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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Líderes chineses viajam para conhecer e escutar o povo - Portal Vermelho

Líderes chineses viajam para conhecer e escutar o povo - Portal Vermelho

O ano novo de 2013 é o primeiro para os líderes récem-eleitos do Partido Comunista da China (PCCh) no comando do país. O secretário-geral do Comitê Central do PCCh, Xi Jinping, e o membro do Comitê Permanente do Birô Político, vice-premiê Li Keqiang, enfrentaram as ondas de frio e neve e foram às províncias de Hebei, Jiangxi e Hubei para visitar e escutar os pobres, agricultores e trabalhadores.
Frente aos desafios do desenvolvimento social do país, os novos líderes reiteraram a confiança e determinação para superar as dificuldades, cujas atitudes pragmáticas ganharam a convicção do povo.

O condado de Fuping, localizado nas montanhas de Taihang, na província de Hebei, foi uma das estações de passagem de Xi Jinping. As pessoas de lá vivem com uma renda anual de 900 yuans, o que coloca a região na lista das zonas mais pobres da China. Casas de argila e mobiliários velhos são exatamente a cena que o secretário-geral quer conhecer, salientando que esta é a pobreza real do país.

A mil quilômetros de distância, o vice-premiê Li Keqiang estava sentando ao lado de trabalhadores migrantes, na zona de desenvolvimento econômico e tecnológico de Jiujiang, na província de Jiangxi, para escutar seus desejos e necessidades.

A visita da nova liderança chinesa ao mais necessitados é interpretada pela imprensa como um sinal de busca pela prosperidade conjunta. O jornalista do diário Zaobao de Cingapura, Yu Haisheng, comentou que a ação mostra o conhecimento profundo dos líderes da realidade do país.

"Eles visitam apenas as regiões mais pobres da China. No passado, as pessoas achavam isto prejudicial à imagem do país. Mas desta maneira os líderes podem conhecer a situação verdadeira, a pobreza e vida real do povo, obtendo assim um conhecimento mais profundo da realidade do país."

No primeiro encontro com a imprensa após sua eleição, Xi Jinping prometeu dar uma resposta satisfatória à população. Termos como "responsabilidade" e "povo" foram várias vezes repetidos no discurso do novo secretário-geral. Durante o primeiro mês de mandato, os líderes visitaram, portadores de aids, pessoas de classe baixa, trabalhadores e agricultores. O perfil de proximidade com o povo e a atitude pragmática injetam ao público uma alta esperança no futuro da China.

Entretanto, o professor da Escola do Partido do Comitê Central do PCCh, Xin Ming, alertou que é indispensável a garantia do sistema para que tal atitude não se limite a mero formalismo.

"Esperamos definitivamente um estilo pragmático e de busca de verdade. Mas isso deve se basear em garantias sistemáticas e ações práticas. Essa atitude boa não deve se transformar em 'vento' e resultar em mero formalismo no final. Reparamos que muitos governos locais já estipularam novas reformas, mas o vital para esses planos é uma governaça simplificada, eficiente e econômica."

O ano de 2013 marca o início da nova liderança do 18º Comitê Central do PCCh. Os chineses estão à espera de uma vida mais confortável e um desenvolvimento social melhor.

Fonte: Rádio Internacional da China



(Vídeo) Entrevista Exclusiva de Nicolás Maduro a Telesur sobre Chávez e a Venezuela em 1º de janeiro - Telesur

(Vídeo) Entrevista Exclusiva de Nicolás Maduro a Telesur sobre Chávez e a Venezuela em 1º de janeiro - Telesur

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pepe Escobar: “Estupro da Síria será a principal tragédia geopolítica de 2013” - Coletivo Vila Vidu


1/1/2013, Pepe Escobar, em Russia Today [vídeo e entrevista transcrita e traduzida]
http://www.youtube.com/watch?v=L5SF8pNCaFc

Russia Today: Pepe Escobar é um dos nossos correspondentes estrangeiros prediletos. Olá, Pepe, como vai? Que lindo sorriso, amigo! Feliz Ano Novo, Pepe!

Pepe Escobar: Feliz Ano Novo!

Russia Today: Pepe fala conosco, cada vez, de uma cidade diferente. Você está onde, hoje, Pepe?

Pepe Escobar: London Eye [risos].

Russia Today: Mas, diga, Pepe, por favor. Kofi Annan nada conseguiu. Foi substituído por Lakhdar Brahimi, que parece que pouco está conseguindo. Para onde irá a Síria, afinal?

Pepe Escobar: É muito triste, é muito triste, de fato, para todos, em todo o mundo, porque a principal tragédia geopolítica de 2013 será a principal tragédia geopolítica também de 2012: o estupro da Síria. Vou dizer uma coisa, porque é ‘visual’, permite ver as coisas: há poucos meses, na Suécia, em abril do ano passado, Kofi Annan deu uma palestra, e naquele momento ainda tentava articular algum tipo de acordo na Síria. Mas a palestra, de fato, foi, do começo ao fim, um relato, uma confissão de impotência. Se o próprio Kofi Annan não conseguiu levar todos os atores para uma negociação, sentá-los todos em volta da mesma mesa, até chegarem a algum acordo, sobretudo porque a oposição na Síria não queria acordo algum, é pouco provável que Lakhdar Brahimi consiga mais sucesso, onde Kofi Annan fracassou. Quer dizer: a coisa lá está andando diretamente na direção do que foi a guerra civil no Líbano, e pode durar 15 anos, em vez de alguns meses. É horrível.

Russia Today: O presidente Assad disse que não sairá de lá, quando falou com nosso correspondente em Damasco, há alguns meses. Perguntaram-lhe se tinha medo do futuro. Assad respondeu que não, não tinha medo algum. [A jornalista ao lado intervém:] Ao longo de 2012, praticamente todos os analistas previram que Assad não conseguiria ficar, que não aguentaria. [O jornalista prossegue]. Pois é. Apesar do muito que se disse, o que se vê hoje é que Assad lá está e lá continua. Essa posição do presidente não torna as coisas sempre mais difíceis, não só para a oposição, mas também para os seus seguidores?

Pepe Escobar: A coisa é que não se viram, até agora, as tais fissuras na liderança, que tantos esperavam. Não há deserções nem rupturas de nenhum tipo no centro do poder de Assad. A cada duas, três semanas, ouve-se falar de um desertor de importância secundária, e é o que basta para a imprensa-empresa ocidental pôr-se a noticiar que o mundo estaria desabando sobre a cabeça de Assad, que será derrubado amanhã e, assim, acabou-se a história. Não será derrubado amanhã e a história ainda não acabou. O regime mantém-se em grande parte intacto e operante, De fato, ninguém poderá vencer essa guerra civil. As forças de Assad mantêm-se no controle das grandes cidades. Se alguém conseguir vencer as forças de Assad em Aleppo ou em Damasco, sim, talvez se possa começar a pensar em fim do que se vê lá hoje. Mas, por hora...

Russia Today: Em poucas palavras, que nosso tempo está acabando: o que você acha cabível esperar para o futuro imediato da Síria?

Pepe Escobar: A única possibilidade seria a oposição – se conseguir se organizar para manifestar o desejo dos sírios –, decidir não dar ouvidos aos sauditas, nem aos turcos, nem aos qataris, nem aos norte-americanos, britânicos e franceses. E sentarem-se com o governo de Assad e construírem juntos o projeto de um governo de transição ou, no mínimo, um plano de transição que os leve a eleições livres. Pode acontecer? Acho que não. Não acho que seja provável.

Russia Today: Obrigado, Pepe. Feliz Ano Novo!

Pepe Escobar: Feliz Ano Novo a todos. Feliz Ano Novo.
RT LIVE http://rt.com/on-air

Cuba celebra un aniversario más de la Revolución

Gobierno venezolano asegura que Chávez pasó el día "tranquilo y estable" — teleSUR

Gobierno venezolano asegura que Chávez pasó el día "tranquilo y estable" — teleSUR
El ministro de ciencia y tecnología, Jorge Arreaza, a nombre del Gobierno de Venezuela, informó que el mandatario Hugo Chávez pasó el día "tranquilo y estable". Invitó a los venezolanos a no creer en "rumores mal intencionados".

El ministro de ciencia y tecnología de Venezuela, Jorge Arreaza, informó este lunes en horas de la noche que el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, pasó el día “tranquilo y estable”.

A través de su cuenta en la red social Twitter, @jaarreaza, invitó a los venezolanos a no creer en “rumores mal intencionados” sobre la evolución de la salud del jefe de Estado.

“Compatriotas, NO crean en rumores mal intencionados.El Presidente Chávez ha pasado el día tranquilo y estable, acompañado por sus hij@s”, publicó.

De acuerdo con la última información suministrada por el vicepresidente de Venezuela, Nicolás Maduro, Chávez presentó nuevas complicaciones en el proceso postoperatorio que enfrenta con fortaleza espiritual.

Desde Venezuela y diferentes partes del mundo se han elevado oraciones por la pronta recuperación del jefe de Estado, Hugo Chávez, quien fue operado el pasado 11 de diciembre.

teleSUR/ao-MM

Roberto Amaral: Cuidado; pode ser o ovo da serpente - Portal Vermelho

Roberto Amaral: Cuidado; pode ser o ovo da serpente - Portal Vermelho

“O direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira. À sombra da legítima expectativa de responsabilização, viceja um sentimento de desprezo por garantias fundamentais.” Márcio Thomaz Bastos
“Nós entregamos aos nossos juízes – individualmente considerados— e aos tribunais, mais poder do que eles precisam para exercer suas funções.” Sérgio Sérvulo
O ministro Joaquim Barbosa declara em sua entrevista de final de ano — a primeira de seu recém iniciado mandato, que não há Poder após o Judiciário (e, aparentemente, nem antes…) e que suas decisões são inapeláveis. Esqueceu-se de dizer, porém, que isso não as livra, as decisões, de corrigenda, quando se trata de matéria criminal. É o caso da anistia (C.F. arts. 21, XVII e 48, VIII), e é o caso do indulto e da comutação da pena pelo presidente da República (C.F. art. 84, IX). E não é só, pois o ministro Joaquim Barbosa e seus colegas não estão acima do bem e do mal, eis que podem ser processados, julgados e condenados pelo Senado nos crimes de responsabilidade (C.F. art. 52, II). Podem, até, perder a toga.

Também os poderes do STF são susceptíveis de revisão. O Congresso Nacional pode emendar a Constituição (o que, aliás, tem feito com excessiva desenvoltura) e nela, até, alterar os poderes tanto dele próprio quanto do Executivo e do Judiciário. E pode ainda, o Congresso, legislar na contramão de um julgado do STF, e, assim, torná-lo sem consequência. Os poderes do Judiciário (como os do Legislativo e do Executivo), não derivam, na democracia, da ordem divina que paira, autoritária, sobre os Estados teocráticos, ou da ordem terrena das ditaduras. Atrás dos nossos Poderes, não está um texto de dicção divina, ou um texto datilografado por um escriba do tipo Francisco Campos ou Gama e Silva, mas um texto derivado de uma Assembleia, esta sim um Poder, o único, acima dos demais. Foi exatamente este Poder que, armado da força constituinte oriunda da soberania popular, ditou-lhe, ao STF, existência e a competência.

Não obstante, o Supremo brasileiro se atribui hoje o poder de dizer a primeira e a última palavra. O modelo é a Corte dos EUA, mas, se esta tem a ‘última palavra’ do ponto de vista jurídico, ela a pronuncia dentro dos estritos parâmetros que lhe são fixados pelo poder político, na legislação judiciária. Na Alemanha, na Espanha, em Portugal – adverte o jurista Sérgio Sérvulo – a suprema corte não tem regimento interno: o exercício de sua atividade é pautado em lei, e, com isso, se estabelece seu vínculo umbilical com o poder político.

Pouco entendendo de direito (convido o leitor a levantar os nomes dos dez últimos presidentes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal), e, talvez por isso, votando ao STF um temor reverencial, nosso Congresso fica de cócoras ante o Judiciário, aprovando tudo o que se lhe pede (inclusive aumentos salariais): excrescências como as súmulas vinculantes e repercussões gerais, contra as quais tanto se bateu Evandro Lins e Silva.

De outra parte, esse mesmo Supremo deixou de exercer sua principal função – o controle difuso de constitucionalidade – liberando com isso as mãos dos tribunais e juízes ao arbítrio.
Não trago à discussão tema irrelevante, uma vez que (e dessa verdade muitos se descuidam) as consequências das decisões do STF, de especial nos julgamentos criminais, dizem respeito a todos os cidadãos, e não só aos julgados e condenados. Daí, para horror do pensamento autoritário, a sucessão de instâncias julgadoras e a sequência de recursos e apelações e agravos, que sugerem impunidade, mas que simplesmente atendem à necessidade de assegurar a todos ampla defesa. Na democracia só se condena com provas.

É que essas precauções inexistem no caso do STF, pois ele age, no mesmo julgamento, como primeiro e último grau, como promotor e juiz, e suas decisões constroem jurisprudência a ser observada por todos as demais instâncias. Assim, por exemplo, se, em uma determinada ação criminal, o desconsiderar a presunção de inocência (transformada em “presunção de culpabilidade”), estará condenando todos os acusados de todos os processos vindouros a provar a própria inocência, e não a simplesmente refutar a acusação; se em um determinado caso, o STF considerar dispensável a prova material para caracterizar a culpabilidade de determinado réu, estará dispensando a prova em todos os demais julgamentos.

Uma coisa, desejada, aplaudida, é a sadia expectativa de punição dos chamados ‘crimes de colarinho branco’; outra é a degeneração autoritária do direito criminal.

As decisões do STF, seja no caso da Ação Penal 470 decretando perda de mandato de parlamentares (competência privativa da respectiva Casa legislativa, C. F. art. 55), seja, à mesma época, intervindo na organização da pauta do Congresso mediante decisão monocrática em ordem liminar, assustam o pensamento democrático, que, cioso da importância da separação dos Poderes, reage ao papel de moloch autoritário que a direita quer emprestar ao Poder Judiciário brasileiro. Um dos mais perigosos movimentos desse autoritarismo que começa a quebrar a casca do ovo em que foi gerado, é a judicialização da política, a qual, se atende à fome voraz do Judiciário, é também acepipe que sai do forno dos partidos e do Congresso, seja pela omissão desse, seja pelo vício anti-republicano das oposições, das atuais e das anteriores (PT à frente) de recorrerem ao Judiciário, para a solução de impasses que não souberam resolver no leito natural da política.

De outra parte, a omissão legiferante do Congresso abriu lacunas legais ou criou impasses que foram levados ao Judiciário que, assim, ‘legislou’ e legislou (não discuto o mérito), por exemplo, no julgamento das cotas para negros nas universidades, na descriminalização do aborto de fetos anencéfalos e na legalização da união civil entre homossexuais. E legislou, então à larga, o STF sancionando decisões do TSE, que se auto-incumbiu de fazer a reforma política que o Legislativo postergou. Esse mesmo TSE se especializou em cassar mandatos.
No fundo a questão é esta: não há vazio de poder.

Na mesma entrevista citada no início deste artigo, o presidente do STF condena as promoções de juízes por merecimento, pois isso, diz ele, enseja a comprometedora corrida dos interessados atrás de apoios políticos. É verdade, mas não é a verdade toda, posto que não se aplica, apenas, à primeira instância. Em grau muitas vezes mais grave o ‘beija mão’ tem matriz na nomeação dos ministros dos tribunais superiores, principalmente do STF, com os candidatos em ciranda pelos vãos e desvãos do Executivo e do Senado à procura de apoios trocados por promessas de favores futuros.

Pede a democracia um Congresso revigorado, talvez o da próxima Legislatura – apto para realizar as reformas de que o Brasil necessita e uma delas é a reforma do Judiciário, livre da vitaliciedade monárquica, obrigado a trabalhar onze meses por ano, sujeito ao controle externo, como todos os demais Poderes republicanos.

* Roberto Amaral é vice-presidente nacional do PSB, cientista político e ex-ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

#FuerzaChavez! Nicolás Maduro: Estado de salud del presidente Chávez continúa siendo delicado


 
30.DIC.2012 / 09:50 PM

Prensa PSUV.- El vicepresidente de la República, Nicolas Maduro, se dirigió al país la noche de este domingo, desde La Habana, para informar sobre la evolución clínica del presidente Hugo Chávez tras la intervención quirúrgica practicada en la capital cubana el pasado 11 de diciembre.

En cadena nacional de radio y televisión, Maduro leyó un comunicado oficial en compañía de Rosa Virginia Chávez, hija del Presidente; Jorge Arreaza, ministro de Ciencia, Tecnología e Innovación; y Cilia Flores, procuradora general de la República.

Maduro indicó que “a diecinueve días de la compleja cirugía, el estado de salud del presidente Chávez continúa siendo delicado, presentando complicaciones que están siendo atendidas, en un proceso no exento de riesgos”.

El Vicepresidente expresó que las nuevas complicaciones son consecuencia de la infección respiratoria que se le manifestó hace unos días al Presidente; sin embargo, el Comandante enfrenta esta difícil situación con fortaleza física y espiritual.

Nicolás Maduro aclaró que el Presidente dio instrucciones precisas para que se informara al pueblo sobre su condición de salud.

Maduro también dijo que, permanecerá en La Habana las próximas horas para seguir de cerca la evolución del estado de salud del Mandatario Nacional.´

Por otra parte, el comandante Chávez sigue muy pendiente del pueblo venezolano y envió un saludo de fin de año a todas las familias que se encuentran reunidas durante estos días a lo largo y ancho de toda la Patria, para que reciban con amor el año 2013; y “muy especialmente le envió un cálido abrazo a los niños y niñas de Venezuela, recordando que siempre los lleva en su corazón”.

A continuación el comunicado completo:

REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA

El Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela cumple con el deber de informar al pueblo venezolano sobre la evolución clínica del Presidente Hugo Chávez tras la intervención quirúrgica practicada en La Habana, Cuba, el pasado 11 de diciembre.

Como es sabido, el día 28 de diciembre viajamos a La Habana por instrucciones del Comandante Presidente, por lo cual voy a proceder a realizar el siguiente reporte:

Al llegar a La Habana nos dirigimos de inmediato al Hospital para actualizarnos personalmente sobre la situación de salud del Comandante Presidente.

Fuimos informados sobre nuevas complicaciones surgidas como consecuencia de la infección respiratoria ya conocida.

El día de ayer nos mantuvimos pendientes de la evolución de su situación y la respuesta a los tratamientos. Nos reunimos varias veces con su equipo médico y con sus familiares más allegados.

Hace unos minutos estuvimos con el Presidente Chávez, nos saludamos y él mismo se refirió a estas complicaciones.

Tuvimos la oportunidad de darle parte sobre la situación nacional, las exitosas jornadas de tomas de posesión de los veinte gobernadores y gobernadoras bolivarianos, y la satisfactoria acogida de su mensaje de salutación de fin de año a la Fuerza Armada Nacional Bolivariana.

De manera especial, el Comandante Chávez quiso que transmitiéramos su saludo de fin de año a todas las familias venezolanas, que se encuentran reunidas durante estos días a lo largo y ancho de toda la Patria; muy especialmente le envió un cálido abrazo a los niños y niñas de Venezuela, recordando que siempre los lleva en su corazón. Abrazo que hace extensivo a todo nuestro pueblo, para que reciban con amor el 2013, año que debe ser de mayor felicidad para nuestra Patria, de consolidación definitiva de nuestra independencia y unión nacional.

El Presidente nos dio instrucciones precisas para que, al salir de la visita, le informásemos al Pueblo sobre su condición actual de salud.

A diecinueve días de la compleja cirugía, el estado de salud del Presidente Chávez continúa siendo delicado, presentando complicaciones que están siendo atendidas, en un proceso no exento de riesgos. Gracias a su fortaleza física y espiritual, el Comandante Chávez está enfrentando esta difícil situación.

Igualmente, informamos que hemos decidido permanecer las próximas horas en La Habana, acompañando al Comandante y a su familia, muy atentos al proceso de evolución de su situación actual.

Confiamos en que la avalancha mundial de amor y solidaridad hacia el Comandante Chávez, junto a su inmensa voluntad de vida y el cuidado de los mejores médicos especialistas, ayudarán a nuestro Presidente a librar con éxito esta nueva batalla.

¡Que Viva Chávez!

La Habana, 30 de diciembre de 2012

Leitores(as) do Coletivizando: Por um 2013 de saúde, vitórias e paz!

Queridos(as) seguidores(as), agradeço a todos(as) vocês que tem acompanhado essa minha leitura coletiva das questões do Brasil e do mundo que tanto impacto tem nas nossas vidas. É de fato importante poder contar com vocês para olhar um mundo tão assombroso, juntos, e quem sabe, na mesma luta. Assim, depois de um 2012 tão intenso e marcado por bons e maus momentos, desejo a todos e a todas um 2013 de paz para cada um e para humanidade como um todo, saúde para todos nós e alegrias e realizações que melhorem a vida de todos e todas! E, é claro, muita luta, sempre! Feliz 2013!


Paulo Vinícius

domingo, 30 de dezembro de 2012

As notícias mais censuradas pelos EUA - Portal Vermelho

As notícias mais censuradas pelos EUA - Portal Vermelho


Ocupe Wall Street
Occupy, na mira da lei e da censura nos EUA

As notícias mais censuradas pelos EUA

Monopólios da comunicação não divulgam informações ameaçadoras e que contrariam os seus interesses. Se os defensores das liberdades civis no Brasil acham que temos problemas graves de tentativas de censura e de informações deturpadas de acordo com os interesses dos grandes grupos de comunicação, nos EUA a situação não é muito diferente.

As 25 notícias mais censuradas pela grande imprensa corporativa dos Estados Unidos, durante o último ano acadêmico 2011/2012, investigadas há quase quatro décadas por professores e estudantes de sociologia da Universidade Sonoma State da Califórnia, acabam de aparecer no livro Censored 2013, publicado em Nova York, pelo editorial Seven Stores. O texto foi apresentado em dezembro, em Santa Rosa, Califórnia.



O ataque crescente à liberdade e a conversão dos Estados Unidos em um estado policial, os decretos “legais” mas em contradição com a Constituição do Ministério de Segurança Pátria, as novas leis que criminalizam a manifestação Occupy, o fomento do novo negócio de “incitação e delação” que, patrocinado pelo FBI, representa lucros de até 100 mil dólares por cada caso pré-fabricado por 15 mil espias internos “autorizados”, a escravidão que existe hoje nas prisões-fábricas estadunidenses com salários de 23 centavos de dólar por hora de trabalho, a situação insustentável da vida dos oceanos, os crimes de guerra da OTAN na Líbia, os resquícios radioativos de Fukushima, que ainda matam habitantes no território dos Estados Unidos, uma pesquisa de Zuyrich que mostra que 147 corporações transnacionais estadunidenses e europeias controlam a economia mundial, os bilhetes impressos pela Reserva Federal de 16 trilhões de dólares doados aos maiores bancos que provocaram a crise e um chamado da ONU para converter os trabalhadores em empresários de cooperativas, são os temas das primeiras 10 notícias top mais ocultadas pelo Censurado 2013.

1. Estados Unidos: Estado Policial
Desde a Lei Patriot Act 2001, Estados Unidos tem cada vez mais vigilância política interna e se militariza às custas das liberdades civis. A aprovação, em 2012, da lei Nacional Defense Authorization Act (NDAA) permite que os militares prendam indefinidamente, sem julgamento, qualquer cidadão dos Estados Unidos, que o governo considere “terrorista” ou “acessório do terrorismo”.

O presidente Barack Obama emitiu o decreto “National Defense Resources Preparedness Executive Order”, que autoriza o mais amplo controle federal e militar da economia nacional e de seus recursos sob “condições de emergência e de não-emergência”. Desde 2010, a campanha do departamento de Segurança Pátria “Se você ver algo, diga algo” chama o público a informar às autoridades locais sobre qualquer atividade suspeita, mas o que a Segurança Pátria identifica como “suspeito” costuma ser críticas ao governo ou protestos não violentas, que são direitos garantidos pela Constituição.

2. Oceanos em perigo
O mar não é infinito nem inesgotável. A subida total da temperatura do oceano levou ao maior movimento de espécies marinhas em dois e três milhões de anos. Um estudo de fevereiro de 2012 de 14 ecossistemas protegidos e 18 desprotegidos no Mediterrâneo demonstrou que esta acabando rapidamente seus recursos. Um estudo científico de três anos mostrou que áreas marinhas que formam a reserva de população de peixes tem cinco a dez vezes mais vida marinha que os lugares desprotegidos.

3. Fukushima mata até nos Estados Unidos
As consequências do desastre nuclear 2011 de Fukushima são maiores que as reconhecidas, ao ponto que científicos estimam em 14 mil as mortes nos Estados Unidos provocadas pela radiação que veio do Japão, de acordo com relatório de dezembro de 2011, do Diário Internacional de Serviços Médicos. A rede detentora de radiação da Agência de Proteção Ambiental (RadNet) tem falhas de mantenimento e equipamentos frequentemente mal calibrados.

4. O FBI é responsável pela mair conspiração terrorista nos Estados Unidos
O Escritório Federal de Investigação (FBI) implementou um método pouco usual para prevenir futuros atentados terroristas ao desenvolver uma rede de quase 15 mil espiões para infiltrar em diversas comunidades na busca de esquemas terroristas. No entanto, eles realmente estão nos ajudando e animando a gente a cometer crimes para depois denunciá-los e cobrar recompensas de até 10 mil dólares por caso.

5. Reserva Federal imprimiu 16 trilhões de dólares para salvar grandes bancos

Uma auditoria da Primeira Reserva Federal revela que ofereceu ajuda urgente e em segredo de 16 trilhões de dólares aos maiores bancos estadunidenses e europeus em pleno apogeu da crise financeira mundial, entre 2007 e 2010. Desses 16 trilhões de dólares, Morgan Stanley recebeu 107,3 bilhões , Citigroup 99,5 milhões e Bank of America 91,4 bilhões, de acordo com dados obtidos por reivindicando a Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act), meses de litígio nos tribunais e uma lei aprovada pelo Congresso.

6. 147 corporações controlam a economia do mundo ocidental

Um estudo da Universidade de Zurich revelou que um pequeno grupo de 147 grandes corporações transnacionais, principalmente financeiras e mineiro-extrativistas, controlam na prática a economia mundial. O estudo foi o primeiro a analisar 43.060 corporações transnacionais e a relação de propriedade entre elas, identificando 147 companhias que formam uma “super entidade”, que controla 40% da riqueza total da economia global. O pequeno grupo, interconectado através das juntas diretivas corporativas, constituem uma rede de poder global vulnerável aos colapsos e propensa ao “risco sistêmico”…, mas dirige o mundo.

7. 2012: ano internacional das cooperativas

As Nações Unidas declararam 2012 como o ano internacional das cooperativas, que manteriam ativas no mundo quase 1 bilhão de pessoas como membros ou donos cooperativos. De acordo com a ONU, a cooperativa será o modelo de empresa de mais rápido crescimento do planeta em 2025 e garante que as cooperativas de trabalhadores-proprietários preveem uma distribuição equitativa da riqueza e uma conexão autêntica no lugar do trabalho, componentes essenciais de uma economia sustentável.

8. Crimes de guerra da OTAN na Líbia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) justificou sua intervenção na Líbia sob “princípios humanitários”, mas agora são conhecidas suas ações catastróficas para os seres humanos, como a destruição por bombardeiro, em julho de 2011, da principal instalação de abastecimento de água potável neste país, que abastecia, aproximadamente, 70% da população nacional. E, na tentativa falida de parecer imparcial e objetiva, a BBC revelou, quase um ano depois dessa informação ter sido difundida pelos meios independentes, que as Forças Especiais Britânicas desempenharam um papel chave para supervisionar e conduzir à vitória os chamados “combatentes da liberdade” da Líbia.

9. Escravidão em prisões dos Estados Unidos
Estados Unidos têm pelo menos 5% da população do mundo, mas suas prisões mantêm mais de 25% de toda a população presa do mundo. Muitos desses presos trabalham por 23 centavos de dólar por hora, ou valores similares, em prisões privadas contratadas pela oficina de prisões UNICOR, uma corporação quase-pública, sem fins lucrativos, classificada como a 38º entre os grandes contratistas do governo dos Estados Unidos. Apenas escapam desse trabalho os milhares de presos em solitária, frequentemente presos por castigos disciplinários ou faltas de baixa importância.

10. Lei HR 347 criminaliza os protestos do Occupy

O Presidente Obama assinou em março de 2012 a lei HR 347, que considera “ofensa criminal” participar de manifestações em áreas definidas como “restringidas”, tais como proximidades de edifícios federais e certos parques. Os legisladores violentaram os direitos da Primeira Emenda para criminalizar os protestos do Occupy, que caracterizam como um perigo mundial para a superclasse do 1%, que controla a economia dos Estados Unidos e do mundo, uma vez que fizeram com o serviço secreto utilize mais ou empregue mal as leis atuais para prender manifestantes sob o pretexto falso de atividade criminal.

Com informações da Rede Democrática

sábado, 29 de dezembro de 2012

Maduro vai a Cuba visitar Chávez - Portal Vermelho

Maduro vai a Cuba visitar Chávez - Portal Vermelho

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, viajou, nesta sexta-feira (28) a Cuba para visitar o presidente Hugo Chávez, que foi operado na ilha no último dia 11 de dezembro pela reincidência do câncer que padece.


O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou na madrugada deste sábado (29) em Cuba para visitar o presidente Hugo Chávez
O venezuelano dirigiu-se diretamente ao hospital onde Chávez está sendo tratado. Maduro afirmou, durante a posse do governador do estado Nueva Esparta, Carlos Mata, que em sua ausência o ministro da Energia Elétrica, Héctor Navarro, assumirá seu cargo.

Leia também:
Maduro critica oposição por rumores sobre saúde de Chávez

O também chanceler do país afirmou que viaja "junto com uma equipe do Governo bolivariano" e que, além de visitar Chávez, levará "solidariedade a suas filhas, seu filho, seus netos, netas e todos seus familiares", que o acompanham na ilha.

Ao informar o retorno do câncer e a necessidade de submeter-se a uma quarta intervenção cirúrgica em 18 meses, Chávez nomeou Maduro como seu sucessor no caso de sua condição impedir-lhe de assumir o novo mandato de seis anos que conquistou nas eleições de outubro.

Com informações da Efe

A guerra das usinas midiáticas do setor financeiro contra Dilma - Portal Vermelho

A guerra das usinas midiáticas do setor financeiro contra Dilma - Portal Vermelho

financial times contra Dilma
Falta de educação: FT diz "Roussolph (Rousseff), a rena do nariz vermelho"

A guerra das usinas midiáticas do setor financeiro contra Dilma

Primeiro foiThe Economist; agora, foi a vez do Financial Times: Dilma Rousseff entrou na mira dos grandes meios de comunicação financeiros britânicos internacionais. Ambos zombam do governo brasileiro, pedem a renúncia de Guido Mantega e qualificam Dilma como a rena do nariz vermelho. Para ele , Dilma cometeu um pecado imperdoável: forçou a baixa das taxas de juro. Não que o cenário econômico na casa destas publicações ande melhor. Justamente o contrário.

Por Marcelo Justo, de Londres

A economia britânica acaba de sair da segunda recessão em três anos graças ao pequeno estímulo dos jogos olímpicos, mas a maioria dos analistas acredita que no próximo trimestre ela voltará a se contrair. A Eurozona salvou-se raspando neste ano de 2012, mas ninguém se atreve a apostar no que pode acontecer no próximo ano, apesar de o diretor do Banco Central da Europa, Mario Draghi, assegurar desde julho que fará tudo o que está ao seu alcance para salvar o euro. Por último, os Estados Unidos estão fazendo o impossível para evitar o abismo fiscal, um incremento de impostos e um corte de gastos públicos que entraria em vigor automaticamente no dia 1º de janeiro se não houver um acordo político.

Apesar deste cenário do primeiro mundo, as críticas a Dilma não surpreendem. Para as usinas midiáticas do setor financeiro, a presidenta cometeu um pecado imperdoável: forçou a baixa das taxas de juro. Quando esta crítica à presidenta brasileira vem do primeiro mundo aparece como uma variante do famoso “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Desde o estouro financeiro de 2008, Estados Unidos, Reino Unido e Banco Central Europeu se dedicaram à emissão de dinheiro eletrônico, um mecanismo conhecido em inglês como quantitative easing, e a baixar as taxas de juros a mínimos históricos para estimular o consumo. “A ideia é que mantendo essas taxas de juros o setor privado terminará investindo, algo que não está fazendo porque a demanda está estagnada. Em resumo, o problema mais grave é que esta política monetarista não está funcionando”, disse Ismail Erturk, catedrático sênior de finanças da Universidade de Negócios de Manchester.

Este monetarismo foi debatido no chamado mundo desenvolvido, mas sem a estridência desqualificadora reservada ao governo de Dilma Rousseff. No caso do Reino Unido e da Eurozona a comparação se torna mais absurda se tomamos como parâmetro a crise provocada pelos programas de austeridade vigentes na Europa. No Reino Unido, a coalizão conservadora-liberal democrata que assumiu em maio de 2010 encabeçada pelo primeiro-ministro David Cameron herdou um forte déficit fiscal produto do estouro financeiro de 2008-2009 e uma incipiente recuperação de 1,7% pela mão do estímulo fiscal do governo trabalhista de Gordon Brown.

A coalizão prometeu equilibrar as contas fiscais ao final de seu período de governo, em 2015, e projetou um crescimento de 2,1% para 2011 e 2,5% para 2012. A chave-mestra para esse passe de mágica era um programa de austeridade com cortes de 80 bilhões de libras (cerca de 140 bilhões de dólares) com uma perda de mais de meio milhão de empregos públicos. O resultado desse apequenamento logo ficou evidente. Em 2011, o crescimento real foi de 0,8%, enquanto que, em 2012, foi negativo (menos 0,4%). Quanto ao equilíbrio fiscal, o próprio governo admitiu em dezembro que para atingi-lo terá que ampliar a política de austeridade até...2018.

As coisas não andam melhor pela eurozona. Com a bandeira da austeridade, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (a Troika) conseguiram converter a debacle fiscal de um país que representava pouco mais de 2% do PIB da eurozona em uma crise que pode colocar em perigo todo o projeto pan-europeu. Desde o começo da crise grega em 2010, quatro nações terminaram regatadas pela Troika (Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre), a banca espanhola foi salva com uma injeção de 100 bilhões de euros do Banco Central Europeu e a Grécia recebeu um novo pacote de ajuda em dezembro, no valor de 34 bilhões euros, que todos sabem que não será o último.

Em 2012, a eurozona teve um crescimento negativo de 0,5% que esconde em seu interior extraordinárias disparidades (a queda da Grécia superou 7%, enquanto que a Alemanha cresceu 0,8%). Segundo um informe da ONU, divulgado em 20 de dezembro, com estas políticas de austeridade as coisas vão piorar. O cálculo é que a região crescerá um magro 0,5% em 2013.

O governo de Barack Obama não apostou na austeridade e conseguiu evitar uma queda como a do Reino Unido ou da eurozona, mas sua recuperação é menor do que a esperada e está ameaçada por uma obra prima do terror econômico: o abismo fiscal. Em agosto, o Congresso estabeleceu o 1º de janeiro como prazo para chegar a um acordo sobre o gasto público e as reduções tributárias aprovadas durante a presidência de George Bush que finalizam nesta data.

Se não houver acordo e as medidas entrarem em vigor, o resultado será uma recessão nos Estados Unidos e um forte impacto em uma economia mundial que, nas atuais projeções, crescerá 2,4%, muito menos do que é necessário para recuperar o terreno perdido desde o estouro do Lehman Brothers. A responsabilidade fiscal das reduções de impostos de George Bush foi discutida em seu momento, mas nenhuma usina midiática econômica teve a ideia de colocar um nariz vermelho no artífice da invasão ao Iraque. Assim são as coisas.

Fonte: Carta Maior

Salim Lamrani: "La Dolce Vita" de Yoani Sánchez em Cuba - Portal Vermelho

Salim Lamrani: "La Dolce Vita" de Yoani Sánchez em Cuba - Portal Vermelho

Ao ler o blog da dissidente cubana Yoani Sánchez, é inevitável sentir empatia por esta jovem mulher, que expressa abertamente sua oposição ao governo de Havana. Descreve cenas cotidianas de privações e de penúrias de todo tipo. “Uma dessas cenas recorrentes é a de perseguir os alimentos e outros produtos básicos em meio ao desabastecimento crônico de nossos mercados”, escreve em seu blog Generación Y. [1]

Por Salim Lamrani*, no Opera Mundi


Ao contrário do que afirma, dissidente possui padrão de vida inacessível para a imensa maioria dos cubanos
De fato, a imagem que Yoani Sánchez apresenta dela mesma – uma mulher com aspecto frágil que luta contra o poder estatal e contra as dificuldades de ordem material – está muito longe da realidade. Com efeito, a dissidente cubana dispõe de um padrão de vida que quase nenhum outro cubano da ilha pode se permitir ter.

Mais de seis mil dólares de renda mensal.

A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação [2] por Cuba. Sánchez, que como de costume, é tão expressiva em seu blog, manteve um silêncio hermético sobre seu novo cargo. Há uma razão para isso: sua remuneração. A oposicionista cubana dispõe agora de um salário de seis mil dólares mensais, livres de impostos. Trata-se de uma renda bastante alta, habitualmente reservada aos quadros superiores das nações mais ricas. Essa importância é ainda maior considerando que Yoani Sánchez reside em um país de Terceiro Mundo em que o Estado de bem-estar social está presente e onde a maioria dos preços dos produtos de necessidade básica está fortemente subsidiada.

Em Cuba, existe uma dupla circulação monetária: o CUC e o CUP. O CUC representa aproximadamente US$ 0,80 ou 25 CUP. Assim, com seu salário da SIP, Yoani Sánchez dispõe de uma renda equivalente a 4.800 CUC ou a 120.000 CUP.

O poder aquisitivo de Yoani Sánchez

Avaliemos agora o poder aquisitivo da dissidente cubana. Assim, com um salário semelhante, Sánchez poderia pagar, a escolher:

- 300.000 passagens de ônibus;
- 6.000 viagens de táxi por toda Havana [3]
- 60.000 entradas para o cinema;
- 24.000 entradas para o teatro;
- 6.000 livros novos;
- 24.000 meses de aluguel de um apartamento de dois quartos em Havana [4];
- 120.000 copos de garapa (suco de cana);
- 12.000 hambúrgueres;
- 12.000 pizzas;
- 9.600 cervejas;
- 17.142 pacotes de cigarro;
- 12.000 quilos de arroz;
- 8.000 pacotes de macarrão;
- 10.000 quilos de açúcar;
- 24.000 sorvetes de cinco bolas;
- 40.000 litros de iogurte;
- 5.000 quilos de feijão;
- 120.000 litros de leite (caso tenha um filho de menos de 7 anos);
- 120.000 cafés;
- 80.000 ovos;
- 60.000 quilos de carne de frango;
- 60.000 quilos de carne de porco;
- 24.000 quilos de bananas;
- 12.000 quilos de laranja;
- 12.000 quilos de cebola;
- 20.000 quilos de tomate;
- 24.000 tubos de pasta de dente;
- 24.000 unidades de sabão em pedra;
- 1.333.333 quilowatts-hora de energia [5];
- 342.857 metros cúbicos de água potável [6];
- 4.800 litros de gasolina;
- um número ilimitado de visitas ao médico, dentista, oftalmologista ou qualquer outro especialista da área de saúde, já que tais serviços são gratuitos;
- um número ilimitado de inscrições a um curso de esporte, teatro, música ou outro (também gratuitos).

Essas cifras ilustram o verdadeiro padrão de vida de Yoani Sánchez em Cuba e dão uma ideia sobre a credibilidade da opositora cubana. Ao salário de seis mil dólares pagos pela SIP, convém agregar a renda que cobra a cada mês do diário espanhol El País, do qual é correspondente em Cuba, assim como as somas coletadas desde 2007.

Com efeito, no período de alguns anos, Sánchez recebeu múltiplas distinções, todas financeiramente remuneradas. No total, a blogueira recebeu uma retribuição de 250.000 euros, ou seja, 312.500 CUC ou 7.812.500 CUP, quer dizer, uma importância equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como a França, quinta potência mundial.

A dissidente, que primeiro emigrou à Suíça depois de optar por voltar a Cuba, é bastante sagaz para compreender que o fato de adotar um discurso a favor de uma mudança de regime agradaria aos poderosos interesses contrários ao governo e ao sistema cubanos. E eles, por sua vez, saberiam se mostrar generosos com ela e permitiriam gozar da dolce vita em Cuba.

*Salim Lamrani é Doutor em Estudos Ibéricos e Latinoamericanos pela Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista das relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro é intitulado Etat de siège: les sanctions economiques des Etats-Unis contre Cuba, París, Edições Estrella, 2001, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade. Contato: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr ; Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficiel

Referências bibliográficas:
[1] Yoani Sánchez, “Atacado vs varejo”, Generación Y, 5 de junho de 2012. http://www.desdecuba.com/generaciony/ (site consultado em 26 de julho de 2012).
[2] El Nuevo Herald, “Yoani nomeada na Comissão da SIP”, 9 de novembro de 2012.
[3] De Havana Velha até o bairro Playa.
[4] 85% dos cubanos são proprietários de suas casas. Essa tarifa é reservada exclusivamente para os cidadãos cubanos da ilha.
[5] Até 100 quilowatt-hora, o preço é de 0,09 CUP a cada quilowatt-hora.
[6] 0,35 CUP por m³.



Dívida líquida do setor público cai para 35% do PIB - Portal Vermelho

Dívida líquida do setor público cai para 35% do PIB - Portal Vermelho

A dívida líquida do setor público (DLSP) somou R$ 1,535 trilhão no final de novembro, o que corresponde a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), calculado em R$ 4,381 trilhões, de acordo com Relatório de Política Fiscal apresentado nesta sexta-feira (28) pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel.



Túlio Maciel, do Banco Central 

Em termos nominais, a dívida líquida soma R$ 27 bilhões a mais do que no final do ano passado, mas naquela época ela equivalia a 36,4% do PIB. Este percentual foi caindo ao longo de 2012 como reflexo, principalmente, da redução da taxa básica de juros (Selic), disse Maciel.

Em relação a outubro, quando a dívida líquida era R$ 1,541 trilhão (35,4% do PIB), ele disse que a desvalorização cambial ocorrida em novembro contribuiu para reduzir a dívida em R$ 25,2 bilhões, equivalentes a 0,6 ponto percentual do PIB.

De acordo com Túlio Maciel, a queda de 1,4 ponto percentual na relação dívida/PIB no ano é resultado também da desvalorização cambial de 12,4% de janeiro a novembro, da valorização do PIB corrente, do superávit primário de R$ 82,7 bilhões (economia para pagamento dos juros da dívida) e do ajuste da paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida.

Os fatores mencionados pelo economista do BC somaram 5,8 pontos percentuais em favor da redução da dívida líquida, mais que suficientes para cobrir os 4,4 pontos percentuais a mais para pagamento de juros nominais no ano, no valor de R$ 194,8 bilhões.

Em sentido contrário, a dívida bruta do governo geral, que inclui o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos regionais, aumentou de R$ 2,243 trilhões (54,2% do PIB) no final de 2011 para R$ 2,615 trilhões (59,7% do PIB) em novembro de 2012. Em relação a outubro, houve acréscimo de R$ 25,3 bilhões, provocado pelo aumento da incorporação de juros nominais e pela desvalorização cambial no mês.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Réveillon 2012 em Brasília

Nota à Imprensa - Réveillon 2012 

A JRD Art Prod Ltda, empresa responsável pela contratação de Dominguinhos para a apresentação do dia 31.12.12, na esplanada dos Ministérios em Brasília, informa que “o artista nao poderá fazer o show, por motivo de saúde. O Dominguinhos está internado no Recife”. Dessa forma a apresentação do artista prevista para o Reveillón do Distrito Federal está cancelada.

Haverá a maior queima de fogos já realizada no Reveillón do Distrito Federal. Serão mais de dez toneladas espalhadas entre a prainha e a Esplanada dos Ministérios.

A montagem das estruturas de palco na esplanada e na prainha já foi iniciada.

Mais de 250 banheiros estarão espalhados pela prainha e pela esplanada.

O custo total da programação cultural, das estruturas e da queima de fogos para as comemorações de final de ano (Natal, Réveillon na esplanada, Reveillón na prainha, Folia de Reis, cantatas de natal itinerantes nas RA’s, cantatas de natal na torre de TV, Abraço de Luz etc) é de aproximadamente R$ 8 milhões.

Nos intervalos entre as apresentações da esplanada haverá intervenção do Forró de Vitrola com Cacai Nunes, artista de Brasília, em homenagem a Luiz Gonzaga.

Confira a programação do Réveillon

* Esplanada dos Ministérios
19h às 19h30: Na Lata
19h35 às 20h15: Ellen Oléria
20h15 às 20h35: Forró de Vitrola
20h35 às 21h35: Plebe Rude
21h35 às 21h55: Forró de Vitrola
21h55 às 23h35: Paula Fernandes
23h35 às 23h55: Forró de Vitrola
23h55 à 0h00: Contagem Regressiva
0h00 à 0h25: Bateria da Virada (queima de fogos)
0h30 às 2h00: Nas Curvas do Samba
2h00 às 2h20: Forró de Vitrola
2h20 às 4h00: Fernando e Sorocaba

 
* Prainha
17h: Os Crioulos
18h: Oya Bagan
19h: Xaxará de Prata
20h: Asé Dudu
21h à 1h: Cortejos + Toque para Orixás + Umbanda e Candomblé
1h: Orkestra Rumpilezz
2h: Obará
3h: Pé de Cerrado
4h: Requebrarte
Publicado em Notícias

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fortaleza: Administração que não deixará saudades - Messias Pontes - Portal Vermelho

Administração que não deixará saudades - Portal Vermelho
Messias Pontes *

Ninguém é tão bom que não tenha um defeito e nem tão ruim que não tenha uma virtude. Assim como as pessoas, são as administrações. Por pior que seja, nenhuma administração é 100% mal; até no desgoverno do Coisa Ruim (FHC), se procurar sem preconceito, se encontra coisas positivas.
Na próxima segunda-feira 31 chega ao fim os oito anos de administração da prefeita Luizianne Lins (PT). Ela buscou priorizar o social como nenhum outro antecessor, acabou com as filas para matricula nas escolas da rede municipal de ensino, tornou gratuita a carteira de estudante para alunos da rede pública e forneceu gratuitamente farda, tênis, material escolar e mochila, e deu qualidade à merenda escolar evitando escândalo neste setor.

Luizianne proporcionou substancial avanço na área cultural com destaque para o Mercado dos Piões, o pré-carnaval e à festa de passagem de ano, tornando o Réveillon de Fortaleza o segundo maior e melhor do País – o do ano passado contou com 1,5 milhão de pessoas. Também merece destaque a Defesa Civil que hoje é referência, não se registrando nenhum óbito nas áreas de risco nos últimos oito anos.

Contudo todos esses avanços foram suplantados sobretudo pela falta de planejamento e principalmente pelas deletérias práticas de direita que nem no tempo dos Coronéis eram verificadas. Muito recurso federal foi devolvido por absoluta falta de projetos, com destaque para as 80 creches que o governo da presidenta Dilma Rousseff destinou a Fortaleza e ela devolveu alegando não ter terreno para a construção. Isto sem falar nas inúmeras obras inacabadas e muitas que foram prometidas e não foram sequer iniciadas.

Nenhuma administração municipal foi tão hermeticamente fachada quanto a atual, sendo que até mesmo vereadores e até secretários municipais tinham dificuldades de acesso ao gabinete da Prefeita. O propalado Conselho Político, formado por lideranças e dirigentes dos partidos da base aliada, nunca se reuniu. A reeleição em 2008 com uma diferença de 0,16% se deu por exclusiva falta de opção, já que Patrícia Saboya (PDT), embora fosse uma boa candidata, estava muito ligada ao ex-governador Tasso Jereissati que é muito estigmatizado em Fortaleza, e Moroni Torgan representava a direita mais conservadora.

A vergonhosa prática direitista de indicação política para a direção de postos de saúde, hospitais e escolas do Município, por si só já anula todo avanço conquistado. Como prática deletéria também merece destaque a troca de apoio na Câmara Municipal por centenas de terceirizados para cada vereador da base de apoio. Nos corredores da Câmara fala-se que tem vereador com até mil terceirizados. Isto sim é um verdadeiro mensalão já que a mesada era mensal. A estimativa é que o número de terceirizados ultrapasse os 30 mil, embora representantes governistas da Comissão de Transição falem em pouco mais de 12 mil.

A ausência da Prefeita nos mais importantes acontecimentos em nossa Capital foi uma marca da sua administração, chegando a Prefeita ser chamada de Lombardi, numa alusão a um personagem do programa televisivo Sílvio Santos que todos sabiam existir mas ninguém via. Durante esses oito anos foram realizados em Fortaleza dois congressos de jornalistas e dois encontros nacionais de blogueiros progressistas, mas ela não compareceu a nenhum, não mandou representante e sequer mandou uma mensagem aos congressistas seus colegas jornalistas.

Também enlameou a sua administração o retorno da censura a programa de rádio, uma nódoa que ela e seu coordenador de Comunicação, Demétrio Andrade, levarão consigo para o resto da vida e terão de explicar aos seus alunos – ambos são professores de jornalismo - o saudosismo da ditadura militar. A Constituição Cidadã de 1988 erradicou a censura, mas Luizianne e Demétrio não tomaram conhecimento.

Para coroar o fracasso da administração, a pequenez da não aceitação da derrota eleitoral do seu candidato Elmano de Freitas, se vingando do povo de Fortaleza e do candidato eleito Roberto Cláudio (PSB,) anunciando a menos de um mês do fim do ano a não realização do já tradicional Réveillon e tentar inviabilizar o pré-carnaval de 2013.

Porém a tentativa de desmonte administrativo foi o fato que mais chamou a atenção, tendo inclusive o Ministério Público agido de ofício para impedir mais de 60 licitações após as eleições de outubro, portanto a menos de dois meses para o fim da administração. Uma pergunta precisa ser respondida sem subterfúgio: quem está por trás das empresas que fornecem mão de obra terceirizada para a Prefeitura? Se o futuro prefeito Roberto Cláudio decidir abrir a caixa-preta, Luizianne Lins ficará em maus lençóis.

Esta administração não deixará saudades. No geral foi um desastre!

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