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domingo, 9 de março de 2014

Aula Magna do CEPPAC-UnB com Pablo Gentili 13 de março às 9h00





 AULA MAGNA
CEPPAC / PPG-CEPPAC
 
Data:13 de março de 2014, 9h, quinta-feira
Local: Sala de reuniões do Instituto de Ciências Sociais – ICS (piso 1 do Edifício Multiuso II, Campus Darcy Ribeiro)
 
Conferência: “Ciências Sociais e Democracia na América Latina”
 
Pablo Gentili
Secretário Executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – CLACSO e Director da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – FLACSO/Brasil
 
Eixos da conferência:
1. A herança elitista e o desafio da democratização da universidade na América Latina 
2. A agenda de pesquisa das Ciências Sociais na América Latina em perspectiva interdisciplinar e comparada
 
Mesa de Abertura: 
Profa. Flávia Lessa de Barros - Diretora do CEPPAC
Profa. Lília Tavolaro - Coordenadora do PPG-CEPPAC
Profa. Sônia Bao - Vice-Reitora da Universidade de Brasília 
Prof. Sadi Dal Rosso - Diretor do Instituto de Ciências Sociais
 
Pablo Gentili (CV resumido informado pelo conferenciasta)
            Doctor en Educación (Universidad de Buenos Aires). Ha sido profesor en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires, bacario del CONICET (Argentina) y del  Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD, Alemania). Desde 1992 reside en Brasil, donde es Profesor Asociado de la Facultad de Educación de la Universidad del Estado de Rio de Janeiro. Actualmente, ejerce como Secretario Ejecutivo del Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) y Director de la Facultad de Ciencias Sociales (FLACSO), Sede Brasil.Director de la Revista Crítica y Emancipación (con Emir Sader; publicada por CLACSO).
            Miembro del consejo de redacción y del comité editorial de numerosas revistas académicas latinoamericanas y europeas. Ha dictado de conferencias y cursos de posgrado en instituciones académicas de España, Estados Unidos, Canadá, Alemania, Italia, Francia, Brasil Uruguay, Chile, Argentina, Colombia, Venezuela, México, Perú, Honduras, Guatemala, Nicaragua, Cuba, Ecuador, Haití, República Dominicana, Panamá, Costa Rica, Paraguay, Bolivia y El Salvador. Firma el blog Contrapuntos en el periódico español, El País.
            Autor y compilador de más de 25 libros en el campo de las políticas educativas y los estudios sobre exclusión social en América Latina y el Caribe. Sus libros han sido publicados en Argentina, Brasil, México, España e Italia. Entre ellos, se destacan:
1.    Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação: visões críticas. (Compilador con Tomaz Tadeu da Silva). Editora Vozes, Petrópolis, 1994. [16o edición: 2011].
2.    Pós-Neoliberalismo. As políticas sociais e o estado democrático. (Compilador con Emir Sader). Editora Paz e Terra, São Paulo, 1995. [14o edición: 2011].
3.    Pedagogia da Exclusão. Crítica ao neoliberalismo em educação. (Compilador). Editora Vozes, Petrópolis, 1995. [20o edición: 2012].
4.    Cultura, Política y Currículo. Ensayos sobre la crisis de la escuela pública. (Co-autor junto a Michael Apple e Tomaz Tadeu da Silva). Editorial Losada, Buenos Aires, 1997.
5.    Globalização Excludente – Desigualdade, exclusão e democracia na nova ordem mundial. (Compilador). Editora Vozes, Petrópolis, 1999. [7o edición: 2011]
6.    Códigos para la ciudadanía. La formación ética como práctica de la libertad. (Compilador). Editorial Santillana, Buenos Aires, 2000.
7.    Educar na esperança em tempos de desencanto. (Con Chico Alencar). Vozes, Petrópolis, 2001. [8o edición: 2012]
8.    Pedagogía de la exclusión. Crítica al neoliberalismo en educación. Universidad Autónoma de la Ciudad de México, México, 2004. (Compilador)
9.    Ensayo brasileño contemporáneo. Editorial de Ciencias Sociales, La Habana, Cuba, 2005. (Compilador con Emir Sader)
10. La falzificazione del consenso. Simulacro e imposizione nella reforma educativa del neoliberalismo. Edizioni ETS, Pisa, 2005.
11. Desencanto y utopía: la educación en el laberinto de los nuevos tiempos. Homo Sapiens Ediciones, Rosario, 2007
12. Pedagogía de la igualdad. Ensayos contra la educación excluyente. Siglo XXI / CLACSO, Buenos Aires, 2011.
 
 
Informações:
Secretaria PPG-CEPPAC - 31076021, 31076022 (Jacinta e Célia

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CEPPAC-UnB terá em novembro curso sobre a influência da Internacional Comunista nos Partidos Comunistas de Cuba do Brasil com a Prof.a cubana Caridad Sena

Curso: Influência da Internacional Comunista nos Partidos Comunistas de Cuba e do Brasil. Mitos e realidades.
Professora Visitante: Dra. Caridad Massón Sena
 Período de: 18 a 22 de novembro de 2013.
Horário: a definir

Sobre a influencia da Internacional Comunista no mundo, muito tem sido escrito por pesquisadores de direita e esquerda. Fantasia e realidad surgiram nas análises. O poder globalizador da Internacional Comunista (IC) no contexto latino-americano  foi  limitado em sua primera década de existência. De qualquer forma, a partir de seu VI Congresso em 1928, sua influência fez-se sentir fortemente nas projeções políticas e no acionar da maioria dos Partidos Comunistas. Suas seções cubana e brasileira foram influenciadas pelas decisões da IC que, às vezes, não se correspondiam com as características gerais das sociedades em que estavam imbricadas essas seções. Este curso pretende contribuir ao conhecimento dos resultados desse efeito pelo desempenho dos comunistas cubanos e brasileiros em suas lutas pela libertação social e nacional dos respectivos países, a revelar o quanto de mito e verdade existe nestes estudos.
Bibliografia
 AA.VV. (1929) El movimiento revolucionario latinoamericano. Versiones da Primera Conferencia Comunista Latinoamericana (Buenos Aires: La Correspondencia Sudamericana).
 ALBA, Víctor (1960) Esquema histórico del comunismo en Iberoamérica (México: Ediciones Occidentales).
AMADO, Jorge (1945) Vida de Luiz Carlos Prestes; o Cavaleiro da Esperança (São Paulo: Livraria Martins Ed.)
BARATA, Agildo (1978) Vida de um revolucionário: memórias, 2da ed. (São Paulo: Alfa-Omega).
BASBAUM, Leoncio (1976)  Uma vida em seis tempos (memórias) (São Paulo: Alfa- Omega).
BASTOS, Abguar (1946) Prestes e a Revolução Social, (Rio de Janeiro: Ed. Calvino).
BRANDÃO, Octávio (1978) Combates e Batalhas (São Paulo: Alfa Omega)
CABALLERO, Manuel (1988) La Internacional Comunista y la revolución latinoamericana (Caracas: Editorial Nueva Sociedad).
CARONE, Edgar (1975) Revoluções no Brasil Comtemporâneo, 2da Ed.(São Paulo: Difel)
---------------------(1975) O  Tenentismo; acontecimentos-personagens-programas, (São Paulo: Difel)
--------------------- (1982) O PCB (1922-1943) (São Paulo: Difel)
--------------------- (1989) Classes Sociais e Movimento Operário, Ática, São Paulo.
CHILCOTE, Ronald H (1974) The Brazilian Communist Party. Conflict and Integration 1922-1972 (Nueva York: Oxford University Press)
DIAS, Everardo (1977) História das Lutas Sociais no Brasil, 2da  ed. (São Paulo: Alfa-Omega)
DULLES, John W.F. (1973) Anarchists and Communists in Brazil, 1900-1935 (Austin Londres: University of Texas Press)
FAUSTO, Boris (1970) A  Revolução de 1930; historiografia e história, (São Paulo: Brasiliense)
FORJAZ, Maria Cecília Spina (1978) Tenentismo e Aliança Liberal (1927-1930) (São Paulo: Ed. Polis)
GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo (coord.) (1984) Historia del movimiento obrero en América Latina (México: Siglo Veintiuno Editores)
HAJEK, Milos 1978 “La táctica de lucha de “clase contra clase” en el VI° Congreso”, en VI° Congreso de la Internacional Comunista. Primera parte (México: Pasado y Presente). Cuaderno N° 66 de Pasado y Presente.
JEIFETS, Lazar, Víctor Jeifets y Peter Huber (2004) La Internacional Comunista y América Latina, 1919-1943. Diccionario Biográfico (Moscú: Instituto de Latinoamérica de la Academia de Ciencias/Ginebra: Institut pour l´Histoire du Communisme).
KERSFFELD, Daniel (2007) “La Liga Antiimperialista de las Américas: una construcción política entre el marxismo y el latinoamericanismo”, en Crespo, Horacio et al. El comunismo. Otras miradas desde América Latina (México: Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades, UNAM/Editorial Siglo Veintiuno).
LÖWY, Michael (2000) O Marxismo na América Latina. Uma antologia de 1909 aos dias atuais (São Paulo: Fundação Perseu Abramo).
MALTA, Octávio (1969) Os Tenentes na  Revolução Brasileira, Civilização (Rio de Janeiro: Brasileira)
Morais, Fernardo, 1994 Olga, (São Paulo: Companhia das Letras)
PASADO Y PRESENTE (1978) VI° Congreso de la Internacional Comunista. Informes y discusiones (México: Siglo Veintiuno) Primera y segunda parte. Cuaderno de Pasado y Presente N° 67.
PEREIRA, Astrogildo (1979) “A formação do PCB”, en Ensaios históricos e políticos (São Paulo: Alfa-Omega)
PEREIRA, Astrogildo 1980 Construindo o PCB (1922-1924) (São  Paulo, Livraria Editora Ciencias Humanas)
PRADO JÚNIOR, Caio (1966) A Revolução Brasileira, (São Paulo: Brasiliense)
PRESTES, Anita Leocádia (1980) “A que herança os comunistas devem renunciar?” em Revista Oitenta, Porto Alegre.
PRESTES, Anita L e Lugia paz e Terra ()  Anos tormentosos. Luiz Carlos Prestes. Correspondencia da Prisão. Varios volumens.
PRESTES, Anita Locadia (2010) La Columna Prestes (La Habana: Fondo Editorial Casa de las Américas)
 (1982)Revolução de 1930: Textos e Documentos, (Brasília: Universidade de Brasília)
RODRIGUES, Edgar (¿)  Novos Rumos; história do movimento operário e das lutas sociais no Brasil (1922-1946) (Rio de Janeiro: Mundo Livre)
ZAIDAN FILHO, Michel   (1985) PCB (1922-1929); na busca das origens de um marxismo nacional, (São Paulo: Global)
WAACK, William   Camaradas. Nos arquivos de Moscou. A história secreta da revolução brasileira de 1935 (São Paulo: Companhia das Letras)
ZAIDAN FILHO, Michel   (1985) PCB (1922-1929); na busca das origens de um marxismo nacional (São Paulo: Global).
Artigos sobre o tema da professora Caridad Massón (on line):  
_ “Dos visiones sobre el nacionalismo y las alianzas: Mella y Villena”, em http://www.clacso.org/wwwclacso/espanol/html/biblioteca/sala/sala2.html;
- “Mella y el movimiento obrero mexicano” em http://168.96.200.17/ar/libros/cuba/marin/mella.rtf;
- “Los comunistas y la Constituyente del 40”, em Caliban, octubre-diciembre de 2009. www.revistacaliban.com/articulo.php?numero=5;
- “Cuba: Marxismo, Nacionalismo y Hegemonía (1925-1958)”, em La Izquierda Latinoamericana, una mirada desde la Historia 2008, Año 1, No 1, em www.izquierdas.cl;
Guiteras y el Partido Comunista”,  em www.lajiribilla.co.cu/2006/n290_11/290_13.html

terça-feira, 20 de novembro de 2012

UnB recebe hoje debates sobre Cuba a partir das 19h00 no V Curso do Jornal de Fato em Brasília

V Curso do Jornal de Fato em Brasília
(Programação de 20/11/2012)


1ª mesa: A atualização do modelo econômico em Cuba e os rumos da revolução

2ª mesa: O ingresso da Venezuela no Mercosul e as perspectivas pós eleições presidenciais

Maria Auxiliadora Cesar
Coordenadora do Núcleo de Estudos Cubanos / UnB

Rafael Hidalgo
Embaixada de Cuba em Brasília

Raphael Seabra
Pesquisador e autor da tese "A primeira revolução do século XXI? bolivarianismo e socialismo na Venezuela"

Carlos Ron
Conselheiro Político da Embaixada da Venezuela no Brasil.

HORÁRIO:  19h00 as 22h00
LOCAL: Auditório do CEAM (Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares) – Prédio Multiuso 1, bloco A, 1º andar (em frente ao BrB, próximo a Praça Chico Mendes).
PÚBLICO ALVO: aberto a todos os interessados
NÚMERO DE VAGAS: 80 (oitenta), com direito a i) material de apoio e ii) certificado de participação de 20 horas, emitido pela Escola Nacional Florestan Fernandes e Jornal Brasil de Fato


MAIORES INFORMAÇÕES - ccpbdf@gmail.com
Laura – 8119-5875 / Acácio – 8240-4746 / Marcius – 8274-3983

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ernesto Laclau: “O populismo é garantia de democracia” - Vila Vudu


[No lançamento de La razón populista, Fondo de Cultura Económica, Buenos Aires, 2005, 312 p.]

“O populismo possibilita estruturar a vida política mediante discursos que articulam elementos linguísticos e não linguísticos.
Esta operação permitirá construir uma neo-objetividade em relação ao conceito estudado, livre, dessa vez, de condenações ‘éticas’.”
Facundo Vega
http://www.saap.org.ar/esp/docs-revista/revista/pdf/2-2/vega.pdf


Habitualmente, quando se fala de populismo, faz-se referência a um tipo de governo assistencialista, demagógico, de inspiração nacional, que gasta mais do que tem e que ignora as instituições e a lei, amparado na força que recebe dessa entidade supra-individual chamada “povo”.

Ernesto Laclau, doutor em História e dedicado à filosofía política, propõe, em seu livro La razón populista uma provocadora mudança de rumo, no que se pensa sobre o fenômeno do populismo, ao propor “resgatar o populismo do lugar marginal em que vive hoje, nas ciências sociais”, para pensá-lo, não como uma modalidade degradada da democracia, mas como tipo de governo que permite ampliar as bases democráticas da sociedade.

“O populismo – diz Laclau – não tem conteúdo específico, é um modo de pensar as identidades sociais, um modo de articular demandas dispersas, uma maneira de construir o político.”

Doutorado em Oxford, onde chegou apadrinhado por Eric Hobsbawn há quase 30 anos, Laclau está [o artigo é de 2005] na Argentina para participar do Seminário Psicoanálisis y Ciencias Sociales, organizado por Flacso. Em entrevista a La Nación relativizou o suposto componente antidemocrático do governo de Hugo Chávez, manifestou seu otimismo quanto à situação da Argentina e explicou a tese central de seu livro:

“Quando as massas populares que sempre viveram excluídas incorporam-se à arena política, surgem modalidades de liderança não ortodoxas, se se considera o ponto de vista democrático liberal; uma dessas modalidades é o populismo. Mas o populismo, longe de ser um obstáculo, é garantia de democracia, ao impedir que a democracia converta-se em mera administração pública”.

La Nación: Por que, na sua opinião, generalizou-se o que o senhor define como uma concepção pejorativa do populismo?

Laclau: A crítica clássica contra o populismo está muito ligada a uma concepção tecnocrática do poder, segundo a qual só especialistas devem ser encarregados de decidir sobre as fórmulas para organizar a vida da comunidade.

No caso da Venezuela, por exemplo. Há na Venezuela massas políticas virgens, que nunca antes participaram no sistema político, senão mediante variações da extorsão de caráter clientelístico. Então, no momento em que essas massas lançam-se na arena histórica, elas o fazem mediante a identificação com determinado líder. E essa liderança é democrática, porque, sem essa modalidade de identificação com o líder, as massas não teriam como começar a participar do sistema político, que permaneceria controlado por elites que não representam nem manifestam, mas substituem, a vontade popular.

La Nación: Quando o senhor fala de maior democratização, refere-se à inclusão das massas populares na política. Mas em geral, os que protestam contra atitudes antidemocráticas de Chávez, e às vezes também de Kirchner, falam da dificuldade que esses líderes demonstram para tolerar o pluralismo, do modo como manipulam o Congresso, das relações tumultuadas com a oposição...

Laclau: Em primeiro lugar, liberalismo e democracia não são conceitos que coincidam ou tendam naturalmente a coincidir. Foi necessário todo o longo e complexo processo das revoluções e levantes do século 19, para que se obtivesse algum equilíbrio entre algumas formas de governo, que passaram a ser chamadas liberais democráticas, como formas mais ou menos estáveis.

Mas na história latino-americana nunca se alcançou esse tipo de integração. Tínhamos um liberalismo oligárquico que respeitava as formalidades liberais, mas tinha base clientelista, o que impedia qualquer expressão das aspirações democráticas das massas. Por isso, quando as aspirações democráticas das massas começaram a aparecer, nos anos 30, 40, 50, elas muitas vezes manifestaram-se mediante formas políticas que foram absolutamente antiliberais – como o varguismo e o Estado Novo no Brasil; como o peronismo na Argentina –, regimes formalmente antiliberais e que, contudo, foram profundamente democráticos, porque deram vez e voz a muitas das aspirações das massas.

La Nación: Em que medida as condições hoje são diferentes?

Laclau: Nos últimos 20 anos, pela primeira vez na história latinoamericana, as aspirações nacionais e populares das massas conseguem coincidir com a afirmação dos direitos humanos, a divisão de poderes, o pluralismo político.

La Nación: E como se combinam essas duas perspectivas?

Laclau: As duas têm de estar presentes, se queremos ter algo que se possa chamar de “sociedade democrática”. Contra a concepção tecnocrática do poder, temos a noção da política como antagonismo, quer dizer, a emergência de demandas que a sociedade faz a determinado sistema. Essas demandas sociais constituem um povo e o povo constitui-se, sempre, na oposição ao poder. Na Argentina, por exemplo, tivemos, depois da crise de 2001, uma enorme expansão horizontal dos protestos sociais, e a baixa capacidade do sistema para absorver as demandas populares num sistema institucional vertical estável. De algum modo, me parece, o atual governo [de Hector Kichner] está tendo de por juntas as duas dimensões, a vertical e a horizontal. Assim, está criando um sistema ampliado, de caráter mais democrático.

La Nación: Em que consiste essa ampliação democrática?

Laclau: No campo social, há grupos corporativos muito entrincheirados, grupos econômicos, empresários, também grupos sindicais, muito fortes. Mas há setores da população cujo grau de integração corporativa é muito menos consolidado, setores marginais. Quando isso acontece, é preciso que os líderes políticos não tenham a função, exclusivamente, de manifestar interesses já constituídos. Devem também ajudar a consolidar esses outros interesses que permaneçam marginalizados.

La Nación: Como os interesses representados no movimento piquetero?

Laclau: Sim, por exemplo. No sistema político argentino há dois tipos de forças que são profundamente negativas. Uma é a que prega que é preciso reprimir o movimento dos piqueteros. Reprimir os piqueteros só conseguirá sufocar as manifestações, sem resolver os problemas que geram manifestações. A outra força negativa é o piqueterismo duro, que também é uma modalidade de não política, porque não propõe nenhuma forma de levar à ação ao marco institucional existente. Sempre haverá alguma tensão entre o protesto social e sua integração nas instituições. Mas essa tensão é, precisamente, o que chamamos “democracia”.

La Nación: O senhor está chegando num momento em que o peronismo está em fase extremamente dura. O senhor acha que isso pode afetar a governabilidade?

Laclau: Não. A Argentina nos últimos anos mostrou-se excepcionalmente governável. O país tem alta governabilidade. Superamos uma crise econômica de alta magnitude, adotamos posição crítica ante o FMI, o que produziu vários efeitos positivos, temos um sistema econômico que continua, em boa medida, sob controle. Por outro lado, há diferentes alternativas políticas que se podem considerar, que se apresentarão mediante a redefinição das formações políticas existentes, como, hoje, o núcleo do justicialismo.

La Nación: São alternativas políticas verdadeiras? Não são só disputas por interesses pessoais e por espaços de poder?

Laclau: Talvez sejam, mas mediante esses interesses vão-se manifestando outras tendências mais gerais. A política, em sua minúcia cotidiana, sempre tem essas características de que você fala. Mas as disputas que se travam hoje na França, dentro do movimento gaullista, ou dentro do Partido Socialista, não são muito diferentes do que se vê dentro do justicialismo. E nem por isso alguém fala de crise de governabilidade na França. Não acho, no que está acontecendo hoje, que a luta de interesses possa degenerar, com formação de camarilhas de tipo clientelístico e totalmente apolíticas.

La Nación: Condoleezza Rice referiu-se ao risco do populismo na América Latina e relacionou-o a um novo “eixo do mal”. Como o senhor vê o mapa político da América Latina?

Laclau: Bem... Em primeiro lugar, o mapa que os EUA fazem da América Latina tem a ver com o mapamundi global que a política de Bush tenta desenhar. Bush quer criar uma fronteira ‘ético-política’ que divida a humanidade entre “terroristas” e “não terroristas”, quando, por sua vez, o terrorismo é definido de tal modo que nunca se sabe com clareza quem são os “terroristas”. Por otro lado, no plano internacional, a tendência de toda essa orientação de direita é criar um mundo unipolar, e isso é o pior que pode acontecer, se se pensa nas possibilidades democráticas de países como os nossos. Se a Comunidad Europea transformar-se em interlocutor político cada vez mais ativo [não se verificou, nos anos recentes: a Comunidade Europeia é hoje “os poodles de Washington” (NTs)], se a China começar a participar também no quadro das opções internacionais [isso, sim, verificou-se (NTs)], nesse caso realidades como a do Mercosul poderão começar a jogar estrategicamente. Essa será a grande aposta dos próximos anos, em política internacional.

La Nación: O senhor é otimista, quanto à situação argentina hoje?

Laclau: Sou bastante otimista, sim.

La Nación: Em que baseia esse otimismo? Em que pontos o senhor mantém certa reserva?

Laclau: Se a situação econômica deteriorar-se muito, pode afetar o precário equilíbrio político que foi criado até agora, e que permitiu certa democratização das lutas sociais. Também pode acontecer que, no final, as tendências mais tradicionais da partidocracia, o duhaldismo e outras, consigam bloquear a tentativa de criar uma abertura democrática. Mas sou otimista, porque acredito que, do ponto de vista de suas expectativas democráticas, a Argentina está vivendo seu melhor momento dos últimos 40 ou 50 anos.

La Nación: Mesmo assim... Desde a crise de 2001, ante a perplexidade de não termos sido aquele país que prometíamos ser no Centenário, muitos concordam que, se houve época dourada na história argentina, foi quando éramos “o celeiro do mundo”, em oposição à qual o presente aparece como decadência.

Laclau: Mas esse tipo de reivindicação não considera o funcionamento do sistema democrático. Antes de 1830, a política argentina funcionava de modo muito pouco democrático. Havia, para começar, o nível dos punteros, que manipulavam votos em troca de favores. Acima desse nível, ficavam os caudillos; e, acima dos caudilhos, os deputados e senadores que negociavam com os caudilhos. Com o desenvolvimento econômico, as demandas tendiam a ser institucionalmente absorvidas dentro desse sistema clientelístico. Mas quando a crise começa a apertar, a partir dos anos 30, as demandas deixam de poder ser absorvidas nos canais tradicionais. É quando começa a criar-se uma situação de populismo – vale dizer: uma acumulação de demandas insatisfeitas e um sistema que não atende àquelas demandas. Até que aparece alguém que começa a arregimentar, por fora do sistema institucional, aquelas massas virgens que viviam expostas às intempéries. Aí começa a acontecer um novo tipo de mobilização social, que culminou na emergência do peronismo. E a partir desse ponto já ninguém precisava do caudilho para conseguir um leito no hospital, porque havia o hospital do sindicato.

La Nación: Os punteros, compradores de votos, não desapareceram.

Laclau: É. Se se vai ao Congresso, vê-se que continuam lá. Mas já não mandam na política nacional, como mandavam.

La Nación: Também ainda há quem compre e venda favores...

Laclau: Sim, claro. O duhaldismo é exatamente isso. Mas trata-se agora de clientelismo de tipo mais burocrático, que opera dentro das instituições.

La Nación: Seu livro pode ser lido como o elogio do populismo e, nessa linha, como uma defesa do peronismo.

Laclau: Acredito que o peronismo representou enorme avanço na participação das massas no sistema político. Talvez não tenha sido o melhor modo de participar. Poderia ter havido modalidades mais democráticas de participação, mas o peronismo foi a via de participação que as massas encontraram naquele momento, a única historicamente possível. Entendo que qualquer elaboração que se tente, para construir políticas mais progressistas, tem de partir desse ponto histórico, porque a via histórica que o 45 abriu para a participação popular democrática é dado primordial e absolutamente positivo da história argentina. O regime oligárquico que havia antes, baseado na fraude, em momento algum foi melhor que o peronismo.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Agenda 25 anos CEPPAC - 11, 12 e 13 de junho - Seminário Internacional na UnB

Agenda 25 anos CEPPAC - Seminário Internacional desenvolvimento e Integração Regional na América Latina

Agenda 25 anos CEPPAC
Escrito por administrador   
Ter, 08 de Maio de 2012 21:09
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I Ciclo Internacional de Seminários Afro-Latino-Américas 
Compartilhadas

Com o objetivo de celebrar os 25 anos de criação do CEPPAC e promover os estudos
comparados como abordagem privilegiada para compartilhar as Américas o corpo docente,
discente e funcionários do CEPPAC organizou uma programação de eventos acadêmicos que
espelha a densidade e alcance de sua proposta acadêmica. A ideia é proporcionar tanto
à comunidade acadêmica como ao público em geral a oportunidade de atualizar-se e aprofundar
o conhecimento produzido sobre as sociedades americanas, particularmente seus processos
políticos, econômicos e sócio-culturais.
Para tanto, os eventos serão abertos a todos os interessados,
sendo possível a inscrição nas atividades a título de Curso de Extensão.

Ficha de Inscrição

Seminário Internacional

“Desenvolvimento e Integração Regional na América Latina


- revisões críticas e alternativas”

Data: 11,12 e 13 de junho de 2012

Local:
>Sala Roberto Cardoso de Oliveira - Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas 
(CEPPAC) (Edifício Multiuso II, 1º andar) e Auditório da Física da Matéria Condensada 
(Edifício Multiuso II, térreo) Campus Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília Asa Norte, Brasília - DF

Inscrições e informações:
Maria Alice Soares: (61)3107.5803; ceppac@unb.br

O objetivo do seminário é contribuir para o debate sobre estratégias e modelos de 
desenvolvimento e integração na América Latina. Serão exploradas revisões críticas e 
alternativas a partir dos principais dilemas, desafios e impactos de estratégias e modelos 
em curso. Toma-se como perspectiva fundamental a necessidade de maior fortalecimento 
de nexos entre desenvolvimento, integração e democracia na América Latina a partir de 
dimensões sociais, culturais e ambientais. Problemáticas relacionadas a tais dimensões 
serão enfocadas com base em alguns casos de grandes programas e projetos. 

O objetivo é também contribuir para o estreitamento do diálogo entre instituições e atores 
governamentais, de organismos internacionais, do setor privado e da sociedade civil, 
envolvidos e/ou impactados pelos processos de desenvolvimento e integração na região. 
Assim, visa-se também contribuir para a ampliação de oportunidades de interlocução 
entre o campo das ciências sociais e outros afins e estas instituições, atores e respectivos 
setores, com vistas a revisões e proposições mais compartilhadas sobre alternativas de 
modelos e dos próprios sentidos de desenvolvimento e de integração a serem adotados.

Mesa de Abertura
11 de junho, segunda, 8h:30

José Geraldo de Sousa Junior – Reitor da Universidade de Brasília

Zulú Araújo - Diretor da Casa de Cultura da América Latina
Carlos Emanuel Sautchuk- Vice-Diretor do Instituto de Ciências Sociais
Cristhian Teófilo da Silva - Diretor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas

Mesa 1: Neoliberalismo, neodesenvolvimentismo e integração regional em cenários de 
globalização e crise do capitalismo: Perspectivas da América Latina
11 de junho, segunda, 14h-18h

Moderadora: Flávia Lessa de Barros (Ceppac/UnB, Brasília-DF)
Debatedor: Carlos Eduardo Martins (Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Brasil)

Palestrantes:

“Neoliberalismo, neodesenvolvimentismo e integração regional em cenários de globalização e 
crise do capitalismo: Perspectivas da América Latina”
Pedro Páez Pérez (Presidente da Comissão Técnica Presidencial Equatoriana
para o Desenho da Nova Arquitetura Financeira Regional; Embaixador Plenipotenciário do 
Presidente de Equador, ex- Presidente da CENAF - Quito, Equador)

“Crisis internacional:?Escollo u oportunidad para la integración”
Jorge Marchini (Universidade de Buenos Aires – Buenos Aires, Argentina)

Mesa 2: Que desenvolvimento e que integração regional? Dilemas, desafios e 
impactos dos modelos na América Latina
12 de junho, terça, 9-12h

Moderador: Benício V. Schmidt (Ceppac/UnB, Brasília-DF)
Debatedor: Jorge Marchini (Universidade de Buenos Aires – Buenos Aires, Argentina)

Palestrantes:

“A conjuntura internacional e os desafios da integração regional na América Latina”
Carlos Eduardo Martins (Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Brasil)

“El rol de los modelos ‘postneoliberales’ en la integración autónoma de América Latina”
Jaime Preciado Coronado (Universidad de Guadalajara – Guadalajara, México)

Mesa 3: Grandes projetos de desenvolvimento e integração regional na América Latina: 
Explorando problemáticas a partir de alguns casos
12 de junho, terça, 14h-18h

Moderador: Cristhian Teófilo da Silva (Ceppac/UnB, Brasília-DF)
Debatedor: Gustavo Lins Ribeiro (DAN-Ceppac/UnB, Brasília-DF)

Palestrantes:

“El Gasoducto Bolivia-Brasil. En la perspectiva de la integración energética”
Manuel Gonzalo Chávez Alvarez (Universidad Católica San Pablo - Bolívia) vídeo-conferência

“A integração da infraestrutura sul americana: uma análise sobre as conexões de transportes 
entre Brasil, Peru e Bolívia no âmbito da IIRSA”.
Ailton Dias (Ceppac/Universidade de Brasília; Diretor Técnico do Instituto Internacional de 
Educação do Brasil - Brasília-DF, Brasil)

“Os grandes projetos de infraestrutura no PAC e na IIRSA e a consolidação da 
fronteira elétrica na Amazônia”.
Luis Fernando Novoa Garzon (Prof. da UNIR-Universidade Federal de Rondônia, 
Pesquisador do ETTERN-IPPUR-UFRJ)

Mesa 4: Desenvolvimento e democracia na cooperação internacional para a América Latina
13 de junho, quarta, 8h30-12h

Moderadora: Lília Tavolaro (Ceppac/UnB, Brasília-DF)
Debatedor: Jorge O. Romano (Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade 
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – CPDA/DDAS/UFRRJ; Colaborador ActionAid 
– Rio de Janeiro, Brasil)

Palestrantes:

“Los desafíos de las nuevas políticas de desarrollo social en América Latina”
Simone Cecchini (División de Desarrollo Social de la Comisión Económica para 
América Latina y el Caribe - CEPAL - Santiago, Chile) vídeo-conferência,

“El combate a la pobreza y el discurso del Desarrollo Humano:¿políticas 
focalizadas de inclusión, exclusión o inclusión mínima subordinada?”
Sonia Álvarez Leguizamón (Universidad Nacional de Salta – Salta, Argentina)

“Um pouco mais do mesmo: reedições da dissociação entre cooperação internacional, 
democracia e desenvolvimento”
Omar Ribeiro Thomaz (Universidade Estadual de Campinas – Campinas/SP, Brasil)

Mesa 5: Buscando nexos entre desenvolvimento, integração e democracia na 
América Latina a partir de dimensões sociais, culturais e ambientais
13 de junho, quarta, 14-18h

Moderador: David Fleischer (IPOL-Ceppac/UnB, Brasília-DF)
Debatedor: Marcelo Arnold-Cathalifaud (Decano da Facultad de Ciencias Sociales de la 
Universidad de Chile; Vice-Presidente da Associação Latino-Americana de Sociologia -Santiago, Chile)

Palestrantes:

“La reinvención de la integración centroamericana. De ´islas poscoloniales´ a un espacio 
de integración en la convivência”
Nora Garita (Universidade de Costa Rica; Presidente da Associação Centro-Americana de Sociologia 
– ACAS - San José, Costa Rica)

“La integración latinoamericana: entre la geopolítica y la criminalización social”
Pablo Dávalos (Pontificia Universidad Catolica del Equador - Quito, Equador)


Seminário internacional: Etnicidade, racialidade e diversidade nas Américas

27 e 28 de junho, quarta/quinta, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB

Mesa 1: Etnicidade, racialidade a anti-racismo nas Américas afro-latinas

27 de junho, quarta, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB

Moderadora: Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB)

Debatedor: Lívio Sansone (UFBA)

Palestrantes:

Valter Silvério (UFSCAR)

Patricia Pinho (SUNY-Albany)

Mesa 2: Povos indígenas entre fronteiras

27 de junho, quarta, 14h-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB

Moderador: Stephen Grant Baines (UnB)

Palestrantes:

Cláudia Lopez (MPEG)

Sebastián Valverde (CONICET/UBA)

Mesa 3: Repensando gênero e o pensamento social feminista na América Latina
28 de junho, quinta, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, 
Multiuso II, UnB

Moderadora: Renata de Melo Rosa (UniCEUB)

Palestrantes:

Mireya Suárez (UnB)

Lia Zanotta Machado (UnB)

Sulivan Charles Barros (UnB)

Mesa 4: Territorialidades em movimento: Painéis dos conflitos territoriais na 
América Latina (promovido pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em 
Movimentos Indígenas, Políticas Indigenistas e Indigenismo-LAEPI)
28 de junho, quinta, 14h30-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, 
Multiuso II, UnB

Moderador: Rodrigo Paranhos Faleiro (Doutorando CEPPAC)

Debatedor: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)

Palestrantes:

Eliane Cantarino O`Dwyer (UFF)

Rodrigo Grunewald (UFCG)

II Seminário Internacional:Comparação e Interdisciplinaridade

Organização:
Annie Lamontagne (Doutoranda CEPPAC)
Márcia Guedes Vieira (Doutoranda CEPPAC)
3, 4, 5 de setembro, local a confirmar.
Mini-curso sobre bancos de dados comparados
3 de setembro, Laboratório de Análise de Dados Sociais, CEPPAC, UnB
Daniel Capistrano (Doutorando CEPPAC)

Painel sobre Interdisciplinaridade
4 de setembro

Café-da-manhã / Abertura solene

Ivan Domingues (UFMG)
Arlindo Phillippi (USP)
Fernanda Sobral (UnB)

Facilitador: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)

Oficinas:

- "Trabalho, instituições e políticas públicas"

Christiane Girard (UnB)
Silvia Yannoulas (UnB)

- “Governança e desenvolvimento – dimensões culturais, interdependência e redes de cooperação”.

Ana Flávia Granja e Barros (UnB)
Wellington de Almeida (UnB)

Plenária de encerramento

Seminário: Globalização, crises e Ciências Sociais

19 de setembro, quarta-feira, 9h-13, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB.

Moderador: Benício Viero Schmidt (UnB)

Debatedor: Henrique de Oliveira de Castro (UnB)

Palestrantes:

Danilo Nolasco (UnB)

Arno Vogel (UENF)

Moisés Balestro (UnB)

Seminário: Estudos Comparados sobre as Américas: 
Repensando 25 anos de contribuições das Ciências Sociais

19 de setembro, quarta-feira, 14h30-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB.

Moderador: Benicio Viero Schmidt (UnB)

Debatedor: Dr. Arno Vogel (UENF)

Palestrantes:

Ana Maria Fernandes (UnB)

Lia Zanotta Machado (UnB)

Luis Antonio Constant Rodrigues da Cunha (UFRJ)

Inscricões:
Secretaria do CEPPAC
Multiuso II, 1 piso
61-3107-5803
ceppac@unb.br

Coordenação geral:
Cristhian Teófilo da Silva (UnB)
Flávia Lessa de Barros (UnB)
Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB)
Estevão Fernandes (Doutorando/CEPPAC)
Guilherme Dantas Nogueira (Mestrando/CEPPAC)
Renata Albuquerque de Moraes (Mestranda/CEPPAC)
Katherine Judd (Mestranda/CEPPAC)
Arthur Andrade (Graduando Ciências Sociais)


Realização:

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