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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Propostas do PCdoB-65 para a eleição de 2020 na defesa do - SUS


O PCdoB lançou, na sexta-feira (25), sua Plataforma de Saúde para as eleições municipais com a participação da presidenta Luciana Santos, do governador Flávio Dino e da deputada federal Jandira Feghali. Diretrizes consideram medidas de combate à pandemia, assim como de fortalecimento do atendimento universal e gratuito à saúde.

Lançamento da Plataforma de Saúde para as Eleições Municipais.

O lançamento virtual da Plataforma de Saúde para as Eleições Municipais defendeu diretrizes básicas para a defesa d saúde pública nas eleições municipais de 2020, como forma de garantir um sistema universal, inclusivo e solidário para a população mais vulnerável em meio a políticas de desmonte do estado brasileiro. 

Essas diretrizes foram defendidas e analisadas durante o ato de lançamento da Plataforma para a Saúde nas Eleições Municipais, ocorrido nesta sexta (25), com presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, da vice-governadora de Pernambuco e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, do secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, de Jorge Venâncio, conselheiro nacional de saúde e coordenador do Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) e do farmacêutico Ronald Santos da Comissão Nacional de Saúde do partido. O evento foi mediado pelo jornalista e escritor Osvaldo Bertolino.

Ronald Santos destacou a intervenção e presença do partido na elaboração de políticas públicas para a área que é considerada em pesquisas a principal preocupação da população. “Além de defensores do povo, temos propostas e capacidade de gestão. Temos a convicção de que é possível colocar os serviços públicos sob os interesses da população e ter mecanismos e caminhos para dar concretude a isso, agora, nas eleições municipais de 2020”, afirmou.

Luciana Santos ressaltou o momento afirmativo do partido, em que apresenta essa plataforma voltada para o fortalecimento do SUS, num momento de pandemia de Covid-19, em que o sistema público de saúde se mostrou absolutamente necessário para a defesa da vida.

“A defesa da proteção social e a defesa da vida está no DNA do nosso partido. Não somos um partido só de eleição, mas somos um corpo que vive o dia a dia do país, que pensa no cotidiano do nosso povo”, declarou.

Ela reafirmou que a plataforma é um verdadeiro programa, que precisa se transformar em bandeiras com ideias-força para estar na boca da militância. “Estamos próximos das 150 mil mortes e a defesa da vida e do SUS se tornaram movimentos centrais da atual conjuntura, em que vivemos a pior crise sanitária e social do último século”.

Luciana enfatizou o papel da bancada omunista de parlamentares, que atuou na linha de frente para aprovar medidas como o auxílio emergencial, recursos extraordinários na compra de equipamentos e a constituição de unidades de terapia intensiva, como a relatoria da Lei Aldir Blanc, por Jandira Feghali.

Para ela, a Covid-19 demonstrou a forte desigualdade do país. “O CEP, o local onde as pessoas moram, se tornou um forte indicativo do número de mortes. As periferias são os locais onde os pretos e pobres mais perdem as vidas nessa pandemia”, criticou.

Ela também mencionou a experiência em políticas públicas de saúde do PCdoB. “Temos a experiência no governo federal, com a criação e implementação de muitos programas inovadores de saúde, assim como nas prefeituras e governos estaduais, com particular atenção à população negra e pobre, mais vulnerável aos problemas de saúde”, lembrou.

Ela terminou destacando o “caráter nocivo” da intervenção de Bolsonaro, “sabotando as medidas de isolamento social, recursos de emergência, dois ministros da saúde caindo durante a pandemia, mostrando o descaso com a saúde da população”.

A parlamentar Jandira Feghali considera estratégico o embate sobre a importância do Sistema Único de Saúde, pois a pandemia não garante a interrupção do desmonte do estado e da saúde pública.

Ela defendeu diretrizes básicas nas eleições municipais de 2020, como forma de garantir, em meio a políticas de desmonte do estado brasileiro, saúde pública de qualidade, gratuita e para todos, especialmente para a população mais vulnerável.

Jandira ressaltou o caráter histórico do PCdoB lançar, pela primeira vez, uma plataforma de saúde num momento dramático de pandemia. “Os comunistas participam, há décadas, desse debate sobre a construção do Sistema Único de Saúde desde a redemocratização e na Constituinte, numa luta de resistência e conquista permanente”, afirmou.

“As eleições vão estabelecer um quadro de quantos prefeitos vamos ter que defendem o SUS, quantos vereadores vão fazer essa defesa, para que a gente tenha um tecido social para as disputas maiores que vamos fazer a partir de então, para resgatar essa contribuição histórica dos comunistas na defesa do SUS, da vida, da tecnologia e da qualidade de vida das pessoas”, anunciou. 

Com todas as políticas de redução do estado e políticas de desconstitucionalização do SUS, de acordo com a parlamentar, foi essa capilaridade, controle social e capacidade de resiliência que deu a condição de resistir e não perder o SUS no texto constitucional. “Apesar de todos os limites, as asfixias, e os embates que ele sofreu, foi o que fez o SUS acontecer até hoje”.

Apesar do SUS ter tornado visível sua importância na pandemia, com a vigilância em saúde ter sido visível e fundamental, tanto do ponto de vista epidemiológica, sanitário, ambiental e no trabalho dos profissionais de saúde, ele continua em risco. “Diante de um governo de características fascistas e de uma agenda que faz parte de uma meta que é o desmonte do estado brasileiro, o desfecho não está dado. É um alerta sobre o desmonte do estado pelo confronto com o SUS e as reformas em andamento com imensa precarização no mundo do trabalho e necessidade de ameaça de muitos setores de privatização”.

Ela pontuou as diretrizes defendendo um plano permanente de enfrentamento da pandemia nas gestões municipais, medidas preventivas como segurança alimentar e saúde da família, investimentos e estímulo à tecnologia e inovação para reduzir a dependência de importados na saúde. Outros pontos que a pandemia reforçou foi a necessidade de manter a capacidade instalada com a emergência da Covid-19, assim como o combate efetivo às fake news e à desinformação em saúde.

A luta contra a emenda do teto é decisiva, na opinião da parlamentar. “Mesmo que lutemos pela reforma tributaria, tributação progressiva, tributação das fortunas, sobre o patrimônio, com a emenda do teto, a gente arrecada e não pode gastar. Temos que arrebentar com o teto!”, concluiu.

Nésio Fernandes imagina um novo SUS, que atenda melhor a realidade do povo, a partir da ocupação de espaços de poder político pelos setores avançados das classes populares e os setores progressistas. Como secretário de Estado, ele enfatizou o privilégio de trabalhar no município, no bairro, com a unidade básica de saúde, criando vínculos com a população e suas necessidades.

“Ter na carteira de serviços, na agenda política, um conjunto de medidas capazes de transformar o SUS da Constituição no SUS real da vida do povo, é uma agenda possível que qualquer gestor que ocupa espaço de poder político, mesmo em momentos de adversidade, pode fazer muita coisa”, defendeu o médico formado em Cuba, salientando a capacidade daquele país em oferecer a melhor saúde do mundo apesar das dificuldades econômicas.

“Isso só é possível em contexto de adversidade, quando há projetos reais concretos e ousadia; e é isso que nossa organização propõe ao povo brasileiro: que participe das eleições para construir um projeto de nação mais avançado”, declarou o gestor.

Ele pontuou medidas tomadas em sua gestão em Palmas (TO), que levaram ao avanço da atenção primária em saúde, por meio de coordenação complexa do sistema. Também falou da ousadia de criar formação municipal em saúde para garantir qualificação profissional. “Foi uma gestão premiada nacionalmente porque havia um prefeito avançado, gestão avançada e comprometimento dos trabalhadores”, ressaltou.

Essa é, na opinião dele, uma característica importante da gestão municipal, ao criar movimento entre os trabalhadores da saúde, a população precisa reconhecer, participar e se sentir pertencente das conquistas e avanços da saúde. A gestão precisa ter uma escuta qualificada das demandas da população. “Esse componente protetor da política pública que é o controle social, precisa ser valorizado por qualquer candidatura do nosso campo”, defendeu.

Nésio considerou que, quando se otimiza os recursos mínimos de saúde, sem terceirização, é possível testemunhar o fenômeno da classe média utilizando a atenção básica em saúde. Em Palmas, ele observou isso, devido à sensação de segurança da população no serviço de atenção primária em saúde se comparado com os planos de saúde.

Ele destacou entre as diretrizes da plataforma, o estímulo a formação de polos de tecnologia e inovação em saúde nos municípios. Para isso, ele considera que recursos de custeio investidos em terceirização e políticas de baixo desempenho sejam absorvidos para isso, especialmente em grandes municípios com impacto regional.

Ele ainda mencionou o trabalho exitoso da gestão estadual do Espírito Sando na contenção da pandemia, por meio de informação diária para a população, sem ter colapsado o sistema em nenhum momento. A expansão da testagem também foi considerada, por ele, fundamental para o controle da pandemia no estado.

Jorge Venâncio considera que o principal mérito da plataforma é demarcar com os principais erros cometidos no enfrentamento da pandemia. “A primeira demarcação que acho importante é com a postura de que não há nada a fazer diante da pandemia. Que estamos condenados a assistir esse festival de óbitos, enquanto as pessoas no governo defendem a inércia, não fazer nada, sob a justificativa falsa de que o STF o proibiu de agir”, disse.

Ele também avalia que a proposta de um isolamento social por tempo indeterminado também é inviável, como demonstram os fatos. Por isso, a proposta da plataforma visa a expandir a testagem e a vigilância sanitária para manter confinamento somente para contaminados. “Temos um exército de 300 mil agentes comunitários de saúde que ficaram praticamente inertes nesse processo por falta de comando centralizado”, lamentou.

Ele também reforçou o papel do método científico para desmascarar falsas polêmicas como a de que a cloroquina seria um remédio milagroso para Covid-19. Podiam ter sido realizadas duas vezes pesquisas que comprovassem a eficácia da cloroquina, no entanto, não foram feitas, e se foram tiveram o resultado escondido. “Essa tentativa de fabricar falsas soluções faz parte do sentimento de impotência desse governo, que não acredita em si mesmo, nem merece nossa confiança. Esta é a mensagem central dessa plataforma”, concluiu.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, encerrou o lançamento dizendo da primazia que o tema da saúde ganhou no debate eleitoral. Ele considera que podemos ter a convicção de terminar 2020 com a vitória da batalha da reafirmação do SUS. “Havia uma visão de que o SUS era acessível, mas ineficiente. Conseguimos virar a chave que evidenciou para a sociedade a eficiência do sistema, que nós já sabíamos”, observou.

Ele acredita que o SUS pode se tornar, como no Reino Unido, um patrimônio da sociedade que nem a direita ataca, porque a população protege.

Flávio diz que pegou o Maranhão com 80 leitos de tratamento intensivo e, independente da pandemia, ampliou para 310 em cerca de cinco anos. “Isso determinou que pudéssemos enfrentar a pandemia com poucos hospitais de campanha, apenas dois”, relatou.

O governador alertou para o iceberg de crise econômica que o país vive, em que se enxerga apenas o preço do arroz e o câmbio descontrolado, mas que a maior parte do problema ainda está submersa. Segundo ele, a inviabilidade fiscal do país é expressa abertamente pelo governo no rebaixamento do piso de orçamento da saúde e da educação para atender ao teto de gastos, o que ele considera “criminoso e uma falácia”.

Ele alerta para que esta plataforma eleitoral proteja a saúde, já que o governo não sabe o que fazer para resolver a crise fiscal. “Eles vão tentar a CPMF porque não querem mexer no patrimônio dos ricos bilionários”, analisou. “Precisamos estar atentos para que eles não queiram resolver o problema que eles criaram com a equivocada e inusitada emenda 95, em cima dos recursos do SUS e da educação”.

“Nenhum país do mundo tem esse teto de gastos. E eles criaram um impasse brutal, em que, mesmo que eles tenham receita, não podem gastar, por isso enxergam como saída constranger os gastos com serviços públicos, o que é inegociável”, concluiu o governador.

Assista à íntegra do lançamento, abaixo:

 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Iso Sendacz: O papel do dinheiro nas relações econômicas - CTB

CTB

O papel moeda possui grande importância nas relações econômicas. Iso Sendacz traz uma explicação didática sobre o papel do dinheiro e seu papel de equivalência de mercadorias. Iso promoveu esta palestra a dirigentes sindicais da CTB em 10/06/2020. Particularmente neste momento de pandemia, Iso entende que é preciso expandir a base monetária para socorrer empresas, Estados e municípios para salvar vidas. Iso Sendacz é Engenheiro Mecânico (EESC-USP), especialista aposentado do Bacen e diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Bacen. Os slides da apresentação do Iso podem ser acessados no link: https://drive.google.com/file/d/1RgcZ...

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Democracia é Debate - Teletrabalho, o jurídico e o negocial/sindical visto pelos bancários - CTB bancários DF e Enfrente - hoje às 19h00

 Prezados colegas,

queremos convidá-los(as) para esse importante debate:  Teletrabalho - O Jurídico e o negocial visto pelos bancários(as) - 5a. feira às 19h pelo zoom, atividade comum dos nossos núcleos do DF da CTB Bancários e do Enfrente. Preencha o formulário a seguir e participem.

INSCREVA-SE!  https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeEb9TMgUABE5obJkb0TVTRBF2DU8bxTV_wf6UXlfeHNDHvYQ/viewform?usp=sf_link ...


 
 

 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

PCdoB lança número inédito de candidaturas nas capitais do país - Portal Vermelho

 

O período de realização das convenções eleitorais se encerrou nesta quarta-feira (16) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) colhe um feito inédito: pela primeira vez a legenda comunista lança o maior número de candidatos e candidatas à prefeitura das principais cidades do país. São 12 candidaturas, podendo chegar a 13, além das candidaturas a vice.

Foram convenções entusiasmadas, organizadas, com chapas completas e diversificadas, comemorou Nádia Campeão, secretária Institucional do PCdoB e integrante do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE).

Destaque para Porto Alegre, com a Manuela d’Ávila e Miguel Rosseto (PT) como vice, chapa que lidera as pesquisas para Prefeitura, mas também podemos destacar a convenção do Rio de Janeiro que fechou nesta quarta-feira (16) uma aliança com a Benedita da Silva (PT), tendo a nossa deputada Enfermeira Rejane como vice.

Enfermeira Rejane, vice do PCdoB no Rio.

A convenção do Rio de Janeiro ocorreu de forma remota, nesta quarta-feira (16), mas o ato político foi bastante prestigiado e com muita unidade. Na convenção, a deputada Enfermeira Rejane foi confirmada como representante do PCdoB na chapa que tem à frente a deputada federal, Benedita da Silva (PT). Recente pesquisa feita aos eleitores do Rio aponta a ex-governadora Benedita da Silva em segundo lugar na preferência dos cariocas para assumir à prefeitura.

Com 14 candidatos na disputa pela prefeitura da capital do Rio Grande do Sul, a ex-deputada Manuela d’Ávila lidera as pesquisas de opinião, Manu, como é conhecida, está na frente com 17% das intenções de voto.

Em uma convenção moderna e inovadora, o ato de Porto Alegre ocorreu no último sábado (12), contou com a participação e demonstração de apoio de diversas personalidades artísticas, políticas e sociais, com a presença da Manuela e Rosseto em estúdio conversando ao vivo com personalidades.

Destaque ainda para o PCdoB da cidade de São Paulo que realizou sua convenção no dia 5 de setembro e lançou o deputado federal Orlando Silva como candidato. Pela primeira vez, o PCdoB lança um nome para a disputa majoritária na capital paulista. O nome da vice foi escolhido em reunião realizada nesta terça-feira (15), Andrea Barcelos do PCdoB completa a chapa.

Andrea Barcelos a vice de Orlando Silva na disputa pela prefeitura da capital Paulista

Em Belo Horizonte, capital mineira, a convenção eleitoral do PCdoB realizada nesta quarta-feira (16) homologou a candidatura de Wadson Ribeiro à prefeitura, tendo como vice Kátia Vergílio, ambos do PCdoB. Na chapa proporcional, o PCdoB de BH apresenta 50 nomes como candidatos à vaga na Câmara Municipal, entre os nomes que integram a lista estão, a ex-deputada federal Jô Moraes, o vereador Gilson Reis e a cientista política Mara Teles.

Grandes convenções

Ênfase para as convenções de Salvador (BA) e São Luís (MA) que, segundo Nádia, dentro do esperado, no campo progressista o PCdoB obteve “muito sucesso em nossa busca por alianças”. Neste sentido, a dirigente destacou as convenções “vitoriosas” de São Luís, com Rubens Jr e Honorato Fernandes (PT) e de Salvador, com Olívia Santana e Joca Soares do PP.

A convenção eleitoral de Salvador foi realizada no sábado (12), contou com a presença do governador da Bahia, Rui Costa (PT), do vice-governador João Leão (PP), do senador Jaques Wagner (PT) e de deputados federais baianos. Em uma convenção emocionante, a deputada estadual Olívia Santana foi homologada candidata com Joca (PP), na vice.

São Luís também contou com uma calorosa convenção que oficializou a candidatura do deputado federal (licenciado), Rubens Pereira Jr, tendo como vice, o vereador Honorato Fernandes (PT). O evento ocorreu no domingo (13) e contou com a participação da militância comunista.

A coligação do PCdoB em São Luís conta com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressistas (PP), o Cidadania, o Democracia Cristã (DC) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB).  A chapa do PCdoB terá 200 nomes de candidatos e candidatas à vereador.

Alianças

O PCdoB sai fortalecido do processo de buscas por alianças, computa Nádia, foi fechado apoio com o PT em quatro capitais, com o Psol em três locais, com o MDB em duas oportunidades, já com o PDT, PSB, PSD e Solidariedade, o Partido fecha aliança em cada uma dessas capitais.

Apesar de não encabeçar chapa, em algumas cidades, o PCdoB integra uma ampla frente progressista, destaque para as capitais Florianópolis (SC) e Belém (PA), “com frentes muito expressivas”, ressaltou a dirigente.

A Frente Democrática por Florianópolis reúne o maior quantitativo de partidos de esquerda e do campo democrático e popular do país, entre eles, PCdoB, Psol, PT, PDT, PSB, Rede, UP, UCB, PCLCP. O PCdoB de Florianópolis se destaca ainda por ter fechado uma chapa com 29 nomes na disputa proporcional, 14 candidaturas femininas e 15 homens.

Em Belém do Pará, o PCdoB confirmou apoio a uma frente que tem PT, Psol, PDT e Rede. A chapa que disputa a prefeitura tem Edmilson Rodrigues (Psol) como candidato e Edilson Moura (PT) como vice. Nas pesquisas, Edmilson tem a preferência do eleitorado da capital do Pará. Está em primeiro lugar nas intenções de voto.

Candidaturas fortes

“Além das chapas completas de candidatos a vereador e vereadora, fechamos algumas candidaturas fortes em Olinda e Campina Grande, que valem a pena destacar, disse Nádia Campeão.

O deputado estadual de Pernambuco, João Paulo foi consagrado representante do PCdoB na disputa em Olinda. A convenção foi realizada nesta quarta-feira (16) e o ex-prefeito de Recife recebe o apoio do PSB, PT, PP, MDB e PV. O candidato a vice será definido posteriormente.

Em Campina Grande, a convenção oficializou Inácio Falcão à Prefeitura da cidade, com a candidata a vice-prefeita Tatiana Medeiros (MDB). Inácio não participou da convenção porque testou positivo para a Covid-19. O ato foi na sede com transmissão ao vivo.

Vices

Além da vice-candidatura no Rio de Janeiro, o PCdoB aprovou em convenção o nome de Lorena Quintas em Macapá (AP) que tem Paulo Lemos (Psol), encabeçando chapa. Em Boa Vista, capital de Roraima, Dr Wesley Thomé do PCdoB é vice do Linobergue Almeida, da Rede, . Em João Pessoa (PB), Percival Henriques, representa o PCdoB na chapa do Anísio Maia do PT. Esta última chapa não está completamente confirmada.

As convenções do PCdoB nas capitais e demais cidades do país foram noticiadas na página eleitoral do PCdoB. Acompanhe em eleicoes.pcdob.org.br.

Esforços continuam

Segundo as normas aprovadas nas convenções municipais, a direção continuará com a tarefa de fechar uma ou até duas chapas majoritárias, dependendo assim das conversações com outros partidos.

Com isso, até o dia 26 de setembro, último prazo para inscrição das chapas na Justiça Eleitoral, possivelmente o número de candidaturas nas capitais pode ficar entre 11 e 13 candidatos do PCdoB.

 

Do Portal PCdoB

domingo, 6 de setembro de 2020

Comício da 44.ª Festa do «Avante!» em Lisboa - intervenção de Afonso Sabença, Manuel Rodrigues, Diretor do «Avante!» e Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

 O áudio começa a 6min50s.

Comício da 44.ª Festa do «Avante!»

Comício da Festa do Avante, no Palco 25 de Abril com intervenção de Afonso Sabença (membro da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP), Manuel Rodrigues (Director do jornal «Avante!») e Jerónimo de Sousa (Secretário-Geral do PCP).

Publicado por PCP - Partido Comunista Português em Domingo, 6 de setembro de 2020

Caetano leu Domenico Losurdo e desafia o senso comum ao vivo e reavalia o Socialismo e o Liberalismo - Incrível

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MAnuela D'Ávila homenageia a UNE e a luta estudantil, sua origem

 Manuela, vinda da militância estudantil naquilo que tem de melhor: alegria, integridade, amor pelo Brasil e muita Luta!

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Flávio Dino: A Lei de Responsabilidade Social - Portal Vermelho e Veja

É dever do Estado e da ordem econômica combater as desigualdades sociais.

Desigualdades regionais seriam ainda mais absurdas sem o Fundeb.

“As leis não bastam, os lírios não nascem da lei”, disse Drummond. Parece ser verdade, ainda mais em um país que possui a singular categoria das leis que “não pegam”, fato que alimenta a visão de que o Brasil já tem leis demais. Contudo, há muitos exemplos de leis de alta eficácia, que geraram inclusive profundas mudanças culturais. Inserem-se nesse rol o Código de Defesa do Consumidor, a legislação que criou o SUS e as leis do FUNDEF/FUNDEB. Vale dizer: existem leis que, excepcionalmente, fazem nascer lírios.

Em 2000, o Brasil aprovou a Lei Complementar 101, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Este diploma normativo sistematizou regras de grande utilidade sobre receitas, despesas, dívidas, controle e fiscalização. Decorridas duas décadas do advento da LRF, a pandemia do coronavírus sublinhou terríveis aspectos da vida nacional, mormente o peso das desigualdades sociais e regionais. Entre as questões daí derivadas está a concernente aos limites de uma gestão pública aferrada ao conceito de responsabilidade fiscal e insensível a outros parâmetros. Isso poderia ser considerado um bom governo, compatível com os ditames constitucionais ? E mais: é fiscalmente responsável a manutenção de milhões de brasileiros afastados de direitos básicos ? Para responder a esta pergunta, basta que consideremos que a legião de trabalhadores atualmente precarizados, despossuídos de direitos trabalhistas e previdenciários, se constituem em futura clientela de programas assistenciais como o benefício de prestação continuada, isto é, o Estado vai arcar com ônus sem ter recebido as contribuições inerentes a vínculos formais de trabalho.

Na última sexta-feira, em debate com centenas de pessoas organizado pelo MST, assisti ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defender a adoção de uma Lei de Responsabilidade Social (LRS). A ideia me parece valiosa, especialmente na atual conjuntura. Em primeiro lugar, há o efeito de frisar que a verdadeira responsabilidade fiscal não está apartada de outros objetivos. Em segundo lugar, a proposta dialoga com o que vimos na pandemia: sem ações estatais, o mínimo de justiça social é rigorosamente impossível, como se constata com o poderoso efeito do auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional.

Há precedentes em estados e municípios, bem como no mundo empresarial e dos movimentos sociais, que podem ajudar na reflexão sobre o tema. A LRS deve fixar metas sociais a serem cumpridas pelos gestores públicos, fixando parâmetros novos para os órgãos de controle e um sistema de sanções. Demais disso, a LRS deve instituir balizas para a atuação do Banco Central, das agências reguladoras e dos fundos públicos. Por exemplo, é razoável que bilhões de reais estejam retidos em fundos enquanto milhões de estudantes não tem acesso à internet e estão impossibilitados de acompanhar modalidades de educação não presencial?

A LRS pode também estabelecer rankings mais justos para as gestões governamentais, na medida em que resultados sociais sejam avaliados conjuntamente com os resultados fiscais, por exemplo para fixação dos ratings que permitem acesso a operações de crédito. Dessa maneira, serão atendidos os princípios constitucionais da economicidade e da eficiência, que não se confundem com a ideia tosca de corte de gastos como a “virtude suprema”. Afinal, é um bom gestor aquele que corta gastos ao ponto de levar à paralisação de serviços essenciais e a graves danos para centenas ou milhares de pessoas?

De outra face, a LRS pode estabelecer orientações para ações de responsabilidade social das empresas e de organismos da sociedade civil, além de melhor incentivar ações de voluntários. Institutos novos, como as PPPC (parcerias público-privadas comunitárias), podem também ser regulados pela LRS.

Os artigos 3º e 170 da Constituição Federal determinam que é dever do Estado e da ordem econômica combater as desigualdades sociais. E para isso só existe uma forma autêntica, qual seja, combinar responsabilidade fiscal com social. Uma não vive sem a outra, a não ser em visões puramente ideológicas e descomprometidas com a Constituição Federal. Um bom governo se guia por metas fiscais e sociais, para que tenhamos equilíbrio das contas públicas e verdadeiro progresso.

Fonte: Veja

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

DESPEJO CRIMINOSO de Zema em Minas contra 450 famílias há mais de 20 anos no Quilombo Campo Grande - MST

 DESPEJO CRIMINOSO

Governador de MG, Romeu Zema, cria um verdadeiro cenário de guerra para despejar 450 famílias que moram há mais de 20 anos no acampamento Quilombo Campo Grande.
Além do despejo criminoso durante a pandemia, a polícia militar de Zema aterrorizou as famílias, pressionou usando helicópteros e bombas, assustando as crianças e provocando pânico.

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#ZemaCriminoso #SalveQuilombo

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

De Olho no Mundo, por Ana Prestes - Portal Vermelho - Kamala Harris, Sputnik V, COVID 19, Bolívia e Bielorrússia

 Vermelho

A escolha da senadora Kamala Harris como vice de Joe Biden, o anúncio pelo Rússia da primeira vacina contra Covid-19, a exclusão da Venezuela da Cúpula pela Amazônia e as manifestações no Líbano e na Bolívia estão entre os assuntos analisador por Ana Prestes.

Foto: Reprodução

A senadora pela Califórnia, Kamala Harris, foi a escolhida para compor chapa com Joe Biden pelos democratas na corrida presidencial dos EUA. Ela é a primeira mulher negra a compor uma chapa presidencial do partido democrata, os republicanos também nunca tiveram uma mulher negra candidata. Harris já foi procuradora-geral da Califórnia e no Senado está em duas comissões importantes, Justiça e Inteligência. A senadora é criticada pela esquerda e movimento civis e sociais da Califórnia por defender projetos que resultam no encarceramento em massa da população pobre e negra jovem como medida de combate ao crime. Por outro lado, ela está próxima de setores mais à esquerda dos democratas, como Sanders e Ocasio-Cortez, ao defender o Green New Deal como uma solução para transformar a matriz energética dos EUA e zerar as emissões de carbono até 2030. A chapa ainda precisa ser referendada pelos democratas em Convenção Nacional. Caso a chapa vença as eleições, muitos já falam que Harris seria a candidata natural dos democratas em 2024.

O dia de ontem (12) foi de muitos comentários sobre o anúncio do governo russo de que teria finalmente chegado a uma vacina contra o novo coronavírus, a Sputnik V. O nome faz referência ao Sputnik, primeiro satélite artificial a orbitar a Terra lançado em 1957 pela então União Soviética. As avaliações mais críticas ao anúncio dizem que seria muito difícil provar a eficácia de uma vacina com apenas dois meses de testes. Outros dizem que não há suficiente debate internacional sobre os resultados atingidos nos testes, com publicação de artigos e promoção de intercâmbio científico. Entidades russas de professores, que devem estar no primeiro bloco de imunizados, após os médicos e profissionais da saúde, e a AOKI – Associação de Organizações de Pesquisa Clínica também pediram ao governo russo para evoluir mais nos testes antes de iniciar a aplicação, pois a população poderia ser exposta a uma vacina ainda não suficientemente testada. Por outro lado, muitos questionam se Putin e seu governo arriscariam tanto com a divulgação de uma vacina sem segurança sobre o produto. As autoridades russas hoje (12) reagiram ao criticismo internacional reafirmando seus procedimentos na validação da vacina. Fica a impressão de que a Rússia fez o registro, o anúncio, e vai “trocar os pneus com o carro andando”, ou seja, enquanto produz a vacina em escala, vai realizar a terceira fase de testes e fazer as publicações científicas correspondentes. A ver. A vacina não aparece na lista da OMS que relaciona os projetos que já chegaram à fase 3 de testes e a organização se pronunciou ontem dizendo que aguarda contato com autoridades russas para conhecer detalhes do imunizante. No Brasil, o governo do Paraná anunciou que deve assinar hoje (12) um acordo com a Rússia para a produção e distribuição da vacina, ficando a condução a cargo do Tecpar – Instituto de Tecnologia do Paraná.

Novamente com a Venezuela excluída os presidentes dos países amazônicos se reuniram na Segunda Cúpula Presidencial pela Amazônia. Desta vez o encontro foi por videoconferência. O primeiro encontro foi presencial, em setembro do ano passado, na cidade colombiana de Letícia. De onde saiu o Pacto de Letícia. Além do presidente Duque da Colômbia, participaram Bolsonaro pelo Brasil, Lenin Moreno pelo Equador, a de fato Añez pela Bolívia, Vizcarra pelo Peru e autoridades do Suriname e Guiana. A reunião teve como objetivo reafirmar os 52 pontos da Declaração de Letícia e a discussão sobre o financiamento dos projetos previstos nesses pontos. Participaram do encontro o presidente do BID, Luis Alberto Moreno e uma representante da OTCA – Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, com sede no Brasil, Maria Alexandra Moreira. Alvo de críticas internacionais por sua política ambiental e em especial com relação às queimadas na região amazônica, o Brasil não participou do primeiro encontro de Letícia. Nesse segundo encontro, o mundo inteiro noticiou a fala do presidente Bolsonaro, especialmente quando ele disse ser “mentira” que os incêndios estão devastando parte significativa da Amazônia brasileira. Ele contradisse dados de seu próprio governo que através do INPE deixam claro que em 12 meses aumentou em 33% a devastação da floresta. Ele ainda desafiou os líderes dos outros países a sobrevoarem a floresta e apontarem algum foco de incêndio ou hectare desmatado.

A Nova Zelândia tem eleições marcadas para setembro, mas a primeira ministra Jacinda Ardern anunciou que há hipótese de adiamento diante do ressurgimento de casos de coronavírus no país após mais de 100 dias sem infecções. Os casos surgiram em Auckland, maior cidade do país, e que agora está em confinamento. O partido de oposição, Partido Nacional, também pede adiamento das eleições para o fim do ano ou princípio de 2021. Com uma população de 5 milhões de habitantes, a NZ registrou 22 mortos por Covid-19 até agora, além de ter ficado 102 dias sem contágio registrado.

Na Europa, o coronavírus preocupa na Espanha. Na última semana, uma média de 4900 casos diários foram registrados. Superior aos números da França, Reino Unido, Alemanha e Itália juntos. Críticos ao governo dizem que houve “muita pressa” no desconfinamento, visto que a explosão de casos veio justamente duas semanas após a abertura.

No Líbano, seguem as manifestações populares contra o governo, mesmo com a renúncia do premiê e todo seu gabinete. Ontem (12) milhares de pessoas marcharam perto do porto destruído e fizeram um minuto de silêncio no minuto exato em que há uma semana ocorreu a explosão. Cristãos e muçulmanos foram convocados por suas igrejas para fazerem um dia de orações. O número oficial de vítimas passou para 171, mas há estimativas de que são mais de 200. Deixo aqui o link da história de três bombeiros ainda desaparecidos que morreram ao tentarem apagar um incêndio no porto, sem saberem quem o galpão incendiado possuía nitrato de amônio:

Após Alemanha e França suspenderem acordos de extradição com Hong Kong. O executivo da ilha fez o mesmo por reciprocidade. Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia também anunciaram as mesmas medidas.

Em Belarus, ou Bielorrússia, também seguem os protestos. Ontem foi a terceira noite de manifestações após as eleições de domingo (9). Muitas ruas na região da capital Minsk estão bloqueadas e cenas de prisões arbitrárias e violência policial pipocam nas redes. Milhares de pessoas foram detidas. Jornalistas também têm denunciado que suas câmeras estão sendo tomada ou tendo chips arrancados. A candidata de oposição a Lukashenko, que governa o país desde 1994, deixou o país e se refugiou na Lituânia.

Na Bolívia também seguem os protestos e os bloqueios de vias. Ontem o ministro de governo, Arturo Murillo, reagiu dizendo à CNN que estão “tratando de evitar uma guerra civil no país, que tem horas contadas para começar”. Defendeu ainda que “meter bala” nos bloqueios seria “politicamente correto”. Os protestos são organizados pela COB (central de trabalhadores) e o Pacto de Unidad contra o adiamento das eleições para 18 de outubro. Embora o governo de fato ainda não tenha entrado mais fortemente com o exército e polícia contra as manifestações, grupos paramilitares estão sendo usados para atacar os manifestantes. O chefe das forças armadas, Sérgio Orellana, envolvido no golpe contra Evo, tem colocado uma série de condicionantes ao governo Añez para ir fazer os “desbloqueios” das vias ocupadas pela população. Uma delas é a imunidade quanto ao uso da força e armamentos e outra é quanto ao rebaixamento do papel das forças policiais.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu ontem (11) o adiamento das eleições legislativas da Venezuela marcadas para 6 de dezembro, diante da negativa de alguns partidos da oposição de participarem do pleito. A declaração foi feita após o chanceler Arreaza enviar convite à União Europeia para o envio de observadores internacionais durante o processo eleitoral.

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