nacional que culminou no ato do Pacaembu em 1º de junho de 2010. De lá para cá, a gente tem percebido o quanto foi importante essa decisão, até porque hoje podemos dizer – ao contrário de um passado recente – que temos um instrumento norteador da nossa luta, que é a Agenda da Classe Trabalhadora. Todas as nossas ações desde então têm como centro atualizar essa Agenda.
Desta forma, penso que a CTB sacramenta sua disposição de fortalecer cada vez mais a unidade e os laços de solidariedade entre a classe trabalhadora, e evidentemente isso traz uma nova perspectiva, porque encerramos uma etapa vitoriosa, com uma perspectiva real de ser a terceira ou quiçá a segunda maior central sindical do país, sobretudo a partir de sua amplitude e sua política acertada. E há uma realidade concreta: hoje temos mais de mil sindicatos filiados (sendo que desses mais de 700 já estão reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego). Isso nos garante certa visibilidade e nos dá a convicção que não somos mais invisíveis perante os trabalhadores. Lutamos por isso e a CTB, de forma muito apropriada, consegue consolidar esse quadro, graças, em grande parte, ao esforço de um conjunto de dirigentes que se dedicou a consolidar a Central, tendo o companheiro Wagner Gomes à frente desse processo, garantindo uma interlocução interessante com as demais centrais, com uma série de partidos políticos e os mmovimentos sociais como um todo.
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Portal CTB: Que elementos de sua experiência como presidente da CTB-BA irão ajudá-lo nesta nova tarefa?

Adilson Araújo: O mandato da Direção Nacional foi muito promissor, embora as seções estaduais tenham vivido uma verdadeira via-crúcis, diante das dificuldades e da pouca estrutura. Mas é verdade que, pelo fato de termos uma concentração de sindicatos importantes no estado da Bahia, podemos dizer que não foi tão difícil colocar de forma prioritária a orientação da Direção Nacional. A base de sustentação disso se deve aos sindicatos, pois a condição de existir de uma central sindical está diretamente ligada a esse alicerce, que é a ferramenta fundamental. Não existe central sindical sem sindicato de base. E na Bahia nós tivemos a possibilidade de fazer uma transição na qual conseguimos garantir uma representatividade. Esse cenário permitiu que a gente tivesse na Bahia, do ponto de vista formal no Ministério do Trabalho, a maioria dos sindicatos e, do ponto de vista do número de filiados também. Temos hoje cerca de 300 sindicatos filiados, pois temos federações de trabalhadores importantes, como dos bancários, rurais, construção civil, metal/mecânico, alimentos, entre outros. E também um número expressivo de sindicatos urbanos e rurais. Essa força nos permitiu ter um posicionamento mais audacioso. Pelo fato de a CTB permitir um novo olhar, conseguimos dar a ela uma nova dinâmica, praticando um sindicalismo renovado, autêntico e de luta, já que o momento visivelmente permitiu isso e ainda permite, pois embora estejamos numa crise, o Brasil ainda é um país de oportunidades e com perspectiva interessante, que, se bem trabalhadas e o movimento sindical atuar de modo consequente, poderão ser bem melhores.
Portal CTB: De que forma a Direção vai trabalhar a partir de agora o fortalecimento da CTB nos estados?
Adilson Araújo: Podemos dizer que colocamos o time em campo e jogamos de forma satisfatória neste primeiro período. É verdade que a gente precisa ter, a partir desta gestão que se inicia, uma ação mais planejada, pois o esforço terminou em parte predominando uma vontade espontaneísta, em grande parte por conta desse desejo novo de se construir uma central sindical, de ir aparando arestas. Para este novo momento, me parece que se torna fundamental planejarmos melhor nossa ação. Tenho a opinião de que planejando mais e melhor os dividendos serão maiores. Temos que ter uma atitude mais elaborada no sentido de corresponder a um conjunto de problemas existentes. Creio que sem essa discussão interna e sem vislumbrar um plano estratégico não conseguiremos desatar os nós. E, como estamos convencidos de que é possível desatar os nós, vamos fazer a opção de canalizar todos os esforços para uma ação de vanguarda, propositiva e planejada.
Portal CTB: Qual sua avaliação da atuação da CTB junto aos sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais? Como ampliar essa atuação?
Adilson Araújo: Temos uma experiência sindical na qual nossa cultura de central sindical era muito “um pé dentro e um pé fora”. Com a responsabilidade de não ser mais apenas uma corrente de opinião e dirigir uma central sindical, pressupõe-se a construção de novos valores. A gente percebia, num passado recente, que a compreensão do trabalhador do campo era a de que ele não se sentia representado pela central sindical. Daí surgia um hiato, um distanciamento muito grande. E foi esse descontentamento que fez com que o segmento de trabalhadores e trabalhadoras rurais assumisse o compromisso de, coletivamente, construir a CTB.
A CTB, portanto, jogou um papel fundamental nesse processo. Há uma necessidade objetiva de aproximar o trabalho sindical urbano com o rural. Considero que a CTB só irá consolidar essa proposta se souber combinar a praticidade com essa necessidade de colocar o pé no barro e conhecer mais de perto o drama que é fazer a luta sindical no campo, seus valores, sua cultura. Isso requer uma maior aproximação. Acho, inclusive, que a CTB nacional precisa constituir um departamento ou uma secretaria que, junto do núcleo político da Central, possa se ambientar mais desse cotidiano, buscando repercutir mais a luta sobre as questões agrárias, pois essas demandas ainda não conseguimos responder. Precisamos ter uma radiografia mais apurada dessas necessidades, para que a CTB tenha definitivamente uma marca sindical que vislumbre essa unidade entre os trabalhadores do campo e da cidade.
Portal CTB: Qual deve ser o rumo da CTB em sua atuação internacional para o próximo período?
Adilson Araújo: No passado recente, nossa interlocução no plano da articulação sindical era quase inexistente. Com o surgimento da CTB, pudemos ampliar nosso leque de atuação. Os problemas que afligem um trabalhador na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão são os mesmos problemas da realidade brasileira. Num ambiente globalizado, as respostas precisam ser mais dinâmicas e o fortalecimento dos laços de solidariedade devem ser cada vez mais amplos. O mundo impõe uma agenda regressiva e não conseguiremos enfrentar essa agenda se não tivermos uma ação unitária global, de enfrentamento ao capitalismo.
A CTB deve ter em sua ação prioritária uma política para se fortalecer cada vez mais no plano da articulação, na interlocução e na troca de experiência com sindicatos internacionais, sobretudo a partir do fortalecimento de sua presença na Federação Sindical Mundial (FSM) e no Encontro Sindical Nossa América (ESNA), onde ela tem um papel fundamental de ajudar na construção dessa movimentação que se sucede desde a eleição de Chávez, em 1998. Toda essa movimentação releva a participação da CTB em cenário internacional.
Portal CTB: Existe grande descontentamento no meio sindical sobre a falta de diálogo do governo federal com a classe trabalhadora. O que se pode esperar desse relacionamento daqui por diante? 
Adilson Araújo: O governo foi concebido a partir do esforço das massas populares. A eleição de Lula é emblemática nesse processo, pois representou um freio ao neoliberalismo. Essa mudança política abriu uma nova perspectiva e os ganhos dos últimos dez anos precisam ser avaliados. Sob o contexto da luta política nacional, tivemos mais ganhos do que derrotas. Mas esse é um governo contraditório, que tem limites e que está em disputa. Nesse sentido, a classe trabalhadora precisa conceber a defesa de sua tese também, ter uma plataforma de luta ajustada, audaciosa.
Temos plena clareza de que, se o governo é de direita, isso exige certo recuo por parte da classe trabalhadora. Mas se o governo faz parte do campo democrático-popular, exercer mais pressão contribui para que ele se aproxime mais das reivindicações da maioria da população – trata-se de um comportamento legítimo. O movimento deve se manter sempre atuando na defesa de sua autonomia, de forma consequente e ajudando a construir um governo cada vez mais avançado, que possa corresponder ao clamor da nação.
O movimento sindical não vai abrir mãos de suas bandeiras. Precisamos defendê-las e fazer de tudo para darmos uma arrancada no desenvolvimento. Isso vai com certeza exigir da nossa parte uma posição cada vez mais firme, pois o governo tem seus limites. Se você observar a política macroeconômica do país, vemos que o governo não encontrou ainda o caminho ajustado, pois acaba prevalecendo uma posição muito conservadora, com um cenário no qual os empresários conseguem resposta a seus anseios de forma mais rápida do que a classe trabalhadora. Fica comprovado que precisamos ganhar as ruas e pressionar para que o governo tenha uma posição mais avançada, de modo a sair do olho do furacão. Estamos às vésperas de uma grande batalha política, na qual temos que lutar para evitar qualquer possibilidade de retrocesso.
Portal CTB: O cenário político-eleitoral iminente pode trazer riscos para a unidade das centrais?
Adilson Araújo: O movimento sindical brasileiro está diante de uma nova conformação. Neste período mudancista nascem novas organizações, que brotam no desejo de fazer o confronto, no sentido de contribuir para o Brasil avançar. A unidade das centrais é imperativa, mas é claro que não há uma camisa de força. O que precisa prevalecer é a compreensão de que o inimigo não está entre nós, temos que definir o nosso lado. Devemos continuar defendendo o fortalecimento da unidade das centrais. Isso não quer dizer que essa unidade não possa sofrer alguma mudança por causa da batalha político-eleitoral. Mas a melhor alternativa para a classe trabalhadora é caminhar unida, para garantir a manutenção do que foi conquistado e com a perspectiva de influenciar o processo político. A classe trabalhadora é a força-motriz da nação e tem autoridade moral para dizer qual o melhor caminho para a nação. Se não nos posicionamos para influenciar o debate político, podemos perder a batalha.
Portal CTB: Qual o cenário que você vislumbra para a CTB daqui a quatro anos, no próximo Congresso?
Adilson Araújo: Não podemos ter uma visão mecânica da central sindical. Acho que a experiência vivida na Bahia pode ter sido boa para o estado, mas para a CTB nacional teremos que experimentar algo de novo. E isso vai demandar muito da Direção, a partir de sua capacidade de convencer as pessoas. Fundamentalmente, mais do que o desejo pessoal, temos um projeto, que será exitoso se ganharmos um conjunto de dirigentes para construir esse projeto coletivamente.
Devemos fazer uma gestão planejada, ousada e audaciosa. Vislumbro, por exemplo, que para o próximo período temos que dar um tratamento especial para a política de comunicação da Central. As experiências de alguns sindicatos contribuem para que tenhamos um projeto mais ousado nessa área. Temos que nos inserir de forma mais ousada e dinâmica junto aos demais veículos de comunicação, quem sabe com uma TV na internet, com uma revista de periodicidade mais frequente. A CTB terá que se constituir como um tipo de agência, capaz de produzir peças publicitárias, criar fatos políticos e outros materiais. A comunicação hoje traz esse debate pela democratização e isso serve para ver que temos que ser criativos para fazer essa disputa. Mas isso exige da Direção uma tomada de posição. Valorizar essa política tem que ser uma das prioridades.
Outra política que temos que discutir é a criação da Escola Sindical Nacional, para propiciar uma maior preparação e qualificação dos dirigentes. Temos que ter também uma política de fortalecimento das seções estaduais, algo que com certeza demandará uma nova política de finanças. Temos que reduzir a inadimplência, combater a sonegação e garantir a plena participação das entidades, contribuindo e prestando conta para que as entidades possam se sentir cada vez mais parte do processo.
Essas são algumas das ideias que temos para essa gestão que se inicia. No plano da organização, será fundamental constituir uma central de organização, apoio e logística para as entidades sindicais. Sob o comando da Secretaria Geral, temos que dispor de resposta profissionalizada ao processo de regularização, atualização cadastral e acompanhamento das entidades sindicais. Se fizermos esse esforço, poderemos ter, ao final de 2014, cerca de 300 sindicais a mais registrados no Ministério do Trabalho. Devemos ter essa meta em 2014. Esse organismo será fundamental para isso.
Por fim, temos também um departamento ou uma estrutura que seja um plantão com representantes sindicais do campo, para que no conselho político seja possível dialogar mais com os trabalhadores rurais e dar sequência a esse trabalho prático e teórico junto à representação do campo. Isso ajudará bastante para termos mais interlocução entre o movimento sindical do campo e da cidade.
Fernando Damasceno – Portal CTB
Fotos: Maurício Morais

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