O ex-jogador argentino, Diego Maradona, publicou uma foto em sua conta oficial no Facebook, com uma mensagem de solidariedade à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula.
Reprodução / Facebook
Com uma camiseta da seleção brasileira com o nome Lula e o número 18, Maradona se posiciona como “um soldado de Lula e Dilma”. A mensagem foi escrita em espanhol, inglês e italiano.
Se Maradona é conhecido dentro dos campos por suas habilidades técnicas de excelente craque, fora ele marca gols com seu posicionamento politico de esquerda. Atualmente o jogador apresenta um programa de TV na emissora multiestatal Telesur chamado “De Zurda”, (De Esquerda, em tradução livre).
Após o vazamento de conversas em que confirma as manobras para dar um golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, o ministro do Planejamento de Michel Temer, Romero Jucá, disse que pedirá licença do cargo até que o Ministério Público Federal esclareça as “condições” de seu áudio divulgado nesta segunda-feira (23).
Agência PT
"A partir de amanhã, estou de licença. Vou acompanhar a votação da comissão [de Orçamento] hoje. Amanhã estarei de licença, reassumo o Senado para fazer o enfrentamento aqui até que o MPF se manifeste quanto às condições da minha fala com Sérgio Machado", declarou Jucá.
Na entrevista concedida logo após o vazamento, Jucá disse que "não tenho nada a temer" e que se "tivesse telhado de vidro, não teria assumido a presidência do PMDB no momento de confronto com o PT".
Disse ainda que não iria sair do governo. "O cargo de ministro é uma decisão do presidente Michel Temer. Vou exercê-lo [o cargo] na plenitude enquanto entender que tiver a confiança do presidente Michel Temer. (...) Não nasci ministro do Planejamento e não vou morrer ministro do Planejamento. Não vejo nenhum motivo para eu pedir afastamento. Me sinto muito tranquilo e vou aguardar uma decisão do presidente Michel Temer", afirmou.
Mais tarde anunciou a mudança e disse que se "licenciaria", mas tentou manter a bravata: "Estou consciente que não cometi irregularidade".
No entanto, os áudios revelados pela Folha de S. Paulo vazados das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) demonstram o contrário. Na coletiva de imprensa, Jucá chegou a dizer que na gravação quando falou com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, de "estancar sangria" não se tratava de barrar a Lava Jato, mas se referiria a crise econômica. Mas a Folha, que havia somente publicado a transcrição, divulgou o conteúdo do áudio para rebater o ministro.
Mas a conversa não deixa dúvidas de que se trata das investigações. Primeiro, Sérgio afirma: "Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisão de segunda instância], vai todo mundo delatar".
Em seguida, Jucá comenta: "Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo, e a Odebrecht, vão fazer [delação]".
Preocupado, Sérgio Machado diz: "Odebrecht vai fazer". E ele responde: "Seletiva, mas vai fazer".
A tática de Temer e os aliados do gabinete do golpe é tentar desvincular - como se fosse possível - Jucá de Temer e, portanto, de seu governo. As gravação não permitem tal manobra, pois evidenciam que o impeachment contra a presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, foi um golpe para barrar as investigações do esquema de corrupção da Lava Jato que os atingiria.
O deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE) avalia que as gravações divulgadas nesta segunda-feira (23) de conversas do senador Romero Jucá, apontado ministro do governo golpista de Michel Temer, comprovam a conspiração de setores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para impor um golpe de estado no Brasil e, com isso, firmar um pacto para frear a operação Lava Jato.
Agência Câmara
Para Chico Lopes "o golpe fica ainda mais claro e a situação de Temer e Jucá, ainda mais insustentável" a partir do momento em que o País tem provas concretas da ação coletiva e organizada para derrubar o governo e quebrar a democracia.
Nas conversas, divulgadas pela Folha de S. Paulo, Romero Jucá fala em um "pacto para deter a Lava Jato", o que, para o deputado Chico Lopes, demonstra mais uma vez que não havia nenhum interesse em combater a corrupção, ao contrário do que foi dito durante as votações realizadas na Câmara Federal e no Senado como tentativa de legitimar o processo de golpe no Brasil.
"O único interesse de Temer, Jucá, do PMDB e do grupo golpista que agora diz que governa o País era tirar do poder a presidenta Dilma, eleita democraticamente por 54 milhões de brasileiros. Não tinha nada de interesse em combater corrupção. O único interesse desse grupo era tomar o poder, sem esperar eleições, e uma vez no governo firmar um pacto contra a Lava Jato", aponta Chico Lopes, que denunciou desde o início o processo golpista.
"Golpe escancarado"
"As gravações são extremamente graves, comprovam a articulação organizada em prol do golpe e deixam claro que essa situação não pode permanecer assim. Se alguém ainda tinha alguma dúvida, ficou escancarada agora a atuação coletiva, do grupo de Temer, de setores do Legislativo e do Judiciário, em prol de um golpe no País. E isso é completamente inaceitável", ressalta Chico Lopes.
"O golpe está desmascarado de vez e precisa ser revertido. É preciso a urgente retomada da democracia, com o fim da interinidade golpista e com investigações sérias sobre Jucá, sobre o ex-senador Sérgio Machado, o PSDB e todos os citados como envolvidos no seu 'pacto para frear a Lava Jato'", defende o deputado cearense.
"O senador Romero Jucá afirma com todas as letras que tem acesso à maioria do Supremo Tribunal Federal, menos um ministro, e que era preciso mudar o governo para 'estancar a sangria'. Está escancarada, comprovada a real intenção dos golpistas. A sociedade tem um motivo a mais e um ponto de partida claro para reverter esse processo, agora e já", enfatiza Chico Lopes.
Acima da lei?
"Jucá também diz que o juiz Sérgio Moro e a Justiça Federal de Curitiba agem de forma acima da lei, forçando confissões dos que são enviados para lá. Isso é muito grave e precisa de rigorosa apuração", destaca. "Assim como as citações que Jucá faz ao Supremo Tribunal Federal, dizendo ter acesso à maioria dos ministros, com poucas exceções. Fica escancarada a articulação pró-golpe, com a afirmação de que até a Justiça estaria sendo 'acessada' por eles".
Retomar a democracia imediatamente
"O governo golpista de Michel é mais sujo do que pau de galinheiro. E quem não pode com o pote, não segura na rodilha. A sociedade não aceita isso, e essa notícia nos causa indignação e deve servir como ponto de partida para imediatamente retomar a democracia e pôr fim ao golpe", complementa Chico Lopes.
Por Dalwton Moura, da Assessoria do Deputado Chico Lopes
O governo interino de Michel Temer surgido da conspiração por meio de um golpe de Estado, conduzido por agrupamentos conservadores, retrógrados e fascistizantes, só podia ser horrível – não deu outra.
Por Renato Rabelo*, em seu blog
Foto: Lula Marques/Agência PTGoverno ilegítimo de Michel Temer.
Deslindou uma virada à direita, que traz a opacidade dos tempos sombrios da nossa história, revelando-se por inteiro e de forma acelerada. Espelha a cara da trágica Sessão da Câmara do dia 17 de abril, já de triste memória, que deu a arrancada para o golpe.
Governo interino, imposto como definitivo Este governo interino procura desenfreadamente desmontar o que encontra de feição democrática, desenvolvimento social e avanço progressista. Esta é a causa comum de um governo formado por grupos heterogêneos, retrógrados, revanchistas. O curso golpista iniciou-se por uma conspiração, logo após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, passou pela busca de convergência operacional, a via a ser seguida, e conformou uma coalizão que se uniu pelo impeachment da presidenta da República, sendo a forma institucional encontrada para encobrir o golpe de Estado.
Esse processo de impedimento fraudado, na sua causa e na sua origem, teve sua voz cantante entoada pelo PSDB e como agente deflagrador o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, expressão da direita atual, montado no apelidado “Centrão” (composto por mais de 200 deputados), agora chamado “Frente Ordem e Progresso” (sic), sob seu domínio e controle. Todo consórcio oposicionista anti-Dilma e antagônico à “era Lula” se valeu desse inestimável serviço sujo para responder ao seu desiderato, valendo-se assim de um exímio calculista das negociatas políticas, que, em contrapartida, tudo fazia e faz para se blindar de múltiplos processos judiciais no seu lombo, na PGR e no STF.
Seguindo essa trajetória pode-se destrinchar a resultante dessa trama institucional-midiática-golpista, sob o beneplácito da justiça suprema. O governo provisório de Temer, para eles, já não tem o adjetivo de interino, é definitivo. Este governo é resultante de um conluio das forças de direita, conservadoras e fundamentalistas, em proveito dos grandes círculos financeiros e empresariais e por uma plutocracia arrogante. O seu formato responde ao resultado de uma operação institucional de exceção, que descambou para um tipo de golpe parlamentar, apoiado na mobilização midiática da classe média tradicional, convertendo-se em verdadeira eleição indireta, inconstitucional, para presidente da República.
Governo interino sob a hegemonia de Eduardo Cunha Por isso, a divisão do bolo é feita entre os parlamentares pró-impeachment, porquanto não é um governo eleito nas urnas. O presidente interino deve sua “eleição” a eles, revelando ser um governo heterogêneo, de poderes repartidos, de domínios demarcados, donde Eduardo Cunha, mesmo afastado, mantém sua influência dominante. Com indicações significativas no governo, e no acerto de contas, continua como credor infinito. No Senado, agora na fase de julgamento, esse governo provisório, dependente dos votos dos senadores, controla-os passo a passo para garantir seus dois terços decisivos. Vale tudo pelos dois terços, eis a excrescência indecente. Na visão do governo interino o “julgamento” no Senado é somente uma disputa política cabal. Também o STF aparenta seguir a mesma linha. E, agora, já feita a divisão do botim e com todo poder executivo nacional sob o ditame do “novo” governo, tornar-se-á para eles uma batalha de ganho garantido e definitivo.
No entanto, o governo interino — que assume despoticamente como se fosse definitivo com grande desenvoltura — põe em reverso as conquistas avançadas. Como previsto já demonstra mais cedo do que se esperava um retrocesso de décadas e revela sua catadura arbitrária, preconceituosa, odienta. Na condição de usurpador do poder age desmontando o governo anterior sacrificando as conquistas sociais e populares, longe dos avanços culturais e democráticos na sociedade e das conquistas de gênero. Na sua prepotência chega a sitiar a presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada e limita seu acesso, aplicando-a insólita censura.
A sua equipe econômica do governo interino dita fiscalista, se prepara para um “choque fiscal”, ou seja, somente através de corte drástico de despesas, evidentemente atingindo saúde, educação e programas sociais é que pode trazer o crescimento. Indica que tudo pode ser privatizado, volta o conceito de Estado mínimo e desconstituição de uma economia nacional. A política externa vigente de inserção soberana no contexto internacional, integração com os nossos vizinhos da região, parcerias estratégicas em função de um mundo multipolar, vai sendo revertida pela velha política da classe dominante vende-pátria, onde o Brasil volta a ter um papel secundário se realinhando às grandes potências capitalistas-imperialistas.
Presidenta Dilma – símbolo da luta democrática Em contraste a resistência cresce e se amplia, as manifestações se multiplicam, se estende a frente anti-Temer, incorporando camadas que antes lutavam pelo impeachment da presidenta Dilma. As ruas já são ocupadas por seguidas manifestações contra o golpe. O presidente interino se refugia nos gabinetes em Brasília, enquanto a presidenta Dilma é mais e mais ovacionada nas ruas. Sinal de que algo de podre existe na presidência golpista. Esta demonstra vacilação, recuos, ausência de um rumo definido. Tudo isso se reflete em maior turbulência institucional, provoca maior incerteza em crescentes segmentos da sociedade e, sobretudo, se eleva a repúdio nas fileiras democráticas.
Desnuda-se em face da nova situação a ilegitimidade da operação golpista que derrubou a presidenta Dilma. É uma unanimidade na imprensa internacional, de personalidades em vários países, de presidentes da OEA e da UNASUL, de que a presidenta da República foi apeada do poder por uma via de exceção e negação do Estado democrático de direito. A presidenta Dilma vem se transformando num símbolo da luta pela democracia e vítima de grande injustiça, por que não praticou nenhum crime de corrupção em beneficio próprio, sendo ao reverso condenada por uma horda de detratores, estes sim envolvidos em processos de vários delitos de corrupção. O golpe pode ser revertido, apesar da trama da classe dominante e do grande aparato de poder ao seu dispor.
A volta da presidenta Dilma ao posto presidencial não seria uma simples continuidade. Conforme ela indica seria sustentada pelo programa que a elegeu em 2014, revalidado diante das lições retiradas em um ano e meio de governo e em resposta às exigências atuais, contrastando com a agenda regressiva imposta pelo governo interino. E, acrescento eu, ela se comprometeria em propor um Plebiscito remetendo à decisão do desfecho democrático à soberania popular, que se pronunciaria pelo SIM ou NÃO da antecipação da eleição presidencial. Uma causa justa pela defesa da democracia e do avanço civilizatório, assumida pelo povo, pode vencer a injustiça e o autoritarismo dominantes.
*Renato Rabelo é foi presidente e vice-presidente nacional do PCdoB. Atual presidente da Fundação Maurício Grabois (FMG).
Como travar a luta dos movimentos sociais em um contexto de golpe? Para responder essa questão e aprofundar o debate sobre a conjuntura nacional, os militantes do PCdoB que atuam no movimento social do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reuniram-se na manhã desta quinta-feira (19) na sede do Comitê Central do partido. O encontro contou com as explanações da presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos, e do secretário de movimentos sociais do Partido, André Tokarski.
Foto: Clécio Almeida
Luciana iniciou sua fala denunciando as medidas nocivas do governo ilegítimo Temer, “Há um poderoso conluio que derrubou a presidenta Dilma,composta por partidos da oposição de direita, setores financeiros, midiáticos, jurídicos e também por interesses políticos externos. A Ponte Para o Futuro [programa neoliberal de governo do PMDB] está em curso e o pacote de maldades já se faz presente, com a extinção do Ministério da Cultura (MinC), cortes nas as com políticas sociais de inclusão e dos direitos humanos, além da ausência de mulheres no ministério. Está surgindo um apelo social muito forte contrário a essas ações”, alertou a presidenta do PCdoB.
E seguiu, “daqui para frente, haverá uma forte movimentação na criminalização dos movimentos sociais que já foi anunciada pelo ministro da Justiça, [Alexandre Morais, ex-secretário de Segurança Pública de Alckmin, que comandou diversos ataques em manifestações] a mutilação dos direitos trabalhistas, com a proposta de Reforma da Previdência, sepultando o ciclo de avanços sociais e aplicando a velha cartilha neoliberal: O pacote de privatizações, entrega do Pré-Sal às multinacionais, o rebaixamento dos bancos públicos, a desarticulação da unidade progressista na América Latina voltando com o debate da Alca, ou seja, a velha cartilha neoliberal sendo aplicada”, afirmou a presidenta do PCdoB.
Plebiscito e Diretas Já: O caminho para enfrentar a direita
Luciana salientou que, em um momento de aguda crise política institucional, é necessário que o povo seja chamado a tomar as rédeas de seu destino como nação soberana. “Em um contexto explicito de golpe, o PCdoB avalia que a saída mais pertinente para contestar um governo não eleito pelo voto popular é a luta por um plebiscito, reivindicando as eleições diretas para a presidência”, conclui.
André Tokarski: Campanha pelas Diretas unifica sociedade contra o golpe
Em sua fala, André Tokarski afirmou que o momento exige enfrentamento à agenda que imposta pela direita, através do Congresso Nacional e das ações no Governo Federal, “são sete ministros investigados na Lava Jato, o líder do governo na Câmara dos Deputados é diretamente ligado ao Cunha, e esse, antes de se ser afastado da presidência do Câmara, criou uma CPI contra a União Nacional dos Estudantes (UNE) para criminalizar a entidade, além dos cortes no Minha Casa, Minha Vida, as propostas que sucateiam a educação e a extinção do MinC. É um grande pacto autoritário, antipopular e antidemocrático, que, desde 2014, não reconhecem o mandato da presidenta Dilma Rousseff”, alertou.
Tokarski avalia que a bandeira do plebiscito tem um grande potencial para unificar e fortalecer a luta contra o retrocesso. “Fazer a defesa do plebiscito, reivindicando as eleições diretas é um mecanismo que amplia a denúncia do golpe e faz crescer o apoio popular, para contestar um governo que não representa a população brasileira”, conclui.
O ilegítimo Michel Temer e sua primeira semana de horrores
A demissão do garçom José Catalão, que servia cafezinho no Palácio do Planalto, sob a acusação de ser “petista”, dá a medida da mesquinharia do governo ilegítimo que ocupa, desde a quinta-feira (12) a presidência da República. A lista de horrores contra o país e o povo parece não acabar. Este curto espaço de tempo foi marcado por uma combinação estapafúrdia de autoritarismo, opção pelos ricos e abandono de políticas públicas e programas voltados para os mais pobres.
O mais visível desses atos antidemocráticos foi o desmonte do Ministério da Cultura, transformado em uma secretaria para a qual um conjunto de mulheres notáveis – Bruna Lombardi, Cláudia Leitão, Daniela Mercury, Eliane Costa e Marília Gabriela – disse sucessivos nãos às tentativas de nomeá-las. Na mesma linha, demitiu o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, para possibilitar aos golpistas o controle completo da comunicação pública.
Provocou, por assim dizer, desconforto entre os industriais ao nomear Marcos Pereira para o ministério da Indústria e Comércio, que é estranho aos assuntos da pasta. Para os trabalhadores, as notícias iniciais foram ruins - e a pior delas, a projetada reforma da Previdência, provocou reações imediatas no próprio campo golpista. Foi também contra o povo a revogação da medida da presidenta Dilma Rousseff que autorizou a construção de 11.250 unidades do Minha Casa Minha Vida.
Outro fiasco ameaçador, para o povo, foi a investida contra o Sistema Único de Saúde (SUS) feita pelo ocupante do ministério da Saúde, o privatista Ricardo Barros, sob a costumeira alegação conservadora de que o brasileiro não tem dinheiro para aplicar na universalização do atendimento de saúde – embora tenha para pagar juros escorchantes aos rentistas e especuladores!
Prevendo a reação que enfrentará, o ilegítimo Michel Temer nomeou para ocupar o ministério da Justiça, Alexandre de Moraes, que chamou os protestos contra o golpe de “atos de guerrilha”. A orientação adotada na política externa, como o notório golpista José Serra à frente, reflete a vexatória “lei Chico Buarque”: rosnar contra os fracos e pequenos, como os vizinhos da Américas do Sul, e afinar a voz o imperialismo, o norte-americano sobretudo.
Na área decisiva da economia e das finanças, a mudança de rumo abandona os interesses populares e nacionais para atender os interesses dos rentistas e especuladores. Revela assim a natureza e a face verdadeira deste governo ilegítimo – o poder dos banqueiros e daqueles que vivem de abocanhar as finanças públicas. Henrique Meireles se cercou de sócios e propagandistas da especulação rentista, entre eles Ilan Goldfajn, escalado para ser o presidente do Banco Central. É um neoliberal extremamente conservador, ligado ao Itaú Unibanco, que quer mais desemprego para baixar o salário mínimo e, dessa forma conservadora, combater a inflação!
A ação de Michel Temer tem a desenvoltura de um novo governo, mas a fonte de seus problemas é a flagrante ilegitimidade de sua presença na presidência da República. Ilegitimidade cujo reconhecimento cresce no Brasil no exterior - como ocorreu com a manifestação feita durante o festival de Cannes, onde a equipe do filme brasileiro “Aquarius” demonstrou ao mundo sua indignação frente ao golpe ocorrido no Brasil.
O ilegítimo Michel Temer e sua primeira semana de horrores
A demissão do garçom José Catalão, que servia cafezinho no Palácio do Planalto, sob a acusação de ser “petista”, dá a medida da mesquinharia do governo ilegítimo que ocupa, desde a quinta-feira (12) a presidência da República. A lista de horrores contra o país e o povo parece não acabar. Este curto espaço de tempo foi marcado por uma combinação estapafúrdia de autoritarismo, opção pelos ricos e abandono de políticas públicas e programas voltados para os mais pobres.
O mais visível desses atos antidemocráticos foi o desmonte do Ministério da Cultura, transformado em uma secretaria para a qual um conjunto de mulheres notáveis – Bruna Lombardi, Cláudia Leitão, Daniela Mercury, Eliane Costa e Marília Gabriela – disse sucessivos nãos às tentativas de nomeá-las. Na mesma linha, demitiu o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, para possibilitar aos golpistas o controle completo da comunicação pública.
Provocou, por assim dizer, desconforto entre os industriais ao nomear Marcos Pereira para o ministério da Indústria e Comércio, que é estranho aos assuntos da pasta. Para os trabalhadores, as notícias iniciais foram ruins - e a pior delas, a projetada reforma da Previdência, provocou reações imediatas no próprio campo golpista. Foi também contra o povo a revogação da medida da presidenta Dilma Rousseff que autorizou a construção de 11.250 unidades do Minha Casa Minha Vida.
Outro fiasco ameaçador, para o povo, foi a investida contra o Sistema Único de Saúde (SUS) feita pelo ocupante do ministério da Saúde, o privatista Ricardo Barros, sob a costumeira alegação conservadora de que o brasileiro não tem dinheiro para aplicar na universalização do atendimento de saúde – embora tenha para pagar juros escorchantes aos rentistas e especuladores!
Prevendo a reação que enfrentará, o ilegítimo Michel Temer nomeou para ocupar o ministério da Justiça, Alexandre de Moraes, que chamou os protestos contra o golpe de “atos de guerrilha”. A orientação adotada na política externa, como o notório golpista José Serra à frente, reflete a vexatória “lei Chico Buarque”: rosnar contra os fracos e pequenos, como os vizinhos da Américas do Sul, e afinar a voz o imperialismo, o norte-americano sobretudo.
Na área decisiva da economia e das finanças, a mudança de rumo abandona os interesses populares e nacionais para atender os interesses dos rentistas e especuladores. Revela assim a natureza e a face verdadeira deste governo ilegítimo – o poder dos banqueiros e daqueles que vivem de abocanhar as finanças públicas. Henrique Meireles se cercou de sócios e propagandistas da especulação rentista, entre eles Ilan Goldfajn, escalado para ser o presidente do Banco Central. É um neoliberal extremamente conservador, ligado ao Itaú Unibanco, que quer mais desemprego para baixar o salário mínimo e, dessa forma conservadora, combater a inflação!
A ação de Michel Temer tem a desenvoltura de um novo governo, mas a fonte de seus problemas é a flagrante ilegitimidade de sua presença na presidência da República. Ilegitimidade cujo reconhecimento cresce no Brasil no exterior - como ocorreu com a manifestação feita durante o festival de Cannes, onde a equipe do filme brasileiro “Aquarius” demonstrou ao mundo sua indignação frente ao golpe ocorrido no Brasil.
Abaixo, a declaração à imprensa da Presidenta Dilma Rousseff:
Bom dia. Bom dia senhores e senhoras jornalistas, bom dia - aqui tem parlamentares, ministros, bom dia a todos aqui.
Eu vou fazer uma declaração à imprensa, portanto, não é uma entrevista, é uma declaração.
Queria,
primeiro, dizer a vocês e dizer, também, a todos os brasileiros e a
todas as brasileiras, que foi aberto pelo Senado Federal o processo de
impeachment e determinada a suspensão do exercício do meu mandato pelo
prazo máximo de 180 dias.
Eu fui eleita presidenta por 54 milhões
de cidadãs e de cidadãos brasileiros e é nesta condição, na condição de
presidenta eleita pelos 54 milhões, que eu me dirijo a vocês nesse
momento decisivo para a democracia brasileira e para nosso futuro como
Nação.
O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas
o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade
soberana do povo brasileiro e à Constituição. O que está em jogo são as
conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos das pessoas mais pobres e da
classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às
universidades e às escolas técnicas, a valorização do salário mínimo, os
médicos atendendo a população, a realização do sonho da casa própria,
com o Minha Casa Minha Vida. O que está em jogo é, também, a grande
descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é o futuro do País, a
oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.
Diante da
decisão do Senado, eu quero, mais uma vez, esclarecer os fatos e
denunciar os riscos para o País de um impeachment fraudulento, um
verdadeiro golpe.
Desde que fui eleita, parte da oposição,
inconformada, pediu recontagem de votos, tentou anular as eleições e
depois passou a conspirar abertamente pelo meu impeachment. Mergulharam o
País em um estado permanente de instabilidade política, impedindo a
recuperação da economia com um único objetivo: de tomar à força o que
não conquistaram nas urnas.
Meu governo tem sido alvo de intensa e
incessante sabotagem. O objetivo evidente vem sendo me impedir de
governar, e, assim, forjar o meio ambiente propício ao golpe. Quando uma
presidente eleita é cassada, sob a acusação de um crime que não
cometeu, o nome que se dá a isto, no mundo democrático, não é
impeachment: é golpe.
Não cometi crime de responsabilidade, não
há razão para um processo de impeachment. Não tenho contas no exterior,
nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é
um processo frágil, juridicamente inconsistente, um processo injusto,
desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. É a maior das
brutalidades que pode ser cometida contra qualquer ser humano: puni-lo
por um crime que não cometeu.
Não existe injustiça mais
devastadora do que condenar um inocente. Injustiça cometida é mal
irreparável. Esta farsa jurídica de que estou sendo alvo deve-se ao fato
de que, como presidenta, nunca aceitei chantagem de qualquer natureza.
Posso
ter cometido erros, mas não cometi crimes. Estou sendo julgada
injustamente por ter feito tudo o que a lei me autorizava a fazer. Os
atos que pratiquei foram atos legais, corretos, atos necessários, atos
de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me
antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora.
Acusam-me
de ter editado seis decretos de suplementação, seis decretos de crédito
suplementar e, ao fazê-lo, ter cometido crime contra a Lei
Orçamentária. É falso. É falso, pois os decretos seguiram autorizações
previstas em lei. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão.
Acusam-me de atrasar pagamentos do Plano Safra. É falso. Nada determinei
a respeito. A lei não exige a minha participação na execução deste
Plano. Meus acusadores sequer conseguem dizer que ato eu teria
praticado, que ato? Qual ato? Além disso, nada restou para ser pago, nem
dívida há.
Jamais, em uma democracia, um mandato legítimo de um
presidente eleito poderá ser interrompido por causa de atos legítimos de
gestão orçamentária. O Brasil não pode ser o primeiro a fazer isto.
Queria
me dirigir a toda a população do meu País dizendo que o golpe não visa
apenas me destituir, destituir uma presidenta eleita pelo voto de
milhões de brasileiros, voto direto em uma eleição justa. Ao destituir o
meu governo querem, na verdade, impedir a execução do programa que foi
escolhido pelos votos majoritários dos 54 milhões de brasileiros e
brasileiras. O golpe ameaça levar de roldão não só a democracia, mas
também as conquistas que a população alcançou nas últimas décadas.
Durante
todo esse tempo tenho sido, também, uma fiadora zelosa do Estado
Democrático de Direito. Meu governo não cometeu nenhum ato repressivo
contra movimentos sociais, contra movimentos reivindicatórios, contra
manifestantes de qualquer posição política.
O risco - o maior
risco para o país nesse momento -, é ser dirigido por um governo dos
sem-voto, um governo que não foi eleito pelo voto direto da população
brasileira. Um governo que não terá a legitimidade para propor e
implementar soluções para os desafios do Brasil. Um governo que pode ser
ver tentado a reprimir os que protestam contra ele. Um governo que
nasce de um golpe, de um impeachment fraudulento, nasce de uma espécie
de eleição indireta, um governo que será ele próprio a grande razão para
a continuidade da crise política em nosso País.
Por isso, quero
dizer a vocês, a todos vocês que eu tenho orgulho de ser a primeira
mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho orgulho de ser a primeira
mulher eleita presidenta do Brasil. Nestes anos, exerci meu mandato de
forma digna e honesta. Honrei os votos que recebi. Em nome desses votos e
em nome de todo o povo do meu País, vou lutar com todos os instrumentos
legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim. Até o dia
31 de dezembro de 2018.
O destino sempre me reservou muitos
desafios, muitos e grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis,
mas eu consegui vencê-los. Eu já sofri a dor indizível da tortura; a dor
aflitiva da doença; e agora eu sofro mais uma vez a dor igualmente
inominável da injustiça. O que mais dói, neste momento, é a injustiça. O
que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e
política.
Mas não esmoreço. Olho para trás e vejo tudo o que
fizemos; olho para a frente e vejo tudo o que ainda precisamos e podemos
fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face
de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas
ideias e seus direitos.
Lutei a minha vida inteira pela
democracia, aprendi a confiar na capacidade de luta do nosso povo. Já
vivi muitas derrotas e vivi grandes vitórias, confesso que nunca
imaginei que seria necessário lutar, de novo, contra um novo golpe no
meu País. Nossa democracia jovem, feita de lutas, feita de sacrifícios,
feita de mortes não merece isso.
Nos últimos meses, nosso povo
foi às ruas, foi às ruas em defesa de mais direitos, de mais avanços. É
por isso que tenho certeza de que a população saberá dizer ‘não’ ao
golpe. O nosso povo é sábio e tem experiência histórica. Aos brasileiros
que se opõem ao golpe, independentemente de posições partidárias, faço
um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela
democracia não tem data para terminar: é luta permanente, que exige de
nós dedicação constante. A luta pela democracia não tem data para
terminar.
A luta contra o golpe é longa. É uma luta que pode ser
vencida e nós vamos vencer. Esta vitória, esta vitória depende de todos
nós. Vamos mostrar ao mundo que há milhões de defensores da democracia
em nosso País.
Eu sei e muitos aqui sabem, sobretudo nosso povo
sabe que a história é feita de luta e sempre vale a pena lutar pela
democracia. A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos
desistir, jamais vou desistir de lutar.
O humorista Bemvindo Sequeira se filiou novamente ao PCdoB neste sábado (7). Em carta aberta, publicado em sua conta oficial no Facebook, o artista contou que havia ingressado no Partido Comunista do Brasil em 1963, mas com o golpe militar e a clandestinidade de muitos camaradas perdeu o contato, mas continuou fiel aos “ideais humanistas” e volta agora ao seu “primeiro partido”.
Bruno Bou Bemvindo se filiou novamente ao PCdoB neste sábado (8) e agora pretende reencontrar "velhos camaradas de lutas" Neste sábado (7) o humorista foi convidado a participar de uma reunião do Comitê de Cultura e Mídia do PCdoB do Rio de Janeiro e disse ter se “entusiasmado” novamente com as propostas e com o programa do partido. Por isso decidiu voltar à sua primeira sigla onde “ganhou e a aprendeu consciência social”.
“Deixo o PT mas não a minha solidariedade e fraternidade com todos os companheiros de lutas com os quais convivi e que iremos continuar convivendo em nossas jornadas”, disse Bemvindo. E afirmou que agora vai encontrar novamente “velhos camaradas”.
Na carta, Bemvindo destaca sua relação de profunda amizade com André Grabois que ele qualifica como “amigo inesquecível da juventude” o qual se lembra com “saudades e orgulho”.
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizen,do que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.