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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Morreram de Capitalismo. Lute para viver! Vacina para todos! Paulo Vinícius Silva

"Se o antigo despotismo foi insensível a tudo, assim lhe convinha ser por utilidade própria: queria que fôssemos um povo mesclado e heterogêneo, sem nacionalidade, e sem irmandade, para melhor nos escravizar. ... é tempo que vamos acabando até os últimos vestígios da escravidão entre nós, para que venhamos a formar uma nação homogênea, sem o que nunca seremos verdadeiramente livres, respeitáveis e felizes... cuidemos pois desde já em combinar sabiamente tantos elementos discordes e contrários, e em amalgamar tantos metais diversos, para que saia um todo homogêneo e compacto"

José Bonifácio, 1825



Vivemos o desenvolvimento pleno do credo capitalista no Brasil, parabéns aos e às envolvidos. Não há comemorações. Há dobre de sinos, o luto nosso cotidiano.  Vejamos, hoje (13/01):

Estados Unidos
Total de casos
22.903.333

Recuperados
-
Mortes
380.878


China continental
Total de casos
87.706
Recuperados
82.288
Mortes
4.634


Brasil
Total de casos
8.195.637

Recuperados
7.284.945

Mortes
204.690

Rússia
Total de casos
3.412.390
Recuperados
2.796.132
Mortes
61.908

India
Total de casos
10,495,147
Recuperados
10,129,111

Mortes
151,529
Cuba
Total de casos
15.494

Recuperados
12.252

Mortes
155
Venezuela
Total de casos
117.299
Recuperados
111.175

Mortes
1.078

Vietnã
Total de casos
1.520

Recuperados
1.361

Mortes
35
África do Sul
Total de casos
1.259.748

Recuperados
1.019.123

Mortes
34.334

Angola
Total de casos
18.343

Recuperados
15.512

Mortes
422
Fonte: Google.

Não tenho ouvido, ultimamente: Vai pra China! Vai pra Cuba! (Estarão vivos os brasileiros "resgatados"da China comunista?!) Para mim fica claro, o COVID lasca... Mas o que mata mesmo é o capitalismo...  Cada um por si, e todos se lascam. Ou seja: quanto mais saúde pública e mais solidariedade e direitos, mais vidas salvas. É mais uma prova para as tantas que mostram a superioridade do Socialismo como forma de organização da sociedade, pois pode integrar inúmeras variáveis no seu planejamento de longo prazo em favor do melhor de todos os interesses legítimos, submetidos à Ciência, à Política, num processo de consultas democráticas refinadíssimos que envolve politicamente centenas de milhões de pessoas. 

Essa vantagem da solidariedade permitiu à China superar o Covid  é a razão profunda de nosso fracasso, de nosso pranto, de tantas mortes. Cada dia sob essa turma é uma pilha maior de cadáveres, nossos amores, nós mesmos... Pagamos o preço da escravidão... O sistema de exploração impiedosa das pessoas que vige em nosso país levou a uma mortandade sem precedentes em nossa história. E não acabou.

Podemos e devemos salvar vidas e a luta contra a pandemia tem um inegável sentido humano e político de solidariedade universal. Às trevas, a Luz da Ciência; à Ditadura, a organização renovada e o poder do povo; à violência e à ganância, a luta e a solidariedade. E estendamos nossos ouvidos e atenção a cada um e cada uma numa rede de amor e solidariedade que nos ajude a atravessar essa treva. 

O último a sair apague a luz

Certamente, o "Mercado" não sabe o que faz. Exceto - desconfio - se sua sabedoria seja apenas a da concentração e a acumulação de capital. Com esta meta ao fundo, tudo vale a pena se a taxa de lucro não é pequena. Por exemplo, monocultura. É boa a monocultura? E com round up, batido para matar tudo, tudo. E depois o verde sem fim, a soja transgênica até depois do horizonte. Será isso o máximo a que pode chegar o brasileiro, a brasileira? Ferro gusa, soja e escravos... É isso?!

Por isso, o interesse único no lucro destrói tudo que não for o ganho de uma minoria. É uma tragédia a mão visível do mercado que trouxe o planeta ao colapso. Somos os sapos na panela que esquenta aos poucos. Tá gostoso o quentinho?! 

E é essa perversão funda em nossa alma nacional, maculada pela Escravidão, essa infâmia da omissão diante da tragédia do outro, que seria menos humano, escravo, subgente, precarizado, é essa covardia cúmplice que permite-nos levar a vida como normal, até que chegue a nossa vez. As instituições funcionam normalmente.

Estamos mergulhando a braçadas no caos e na destruição do Brasil. Passamos os 203 mil e seguimos morrendo, e é Bolsonaro o Presidente. Vivemos a distopia do "fim da corrupção", da hegemonia absoluta do Mercado e sob os escombros dos direitos dos trabalhadores, com a destruição da CLT pelo Congresso do Golpe. A vida piorou muito e todos os dias lutamos para escapar da morte à espreita. 

A Guerra Híbrida e os escombros do Brasil
Nossos "heróis"da Lava Jato em parceria com a Globo e o PIG - Partido da Imprensa Golpista -, o "Mercado" (rentismo parasitário) e os teólogos da prosperidade nos trouxeram até aqui. Destruíram setores econômicos em série, todos importantíssimos industrialmente:
- Petróleo e Gás;
- Construção Pesada;
- Exportação de Engenharia Pesada;
- Construção Civil;
- Até a indústria de carnes foi afetada;
- Grandes embarcações, estaleiros. 
Mandamos prender inclusive o maior cientista nuclear do Brasil, o Vice Almirante Othon, para deixar claro que aqui tava dominado, tudo dominado.

Isso tudo foi tomado de nós. E nós aplaudimos. É esse o contexto em que o investimento e as expectativas futuras levam à certeza da bancarrota. Esse é o script e somos chamados a ser espectadores.

Aí, Reforma da Previdência e Trabalhista, fim dos sindicatos, era o anúncio da Xêpa. Não ficou pedra sobre pedra... Aí, nessa hora, veio o COVID, e a gente deixou correr, a gente deixou morrer, a gente está morrendo. O país, as pessoas, o que nós somos...

Assim, ferro gusa, soja, e carne humana, é esse o metiê a que se propõe o Brasil do futuro, com Bolsonaro adiante, perguntando: E daí?!

Nem Vacina os caras cuidaram, nem seringa...
E, infelizmente, as FFAA se acumpliciaram com essa página tristíssima em nossa História... Só Castro Alves ajuda-me a entender esse drama:

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Castro Alves - Navio Negreiro

Compreende por que a Ford sai do Brasil?! Vai vender para quem!? Será uma economia muito menor... é uma autofagia. E são negócios... Brasileiro contra brasileiro canibalizando o Brasil. Só uma guerra poderia em tão pouco tempo destruir setores inteiros da economia para escravizar um povo. 

Foi, e é uma guerra. Guerra Híbrida. Qui Bono? Quem ganha com a submissão e a destruição do Brasil? Não se enganem, não sobrará nada, é preciso agir. E é fundamental ocupar todos os espaços possíveis na Câmara e no Senado, para travar a resistência nas redes, nas ruas e nas instituições.  É preciso isolar e derrotar a extrema direita e defender nosso país desse genocídio! Parte deste inferno é termos perdido a condição de unir setores democráticos e patrióticos para termos a maioria! Não sejamos amadores e ocupemos todas as tribunas para em 2021 virar o jogo! 

Só há um caminho para um feliz 2021, a solidariedade que é luta. 

O nosso dever  é nos proteger e lutar por vacina Já para Todos e Todas! Construir a Frente Ampla para salvar o Brasil de Bolsonaro, de sua quadrilha, do imperialismo dos EUA e do COVID.

sábado, 2 de janeiro de 2021

José Carlos Ruy: João Amazonas, um grande homem do povo


João Amazonas: teórico marxista, grande líder, importante construtor do PCdoB

Foto: reprodução

 

Um camarada que assistiu aos últimos momentos de João Amazonas, no quarto de hospital, há 18 anos, relata que uma enfermeira tentava acalmá-lo dizendo algo como “já já o senhor terá alta e vai pra casa, onde terá tudo o que o senhor gosta”. “Eu gosto mesmo é da Ediria” – teria respondido nestas que talvez tenham sido suas últimas palavras, antes de entrar na crise final que o levou da vida. Esta era a face afável de João Amazonas – a artista plástica Edíria Carneiro foi sua companheira por 56 anos, que esteve a seu lado no enfrentamento das grandes batalhas do Partido Comunista do Brasil desde 1946.
Edíria e João Amazonas

Em seus últimos dias, no hospital, deixou com este mesmo camarada um bilhete onde dizia que seu corpo devia ser cremado e as cinzas lançadas às margens do rio Araguaia, para se juntar aos companheiros que tombaram na Guerrilha do Araguaia. Esta é a face ardente do revolucionário que, vendo a proximidade da despedida deste mundo, fazia do destino de suas cinzas um ato político acenando para as mudanças políticas e sociais a que dedicou sua vida desde a filiação ao Partido, em 1935, quando tinha 23 anos de idade, até  final, em 2002, aos 90 anos. Foram 67 anos de atividade cotidiana pela construção e reconstrução do Partido que ele comparava à mitológica Fênix, a ave que renasce de suas cinzas.

Este era João Amazonas, um homem simples e sensível, um pensador sofisticado, um dirigente partidário atento. Era muito afável nas relações pessoais, mas ficava muito bravo – e duro – quando enfrentava ataques ao Partido, que via como a grande ferramenta para dirigir e orientar a luta do povo pelo socialismo, pelo progresso social.

 Sua preocupação fundamental em suas quase sete décadas de atividade comunista foi, primeiro, manter firme e em pé a bandeira da foice e do martelo e, depois, que o Partido tivesse uma direção – um estado maior – estável, maduro e de sólida formação marxista leninista. Tanto que, em minha opinião, permitiu-se despedir da vida depois de dirigir a primeira transferência tranquila e sem contestações da direção do mais alto cargo do Partido, no 10º Congresso, em dezembro de 2001, quando passou a direção para Renato Rabelo sob aplausos gerais e grande unidade. Foi a primeira vez, ao longo de quase oitenta anos de história partidária, que a alta direção era transmitida de forma tranquila – e regimental – sinalizando a grande maturidade política e organizativa alcançada pelo PCdoB. A tarefa de sua vida estava concluída!
João Amazonas ao se pronunciar no 10º Congresso do PCdoB l Foto: Arquivo

Marxista-leninista inflexível, cuja atividade revolucionária e política sempre foi ligada ao povo de forma radical, João Amazonas foi um político refinado que defendia sempre a mais ampla aliança de democratas, progressistas e patriotas em torno de um programa capaz de fazer avançar o progresso social. Amplitude que, conta Victor Márcio Konder no livro “Militância”, se manifestou por exemplo na década de 1950. Havia então alguns problemas no Partido em Pernambuco, e o conselho dado por João Amazonas aos enviados pela direção nacional para ajudar os camaradas pernambucanos foi: antes de agir, é preciso encontrar por lá as personalidades e forças democráticas, progressistas e avançadas com as quais possamos trabalhar juntos.  Sempre defendeu a necessidade de unir os democratas, os progressistas e os patriotas em torno do proletariado e seu partido.

João Amazonas foi também um grande, e permanente, formador de quadros partidários. Sempre insistiu na necessidade do completo domínio da teoria marxista, do leninismo, da dialética materialista, que sempre encarou como fundamental para a atividade partidária madura e consequente. Isso fez dele uma das grandes lideranças comunistas do século 20, reconhecido no Brasil e no movimento comunista internacional.

João Amazonas e Mao Tsé-Tung durante um encontro na China

Foi um dirigente surpreendente. Sabia ouvir as opiniões dos demais e exprimia-se sempre de forma calma, mas com muita firmeza.

Teve papel central no enfrentamento da maior crise da causa comunista no século 20, marcada pelo fim da União Soviética e a triunfante propaganda ideológica capitalista que pregava o fim do socialismo e o enterro do pensamento marxista.

João Amazonas compreendeu que só havia um rumo para enfrentar as ameaças daquela conjuntura: a defesa e reafirmação do pensamento marxista, de um lado, e a análise profunda das condições que levaram à desagregação. Indicou o papel nocivo do engessamento da teoria, ocorrido na URSS desde a década de 1930, como o cerne da crise do marxismo. E enfatizou que só havia um caminho para enfrentá-la: o rompimento radical com o dogmatismo, o domínio cada vez maior da dialética materialista, o abandono do modelo único de revolução e socialismo, o estudo da realidade nacional e das condições de transição para o socialismo (que decorre entre outras coisas das diferentes realidades nacionais e do amadurecimento das contradições anticapitalistas). Com isso, já no último período de sua vida, Amazonas armou o partido das condições teóricas que para fortalecer sua organização e coesão e avançar num momento em que tudo parecia desmoronar, em que outras organizações baixavam a bandeira da revolução e do socialismo. João Amazonas indicou o caminho oposto que manteve alta e ereta a bandeira vermelha do Partido, da foice e do martelo, da luta pelo socialismo.

João Amazonas reunido com comunistas cearense com Gilse Cosenza, então presidente do PCdoB à sua direita

João Amazonas tinha a simplicidade dos homens do povo. Falava a linguagem da gente comum, com a profundidade dos grandes pensadores, em busca do objetivo de sua vida, a construção e fortalecimento do Partido Comunista do Brasil. Esta foi sua maior contribuição à luta revolucionária: o legado de um partido avançado e moderno, que mantém o marxismo-leninismo como orientação para o programa comprometido com a conquista do socialismo e com os desafios contemporâneos.

Abaixo a participação de João Amazonas no programa Roda Viva, em 1989.

  

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As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal PCdoB

Especial João Amazonas - Centro de Documentação e Memória da Fundação Mauricio Grabois (2012)


Publicado em 24.05.2012

Confira nos links abaixo, o Especial do Centro de Documentação e Memória da Fundação Mauricio Grabois

"Um Partido Vitorioso"

Discurso de despedida de João Amazonas no X Congresso.  

70 anos de um partido que se tempera na luta

Revista Princípios EDIÇÃO 25, MAI/JUN/JUL, 1992, PÁGINAS 4, 5, 6, 7, 8

Desde sua fundação, em 25 de março de 1922, o PCdoB trata de forjar-se como organização revolucionária proletária. O 8º Congresso representou um salto na construção ideológica do Partido.   

1935: Assim se conta a história   

Revista Princípios EDIÇÃO 31, NOV/DEZ/JAN, 1993-1994, PÁGINAS 11, 12, 13

O movimento libertador antifascista de 1935 tem um lado positivo, e mesmo glorioso. Tem também seu lado negativo. Mas reportagem do Estadão distorce sua história.                                   

A Decisão de Bucareste

Em artigo publicado na revista Problemas nº 12 - Julho de 1948 , João Amazonas escreve sobre a Resolução do Bureau de Informação dos principais partidos comunistas europeus sobre a situação do Partido Comunista da Iugoslávia. 

À guerrilheira que morreu pela liberdade

Revista Princípios EDIÇÃO 44, FEV/MAR/ABR, 1997, PÁGINAS 79

Maria Lúcia Petit, guerrilheira do Araguaia, morreu nas primeiras semanas de luta, a 16 de maio de 1972. Este artigo, escrito na ocasião por João Amazonas, assinado como Alfeu Duarte, foi difundido pelo Brasil de forma limitada na época. O corpo de Maria Lúcia Petit, foi o primeiro a se exumado e reconhecido. Maria Lúcia foi enterrada em Bauru (SP), no dia 15 de junho de 1996.

A Linha Atual e as Reformas         

Em artigo publicado no jornal  Novos Rumos, 17 a 23 de junho de 1960, p. 07, João Amazonas analisa e critica a política adotada pelo PCB (Partido Comunista do Brasil) após a publicação do documento Declaração de Março de 1958.  

A teoria enriquece na luta por um mundo novo

Artigo Publicado na Revista Princípios EDIÇÃO 18, JUN/JUL/AGO, 1990, PÁGINAS 4, 5, 6, 7

Crise do marxismo. Muitos se alarmam. Mas o desenvolvimento da ciência não é um processo retilíneo, novos problemas e a avaliação da experiência passada exigem correções e, sobretudo, reelaboração da teoria da construção de novo sistema social.

A visão limitada 

Artigo publicado na revista Princípios EDIÇÃO 9, OUTUBRO, 1984, PÁGINAS 3

Nada mais obtuso do que uma visão estreita em matéria política. O quadro complexo do movimento de forças díspares é reduzido a um pequeno universo moldurado por normas rígidas. O pensamento vivo fenece. A realidade é substituída pela imaginação. Tudo parece igual, os caminhos se nivelam e se transformam em paralelas infinitas. No fundo, a ignorância dos processos políticos que se realizam num proscênio de mil faces, a simplificação do multiforme, o primarismo das idéias.

Abertura... Emergência

Artigo publicado na revista Princípios EDIÇÃO 7, DEZEMBRO, 1983, PÁGINAS 3, 4

E lá se foram os adornos quiméricos da abertura política. Num gesto inopinado o governo mandou às favas seu propalado liberalismo. Não chegou sequer a preparar a cena. Tudo se passou muito rapidamente, como manda o figurino autoritário. Tropas na rua, cerco da cidade, invasão de domicílio e um senhor general investido de poderes excepcionais, Brasília anoiteceu a 19 de outubro sob medidas de emergência.

As modificações nos Estatutos do PCB

Na Tribuna de Debates do 4º Congresso do PCB, In: jornal Voz Operária de 16/01/1954, João Amazonas informa as conclusões do trabalho da Comissão encarregada de examinar  os atuais estatutos e propor um projeto modificado de estatutos de acordo com as novas condições e as necessidades do Partido: "Não desejamos neste informe tratar todas as questões, pois o projeto de Estatutos será examinado minuciosamente pelo Comitê Nacional, mas acentuar tão somente as questões mais importantes nele introduzidas."

As mudanças de rumo na Albânia Socialista 

Na EDIÇÃO 20, FEV/MAR/ABR, 1991, PÁGINAS 40, 41, 42, 43, 44 da Revista Princípios, João Amazonas analisa as mudanças de rumo na Albânia Socialista: "Depois das ocorrências no Leste europeu, que levaram à queda de governos espúrios, a Albânia sofre atualmente um processo de agitação anti-socialista."

Aspectos Inseparáveis da Luta Revolucionária

Em artigo do Jornal Novos Rumos, 15 a 21 de julho 1960, João Amazonas analisa os erros do Manifesto de Agosto de 1948 e da Declaração de Março de 1958 (Documentos do PCB) explorando a relação entre tática e estratégia e a política do partido.

Caminhos novos à luta emancipadora 

Revista Princípios EDIÇÃO 48, FEV/MAR/ABR, 1998, PÁGINAS 33, 34, 35

O Manifesto do Partido Comunista é o programa que define os objetivos estratégicos do proletariado na luta contra a burguesia.

Capitalismo de Estado na transição ao socialismo

Revista Princípios EDIÇÃO 29, MAI/JUN/JUL, 1993, PÁGINAS 21, 22, 23, 24, 25

Pouco destaque tem-se dado à contribuição de Lênin em questões relativas ao período de transição para o socialismo. Ressalta nessas idéias a utilização do capitalismo de Estado.

Carta a Um Leitor

Revista Princípios EDIÇÃO 5, MARÇO, 1983, PÁGINAS 6, 7, 8, 9, 10

Em resposta a um leitor, João Amazonas levanta questões candentes da luta política e ideológica contra o revisionismo soviético.

Construir o Partido em função das massas e do programa

Tribuna de Debates para o 4º Congresso do PC do Brasil, In: jornal Voz Operária 12/06/1954.

Defender e Desenvolver a Teoria Marxista: Exigência da Época Atual

Artigo para a revista Princípios EDIÇÃO 20, FEV/MAR/ABR, 1991, PÁGINAS 36, 37, 38, 39

"Virou moda abarcar numa mesma categoria a construção do socialismo e sua destruição pelo revisionismo. Tudo é "socialismo real". Tal falta de referência científica não permite um exame crítico adequado à revolução."

Direita contra diretas

Revista Princípios EDIÇÃO 8, MAIO, 1984, PÁGINAS 3, 4

"O regime militar esgotou-se completamente, irremediavelmente. A nação exige novos rumos, democráticos. E esta exigência transbordou no gigantesco movimento das eleições diretas, já. O povo nas ruas – engrossando os comícios, manifestando elevada consciência cívica, reclamando o direito elementar de votar para presidente – fala mais alto do que todas as maquinações orquestradas nos recantos esconsos dos serviços de informação dos golpistas de 1964, que recusam desesperadamente a saída do impasse político pela consulta às urnas."

Ensinamento valioso

Artigo para a revista Princípios EDIÇÃO 10, ABRIL, 1985, PÁGINAS 3

Nesse artigo João Amazonas escreve sobre o ensinamento valioso que ficou do período de 21 anos da ditadura militar 1964 - 1985: "golpe de generais é sinônimo de despotismo, de completa falta de respeito aos direitos inalienáveis do povo." ... "Nunca mais se deve permitir, quaisquer que forem os motivos alegados, a intromissão indevida dos militares na vida política nacional." 

Etapas Econômicas no Sistema Socialista

Revista Princípios EDIÇÃO 23, NOV/DEZ/JAN, 1991-1992, PÁGINAS 4, 5, 6, 7, 8

"Não basta tomar o poder e avançar em linha reta para o comunismo. Na transição socialista ocorrem saltos de qualidade que devem ser preparados com critérios científicos."

Falência, Política e Violência

Revista Princípios EDIÇÃO 5, MARÇO, 1983, PÁGINAS 3, 4, 5

No artigo João Amazonas faz uma análise da transição da ditadura a democracia e da violência perpetrada pelos militares no Brasil e na América Latina

IV Congresso do Partido Comunista do Brasil - PCB

Problemas Revista Mensal de Cultura Política, nº 64, dezembro 1954 a fevereiro de 1955

Sobre as Modificações nos Estatutos do Partido Comunista do Brasil João Amazonas [Secretário do Comitê Central] Novembro de 1954

João Amazonas e o PC do Brasil: das primeiras lutas à reorganização da Mantiqueira

Revista Princípios EDIÇÃO 69, MAI/JUN/JUL, 2003, PÁGINAS 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46

"O Partido é como a fênix: quando se pensa que acabou tudo, ele renasce das próprias cinzas” (João Amazonas) Por ocasião da passagem de um ano de seu falecimento, em 27 de maio de 2003, Princípios publica trecho de depoimento inédito do dirigente comunista João Amazonas, gravados pela Comissão de Redação da História do PC do Brasil em 2001.

João Amazonas fala sobre a Guerrilha do Araguaia

Revista Princípios EDIÇÃO 44, FEV/MAR/ABR, 1997, PÁGINAS 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78

Completava-se 24 anos de uma epopéia conhecida na História do Brasil como Guerrilha do Araguaia, quando revelações inéditas sobre o período vieram à tona. Numa série de reportagens que movimentou o panorama político e comoveu a Nação, o jornal O Globo revelou fatos que contagiaram outros órgãos da imprensa escrita – a exemplo do Correio Braziliense e da Folha de S. Paulo – com repercussões nas TVs.

Na primeira página

Revista Princípios EDIÇÃO 6, JUNHO, 1983, PÁGINAS 3, 4

Estranha filosofia a do sr. Ronald Reagan ao declarar que "os Estados Unidos não permitirão a existência de uma nova Cuba no Continente”.

Nossa Política

Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 20 - Agosto-Setembro de 1949.

Artigo de João Amazonas sobre a luta pela paz após o fim da segunda guerra mundial.

O Trotsquismo, corrente política contra-revolucionária

Artigo para a revista Princípios EDIÇÃO 8, MAIO, 1984, PÁGINAS 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16

Realidades distintas

Revista Princípios EDIÇÃO 13, DEZEMBRO, 1986, PÁGINAS 3, 4

João Amazonas rebate opiniões de Olavo Setubal sobre o progresso do Capitalismo Americano; "O velho Continente e a América do Norte, segundo Olavo Setubal, vivem "num equilíbrio social e econômico que gera países muito prósperos, muito equilibrados". Ali, afirmou, existe "um processo contínuo de progresso, alicerçado numa sociedade madura, numa base cultural extraordinária, numa base típica de pesquisa que, realmente, é o que há de melhor no mundo". Em suma, disse que o capitalismo europeu e norte-americano vai bem, muito bem.

Reflexão verbal

Artigo para a revista Princípios EDIÇÃO 12, DEZEMBRO, 1985, PÁGINAS 3, 4

João Amazonas analisa as idéias privatizantes Margareth Thatcher.

Rússia, 1917. Grandiosa experiência histórica

EDIÇÃO 27, NOV/DEZ/JAN, 1992-1993, PÁGINAS 17, 18, 19, 20, 21

"Ir fundo na análise crítica do período de construção do socialismo. Esse é o grande desafio que enfrentam os marxistas ao comemorar os 75 anos da revolução de outubro."

Sobre a Contradição Principal

Jornal Novos Rumos, 29 de julho a 04 de agosto de 1960, p. 10

João Amazonas critica as teses de 05 de abril de 1960 para o 5º Congresso do PCB (Partido Comunista do Brasil)

Socialismo no século XXI 

Revista Princípios EDIÇÃO 45, MAI/JUN/JUL, 1997, PÁGINAS 6, 7, 8

"O socialismo, como corrente do pensamento avançado, projeta-se sobre o novo século como alternativa inevitável ao capitalismo decadente. É a grande bandeira da renovação social."

Uma linha confusa e de direita

Artigo de João Amazonas por ocasião da Tribuna de Debates do 5º Congresso. Jornal Novos Rumos 10 a 16 de junho de 1960, pp. 10.

Vai ou não vai mudar? 

Artigo para a revista Princípios EDIÇÃO 11, AGOSTO, 1985, PÁGINAS 3

João Amazonas sobre a Nova República pós ditadura. (1985)

"Ainda não se conhece inteiramente em que direção vão soprar os ventos da Nova República. Houve calmaria e turbulências na primeira fase do governo Sarney. Em certas ocasiões levantou-se, imponente, a vela mestra da nau governamental. Parecia que iríamos adiante. Logo, porém, falharam os propulsores políticos e não se saiu do lugar. Até agora só a bujarrona das liberdades conquistadas ajuda a navegar. Devagar, devagar. Dizem os adivinhos do tempo que chegará breve o bom momento de levar o barco a porto seguro. Tomara."

Vídeos

Roda Viva: João Amazonas 

Entrevista de João Amazonas ao programa Roda Viva de 1989

"  Para conhecer o passado, o presente e o futuro de João Amazonas e do seu PC do B, ele estará sentado ao centro desta Roda Viva "

Homenagem a João Amazonas

Homenagem do Centro de Documentação e Memória a João Amazonas

Camarada João parte 1 de 2

Este filme é uma reedição de vídeos em homenagem ao Camarada João Amazonas, Presidente de honra do Partido Comunista do Brasil. Onde é exibido trecho de sua intervenção no 10º Congresso. Realizado pela Comissão Nacional de Comunicação do PCdoB - 2002.

Uma homenagem ao legado de João Amazonas

 Poema de Adalberto Monteiro

POEMAS

PARA JOÃO AMAZONAS

 Poema de Jussara Cony

Uma Homenagem ao Legado de João Amazonas

Adalberto Monteiro

João Amazonas e as Lutas dos Nossos tempos 

Homenagem no décimo ano da morte de João Amazonas

Os militantes e filiados do PCdoB, os defensores da democracia popular e progressista, os lutadores da causa do socialismo em nossa terra rendem homenagem neste dia 27 de maio à memória de uma das grandes figuras de nossa história recente: João Amazonas de Souza Pedroso

João Amazonas e a Guerrilha do Araguaia

Amazonas participou ativamente da organização da guerrilha. Ficou na região por quatro anos (1968-1972). Ali, contou, manteve estreitas relações “com os homens e mulheres simples do campo e com a juventude entusiasta das cidades que lá foi viver”, aprendeu bastante e reforçou ainda mais suas convicções revolucionárias.

Da Declaração de Março ao V Congresso do PCB – Prestes X Amazonas

A grande contribuição teórica oferecida por Amazonas foi a contestação de duas teses hegemônicas entre os comunistas brasileiros daquela época. A primeira delas seria que o desenvolvimento do capitalismo, por si só, traria solução para todos os males do país; a segunda, que sem uma reforma agrária radical e o rompimento com o imperialismo não haveria crescimento econômico.

Crise do marxismo, segundo o pensamento de João Amazonas 

No 8º Congresso do PCdoB, em 1992, João Amazonas conclamava-nos a superar a crise do marxismo e do socialismo como uma tarefa notável, maior desafio do tempo contemporâneo. 

Amazonas, a estratégia e a tática de um partido revolucionário

Nesta data, 1º de Janeiro de 2012, comemoramos o centenário do nascimento de João Amazonas. O João, como o chamávamos, encabeçou o processo de refundação do Partido Comunista do Brasil, em 1962, quando atacado pela onda revisionista e liquidacionista que teve origem no 20º congresso do Partido Comunista da União Soviética, de 1956.

Cinco anos sem Amazonas: o desafio de desenvolver a teoria marxista

O ano de 2007 marca os cinco anos da perda de João Amazonas. Foi em 27 de maio de 2002 que o coração do construtor do Partido Comunista do Brasil deixou de bater. Amazonas teve papel fundamental na trajetória do PCdoB e deixou um rico legado teórico

João Amazonas foi grande construtor do PCdoB

Durante homenagem prestada ao dirigente comunista João Amazonas na Assembléia Legislativa de São Paulo, na noite desta segunda-feira, dia 21, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, resgata a participação de Amazonas nas reconstruções do partido

João Amazonas, a referência necessária

Nesses tempos novos, no Brasil e no mundo, novos e, portanto, desafiantes para quem trilha o caminho da transformação social, lembro-me frequentemente de João Amazonas, o construtor e o principal ideólogo do PCdoB. Teria completado 100 anos, mas viveu 90, 67 dos quais dedicados à luta pelo socialismo. De 1962 a 2001, foi o dirigente principal do PCdoB. Vasta, portanto, sua experiência. E vasto e fecundo o pensamento que desenvolveu, persistente e agudo, até o fim da vida.

Livro

Prefácio do senador Inácio Arruda ao livro Perfil Parlamentar de João Amazonas

Perfil parlamentar de João Amazonas 

Este Perfil Parlamentar procura resgatar as contribuições de João Amazonas de Souza Pedroso não somente no âmbito do Congresso Nacional, mas também na esfera dos movimentos sociais, intelectuais e políticos brasileiros

 Mensagens de Pêsames pelo Falencimento de João Amazonas 

João Amazonas – honra, coragem e coerência

Pronunciamento de Haroldo Lima*, em nome do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil

Lula se emociona com a morte de Amazonas

Mensagens de condolências  pelo falecimento de João Amazonas

João Amazonas, um revolucionário irrepetível

Renato Rabelo: Camarada Amazonas, presente!


Foto: reprodução

Uma breve memória do pensamento e do legado de João Amazonas

Quase uma constância, inúmeras vezes visitava o camarada João Amazonas no primeiro dia do ano – data do seu nascimento, no ano de 1912. Eu era acompanhado muitas vezes por Conchita (minha esposa e camarada) e recebido por João e Edíria Carneiro, sua companheira até a morte, sempre muito simples, afável e afetuosa. Nos serviam chá e biscoitos e a conversa rolava geralmente durante mais de três horas com divagações, atualizações dos mais variados assuntos, rememorações, até mesmo se desenhavam sortidas abstrações, em um ambiente terno, de prazer e confiança mútua.

Por Renato Rabelo*

Tive a ventura de conviver com o camarada João desde maio de 1973, no primeiro encontro, celebrado entre João Amazonas e Pedro Pomar, pelo PCdoB, e Haroldo Lima e eu, pela AP num “aparelho” clandestino do Partido, em plena ditadura militar, no curso da incorporação da Ação Popular Marxista-Leninista ao Partido Comunista do Brasil. A partir desse desenlace logo me dediquei ao lado de João na formação de uma retaguarda de apoio à resistência armada no Araguaia. Logo após — em novas circunstâncias em função da Queda da Lapa, onde vários camaradas dirigentes foram assassinados pela Ditadura Militar nos impedindo de retornar ao país já que estávamos em missão no exterior — junto com João Amazonas e Diógenes Arruda vivemos e atuamos na condição de exilados em Paris, França, durante quase dois anos.

Na volta ao Brasil, pós-anistia, no final de 1979, se desenrola um novo ciclo de existência do PCdoB, começando com a paciente reestruturação do Partido, redemocratização e início do maior período de legalidade da história do Partido Comunista no Brasil. João Amazonas não viveu para ver a vitória da campanha presidencial consumada no final de 2002, com o que, desde os primórdios a partir de 1989, ele contribuiu substancialmente para esse resultado.

Minha vivência com Amazonas

Tornou-se para mim uma fortuna essa larga vivência de quase 30 anos, ao lado e na luta com esse eminente dirigente comunista, arguto elaborador político e teórico, ideólogo e construtor protagonista do Partido Comunista desde a década de 1940. Essa trajetória foi marcante na minha formação política, teórica, metodológica, ideológica, descortinando para mim novos horizontes, forjando as condições necessárias para galgar o maior desafio da minha experiência política e humana: assumir a presidência de um partido lastreado de insignes dirigentes, com um rastro de heróis e mártires, na comunhão do grande desiderato histórico de abrir a senda para edificação de uma nova sociedade pós-capitalista, socialista, até a “utopia” marxista, o comunismo. Estes fatos deixaram em mim não a resignação, mas a convicção:  O tempo apreendido com o pensamento avançado, levado à sinergia da força motriz de grandes contingentes dos que trabalham, ainda dará conta à história de profundas transformações, disruptivas, revolucionárias.

A prática e o pensamento de João Amazonas organizaram-me a lógica da procura da compreensão do todo, de uma situação concreta – um simples acontecimento, ou uma época. Assim intentar levar a cabo um conhecimento profundo, sem apenas reduzi-lo à aparência do imediatismo, contextualizando-o num longo prazo. Ou seja, a tentativa da elaboração que possa realizar a sistematização histórica e teórica. Para João tudo vindo do humano, da história, do acontecido concreto ou imaginário, deve passar pelo nosso olhar e crivo, transitando do espontâneo ao consciente, a fim de que possa permitir uma resposta, uma solução, um discernimento lógico objetivo.

O rico e extenso legado de Amazonas

A práxis constante de longa atividade política nas diversas circunstâncias de tempo e lugar, do seu incessante estudo, permitiu a João, de forma persistente, colocar o Partido no curso dos acontecimentos políticos, permitindo então, uma prática que fosse a base para definições sistêmicas, estratégicas, táticas e programáticas. Nesse sentido, o pensamento de Lênin tinha-lhe sido uma referência maior. Ele conceituava a última grande obra do líder da Revolução de Outubro, Esquerdismo, doença infantil do comunismo (1920), como uma “verdadeira enciclopédia da estratégia e da tática”. E afirmava: “É uma obra tão densa, baseada em gigantesca experiência revolucionária que, em dezenas de leituras feitas, sempre se descobre algo novo”. Tornou-se clássica sua caracterização de que a tática deve ser “ampla, combativa e flexível” e, de que, a luta dos trabalhadores para conseguir êxito deve seguir uma relação dialética: “ampliar para radicalizar, radicalizar para ampliar”.  Assim, querer radicalizar sem acumular e ampliar forças políticas e sociais, nos leva ao isolamento e à derrota. E já diante da radicalização é preciso sempre mais ampliação de forças para avançar.

João Amazonas na sua rica atuação prática adquiriu agudo censo tático em função do objetivo estratégico e, deste, não se afastar. Em correta relação entre estratégia e tática. Ele nunca teve ilusões do papel antinacional e antidemocrático das classes dominantes conservadoras no Brasil. E nunca perdeu de vista o alvo de investida principal, o adversário a ser isolado e derrotado. Na campanha pelas Diretas Já (1984-1985), a militância comunista participou de forma consequente e intensa. Quando a Emenda que devolvia aos brasileiros o direito de votar para presidente da República foi derrotada no Congresso Nacional, com a indicação de Amazonas, o PCdoB defendeu naquele momento, que o foco da luta se transferia para o próprio Colégio Eleitoral, instituição do regime militar. Este tornava-se o meio viável naquela situação dada, porquanto podia formar pela primeira vez uma maioria no dito Colégio, pelo qual se poderia vencer a ditadura, abrindo o caminho para conquistas maiores. Manter nossa ausência no Colégio Eleitoral ainda permitiria a sobrevida do regime ditatorial.

E adiante, após 3 derrotas consecutivas de Lula à presidência da República, a proposta defendida por Amazonas de que a esquerda sozinha, dificilmente ganharia as eleições presidenciais e, menos ainda, poderia governar o país, em face da estrutura da correlação de forças existente, demonstrava ser correta. Disso e das próprias lições da derrota levaram o PT estender a aliança, permitindo o alcance da primeira vitória de Lula, em 2002. O núcleo da aliança foi formado com o Partido Liberal contando com José Alencar como candidato a vice-presidente, e o segundo turno eleitoral garantiu a vitória final, com aliança mais alargada ao centro-direita do espectro político de então. De forma indubitável, explícita ou implícita, três chaves conceituais do arsenal leninista, assumidas na orientação do PCdoB, instruídas por Amazonas, justificam e fundamentam a aplicação dessas orientações adotadas: “análise concreta da situação concreta”; “a essência da tática é a correlação de forças”. “Para o êxito da luta revolucionária é imperativo a celebração das alianças”. O que conta é a influência que o aliado tenha sobre um setor determinado da sociedade, ou melhor: o seu peso quanto a possibilidade de desequilibrar a correlação de forças existente. Podendo ser um aliado “temporário” e “vacilante”.

Amazonas também deixou importante contribuição teórica, na qual se empenhou vivamente, acerca do período de extinção do socialismo na URSS e no Leste europeu. Sob sua direção, a realização do significativo VIII Congresso do PCdoB, em 1992, trouxe à luz do dia o pano de fundo da débâcle: sem o desenvolvimento da teoria, os problemas estruturais postos pelo desafio de construir o socialismo não puderam ser enfrentados de forma condizente com a exigência histórica daquele período.

E foi adiante, o seu estudo desenvolve a elaboração teórica da fase objetiva de transição do capitalismo ao socialismo, no seu brilhante trabalho, Capitalismo de Estado na transição para o socialismo: notável contribuição de Lênin à teoria revolucionária do progresso social. A fundamentação central defendida por João Amazonas, nesta obra, foi um começo que permitiu o conhecimento mais consistente, antes “adormecido”, do processo contraditório na formação econômico-social, sob a condução do novo poder estatal, com etapas determinadas, na transição socialista. Hoje, podemos compreender que foi uma visão prenunciadora de Amazonas, refletida no estudo e pesquisa que estamos realizando na atualidade, que enfoca o conceito de “nova formação econômico-social”, e os seus fundamentos de uma “ressignificação da transição socialista”, no contexto da nova luta do socialismo contemporâneo na China, Vietnã e Cuba.

É extenso e rico o legado político e teórico deixado por João Amazonas. Muito poderia ainda destacar por exemplo, a respeito da sua clarividência sobre o papel e o lugar da organização partidária dos comunistas na luta política e ideológica, instrumento insubstituível para a conquista do poder político estatal e o êxito revolucionário. A consequência dessa concepção traduzida em como cuidar sempre e melhor do partido – atenção incessante pronunciada e estimulada por ele. A sua luta e seu desvelo pela aplicação do Programa do Partido. O papel crescente das mulheres e da juventude na formação da força motriz empenhada nas profundas transformações sociais e a relação primordial do Partido com as massas trabalhadoras, a prioridade da formação marxista-leninista dos quadros e militantes … É extensa a lista da sua dedicação e contribuição à construção do Partido.

Neste dia em que comemoramos o nascimento de João Amazonas enaltecemos a sua gloriosa e saudosa memória junto com nossa militância e nosso Partido.

*Renato Rabelo é presidente da Fundação Maurício Grabois e ex-presidente do PCdoB

(PL)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Cuba avança nas vacinas Abdala e Mambisa (COVID-19) e Presidente Díaz-Canel se reúne com cientistas - Granma


«Contamos com vocês para que em 2021 possamos continuar colhendo sucessos», afirmou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, durante uma visita ao Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), onde recebeu novidades acerca dos avanços obtidos nas duas vacinas candidatas contra a Covid-19 que são desenvolvidas lá

Foto: Estudios Revolución

«Contamos com vocês para continuarmos colhendo sucessos em 2021», afirmou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, durante uma visita ao Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), onde obteve informações dos avanços que foram obtidos nos dois candidatos de vacinas contra a Covid-19 aí desenvolvidas.

«Os resultados obtidos até agora com Mambisa e Abdala refletem a segurança e a inocuidade de ambos», afirmou, durante a reunião, Eulogio Pimentel Vázquez, diretor-geral da conceituada instituição científica.

Esses candidatos, que exploram duas vias de administração diferentes (intramuscular e intranasal) e estão em fase de desenvolvimento clínico, completaram sua primeira imunização em 7 de dezembro. Segundo Pimentel Vázquez, foram imunizados 132 voluntários saudáveis ​​no caso de Abdala e 88 no de Mambisa, sendo que em todos os eventos adversos ocorridos são muito leves.

Os locais selecionados para realizar essas ações: o hospital Saturnino Lora, em Santiago de Cuba, e o Centro Nacional de Toxicologia, em Havana, obtiveram resultados satisfatórios, após uma fiscalização realizada pelo Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed), autoridade reguladora de medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos em Cuba.

E embora ainda não seja possível falar em dados de eficiência, o diretor-geral do CIGB, entidade pertencente ao Grupo Empresarial BioCubaFarma, reconheceu que os candidatos «estão correndo como tínhamos planeado, visto que se cumpre a hipótese de que o produto é seguro».

«Tudo o que temos conseguido, onde os jovens desempenharam um papel de protagonistas», refletiu, «constitui um reflexo da Cuba de ontem, em termos da Revolução, da Cuba de hoje e da Cuba de amanhã».

RESISTIMOS E VAMOS CRIANDO

O presidente da República deu a conhecer a admiração e respeito do país ao grupo de trabalhadores do CIGB, essencialmente jovens, que em nome de todo o coletivo da instituição tiveram a oportunidade de partilhar com o presidente os primeiros avanços das vacinas candidatas que lá eles desenvolvem.

«Para vocês a sincera gratidão pelo que têm feito», disse. E lhes comunicou a felicidade de ter pessoas tão dedicadas e jovens como aquelas que estiveram nestes projetos, que têm tanta capacidade, tanto talento e também outras virtudes como o compromisso, a disposição, a dedicação e o sentido de responsabilidade com que assumiram que um país deve ser salvo, que a humanidade deve ser salva.

«Uma parte importante dessa salvação hoje é que existem vacinas e que depois possam ser distribuídas da forma mais equitativa possível no mundo, sem o egoísmo que começa a surgir por parte de algumas transnacionais», refletiu.

«Deste importante centro», destacou, «não só nasceram essas duas vacinas candidatas, mas também estiveram presentes em muitos dos projetos que vêm fortalecendo os protocolos de atendimento à epidemia. Lembrou o papel desempenhado pelo CIGB no evento de transmissão em um lar de idosos em Villa Clara, que marcou marcos no fortalecimento dos tratamentos e reafirmou a validade do uso de um grupo de produtos.

«Este foi um ano muito complicado», disse Díaz-Canel, «e também foi um ano de aprendizagem, de crescimento; um ano que nos ajudou saber o que temos que continuar defendendo e protegendo, e o que devemos continuar melhorando, para que nossa sociedade seja melhor e possamos desenvolver seu potencial».

«O crescimento que o país tem tido em meio a uma situação tão complexa dá muita confiança, determinação e firmeza de que podemos superar tudo», frisou o chefe de Estado.

Em meio a todas as adversidades, das quais os cientistas que atuam em instituições como o CIGB também sofreram, o presidente Díaz-Canel reconheceu o tremendo esforço feito em tempo integral a partir daqui.

«O reconhecimento não tem que ser apenas porque resistimos», insistiu, «mas porque resistimos de forma criativa, resistimos criando, e existem as criações sublimes, tão elevadas quanto as que foram obtidas».

«O ano de 2021 também vai ser um ano intenso e desafiador», refletiu. «Que venha, vamos esperá-lo com entusiasmo, porque também vamos crescer com entusiasmo e seremos capazes de consolidar os resultados de todas as lições aprendidas».

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

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Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

Foto: Estúdio Revolución

No aniversário da Revolução, a Central dos Trabalhadores de Cuba debate desafios da economia nacional e as reformas do modelo socialista- Granma

 

Razões para uma Revolução viva

A ordenação econômica e financeira do país se dá em um complexo momento em que, 

à atual crise econômica mundial, 

o crescente agravamento da política genocida do bloqueio e 

a baixa disponibilidade de divisas livremente convertíveis se juntou, desde muito cedo em 2020, 

uma pandemia que trouxe enormes despesas para o Estado cubano.

Tarefa gigantesca concebida há uma década, e agora em curso, de pôr ordem na dupla moeda e na taxa de câmbio, os subsídios excessivos, as gratificações indevidas e realizar uma reforma abrangente dos salários exigida há anos pelos trabalhadores e aposentados.

O objetivo se baseia na atualização do modelo econômico e social aprovado e ratificado nos 6º e 7º Congressos do Partido e nos demais documentos que regem a vida da nação. A alta direção do país explicou que por suas características abrangentes esta é uma das tarefas mais complexas que se enfrentou na ordem econômica.

Em particular, a transformação das receitas representa uma necessidade que significa, antes de tudo, uma oportunidade de crescimento para as nossas empresas, tanto em nível interno como externo, que se traduz em benefícios para todos.

A sua implementação mostra a preocupação e ocupação do Governo perante as colocações daqueles que têm sobre seus ombros a responsabilidade de garantir a produção e os serviços. O compromisso das autoridades governamentais inclui a vontade de retificar erros e esclarecer qualquer mal-entendido entre os cidadãos.

Nas atuais circunstâncias, o movimento sindical tem missões transcendentais que devem ser assumidas pelas organizações de base e por todos os trabalhadores. Como foi reiterado, nada pode ser estranho para ele. Em sua responsabilidade de organizar, representar e mobilizar os trabalhadores, é sua responsabilidade atender prioritariamente todas as etapas da materialização dessa transformação essencial.

Esta ordenação econômica e financeira do país realiza-se no complexo momento em que, à atual crise econômica mundial, juntou-se desde muito cedo o agravamento da política genocida de bloqueio e, por consequência, a baixa disponibilidade de divisas livremente convertíveis, e bem cedo no ano de 2020, uma pandemia que causou ao Estado cubano custos adicionais de mais de 1,3 bilhão de pesos, fato que ratifica o conceito de que em nossa sociedade o centro das atenções é o ser humano, sua vida e sua saúde, ao contrário dos procedimentos predominantes no mundo marcado pelo interesse econômico.

É preciso entender que este processo em desenvolvimento sozinho não resolve todos os problemas; exige-se um resultado superior em termos de eficiência, organização do trabalho, disciplina, qualidade, economia, cumprimento dos índices de consumo, a partir do nosso próprio esforço. É necessário trabalhar com determinação, demanda e consciência para gerar os bens, criar a riqueza e fornecer os melhores serviços. Ao longo desse caminho, estaremos trabalhando no desenvolvimento desejado e necessário da sociedade socialista, próspera e sustentável à que aspiramos.

Também será fundamental manter o diálogo constante que expressa nossos argumentos convincentes para a necessidade de mudar tudo o que seja necessário, em favor de um país melhor. Devemos também enfrentar campanhas de mídia que tentam deturpar o processo.

Os trabalhadores, camponeses, mulheres e jovens desempenham um papel de liderança na produção de recursos que promovam o bem-estar da população. Na contribuição de suas mãos, no compromisso e a sensibilidade repousam, em grande medida, a defesa e o triunfo da Tarefa Ordenação.

Nesse sentido, foram favorecidas as condições para que aqueles que atuam no sistema empresarial, e dentro dele nos setores básicos da economia, possam adotar decisões que fortaleçam sua gestão e exerçam plenamente as atribuições conferidas, o que lhes permitirá se reafirmar como estrutura produtiva fundamental para o desenvolvimento econômico do país.

Papel não menos importante é desempenhado pelos trabalhadores não estatais, que são considerados atores econômicos em igualdade de condições. É claro que, como nunca antes, torna-se essencial raciocinar que o interesse individual não deve prevalecer sobre o coletivo e o social, pois é vital trabalhar pelo desenvolvimento da nação. Estamos animados porque Cuba vive com o apoio de cada um de seus filhos.

Obra de Raúl Martínez.

Como princípio abraçado desde o triunfo da Revolução, em 1º de janeiro de 1959, ninguém ficará desamparado e cada passo que for dado será sustentado pelo esforço de fortalecer a unidade do povo e a defesa das conquistas sociais.

Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente da República, ao anunciar o início da unificação monetária e cambial, e da reforma salarial, afirmou: «Reiteramos a transcendência e importância desta tarefa, que colocará o país em melhores condições para cumprir e realizar as transformações que a atualização do nosso modelo econômico e social exige, a fim de garantir a todos os cubanos a maior igualdade de oportunidades, direitos e justiça social, o que será possível não pelo igualitarismo, mas pela promoção do interesse e da motivação pelo trabalho». Que cada um de nós dê a sua modesta contribuição, desde o cargo que ocupa, para que esta tarefa vital seja devidamente executada.

Secretariado Nacional da Central dos Trabalhadores de Cuba

O ano da encruzilhada - Paulo Vinícius SIlva

Houve aquele ano aziago - 2020 -,

Fechado,

Como incontáveis milhares de ataúdes,

Centenas de milhares de famílias enlutadas.

 

Nem a despedida foi possível.

 

Fechamo-nos em casa (os que possuíamos tal privilégio),

Mas a maioria não pode fazê-lo. Que casa?!

O sistema capitalista lhes fizera ademais o favor da Reforma Trabalhista,

da Reforma da Previdência, 

do fim do aumento real do salário mínimo.

Agora eram livres para a fome, livres para a precariedade,

livres como as bicicletas e motos de uma vida só com riscos e sem direitos.

Assim se desamparou a fina flor de uma geração, pedalando com fome,

depois de a Lava Jato ter destruído a economia, a democracia e o nosso amor próprio...

Foi então, sob intervenção estrangeira, estadunidense,

num governo de capitão do mato, de juízes, falsos profetas, do Centrão e dos banqueiros,

Que o Anjo Exterminador percorreu nossas ruas e não respeitou as soleiras.

Chegou-se ao nosso corpo, conscuspiscente, 

e só se deteve diante da máscara, da distância, da assepsia neurótica e repetida regada a álcool

A maioria ficou exposta, o capital não podia prescindir de seu trabalho, eles não podiam "não trabalhar"

Nem se lhes deu garantia, talvez pudesse achar tratamento, somente no SUS aos pedaços, sabotado dirigido pela grande milicia... e salvando vidas...

***

Quando Bolsonaro expulsou mais de 5 mil médicos Cubanos que atendiam os pobres, 

perguntavamo-nos assim, 

antes de entubar:

Vou ver minha mãe?

Vou ver meus filhos?

E o Papai?

Meu amor, cadê você?

***

Nada importou.

O Messias da orgia financeira declarou, sem qualquer vergonha:

E daí?!

Neste capitalismo pandêmico,

Aprendemos que a crise é sempre uma oportunidade para o capital.

O capital pode suportar as mortes, milhões...

Os 1%, menos ainda, ficaram inclusive mais fortes, 

mais ricos, 

"surfaram" na "onda" da Pandemia.

Como funciona isso? 

Que sistema  faz do genocídio uma "Onda" a "surfar"?!

Ó capitalismo! 

Por que a alocação ótima de recursos do Mercado

fracassou mortalmente para milhões?!  

Ora,

mas foi um êxito para os negócios!!

Dizem-nos candidamente os monopólios da saúde, que a publicamente financiada vacina será vendida.

A vida sempre abaixo do lucro.

Não importa que o  Mercado seja apenas o oligopólio de 1%.

Os Capitalistas nada produzem, amealham renda,

Quem produz riqueza é a Classe Trabalhadora.

E é com a riqueza de nosso sangue que jogam: suor, gênio, talento, vida,

no cassino do capital globalizado.

 ***

Para os 99%, a conta não fecha. 

Deixa eu perguntar:

Por que temos de morrer no capitalismo, 

vitimados pela crise econômica, 

pelo COVID, 

por governs que são plenos de incompetência, ódio, corrupção?

***

O vírus mostrou, 

quem estava ou foi "para Cuba", 

para a China, 

para o Vietnã,

para a Coréia Popular,

para a Venezuela,

para o Uruguai,

escapou.

Mas e a "melhor saúde do mundo"?

A "saúde mais avançada do mundo"?

A saúde com mais exames e máquinas avançadas do mundo?

A saúde privada mais "pujante", que movimenta bilhões de dólares,

a saúde mais rica, como funcionou?

 

Não funcionou...

***

O capitalismo fracassou.

Não há mercado, mas oligopólio de 1% (e diminuindo)

Não há democracia

A economia real naufraga, a fictícia, goza desavergonhadamente,

Não há condições básicas de vida,

Não há empregos, nem direitos,

Por que a tecnologia não serve à maioria? Por que desempregar e exterminar a classe trabalhadora?

Por que o racismo? 

Por que a mulher ainda não é um ser humano igual?


E que eles nos propõem para o amanhã é ainda mais cruel, 

o salve-se quem puder num mundo em colapso, 

(qual série de apocalipse você vai maratonar no seu apocalipse?).

***

O capitalismo tem suas Musas,

e a sua primazia é o nosso padecer:

 

- Mamon preside o festim macabro,

Alcoviteira suprema do cassino das dívidas em juros,

Parasita do rentismo, o capital financeiro que ganha com tudo de podre que exista no mundo;

 

- Íncubo e súcubo, a Luxúria é a segunda musa, num mundo sem amor, 

em que a pornografia perversa é a consequência natural do utilitarismo universal e degenerado,

é o tráfico humano, a indústria do abuso universal, toda a propaganda que flui em bilhões e bilhões de lucros e que faz das mulheres, homensa, crianças a presa de sua loucura sem coração;


- A Mentira é o padrão universal. Há sacerdotizas e porta-vozes. São raras fontes, e as mensagens são as mesmas para bilhões. A vida não tem futuro. A verdade não existe. A solidariedade é imossível. E o horizonte é o agora, e de máscara. E andamos presos às câmeras, aos microfones, ao GPS, e não olhamos a vida, olhamos a caixa, porque foi-nos dito, a caixa é a vida, a conexão é a vida... 

- A Adicção nossa de cada dia. A sobriedade perde terreno frente à perpétua fissura, a falta de futuro e o peso do presente, a exigir um alívio, uma fuga. O essencial é: jamais sereis saciados. 

As necessidades serão infinitas, 

E, por fim, Ela, a Guerra, porque o capitalismo vive e promete morrer atirando.

A guerra tanto mata quanto dá lucros.

Sob essa sinfonia de agonia, perpétuo há de ser ser o crescimento,  a acumulação de capital e a extração do mais valor. 

Eles vendem a perpetuidade da mudanca, mas , "José, para onde?".

E seguimos cegos, e cada gesto será para ampliar a ânsia, jamais chegar ao contentamento.

Mamon, Mentira, Luxúria, Adicção e Guerra, eis os motores do sistema, uma máquina terrível de envenenamento e morte.

O Sonho é exterior, e é uma mercadoria, e assim, inalcançável,

Mas sempre podemos tentar tapar esse "buraco", 

as opções são infinitas, 

e os apetites.

A necessidade universal faz de nós todos miseráveis a trocar  nosso tempo de vida pelo que não vale nada.

 A universal carência que é preciso eludir. 

***

E, como corolário, que tua luta seja só tua, solitária, incomunicável, desuni-vos!

***

Esse ,o Ano da Peste de 2020.

Como podíamos  ter vencido o vírus?!

Foi e é uma batalha.

E há outra, a Mãe Terra luta para sobreviver.

Ela luta contra a espécie humana ou contra o sistema capitalista? 

Estaremos no exército da Vida, dos e das Comuns, 

ou seremos joguete da Casta, 

disputando ingressos no camarote vip do nosso Armagedom (com open bar e stand up)?!

***

Se há clareza, há esperança, apesar de tudo. A luta continua.

A solidariedade mostra seu valor inquestionável, salvou inúmeras vidas.

É nas mãos das pessoas comuns que está a saída. É preciso tornar isso uma grande força.

**

No Socialismo, sob o emblema do trabalho do campo e da cidade,

o vírus está sendo vencido. Não pôde destruir tantas

vidas,

sonhos,

nem o estado,

a economia,

a saúde pública, 

a ciência,

e a solidariedade...

O socialismo enfrentou com Ciência e solidariedade o Coronavírus. 

E dará as suas vacinas para a Humanidade.

O Socialismo é vida, é luta, é vitória.

***

Nesse umbral, ante o futuro,

Pra mudar a nossa Sorte

Eu vejo, 

escuto,

eu sinto:

é Socialismo ou Morte!









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