sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Vídeo mostra a vitória de Orlando Silva sobre o PIG - Portal Vermelho
Vídeo mostra a vitória de Orlando Silva sobre o PIG - Portal Vermelho
Oito meses depois dos ataques sem fundamento contra Orlando Silva, enfim, a verdade veio à tona. Inocentado no processo aberto pela Comissão de Ética da Presidência da República, segue sua luta por justiça. Confira vídeo produzido pela União da Juventude Socialista (UJS), que reúne momentos desse combate e mostra a força do militante comunista. Durante à tarde desta quinta-feira (14), acontece um tuitaço em homenagem a Orlando.
"Não há, não houve e não haverá quaisquer provas que me incriminem. Diferentemente do que foi publicado numa revista semanal brasileira porque fato nenhum houve que possa comprometer a minha honra”, declarou Orlando, que deixou o ministério do Esporte aplaudido de pé por uma plateia formada por pessoas do mundo da política e do esporte.
Da redação
Oito meses depois dos ataques sem fundamento contra Orlando Silva, enfim, a verdade veio à tona. Inocentado no processo aberto pela Comissão de Ética da Presidência da República, segue sua luta por justiça. Confira vídeo produzido pela União da Juventude Socialista (UJS), que reúne momentos desse combate e mostra a força do militante comunista. Durante à tarde desta quinta-feira (14), acontece um tuitaço em homenagem a Orlando.
"Não há, não houve e não haverá quaisquer provas que me incriminem. Diferentemente do que foi publicado numa revista semanal brasileira porque fato nenhum houve que possa comprometer a minha honra”, declarou Orlando, que deixou o ministério do Esporte aplaudido de pé por uma plateia formada por pessoas do mundo da política e do esporte.
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Da redação
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Juventude da FSM realizará encontro em Buenos Aires
Como desdobramento do processo de rearticulação da Juventude sindicalista da Federação Sindical Mundial, a FSM realizará de 29/06 a 1º/07, na cidade de Buenos Aires, a sua Reunião do Cone Sul da Juventude Sindicalista da FSM.
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| Plenário da 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, em Havana, Cuba |
A América Latina tem sido palco de várias atividades desse perfil, tendo sediado os dois primeiros encontros internacionais (em Lima e em Cuba), além do avanço da articulação da FSM na América Central, que já realizou dois encontros.
Agora, o Capítulo Argentino da FSM anfitrionará uma reunião cuja presença já extrapola o Cone Sul, contando já com a confirmação de diversas organizações, inclusive da CGTP (Peru) e da CTB, que compõem o Comitê Internacional eleito na 2ª Conferência.
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| Marcha do Primeiro de Maio de 2012, a juventude da FSM |
Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude que representará a CTB na atividade, opina que há grandes desafios para o movimento sindical juvenil na região:
“A organização da juventude sindicalista na América Latina passa pela afirmação de pautas de diferentes tipos, de resistência, de políticas públicas e de luta de massas, e inclusive de luta contra a direita e a favor de governos progressistas, como ocorre na Venezuela. Vivemos um momento afirmação da agenda de integração regional em meio à crise capitalista, e da coincidência de governos que, apesar de suas contradições, inserem-se na corrente mais ampla de luta do povo contra o neoliberalismo. Por outro lado, precisamos refletir sobre os instrumentos de que dispomos ao nível regional para influir concretamente nesse cenário de mudanças, que carece da visão da juventude sindicalista classista a dialogar com os demais movimento juvenis. E também fazemos parte do movimento da própria juventude, que luta pela renovação do próprio movimento sindical nos países e internacionalmente”.
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| Reunião de articulação do encontro de Buenos Aires no Plenário da 2ª Conferência de Juventude da FSM |
A expectativa é que o evento possa fortalecer a articulação entre as organizações sindicais através dos(as) jovens, criando canais de divulgação da FSM e também se estabeleça, em torno do Plano de Ação aprovado na 2ª Conferência, uma agenda que materialize o estreitamento dos laços e da ação comum da juventude sindicalista na América do Sul.
Leia também:
CTB participa da 2ª Conferência da Juventude Sindicalista em Cuba
terça-feira, 12 de junho de 2012
Rabelo: “Estávamos certos na defesa intransigente de Orlando” - Portal Vermelho
Rabelo: “Estávamos certos na defesa intransigente de Orlando” - Portal Vermelho
Rabelo ressaltou também que as denúncias não visavam apenas atingir o ministro: “Nunca tivemos dúvidas de que os ataques eram direcionados contra o nosso partido e contra as conquistas que o Brasil obteve com o PCdoB no Ministério do Esporte”, garante.
O clima atual é de comemoração, mas a conquista judicial não é o bastante para o líder, que enfatiza: “Vamos continuar na luta, com a certeza de que a verdade vai se revelando”.
Nesta manhã de terça-feira (12 de junho), quando a notícia do arquivamento do processo foi praticamente ignorada pelos jornais que plantaram e alardearam escandalosamente as denúncias contra Orlando, Renato Rabelo postou um texto seu no seu blog que denuncia o oportunismo e maucaratismo da grande imprensa, ainda impune apesar de tantos disparates. Leia, a seguir, na íntegra:
Comissão de Ética Pública arquiva processo contra Orlando Silva
"Ontem à noite (11 de junho) a Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou o processo contra o ex-ministro Orlando Silva, "por absoluta falta de provas".
Hoje pela manhã, apenas algumas parcas linhas nos jornalões da grande imprensa.
Nenhuma palavra sobre as acusações levianas contra o ex-ministro do Esporte e nosso partido. Nenhuma palavra sobre as acusações torpes lançadas pela Veja.
Isso mostra que agora que a verdade vem à tona, não existia nenhum motivo para que elas fossem feitas a não ser o desejo desesperado de atingir o PCdoB e uma grande liderança que despontou e que vem crescendo.
O tempo mais uma vez mostrou a correção de nossa política e de nosso partido. Para eles, um Brasil justo, desenvolvido e com crescimento como nós estamos ajudando a construir é inaceitável. Por isso lutamos por um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Vamos mostrar que para o povo brasileiro, inaceitável é a miséria, a desigualdade e a injustiça".
Fonte: Blog do Renato Rabelo
Em entrevista exclusiva ao Vermelho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, comentou o arquivamento do processo contra Orlando Silva pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República: “Arquivar o processo por absoluta falta de provas mostra que estávamos corretos na defesa intransigente de nosso companheiro, assim como da sua excelente gestão à frente do Ministério do Esporte”.
Renato Rabelo e Orlando Silva
O clima atual é de comemoração, mas a conquista judicial não é o bastante para o líder, que enfatiza: “Vamos continuar na luta, com a certeza de que a verdade vai se revelando”.
Nesta manhã de terça-feira (12 de junho), quando a notícia do arquivamento do processo foi praticamente ignorada pelos jornais que plantaram e alardearam escandalosamente as denúncias contra Orlando, Renato Rabelo postou um texto seu no seu blog que denuncia o oportunismo e maucaratismo da grande imprensa, ainda impune apesar de tantos disparates. Leia, a seguir, na íntegra:
Comissão de Ética Pública arquiva processo contra Orlando Silva
"Ontem à noite (11 de junho) a Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou o processo contra o ex-ministro Orlando Silva, "por absoluta falta de provas".
Hoje pela manhã, apenas algumas parcas linhas nos jornalões da grande imprensa.
Nenhuma palavra sobre as acusações levianas contra o ex-ministro do Esporte e nosso partido. Nenhuma palavra sobre as acusações torpes lançadas pela Veja.
Isso mostra que agora que a verdade vem à tona, não existia nenhum motivo para que elas fossem feitas a não ser o desejo desesperado de atingir o PCdoB e uma grande liderança que despontou e que vem crescendo.
O tempo mais uma vez mostrou a correção de nossa política e de nosso partido. Para eles, um Brasil justo, desenvolvido e com crescimento como nós estamos ajudando a construir é inaceitável. Por isso lutamos por um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Vamos mostrar que para o povo brasileiro, inaceitável é a miséria, a desigualdade e a injustiça".
Fonte: Blog do Renato Rabelo
UnB: Olhando para o futuro - Volnei Garrafa - 30/04/2012
Brasília e o país comemoram os primeiros 50 anos da Universidade de Brasília. Nessas cinco décadas mudou o mundo, como também mudaram o Brasil e o Distrito Federal. O Brasil deixou para trás o país rural de 60 milhões de habitantes e hoje é a 6ª economia do planeta, com quase 200 milhões de habitantes em busca de cidadania. Nesse meio século, a transformação da geopolítica brasileira decorrente da transferência da capital para o Planalto Central foi fator decisivo na criação e consolidação da Universidade de Brasília.
Em 22 de abril de 2012, data do início do segundo período de 50 anos a ser vivido pela UnB, o contexto é de reforço de políticas educacionais para democratização do acesso ao ensino superior, com quantitativo de vagas condizente com a demanda da população, bem como ampliação e melhoria do sistema nacional de pós-graduação. O contexto é também de reforço na política de Ciência, Tecnologia e Inovação. A UnB, com sua história de compromissos públicos e competência técnica, precisa atuar afirmativamente frente ao desafio da modernidade. Da UnB se espera ação inclusiva e cidadã através de políticas concretas para seus campi e disseminação democrática e participativa de seus conhecimentos para além do Distrito Federal.
Educação, Ciência e Tecnologia estão entre as principais fontes impulsionadoras das transformações de uma sociedade. A UnB é parte ativa nesse processo modernizador que se traduz no aumento significativo da produção acadêmica. Nesse período, a Ciência brasileira passou de uma produção científica pouco expressiva para a 13ª posição mundial na produção de novos conhecimentos, alcançada pelo significativo número e qualidade de publicações científicas em revistas internacionalmente reconhecidas. Quando a educação e a pesquisa científica, e os avanços sociais delas decorrentes, já superaram o discurso retórico e se tornaram realidade, somos levados a nos inquietar com o futuro: como garantir o salto qualitativo?
Olhando para o futuro, é necessário construir uma política interna e externa que valorize a educação, a ciência e a tecnologia, fundamentada na autonomia, rompendo as amarras que dificultam a inserção da Universidade de Brasília no cenário nacional e internacional. Adesão aos programas federais de incentivo e indução na área, tais como o Ciência Sem Fronteiras, pode ser parte da resposta da UnB. A disponibilização do seu maior patrimônio, professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação, vem acompanhada de um projeto: conduzir a instituição para a obtenção de respostas eficazes requeridas pelos projetos estruturantes do país.
Olhando para o futuro, onde não há garantia de espaço e de reserva de mercado, a UnB, ciosa de sua história de vanguarda, apresenta-se para ocupar o seu lugar. E fará isso com sua reserva moral e capacidade de responder aos problemas apresentados pela sociedade, e com ela construir soluções factíveis e duradouras. A Universidade tem como missão vincular suas pesquisas básicas e aplicadas ao processo de Produção & Desenvolvimento e Inovação, à produção de bens e serviços e à distribuição social de suas riquezas.
Olhando para o futuro neste segundo milênio de grandes mudanças tecnológicas que invadem nosso cotidiano, um grande desafio da UnB é como formar massa crítica competente, criativa e empreendedora. O que parece uma provocação pode ser na realidade a oportunidade de recuperarmos o tempo perdido. O modelo atual das Universidades em todo o mundo é milenar e tem mudado de forma muito lenta, ou seja, de forma oposta aos acontecimentos das últimas décadas. O ensino a distância e as novas metodologias educacionais, por exemplo, ganharão espaço jamais concebido.
É preciso mais do que nunca incentivar os alunos a serem inovadores e empreendedores. Com soberania, a Universidade precisa se conscientizar que não se basta, não é auto-suficiente e precisa, para melhor formação de seus estudantes, interagir com o mundo exterior, dos empreendimentos, serviços etc. Nossos alunos devem ser estimulados a criar novos conhecimentos dentro e fora da Universidade. Formar massa crítica significa também aproximar os alunos para uma das grandes missões da Universidade, que é a de ser centro de novas idéias.
Olhando para o futuro, as gestões acadêmicas da UnB deverão procurar cada vez mais a eficiência, profissionalizando a administração, promovendo coesão e construindo consensos internos. A UnB do segundo cinquentenário deverá ser uma instituição ainda mais viva, ousada e vibrante, capaz de superar seus próprios limites e entraves burocráticos com criatividade, persistência e determinação. Vocação ela já comprovou ter. Trata-se, agora, de lançar bases sólidas para a construção de uma nova era, comprometida com o saber, com a ciência e tecnologia, com as políticas públicas, com a sociedade brasileira e com o futuro do Brasil.
Olhando para o futuro, reconhecendo que o mundo se transforma rápida e constantemente, vislumbra-se um novo modelo de universidade. Será que a reconheceremos nas comemorações do centenário? Essas transformações podem surgir por vias intrínsecas ou extrínsecas, e certamente mudarão o mundo da ciência, do trabalho e da formação profissional. Preparar-se para enfrentar esses novos e desconhecidos desafios deve ser a premissa da universidade de Brasília, historicamente uma Universidade de vanguarda.
Em 22 de abril de 2012, data do início do segundo período de 50 anos a ser vivido pela UnB, o contexto é de reforço de políticas educacionais para democratização do acesso ao ensino superior, com quantitativo de vagas condizente com a demanda da população, bem como ampliação e melhoria do sistema nacional de pós-graduação. O contexto é também de reforço na política de Ciência, Tecnologia e Inovação. A UnB, com sua história de compromissos públicos e competência técnica, precisa atuar afirmativamente frente ao desafio da modernidade. Da UnB se espera ação inclusiva e cidadã através de políticas concretas para seus campi e disseminação democrática e participativa de seus conhecimentos para além do Distrito Federal.
Educação, Ciência e Tecnologia estão entre as principais fontes impulsionadoras das transformações de uma sociedade. A UnB é parte ativa nesse processo modernizador que se traduz no aumento significativo da produção acadêmica. Nesse período, a Ciência brasileira passou de uma produção científica pouco expressiva para a 13ª posição mundial na produção de novos conhecimentos, alcançada pelo significativo número e qualidade de publicações científicas em revistas internacionalmente reconhecidas. Quando a educação e a pesquisa científica, e os avanços sociais delas decorrentes, já superaram o discurso retórico e se tornaram realidade, somos levados a nos inquietar com o futuro: como garantir o salto qualitativo?
Olhando para o futuro, é necessário construir uma política interna e externa que valorize a educação, a ciência e a tecnologia, fundamentada na autonomia, rompendo as amarras que dificultam a inserção da Universidade de Brasília no cenário nacional e internacional. Adesão aos programas federais de incentivo e indução na área, tais como o Ciência Sem Fronteiras, pode ser parte da resposta da UnB. A disponibilização do seu maior patrimônio, professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação, vem acompanhada de um projeto: conduzir a instituição para a obtenção de respostas eficazes requeridas pelos projetos estruturantes do país.
Olhando para o futuro, onde não há garantia de espaço e de reserva de mercado, a UnB, ciosa de sua história de vanguarda, apresenta-se para ocupar o seu lugar. E fará isso com sua reserva moral e capacidade de responder aos problemas apresentados pela sociedade, e com ela construir soluções factíveis e duradouras. A Universidade tem como missão vincular suas pesquisas básicas e aplicadas ao processo de Produção & Desenvolvimento e Inovação, à produção de bens e serviços e à distribuição social de suas riquezas.
Olhando para o futuro neste segundo milênio de grandes mudanças tecnológicas que invadem nosso cotidiano, um grande desafio da UnB é como formar massa crítica competente, criativa e empreendedora. O que parece uma provocação pode ser na realidade a oportunidade de recuperarmos o tempo perdido. O modelo atual das Universidades em todo o mundo é milenar e tem mudado de forma muito lenta, ou seja, de forma oposta aos acontecimentos das últimas décadas. O ensino a distância e as novas metodologias educacionais, por exemplo, ganharão espaço jamais concebido.
É preciso mais do que nunca incentivar os alunos a serem inovadores e empreendedores. Com soberania, a Universidade precisa se conscientizar que não se basta, não é auto-suficiente e precisa, para melhor formação de seus estudantes, interagir com o mundo exterior, dos empreendimentos, serviços etc. Nossos alunos devem ser estimulados a criar novos conhecimentos dentro e fora da Universidade. Formar massa crítica significa também aproximar os alunos para uma das grandes missões da Universidade, que é a de ser centro de novas idéias.
Olhando para o futuro, as gestões acadêmicas da UnB deverão procurar cada vez mais a eficiência, profissionalizando a administração, promovendo coesão e construindo consensos internos. A UnB do segundo cinquentenário deverá ser uma instituição ainda mais viva, ousada e vibrante, capaz de superar seus próprios limites e entraves burocráticos com criatividade, persistência e determinação. Vocação ela já comprovou ter. Trata-se, agora, de lançar bases sólidas para a construção de uma nova era, comprometida com o saber, com a ciência e tecnologia, com as políticas públicas, com a sociedade brasileira e com o futuro do Brasil.
Olhando para o futuro, reconhecendo que o mundo se transforma rápida e constantemente, vislumbra-se um novo modelo de universidade. Será que a reconheceremos nas comemorações do centenário? Essas transformações podem surgir por vias intrínsecas ou extrínsecas, e certamente mudarão o mundo da ciência, do trabalho e da formação profissional. Preparar-se para enfrentar esses novos e desconhecidos desafios deve ser a premissa da universidade de Brasília, historicamente uma Universidade de vanguarda.
No Pará, exposição homenageia Paulo Fonteles, mártir da luta pela Reforma Agrária - O Outro Lado da Notícia
No Pará, exposição homenageia Paulo Fonteles




Em 1982 é eleito Deputado Estadual sob a consigna de "Terra, Trabalho e Independência Nacional" e no curso de sua atuação parlamentar é constantemente ameaçado e por diversas vezes denuncia da tribuna da Assembleia Legislativa do Pará as macabras listas de marcados para morrer onde figurava. Em 1985, um Coronel do Exército e latifundiário, Eddie Castor da Nóbrega anuncia num dos principais jornais paraenses que iria atentar contra a vida do então Deputado. Fonteles no mesmo jornal responde que "se um Coronel tem a ousadia de ameaçar de morte um Deputado abertamente, o que este senhor não faz com os trabalhadores rurais de sua fazenda", concluiu.
11 de Junho, vigésimo-quinto aniversário do assassinato do advogado de posseiros do Sul do Pará, Paulo Fonteles
Por Paulo Fonteles Filho, no Portal Grabois
No transcurso do vigésimo-quinto aniversário do assassinato do ex-deputado e advogado de posseiros do Sul do Pará, Paulo Fonteles, ocorrido em 11 de Junho de 1987 é, mais do que nunca necessário avaliar suas ideias e legado para atual fase da luta pela terra no Brasil. E isso num momento de franca expansão do Agronegócio, particularmente na Amazônia e a odiosa tentativa de criminalização dos movimentos sociais brasileiros, praticadas pela grande mídia e reacionários de todas as espécies.
A vida de combates de Paulo Fonteles atravessou mais de três décadas de profundo compromisso com questões concernentes aos temas mais urgentes da nação brasileira como a democracia, as liberdades políticas, a reforma agrária e o socialismo.
A saga daquele que seria uma das mais contundentes vozes da luta contra o latifúndio iniciou a atividade política quando o Brasil estava encarcerado pela quartelada de 31 de Março de 1964 que submeteu o país a infame ditadura e a submissão aos interesses externos, notadamente estadunidenses.
Como muitos jovens de sua geração iniciou sua militância no ambiente da igreja católica quando a juventude do Brasil e do mundo davam passos insurgentes naqueles longínquos anos de 68 na qual Zuenir Ventura ensina-nos que jamais acabou porque fora um marco, verdadeiro divisor de águas e, ainda é referência tanto na cultura, no comportamento e na política pelo que introduziu na vida brasileira. Eram os generosos anos das figuras heroicas de Che Guevara, da passeata dos 100 mil a enfrentar a dura ditadura hasteando o sangue paraense do estudante Edson Luís assassinado pela repressão no restaurante Calabouço, como uma emergência para mudar os destinos nacionais através de um poderoso movimento de massas.
Eram tempos da rebelião juvenil francesa e da primavera de Praga, de mudanças tecnológicas e da incerteza da guerra fria, da guerra do Vietña, da estreia na Broadway do musical "Hair", do lançamento do "Álbum Branco" dos Beatles, do acirramento da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e também do assassinato de Martin Luther King e do engendramento do Apartheid na África do Sul. As mulheres, historicamente, proibidas de atuar na vida pública queimaram sutiãs e a juventude passou a ter, na sociedade uma presença social autônoma. No Brasil de 68 Chico Buarque estreia "Roda-Viva" e logo os artistas da peça sofrem atentado patrocinado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Caetano Veloso e Gilberto Gil lançam o manifesto onde apresentam a "Tropicália", do contundente discurso do jornalista Márcio Moreira Alves contra a ditadura, estopim para o Ato Institucional 5 (AI-5). É por essa época que o General Costa e Silva promove torpe censura contra o cinema e o teatro e é criado o Conselho Superior de Censura.
O jovem Paulo Fonteles tomou parte nas manifestações que eclodiram naquele período na qual a cidade de Belém, que por ser terra de legado cabano não poderia ficar de fora, tendo como referência a necessidade de derrubar os direitistas de fardas instalados no poder na qual a juventude brasileira ganhou pessoa e postura.
Militando na Ação Popular Marxista-Leninista (APML) e disposto a radicalizar muda-se com a mulher Hecilda Veiga para Brasília.
Estudante do curso de História da UNB e professor de cursinho adquire o codinome de "Peixoto" e é um dos principais dirigentes de juventude universitária da APML que o levou, junto com a esposa, grávida, em outubro de 1971 a conhecer toda selvageria e barbárie da repressão política quando fora preso e severamente torturado. Seus relatos daquele período, pela força da sua poesia, revelam a permanente luta pela vida na forma da denúncia da bestialidade dos torturadores que alcunhava como "cães febrentos". Ali, no famigerado Pelotão de Investigações Criminais (PIC), um dos maiores centros de tortura do país onde os algozes foram adestrados pela Escola do Panamá de inspiração norte-americana, tomou, a partir do contato com camponeses presos na guerrilha do Araguaia a decisão de ingressar, mesmo no calvário dos porões, no Partido Comunista do Brasil.
Em Brasília militou com Honestino Guimarães, contribuiu para fortalecer a União Nacional dos Estudantes (UNE) e na prisão conheceu o campesino Zé Porfírio, líder de Trombas e Formoso.
Enquadrado pelo 477, terrível instituto criado pelo coronel Jarbas Passarinho, então Ministro da Educação, que proibia estudantes insubmissos de retornarem aos estudos por três anos depois de presos, Paulo Fonteles vai trabalhar nas fazendas dos irmãos e ao cumprir tal período e sem nenhuma vocação para capataz retorna a Universidade e, concomitantemente para a luta popular.
Formado em Direito pela UFPa vai, a convite do Poeta Rui Barata, ter seu primeiro teste na defesa dos camponeses envolvidos na luta da Fazenda Capaz. Aquele convite marcaria dali para frente sua opção e militância.
É por esse tempo que, junto com outros companheiros, como Iza e Humberto Cunha, Hecilda Veiga, Paulo Roberto Ferreira, Jaime Teixeira, João Marques, Egidio Salles Filho, Rui Barata, Luís Maklouf de Carvalho e tantos outros organizam a Sociedade Paraense de Direitos Humanos e lança, naquele período o Jornal "Resistência", verdadeiro ícone da imprensa de combate à ditadura militar. É uma pena que na historiografia brasileira, quando tratam da imprensa alternativa, o "Resistência" não tenha tido até hoje o reconhecimento merecido, seja pela ousadia da linha editorial e formato diferente de tudo que havia na época.
Paulo Fonteles é eleito o primeiro presidente da SPDDH e nesse ambiente se coloca à disposição da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para advogar para os camponeses do Sul do Pará.
Frei Ivo me disse quando o conheci, há alguns anos em Belém, que na época a CPT havia convidado vários advogados para a tarefa e apenas o advogado comunista havia topado o desafio, contando com a ajuda, sempre generosa do amigo, também advogado Egidio Salles Filho no sentido de resolver intrincados processos onde tudo conspirava contra o interesse camponês, desde o judiciário marcado pelo interesses dos poderosos até a polícia que "jagunçava" para os donos das grandes extensões de terra . Em grande parte a sua decisão fora tomada pela experiência da Fazenda Capaz e a comovente relação estabelecida com os camponeses e a dura realidade encontrada como também pela enorme curiosidade de saber dos acontecimentos da Guerrilha do Araguaia.
Todo esse ambiente do final da década de setenta fora de muita luta e no mesmo momento em que os operários paralisavam no ABC paulista que revelou para a cena brasileira o metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva, os camponeses dos sertões paraenses ocupavam 250 mil hectares de terras no Baixo-Araguaia, numa verdadeira guerra de guerrilhas contra o poderio dos latifundiários.
Esse momento foi de militarização da política fundiária, com o engendramento do Grupo Executivo Araguaia-Tocantins (Getat) que, a bem da verdade estava ali por conta dos vultosos e alienígenas projetos para a Amazônia no sentido de conter a luta dos lavradores. Porque tanto naquela época quanto na atualidade os trabalhadores do campo sempre ofereceram destemida oposição à entrega das riquezas nacionais. .
Enfrentando o poder dos coronéis das oligarquias rurais, Paulo Fonteles logo é reconhecido pelos homens e mulheres simples do campo e por eles é carinhosamente chamado de “advogado-do-mato”.
E nesse momento que seu nome começa a figurar nas tenebrosas listas de marcados para morrer, muito em função de sua atuação como advogado da oposição sindical nas contendas contra o pelego Bertoldo, preposto dos militares, na luta para retomar para as mãos dos lavradores o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia. Naquela época tal município englobava Rio Maria, Xinguara e Redenção.
A chapa de Bertoldo era apoiada abertamente por gente de triste estirpe como os famigerados Major Curió e o Ministro Jarbas Passarinho. Todos os instrumentos repressivos do regime atuaram para derrotar a oposição e até a Rádio Nacional de Brasília fazia campanha para os caudatários do militarismo.
Nesse contencioso é assassinado Raimundo Ferreira Lima, o "Gringo". O candidato à presidência da oposição sindical fora a primeira liderança camponesa assassinada no Sul do Pará quando retornava de longa viagem onde percorreu o país amealhando apoio político e financeiro para o contencioso eleitoral. A oposição vence os caudatários do regime e a eleição é empastelada pelo Ministério do Trabalho.
Daquela chapa, de 1980, participaram ainda João Canuto de Oliveira, Belchior e Expedito Ribeiro de Souza, além de Paulo Fonteles e todos, sem exceção, foram mortos pelo latifúndio nos anos que iriam se seguir.
É também neste período que procura sistematizar os acontecimentos dos combates da Guerrilha do Araguaia e certamente foi seu primeiro pesquisador. Conhece gente como o "Velho Doza", antigo militante das Ligas Camponesas onde fora citado como exemplo de combatividade e inteligência no livro de memórias de Gregório Bezerra, publicado em 1947. Militante comunista Bezerra fora eleito em 1946 Deputado Federal Constituinte na lendária bancada do Partido Comunista do Brasil que contava com Luís Carlos Prestes, primeiro senador eleito pelo PC, além de figuras legendárias como João Amazonas, Maurício Grabois, Carlos Marighela, Jorge Amado, dentre outras. Conhece, também, Amaro Lins, ligado às Forças Guerrilheiras do Araguaia.
Cumpre importante papel de advogado de familiares de mortos e desaparecidos que, em histórica caravana percorrem a região por mais de dez dias em fins de 1980. Tal caravana é um marco da luta dos direitos humanos no Brasil. Dessa atividade escreve um conjunto de artigos para a "Tribuna da Luta Operária" onde afirma que no Araguaia a luta fora de massas, tomando a posição contrária de que nas matas da Amazônia a mais contundente oposição ao regime militar teria sido um "foco" que, na linguagem política é o mesmo que atuar sem o povo, como uma espécie de seita. Compreendeu, como poucos que a luta é um problema científico do ponto de vista de entender as necessidades populares.
Um dos aspectos de sua passagem pelo parlamento fora a denúncia contra a ditadura militar e a necessidade histórica de passarmos para um regime democrático, onde as liberdades políticas pudessem estar asseguradas no altar da vida pública brasileira.
Denunciava, também, o entreguismo do governo militar com sua subserviência aos poderosos internacionais e os projetos do imperialismo para a Amazônia. Atuava com um pé no Plenário e outro nas ruas, aliado não apenas dos camponeses, mas também da juventude e dos trabalhadores urbanos.
Na luta de ideias fazia fogo contra o revisionismo contemporâneo soviético, da era Gorbachev e afirmava que a Revolução Bolchevista de 1917 havia sofrido um duro golpe "por dentro" e que logo o regime da Perestroika iria agudizar o fim da experiência socialista o que seria uma histórica derrota para povos e para toda a humanidade. Afinal, o fim da Rússia socialista marcou o início de uma Nova Ordem Mundial que, através do malsinado "Consenso de Washington" engendrou tempos neoliberais de profunda ofensiva do capital contra o mundo do trabalho. A vitória do pensamento dos grandes financistas construiu uma realidade mundial belicista, unipolar e cada vez mais vai revelando, na atualidade, o caráter sistêmico da crise do capitalismo que nos dias atuais enfrenta profunda deterioração.
Em 1986 é candidato à Deputado Federal Constituinte, porém não conseguiu êxito eleitoral.
Fora do parlamento cria o Centro de Apoio ao Trabalhador Rural e Urbano (CEATRU) e apoia, como advogado, a luta contra os pelegos no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil que baniu o interesse patronal do seio do sindicato e da categoria.
Em 11 de Junho de 1987 todas as ameaças se confirmam e no final da manhã daquele dia é assassinado à mando da União Democrática Ruralista (UDR) na região metropolitana de Belém. A ação que atentou contra a vida de Paulo Fonteles ocorreu no mesmo momento em que se votava, no âmbito da constituinte, o capítulo da terra.
Os latifundiários para obter êxito nesse contencioso utilizaram a tática de comprar parlamentares, um deles, paraense, até então comprometido com a questão da reforma agrária sumiu misteriosamente da votação.
Outro aspecto da agenda política dos donos do poder no campo era intimidar o movimento camponês através da covardia da pistolagem e o alvo fora uma das mais combativas lideranças e Paulo Fonteles fora o escolhido. Tanto que seu desaparecimento mereceu a atenção de dirigentes nacionais da UDR como o do funesto Ronaldo Caiado que, indiretamente pelo fato de presidir tão demoníaca organização deve ter tido, pelo controle estabelecido, relação com os mandantes do tão sórdido acontecimento.
Tramada na Fazenda Bamerindus, hoje chamada de "Palmares" porque fora ocupada pelo MST, entre Xinguara e Paraoapebas, a ação que vitimou tão brilhante vida teve como intermediário e executores gente do antigo regime que vieram para a Amazônia organizar milícias no sentido de proteger a grande propriedade rural da "ameaça" camponesa. O fato é que os latifundiários instalados na Amazônia utilizaram largamente, com a derrota do regime, de gente do SNI que promoveram uma espécie de "diáspora" para o norte do Brasil. Esse é o caso, por exemplo, de James Vita Lopes, julgado e condenado como intermediário da ação que vitimou Fonteles e que pertenceu aos quadros da Operação Bandeirantes de São Paulo como também do Serviço Nacional de Informações (SNI).
Até hoje os mandantes do assassinato de Paulo Fonteles não foram levados a julgamento e, como centenas de casos da pistolagem perpetradas pelo latifúndio seu crime permanece impune o que revela o caráter do judiciário paraense e brasileiro.
Mais do que nunca, diante do recrudescimento da violência do latifúndio, as forças vivas da sociedade paraense e brasileira devem travar o combate contra a impunidade e criar ambiente propício, mesmo com o recalcitrante judiciário local, para punir os históricos crimes do latifúndio e passar a ofensiva na luta contra os violentos que tudo resolvem na intimidação e na liquidação física de lideranças camponesas e seus apoiadores. Uma das importantes saídas para a impunidade é a federalização dos crimes praticados pelos poderosos do campo.
O advogado comunista Paulo Fonteles era um homem de partido e suas ideias continuam atuais porque a luta pela reforma agrária e pelo socialismo são absolutamente atuais, desta quadra histórica, deste momento brasileiro que, mais do que nunca é preciso exemplos para reforçar o caráter das mudanças para o desenvolvimento, com valorização do mundo do trabalho para o futuro de progresso social da nação brasileira.
Sua vida de combates continua inspirando até os nossos dias a luta histórica dos trabalhadores no sentido de sua emancipação social
Orlando Silva é absolvido na Comissão de Ética da Presidência | UJS
Orlando Silva é absolvido na Comissão de Ética da Presidência | UJS
A Comissão de Ética da Presidência da República absolveu nesta segunda-feira (11) o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, da denúncia sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. O processo foi aberto em 17 de outubro, baseado em notícias publicadas na revista Veja. Em entrevista dada após a reunião que tomou a decisão, o presidente Sepúlveda Pertence informou que “a Comissão arquivou a denúncia contra Silva por absoluta falta de provas”.
Orlando Silva, em entrevista ao Vermelho, disse que essa foi a “primeira vitória na cruzada em defesa da justiça e da verdade”. O ex-ministro conta que sabe como é longo o caminho da justiça brasileira e que está percorrendo todos os passos para provar a verdade contra as calúnias que foram divulgadas. Ele lembrou que a denúncia analisada na Comissão de Ética foi iniciada em um processo “a partir de mentiras publicadas na revista Veja”.
“É importante essa decisão da Comissão de Ética, pois depois de longo processo de análise, conclui-se que não existe absolutamente nenhuma prova contra mim”, analisa Orlando, que comentou estar tomando todas as medidas para que a verdade seja restabelecida. “Continuo, por exemplo, com os processos que movo contra os delinquentes que me caluniaram”.
Orlando agradeceu o carinho e a solidariedade de tantos amigos e companheiros que se manifestaram no Facebbok e no Twitter. Comentou também como é injusta a cobertura da imprensa, pois quando foi aberto o processo na Comissão foi feito muito alarde com manchetes garrafais. Já a sua absolvição sai publicada apenas em poucas linhas de um ou outro jornal.
As voltas que o mundo dá
Oito meses separam a data em que foi aberto o processo na Comissão de Ética até o dia da absolvição de Orlando Silva. Neste período, a verdade vem cada vez mais à tona. E não se trata apenas da decisão tomada pela Comissão nesta segunda-feira.
A revista Veja, que foi a ponta de lança das calúnias contra Orlando e o PCdoB, passou de acusadora a ré. As gravações obtidas pela Polícia Federal provaram que a revista faz parte da máfia comandada pelo bandido Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso. O editor da Veja, Policarpo Júnior, agia como funcionário de Cachoeira, que era o verdadeiro editor da revista. Suspeita-se inclusive, que o bandido pode ter plantado nas suas páginas também as mentiras contra Orlando.
Outro que trocou de cadeira no tribunal foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Ele era a voz que mais gritava mentiras no plenário do Senado e nos microfones do PIG na crise deflagrada no Ministério do Esporte. Hoje, é um morto vivo que mal aparece no Senado, ou dá as caras apenas em dias de depoimentos em processos que terminarão com a cassação do seu mandato. Também ele é membro da quadrilha do bandido Cachoeira. Só não sai preso do Senado, porque estamos no Brasil.
E quem se lembra do policial bandido João Dias, que serviu como caluniador contra o PCdoB. Poucos meses depois, protagonizou uma série de atos criminosos, sendo preso por mais de uma vez. Uma de tantas que aprontou, foi esparramar 200 mil reais dentro do Palácio dos Buritis, sede do Governo do Distrito Federal. Contido pelos seguranças, bateu em funcionárias, quebrou um dedo de um policial e saiu preso. Sabe-se lá porque, hoje está recluso graças a algum “Cala Boca”.
Quanto aos parlamentares da oposição, que desfilavam calúnias no período, estão bastante ocupados na manhã desta terça-feira. Devem estar inventando argumentos para tentar defender o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que se encontra sentado como depoente na CPI do Cachoeira. O goiano é acusado de ser sócio, parceiro, subserviente ao bandido Cachoeira, que inclusive foi preso dentro de uma casa que foi do governador.
Fonte: Vermelho
A Comissão de Ética da Presidência da República absolveu nesta segunda-feira (11) o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, da denúncia sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. O processo foi aberto em 17 de outubro, baseado em notícias publicadas na revista Veja. Em entrevista dada após a reunião que tomou a decisão, o presidente Sepúlveda Pertence informou que “a Comissão arquivou a denúncia contra Silva por absoluta falta de provas”.
Orlando Silva, em entrevista ao Vermelho, disse que essa foi a “primeira vitória na cruzada em defesa da justiça e da verdade”. O ex-ministro conta que sabe como é longo o caminho da justiça brasileira e que está percorrendo todos os passos para provar a verdade contra as calúnias que foram divulgadas. Ele lembrou que a denúncia analisada na Comissão de Ética foi iniciada em um processo “a partir de mentiras publicadas na revista Veja”.
“É importante essa decisão da Comissão de Ética, pois depois de longo processo de análise, conclui-se que não existe absolutamente nenhuma prova contra mim”, analisa Orlando, que comentou estar tomando todas as medidas para que a verdade seja restabelecida. “Continuo, por exemplo, com os processos que movo contra os delinquentes que me caluniaram”.
Orlando agradeceu o carinho e a solidariedade de tantos amigos e companheiros que se manifestaram no Facebbok e no Twitter. Comentou também como é injusta a cobertura da imprensa, pois quando foi aberto o processo na Comissão foi feito muito alarde com manchetes garrafais. Já a sua absolvição sai publicada apenas em poucas linhas de um ou outro jornal.
As voltas que o mundo dá
Oito meses separam a data em que foi aberto o processo na Comissão de Ética até o dia da absolvição de Orlando Silva. Neste período, a verdade vem cada vez mais à tona. E não se trata apenas da decisão tomada pela Comissão nesta segunda-feira.
A revista Veja, que foi a ponta de lança das calúnias contra Orlando e o PCdoB, passou de acusadora a ré. As gravações obtidas pela Polícia Federal provaram que a revista faz parte da máfia comandada pelo bandido Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso. O editor da Veja, Policarpo Júnior, agia como funcionário de Cachoeira, que era o verdadeiro editor da revista. Suspeita-se inclusive, que o bandido pode ter plantado nas suas páginas também as mentiras contra Orlando.
Outro que trocou de cadeira no tribunal foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Ele era a voz que mais gritava mentiras no plenário do Senado e nos microfones do PIG na crise deflagrada no Ministério do Esporte. Hoje, é um morto vivo que mal aparece no Senado, ou dá as caras apenas em dias de depoimentos em processos que terminarão com a cassação do seu mandato. Também ele é membro da quadrilha do bandido Cachoeira. Só não sai preso do Senado, porque estamos no Brasil.
E quem se lembra do policial bandido João Dias, que serviu como caluniador contra o PCdoB. Poucos meses depois, protagonizou uma série de atos criminosos, sendo preso por mais de uma vez. Uma de tantas que aprontou, foi esparramar 200 mil reais dentro do Palácio dos Buritis, sede do Governo do Distrito Federal. Contido pelos seguranças, bateu em funcionárias, quebrou um dedo de um policial e saiu preso. Sabe-se lá porque, hoje está recluso graças a algum “Cala Boca”.
Quanto aos parlamentares da oposição, que desfilavam calúnias no período, estão bastante ocupados na manhã desta terça-feira. Devem estar inventando argumentos para tentar defender o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que se encontra sentado como depoente na CPI do Cachoeira. O goiano é acusado de ser sócio, parceiro, subserviente ao bandido Cachoeira, que inclusive foi preso dentro de uma casa que foi do governador.
Fonte: Vermelho
16º Congresso da UJS homenageia a Guerrilha do Araguaia em seus 40 anos| UJS
UJS faz homenagem aos 40 anos da guerrilha do Araguaia | UJS
Na últimas sexta (09), a UJS homenageou, em seu 16º Congresso, aqueles que foram, e são inspiração para sua militância: Os guerreiros do Araguaia.
Com o tema “Juventude, Memória e Verdade – Tarda Mas Não Falha: 40 anos da guerrilha do Araguaia”, a UJS contou com a participação de Vandré Fernandes (diretor do filme “Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro), Romualdo Pessoa Campos Filho (escritor do livro “Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas”) e Maria Rita Kehl (membro da Comissão da Verdade) para resgatar aos jovens a importância da luta que os militantes do Araguaia realizaram contra a ditadura militar, há 40 anos.
Os três falaram da história desses jovens que foram mortos e desaparecidos no período da ditadura brasileira. Maria Rita foi categórica ao declarar que a Comissão da Verdade deve investigar a fundo todos os envolvidos nestes crimes e prender os opressores por todas as lágrimas que trouxeram, não apenas aos torturados, mas também aos seus familiares, que muitos nem ao menos tiveram o direito de enterrar seus filhos.
Vandré comparou os jovens do Araguaia com os militantes que estão à frente das lutas sociais hoje: “Aquela juventude do Araguaia tinha um ideal, queria um Brasil democrático, livre e igual. Assim como também tinham uma paixão por time de futebol, por músicas. Ou seja, ela é a mesma juventude que eu estou de frente agora, que vai às ruas por um Brasil melhor.”
Emocionado com o evento, o professor Romualdo agradeceu pelo convite em participar do 16º Congresso da UJS. Acompanhado de seu filho, ele dedicou o evento à filha que morreu há cinco anos, e disse que se ela estivesse viva, estaria na platéia, junto com os demais jovens, lutando por um Brasil melhor. Logo depois, ele falou sobre o medo que os moradores do Araguaia tinham em falar sobre o ocorrido, “Sempre estive presente na militância, mas eu precisava fazer um trabalho que se pautasse na verdade, me dediquei a isso em 1992, fui para a região do Araguaia. Lá ainda nem havia asfalto. As pessoas tinham medo de falar da Guerrilha, isso não apenas pelo o que elas tinham sofrido, e sim porque tinham medo. Em 1992, eles ainda tinham medo de falar daquilo que transformou aquela região em um terror.”
O professor ainda comparou as duas gerações de jovens, que em diferentes épocas, têm suas semelhanças: “Eles queriam é o que cada um de vocês aqui desejam, liberdade, lutar e tirar esse país da ditadura. Mas eles não podiam se organizar como vocês estão aqui. O que os opressores sempre quiseram era dominar o futuro de vocês.”
Logo depois, os jovens e os convidados assistiram um vídeo feito pela UJS em homenagem aos guerreiros do Araguaia.
Redação
Com o tema “Juventude, Memória e Verdade – Tarda Mas Não Falha: 40 anos da guerrilha do Araguaia”, a UJS contou com a participação de Vandré Fernandes (diretor do filme “Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro), Romualdo Pessoa Campos Filho (escritor do livro “Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas”) e Maria Rita Kehl (membro da Comissão da Verdade) para resgatar aos jovens a importância da luta que os militantes do Araguaia realizaram contra a ditadura militar, há 40 anos.
Os três falaram da história desses jovens que foram mortos e desaparecidos no período da ditadura brasileira. Maria Rita foi categórica ao declarar que a Comissão da Verdade deve investigar a fundo todos os envolvidos nestes crimes e prender os opressores por todas as lágrimas que trouxeram, não apenas aos torturados, mas também aos seus familiares, que muitos nem ao menos tiveram o direito de enterrar seus filhos.
Vandré comparou os jovens do Araguaia com os militantes que estão à frente das lutas sociais hoje: “Aquela juventude do Araguaia tinha um ideal, queria um Brasil democrático, livre e igual. Assim como também tinham uma paixão por time de futebol, por músicas. Ou seja, ela é a mesma juventude que eu estou de frente agora, que vai às ruas por um Brasil melhor.”
Vandré Fernandes-diretor do filme “Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro. Foto: Vitor Vogel
O professor ainda comparou as duas gerações de jovens, que em diferentes épocas, têm suas semelhanças: “Eles queriam é o que cada um de vocês aqui desejam, liberdade, lutar e tirar esse país da ditadura. Mas eles não podiam se organizar como vocês estão aqui. O que os opressores sempre quiseram era dominar o futuro de vocês.”
Logo depois, os jovens e os convidados assistiram um vídeo feito pela UJS em homenagem aos guerreiros do Araguaia.
Redação
Ato político de peso marca 16º Congresso da UJS
UJS realiza ato com personalidades políticas
Estiveram presentes no ato a presidenta da UBES Manuela Braga; Hanói Sanches, secretário geral da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), Daniel Iliescu, presidente da UNE, Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Manuela D’Ávila, deputada federal e pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Inácio Arruda, senador e pré-candidato à prefeitura de Fortaleza, além de André Torkarski, presidente nacional da UJS, entre outros personalidades.
Manuela Braga iniciou o Ato parabenizando o sucesso do Congresso e os jovens militantes presentes, e citou a importância da ter aprovado a participação 50% de mulheres em sua direção nacional. Essa igualdade também foi citada na educação “Lutamos pela construção de um novo Brasil, um país de todos, um Brasil que possamos dizer que temos uma escola conectada, por isso, lutamos que haja 10% do PIB na educação, para que todos tenham direito a um estudo digno e de qualidade.”. declarou.
A atuação dos movimentos secundaristas e universitários, e a força da mulher brasileira foram elogiadas por Hanói Sanches, secretário-geral de Cuba, que falou da luta do jovem para construir o socialismo: “Nós temos que condenar o imperialismo, para defender todos os outros ideais. Vivemos em uma organização que quer um mundo melhor. Os problemas da América Latina, Caribe o resto do mundo são a desigualdade social, conseqüência do Imperialismo. Estamos conscientes que se esta juventude continuar lutando, indo às ruas, poderá combater esse sistema.”. Hanói, ao finalizar seu discurso, entregou uma medalha da União da Juventude Comunista de Cuba(UJC), comemorativa aos 50 anos da UJC, a André Tokarski.
Quanto às pressões que os estudantes sofrem por parte da mídia, Daniel Iliescu enfatizou que a UNE se manterá forte, tal como se manteve na ditadura e resistirá à pressão da Globo. “Assim como vários jovens de outras gerações deram suas vidas para honrar a luta pelo nosso país, assim faremos, não nos intimidaremos, vamos continuar na luta pelo desenvolvimento da educação e caminhar rumo ao Brasil sustentável. Não há sustentabilidade nos marcos do capitalismo.”.
Os ataques da oposição e da mídia foram o foco da pronúncia do ex-presidente da UJS e ex ministro dos esportes, Orlando Silva. Ele fez um resgate de quando foi destituído do cargo, e lembra que se emocionou ao ver a atuação dos jovens da UJS em sua defesa, que na ocasião, usaram a foto do então ministro dos Esportes, como um avatar em suas redes sociais, “Naquele dia eu chorei, pois vi que meus companheiros de luta continuavam do meu lado”, relembra Orlando.
Orlando ainda falou dos valores que a UJS defende: “Nossa vontade é construir o socialismo do século XXI. Acreditamos que socialismo é valorizar o homem, a mulher, defender a diversidade, democracia, liberdade e é possível sim ter uma sociedade com estes valores.”.
O presidente do PCdoB, Renato Rabelo foi mais um a parabenizar os jovens militantes, pelo espaço da mulher na entidade, e também a força estudantil, “É difícil encontrar no mundo uma união nacional dos estudantes como a UNE, que congrega praticamente todas as correntes politicas mais representativas do país. Conseguimos manter essas organizações unidas, esse é um grande êxito da UJS, que entende que é preciso unir e ampliar forças politicas e sociais, para conquistarmos sucesso na transformação do nosso grande país. Temos orgulho de participar, ouvir, discutir com vocês da UJS.”
Já o prefeito do Rio de Janeiro, além de assinar a Plataforma Eleitoral proposta pela UJS, falou da importância que a cidade ganha ao sediar a Rio+20, a Copa do mundo e das Olímpiadas e da relação com a juventude. “A prefeitura do Rio deixou de ser um lugar isolado, principalmente com a juventude. Fazemos questão de ser exemplo para o mundo, do governo que respeita a integração entre a sociedade, para continuar renovando e construindo uma sociedade melhor.”
Manuela D’Ávila, uma das mais esperadas pelos jovens, falou da sua vivência na UJS e o quanto a entidade é importante na sua carreira política. “Sei da força que tem o papel das lideranças da UJS. A UJS é a unidade do povo, porque divididos não ganhamos nada, mas quando lutamos juntos, somos apenas um, nos tornamos fortes e damos vida longa à nossa luta, a luta para que o mundo seja mais justo e para que as pessoas vivam em paz.” Pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela se despediu da militância da UJS, mas também fez um resgate do quanto aprendeu com Orlando Silva, além de declarar sua felicidade ao ver que o auditório estava cheio de jovens, que assim como ela, acreditam em um futuro melhor para o nosso país.
André Torkarki, finalizou o ato, “queremos avançar muito mais nas conquistas que o povo brasileiro quer e pode construir. Precisamos que a bandeira da liberdade de expressão seja a cara da juventude. Não podemos nos conformar com a falta de democracia dos meios de comunicação. Existe uma organização onde a juventude pode falar, ser ouvida, levar sua opinião em conta, e essa é a UJS.”
Redação
Quem é o procurador que detrata a UNE? | UJS - Théo Rodrigues
Quem é o procurador que detrata a UNE? | UJS
Nesta última sexta-feira (08/06) o jornal O Globo voltou a trazer para a manchete de sua capa uma matéria contra a União Nacional dos Estudantes. A matéria ocupou uma página inteira do jornal para inferir sobre supostos desvios nas contas da entidade estudantil.
Existem dois tipos de padrões de manipulação da informação muito utilizados pela imprensa: o primeiro padrão consta de se elaborar uma pauta no “aquário” – espaço como é conhecido o gabinete do editor chefe – e convocar alguns “especialistas” de sempre para dar credibilidade para a notícia; outro padrão costumeiro acontece quando o próprio aquário é pautado por suas “fontes” e seus interesses.
A matéria do jornal O Globo desta sexta-feira é claramente um exemplo deste segundo padrão. Pautado pela denúncia do procurador do Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, o jornal O Globo apresentou algumas suspeitas como se fossem crimes já julgados.
Marsico é um oponente conhecido da esquerda brasileira. Uma de suas ações mais famosas deveu-se a tentativa de revisar a lei de indenizações aos que foram perseguidos pela ditadura civil-militar no Brasil. O procurador não considera justo que o Estado brasileiro através da Comissão de Anistia peça desculpas aos que foram torturados ou aos familiares dos mortos naquele período. Marsico também costuma ocupar as páginas da imprensa quando o assunto é o MST. Nos últimos anos o procurador se preocupou em impedir que recursos do governo federal fossem repassados para os movimentos rurais que batalham por uma terra para trabalhar. Outro alvo costuma ser o imposto sindical. Ou a coincidência é muito grande ou existe de fato uma seletividade ideológica nas investigações do procurador. Talvez por isso ele seja uma figura tão presente na imprensa brasileira.
O que aconteceu nesta sexta-feira foi mais uma demonstração de como os padrões de manipulação na grande imprensa se confirmam. O jornal O Globo apropriou-se de uma matéria oferecida pelo procurador e requentada – há tempos já havia aparecido a suposta denúncia na revista Veja – para atacar a UNE. Coloca em sua manchete a denúncia como se ela já não tivesse sido explicada e esvaziada e a transforma em fato consumado, tornando a vítima em ré. Além de, como é de costume, não ter aberto nenhum espaço para a publicação da nota da UNE em resposta ao jornal.
O procurador Marinus Marsico tem todo o direito de investigar quem ele quiser, inclusive tem o direito de selecionar apenas uma classe para investigar. Assim como os movimentos sociais têm o direito de denunciar o corte de classe existente na seleção dos investigados do procurador.
Por Théo Rodrigues
Existem dois tipos de padrões de manipulação da informação muito utilizados pela imprensa: o primeiro padrão consta de se elaborar uma pauta no “aquário” – espaço como é conhecido o gabinete do editor chefe – e convocar alguns “especialistas” de sempre para dar credibilidade para a notícia; outro padrão costumeiro acontece quando o próprio aquário é pautado por suas “fontes” e seus interesses.
A matéria do jornal O Globo desta sexta-feira é claramente um exemplo deste segundo padrão. Pautado pela denúncia do procurador do Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, o jornal O Globo apresentou algumas suspeitas como se fossem crimes já julgados.
Marsico é um oponente conhecido da esquerda brasileira. Uma de suas ações mais famosas deveu-se a tentativa de revisar a lei de indenizações aos que foram perseguidos pela ditadura civil-militar no Brasil. O procurador não considera justo que o Estado brasileiro através da Comissão de Anistia peça desculpas aos que foram torturados ou aos familiares dos mortos naquele período. Marsico também costuma ocupar as páginas da imprensa quando o assunto é o MST. Nos últimos anos o procurador se preocupou em impedir que recursos do governo federal fossem repassados para os movimentos rurais que batalham por uma terra para trabalhar. Outro alvo costuma ser o imposto sindical. Ou a coincidência é muito grande ou existe de fato uma seletividade ideológica nas investigações do procurador. Talvez por isso ele seja uma figura tão presente na imprensa brasileira.
O que aconteceu nesta sexta-feira foi mais uma demonstração de como os padrões de manipulação na grande imprensa se confirmam. O jornal O Globo apropriou-se de uma matéria oferecida pelo procurador e requentada – há tempos já havia aparecido a suposta denúncia na revista Veja – para atacar a UNE. Coloca em sua manchete a denúncia como se ela já não tivesse sido explicada e esvaziada e a transforma em fato consumado, tornando a vítima em ré. Além de, como é de costume, não ter aberto nenhum espaço para a publicação da nota da UNE em resposta ao jornal.
O procurador Marinus Marsico tem todo o direito de investigar quem ele quiser, inclusive tem o direito de selecionar apenas uma classe para investigar. Assim como os movimentos sociais têm o direito de denunciar o corte de classe existente na seleção dos investigados do procurador.
Por Théo Rodrigues
Entrevista com Ali Rodríguez: Nenhuma revolução nasce do governo - 2a. parte - Portal Vermelho
Entrevista com Ali Rodríguez: Nenhuma revolução nasce do governo - Portal Vermelho
Leia a seguir a íntegra da segunda parte da entrevista. A primeira parte pode ser lida em "Alí Rodriguez Araque: "Nenhuma revolução nasce do governo' "
Crisis: E que papel desempenha o Brasil, nesse esquema?
Alí Rodríguez: O Brasil é um grande consumidor que pouco a pouco se foi convertendo, felizmente, em grande produtor. Ainda não está na OPEP, mas a Venezuela já o está convidando. Porque só na medida em que se possa regular o mercado petroleiro mundial, será possível manter os preços num nível adequado, que não implique carga pesada demais para os consumidores, sobretudo os países pobres. Busca-se um ponto de equilíbrio entre os dois interesses, coisa muito difícil, porque os capitalistas são de fato muito vorazes, o apetite deles não tem limites.
Crisis: Quando o Brasil acorda com os EUA priorizar a produção do etanol, para energia, por exemplo, influi nessa discussão no plano global?
Influi, na medida em que afeta o aumento dos preços dos alimentos, mas não no cenário do petróleo mundial. O maior competidor potencial do petróleo é o hidrogênio, recurso natural muitíssimo abundante e não contaminante. Mas os custos altíssimos ainda não permitem que se o veja como concorrente. Veja o que acontece com a energia nuclear.
O duplo poder
O tempo de Alí Rodríguez move-se ao ritmo da crise elétrica. Nossa conversa avança aos saltos e termina de repente. Um assessor pede desculpas pela interrupção, e informa o ministro sobre a queda de uma linha de transmissão que deixou províncias inteiras na escuridão. O ministro faz algumas perguntas curtas, diagnostica a origem da falha, manda informar a presidência e redigir uma declaração oficial. Bom momento para perguntar-lhe sobre os paradoxos que marcam o “socialismo século 21”, especialmente sobre a tentativa para criar de cima para baixo o que, naturalmente, deveria emergir de baixo para cima. É incongruência não se resolve no plano da lógica e impõe limites bem definidos à experimentação.
“Os revolucionários devem precaver-se para não ser dogmaticamente contra a política” – diz o ex-guerrilheiro – “porque a política, como todos os fatos humanos é dinâmica e sempre dominada por muitos fatores. Se você, dogmatiza a luta armada, por exemplo, você vira, no melhor caso, um quisto que pode crescer, mas não avança, que não encontra correspondente no movimento social, um mal crônico que não gera efeitos na sociedade. Nosso processo, na Venezuela, é inédito, sobretudo pelos êxitos. É tentativa, pela via eleitoral, como também aconteceu no Chile entre 1970 e 1973, mas aqui o movimento foi vitorioso nos confrontos que vieram depois das eleições, como aconteceu no golpe de estado de 2002 e no golpe das petroleiras em dezembro daquele ano.
Com a derrota do golpe militar, a oligarquia venezuelana perdeu o poder que tinha no seio das forças armadas, mas continuava a manter o grande poder econômico da PDVSA. Derrotados no golpe das petroleiras, perderam também esse poder. Mas ainda há confronto muito agudo no plano político. Por isso temos de renovar constantemente as nossas posições, porque, se você para no jogo político, você vira passado, porque o processo nunca para de mover-se.”
Crisis: Conseguiram avançar na transformação produtiva do país?
Um dos principais problemas que surgiram, como consequência do processo de que acabo de falar, é que a produção agrícola foi duramente afetada, o que provocou violenta migração, do campo para a cidade. Hoje, mais de 90% da população concentra-se nas cidades e há vastas áreas de território que estão desabitadas. O desenvolvimento econômico do país, entre finais dos anos 30s e começo dos 70s, foi determinado pelo violento processo de urbanização e pela demanda decorrente, por moradias. As cidades chegaram à saturação e em seguida ao declínio, que ainda não conseguimos interromper. Durante muito tempo falou-se dos limites do pequeno mercado interno, mas sem jamais explicar por que as coisas são como são.
Crisis: E como é possível sair dessa espiral que parece não ter freio?
Temos dois grandes assuntos a abordar: por um lado, o desenvolvimento da produção de alimentos, não só pela soberania alimentar, que já bastaria e explica a necessidade desse desenvolvimento, mas também porque, só na medida em que o campo converta-se em fator produtivo que gere demandas industriais que possam ser internamente satisfeitas, haverá desenvolvimento industrial na Venezuela. Por outro lado, uma segunda fase de reurbanização do país, questão que estamos encarando exatamente agora, com a Misión Vivienda [Missão Moradia]. A ideia é que a economia nacional acomode-se de modo a poder satisfazer as grandes demandas a serem geradas pelo objetivo de construir dois milhões de moradias em apenas 4 ou 5 anos.
Crisis: Para os governos de esquerda da região, não parece ser operar transformações profundas na sociedade. Como fazer para não se deixar assimilar pelos mecanismos do sistema político tradicional e pelas lógicas burocráticas estatais?
Em 98 nós assumimos o governo, mas não o poder político. São duas coisas diferentes. Nenhuma revolução nasce do governo. Por isso ainda nem se pode dizer que essa revolução na Venezuela seja irreversível. Para que haja hegemonia, é preciso desenvolver o poder popular organizado, os Conselhos Comunais e as Comunas têm de assumir cada vez mais espaços de poder, e realmente exercitar o comando, conduzir a revolução. Se não for assim, essa revolução fracassa. Porque no nosso caso, também há um duplo poder. O Estado que temos não é o Estado para fazer a revolução, nem é ainda expressão das mudanças no país. O Estado que temos é Estado burocrático, pesado, é um obstáculo às mudanças revolucionárias na Venezuela. Só quando o povo organizado assumir o poder e governar, e comandar, e assumir a hegemonia política no país, será possível dizer que a revolução é irreversível.
Fonte: Redecastorphoto. Traduzido Pela Vila Vudu, do original em Revista Crisis
O Portal Vermelho reproduz a segunda parte da entrevista de Alí Rodríguez Araque, Ministro de Energia Elétrica da República Bolivariana da Venezuela, à revista argentina Crisis, realizada pelo jornalista Mario Antonio Santucho, em junho de 2011.
Leia a seguir a íntegra da segunda parte da entrevista. A primeira parte pode ser lida em "Alí Rodriguez Araque: "Nenhuma revolução nasce do governo' "Crisis: E que papel desempenha o Brasil, nesse esquema?
Alí Rodríguez: O Brasil é um grande consumidor que pouco a pouco se foi convertendo, felizmente, em grande produtor. Ainda não está na OPEP, mas a Venezuela já o está convidando. Porque só na medida em que se possa regular o mercado petroleiro mundial, será possível manter os preços num nível adequado, que não implique carga pesada demais para os consumidores, sobretudo os países pobres. Busca-se um ponto de equilíbrio entre os dois interesses, coisa muito difícil, porque os capitalistas são de fato muito vorazes, o apetite deles não tem limites.
Crisis: Quando o Brasil acorda com os EUA priorizar a produção do etanol, para energia, por exemplo, influi nessa discussão no plano global?
Influi, na medida em que afeta o aumento dos preços dos alimentos, mas não no cenário do petróleo mundial. O maior competidor potencial do petróleo é o hidrogênio, recurso natural muitíssimo abundante e não contaminante. Mas os custos altíssimos ainda não permitem que se o veja como concorrente. Veja o que acontece com a energia nuclear.
O duplo poder
O tempo de Alí Rodríguez move-se ao ritmo da crise elétrica. Nossa conversa avança aos saltos e termina de repente. Um assessor pede desculpas pela interrupção, e informa o ministro sobre a queda de uma linha de transmissão que deixou províncias inteiras na escuridão. O ministro faz algumas perguntas curtas, diagnostica a origem da falha, manda informar a presidência e redigir uma declaração oficial. Bom momento para perguntar-lhe sobre os paradoxos que marcam o “socialismo século 21”, especialmente sobre a tentativa para criar de cima para baixo o que, naturalmente, deveria emergir de baixo para cima. É incongruência não se resolve no plano da lógica e impõe limites bem definidos à experimentação.
“Os revolucionários devem precaver-se para não ser dogmaticamente contra a política” – diz o ex-guerrilheiro – “porque a política, como todos os fatos humanos é dinâmica e sempre dominada por muitos fatores. Se você, dogmatiza a luta armada, por exemplo, você vira, no melhor caso, um quisto que pode crescer, mas não avança, que não encontra correspondente no movimento social, um mal crônico que não gera efeitos na sociedade. Nosso processo, na Venezuela, é inédito, sobretudo pelos êxitos. É tentativa, pela via eleitoral, como também aconteceu no Chile entre 1970 e 1973, mas aqui o movimento foi vitorioso nos confrontos que vieram depois das eleições, como aconteceu no golpe de estado de 2002 e no golpe das petroleiras em dezembro daquele ano.
Com a derrota do golpe militar, a oligarquia venezuelana perdeu o poder que tinha no seio das forças armadas, mas continuava a manter o grande poder econômico da PDVSA. Derrotados no golpe das petroleiras, perderam também esse poder. Mas ainda há confronto muito agudo no plano político. Por isso temos de renovar constantemente as nossas posições, porque, se você para no jogo político, você vira passado, porque o processo nunca para de mover-se.”
Crisis: Conseguiram avançar na transformação produtiva do país?
Um dos principais problemas que surgiram, como consequência do processo de que acabo de falar, é que a produção agrícola foi duramente afetada, o que provocou violenta migração, do campo para a cidade. Hoje, mais de 90% da população concentra-se nas cidades e há vastas áreas de território que estão desabitadas. O desenvolvimento econômico do país, entre finais dos anos 30s e começo dos 70s, foi determinado pelo violento processo de urbanização e pela demanda decorrente, por moradias. As cidades chegaram à saturação e em seguida ao declínio, que ainda não conseguimos interromper. Durante muito tempo falou-se dos limites do pequeno mercado interno, mas sem jamais explicar por que as coisas são como são.
Crisis: E como é possível sair dessa espiral que parece não ter freio?
Temos dois grandes assuntos a abordar: por um lado, o desenvolvimento da produção de alimentos, não só pela soberania alimentar, que já bastaria e explica a necessidade desse desenvolvimento, mas também porque, só na medida em que o campo converta-se em fator produtivo que gere demandas industriais que possam ser internamente satisfeitas, haverá desenvolvimento industrial na Venezuela. Por outro lado, uma segunda fase de reurbanização do país, questão que estamos encarando exatamente agora, com a Misión Vivienda [Missão Moradia]. A ideia é que a economia nacional acomode-se de modo a poder satisfazer as grandes demandas a serem geradas pelo objetivo de construir dois milhões de moradias em apenas 4 ou 5 anos.
Crisis: Para os governos de esquerda da região, não parece ser operar transformações profundas na sociedade. Como fazer para não se deixar assimilar pelos mecanismos do sistema político tradicional e pelas lógicas burocráticas estatais?
Em 98 nós assumimos o governo, mas não o poder político. São duas coisas diferentes. Nenhuma revolução nasce do governo. Por isso ainda nem se pode dizer que essa revolução na Venezuela seja irreversível. Para que haja hegemonia, é preciso desenvolver o poder popular organizado, os Conselhos Comunais e as Comunas têm de assumir cada vez mais espaços de poder, e realmente exercitar o comando, conduzir a revolução. Se não for assim, essa revolução fracassa. Porque no nosso caso, também há um duplo poder. O Estado que temos não é o Estado para fazer a revolução, nem é ainda expressão das mudanças no país. O Estado que temos é Estado burocrático, pesado, é um obstáculo às mudanças revolucionárias na Venezuela. Só quando o povo organizado assumir o poder e governar, e comandar, e assumir a hegemonia política no país, será possível dizer que a revolução é irreversível.
Fonte: Redecastorphoto. Traduzido Pela Vila Vudu, do original em Revista Crisis
Greve nas instituições federais ganhará adesões - Portal Vermelho
Greve nas instituições federais ganhará adesões - Portal Vermelho
A partir de hoje, também cruzam os braços os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira (13), será a vez dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União. Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também anunciaram paralisação das atividades.
A Condsef anunciou que a greve geral dos servidores federais começará na segunda-feira (18) de junho e que será mantida por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada na segunda-feira (4) por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em assembleia, em Brasília (DF). Nessa data, servidores marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira (5) e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanços nas negociações.
Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.
Há mais de 20 dias, os professores das universidades federais deflagraram a greve que vem atraindo outros trabalhadores e também estudantes universitários. Na terça-feira (5), mais de 400 estudantes se reuniram no Auditório de Matemática e Estatística localizado no campus Goiânia da Universidade Federal de Goiás (UFG), para declarar apoio à greve dos professores.
A reunião teve início com um discurso da presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (ADUFG), Rosana Borges, especificando as pautas da greve dos professores que será deflagrada na próxima segunda-feira (11). Além da professora Rosana, a assembleia contou com a presença de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e Federação de Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes).
Após o discurso, os estudantes promoveram debates sobre a educação e também realizaram uma votação que decidiu por unanimidade declarar apoio aos professores e deflagrar greve estudantil na mesma data escolhida pelos docentes.
Entre as pautas reivindicadas pelo corpo discente, estão a exigência do aumento do número de funcionários, melhorias na infraestrutura dos campi do interior do estado, mais verbas para a assistência estudantil, a ampliação dos restaurantes universitários e das moradias estudantis.
Para o presidente do DCE da universidade, Iago Montalvão, é importante que os estudantes apóiem os professores e reivindiquem suas próprias pautas.
"A entrada dos estudantes nessa luta demonstra a solidariedade para com os professores que merecem sim ser valorizados. Além disso, é o momento fundamental para pautarmos nossas reivindicações e conquistarmos nossos direitos’’, declarou.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) reforçou a defesa de uma reforma universitária democrática e declarou todo seu apoio à greve. Em sua última reunião de diretoria executiva, realizada no dia 31 de maio, uma nota foi lançada declarando apoio às paralisações e reivindicando um novo Plano Nacional de Ensino (PNE) à altura dos desafios do país.
O movimento estudantil continuará acompanhando as discussões desta semana sobre o novo Plano Nacional de Educação. A expectativa é que ele seja votado logo e que o mesmo garanta 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% dos royalties e Fundo Social do Pré-Sal para educação.
O Ministério da Educação considera a paralisação precipitada pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais.
Com agências
A greve dos professores das instituições federais, que atinge 51 unidades em todo país, deve ser ampliada a partir desta segunda-feira (11) com a adesão de servidores. Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos, o movimento crescerá devido ao impasse nas negociações com o governo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.
A partir de hoje, também cruzam os braços os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira (13), será a vez dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União. Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também anunciaram paralisação das atividades.
A Condsef anunciou que a greve geral dos servidores federais começará na segunda-feira (18) de junho e que será mantida por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada na segunda-feira (4) por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em assembleia, em Brasília (DF). Nessa data, servidores marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira (5) e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanços nas negociações.
Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.
Há mais de 20 dias, os professores das universidades federais deflagraram a greve que vem atraindo outros trabalhadores e também estudantes universitários. Na terça-feira (5), mais de 400 estudantes se reuniram no Auditório de Matemática e Estatística localizado no campus Goiânia da Universidade Federal de Goiás (UFG), para declarar apoio à greve dos professores.
A reunião teve início com um discurso da presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (ADUFG), Rosana Borges, especificando as pautas da greve dos professores que será deflagrada na próxima segunda-feira (11). Além da professora Rosana, a assembleia contou com a presença de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e Federação de Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes).
Após o discurso, os estudantes promoveram debates sobre a educação e também realizaram uma votação que decidiu por unanimidade declarar apoio aos professores e deflagrar greve estudantil na mesma data escolhida pelos docentes.
Entre as pautas reivindicadas pelo corpo discente, estão a exigência do aumento do número de funcionários, melhorias na infraestrutura dos campi do interior do estado, mais verbas para a assistência estudantil, a ampliação dos restaurantes universitários e das moradias estudantis.
Para o presidente do DCE da universidade, Iago Montalvão, é importante que os estudantes apóiem os professores e reivindiquem suas próprias pautas.
"A entrada dos estudantes nessa luta demonstra a solidariedade para com os professores que merecem sim ser valorizados. Além disso, é o momento fundamental para pautarmos nossas reivindicações e conquistarmos nossos direitos’’, declarou.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) reforçou a defesa de uma reforma universitária democrática e declarou todo seu apoio à greve. Em sua última reunião de diretoria executiva, realizada no dia 31 de maio, uma nota foi lançada declarando apoio às paralisações e reivindicando um novo Plano Nacional de Ensino (PNE) à altura dos desafios do país.
O movimento estudantil continuará acompanhando as discussões desta semana sobre o novo Plano Nacional de Educação. A expectativa é que ele seja votado logo e que o mesmo garanta 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% dos royalties e Fundo Social do Pré-Sal para educação.
O Ministério da Educação considera a paralisação precipitada pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais.
Com agências
PCdoB: novo Código Florestal com vetos reproduz nas questões fundamentais o trabalho de Aldo Rebelo - Portal Vermelho
PCdoB: novo Código Florestal é fruto do trabalho de Aldo Rebelo - Portal Vermelho
E destaca ainda que “os objetivos mais importantes do novo Código estão assegurados com as regras constantes da Lei e da Medida Provisória. As regras estabelecidas, somadas às da Medida Provisória, asseguram o regaste do passivo ambiental, acumulado por séculos, e a volta da segurança jurídica ao campo, equacionando o contencioso das multas ambientais”.
Leia a íntegra da Nota:
A presidenta Dilma sancionou o novo Código Florestal com vetos parciais apostos a alguns dispositivos polêmicos.
O PCdoB apoia a decisão presidencial que dotou o país de um novo Código que adequará a atividade da agricultura às novas tecnologias de uso do solo e da água, estabelecendo também relações sustentáveis com o meio ambiente.
O PCdoB considera que a Presidenta Dilma, como presidenta de todos os brasileiros, agiu buscando o equilíbrio entre os muitos interesses envolvidos na questão, defendendo o melhor para o Brasil.
De modo geral, as alterações feitas pela Presidente Dilma são positivas e melhoram o texto em questões importantes. Embora algumas questões pontuais possam ser mais aperfeiçoadas.
Consideramos também oportuno que o Congresso possa voltar a apreciar as alterações causadas pelos vetos e a Medida Provisória 571.
Disporemos agora de mais condições para adotar as soluções necessárias para concluir integralmente o novo Código Florestal.
Uma situação bem diferente da existente na votação final do projeto na Câmara, quando a escolha dos deputados se resumiu a optar entre os textos da Câmara ou do Senado. Uma situação ainda mais difícil quando nossa bancada considerava haver pontos positivos em ambos os textos.
A sanção com vetos do novo Código Florestal é mais uma etapa de um processo legislativo que contou com grande participação social. O PCdoB vem atuando nesse processo de forma expressiva, em especial com a atuação de Aldo Rebelo como primeiro relator.
Consideramos que os objetivos mais importantes do novo Código estão assegurados com as regras constantes da Lei e da Medida Provisória. As regras estabelecidas, somadas às da Medida Provisória, asseguram o regaste do passivo ambiental, acumulado por séculos, e a volta da segurança jurídica ao campo, equacionando o contencioso das multas ambientais.
E o mecanismo de solução desse contencioso das multas, mantido na nova Lei tal como constava no texto original, mostra que nunca houve uma “anistia a desmatadores”. Desde o início, sempre se tratou de uma suspensão da cobrança dessas multas condicionada à efetiva recuperação ambiental de áreas de preservação permanente (APP).
O novo Código é, assim, um texto que nas questões fundamentais reproduz o substitutivo fruto do parecer de Aldo Rebelo, numa construção política que envolveu deputados de todas as legendas e ampla discussão com toda a sociedade.
Brasília, 6 de junho de 2012.
Deputada Luciana Santos
Líder do PCdoB
A liderança do PCdoB na Câmara divulgou uma nota oficial sobre a sanção do novo Código Florestal e os vetos parciais da presidenta Dilma Rousseff. A nota, assinada pela líder do Partido, deputada Luciana Santos (PE), avalia que “o novo Código é um texto que nas questões fundamentais reproduz o substitutivo fruto do parecer de Aldo Rebelo, numa construção política que envolveu deputados de todas as legendas e ampla discussão com toda a sociedade”.
E destaca ainda que “os objetivos mais importantes do novo Código estão assegurados com as regras constantes da Lei e da Medida Provisória. As regras estabelecidas, somadas às da Medida Provisória, asseguram o regaste do passivo ambiental, acumulado por séculos, e a volta da segurança jurídica ao campo, equacionando o contencioso das multas ambientais”.
Leia a íntegra da Nota:
A presidenta Dilma sancionou o novo Código Florestal com vetos parciais apostos a alguns dispositivos polêmicos.
O PCdoB apoia a decisão presidencial que dotou o país de um novo Código que adequará a atividade da agricultura às novas tecnologias de uso do solo e da água, estabelecendo também relações sustentáveis com o meio ambiente.
O PCdoB considera que a Presidenta Dilma, como presidenta de todos os brasileiros, agiu buscando o equilíbrio entre os muitos interesses envolvidos na questão, defendendo o melhor para o Brasil.
De modo geral, as alterações feitas pela Presidente Dilma são positivas e melhoram o texto em questões importantes. Embora algumas questões pontuais possam ser mais aperfeiçoadas.
Consideramos também oportuno que o Congresso possa voltar a apreciar as alterações causadas pelos vetos e a Medida Provisória 571.
Disporemos agora de mais condições para adotar as soluções necessárias para concluir integralmente o novo Código Florestal.
Uma situação bem diferente da existente na votação final do projeto na Câmara, quando a escolha dos deputados se resumiu a optar entre os textos da Câmara ou do Senado. Uma situação ainda mais difícil quando nossa bancada considerava haver pontos positivos em ambos os textos.
A sanção com vetos do novo Código Florestal é mais uma etapa de um processo legislativo que contou com grande participação social. O PCdoB vem atuando nesse processo de forma expressiva, em especial com a atuação de Aldo Rebelo como primeiro relator.
Consideramos que os objetivos mais importantes do novo Código estão assegurados com as regras constantes da Lei e da Medida Provisória. As regras estabelecidas, somadas às da Medida Provisória, asseguram o regaste do passivo ambiental, acumulado por séculos, e a volta da segurança jurídica ao campo, equacionando o contencioso das multas ambientais.
E o mecanismo de solução desse contencioso das multas, mantido na nova Lei tal como constava no texto original, mostra que nunca houve uma “anistia a desmatadores”. Desde o início, sempre se tratou de uma suspensão da cobrança dessas multas condicionada à efetiva recuperação ambiental de áreas de preservação permanente (APP).
O novo Código é, assim, um texto que nas questões fundamentais reproduz o substitutivo fruto do parecer de Aldo Rebelo, numa construção política que envolveu deputados de todas as legendas e ampla discussão com toda a sociedade.
Brasília, 6 de junho de 2012.
Deputada Luciana Santos
Líder do PCdoB
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Agenda 25 anos CEPPAC - 11, 12 e 13 de junho - Seminário Internacional na UnB
Agenda 25 anos CEPPAC - Seminário Internacional desenvolvimento e Integração Regional na América Latina
| Agenda 25 anos CEPPAC |
| Escrito por administrador |
| Ter, 08 de Maio de 2012 21:09 |
I Ciclo Internacional de Seminários Afro-Latino-Américas Compartilhadas Com o objetivo de celebrar os 25 anos de criação do CEPPAC e promover os estudos comparados como abordagem privilegiada para compartilhar as Américas o corpo docente, discente e funcionários do CEPPAC organizou uma programação de eventos acadêmicos que espelha a densidade e alcance de sua proposta acadêmica. A ideia é proporcionar tanto à comunidade acadêmica como ao público em geral a oportunidade de atualizar-se e aprofundar o conhecimento produzido sobre as sociedades americanas, particularmente seus processos políticos, econômicos e sócio-culturais. Para tanto, os eventos serão abertos a todos os interessados, sendo possível a inscrição nas atividades a título de Curso de Extensão. Ficha de Inscrição Seminário Internacional “Desenvolvimento e Integração Regional na América Latina - revisões críticas e alternativas” Data: 11,12 e 13 de junho de 2012 Local: >Sala Roberto Cardoso de Oliveira - Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (CEPPAC) (Edifício Multiuso II, 1º andar) e Auditório da Física da Matéria Condensada (Edifício Multiuso II, térreo) Campus Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília Asa Norte, Brasília - DF Inscrições e informações: Maria Alice Soares: (61)3107.5803; ceppac@unb.br O objetivo do seminário é contribuir para o debate sobre estratégias e modelos de desenvolvimento e integração na América Latina. Serão exploradas revisões críticas e alternativas a partir dos principais dilemas, desafios e impactos de estratégias e modelos em curso. Toma-se como perspectiva fundamental a necessidade de maior fortalecimento de nexos entre desenvolvimento, integração e democracia na América Latina a partir de dimensões sociais, culturais e ambientais. Problemáticas relacionadas a tais dimensões serão enfocadas com base em alguns casos de grandes programas e projetos. O objetivo é também contribuir para o estreitamento do diálogo entre instituições e atores governamentais, de organismos internacionais, do setor privado e da sociedade civil, envolvidos e/ou impactados pelos processos de desenvolvimento e integração na região. Assim, visa-se também contribuir para a ampliação de oportunidades de interlocução entre o campo das ciências sociais e outros afins e estas instituições, atores e respectivos setores, com vistas a revisões e proposições mais compartilhadas sobre alternativas de modelos e dos próprios sentidos de desenvolvimento e de integração a serem adotados. Mesa de Abertura 11 de junho, segunda, 8h:30 José Geraldo de Sousa Junior – Reitor da Universidade de Brasília Zulú Araújo - Diretor da Casa de Cultura da América Latina Carlos Emanuel Sautchuk- Vice-Diretor do Instituto de Ciências Sociais Cristhian Teófilo da Silva - Diretor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas Mesa 1: Neoliberalismo, neodesenvolvimentismo e integração regional em cenários de globalização e crise do capitalismo: Perspectivas da América Latina 11 de junho, segunda, 14h-18h Moderadora: Flávia Lessa de Barros (Ceppac/UnB, Brasília-DF) Debatedor: Carlos Eduardo Martins (Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Brasil) Palestrantes: “Neoliberalismo, neodesenvolvimentismo e integração regional em cenários de globalização e crise do capitalismo: Perspectivas da América Latina” Pedro Páez Pérez (Presidente da Comissão Técnica Presidencial Equatoriana para o Desenho da Nova Arquitetura Financeira Regional; Embaixador Plenipotenciário do Presidente de Equador, ex- Presidente da CENAF - Quito, Equador) “Crisis internacional:?Escollo u oportunidad para la integración” Jorge Marchini (Universidade de Buenos Aires – Buenos Aires, Argentina) Mesa 2: Que desenvolvimento e que integração regional? Dilemas, desafios e impactos dos modelos na América Latina 12 de junho, terça, 9-12h Moderador: Benício V. Schmidt (Ceppac/UnB, Brasília-DF) Debatedor: Jorge Marchini (Universidade de Buenos Aires – Buenos Aires, Argentina) Palestrantes: “A conjuntura internacional e os desafios da integração regional na América Latina” Carlos Eduardo Martins (Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Brasil) “El rol de los modelos ‘postneoliberales’ en la integración autónoma de América Latina” Jaime Preciado Coronado (Universidad de Guadalajara – Guadalajara, México) Mesa 3: Grandes projetos de desenvolvimento e integração regional na América Latina: Explorando problemáticas a partir de alguns casos 12 de junho, terça, 14h-18h Moderador: Cristhian Teófilo da Silva (Ceppac/UnB, Brasília-DF) Debatedor: Gustavo Lins Ribeiro (DAN-Ceppac/UnB, Brasília-DF) Palestrantes: “El Gasoducto Bolivia-Brasil. En la perspectiva de la integración energética” Manuel Gonzalo Chávez Alvarez (Universidad Católica San Pablo - Bolívia) vídeo-conferência “A integração da infraestrutura sul americana: uma análise sobre as conexões de transportes entre Brasil, Peru e Bolívia no âmbito da IIRSA”. Ailton Dias (Ceppac/Universidade de Brasília; Diretor Técnico do Instituto Internacional de Educação do Brasil - Brasília-DF, Brasil) “Os grandes projetos de infraestrutura no PAC e na IIRSA e a consolidação da fronteira elétrica na Amazônia”. Luis Fernando Novoa Garzon (Prof. da UNIR-Universidade Federal de Rondônia, Pesquisador do ETTERN-IPPUR-UFRJ) Mesa 4: Desenvolvimento e democracia na cooperação internacional para a América Latina 13 de junho, quarta, 8h30-12h Moderadora: Lília Tavolaro (Ceppac/UnB, Brasília-DF) Debatedor: Jorge O. Romano (Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – CPDA/DDAS/UFRRJ; Colaborador ActionAid – Rio de Janeiro, Brasil) Palestrantes: “Los desafíos de las nuevas políticas de desarrollo social en América Latina” Simone Cecchini (División de Desarrollo Social de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe - CEPAL - Santiago, Chile) vídeo-conferência, “El combate a la pobreza y el discurso del Desarrollo Humano:¿políticas focalizadas de inclusión, exclusión o inclusión mínima subordinada?” Sonia Álvarez Leguizamón (Universidad Nacional de Salta – Salta, Argentina) “Um pouco mais do mesmo: reedições da dissociação entre cooperação internacional, democracia e desenvolvimento” Omar Ribeiro Thomaz (Universidade Estadual de Campinas – Campinas/SP, Brasil) Mesa 5: Buscando nexos entre desenvolvimento, integração e democracia na América Latina a partir de dimensões sociais, culturais e ambientais 13 de junho, quarta, 14-18h Moderador: David Fleischer (IPOL-Ceppac/UnB, Brasília-DF) Debatedor: Marcelo Arnold-Cathalifaud (Decano da Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Chile; Vice-Presidente da Associação Latino-Americana de Sociologia -Santiago, Chile) Palestrantes: “La reinvención de la integración centroamericana. De ´islas poscoloniales´ a un espacio de integración en la convivência” Nora Garita (Universidade de Costa Rica; Presidente da Associação Centro-Americana de Sociologia – ACAS - San José, Costa Rica) “La integración latinoamericana: entre la geopolítica y la criminalización social” Pablo Dávalos (Pontificia Universidad Catolica del Equador - Quito, Equador) Seminário internacional: Etnicidade, racialidade e diversidade nas Américas 27 e 28 de junho, quarta/quinta, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB Mesa 1: Etnicidade, racialidade a anti-racismo nas Américas afro-latinas 27 de junho, quarta, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB Moderadora: Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB) Debatedor: Lívio Sansone (UFBA) Palestrantes: Valter Silvério (UFSCAR) Patricia Pinho (SUNY-Albany) Mesa 2: Povos indígenas entre fronteiras 27 de junho, quarta, 14h-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB Moderador: Stephen Grant Baines (UnB) Palestrantes: Cláudia Lopez (MPEG) Sebastián Valverde (CONICET/UBA) Mesa 3: Repensando gênero e o pensamento social feminista na América Latina 28 de junho, quinta, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB Moderadora: Renata de Melo Rosa (UniCEUB) Palestrantes: Mireya Suárez (UnB) Lia Zanotta Machado (UnB) Sulivan Charles Barros (UnB) Mesa 4: Territorialidades em movimento: Painéis dos conflitos territoriais na América Latina (promovido pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Movimentos Indígenas, Políticas Indigenistas e Indigenismo-LAEPI) 28 de junho, quinta, 14h30-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB Moderador: Rodrigo Paranhos Faleiro (Doutorando CEPPAC) Debatedor: Cristhian Teófilo da Silva (UnB) Palestrantes: Eliane Cantarino O`Dwyer (UFF) Rodrigo Grunewald (UFCG) II Seminário Internacional:Comparação e Interdisciplinaridade Organização: Annie Lamontagne (Doutoranda CEPPAC) Márcia Guedes Vieira (Doutoranda CEPPAC) 3, 4, 5 de setembro, local a confirmar. Mini-curso sobre bancos de dados comparados 3 de setembro, Laboratório de Análise de Dados Sociais, CEPPAC, UnB Daniel Capistrano (Doutorando CEPPAC) Painel sobre Interdisciplinaridade 4 de setembro Café-da-manhã / Abertura solene Ivan Domingues (UFMG) Arlindo Phillippi (USP) Fernanda Sobral (UnB) Facilitador: Cristhian Teófilo da Silva (UnB) Oficinas: - "Trabalho, instituições e políticas públicas" Christiane Girard (UnB) Silvia Yannoulas (UnB) - “Governança e desenvolvimento – dimensões culturais, interdependência e redes de cooperação”. Ana Flávia Granja e Barros (UnB) Wellington de Almeida (UnB) Plenária de encerramento Seminário: Globalização, crises e Ciências Sociais 19 de setembro, quarta-feira, 9h-13, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB. Moderador: Benício Viero Schmidt (UnB) Debatedor: Henrique de Oliveira de Castro (UnB) Palestrantes: Danilo Nolasco (UnB) Arno Vogel (UENF) Moisés Balestro (UnB) Seminário: Estudos Comparados sobre as Américas: Repensando 25 anos de contribuições das Ciências Sociais 19 de setembro, quarta-feira, 14h30-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB. Moderador: Benicio Viero Schmidt (UnB) Debatedor: Dr. Arno Vogel (UENF) Palestrantes: Ana Maria Fernandes (UnB) Lia Zanotta Machado (UnB) Luis Antonio Constant Rodrigues da Cunha (UFRJ) Inscricões: Coordenação geral: Cristhian Teófilo da Silva (UnB) Flávia Lessa de Barros (UnB) Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB) Estevão Fernandes (Doutorando/CEPPAC) Guilherme Dantas Nogueira (Mestrando/CEPPAC) Renata Albuquerque de Moraes (Mestranda/CEPPAC) Katherine Judd (Mestranda/CEPPAC) Arthur Andrade (Graduando Ciências Sociais) Decanato de Extensão – DEX Casa de Cultura da América Latina Parceria: |
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