O ex-ministro Aldo Rebelo, que chefiou a Defesa no governo Dilma, fala sobre sua visão dos militares, o livro de Villas Bôas e o quadro político, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch.
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terça-feira, 30 de março de 2021
sábado, 4 de abril de 2020
Basta de Bolsonaro e luta contra a pandemia unirão o Brasil - Paulo Vinícius Silva
Nos últimos dias, a partir do pronunciamento de Bolsonaro, ensaiou-se um movimento de sustentação do governo, protagonizado sobretudo por setores das Forças Armadas, que aparentemente subestimam algo já inexorável, que levará o Presidente ao caminho da rua, se tudo der certo. Afinal, nos próximos dias, Bolsonaro e o povo brasileiro verão as consequências das suas atitudes irresponsáveis e criminosas face aos riscos de proliferação do COVID19. Não será possível evitar a revolta popular diante da contagem crescente de infectados e mortos e o colapso do sistema de saúde e da economia. Será ainda mais dolorosa e dura a revolta dentre aqueles que perceberem pela pior maneira o que Bolsonaro custará de vidas ao povo brasileiro por sua inépcia, irresponsabilidade e pelo aterrador cálculo político que o impeliu a incentivar atitudes que custarão vidas, em especial dentre aqueles que o ouviram.
Perdi já meu pai e minha mãe, ambos passaram por UTI, embora tenhamos tido a graça e o apoio da CASSI para que minha mãe pudesse partir de sua casa e de nossos braços. É difícil compartilhar a rotina desesperadora de ter um ente querido doente em uma hospitalização e mesmo numa UTI. Não é disso que falo, mas de essa vivência ser compartilhada de modo muito mais duro, e, pior, que a desigualdade social brasileira e o nosso passado escravista se expressem numa equação higienista cruel contra os mais pobres.
A exponencial contaminação promete cenas terríveis, a exemplo do vivido pela população de Guayaquil, no Equador, em que centenas de cadáveres se acumularam nas ruas e nas casas, uma cena de filme de terror que infelizmente tende a se repetir mundo afora.
No nosso caso, a ideologia ultraneoliberal abandonou o país diante da violência da pandemia. O Brasil desde o Governo Temer, viu a destruição de tudo que poderia salvar inúmeras vidas nesse momento. O desmonte do SUS, do Bolsa Família, a destruição da pesquisa científica, o corte de verbas nas universidades e bolsas de pesquisa, a precarização do trabalho, a destruição do Ministério do Trabalho, a Deforma Trabalhista e os decretos genocidas de Bolsonaro simplesmente nos abandonaram a todos e todas diante da pandemia, da pobreza e,
nesta hora, isso custará inúmeras vidas.
Essa realidade expõe as prioridades e a insensibilidade típicas do capitalismo. O apoio aos bancos é prioridade, mas a exposição das pessoas comuns é até incentivada. Ao contrário, a falta do apoio à economia real, que come, mora, paga as contas, é gritante, numa despreocupação com as pessoas que, invariavelmente, serão vítimas da destruição da indústria, da precarização do trabalho, do desmonte da máquina pública, da privatização e do rentismo parasitário que colocaram a vida das pessoas em último lugar. E ninguém representa de modo mais caricato essa virulência que o Presidente da república, Jair Bolsonaro. Quem poderá ignorar seus crimes? Quem poderá ignorar a falência assassina do neoliberalismo?
Nesse contexto, a bandeira da Frente Ampla ganha ainda mais importância e peso, para inclusive se estender às Forças Armadas, sem as quais não será possível passar por esse terrível momento que viverá o nosso país. O papel das FFAA é muito maior que a página desse governo lamentável, venal, contra os interesses da Nação. É um erro gigantesco que se apequenem, que se confundam e aceitem chafurdar no charco desse louco, a serviço de interesses forâneos, pequenos, afora toda a loucura.
Ao contrário, devem separar seu papel decisivo desse momento infeliz da nossa história. Não se trata de uma mera disputa política, mas de que as atitudes criminosas não serão perdoadas, quedarão na nossa História com a indelével marca da infâmia, mais uma, que não deveria tocar as nossas FFAA, tão importantes para o Brasil, para a nossa independência, para o nosso futuro.
Há preocupações muito mais importantes para as FFAA que a caquética defesa do Golpe de 1964, legitimar erros e crimes do passado, confundir-se com torturadores e canalhas, com crimes cometidos contra a juventude e a democracia. Deveriam preocupar-se mais com preservar o Brasil, sua independência, sua soberania, o respeito mundial de que já fomos objeto. Deveriam presidir as preocupações militares o mais elevado interesse nacional, salvar vidas, preocupações que mais e mais se distanciam da defesa desse governo que ficará para a História como uma página de loucura, de vergonha e de morte.
Assim, só a Frente Ampla abrirá um outro caminho para o país. A solidariedade, a Ciência, o SUS, o papel do Estado, a Indústria, a importância dos bancos e empresas públicas, de nossas Forças Armadas, do Brasil, essas serão as armas que utilizaremos para passar por essa tragédia que viveremos. E será inevitável que cada um e cada uma de nós contabilize quantas vidas terá custado o golpe, o neoliberalismo e a eleição de Jair Bolsonaro. Diante de toda incerteza, duas coisas ficarão: a importância de respeitar a quarentena e a tendência de o Basta Bolsonaro e a luta contra a pandemia unirem o Brasil numa Frente Ampla indispensável para a salvação nacional.
Perdi já meu pai e minha mãe, ambos passaram por UTI, embora tenhamos tido a graça e o apoio da CASSI para que minha mãe pudesse partir de sua casa e de nossos braços. É difícil compartilhar a rotina desesperadora de ter um ente querido doente em uma hospitalização e mesmo numa UTI. Não é disso que falo, mas de essa vivência ser compartilhada de modo muito mais duro, e, pior, que a desigualdade social brasileira e o nosso passado escravista se expressem numa equação higienista cruel contra os mais pobres.
A exponencial contaminação promete cenas terríveis, a exemplo do vivido pela população de Guayaquil, no Equador, em que centenas de cadáveres se acumularam nas ruas e nas casas, uma cena de filme de terror que infelizmente tende a se repetir mundo afora.
No nosso caso, a ideologia ultraneoliberal abandonou o país diante da violência da pandemia. O Brasil desde o Governo Temer, viu a destruição de tudo que poderia salvar inúmeras vidas nesse momento. O desmonte do SUS, do Bolsa Família, a destruição da pesquisa científica, o corte de verbas nas universidades e bolsas de pesquisa, a precarização do trabalho, a destruição do Ministério do Trabalho, a Deforma Trabalhista e os decretos genocidas de Bolsonaro simplesmente nos abandonaram a todos e todas diante da pandemia, da pobreza e,
nesta hora, isso custará inúmeras vidas.
Essa realidade expõe as prioridades e a insensibilidade típicas do capitalismo. O apoio aos bancos é prioridade, mas a exposição das pessoas comuns é até incentivada. Ao contrário, a falta do apoio à economia real, que come, mora, paga as contas, é gritante, numa despreocupação com as pessoas que, invariavelmente, serão vítimas da destruição da indústria, da precarização do trabalho, do desmonte da máquina pública, da privatização e do rentismo parasitário que colocaram a vida das pessoas em último lugar. E ninguém representa de modo mais caricato essa virulência que o Presidente da república, Jair Bolsonaro. Quem poderá ignorar seus crimes? Quem poderá ignorar a falência assassina do neoliberalismo?
Nesse contexto, a bandeira da Frente Ampla ganha ainda mais importância e peso, para inclusive se estender às Forças Armadas, sem as quais não será possível passar por esse terrível momento que viverá o nosso país. O papel das FFAA é muito maior que a página desse governo lamentável, venal, contra os interesses da Nação. É um erro gigantesco que se apequenem, que se confundam e aceitem chafurdar no charco desse louco, a serviço de interesses forâneos, pequenos, afora toda a loucura.
Ao contrário, devem separar seu papel decisivo desse momento infeliz da nossa história. Não se trata de uma mera disputa política, mas de que as atitudes criminosas não serão perdoadas, quedarão na nossa História com a indelével marca da infâmia, mais uma, que não deveria tocar as nossas FFAA, tão importantes para o Brasil, para a nossa independência, para o nosso futuro.
Há preocupações muito mais importantes para as FFAA que a caquética defesa do Golpe de 1964, legitimar erros e crimes do passado, confundir-se com torturadores e canalhas, com crimes cometidos contra a juventude e a democracia. Deveriam preocupar-se mais com preservar o Brasil, sua independência, sua soberania, o respeito mundial de que já fomos objeto. Deveriam presidir as preocupações militares o mais elevado interesse nacional, salvar vidas, preocupações que mais e mais se distanciam da defesa desse governo que ficará para a História como uma página de loucura, de vergonha e de morte.
Assim, só a Frente Ampla abrirá um outro caminho para o país. A solidariedade, a Ciência, o SUS, o papel do Estado, a Indústria, a importância dos bancos e empresas públicas, de nossas Forças Armadas, do Brasil, essas serão as armas que utilizaremos para passar por essa tragédia que viveremos. E será inevitável que cada um e cada uma de nós contabilize quantas vidas terá custado o golpe, o neoliberalismo e a eleição de Jair Bolsonaro. Diante de toda incerteza, duas coisas ficarão: a importância de respeitar a quarentena e a tendência de o Basta Bolsonaro e a luta contra a pandemia unirem o Brasil numa Frente Ampla indispensável para a salvação nacional.
sexta-feira, 27 de março de 2020
Mensagem do Comandante do Exército - COVID-19 - General Leal Pujol
General Leal Pujol - Comandante do Exército
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Jobim exonera general após provocação contra direitos humanos
Importantíssima e correta - e é raro que seja assim - a atitude do Ministro Jobim ao exonerar o general boquirroto, e com sugestão do Comando do Exército. Na matéria abaixo você lerá não apenas a carta de uma absoluta mendicância intelectual do general, mas uma linda carta de Marcelo Rubens Paiva aos setores recalcitranstes nas FFAA qu e seguem defendendo o arbítrio. A carta de Marcelo é justa, generosa para quem viveu tais horrores.
E, ainda que pungente, é um apelo racional aos que, míopes, perfilam-se ao lado de criminosos que divorciaram as FFAA de seu histórico papel avançado no Brasil, e ainda hoje impedem a plena reconciliação nacional, tão necessária para que possam cumprir o decisivo papel que lhes é destinado ante as ameaças do imperialismo estadunidense que, ameaçadoramente, cerca a América do Sul através da Colômbia, de sua influência em Honduras, de seu intento de apoderar-se do Haiti e da recriação da Quarta Frota.
Como disse João Amazonas na TV Câmara no Programa Memória Política - assistam! - "Nós não somos revanchistas. Mas nós achamos que as Forças Armadas têm o dever de fazer um pronunciamento público dizendo que se cometeram abusos e até crimes e que isso jamais se repetirá. isso é importante porque as Forças Armadas, em circusnstâncias de defesa da independência nacional precisam ter o apoio do povo. E, como contar com o apoio do povo se não forem capazes de tomar uma posição de que pelo menos reconheçam que foram cometidas faltas graves contra o povo?"
Leia a matéria no www.vermelho.org.br
O general Maynard de Santa Rosa Punição
O ministro da Defesa anunciou a exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa, após este escrever que a Comissão da Verdade, criada para investigar crimes da ditadura, seria uma "comissão da calúnia".
10/02/2010 17h36
E, ainda que pungente, é um apelo racional aos que, míopes, perfilam-se ao lado de criminosos que divorciaram as FFAA de seu histórico papel avançado no Brasil, e ainda hoje impedem a plena reconciliação nacional, tão necessária para que possam cumprir o decisivo papel que lhes é destinado ante as ameaças do imperialismo estadunidense que, ameaçadoramente, cerca a América do Sul através da Colômbia, de sua influência em Honduras, de seu intento de apoderar-se do Haiti e da recriação da Quarta Frota.
Como disse João Amazonas na TV Câmara no Programa Memória Política - assistam! - "Nós não somos revanchistas. Mas nós achamos que as Forças Armadas têm o dever de fazer um pronunciamento público dizendo que se cometeram abusos e até crimes e que isso jamais se repetirá. isso é importante porque as Forças Armadas, em circusnstâncias de defesa da independência nacional precisam ter o apoio do povo. E, como contar com o apoio do povo se não forem capazes de tomar uma posição de que pelo menos reconheçam que foram cometidas faltas graves contra o povo?"
Leia a matéria no www.vermelho.org.br
10/02/2010 17h36
Pedido de exoneração de general partiu do comando do Exército
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