Juventude é destaque em missão do CMP à Palestina - Portal Vermelho
Durante a série de encontros realizada pela delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), que está em missão na Palestina, o presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD), Tiago Vieira, ressaltou o papel dos jovens na denuncia da ocupação do território do povo Palestino por parte do governo de Israel.
“A juventude da FMJD está em campanha pelo direito do povo Palestino ao seu estado Soberano, como uma conquista de toda a humanidade. O apoio e a solidariedade a causa do Povo Palestino é definitivo”, declarou o presidente da FMJD, entidade reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Ele expressou o apoio e solidariedade da juventude à luta do povo da Palestina pelo reconhecimento como membro das nações unidas, ressaltando, também, a importância da unidade das forças progressistas para derrotar o imperialismo e a conquistar a paz.
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“Estar aqui neste momento é uma honra”, diz Socorro Gomes
Já a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, afirmou que a ocupação do território do povo Palestino se dá com a aplicação de uma política de genocídio, a utilização dos assentamentos ilegais, de prisões de milhares de palestinos em constante violação ao direito internacional. Ela lembrou que o apoio à causa tem crescido em diversas partes do planeta.
“Todas as forças progressistas do mundo repudiam e condenam essas ações. O apoio a causa Palestina tem se ampliado, exemplo disto são as manifestações de apoio ao reconhecimento como membro da ONU, por todo o mundo, inclusive, no Brasil”, disse Socorro Gomes.
Ela lembrou, ainda, que a vitória na Palestina é a vitória de todos os povos do mundo vítimas das mesmas potencias imperialistas capitaneadas pelos Estados Unidos. “A garantia do direito do povo Palestino ao seu Estado livre e independente é fundamental para a conquista da Paz”, enfatizou a líder pacifista.
A presidente do CMP apontou a responsabilidade da ONU de cumprir com suas resoluções desde a 181, da partilha, em 1947, que resultou pela força das armas na ocupação e no martírio do povo Palestino.
Dados atuais
Segundo informações obtidas pelo grupo do CMP, atualmente são 5.800 presos, sendo 250 menores de 18 anos,34 mulheres, 21 membros do conselho legislativo(parlamento). Mais de cem prisioneiros estão detidos em solitárias como o presidente do parlamento – recluso há dois anos em solitária.
O muro erguido em torno do petroleo descoberto em território Palestino já tem 820 quilômetros de extensão. Nos últimos dias, 500 árvores foram queimadas e 5 aldeias atacadas em represália a ida à ONU. A água também está sendo controlada.
Relatos de membros do parlamento chamaram a atenção para a semelhança das ações de Israel com o apartheid na Africa do Sul. Além disso, denunciaram os acordos militares de diversos países com Israel, que já é o terceiro maior exportador do mundo em armas.
O grupo presente na Palestina é composto por 12 organizações, de 10 países, pertencentes a três continentes.
Da Redação, com informações da delegação do CMP
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Socorro Gomes, Presidenta do Conselho Mundial da Paz, visita a Palestina
“Estar aqui neste momento é uma honra”, diz Socorro Gomes - Portal Vermelho
Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), liderada pela presidente da entidade, a brasileira Socorro Gomes, está em missão na Palestina. Doze organizações de 10 países integram o grupo. Para o CMP, trata-se de um momento histórico e único, diante dos fatos e do que está em jogo.

A presidente do CMP, Socorro Gomes, reunida com lideranças locais / crédito: divulgação CMP
Amanhã (21), começará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defenderá a criação do Estado palestino, com base nas fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967.
“Estar aqui neste momento histórico é uma honra. Poder acompanhar os fatos em terras palestinas neste setembro de 2011 é de grande importância”, reforçou a presidente do CMP.
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Juventude é destaque em missão do CMP à Palestina
Brasil defenderá criação de Estado Palestino; UE discute hoje
Votação pelo Estado Palestino ampliará isolamento de Israel
Israel mostra nervosismo diante de reivindicação palestina
"É a ONU que deve agir agora", diz embaixador da Palestina
Para ela, a presença no território que é alvo de disputa representa o compromisso político da entidade mundial com a luta do povo palestino. Durante a visita, ela enfatizou que a decisão de levar o reconhecimento do Estado da Palestina à Assembleia das Nações Unidas possui amplo apoio entre as nações do mundo, o que demonstra o isolamento de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.
“A comunidade internacional tem a responsabilidade, política e moral, de dar respaldo à demanda do povo palestino para pôr fim ao genocídio e às ocupações”, completou Socorro.
A delegação presente é composta por representantes da Bélgica, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Índia, Israel, Panamá, Portugal e Turquia, além do Brasil – presentes em três continentes. Em seu primeiro dia de atividades (ontem), a delegação se concentrou em Ramallah, centro político palestino, e se encontrou com diversos líderes locais como Bassan Salhi, secretário geral do Partido do Povo da Palestina; Hassan Hatib, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina; e representantes do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Encontro do CMP com lideranças na Palestina / crédito: divulgação CMP
Durante os encontros, ficou claro que é unânime entre todas as organizações presentes o fato de que, após 20 anos de negociações realizadas com a presença dos EUA, é chegado o momento de estabelecer nova estratégia, envolver novos atores na negociação para internacionalizar efetivamente o processo.
“É necessário parar imediatamente a ocupação do território e avançar a constituição do Estado da Palestina”, declarou Bassan Salhi.
Já a OLP enfatizou a necessidade de avançar na constituição das instituições e da própria infraestrutura do território. Para a organização, avançar nesse sentido colocará a luta em outro patamar.

Delegação do CMP em Ramallah / crédito: divulgação CMP
Ramallah “enfeitada”
Segundo relatos de integrantes da delegação, Ramallah está com suas “esquinas todas enfeitadas com bandeiras e cartazes com motivo da votação na ONU”. O grupo também participou de uma atividade cultural, onde foram apresentadas danças folclóricas e músicas típicas da Palestina.
Hoje, mais de 200 crianças visitarão a representação da Organização das Nações Unidas em Ramallah para entregar cartas que serão enviadas ao secretário-geral da ONU, pedindo que o órgão internacional considere o pedido de criação do Estado.
O momento mais esperado, entretanto, é o discurso do presidente da ANP na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sexta-feira (23). Diversas pessoas acompanharão reunidas em grupos.
Torcida
Para reforçar o apoio do Brasil à causa palestina, Rubens Diniz, em nome do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entregou ao representante da ANP uma camiseta da seleção brasileira de futebol para ser entregue ao presidente Abbas, afirmando que “a torcida brasileira está com a Palestina”.

Rubens Diniz, do Cebrapaz, entrega camiseta da seleção brasileira para a ANP / crédito: divulgação CMP
“Há amplo apoio de todas as camadas da sociedade brasileira em defesa da constituição do Estado da Palestina, inclusive, há o apoio da presidente Dilma Rousseff, que abrirá a assembleia da ONU defendendo o Estado da Palestina Já”, afirmou Diniz.
Da Redação, com informações da delegação do CMP
Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), liderada pela presidente da entidade, a brasileira Socorro Gomes, está em missão na Palestina. Doze organizações de 10 países integram o grupo. Para o CMP, trata-se de um momento histórico e único, diante dos fatos e do que está em jogo.
A presidente do CMP, Socorro Gomes, reunida com lideranças locais / crédito: divulgação CMP
Amanhã (21), começará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defenderá a criação do Estado palestino, com base nas fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967.
“Estar aqui neste momento histórico é uma honra. Poder acompanhar os fatos em terras palestinas neste setembro de 2011 é de grande importância”, reforçou a presidente do CMP.
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"É a ONU que deve agir agora", diz embaixador da Palestina
Para ela, a presença no território que é alvo de disputa representa o compromisso político da entidade mundial com a luta do povo palestino. Durante a visita, ela enfatizou que a decisão de levar o reconhecimento do Estado da Palestina à Assembleia das Nações Unidas possui amplo apoio entre as nações do mundo, o que demonstra o isolamento de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.
“A comunidade internacional tem a responsabilidade, política e moral, de dar respaldo à demanda do povo palestino para pôr fim ao genocídio e às ocupações”, completou Socorro.
A delegação presente é composta por representantes da Bélgica, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Índia, Israel, Panamá, Portugal e Turquia, além do Brasil – presentes em três continentes. Em seu primeiro dia de atividades (ontem), a delegação se concentrou em Ramallah, centro político palestino, e se encontrou com diversos líderes locais como Bassan Salhi, secretário geral do Partido do Povo da Palestina; Hassan Hatib, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina; e representantes do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Encontro do CMP com lideranças na Palestina / crédito: divulgação CMP
Durante os encontros, ficou claro que é unânime entre todas as organizações presentes o fato de que, após 20 anos de negociações realizadas com a presença dos EUA, é chegado o momento de estabelecer nova estratégia, envolver novos atores na negociação para internacionalizar efetivamente o processo.
“É necessário parar imediatamente a ocupação do território e avançar a constituição do Estado da Palestina”, declarou Bassan Salhi.
Já a OLP enfatizou a necessidade de avançar na constituição das instituições e da própria infraestrutura do território. Para a organização, avançar nesse sentido colocará a luta em outro patamar.
Delegação do CMP em Ramallah / crédito: divulgação CMP
Ramallah “enfeitada”
Segundo relatos de integrantes da delegação, Ramallah está com suas “esquinas todas enfeitadas com bandeiras e cartazes com motivo da votação na ONU”. O grupo também participou de uma atividade cultural, onde foram apresentadas danças folclóricas e músicas típicas da Palestina.
Hoje, mais de 200 crianças visitarão a representação da Organização das Nações Unidas em Ramallah para entregar cartas que serão enviadas ao secretário-geral da ONU, pedindo que o órgão internacional considere o pedido de criação do Estado.
O momento mais esperado, entretanto, é o discurso do presidente da ANP na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sexta-feira (23). Diversas pessoas acompanharão reunidas em grupos.
Torcida
Para reforçar o apoio do Brasil à causa palestina, Rubens Diniz, em nome do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entregou ao representante da ANP uma camiseta da seleção brasileira de futebol para ser entregue ao presidente Abbas, afirmando que “a torcida brasileira está com a Palestina”.
Rubens Diniz, do Cebrapaz, entrega camiseta da seleção brasileira para a ANP / crédito: divulgação CMP
“Há amplo apoio de todas as camadas da sociedade brasileira em defesa da constituição do Estado da Palestina, inclusive, há o apoio da presidente Dilma Rousseff, que abrirá a assembleia da ONU defendendo o Estado da Palestina Já”, afirmou Diniz.
Da Redação, com informações da delegação do CMP
terça-feira, 20 de setembro de 2011
"É a ONU que deve agir agora", diz embaixador da Palestina - Portal Vermelho
"É a ONU que deve agir agora", diz embaixador da Palestina - Portal Vermelho
Chegou o momento em que a comunidade internacional, representada pelo Conselho de Segurança da ONU, vai anunciar seu veredicto e pôr fim a seis décadas de violência na Palestina histórica, entre Israel e o povo palestino. Entre o Golias e o Davi contemporâneos.
Por Ibrahim M. K. Alzeben*, em Folha de S.Paulo
Não se pode perder mais tempo em sessões de discussão. O conflito contabiliza centenas de resoluções não acatadas por Israel e bilhões de dólares gastos em missões para a região. Ninguém pode dizer que não sabia. A Palestina reivindica justiça, liberdade e independência há seis décadas. Exige o fim da ocupação colonial.
É o momento de invocar o espírito conciliador e pacifista de Enrique R. Fabrigat e de Oswaldo Aranha, cuja intenção verdadeira, ao recomendar a partilha da Palestina, era alcançar a "paz entre povos irmãos" e ver criados dois Estados.
Palestinos e israelenses somos as principais vítimas da violência decorrente dessa negligência das superpotências e de seus interesses geopolíticos e petrolíferos, que condenam novas gerações ao atraso, ao fanatismo e à violência.
Israel e Palestina, como existem hoje, não são os que desejamos para nossos filhos e para as gerações seguintes, muito menos para a região, berço de civilizações milenares, que tanto contribuíram para o patrimônio da humanidade.
É a ONU que deve agir, e agora, após 18 anos de negociações estéreis que consolidaram a ocupação israelense de nosso território.
A negociação com Israel, desde a conferência de Madri (1991) até hoje, resultou na quadruplicação do número de assentamentos e colonos em terras palestinas, na criação do muro da vergonha, no assassinato de milhares de líderes e cidadãos, na judaização de Jerusalém, capital ocupada do Estado da Palestina, no bloqueio de Gaza e em milhares de presos políticos.
É precisamente em função desses fatos flagrantes que estamos recorrendo à ONU, ao Conselho de Segurança: para buscar proteção e o direito legítimo negado.
O direito internacional, não a força, é a garantia de paz para essa Palestina apreciada e bendita, mil vezes ultrajada em nome de Deus. O mundo responsável é convocado a ajudar-nos a conviver sem medo do futuro. A comunidade internacional pode monitorar tanto as negociações futuras quanto as relações entre as duas partes, seja mediante capacetes azuis da ONU, seja por meio de organismos regionais.
O mundo está mudando. É preciso fazer uma leitura correta das primaveras populares. Os povos estão mais conscientes e participativos.
Os israelenses são convocados a rever seu pacto sociopolítico, para se abrirem ao mundo de hoje, em transformação. As reconhecidas conquistas técnico-científicas devem levá-los a se conciliarem com seus vizinhos, não a colonizá-los.
Estamos preparados para nos governarmos de modo autônomo. O maciço reconhecimento mundial é a prova. Estamos prontos e nos comprometemos a observar e cumprir o direito internacional, com todos os seus detalhes e exigências.
Não existe outra saída civilizada para o conflito a não ser a de compartilhar o território da Palestina histórica, sua capital e água; definir fronteiras, solucionar com dignidade a questão dos refugiados e depositar a página de ódio e violência em algum museu. É hora de fazer florescer nossa criatividade.
Israel deve renascer fortalecendo a tendência existente em sua sociedade de convivência pacífica com os vizinhos. Isso para que a Palestina possa existir em paz.
Exigimos o fim da ocupação e o reconhecimento do Estado da Palestina. Já.
*Ibrahim M. K. Alzeben é embaixador da Palestina no Brasil.
Chegou o momento em que a comunidade internacional, representada pelo Conselho de Segurança da ONU, vai anunciar seu veredicto e pôr fim a seis décadas de violência na Palestina histórica, entre Israel e o povo palestino. Entre o Golias e o Davi contemporâneos.
Por Ibrahim M. K. Alzeben*, em Folha de S.Paulo
Não se pode perder mais tempo em sessões de discussão. O conflito contabiliza centenas de resoluções não acatadas por Israel e bilhões de dólares gastos em missões para a região. Ninguém pode dizer que não sabia. A Palestina reivindica justiça, liberdade e independência há seis décadas. Exige o fim da ocupação colonial.
É o momento de invocar o espírito conciliador e pacifista de Enrique R. Fabrigat e de Oswaldo Aranha, cuja intenção verdadeira, ao recomendar a partilha da Palestina, era alcançar a "paz entre povos irmãos" e ver criados dois Estados.
Palestinos e israelenses somos as principais vítimas da violência decorrente dessa negligência das superpotências e de seus interesses geopolíticos e petrolíferos, que condenam novas gerações ao atraso, ao fanatismo e à violência.
Israel e Palestina, como existem hoje, não são os que desejamos para nossos filhos e para as gerações seguintes, muito menos para a região, berço de civilizações milenares, que tanto contribuíram para o patrimônio da humanidade.
É a ONU que deve agir, e agora, após 18 anos de negociações estéreis que consolidaram a ocupação israelense de nosso território.
A negociação com Israel, desde a conferência de Madri (1991) até hoje, resultou na quadruplicação do número de assentamentos e colonos em terras palestinas, na criação do muro da vergonha, no assassinato de milhares de líderes e cidadãos, na judaização de Jerusalém, capital ocupada do Estado da Palestina, no bloqueio de Gaza e em milhares de presos políticos.
É precisamente em função desses fatos flagrantes que estamos recorrendo à ONU, ao Conselho de Segurança: para buscar proteção e o direito legítimo negado.
O direito internacional, não a força, é a garantia de paz para essa Palestina apreciada e bendita, mil vezes ultrajada em nome de Deus. O mundo responsável é convocado a ajudar-nos a conviver sem medo do futuro. A comunidade internacional pode monitorar tanto as negociações futuras quanto as relações entre as duas partes, seja mediante capacetes azuis da ONU, seja por meio de organismos regionais.
O mundo está mudando. É preciso fazer uma leitura correta das primaveras populares. Os povos estão mais conscientes e participativos.
Os israelenses são convocados a rever seu pacto sociopolítico, para se abrirem ao mundo de hoje, em transformação. As reconhecidas conquistas técnico-científicas devem levá-los a se conciliarem com seus vizinhos, não a colonizá-los.
Estamos preparados para nos governarmos de modo autônomo. O maciço reconhecimento mundial é a prova. Estamos prontos e nos comprometemos a observar e cumprir o direito internacional, com todos os seus detalhes e exigências.
Não existe outra saída civilizada para o conflito a não ser a de compartilhar o território da Palestina histórica, sua capital e água; definir fronteiras, solucionar com dignidade a questão dos refugiados e depositar a página de ódio e violência em algum museu. É hora de fazer florescer nossa criatividade.
Israel deve renascer fortalecendo a tendência existente em sua sociedade de convivência pacífica com os vizinhos. Isso para que a Palestina possa existir em paz.
Exigimos o fim da ocupação e o reconhecimento do Estado da Palestina. Já.
*Ibrahim M. K. Alzeben é embaixador da Palestina no Brasil.
Palestinos irão a ONU brigar por seu Estado
A Organização para a Libertação Palestina – OLP- reiterou que fará a discussão em setembro no fórum da ONU. O pleito dos palestinos é que a ONU reconheça seu Estado nas fronteiras antes da Guerra dos Seis Dias Arábico-Israelense de 1967, o que deixaria assentamentos judaicos fora de Israel. Estima-se que cerca de 300 mil colonos israelenses vivam na Cisjordânia.
Palestinos prometem levar à votação o reconhecimento de seu Estado na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, em articulação unilateral. Enquanto isso, o Governo de Israel se movimenta para barrar a discussão no fórum internacional e solicita que seus correligionários divulguem a posição do país no mundo a fora.
O pedido será avaliado pelo Conselho de Segurança da ONU e depois segue para votação, em que os palestinos devem ter pelo menos dois terços dos votos da Assembleia Geral, que é constituída de 128 países.
Mesmo em momento de campanha, os palestinos encontram dificuldades quanto à sustentação política do processo, pois forte aliado do governo Israelense e com grande articulação dentro da Assembleia da ONU, os Estados Unidos, que mantém o status ilegal de ocupação e domínio sobre os palestinos, podem usar o poder de veto para retirar a discussão da pauta.
Segundo o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, Emir Mourad, as próprias resoluções da ONU, reconhecem o direito inalienável do povo palestino ao retorno e autodeterminação. Os refugiados palestinos, cadastrados pela ONU, somam mais de cinco milhões e pela própria resolução do fórum internacional, eles têm o direito ao retorno aos seus lares na Palestina de onde foram expulsos a partir de 1947 pelas milícias sionistas e que mais tarde resultou na criação do estado de Israel. Nessa época foram destruídas, varridas do mapa, mais de 500 aldeias e cidades palestinas.
"A ONU já emitiu várias resoluções onde Israel tem que se retirar dos territórios palestinos ocupados para que possa estabelecer seu estado independente e soberano. Estados Unidos e Israel e outras potências militares, mantém pela força das armas essa situação ilegal e criminosa", argumenta Emir.
Durante o lançamento da campanha pelo Estado Palestino no Brasil, o embaixador da Palestina no Brasil Ibrahim al-Zeben, demonstrou estar otimista com o momento palestino, após "Primavera Árabe", movimento que levou milhares de manifestantes às ruas no Oriente Médio por mudanças políticas e econômicas.
"Estamos melhor que antes, com a perspectiva de restaurar a unidade nacional e transformar a OLP, com o retorno do diálogo entre o Hamas e o Fatah. As massas disseram: chega de divisão e pediram a unidade nacional para já", disse Ibrahim durante ato em São Paulo.
Histórico
A briga entre palestinos e israelenses é antiga e frequentemente faz parte da pauta mundial. Isso se deve porque desde a proclamação do Estado de Israel, em 1947, quando a Organização das Nações Unidas recomendaram a partição da Palestina em um Estado Judeu, um Estado Árabe e uma administração direta das Nações Unidas em Jerusalém. A proposta foi aceita pelos israelenses, porém rejeitada pelos líderes árabes.
A Organização para Libertação da Palestina - OLP - é membro observador da ONU desde 1974. Tem embaixadas em mais de 120 países que reconhecem a OLP como única e legitima representante do povo palestino. No Brasil, desde 1979, a OLP tem seu escritório que foi aumentando de status e hoje atua praticamente como uma embaixada no país.
Fonte: O Estado RJ
Mesmo em momento de campanha, os palestinos encontram dificuldades quanto à sustentação política do processo, pois forte aliado do governo Israelense e com grande articulação dentro da Assembleia da ONU, os Estados Unidos, que mantém o status ilegal de ocupação e domínio sobre os palestinos, podem usar o poder de veto para retirar a discussão da pauta.
Segundo o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, Emir Mourad, as próprias resoluções da ONU, reconhecem o direito inalienável do povo palestino ao retorno e autodeterminação. Os refugiados palestinos, cadastrados pela ONU, somam mais de cinco milhões e pela própria resolução do fórum internacional, eles têm o direito ao retorno aos seus lares na Palestina de onde foram expulsos a partir de 1947 pelas milícias sionistas e que mais tarde resultou na criação do estado de Israel. Nessa época foram destruídas, varridas do mapa, mais de 500 aldeias e cidades palestinas.
"A ONU já emitiu várias resoluções onde Israel tem que se retirar dos territórios palestinos ocupados para que possa estabelecer seu estado independente e soberano. Estados Unidos e Israel e outras potências militares, mantém pela força das armas essa situação ilegal e criminosa", argumenta Emir.
Durante o lançamento da campanha pelo Estado Palestino no Brasil, o embaixador da Palestina no Brasil Ibrahim al-Zeben, demonstrou estar otimista com o momento palestino, após "Primavera Árabe", movimento que levou milhares de manifestantes às ruas no Oriente Médio por mudanças políticas e econômicas.
"Estamos melhor que antes, com a perspectiva de restaurar a unidade nacional e transformar a OLP, com o retorno do diálogo entre o Hamas e o Fatah. As massas disseram: chega de divisão e pediram a unidade nacional para já", disse Ibrahim durante ato em São Paulo.
Histórico
A briga entre palestinos e israelenses é antiga e frequentemente faz parte da pauta mundial. Isso se deve porque desde a proclamação do Estado de Israel, em 1947, quando a Organização das Nações Unidas recomendaram a partição da Palestina em um Estado Judeu, um Estado Árabe e uma administração direta das Nações Unidas em Jerusalém. A proposta foi aceita pelos israelenses, porém rejeitada pelos líderes árabes.
A Organização para Libertação da Palestina - OLP - é membro observador da ONU desde 1974. Tem embaixadas em mais de 120 países que reconhecem a OLP como única e legitima representante do povo palestino. No Brasil, desde 1979, a OLP tem seu escritório que foi aumentando de status e hoje atua praticamente como uma embaixada no país.
Fonte: O Estado RJ
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
UNICEF confirma que Cuba es el único país sin desnutrición infantil. Para el 2015 eliminarán la pobreza.
En el último informe del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF) titulado de “Progreso para la Infancia un Balance sobre la Nutrición”, determinó que actualmente en el mundo existen 146 millones de niños menores de cinco años con problemas de graves de desnutrición infantil. De acuerdo con el documento,28% de estos niños son de África, 17% de Medio Oriente, 15% de Asia, 7% de Latinoamérica y el Caribe, 5% de Europa Central, y 27% de otros países en desarrollo.
Cuba sin embargo no tiene esos problemas, siendo el único país de América Latina y el Caribe que ha eliminado la desnutrición infantil, todo esto gracias a los esfuerzos del Gobierno por mejorar la alimentación, especialmente la de aquellos grupos más vulnerables. Además, la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) también ha reconocido a Cuba como la nación con más avances en América Latina en la lucha contra la desnutrición.
Esto se debe a que el Estado Cubano garantiza una canasta básica alimenticia y promueve los beneficios de la lactancia materna, manteniendo hasta el cuarto mes de vida la lactancia exclusiva y complementándola con otros alimentos hasta los seis meses de edad. Además, se les hace entrega diaria de un litro de leche fluida a todos los niños de cero a siete años de edad. Junto con otros alimentos como compotas, jugos y viandas los cuales se distribuyen de manera equitativa.
No por nada la propia Organizacion de las Naciones Unidas, (ONU) sitúa al país a la vanguardia del cumplimiento de materia de desarrollo humano. Y por si fuera poco para el año 2015, Cuba tiene entre sus objetivos eliminar la pobreza y garantizar la sustentabilidad ambiental.
Y todo esto pese a 50 años de embargo, bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por Estados Unidos…
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
2ª Conferência Municipal de Juventude de São Paulo será neste sábado na São Judas da Mooca
A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) realiza no dia 17 de setembro a 2ª Conferência Municipal de Juventude, na Universidade São Judas Tadeu, unidade da Mooca, localizada na zona Leste de São Paulo.
A Conferência, organizada e administrada pela Coordenadoria da Juventude em parceria com o Conselho Municipal de Juventude, é um espaço em que os jovens poderão colocar em debate seus anseios, discutir soluções para problemas da juventude paulistana e pensar em políticas públicas de juventude para o município.
Uma comissão organizadora, nomeada pelo secretário de Participação e Parceria, composta por representantes do Poder Público Municipal, Poder Legislativo Municipal e Sociedade Civil estão responsáveis pela organização das atividades neste dia de Conferência.
Os trabalhos desta 2ª Conferência Municipal de Juventude serão desenvolvidos a partir do tema: “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos”, com o objetivo de contribuir para a construção e o fortalecimento da Política Nacional de Juventude.
Poderão participar, tanto da Conferência como de seu processo preparatório, as Secretarias Municipais, as Subprefeituras, o funcionalismo público municipal em geral, o movimento organizado juvenil, entidades, associações e organizações não-governamentais que trabalhem com a temática da juventude e todos os interessados residentes na cidade de São Paulo.
Os interessados em participar devem preencher a ficha de inscrição até o dia 12 de setembro disponível no site http://www.telecentros.sp.gov.br/juventude/ ou enviar um e-mail parajuventude@prefeitura.sp.gov.br com nome, endereço completo (rua, número, bairro e cep), contato (telefone e e-mail) e data de nascimento.
Serviço:
2ª Conferência Municipal de Juventude
Data: 17 de setembro
Horário: das 9h às 17h
Local: Universidade São Judas Tadeu - Rua Taquari, 546 - Mooca
Horário: das 9h às 17h
Local: Universidade São Judas Tadeu - Rua Taquari, 546 - Mooca
Fonte: Prefeitura de São Paulo -
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Plenária do Trabalho Decente em Brasília nesse sábado 17/09 às 8h00 na 907 Sul
O evento ocorrerá na EAPE- Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação
PROGRAMAÇÃO - IV PLENÁRIA REGIONAL - BRASÍLIA
Agenda Brasiliense do Trabalho Decente
Data: Sábado, 17/09/2011
Local: EAPE – Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação – SGAS 907 –
Conjunto A – Asa Sul – Brasília / DF
8:00 às 10:00 | CREDENCIAMENTO |
9:00 às 10:00 | Abertura |
10:00 às 12:00 | Painéis |
12:00 às 13:30 | Almoço |
13:30 às 16:00 | Discussão dos Eixos Temáticos e levantamento de propostas |
16:00 às 17:00 | Plenária |
17:00 às 18:00 | Eleição de Delegados da Sociedade Civil |
18:00 | Encerramento |
CIDADES PARTICIPANTES | Brasília, Núcleo Bandeirante, Guará, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte, Candangolândia, Jardim Botânico, Sudoeste-Octogonal, Varjão e SIA (11 delegados) |
Eixos-Temas-Palestrantes
IV PLENÁRIA REGIONAL - BRASÍLIA
Agenda Brasiliense do Trabalho Decente
Eixo I. Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
1. Princípios fundamentais da democracia moderna: Trabalho decente, igualdade de oportunidades especialmente para negros, mulheres, jovens e grupos socialmente vulneráveis, valorização do salário mínimo e direito à negociação coletiva Palestrante: Mário Lúcio Souto Lacerda (Diretor de Formação da CTB-DF e do SAEP)
2. Dimensões do trabalho decente: Saúde e segurança no trabalho. Palestrante: Paulo Vinícius Silva (Secretário Nacional de Juventude da CTB e Secretário Geral da CTB-DF)
Eixo II. Proteção Social
1. Desafios ao trabalho decente: Prevenção e erradicação do trabalho infantil, escravo e ao tráfico de pessoas. Palestrante: Andrea Bolzon (Organização Internacional do Traballho).
2. Combate à informalidade e migração para o trabalho formal. Palestrante: Francisco das Chagas Firmino (Secretário de Relações Sindicais da CTB-DF)
Eixo III. Trabalho e Emprego
1. Fomento ao desenvolvimento Sustentável: Políticas de crédito, ampliação da cadeia produtiva, com geração de mais e melhores empregos e investimento contínuo em educação profissional. Palestrante: Max Coelho da Secretaria do Trabalho do GDF
2. Economia solidária como alternativa ao desemprego estrutural: Cooperativismo, empreendedorismo e pilares fundamentais na geração de trabalho decente, ocupação e renda. Palestrante: Nelcy Cordenonsi
3. Economia verde: empresas sustentáveis, emprego rural, agricultura familiar e orgânica e desenvolvimento territorial sustentável. Palestrante: Maurício Ferreira da Silva (CGTB)
Eixo IV. Fortalecimento do Tripartismo e do Diálogo Social como Instrumento de Governabilidade Democrática
1. O papel dos acordos coletivos e das convenções trabalhistas na criação das condições sociais para a construção do trabalho decente.Palestrante: Marcos Velaine (DIAP)
2. O papel estratégico dos conselhos tripartites para o processo de governabilidade democrática. Palestrante: Roberto Miguel (CUT)
Informação: Conferência do Trabalho Decente, SETRAB e CTB
10 mentiras de Veja sobre o voto distrital - Portal Vermelho
10 mentiras de Veja sobre o voto distrital - Portal Vermelho
A edição da revista Veja do dia 7 de setembro traz uma reportagem cujo título é “Como aumentar o peso do seu voto”, onde traz os dez supostos motivos para apoiar a tal idéia. Para as pessoas progressistas, de visão política arejada e saudável, que defendem a liberdade e a participação popular na política, uma simples proposta defendida pelo Grupo Abril já traz a leitura de não ser uma iniciativa positiva, mas de retrocesso, de cerceamento da democracia.
Por Geraldo Galindo*
Antes de comentar passo a passo o que passarei a chamar de 10 mentiras (e meias verdades) é bastante revelador o preâmbulo da matéria e algumas opiniões constantes das sete páginas do referido texto. Estabelecendo “cálculos” sem nenhuma comprovação, eles partem do pressuposto de que, se o voto distrital estivesse implantado no Brasil, o PT teria no mínimo 15 deputados a menos. Vejam aí, amigos e amigas, que já fica logo claro qual o interesse do grupo – reduzir a representação do partido que, ao lado de outros, vem conduzindo mudanças extraordinárias no país, mudanças essas que precisam ser aprofundadas, em prol dos trabalhadores, do povo e da soberania do Brasil.
Mais adiante, em várias passagens de cada “motivo” eles vão alegar acintosamente, sem meios termos, numa demonstração clarividente de seus preconceitos e interesses, que o voto distrital vai reduzir a possibilidade de eleição de sindicalistas e de representantes dos movimentos sociais. Isso mesmo; para Veja, representação de trabalhadores e dos movimentos sociais no Congresso é nociva, numa visão elitista de que ali só comporta os prepostos das classes dominantes, os representantes da grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e latifundiários). Numa previsão otimista, novamente saído de outro esdrúxulo "cálculo" vão dizer que com a nova fórmula 35 sindicalistas não teriam sido eleitos em 2010.
Para entender melhor a polêmica, o voto distrital puro (tem outra modalidade, o voto distrital misto) passaria a ser como uma eleição majoritária, uma eleição de prefeito, por exemplo. Então, para se votar num vereador ou deputado, uma cidade como Salvador seria dividida em distritos, suponhamos 20 (o total de zonas eleitorais) e cada uma delas teria uma eleição para vereador ou deputado e cada partido apresentaria um candidato em cada uma delas. Esse não é o assunto em análise aqui, mas imagine só a confusão que seria a divisão desses distritos num país tão amplo e complexo como o Brasil. Se numa cidade já seria pra lá de complicado, imaginemos esses distritos no âmbito do restante de cada estado. Vamos aos argumentos da única revista americana escrita em português, como já disse um deputado comunista:
As 10 mentiras (e meias verdades)
1 - Escolher fica mais fácil. Eu fico imaginando uma campanha eleitoral numa capital onde cada partido tenha candidatos majoritários espalhados por toda parte e como o eleitor se comportaria. Diz a revista que o número menor de candidatos facilitaria a vida do eleitor, mas esse eleitor vai ter contato com a campanha de todos os demais candidatos de outros distritos eleitorais. Eventualmente pode até querer votar em um candidato de outro distrito que não seja o seu e ficar impossibilitado. O argumento da redução de número de candidatos é verdadeiro, mas daí concluir que fica mais fácil a escolha é apenas um desejo da revista. E a tese de redução do número de candidatos, em geral, parte daqueles que querem restringir a democracia e transformar o país num sistema bipartidário, antidemocrático, nos moldes dos EUA e Inglaterra.
2 - Quem elege fiscaliza. Diz a revista, o que é verdade, que os eleitores elegem seus deputados e logo depois nem lembram do nome destes, e cita uma pesquisa de que apenas 22% do eleitorado se lembra em quem votou para deputado federal. Mas o problema da falta de fiscalização dos mandatos por parte do eleitor não guarda relação necessariamente com a forma de eleger, mas sim, na sua despolitização, decorrente de tantos fatores, entre os quais, o nefasto papel dos meios de comunicação que tem como prática a desmoralização da classe política, e o que é pior, a tentativa de colocá-los todos no mesmo patamar de imoralidade, quando certamente existem parlamentares sérios. Não me consta que o nível de fiscalização de um prefeito pelo eleitor seja muito diferente do de um parlamentar.
3 - A campanha fica mais barata. Ao final da argumentação desse ponto, talvez a maior mentira de todas, eles concluem afirmando que além de baratear a campanha, a independência do eleito aumenta. O argumento é de que o candidato no atual sistema faz campanha num estado inteiro e os custos são exorbitantes e essa campanha milionária seria o passo para a corrupção do eleito. Primeiro que os candidatos não fazem campanha no estado inteiro - no geral eles têm suas bases principais, mas as campanhas são caras mesmo. Mas o problema é que uma eleição majoritária, no geral, é muito mais cara do que uma eleição proporcional. Uma eleição para prefeito é bem mais cara do que a eleição de um vereador, como a de um governador é bem mais cara do que a de um deputado estadual. A eleição de um deputado por um distrito vai exigir uma estrutura semelhante à campanha de qualquer outra eleição majoritária, como a de um prefeito. E a tese de que aumenta a independência do eleito é uma falácia, pois ao contrário, essa tal dependência pode até aumentar, pois os financiadores serão os mesmos de sempre. E o caminho que leva um deputado à corrupção é sua índole, seus princípios (ou a falta deles), e não financiadores de campanha. No Congresso Nacional existem dezenas de deputados que recebem financiamentos de empresas, mas não perderam a independência.
4 - Acaba o efeito Tiririca. Veja diz que "por causa da obtusa regra do quociente eleitoral", os eleitos se dão pela divisão dos votos pelas siglas e não pelos indivíduos mais votados. Mas esse formato, que não é o ideal, admitamos, é muito mais justo do que a eleição pelos mais votados, pois é deste modo que se fortalecem os partidos - a eleição não se dá em torno de indivíduos, mas em torno de idéias, idéias estas difundidas por partidos políticos. Portanto, se o partido de Tirica elegeu deputados com a sobra dos votos dele, é uma divisão, digamos, ajustada, pois a representação deve sempre valorizar o partido em detrimento de pessoas. Diz a reportagem que apenas 36 cadeiras foram ocupadas por deputados que fizeram o tal quociente, mas o tal quociente é pra ser feito por partidos e não por pessoas. Então, quando eles falam que os outros 477 não tiveram votos para se eleger é uma mentira. Tiveram sim, mas dentro de suas coligações ou partidos.
5 - O gasto público diminui. O raciocínio é tão frágil, que parece até ingenuidade. Dizem que com deputados eleitos no voto distrital vai acabar ou diminuir o dinheiro público que é gasto através de emendas parlamentares, pois esses deputados não seriam reféns de grupos corporativos, "mas apenas aos eleitores de suas bases". Se a Veja propusesse o fim das emendas parlamentares, tese com a qual concordo, seria outra história - penso que em parte o governo não ficaria refém de chantagistas profissionais em momentos de votações importantes . Mantendo as emendas, os deputados eleitos no voto distrital puro fariam tudo igualzinho ao que se faz atualmente, ou até pior. A guerra pela liberação das emendas (uma pressão vinda dos financiadores ao seu financiado e das bases nos distritos) continuará a fazer parte do jogo enquanto elas existirem.
6 - Os corporativistas perdem espaço. Aqui cabe uma pergunta: quem são os corporativistas? Para Veja, corporativistas são os deputados que "carreiam recursos públicos para centrais sindicais". Diz que o modelo atual é ideal para "beneficiar candidatos de categorias como a dos sindicalistas". Ora, corporativistas autênticos são os representantes das grandes corporações que financiam as grandes e caras campanhas eleitorais. Com campanhas eleitorais majoritárias para deputados e vereadores, a representação desses setores (os ricos e milionários) vai aumentar substancialmente e consequentemente reduzir a bancada da representação popular. Este é o verdadeiro objetivo de Veja e a quem ela presta serviço. No atual Congresso Nacional a representação dos trabalhadores não chega a 15% e eles acham isso elevado. Somente a bancada ruralista tem mais que o dobro disso, sem falar na representação dos demais setores empresariais, que vivem a travar qualquer lei que beneficie os trabalhadores.
7 - As oligarquias se enfraquecem. Com o voto distrital a possibilidade é de acontecer justamente o contrário. Quando a Veja fala de oligarquias, supõe-se que ela se refere a seus parceiros de apoio ao golpe militar de 1964, como Sarney e ACM, mas o sentido de oligarquia aqui tem o mesmo de corporativismo para a Veja. Se os tais oligarcas são ligados ao PSDB ou DEM, o conceito muda, mas se é da base do governo do PT, é oligarca mesmo. Na argumentação eles dizem, contradizendo argumentos anteriores, que as tais famílias que se reproduzem no poder gastariam muito dinheiro (eles disseram antes que a campanha ficaria mais barata). Assim, as forças políticas com menos acesso ao poder econômico ficariam em situação difícil para se eleger, ou seja, facilitaria a vida dos oligarcas endinheirados.
8 - Aumenta a força das capitais. Dizem eles que com a campanha em todo o estado, os representantes das capitais ficam de fora e que a parcela mais politizada do eleitorado fica sub representada. Eu não sei de onde eles tiraram esses números, mas o que acontece de fato é que qualquer político pode fazer campanha na capital e no interior, e é bom que assim seja. O que ocorre com a representação maior de deputados do interior vem por uma razão óbvia: com poucas exceções, a maioria dos estados a população mora no interior, a exemplo da Bahia onde o eleitorado da capital não chega a 20% do total de eleitores. E no voto distrital isso não vai mudar em nada, pois o percentual entre capital e interior não sofrerá bruscas alterações, a não ser que venham casuísmos (inaceitável) ou uma avalanche de êxodos que não estão previstos. Agora, o que imagino como ideal seria que cada estado tivesse o número de deputados proporcional ao número de eleitores/população, pois aí existe uma enorme distorção que não é o caso tratar aqui.
9 - O Congresso é fortalecido. É mesmo, fortalecido com uma maior representação da bancada patronal, dada a eleição majoritária consumindo enormes recursos que saem dos bolsos dos poderosos. O argumento é de que "o eleitor passa a votar contra o candidato que não gosta" (sic).. Quando numa eleição para prefeito um eleitor vota num candidato, não significa necessariamente que ele não goste de outro. Diz ainda que no sistema distrital o deputado precisa fazer esforço para se destacar. E algum deputado no atual sistema não faz outra coisa senão tentar se destacar?
10 - A corrupção reflui. Aqui é bom lembrar que a direita brasileira, representada por Veja (um verdadeiro partido político), adota critérios estranhos para se preocupar com a corrupção. Quando vem de suas bases políticas (PSDB/DEM) ou o assunto não aparece ou é tratado de maneira cordial, civilizado. Quando o escândalo, muitas vezes fabricados pela própria revista se refere ao PT e aliados, é um verdadeiro massacre, como a crueldade que eles sistematicamente promovem contra José Dirceu, uma perseguição que beira ao que existiu de pior no fascismo. O argumento é de que no toma-lá-dá-cá em troca de apoio o governo oferece cargos aos deputados que indicam pessoas inescrupulosas para fazer estripulias. Dizem eles que nos países que têm voto distrital o índice de corrupção é 20% menos do que onde o sistema é outro (isso chega a ser risível). Repetindo, a corrupção se origina não é no modelo (que ajuda, é verdade), mas no mau caratismo de espertalhões.
Combate à corrupção
Para concluir, a forma de reduzir a corrupção (não para acabar) é o fim do financiamento privado, pois é daí que se origina quase todos os escândalos que frequentam diariamente os telejornais. Como o financiamento é privado, nesse exato momento, tem algum deputado recebendo algum pacote em alguma parte do Brasil para pagar dívidas e se aproveitando para uma parte alimentar suas contas pessoais. É exatamente isso que acontece, lembrando que a regra não se aplica a uma parte da bancada sadia do Congresso Nacional – que é minoritária. Depois esses deputados vão carrear emendas e projetos que serão executados pelos seus financiadores e na hora que a grana é liberada, a parte da campanha volta na forma de superfaturamento e outras. E na eleição seguinte, o mecanismo se reproduz. Por que a Veja e os partidos conservadores não concordam com o financiamento público? Porque sabem que o poder econômico seria esvaziado e consequentemente representantes do povo - que Veja não quer por lá - poderiam aumentar sua participação.
E o financiamento público deve vir junto com as listas fechadas, como ocorre em boa parte dos partidos na Europa. O eleitor, ao invés de votar em candidatos individuais, o que desqualifica a política, votaria em partidos, que apresentariam suas listas de candidatos. E a depender da votação de cada partido, as bancadas seriam eleitas proporcionalmente à votação que tiverem, ou seja, se o PT tem 25% dos votos, obtém 25% da quantidade de vagas, e assim sucessivamente. Uma reforma política é fundamental para acabar com essa relação promíscua entre políticos e empresários corruptores, mas sinceramente, não acredito que ocorra. O conservadorismo existente no Congresso Nacional não permite. Infelizmente. Mas voto distrital nem pensar. Excluir minorias de representação política é inadmissível numa democracia plena. É o caminho para o autoritarismo.
*Geraldo Galindo é diretor da Associação de Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) e presidente municipal do PCdoB em Salvador (BA).
A edição da revista Veja do dia 7 de setembro traz uma reportagem cujo título é “Como aumentar o peso do seu voto”, onde traz os dez supostos motivos para apoiar a tal idéia. Para as pessoas progressistas, de visão política arejada e saudável, que defendem a liberdade e a participação popular na política, uma simples proposta defendida pelo Grupo Abril já traz a leitura de não ser uma iniciativa positiva, mas de retrocesso, de cerceamento da democracia.
Por Geraldo Galindo*
Antes de comentar passo a passo o que passarei a chamar de 10 mentiras (e meias verdades) é bastante revelador o preâmbulo da matéria e algumas opiniões constantes das sete páginas do referido texto. Estabelecendo “cálculos” sem nenhuma comprovação, eles partem do pressuposto de que, se o voto distrital estivesse implantado no Brasil, o PT teria no mínimo 15 deputados a menos. Vejam aí, amigos e amigas, que já fica logo claro qual o interesse do grupo – reduzir a representação do partido que, ao lado de outros, vem conduzindo mudanças extraordinárias no país, mudanças essas que precisam ser aprofundadas, em prol dos trabalhadores, do povo e da soberania do Brasil.
Mais adiante, em várias passagens de cada “motivo” eles vão alegar acintosamente, sem meios termos, numa demonstração clarividente de seus preconceitos e interesses, que o voto distrital vai reduzir a possibilidade de eleição de sindicalistas e de representantes dos movimentos sociais. Isso mesmo; para Veja, representação de trabalhadores e dos movimentos sociais no Congresso é nociva, numa visão elitista de que ali só comporta os prepostos das classes dominantes, os representantes da grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e latifundiários). Numa previsão otimista, novamente saído de outro esdrúxulo "cálculo" vão dizer que com a nova fórmula 35 sindicalistas não teriam sido eleitos em 2010.
Para entender melhor a polêmica, o voto distrital puro (tem outra modalidade, o voto distrital misto) passaria a ser como uma eleição majoritária, uma eleição de prefeito, por exemplo. Então, para se votar num vereador ou deputado, uma cidade como Salvador seria dividida em distritos, suponhamos 20 (o total de zonas eleitorais) e cada uma delas teria uma eleição para vereador ou deputado e cada partido apresentaria um candidato em cada uma delas. Esse não é o assunto em análise aqui, mas imagine só a confusão que seria a divisão desses distritos num país tão amplo e complexo como o Brasil. Se numa cidade já seria pra lá de complicado, imaginemos esses distritos no âmbito do restante de cada estado. Vamos aos argumentos da única revista americana escrita em português, como já disse um deputado comunista:
As 10 mentiras (e meias verdades)
1 - Escolher fica mais fácil. Eu fico imaginando uma campanha eleitoral numa capital onde cada partido tenha candidatos majoritários espalhados por toda parte e como o eleitor se comportaria. Diz a revista que o número menor de candidatos facilitaria a vida do eleitor, mas esse eleitor vai ter contato com a campanha de todos os demais candidatos de outros distritos eleitorais. Eventualmente pode até querer votar em um candidato de outro distrito que não seja o seu e ficar impossibilitado. O argumento da redução de número de candidatos é verdadeiro, mas daí concluir que fica mais fácil a escolha é apenas um desejo da revista. E a tese de redução do número de candidatos, em geral, parte daqueles que querem restringir a democracia e transformar o país num sistema bipartidário, antidemocrático, nos moldes dos EUA e Inglaterra.
2 - Quem elege fiscaliza. Diz a revista, o que é verdade, que os eleitores elegem seus deputados e logo depois nem lembram do nome destes, e cita uma pesquisa de que apenas 22% do eleitorado se lembra em quem votou para deputado federal. Mas o problema da falta de fiscalização dos mandatos por parte do eleitor não guarda relação necessariamente com a forma de eleger, mas sim, na sua despolitização, decorrente de tantos fatores, entre os quais, o nefasto papel dos meios de comunicação que tem como prática a desmoralização da classe política, e o que é pior, a tentativa de colocá-los todos no mesmo patamar de imoralidade, quando certamente existem parlamentares sérios. Não me consta que o nível de fiscalização de um prefeito pelo eleitor seja muito diferente do de um parlamentar.
3 - A campanha fica mais barata. Ao final da argumentação desse ponto, talvez a maior mentira de todas, eles concluem afirmando que além de baratear a campanha, a independência do eleito aumenta. O argumento é de que o candidato no atual sistema faz campanha num estado inteiro e os custos são exorbitantes e essa campanha milionária seria o passo para a corrupção do eleito. Primeiro que os candidatos não fazem campanha no estado inteiro - no geral eles têm suas bases principais, mas as campanhas são caras mesmo. Mas o problema é que uma eleição majoritária, no geral, é muito mais cara do que uma eleição proporcional. Uma eleição para prefeito é bem mais cara do que a eleição de um vereador, como a de um governador é bem mais cara do que a de um deputado estadual. A eleição de um deputado por um distrito vai exigir uma estrutura semelhante à campanha de qualquer outra eleição majoritária, como a de um prefeito. E a tese de que aumenta a independência do eleito é uma falácia, pois ao contrário, essa tal dependência pode até aumentar, pois os financiadores serão os mesmos de sempre. E o caminho que leva um deputado à corrupção é sua índole, seus princípios (ou a falta deles), e não financiadores de campanha. No Congresso Nacional existem dezenas de deputados que recebem financiamentos de empresas, mas não perderam a independência.
4 - Acaba o efeito Tiririca. Veja diz que "por causa da obtusa regra do quociente eleitoral", os eleitos se dão pela divisão dos votos pelas siglas e não pelos indivíduos mais votados. Mas esse formato, que não é o ideal, admitamos, é muito mais justo do que a eleição pelos mais votados, pois é deste modo que se fortalecem os partidos - a eleição não se dá em torno de indivíduos, mas em torno de idéias, idéias estas difundidas por partidos políticos. Portanto, se o partido de Tirica elegeu deputados com a sobra dos votos dele, é uma divisão, digamos, ajustada, pois a representação deve sempre valorizar o partido em detrimento de pessoas. Diz a reportagem que apenas 36 cadeiras foram ocupadas por deputados que fizeram o tal quociente, mas o tal quociente é pra ser feito por partidos e não por pessoas. Então, quando eles falam que os outros 477 não tiveram votos para se eleger é uma mentira. Tiveram sim, mas dentro de suas coligações ou partidos.
5 - O gasto público diminui. O raciocínio é tão frágil, que parece até ingenuidade. Dizem que com deputados eleitos no voto distrital vai acabar ou diminuir o dinheiro público que é gasto através de emendas parlamentares, pois esses deputados não seriam reféns de grupos corporativos, "mas apenas aos eleitores de suas bases". Se a Veja propusesse o fim das emendas parlamentares, tese com a qual concordo, seria outra história - penso que em parte o governo não ficaria refém de chantagistas profissionais em momentos de votações importantes . Mantendo as emendas, os deputados eleitos no voto distrital puro fariam tudo igualzinho ao que se faz atualmente, ou até pior. A guerra pela liberação das emendas (uma pressão vinda dos financiadores ao seu financiado e das bases nos distritos) continuará a fazer parte do jogo enquanto elas existirem.
6 - Os corporativistas perdem espaço. Aqui cabe uma pergunta: quem são os corporativistas? Para Veja, corporativistas são os deputados que "carreiam recursos públicos para centrais sindicais". Diz que o modelo atual é ideal para "beneficiar candidatos de categorias como a dos sindicalistas". Ora, corporativistas autênticos são os representantes das grandes corporações que financiam as grandes e caras campanhas eleitorais. Com campanhas eleitorais majoritárias para deputados e vereadores, a representação desses setores (os ricos e milionários) vai aumentar substancialmente e consequentemente reduzir a bancada da representação popular. Este é o verdadeiro objetivo de Veja e a quem ela presta serviço. No atual Congresso Nacional a representação dos trabalhadores não chega a 15% e eles acham isso elevado. Somente a bancada ruralista tem mais que o dobro disso, sem falar na representação dos demais setores empresariais, que vivem a travar qualquer lei que beneficie os trabalhadores.
7 - As oligarquias se enfraquecem. Com o voto distrital a possibilidade é de acontecer justamente o contrário. Quando a Veja fala de oligarquias, supõe-se que ela se refere a seus parceiros de apoio ao golpe militar de 1964, como Sarney e ACM, mas o sentido de oligarquia aqui tem o mesmo de corporativismo para a Veja. Se os tais oligarcas são ligados ao PSDB ou DEM, o conceito muda, mas se é da base do governo do PT, é oligarca mesmo. Na argumentação eles dizem, contradizendo argumentos anteriores, que as tais famílias que se reproduzem no poder gastariam muito dinheiro (eles disseram antes que a campanha ficaria mais barata). Assim, as forças políticas com menos acesso ao poder econômico ficariam em situação difícil para se eleger, ou seja, facilitaria a vida dos oligarcas endinheirados.
8 - Aumenta a força das capitais. Dizem eles que com a campanha em todo o estado, os representantes das capitais ficam de fora e que a parcela mais politizada do eleitorado fica sub representada. Eu não sei de onde eles tiraram esses números, mas o que acontece de fato é que qualquer político pode fazer campanha na capital e no interior, e é bom que assim seja. O que ocorre com a representação maior de deputados do interior vem por uma razão óbvia: com poucas exceções, a maioria dos estados a população mora no interior, a exemplo da Bahia onde o eleitorado da capital não chega a 20% do total de eleitores. E no voto distrital isso não vai mudar em nada, pois o percentual entre capital e interior não sofrerá bruscas alterações, a não ser que venham casuísmos (inaceitável) ou uma avalanche de êxodos que não estão previstos. Agora, o que imagino como ideal seria que cada estado tivesse o número de deputados proporcional ao número de eleitores/população, pois aí existe uma enorme distorção que não é o caso tratar aqui.
9 - O Congresso é fortalecido. É mesmo, fortalecido com uma maior representação da bancada patronal, dada a eleição majoritária consumindo enormes recursos que saem dos bolsos dos poderosos. O argumento é de que "o eleitor passa a votar contra o candidato que não gosta" (sic).. Quando numa eleição para prefeito um eleitor vota num candidato, não significa necessariamente que ele não goste de outro. Diz ainda que no sistema distrital o deputado precisa fazer esforço para se destacar. E algum deputado no atual sistema não faz outra coisa senão tentar se destacar?
10 - A corrupção reflui. Aqui é bom lembrar que a direita brasileira, representada por Veja (um verdadeiro partido político), adota critérios estranhos para se preocupar com a corrupção. Quando vem de suas bases políticas (PSDB/DEM) ou o assunto não aparece ou é tratado de maneira cordial, civilizado. Quando o escândalo, muitas vezes fabricados pela própria revista se refere ao PT e aliados, é um verdadeiro massacre, como a crueldade que eles sistematicamente promovem contra José Dirceu, uma perseguição que beira ao que existiu de pior no fascismo. O argumento é de que no toma-lá-dá-cá em troca de apoio o governo oferece cargos aos deputados que indicam pessoas inescrupulosas para fazer estripulias. Dizem eles que nos países que têm voto distrital o índice de corrupção é 20% menos do que onde o sistema é outro (isso chega a ser risível). Repetindo, a corrupção se origina não é no modelo (que ajuda, é verdade), mas no mau caratismo de espertalhões.
Combate à corrupção
Para concluir, a forma de reduzir a corrupção (não para acabar) é o fim do financiamento privado, pois é daí que se origina quase todos os escândalos que frequentam diariamente os telejornais. Como o financiamento é privado, nesse exato momento, tem algum deputado recebendo algum pacote em alguma parte do Brasil para pagar dívidas e se aproveitando para uma parte alimentar suas contas pessoais. É exatamente isso que acontece, lembrando que a regra não se aplica a uma parte da bancada sadia do Congresso Nacional – que é minoritária. Depois esses deputados vão carrear emendas e projetos que serão executados pelos seus financiadores e na hora que a grana é liberada, a parte da campanha volta na forma de superfaturamento e outras. E na eleição seguinte, o mecanismo se reproduz. Por que a Veja e os partidos conservadores não concordam com o financiamento público? Porque sabem que o poder econômico seria esvaziado e consequentemente representantes do povo - que Veja não quer por lá - poderiam aumentar sua participação.
E o financiamento público deve vir junto com as listas fechadas, como ocorre em boa parte dos partidos na Europa. O eleitor, ao invés de votar em candidatos individuais, o que desqualifica a política, votaria em partidos, que apresentariam suas listas de candidatos. E a depender da votação de cada partido, as bancadas seriam eleitas proporcionalmente à votação que tiverem, ou seja, se o PT tem 25% dos votos, obtém 25% da quantidade de vagas, e assim sucessivamente. Uma reforma política é fundamental para acabar com essa relação promíscua entre políticos e empresários corruptores, mas sinceramente, não acredito que ocorra. O conservadorismo existente no Congresso Nacional não permite. Infelizmente. Mas voto distrital nem pensar. Excluir minorias de representação política é inadmissível numa democracia plena. É o caminho para o autoritarismo.
*Geraldo Galindo é diretor da Associação de Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) e presidente municipal do PCdoB em Salvador (BA).
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Portal Vermelho: Proezas do capitalismo americano: 46,2 milhões de pobres - Portal Vermelho
Proezas do capitalismo americano: 46,2 milhões de pobres - Portal Vermelho
O capitalismo revela sua natureza no país mais rico do mundo, concentrando riqueza num polo e miséria noutro. O contingente de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no rastro da crise iniciada no final de 2007 é o maior da série histórica e equivale à população da Espanha.
Dados divulgados nesta terça-feira, 13, pelo escritório responsável pelo censo dos Estados Unidos revelam que o número de americanos vivendo na pobreza chegou a 46,2 milhões em 2010, o número mais alto desde que os dados começaram a ser coletados, em 1959.
Polarização social
A taxa de pobreza no país aumentou, pelo terceiro ano consecutivo, de 14,3% em 2009 para 15,1% no ano passado, a mais alta desde 1993. Quase um em cada seis estadunidenses vive na pobreza – definida como renda anual individual de até US$ 11,13 mil (aproximadamente R$ 18,8 mil ou R$ 1,56 mil por mês) ou renda de até US$ 22,31 mil (cerca de R$ 37,68 mil; R$ 3,14 mil por mês) para uma família de quatro pessoas.
O critério é mais rigoroso do que o usado no Brasil e o que aqui é celebrado, equivocadamente, como classe média emergente, sob o prisma da renda por lá estaria situado na faixa de pobreza. É indispensável levar em conta, porém, o custo de vida, relativamente bem mais elevado nos EUA.
O avanço da pobreza tem por contrapartida a maior concentração da renda produzida, cada vez mais apropriada pelos ricos em detrimento da classe trabalhadora, o que lembra o vaticínio de Karl Marx de que o capitalismo, deixado ao sabor do mercado, tende a exacerbar a desigualdade e a polarização social, ao concentrar riqueza num polo e miséria noutro.
Crise
A política econômica adotada desde Ronald Reagan (1981-1988), apelidada de reaganomics e preservada ao longo das últimas décadas, alavancou a concentração ao reduzir a carga tributária das camadas mais ricas, a pretexto de promover o crescimento da economia. Há 25 anos, a faixa do 1% mais rico da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
A renda real média nos Estados Unidos caiu 2,7% entre 2001 e 2009, refletindo as fragilidades da economia e a atual crise. Mas a fatia apropriada pelos 20% dos americanos mais pobres no período caiu 6,1%, enquanto a dos 5% mais ricos recuou apenas 1,3%. É um escárnio sobre o qual os apologistas do império, que não se cansam de enaltecer as falsas virtudes da maior potência capitalista da história, guardam um profundo e esclarecedor silêncio.
A crise agravou o problema, propiciando um crescimento assustador do número de trabalhadores e trabalhadoras desempregadas e desamparadas, estimado entre 25 a 30 milhões de pessoas. É desta classe que provém a multidão de pobres norte-americanos.
Desemprego
A taxa oficial de desemprego nos Estados Unidos é de 9,1%, mas abrange apenas os assalariados que ainda estão procurando emprego. A realidade do mercado de trabalho é bem pior. Em 2009, o número de pobres também já havia chegado a um recorde, de 43,6 milhões de pessoas. Desde então, apesar das declarações de que a economia estava se recuperando, outros 2,6 milhões de americanos caíram abaixo da linha da pobreza, no quarto ano consecutivo de crescimento da miséria.
Os novos dados também revelam as dificuldades econômicas das famílias consideradas de classe média. A renda dessas famílias caiu 2,3% em 2010, chegando a US$ 49,44 mil (cerca de R$ 83,51 mil).
Negros e hispânicos
O censo também reflete o uso e abuso da discriminação étnica pelo capitalismo estadunidense, que nos é apresentado pela direita como o modelo ideal para o mundo. A taxa de pobreza é ainda mais alta entre negros (27,4%) e hispânicos (26,6%) do que entre brancos (9,9%). Entre crianças negras, a taxa de pobreza chega a 39%, mais de três vezes maior do que a registrada entre crianças brancas (12,4%).
O censo também revela que cerca de 50 milhões de americanos não tinham seguro saúde em 2010, mesmo patamar registrado no ano anterior. Os dados foram divulgados poucos dias depois de o presidente Barack Obama ter proposto ao Congresso um plano de US$ 447 bilhões (cerca de R$ 755 bilhões) para combater o desemprego no país.
Há dúvidas, no entanto, sobre as chances de o plano ser aprovado no Congresso, em um momento de grande divisão política nos Estados Unidos e com a oposição republicana no controle da Câmara dos Representantes (deputados federais).
Contradições do capitalismo
A economia será um fator determinante no pleito presidencial do próximo ano, em que Obama busca a reeleição. Pesquisas de opinião indicam que a economia e o desemprego estão entre as maiores preocupações dos eleitores. Isto ajuda a explicar a súbita opção pelos pobres por parte do presidente, que não cumpriu as promessas de campanha e, apesar de ter doado trilhões de dólares aos banqueiros, nada fez para minorar a situação de milhões de trabalhadores desempregados.
De acordo com muitos economistas, a concentração de renda está na raiz da atual crise econômica, contracenando com o desemprego em massa. A exclusão de milhões de trabalhadores pobres do mercado consumidor deprime fortemente a demanda, acentuando a oposição entre produção e consumo, que caracteriza a crise de superprodução, e obstruindo a recuperação da economia.
A contração do consumo tem forte impacto na produção, especialmente nos EUA, cuja sociedade consome bem mais do que produz, vivendo à base do fiado e devendo (governo, empresas e famílias) o equivalente a cerca de quatro PIBs.
A solução para a crise passa necessariamente pela restauração da renda dos trabalhadores e reversão do processo de concentração de riqueza verificado desde o final dos anos 1970. O capitalismo não favorece tal perspectiva e o Estado burguês-imperialista busca na guerra uma saída para a crise, conforme se vê no Oriente Médio. Por isto, os capitalistas encaminham o mundo para a barbárie. A alternativa virá da luta da classe trabalhadora por transformações sociais profundas e pelo socialismo. Ou simplesmente não virá.
Da Redação, Umberto Martins, com agências
O capitalismo revela sua natureza no país mais rico do mundo, concentrando riqueza num polo e miséria noutro. O contingente de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no rastro da crise iniciada no final de 2007 é o maior da série histórica e equivale à população da Espanha.
Dados divulgados nesta terça-feira, 13, pelo escritório responsável pelo censo dos Estados Unidos revelam que o número de americanos vivendo na pobreza chegou a 46,2 milhões em 2010, o número mais alto desde que os dados começaram a ser coletados, em 1959.
Polarização social
A taxa de pobreza no país aumentou, pelo terceiro ano consecutivo, de 14,3% em 2009 para 15,1% no ano passado, a mais alta desde 1993. Quase um em cada seis estadunidenses vive na pobreza – definida como renda anual individual de até US$ 11,13 mil (aproximadamente R$ 18,8 mil ou R$ 1,56 mil por mês) ou renda de até US$ 22,31 mil (cerca de R$ 37,68 mil; R$ 3,14 mil por mês) para uma família de quatro pessoas.
O critério é mais rigoroso do que o usado no Brasil e o que aqui é celebrado, equivocadamente, como classe média emergente, sob o prisma da renda por lá estaria situado na faixa de pobreza. É indispensável levar em conta, porém, o custo de vida, relativamente bem mais elevado nos EUA.
O avanço da pobreza tem por contrapartida a maior concentração da renda produzida, cada vez mais apropriada pelos ricos em detrimento da classe trabalhadora, o que lembra o vaticínio de Karl Marx de que o capitalismo, deixado ao sabor do mercado, tende a exacerbar a desigualdade e a polarização social, ao concentrar riqueza num polo e miséria noutro.
Crise
A política econômica adotada desde Ronald Reagan (1981-1988), apelidada de reaganomics e preservada ao longo das últimas décadas, alavancou a concentração ao reduzir a carga tributária das camadas mais ricas, a pretexto de promover o crescimento da economia. Há 25 anos, a faixa do 1% mais rico da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
A renda real média nos Estados Unidos caiu 2,7% entre 2001 e 2009, refletindo as fragilidades da economia e a atual crise. Mas a fatia apropriada pelos 20% dos americanos mais pobres no período caiu 6,1%, enquanto a dos 5% mais ricos recuou apenas 1,3%. É um escárnio sobre o qual os apologistas do império, que não se cansam de enaltecer as falsas virtudes da maior potência capitalista da história, guardam um profundo e esclarecedor silêncio.
A crise agravou o problema, propiciando um crescimento assustador do número de trabalhadores e trabalhadoras desempregadas e desamparadas, estimado entre 25 a 30 milhões de pessoas. É desta classe que provém a multidão de pobres norte-americanos.
Desemprego
A taxa oficial de desemprego nos Estados Unidos é de 9,1%, mas abrange apenas os assalariados que ainda estão procurando emprego. A realidade do mercado de trabalho é bem pior. Em 2009, o número de pobres também já havia chegado a um recorde, de 43,6 milhões de pessoas. Desde então, apesar das declarações de que a economia estava se recuperando, outros 2,6 milhões de americanos caíram abaixo da linha da pobreza, no quarto ano consecutivo de crescimento da miséria.
Os novos dados também revelam as dificuldades econômicas das famílias consideradas de classe média. A renda dessas famílias caiu 2,3% em 2010, chegando a US$ 49,44 mil (cerca de R$ 83,51 mil).
Negros e hispânicos
O censo também reflete o uso e abuso da discriminação étnica pelo capitalismo estadunidense, que nos é apresentado pela direita como o modelo ideal para o mundo. A taxa de pobreza é ainda mais alta entre negros (27,4%) e hispânicos (26,6%) do que entre brancos (9,9%). Entre crianças negras, a taxa de pobreza chega a 39%, mais de três vezes maior do que a registrada entre crianças brancas (12,4%).
O censo também revela que cerca de 50 milhões de americanos não tinham seguro saúde em 2010, mesmo patamar registrado no ano anterior. Os dados foram divulgados poucos dias depois de o presidente Barack Obama ter proposto ao Congresso um plano de US$ 447 bilhões (cerca de R$ 755 bilhões) para combater o desemprego no país.
Há dúvidas, no entanto, sobre as chances de o plano ser aprovado no Congresso, em um momento de grande divisão política nos Estados Unidos e com a oposição republicana no controle da Câmara dos Representantes (deputados federais).
Contradições do capitalismo
A economia será um fator determinante no pleito presidencial do próximo ano, em que Obama busca a reeleição. Pesquisas de opinião indicam que a economia e o desemprego estão entre as maiores preocupações dos eleitores. Isto ajuda a explicar a súbita opção pelos pobres por parte do presidente, que não cumpriu as promessas de campanha e, apesar de ter doado trilhões de dólares aos banqueiros, nada fez para minorar a situação de milhões de trabalhadores desempregados.
De acordo com muitos economistas, a concentração de renda está na raiz da atual crise econômica, contracenando com o desemprego em massa. A exclusão de milhões de trabalhadores pobres do mercado consumidor deprime fortemente a demanda, acentuando a oposição entre produção e consumo, que caracteriza a crise de superprodução, e obstruindo a recuperação da economia.
A contração do consumo tem forte impacto na produção, especialmente nos EUA, cuja sociedade consome bem mais do que produz, vivendo à base do fiado e devendo (governo, empresas e famílias) o equivalente a cerca de quatro PIBs.
A solução para a crise passa necessariamente pela restauração da renda dos trabalhadores e reversão do processo de concentração de riqueza verificado desde o final dos anos 1970. O capitalismo não favorece tal perspectiva e o Estado burguês-imperialista busca na guerra uma saída para a crise, conforme se vê no Oriente Médio. Por isto, os capitalistas encaminham o mundo para a barbárie. A alternativa virá da luta da classe trabalhadora por transformações sociais profundas e pelo socialismo. Ou simplesmente não virá.
Da Redação, Umberto Martins, com agências
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de SP filia-se à CTB
Com grande satisfação a diretoria da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil recebeu o comunicado de Braz Albertini consolidando a filiação da Fetaesp - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, uma das principais federações representativa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais do país.
A Fetaesp - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, que tem mais de 150 sindicatos filiados é a mais nova federação de trabalhadores rurais filiadas à CTB. A Fetaesp se integra as outras federações de trabalhadores na agricultura do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia e Sergipe
Desde 2008 sua sede está instalada no Itetresp - Instituto Técnico Educacional para Trabalhadores Rurais no Estado de São Paulo. Braz Albertini, como presidente da Fetaesp representa cerca de 200 mil famílias que vivem da agricultura no interior paulista.
A federação situada na cidade de Agudos, região central do estado, o que facilita o contato, agilizando o atendimento direto às bases de atuação. Seus diretores ocupam cadeiras em diversas Comissões e Conselhos que atuam nos setores do trabalho, emprego, agricultura e agricultura familiar; o que contribui para que a voz do campo seja ouvida nas principais discussões que tratam do desenvolvimento rural do Estado de São Paulo e do Brasil.
Wagner Gomes, presidente da CTB ao manifestar seu contentamento e satisfação com a filiação da Fetaesp à CTB declarou: “A CTB se consolida como a central sindical de maior representatividade dos trabalhadores e trabalhadoras rurais do Brasil”.
Celso Jardim – Portal CTB
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