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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Iso Sendacz: O papel do dinheiro nas relações econômicas - CTB

CTB

O papel moeda possui grande importância nas relações econômicas. Iso Sendacz traz uma explicação didática sobre o papel do dinheiro e seu papel de equivalência de mercadorias. Iso promoveu esta palestra a dirigentes sindicais da CTB em 10/06/2020. Particularmente neste momento de pandemia, Iso entende que é preciso expandir a base monetária para socorrer empresas, Estados e municípios para salvar vidas. Iso Sendacz é Engenheiro Mecânico (EESC-USP), especialista aposentado do Bacen e diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Bacen. Os slides da apresentação do Iso podem ser acessados no link: https://drive.google.com/file/d/1RgcZ...

domingo, 30 de abril de 2017

CES e CTB-DF promovem curso de formação sindical de 5 a 7 de maio em Brasília - 40 vagas




Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho | CES

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil | CTB

CURSO DE FORMAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL - 1a. Etapa 
5, 6 E 7 DE MAIO DE 2017

Carga horária: 16 horas-aula



Local – CTB DF - SRTVS QD 701 - BLOCO I - LOTE 19 - SOBRELOJA 07 Edifício Palácio da Imprensa - Asa Sul
Inscrição: R$ 15,00


PROGRAMAÇÃO Sexta - 5/5 – 18h - Origens do Sindicato e História do Movimento Sindical Brasileiro – Prof. Renato Bastos

Sábado - 6/5 -8h -12h - Concepções Sindicais (com ênfase na Concepção da CTB) - Prof. Reinaldo Reis
12h-14h Almoço Sábado - 6/5 -14h-18h - Transformações no Mundo do Trabalho (até a 4ª revolução tecnológica)- Prof. Reinaldo Reis
Sábado - 18h – 21h - Sarau Cultural – Música ao vivo e poesias da luta do povo

Domingo - 7/5 - 8h-12h Análise de Conjuntura: como fazer? – Prof. Renato Bastos
Equipe de Professores do Centro de Estudos Sindicais - CES:
Prof. Ms. Renato Bastos - Mestre em História Econômica – USP


Prof. Dr. Reinaldo Reis – Doutor em Educação – UnB


Obs.: Certificado apenas para 75% de presença

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CTB DF e CES realizam I Curso de Formação Sindical da nova gestão - 6 a 8 de dezembro na CONTAG

A CTB valoriza a formação das lideranças classistas. Na foto, curso de formação em Patos-PB:
"Sindicalista que não se forma, se deforma."


A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Distrito Federal realizará o seu primeiro curso de formação da nova gestão, através do convênio com o Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho - CES com a CTB Nacional.

O curso ocorrerá de 6 a 8 de dezembro (sexta à noite, sábado durante o dia inteiro e domingo pela manhã), e contamos com a parceria da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura - CONTAG, que mais que gentilmente nos apoia com a cessão de suas instalações. 

Segundo o Presidente Aldemir Domício,"a CTB e o CES ofertam um curso de grande qualidade para preparar sua direção e as lideranças sindicais para grandes desafios. É uma oportunidade que os trabalhadores e trabalhadoras saberão aproveitar."

O curso está previsto para trinta participantes, com prioridade para a direção da CTB-DF, sindicatos filiados e convidados. Para tratar de sua inscrição, envie-nos um e-mail com nome completo, idade, categoria, se exerce mandato sindical e aonde, telefone e e-mail para sec.formacao@ctbdf.org.br e pvss65@gmail.com 

Local: Sede da CONTAG

Endereço: 
Smpw Quadra 1, s/n conjunto 2 lote 2
Núcleo Bandeirante - Fone: 2102 2288



PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 06 de dezembro

17h00 - Credenciamento 
17h50 - Poema - Elogio do Aprendizado - Bertold Brecht
18h00 - Abertura - Dinâmica de Apresentação 
18h30 - Aula: Origem e Papel dos Sindicatos e História do Movimento Sindical Brasileiro, com Reinaldo de Lima Reis Júnior, Historiador e professor do Instituto Federal de Tecnologia de Goiás;

21h30 - Término do 1.º dia

Sábado, 07 de dezembro

8h00 - Café da Manhã
8h50 - Poema - O Operário em Construção - Vinícius de Morais
09h00 - Aula: Concepções Sindicais, com o professor Antônio Carlos de Miranda, da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE;
12h30 - Almoço
13h50 - Música - El pueblo unido jamás será vencido (Quilapayun)
14h00 - Aula: Transformações no Mundo do Trabalho, com o professor Antônio Carlos de Miranda;
17h30 - Término do 2º dia;

Domingo, 08 de dezembro

8h00 - Café da Manhã
8h50 - Poema - Burgueses - Nicolás Guillén
09h00 - Aula: Análise de conjuntura: como fazer, com Paulo Vínicius Santos Silva, Sociólogo e Secretário de Formação da CTB-DF.
12h00 - Avaliação e Entrega dos Certificados;
13h00 - Encerramento.


Paulo Vinícius Silva
Secretário de Formação da CTB-DF



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Feliz cumpleaños, Fidel!

Hoje, o querido Fidel Castro completa 86 anos desafiando toda a urucubaca, atentados terroristas, maleitas e sobretudo desafiando o imperialismo estadunidense. Alvíssaras, comandante, que siga por muitos anos ainda dando trabalho e zelando pelo povo que tanto te quer.

Pude conferi-lo sempre, inclusive nesta minha última ida a Havana. Conversei, comi nas ruas, andei em meio ao povo, saindo o máximo que pude do circuito das muitas atividades que tivemos. Fi-lo de propósito, para auscultar o sentimento dos donos da Revolução Cubana, esse heróico povo que a defende com armas e sonhos e músicas e realizações e sem o qual Cuba jamais ultrapassaria as muita intempéries, com a mesma improbabilidade com que o comandante desafia o tempo, e com essa mesma lucidez que sempre colocou as pessoas em primeiro lugar.

Regozijei-me ao constatar que, como disseram pelo menos três dos populares que abordei, "Esse país es fidelista, fidelista!". Recordo-me que certa noite, no Malecón, um pouco macambúzio a despeito do espetacular momento - os poetas e revolucionários, os apaixonados e os extravagantes costumam por vezes ter esses lapsos inexplicáveis - mas portando em uma mão uma garrafa de Havana Club, e na outra um charuto dos que os próprios cubanos fumam, fui acolhido em meus muxoxos por dois anciãos animadíssimos, que com maraca e violão e a alegria de suas vozes marcadas pelo tempo seguiam ganhando a vida através do cantar de clássicos cubanos, salseiros e românticos, e que me regalaram com sua companhia. Gente querida, muito querida.

Depois de umas tantas canções e tragos e baforadas, arrisquei, disparando: "Por que vocês gostam tanto assim do Fidel?". Ele parou, olhou-me diretamente, os olhinhos brilhar, e simplesmente me disse: "Fueran muchas cosas..." Naquela mirada havia tanta história, tantas lembranças de discursos, tantas batalhas vividas que não precisava ser dito nada mais. Disse-me depois, com orgulho incontido: "Sabe com quem você esta falando? Com um soldado da guerra revolucionária!"

Ao lado do apoio às medidas de abertura econômica que dinamizam a economia socialista - porque o socialismo é economia de transição, não é o comunismo -, vi esse unânime carinho por Fidel. Outro cubano, disse-me: "Estávamos acostumados que, de repente estava ele aí. Sentimos muito a sua falta!". Uma taxista, disse-me sem pestanejar, que também os avanços recentes tinham o dedo do Fidel, já que ele estaria agora mais livre para observar as coisas com distanciamento e perceber os erros que havia.

Outro elemento que observei foi o olhar crítico que o cubano tem sobre o seu próprio processo revolucionário e país. Os cubanos reclamam mesmo e tem uma grande noção dos direitos que possuem. Andei por toda parte, inclusive de madrugada sem medo algum. Poucas vezes me senti tão seguro em minha vida quanto nas ruas de Havana, mas não me recordo de ver um policial com fuzil, um "caveirão", uma viatura gigante a barulhar encandeando a todos com seu passar apressado.

Tive sim a grata oportunidade de ver o Fidel falando no centro de convenções em Havana no Encontro Hemisférico de Luta contra a ALCA - em 2004, creio. Uma aula espetáculo que adentrou pela madrugada, crivada de gargalhadas e histórias, ele de terno, super bem. Quando entrou, uma senhora do fundo do auditório, gritou: "Guapíssimo, Fidel!", e era verdade.

Que maravilha ter a pretensão anexionista dos EUA ido ALCArajo, e em seu lugar ter avançado a integração latino americana, ter ingressado a Venezuela no Mercosul, não nos calarmos ante os intentos de golpe em Honduras e no Paraguai, e o Fidel estar aí, vivinho, perturbando os imperialistas! Fidel, Fidel, que tine Fidel, qiue los imperialistas no pueden con él! Feliz cumple, comandante!

E para vocês recomendo essa seleção de falas históricas do maior orador do século XX.

Fidel: Revolución

 

“Revolución es sentido del momento histórico;
es cambiar todo lo que debe ser cambiado;
es igualdad y libertad plenas;
es ser tratado y tratar a los demás como seres humanos;
es emanciparnos por nosotros mismos y con nuestros propios esfuerzos;
es desafiar poderosas fuerzas dominantes dentro y fuera del ámbito social y nacional;
es defender valores en los que se cree al precio de cualquier sacrificio;
es modestia,
desinterés,
altruismo,
solidaridad y heroísmo;
es luchar con audacia, inteligencia y realismo;
es no mentir jamás ni violar principios éticos;
es convicción profunda de que no existe fuerza en el mundo capaz de aplastar la fuerza de la verdad y las ideas.

Revolución es unidad, es independencia,
es luchar por nuestros sueños de justicia para Cuba y para el mundo,
que es la base de nuestro patriotismo, nuestro socialismo y nuestro internacionalismo.”


FIDEL

Fidel previne a su pueblo sobre  desintegración de la Unión Soviética




Maravilhoso discurso de Fidel Castro.na Argentina sobre o imperialismo e o Che - extratos







quarta-feira, 30 de maio de 2012

Liberalismo, democracia e os mitos da política moderna (1) - Augusto César Buonicore - Portal Vermelho

15/2/2006
Liberalismo, democracia e os mitos da política moderna (1)
Augusto César Buonicore




O pensador social-liberal italiano Norberto Bobbio afirma logo no inicio
do seu alentado Dicionário de Política que “a linguagem política é
notoriamente ambígua. A maior parte dos termos usados no discurso
político tem significados diversos” e acabam conhecendo uma “longa série
de mutações históricas”. Podemos dizer que isso acontece, às vezes,
dentro de uma mesma e única escola teórica (e mesmo num mesmo autor).
Isso se dá, por exemplo, na definição do que sejam democracia e
liberalismo. Nenhuma questão foi mais embaralhada pela ciência política
e pelos políticos, sejam revolucionários ou conservadores.

Na primeira parte desse artigo trataremos de desvendar a relação
conflituosa que se estabeleceu entre a democracia política e a burguesia
(e seus ideólogos liberais). Mas, se quisermos realizar a contento nosso
objetivo, devemos, em primeiro lugar, nos desembaraçar de uma das
idéias-força que tendem aprisionar nosso pensamento quando o assunto é
democracia política. Uma idéia que se transformou num verdadeiro mito
político moderno.
< . . . >
A ideologia burguesa moderna procurou encobrir o fato de que sempre
existiu uma tensão latente – às vezes explosiva - entre o liberalismo e
a democracia política. Como afirmou João Quartim de Moraes: “nunca se
repetirá bastante que entre o princípio democrático da soberania popular
e o princípio liberal do primado dos interesses individuais (...) sobre
os interesses sociais, há uma contradição que pode ser
institucionalmente administrada (...) mas não pode ser suprimida em seu
fundamento (...) O compromisso dos detentores dos privilégios econômicos
com a democracia nunca ultrapassa, evidentemente, os limites da ordem
burguesa. Eles nunca se inclinam diante de um governo eleito pelo
sufrágio universal”. Se à burguesia procurou, durante a segunda metade
do século XX, amalgamar os dois termos (democracia e democracia), aos
marxistas coube (e ainda cabe) dissociá-los.

Vejamos, então, como a burguesia e seus ideólogos liberais encararam a
demanda de ampliação da democracia política para o conjunto da
população, especialmente como se portaram em relação a principal
bandeira democrática do século XIX: o sufrágio universal.

* Liberais e a democracia: o sufrágio universal

A reivindicação do sufrágio popular, ainda que apenas masculino, é
bastante antiga. Durante a Revolução Puritana da Inglaterra (1640-1649)
esta bandeira esteve nas mãos das correntes mais radicais, como os
niveladores. Ficaram famosos os debates ocorridos entre os
democratas-radicais e os chefes revolucionários, como Cromwell, em 1647.
Diante da recusa destes últimos em atender sua reivindicação de direito
ao voto, Edward Sexby, líder radical respondeu: “Há muitos milhares de
nós, soldados, que arriscamos as nossas vidas; poucos bens tivemos no
reino, no entanto temos direitos por nascimento. Mas parece que agora, a
não ser que um homem possua propriedades fixas neste reino, não tem
direitos nele. Não sei como pudemos ser tão enganados. Se não temos
direito, então fomos soldados mercenários”.
< . . . >
As reformas eleitorais - ocorridas em 1832, 1867 e 1884 - ampliaram
gradualmente o direito ao voto. No entanto até o início do século XX
continuou a existir o voto plural na Inglaterra. Somente em 1928
estabeleceu-se o princípio democrático de “um adulto, um voto” e em 1948
foi finalmente extinto os últimos redutos de voto qualificado – os dos
colégios eleitorais das universidades e centro de negócios. A terra do
liberalismo clássico só instituiria plenamente o sufrágio universal e
direto em meados do século XX.

* Estados Unidos e a democracia restrita

Os mesmos preconceitos liberais-burgueses contra a democracia política,
entendida como soberania popular, e um de seus instrumentos mais
importante - o sufrágio universal - podem ser notados durante a
revolução (ou Guerra de Independência) norte-americana. Embora esta, sob
vários sentidos, tenha sido mais avançada que as duas “revoluções
liberais” inglesas - afinal ela ocorreu quase cem anos depois dos
debates com os niveladores ingleses.
< . . . >
Pela nova legislação racista, destas obrigações vexatórias ficariam
excluídos os que já tinham direito de voto antes da abolição e seus
filhos e netos, mesmo que não soubessem ler e escrever. Talvez esta
tenha sido a legislação eleitoral mais casuística já criada num grande
país capitalista.

Por tudo isso, se ainda quisermos falar de democracia nos Estados Unidos
do século XIX e início do século XX devemos lembrar que ela era bastante
restrita – restrita aos homens brancos que possuíam propriedades.
Portanto era uma democracia, fundamentalmente, antidemocrática.

* Notas

A bibliografia seguirá na segunda parte desse artigo

Esta é a primeira parte de um texto preparado, especialmente, para o
Seminário “Sindicato, Partido e Estado” organizado pelo Centro de
Estudos Sindicais.

* Augusto César Buonicore, Historiador, mestre em ciência política pela
Unicamp, secretário-geral do Instituto Maurício Grabóis (IMG), membro do
conselho editorial das revistas Princípios, Debate Sindical e Crítica
Marxista e membro suplente do Comitê Central do PCdoB.

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