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sábado, 9 de maio de 2015

ABC de Ditadura - Por Jandira Feghali* - Líder do PCdoB na Câmara

ABC de Ditadura


Por Jandira Feghali*

As 25 mil vozes que entoaram em uníssono o coro “Fora, Beto Richa”, no domingo (3), não eram professores ou servidores da Educação paranaense. Tão pouco pessoas "infiltradas" com o objetivo de tumultuar a ordem pública. Numa mistura vultuosa de cores dos times Coritiba e Operário, o estádio Couto Pereira reverberou toda a insatisfação que domina atualmente a população do estado.

O desgoverno tucano no Paraná é um símbolo que espelha bem a incapacidade de seus líderes em auscultar os movimentos sociais. Na falta de diálogo com os sindicatos, Beto Richa e seu secretário de Segurança implementaram a “política do cassetete”, reprimindo com violência extrema a manifestação dos professores contra uma imoralidade: o confisco de suas previdências.

O Governo de Richa murou covardemente a Assembleia Legislativa do Paraná para que os parlamentares aprovassem, a qualquer custo, uma política que permitisse movimentar o fundo previdenciário superavitário de professores públicos, nublando o futuro destes profissionais por conta de dívidas bilionárias de sua gestão. Indignação mais que justa dos professores!

Bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, uso de cães ferozes e pancadaria foi a resposta de Richa aos manifestantes na Praça Cívica. A truculência da política militar com os professores, que gerou mais de 200 feridos, foi repudiada por toda a sociedade brasileira, junto da Anistia Internacional, entidade que é referência mundial em questão de Direitos Humanos.

É vergonhoso que o governador tucano se isole das demandas sociais e, em plena crise, tente usar da premissa que os professores fazem uso político ao tentarem resguardar seus direitos previdenciários. É travestir a realidade numa tentativa de justificar o injustificável.

A estratégia de Beto Richa não é única. Também tem sido a escolhida por diversos governos que são inábeis quanto às demandas de trabalhadores e movimentos sociais, como já ocorrido em São Paulo, no Governo Alckmin e no Rio de Janeiro, no Governo Sérgio Cabral. Ambos usaram da força policial para imprimir suas vontades políticas e reprimir as manifestações numa clara incapacidade de dialogar com o povo. Esse panorama só reforça a tese de que a relação Estado e sociedade precisa ser revista, principalmente acabando com a militarização das polícias, fruto de regimes autoritários. É preciso aprovar no Parlamento propostas que mudem esse conceito tão atrasado.

Nossa solidariedade aos milhões de professores que lutam por suas pautas em todo o país. Pautas que passam pela sua valorização enquanto profissional fundamental para qualquer país que almeje o desenvolvimento e cidadania plena. O Brasil percebeu novamente que o mantra entoado pelos líderes da oposição sobre “escutar as ruas” só se aplica aos outros. Na teoria, defendem as manifestações e pedem o diálogo. Na prática, seguem o ABC da violência de Estado, consolidada na Ditadura Militar.

* Médica, deputada federal (RJ) e líder do PCdoB na Câmara

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Jandira acionará Justiça por apologia à violência de gênero - Portal Vermelho

Jandira acionará Justiça por apologia à violência de gênero - Portal Vermelho
“A violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer.” Com este refrão, parlamentares, encabeçados pela Bancada Feminina da Câmara, se solidarizaram com a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), após agressão do deputado Roberto Freire (PPS-PE) e ameaça do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) – que defendeu a violência contra a mulher.

“Parece que as noites na Câmara não têm como piorar nesta Legislatura. Fui agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire durante discussão das medidas provisórias 664 e 665. Pegou meu braço com força e o jogou para trás. O deputado Alberto Fraga, não satisfeito com a violência flagrada, disse que ‘quem fala como homem deve apanhar como homem’ na minha direção. Fazia menção a mim. É assustador o que está acontecendo nesta Casa. Em trinta anos de vida pública jamais passei por tal situação. Parece irônico a mulher que escreveu o texto em vigor da Lei Maria da Penha seja vítima de um crime como este”, afirma a parlamentar.

De acordo com Jandira, a atitude de Fraga terá repercussão judicial. “Meus advogados vão acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão.”

Os ataques começaram depois que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) exigiu punição aos manifestantes contrários à Medida Provisória 665/14, que jogaram cópias de notas de dólar sobre o Plenário durante a votação da matéria, nesta quarta-feira (6).

Fonte: Assessoria da Liderança do PCdoB na Câmara

Jandira Fegalli, líder do PCdoB, é agredida física e verbalmente durante votação na Câmara e acionará Justiça

Por: Christiane Peres

Em sessão tumultuada, parlamentar é agredida física e verbalmente
“A violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer.” Com este refrão, parlamentares, encabeçados pela Bancada Feminina da Câmara, se solidarizaram com a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), após agressão do deputado Roberto Freire (PPS-PE) e ameaça do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) – que defendeu a violência contra a mulher.

“Parece que as noites na Câmara não têm como piorar nesta Legislatura. Fui agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire durante discussão das medidas provisórias 664 e 665. Pegou meu braço com força e o jogou para trás. O deputado Alberto Fraga, não satisfeito com a violência flagrada, disse que ‘quem fala como homem deve apanhar como homem’ na minha direção. Fazia menção a mim. É assustador o que está acontecendo nesta Casa. Em trinta anos de vida pública jamais passei por tal situação. Parece irônico a mulher que escreveu o texto em vigor da Lei Maria da Penha seja vítima de um crime como este”, afirma a parlamentar.

De acordo com Jandira, a atitude de Fraga terá repercussão judicial. “Meus advogados vão acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão.”

Os ataques começaram depois que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) exigiu punição aos manifestantes contrários à Medida Provisória 665/14, que jogaram cópias de notas de dólar sobre o Plenário durante a votação da matéria, nesta quarta-feira (6).



Roberto Freire agride fisicamente Jandira Feghali - Blog o Cafezinho - Miguel do Rosário

Por Miguel do Rosário, postado em maio 6th, 2015 | 78 comentários






As fotos de Lula Marques (acima) não mentem.

Inacreditável o nível a que chegou a oposição política no Congresso.

O presidente do PPS, Roberto Freire, acreditem se quiser, agrediu fisicamente a nossa querida Jandira!

Socorro, Brasil!

*

No Facebook de Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB RJ.

SOBRE AS AGRESSÕES EM PLENÁRIO

Parece que as noites na Câmara não tem como piorar nesta Legislatura. Sim, fui agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire durante discussão da medida provisória 665 agora pouco. Pegou meu braço com força e o jogou para trás. O deputado Alberto Fraga, NÃO SATISFEITO com a violência flagrada, disse que “quem bate como homem deve apanhar como homem” na minha direção. Fazia menção a mim.

É assustador o que está acontecendo nesta Casa. Em trinta anos de vida pública jamais passei por tal situação. Em seis mandatos como deputada federal, onde liderei a bancada do PCdoB por duas vezes e enfrentei diversos embates, jamais fui sujeitada à violência física ou incitação à violência contra mulher. Muitas foram as frentes de debate político aqui dentro. Parece irônico a mulher que escreveu o texto em vigor da Lei Maria da Penha seja vítima de um crime como este.

Vou acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão.

‪#‎DeputadoAgressor‬
‪#‎ViolênciaNÃO‬

FHC espuma, mira em Lula, eles tem medo da volta do Lula - Olê Olê Olê Olá! Lulaaa! Lulaaa!

Com o PSDB e demais aliados da oposição divididos sobre a estratégia de golpe, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou artigo neste domingo (3), no Estadão, para tentar tirar a oposição da encruzilhada que eles próprios criaram. O tucano mantém a defesa da judicialização da política e num tom marcado pelo ódio afirma que o alvo não deve ser a presidenta Dilma Rousseff, como quer o inconformado senador Aécio Neves e outros, mas o ex-presidente Lula.

Por Dayane Santos

Liderança de Lula incomoda, e muito, os tucanos


Assumindo de vez o posto de arauto da direita golpista, FHC prega que o discurso da oposição deve ser o de desconstrução da imagem da principal liderança das forças progressistas para, assim, conseguir levar adiante o golpe.

“Embora os diretores da Petrobras diretamente envolvidos na roubalheira devam ser penalizados, não foram eles os responsáveis maiores. Quem enganou o Brasil foi o lulopetismo”, disse ele. “E agora, José? Não há culpabilidade política? Vai-se apelar aos ‘exércitos do MST’ para encobrir a verdade?”, disse ele.

Como já havia afirmando anteriormente, a tese é focar-se na Operação Lava Jato, mesmo que não exista sequer uma prova ou indício capaz de fundamentar sua acusação.

Apesar das investigações apontarem que o esquema de corrupção na Petrobras funcionava desde 1997, portanto durante o seu governo, e de os delatores afirmarem que lideranças do PSDB receberam propina, FHC constrói em seu artigo uma narrativa de criminalização do PT e do ex-presidente Lula, como responsáveis pelos desmandos na estatal.

Liderança de Lula incomoda

Apontado pelos brasileiros em recente pesquisa Datafolha como o melhor presidente de todos os tempos, Lula tem sido o principal alvo da direita conservadora liderada por Fernando Henrique.

O motivo do inconformismo vem das derrotas sucessivas dos tucanos nas urnas. Mas não é só. Apoiado pelas forças progressistas e pelos movimentos sociais, Lula mudou a realidade socioeconômica do Brasil, promovendo o desenvolvimento com avanços sociais e melhoria da renda. Essa herança também levou à eleição e reeleição da presidenta Dilma, que deu continuidade a essa agenda de inclusão.

A feroz campanha de mentiras da grande mídia não conseguiu tirar de Lula o seu legado, que já entrou para a história.

Além disso, Lula é uma liderança que une diversos setores. Na atual crise política, ele tem cumprido um papel importante na articulação política e na relação com os movimentos sociais. Tem atuado fortemente na batalha da comunicação por meio das redes sociais e participado ativamente das mobilizações, o que arrefeceu os intentos da direita golpista, haja vista os atos pró-golpe do último dia 12 de abril. Verdadeiros fiascos.

Essa liderança de Lula incomoda, e muito. Com o resultado do arrefecer das ruas em torno da bandeira do impeachment, o discurso de FHC, José Serra e outros, busca manobrar as forças conservadoras para – por meio da mentira e do apoio da mídia –, desqualificar Lula.

FHC e a corrupção

Não é à toa que no artigo FHC avisa: “Não estou insinuando que sem impeachment não há solução. Nem dizendo o contrário, que impeachment é golpe. Estou apenas alertando que as lideranças brasileiras (e escrevo assim no plural) precisam se dar conta de que desta vez os desarranjos (não só no plano econômico, mas no político também) foram longe demais”.

“A raiz dos desmandos foi plantada antes da eleição da atual presidente. Vem do governo de seu antecessor e padrinho político”, completa o tucano se referindo a Lula.

Para ele, tudo que se sabe até agora é “suficientemente grave para que a sociedade repudie as forças e lideranças políticas que teceram a trama da qual o escândalo faz parte”.

A cara de pau do tucano beira à psicopatia. FHC subestima e despreza a consciência política do povo brasileiro refletida nas urnas. Aliás, essa é uma prática recorrente do tucano que chegou a dizer que aposentados eram “vagabundos” ou, mais recentemente, que os eleitores da presidenta Dilma votaram nela porque “são menos informados”.

FHC fala de corrupção como se isso não lhe pertencesse. Pensa que o Brasil esqueceu, entre outros desmandos, de que ele só manteve-se por oito anos no governo por ter garantido no Congresso a reeleição, num esquema de compra de votos de parlamentares.

Resposta de Lula

A resposta de Lula a FHC veio antes da publicação de artigo. Durante ato do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em São Paulo, Lula afirmou que parte da elite tem medo de que ele volte a ser candidato à Presidência da República. “Eu ‘tô’ notando, todo santo dia, insinuações. Ah, lá na Operação Lava Jato estão esperando que alguém cite o nome do Lula. Ah, estão tentando fazer com que os empresários citem o nome de Lula”, pontuou.

Para o desespero da elite, Lula disse que vai continuar a mobilizar pela defesa do governo da presidenta Dilma contra os golpistas de plantão. “Eles têm que saber que, se tentarem mexer com a Dilma, eles não estão mexendo com uma pessoa, eles estão mexendo com milhões e milhões de brasileiros”, disse.

E aos desavisados, como FHC, advertiu: “Eu estou quietinho no meu lugar. Não me chame para a briga porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga. Eu não tenho intenção de ser candidato a nada, mas está aceita a convocação. Eu agora vou começar a andar o país outra vez”.

Do Portal Vermelho

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Coalizão prepara ato nacional dia 20 por reforma política democrática - Portal Vermelho



Coalizão prepara ato nacional dia 20 por reforma política democrática - Portal Vermelho
Diante da ameaça autoritária do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que agendou para o fim de maio a votação de proposta de reforma”antidemocrática”, a Coalização agendou para o dia 20 de maio, a realização de atos em todo o país, o chamado Dia Nacional de Mobilização pela Reforma Política Democrática.




Mariana SerafiniManifestação pela reforma política.

Em nota à imprensa, a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas – que reúne mais de 100 entidades e organizações da sociedade civil como a OAB, CNBB, UNE, CUT, Contag e CTB –, informa que irá se reunir, em sessão ampliada, na manhã do próximo sábado (9), no auditório do Centro Cultural da OAB, em Brasília, para a preparação destas atividades.

O movimento defende propostas que garantam a constituição de mecanismos que fortaleçam a participação democrática direta. Enfatizando o combate à corrupção, a luta pelo fim do financiamento de campanha por empresas, contra as propostas de “distritão” e em defesa do sistema proporcional e da paridade de gênero na lista eleitoral.

A Coalizão explica que os atos do dia 20 são em resposta à demonstração autoritária do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que agendou pautas de contrarreforma para o final de maio. "Estamos diante do risco de ver aprovadas as emendas constitucionais da contrarreforma política (PECs 352/13 e 344/13) que constitucionalizam o financiamento de campanha por empresas, na contramão das aspirações do povo e do voto de seis dos onze ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)”.

Para as entidades “a influência do poder econômico nas eleições é dos mais graves fatores de degradação do atual sistema político brasileiro, sendo responsável pela eleição de um parlamento distante do povo e canal da corrupção eleitoral”.

A Coalizão continua com a campanha de coleta de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores para que seja entregue o projeto de lei à Câmara dos Deputados para que a proposta de lei seja de iniciativa popular. Assine e colabore.

Do Portal Vermelho

Leci contra repressão tucana: #AceiteERespeiteOMeuProfessor

A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB/SP) fala sobre o andamento das greves de professores pelo Brasil. Pede diálogo e entendimento por parte dos governos estaduais e finaliza apoiando os professores.

Acompanhe a cobertura do Vermelho



Adílson Araújo: Total solidariedade à greve dos professores paulistas - Portal Vermelho

Adílson Araújo: Total solidariedade à greve dos professores paulistas - Portal Vermelho
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) manifesta total e irrestrita solidariedade à greve dos professores de São Paulo. Ao mesmo tempo repudia energicamente a conduta truculenta e intransigente do governo de Geraldo Alckmin diante do movimento. A proposta de reajuste zero é um acinte, uma provocação a uma categoria mal paga e sofrida cujo trabalho é essencial para o desenvolvimento do nosso estado e do país.

Por Adílson Araújo*



Reprodução

O odioso descaso da administração tucana frente às justas reivindicações vem despertando a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras e reflete na verdade o desprezo pela educação pública e, por extensão, pelo povo e a nação que tanto dela dependem. Parece que os líderes do PSDB só têm olhos e sensibilidade para as camadas mais ricas da população, a burguesia, os grandes capitalistas, os rentistas, os endinheirados.

É assim também com a crise hídrica, que atinge de forma mais brutal e impiedosa as famílias mais pobres da periferia. Os fatos revelam o caráter elitista e antipopular dos governos tucanos, que também se manifestou com brutalidade recentemente no Paraná, onde o governador Beto Richa armou uma operação de guerra contra professores e professoras que deixaram por saldo centenas de pessoas feridas.

A educação pública de qualidade é fundamental ao desenvolvimento nacional e a pré-condição para uma educação de qualidade é a valorização profissional e salarial dos educadores. Sem valorização do professor não teremos nunca um ensino de qualidade. A intransigência tucana não afronta apenas a classe trabalhadora, é também nociva aos interesses maiores da nação, cujo desenvolvimento demanda a elevação do nível de escolaridade e educação do povo.

A truculência e intransigência tucana contra a greve dos professores não é um fato isolado, faz parte de uma ofensiva mais ampla das forças conservadoras contra a democracia e os direitos sociais. Prova disto foi a aprovação do PL 4330, que escancara a terceirização, na Câmara Federal. A CTB defende a mais ampla unidade dos assalariados, envolvendo todas as categorias, bem como a aliança com os movimentos sociais e as forças democráticas e progressistas para resistir à onda reacionária desencadeada pela direita neoliberal e abrir caminho para a retomada da agenda da Conclat por um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia.

São Paulo, 7 de Maio de 2015

*Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Procuradora desmascara factóide da Época contra Lula: “Não há prova” - Blog do Renato Rabelo

As revistas semanais da grande mídia golpista, especializadas em criar factoides para atender aos seus interesses, sofreram mais um revés. Desta vez foi a revista Época, que seguindo a trilha da Veja e as recomendações do tucano Fernando Henrique, lançou matéria de capa para dizer que Lula seria o “operador” de um esquema para favorecer grupos empresariais brasileiros junto ao BNDES.

A matéria dizia com todas as letras que o Ministério Público Federal teria aberto investigação sobre a questão com foco em negócios da Odebrecht na África e na América Latina.

Mas a verdade veio à tona. Como afirmou o ex-presidente Lula, por meio de nota divulgada nesta segunda (4), não existe nenhuma investigação em andamento. O que existe é um procedimento preliminar, aberto por um procurador, chamado Anselmo Henrique Cordeiro, a partir – vejam só – de uma reportagem do jornal O Globo que, assim como a revista Época, pertence à família Marinho.

A procuradora escolhida para dar andamento a este procedimento é Mirella Aguiar. Ela foi contundente: não foi apresentada “prova nenhuma” contra o ex-presidente Lula. A procuradora também descartou a possibilidade de pedir quebra de sigilo do ex-presidente Lula.

“A quebra de sigilo é algo que a Justiça não costuma dar com base em notícias anônimas e equiparo um pouco a reportagem jornalística a uma notícia dessas porque não temos prova nenhuma. Qualquer tipo de invasão da esfera da intimidade, da privacidade do investigado tem que ser fartamente fundamentada. Quando se faz a pergunta se isso daqui poderia gerar uma quebra de sigilo, a inexistência de provas neste momento não autorizaria”, afirmou a procuradora Mirella Aguiar ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo ela, a quebra de sigilo nesta fase preliminar poderia acarretar, inclusive, anulação da investigação. “Se por acaso eu tiver esse deslize ou outro colega qualquer, de com base somente numa reportagem pedir uma quebra de sigilo e por acaso um juiz der, isso certamente será anulado no futuro. É preciso ter mais elementos. É preciso ter indícios veementes. A Constituição está certa em garantir a intimidade, senão bastava qualquer um vir aqui dizer qualquer coisa para as pessoas terem os seus sigilos afastados”, completou.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Matérias que saem e NÃO SAEM no Partido da Imprensa Golpista


segunda-feira, 4 de maio de 2015

O “confronto” de Curitiba - Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa e Revista Forum

Revista Forum



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“Os jornais de circulação nacional parecem ter combinado suas manchetes e amanhecem nesta quinta-feira (30/4) falando em ‘confronto’. Não, senhores editores. Não houve “confronto” entre manifestantes e policiais em Curitiba. O que houve foi uma carga militar, planejada pelo comando da PM, com autorização do governador, contra professores e outros funcionários públicos, transeuntes, curiosos e até contra pais e mães que haviam sido chamados a recolher seus filhos numa escola infantil”


Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

A imprensa brasileira descobriu, da pior maneira possível, que existe um estado de tensão entre o governo do Paraná e os servidores públicos do Estado, e que o principal foco dessa situação é o descontentamento dos professores da rede oficial de ensino. A pior maneira de a mídia se relacionar com um fato que tenta inutilmente esconder acontece quando a realidade se manifesta de forma tão intensa que não pode mais ser mantida fora do noticiário.

O evento que obrigou a mídia tradicional a expor aquilo que as redes sociais já vinham denunciando há muito tempo foi a extrema violência com que a polícia paranaense dispersou uma manifestação liderada por professores, contra a proposta de mudança no sistema de financiamento da previdência dos servidores públicos do Estado. Até mesmo o contido apresentador do Jornal Nacional, o telejornal de maior audiência do País, ainda ensaiando o novo estilo coloquial do programa, teve que se render à evidência das imagens.

Ainda assim, os jornais de circulação nacional parecem ter combinado suas manchetes e amanhecem nesta quinta-feira (30/4) falando em “confronto”. Não, senhores editores. Não houve “confronto” entre manifestantes e policiais em Curitiba. O que houve foi uma carga militar, planejada pelo comando da PM, com autorização do governador, contra professores e outros funcionários públicos, transeuntes, curiosos e até contra pais e mães que haviam sido chamados a recolher seus filhos numa escola infantil.

O número de feridos passa das duas centenas, e o total apresentado pelos jornais é subestimado, pelo simples fato de que muitos dos atingidos por balas de borracha, golpes de cassetete e fragmentos de bombas de efeito moral preferiram ir para suas casas ou se reunir na sede de entidades sindicais após o ataque. Apesar da evidente tentativa de relativizar a violência policial nos títulos e destaques das reportagens, as narrativas dos jornais não podem esconder que a responsabilidade pela ação violenta é do governador, e as últimas notícias dão conta de que o risco político de uma desaprovação geral pode causar a demissão do secretário da Segurança Pública ou do comandante da Polícia Militar.

O “curitibaço” e a Cracolândia

Também houve um distúrbio em São Paulo na mesma data, durante ação de cadastramento de usuários de drogas que se reúnem no local conhecido como Cracolândia.

Os dois principais jornais paulistas destacam os dois eventos na primeira página, sendo que a Folha de S. Paulo usa imagens de Curitiba e de São Paulo para ilustrar sua fachada. No entanto, são dois contextos absolutamente distintos, e a única ligação entre eles – uma operação policial – nem de longe pode ser considerada como uma circunstância comum.

Em São Paulo, uma atividade corriqueira que tenta resgatar viciados das ruas oferecendo-lhes treinamento e trabalhos remunerados de zeladoria, descambou para o descontrole quando, durante uma ação para retirar barracas e limpar as calçadas, um estrondo de origem não identificada provocou uma correria. Policiais que patrulham a região foram atacados por um grupo de drogados e um deles disparou para o chão. Fragmentos do projétil feriram dois moradores de rua. A tropa de choque foi chamada a intervir para conter o tumulto que se seguiu.

A operação “De Braços Abertos”, realizada pela prefeitura de São Paulo com apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, enfrenta a resistência de traficantes, que ameaçam os servidores públicos, e, eventualmente, sofre a oposição de autoridades policiais que não acreditam na eficiência do programa. O estado de tensão na região é permanente, como foi relatado por este observador no dia 30 de março (ver aqui), após uma visita à Cracolândia e conversas com funcionários que atuam na área de saúde pública.

Os incidentes de Curitiba são de outra natureza, e refletem a incapacidade do governo do Paraná de lidar com o direito dos professores e outros servidores públicos de levar às ruas seu descontentamento com o salário e outras questões de seu contrato com o Estado. Por trás desse desentendimento ruge o radicalismo político insuflado pela mídia diariamente.

Também os professores da rede estadual de ensino de São Paulo realizam uma greve parcial há 45 dias. No caso paulista, a versão oficial, que desconhece o movimento (ver aqui), é desmentida por uma sucessão de atos públicos na região metropolitana da capital e em cidades do interior. O leitor de jornais só conhece essa versão oficial.

domingo, 3 de maio de 2015

Íntegra - Discurso da Presidenta Dilma no 3° Festival da Juventude Rural da CONTAG

Dilma reúne Ministros e Centrais Sindicais - Veja a fala da Presidenta no Encontro

Pronunciamento da presidenta Dilma no 1º de Maio: Diálogo, Terceirização e Defesa da Política de Valorzação do Salário Mínimo - Blog do Planalto




O 1º de Maio e a brutal repressão da polícia contra os professores - Portal Vermelho

O 1º de Maio e a brutal repressão da polícia contra os professores - Portal Vermelho

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"As notícias deste primeiro de maio se traduzem agora nas greves dos professores. Do Paraná, vem a brutal repressão da polícia contra os professores. Ali, a pedagogia que está vencendo são bombas, espancamentos e balas de borracha. 213 feridos e gritos de hurra no palácio em Curitiba", esse foi o tom da coluna Prosa, Poedia e Política, tocada pelo jornalista e escritor Urariano Mota.

Da Rádio Vermelho


Durante sua reflexão ele lembrou que em outros estados a situação é a mesma. "Em Pernambuco, não é diferente. O governador, durante a campanha, prometeu um aumento de 100% para os professores. Isso mesmo: 100%. Mas agora, no governo, diante da greve dos mestres pernambucanos, fala que tudo mudou. Os professores querem, pelo menos, a aplicação do reajuste de 13,01% referente ao Piso Nacional dos Professores para todos mestres. Projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no dia 31 de março, prevê o reajuste para menos de 10% da categoria. Eu não sei como as pessoas prometem mundos e fundos na campanha, depois retiram o prometido, e saem com a cara mais limpa ao sol do meio-dia".




Íntegra da coluna na Rádio Vermelho

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