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quinta-feira, 17 de março de 2016

Resisitir ao Golpe, com Dilma e Lula, Fora Rede Globo! Paulo Vinícius Silva

Não foi a oposição e a Globo que ganharam a eleição, mas não se conformam. Querem mandar na Dilma e até escolher ministros... Querem tomar o governo no murro. Estão tão enrolados parlamentares da oposição em ilícitos escandalosos que nunca são investigados. A grita e a sabotagem da Economia ocorrem porque precisam tomar o poder para escapar. Não votei no mercado, votei na Dilma e o mercado financeiro, as concessões públicas de comunicação, os fundamentalistas religiosos, a FIESP, os inimigos dos direitos das mulheres, dos negros e da luta LGBTT querem a todo custo levar o país à bancarrota porque não ganham, com o voto popular. E passam agora perseguir nossos líderes, a caluniá-los, linchá-los e querem banir pela Globo as pessoas da vida pública.

Quem se diz de esquerda e não denuncia o golpismo, mostra sua miopia e traição aos mais altos interesses do país e de seu povo. A história cobrará.

A  parcialidade de Moro e sua associação com a Rede Globo e a oposição são inegáveis e vergonhosas.
O gesto absurdo de espionagem e exposição da Presidenta, as acusações mentirosas, o circo montado pela Globo, criando um clima de confronto, o nome disso é GOLPE DE ESTADO. Querem a qualquer preço impedir Dilma de Governar e criar comoção nacional para depô-la. O juiz, ao se envolver na disputa partidária e ser cortejado pela imprensa que o sagrou herói, fez o que não se esperava: comprometeu em definitivo a isenção da operação Lava Jato. Procedimentos tão arbitrários que podem livrar a cara da multidão de tucanos que se verificou.

Por isso a oposição não pode deixar Lula assumir como ministro. A agenda dele é clara: repactuação, crédito, desenvolvimento. A direita quer sangue e ainda há quem atenda aos chamados de mobilizações "espontâneas" e assuma o ódio da Globo, sem ser sócio do triplex de Paraty nem da sonegação de mais de um bilhão de reais.

Mas a Lava Jato não pode ser corrompida pelo aparelhamento da oposição de instâncias do estado. Não pode acabar em pizza, mas para isso não pode ser o circo de um golpe de Estado. O juiz Moro está claramente vinculado a uma estratégia política.  É preciso impedir o Golpe e tomar para as mãos das forças progressistas a responsabilidade de defender todas as instituições, preservando-as desse aparelhamento e dessas escalada golpista que, como se verifica claramente, tem epicentro num pretenso novo salvador da pátria, Moro, que literalmente viu a mosca azul e anseia pelo palco. A luta contra a corrupção, permanente, não deve servir a alpinismos sociais. Nem a luta contra a corrupção poderia ter esse impacto devastador na economia, ainda mais se há motivações políticas por trás. Na ponta, são centenas de milhares de desempregados, a quebradeira das maiores empreiteiras do Brasil, a paralisação do Pré-Sal, um prejuízo fruto da maneira midiática e golpista com que se quer destruir, em vez de limpar a Petrobras. O prejuízo da campanha midiática e do dano de imagem é imensamente maior que o montante desviado, o que aponta para a apropriação da luta da corrupção para propósitos de facção e para sabotar a exploração do Pré-Sal, o que indica o favorecimento de empreiteiras estrangeiras e de interesses estadunidenses. Não é assim que acabaremos com a corrupção, assim, querem um golpe de Estado, uma aliança com os EUA, uma caçada aos direitos e a manutenção da corrupção e das oligarquias e dos barões da mídia e das finanças.

A classe média já fez essa besteira na História do Brasil. Em momentos decisivos, mobilizada pelas oligarquias, a mídia, corrompendo parte do aparelho repressivo do Estado (no passado os militares, hoje, setores do judiciário e da polícia)  açulou-se a classe média para viradas políticas demagógicas de suposta luta contra corrupção. A resultante SEMPRE foi a manutenção do poder das oligarquias, a perda da democracia, imensos prejuízos aos interesses nacionais e dos trabalhadores(as). Foi assim quando a classe média se uniu contra Getúlio Vargas, chamado de ladrão e assassino, o que levou o Presidente à imolação pelo suicídio, ele seu sangue para defender um legado que ainda está de pé, mas sob ataque dos golpistas, que querem a terceirização e o fim da CLT. A classe média também apoiou Jânio Quadros e a vassoura que varreria a corrupção, terminando em renúncia. A classe média do serviço público e mesmo a mídia defenestraram JK, no governo, chamando-o de ladrão e cassando-o e, talvez, até mesmo matando-o.  João Goulart foi também demonizado e acusado de corrupto (república sindicalista, CPI contra a UNE) por esse conluio de forças e que foi dirigido e financiado pelos EUA, que promoveram a espionagem  Presidenta Dilma e à Petrobras.

Todos os presidente que se apoiaram no povo foram acusados de corruptos e se tentou depô-los e bani-los da vida pública. Lula não é exceção. Sua coragem de vir para o centro do tabuleiro apoiar a Presidenta Dilma é a prova de que não deve, nem teme. E só com a violência típica de regimes de exceção, com espionagem, violação da Segurança Nacional, aparelhamento de instâncias do Estado, violação ao direito de defesa, linchamento midiático e incitação ao golpe por uma concessão pública, só desse modo monstruoso é que a direita pode responder. O povo não se engana como os globonautas teleguiados do neofascismo. O povo, unido, jamais será vencido, e enfrentará o Golpe em defesa da Democracia, do Brasil e dos direitos e vitórias conquistados pelos trabalhadores com Lula e Dilma.

Deixem a Dilma trabalhar! Menos Juros! Mais crédito! Emprego! Desenvolvimento!


#‎GlobosabotaoBrasil‬  ‪#‎NãovaiterGolpe‬ ‪#‎DilmaeLulapeloBrasil‬ ‪#‎VazajatoejuizGlobo‬ ‪#‎AbaixoaRedeGlobo‬ ‪#‎PagueseuIRPFdireito‬

quarta-feira, 16 de março de 2016

A delação de Delcídio é muito pior para Aécio e a oposição do que para Dilma. Por Paulo Nogueira - Diário do Centro do Mundo

Ficou precária a situação de Aécio depois da delação de Delcídio
Ficou precária a situação de Aécio depois da delação de Delcídio
Passado o impacto da delação de Delcídio, e de seus vazamentos seletivos anteriores, fica claro que o maior estrago vai para Aécio e, por extensão, seu PSDB.
Dilma, ao contrário do que o noticiário da mídia afirmava, é quem se saiu melhor. Viralizou o trecho do depoimento de Delcídio em que ele narrava o começo da guerra feroz movida pro Eduardo Cunha contra ela.
Dilma desmontou o esquema de corrupção em Furnas que saíra do “controle”, contou Delcídio. Ao fazer isso, demitiu gente de Cunha que estava em Furnas para roubar. Começaram então as retaliações.
Um amigo resumiu: “Será que a única honesta nesta história toda vai se estrepar?”
Baixada a poeira, parece que não.
Quem se estrepou definitivamente foi Aécio. A delação de Delcídio encerra uma farsa da qual Aécio se beneficiou amplamente ao longo dos anos, com a contribuição da mídia cúmplice e da PF igualmente cúmplice: a de que a Lista de Furnas não existia.
Existe, sim, como provou Delcídio, e Aécio foi o principal beneficiário da fábrica de propinas instalada em Furnas.
Não é porque jornais e revistas fingiram que o escândalo de Furnas era invenção, não é porque a PF jamais se dignou levar adiante o caso, não é porque sucessivos promotores públicos fecharam os olhos — não é por nada disso que a roubalheira não existiu e dela jorraram mensalões generosos para Aécio.
A situação de Aécio, já precária, se complicou ainda mais depois que emergiram, nesta quarta, detalhes da conta secreta de sua família num paraíso fiscal.
Os dados foram revelados por uma revista da Globo, o que mostra que Aécio tantas fez que até os Marinhos já não se sentem em condição de protegê-lo mais.
É patético, vistas as coisas agora, relembrar a pregação moralista com a qual um corrupto consagrado como Aécio comandou desde sua derrota uma campanha criminosa para derrubar Dilma sob múltiplos argumentos absurdos.
No meio do caminho, abraçou-se a Eduardo Cunha, e finalmente os brasileiros estão vendo quanto os dois têm em comum.
A desmoralização de Aécio é um problema dramático para os que defendem, por interesses escusos, o impeachment.
Um elemento essencial da justificativa do impeachment era a montagem de um enredo fictício que dividia a política entre os corruptos e os puros. Você tira os corruptos para que os puros possam governar o país.
Foi pelos ares este enredo. Onde os puros? Aécio era a grande esperança dos orquestradores do golpe. Antes dele, Cunha. A esta altura, Aécio terá sorte se não for cassado por suas delinquências variadas.
Ficará difícil até para FHC fazer suas prédicas de carola daqui por diante: seu pupilo está exposto como jamais esteve, e ele deve torcer para que casos como o da sua compra do segundo mandato não irrompam no meio das denúncias e delações.
Sobra Mercadante: a mídia tentou transferir para ele os holofotes para poupar Aécio, mas foi inútil. A despeito de tudo, parece que é hora de Dilma se livrar de um sujeito que é amplamente detestado à direita, à esquerda e ao centro.
Uma coisa é certa: a delação de Delcídio não foi exatamente o que os golpistas queriam.

Ex-presidente da OAB, Batochio: "um juiz de primeira instância tentou instituir um Estado policial no Brasil" - Portal Vermelho

O advogado José Roberto Batochio, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, se disse estarrecido com os grampos realizados nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro, que atingiram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff.


   
“É algo de uma ousadia inadmissível, que prova que um juiz de primeira instância tentou instituir um Estado policial no Brasil”, afirma.

Batochio disse também que é de absoluta gravidade o fato de terem sido grampeadas conversas entre cliente e advogados. “Isto é inaceitável e fere a Constituição.”

Ele também comenta que algo dessa gravidade jamais seria aceito em democracias sólidas, como os Estados Unidos. “Quer dizer que agora um juiz do Paraná se considera apto a bisbilhotar segredos de Estado? Onde está a segurança nacional?”, questiona.

Segundo Batochio, a OAB terá que se pronunciar, assim como todas as pessoas comprometidas com a defesa da democracia no Brasil.

Oposição e Rede Globo convocam o Golpe - Portal Vermelho




Nesse momento, aproveitando-se do vazamento criminoso de conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, o conluio oposicionista tenta avançar na consecução do golpe.
A Operação Lava Jato, com o juiz Sérgio Moro à frente, ultrapassou todos os limites da legalidade e do estado de direito. Mesmo quando o ex-presidente Lula já não estava sob sua jurisdição, pois já havia sido nomeado ministro, Moro divulgou o grampo de uma conversa entre o ex-presidente e a presidenta Dilma.

Grampear a conversa de uma presidenta da República, remeter a conversa para a Rede Globo e não para o STF, responsável legal por conduzir o caso, demonstra a que ponto os golpistas se dispuseram a chegar.

O fato é a demonstração mais escancarada da atividade golpista de Moro e do conluio entre ele, a oposição e a imprensa.

A sede de poder dos que levam o golpe a cabo não encontra limites. O conluio formado por setores do Judiciário, pela mídia e pelos partidos de oposição se mostra disposto a pisotear a democracia, o calendário eleitoral, a Constituição e os mais basilares direitos individuais.

Depois da divulgação do grampo a TV Globo passou a convocar abertamente manifestações direitistas contra Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Nesse momento manifestantes aglomeram-se na frente do Palácio do Planalto, mobilizados pelos programas de TV.

É preciso haver uma pactuação entre todos os democratas para evitar que o golpe avance e seja consumado.


Flávio Dino diz que Lava Jato ultrapassou limites legais - Portal Vermelho

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), divulgou na noite desta quarta-feira (18), através das redes sociais, que “Há limites legais que, quando quebrados, resultam em grandes erros. Infelizmente é o que, nesse momento, acontece com a operação Lava-Jato”.  


   
O governador se referiu ao grampo que divulgou conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula após autorização, pelo juiz Sérgio Moro, da divulgação das gravações feitas pela Polícia Federal.

Na opinião dele será “muito difícil que a legalidade dessa interceptação telefônica seja confirmada quando do exame sereno e técnico das provas daí advindas”. 

“Tenho desde o início apontado a importância da Lava-Jato. Mas regras constitucionais e processuais não podem ser quebradas. Lamento muito”, escreveu Flávio. Para ele “chegamos a uma grave crise institucional. Sem serenidade, difícil sair dela sem a destruição do Estado Democrático de Direito”.
 
 


do Portal Vermelho

Presidenta do PCdoB Luciana Santos envia mensagem à Militância para a Resistência ao Golpe



Mensagem à militância
Publicado por Luciana Santos em Quarta, 16 de março de 2016

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, divulgou nota, na noite desta quarta-feira (16), sobre a divulgação da conversa do ex-presidente Lula com a presidenta Dilma com  “a nítida finalidade de causar um fato político, midiático, insuflar a radicalização de setores oposicionistas e criar uma crise institucional”.


   
Para a dirigente nacional do PCdoB, “o episódio escancarou o conluio entre a Operação Lava Jato e a grande mídia que tem usado os recorrentes vazamentos da investigação para alimentar manifestações de setores da sociedade contra o governo” e “ganhou ares de golpismo”. Luciana afirma também que “a gravidade dos fatos exige uma enérgica reação das forças democráticas e das próprias instituições da República responsáveis pela defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito”.

Ao final, a presidenta conclama a “mobilização imediata de todos aqueles que prezam a democracia e se agiganta a necessidade de ampliar a convocação para as mobilizações de rua marcadas para a próxima sexta-feira, dia 18 de março, em defesa da democracia e contra o golpe”.

Leia a íntegra da nota:

Moro afronta a lei e, junto com setores da mídia, tenta consumar o golpe

A escandalosa divulgação do teor de uma conversa privada da presidenta Dilma Rousseff e o agora ministro Luiz Inácio Lula da Silva – autorizada pelo juiz Sérgio Moro e obtida através de um grampo ilegal – teve a nítida finalidade de causar um fato político, midiático, insuflar a radicalização de setores oposicionistas e criar uma crise institucional.

O episódio escancarou o conluio entre a Operação Lava Jato e a grande mídia que tem usado os recorrentes vazamentos da investigação para alimentar manifestações de setores da sociedade contra o governo. Na noite de hoje (16 de março), esse comportamento irresponsável ganhou ares de golpismo aberto com a incitação de manifestantes para ocuparem as cercanias do Palácio do Planalto e as ruas do país, gerando risco de conflagração social.

Ao violar os direitos e as prerrogativas da Presidência da República e envolver até mesmo membros do Supremo Tribunal Federal nas investigações, o juiz Sérgio Moro cometeu ilegalidades em série, atentou contra o Estado Democrático de Direito, enfim, se desnudou como um juiz de exceção, deixando claro o seu objetivo de realizar uma caçada contra o ex-presidente Lula e desestabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff.

Ao perceber que a nomeação do ex-presidente Lula como ministro poderá cumprir o relevante papel de construção das mediações políticas necessárias para estancar a grave crise que o país vive, a tríade golpista (Moro-grande mídia-oposição) descambou para o desatino rompendo por completo com a legalidade democrática, numa ação frenética que busca acender o estopim do golpe.

A gravidade dos fatos exige uma enérgica reação das forças democráticas e das próprias instituições da República responsáveis pela defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Neste sentido, é relevante a reação da presidenta Dilma ao anunciar, em nota oficial, que serão tomadas as medidas jurídicas cabíveis para a “reparação da fragrante violação da lei e da Constituição cometida pelo juiz autor do vazamento”.

Espera-se que o Conselho Nacional de Justiça e outras instâncias do Poder Judiciário ajam para cessar os desmandos do juiz Sérgio Moro.

Neste contexto, impõe-se a mobilização imediata de todos aqueles que prezam a democracia e se agiganta a necessidade de ampliar a convocação para as mobilizações de rua marcadas para a próxima sexta-feira, dia 18 de março, em defesa da democracia e contra o golpe.

Brasília, 16 de março de 2016

Luciana Santos
Presidenta nacional do Partido Comunista do Brasil

Kamel tinha que derrubar a Dilma hoje, senão PUUUFFF no Golpe - Conversa Afiada

O que Lula disse e desesperou o Moro - Conversa Afiada - PHA - "Moro não é um juiz. É um Golpista de segunda classe"

Blog do Planalto - Nota à imprensa - Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas

Nota à imprensa

Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:

1 – O ex-presidente Lula foi nomeado no dia de hoje ministro-chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;

2 – A cerimônia de posse do novo ministro está marcada para amanhã (17) às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos ministros Eugênio Aragão, ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;

3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.

4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.

5 – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Em defesa da direita, FHC chama Lula de “analfabeto” - Portal Vermelho


Ao chamar, deselegantemente, Lula de "analfabeto", Fernando Henrique Cardoso expõe seu elitismo e repete velhos preconceitos reacionários das décadas de 1940 e 1950. Oh cabeça ultrapassada!

Por José Carlos Ruy



A elite incomodada Além de deselegante e preconceituosa, a declaração de hoje (16) do grão-tucano Fernando Henrique Cardoso revela a verdadeira linha de classe que corta, alto abaixo, a conjuntura brasileira de hoje e separa o país entre uma minoria muito reduzida, e que ele representa muito bem e se manifestou pelo impeachment neste domingo (13), e a grande maioria do povo brasileiro, que vai ocupar as ruas, pela legalidade e pelo mandato de Dilma Rousseff, na sexta-feira (18).

Fernando Henrique Cardoso não teve o pudor de declarar que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não pode governar “porque é analfabeto”.

Demonstrando forte contrariedade com a decisão da presidenta Dilma Rousseff de nomear Lula para a chefia da Casa Civil da presidência da República, FHC saiu-se com esta preciosidade reveladora de seu pensamento elitista e anti-povo: a nomeação, disse, é "um erro do ponto de vista da organização do governo". E continuou: "Tem que ter cabeça nova, não é só ser político, é preciso conhecimento. Conhecimento é fundamental. Você não pode dirigir esse país sendo analfabeto. Não dá"!

Além de seu elitismo, de sua opção de classe, contra os trabalhadores, o povo e os brasileiros, FHC deixou claro, nesta frase, o forte ciúme que sente de Lula.

Afinal, tendo apenas um humilde diploma de torneiro mecânico, pelo Senai, Lula é amplamente considerado como o melhor residente que o Brasil já teve (muito à frente de FHC), e foi o mais agraciado por diplomas de todo tipo. São mais de 260, e entre eles se destacam os chamados honoris causa, de universidades brasileiras e estrangeiras - entre estas a Universidade de Coimbra (Portugal), Politécnica de Lausanne (Suíça) Sciences-Po (Institut d'Etudes Politiques de Paris), pela Universidad Nacional de La Matanza e Universidad Metropolitana de la Educación y el Trabajo (Argentina).

Afinal, FHC, sendo doutor pela Universidade de S. Paulo, jamais teve reconhecimento tão grande! Neste particular, trata-se de um sentimento pessoal que a elegância e a boa educação recomendam que não se deve revelar.

Na sequência de sua tentativa de desqualificar Lula, FHC deixou claras as razões de sua fúria e temor contra o presidente de origem operária. Ele convocou a sociedade (isto é, a camada de alta renda, escolaridade e branca que saiu nas ruas no domingo). Fez um chamado para a sociedade "reagir energicamente" contra a nomeação. E reconheceu: "Lula é competente no jogo político” e vai atrapalhar o golpismo em curso no país.

Colocar limite ao exercício dos direitos políticos é uma pretensão antiga dos setores mais reacionários da classe dominante brasileira. A restrição ao direito de voto sempre foi uma forma pela qual estes conservadores tentaram reduzir a expressão da vontade popular a um limite que não ameaçasse a ordem vigente e os privilégios da classe dominante.

O jurista democrático Osny Duarte Pereira mostrou como, na Assembleia Nacional Constituinte de 1946, um grupo de deputados tentou favorecer candidatos a cargos eletivos formados em Ciência Política, Administração ou Direito. Um deles, o arquiconservador Ataliba Nogueira (PSD-SP) quis que os votos dados a candidatos advogados fossem contados em dobro! (Osny Duarte Pereira, Que é constituição? Rio de Janeiro, 1964).

Anos depois essa pretensão antidemocrática ainda se mantinha. Na década de 1950 o jornalista da UDN (antecessor do atual PSDB) Afonso Henriques defendeu o que chamou de “voto cultural progressista”: proibição do voto aos analfabetos; valia um o voto do eleitor alfabetizado sem ter concluído o curso primário; valia dois o voto do eleitor com primário completo; valia quatro o voto do eleitor com curso superior.

Isto é, como FHC, aqueles conservadores aceitavam a contragosto a existência de eleições livres, e queriam regras para, a pretexto de valorizar os mais escolarizados (dentro do velho preconceito elitista de que “o povo não sabe votar”), dar maior peso ao voto da classe dominante e seus serviçais diretos (Armando Boito Jr. O golpe de 1954: a burguesia contra o populismo. São Paulo, 1982).

Em sua frase deselegante, FHC diz que o governante precisa “ter cabeça nova”. Mas, incoerente com essa exigência, ele revela uma cabeça antiga, ultrapassada, perdida nos temas da direita brasileira das décadas de 1940 e 1950. Que exige privilégios para a classe dominante e que limitar o exercício dos direitos políticos aos trabalhadores e ao povo brasileiro. Vencer este tipo de pretensão tem o significado democrático de reconhecer, como está na Constituição, a igualdade entre todos os brasileiros. E isso a direita não quer, como FHC deixa claro mais uma vez.

Jornalista esportivo José Trajano: Vamos nos unir para combater o golpe em marcha - Portal Vermelho

O jornalista José Trajano convocou a população, através da TV Vermelho, para ir às ruas contra o golpe da direita. Para o consagrado jornalista esportivo, “é hora de colocar as divergências partidárias de lado e nos unirmos contra o golpe em marcha, defender a democracia, a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula”.

terça-feira, 15 de março de 2016

CTB participará do Sindicato dos Bancários de Brasília, construindo a Frente Brasil Popular - Paulo Vinícius Silva

 A acirrada eleição do Sindicato dos Bancários de Brasília ocorreu de 8 a 10 de março, com a apuração terminando no dia 11, sexta, na APCEF-DF, com a vitória da Chapa 2 – Sindicato Para Tod@s, inspirada na Frente Brasil Popular, unindo CUT, CTB, Causa Operária e lideranças prestistas, brizolistas, independentes, delegados sindicais e defensores da saúde do trabalhador.

A campanha foi marcada pela polarização política no país, pelo enfrentamento do discurso da direita, apropriado pela chapa 1 (Conlutas e Intersindical, PSOL e PSTU), que tradicionalmente nucleia a oposição. Desta vez, tendo ela perdido o apoio de parte expressiva de seus líderes históricos independentes, unimo-nos à chapa do Sindicato todos aqueles que repudiamos o golpismo e não aceitamos que se rasgue a CLT, nem a abertura do capital das estatais (PLS 555), que defendemos o BRB e somos contra o PL da terceirização. Essa aliança expressa a reação favorável da categoria ao fato de o Sindicato de Brasília ter ampliado sua independência no interior da CONTRAF (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), aproximando-se dos Bancários Classistas.

 A unidade em Brasília segue a Frente Brasil Popular, e a vitória demonstra a justeza desse caminho para enfrentar a crise. Estamos juntos do povo para o que der e vier, resistiremos e defenderemos todas as conquistas. Mas isso só pode ser feito com a unidade do povo. Num contexto adverso e com o esperado desgaste de material da situação, enfrentamos uma campanha despolitizada e de direita, à base do antipetismo, de preconceitos e calúnias contra a militância sindical, com a reprodução de conteúdos da imprensa golpista. Em vez de um debate sobre sindicatos e as centrais, presenciamos calúnias que igualaram a solidariedade entre sindicatos e centrais à “corrupção”. Em vez de alertar para as ameaças da direita à democracia e aos trabalhadores(as), vimos a oposição se somar ao linchamento contra a esquerda e seus líderes. Enfrentamos a hipocrisia do discurso “apartidário” na boca de dirigentes partidários, visando a abastardar a esquerda de sua participação secular na luta dos trabalhadores, abrindo o flanco para posições fascistas que anseiam criminalizar a luta social. Até a tentativa de judicialização da eleição existiu, com ações para tumultuá-la e apelos ao Ministério Público. Lamentável. A CTB não se soma a quem jura de pé junto que não há golpe, e abre caminho à liquidação da democracia, dos direitos trabalhistas e dos bancos públicos. Mas nessa chapa já contamos com muitos bons companheiros de luta contra os verdadeiros inimigos da classe.

Foi decisivo o apoio da Coordenação do Ramo Financeiro da CTB e a presença de jovens cetebistas  durante a eleição. Notável contribuição.

É preciso ter humildade para entender a margem tão apertada da vitória . Nós só temos a agradecer o voto de confiança da categoria na unidade do povo.

É preciso separar a crítica espúria expressa no oportunismo ultra-esquerdista das legítimas queixas da categoria sobre a qualidade da sua representação sindical. A categoria deseja renovação e uma representação mais próxima e uma tática compreensível de denúncia dos banqueiros e de defesa dos bancários(as). Nosso esforço, no sindicato será dar voz à categoria, ampliando a sua participação nos rumos da entidade. Vamos incorporar novas linguagens sob a mensagem sindical e classista. É possível avançar anda mais na qualidade de nosso movimento sindical, atender às críticas e renovar as esperanças e a prática sindical para fortalecer esta entidade que já conta com 55 anos, sendo uma das principais forças do povo na luta contra o neoliberalismo, em defesa da democracia e dos direitos da categoria.
A CTB e seus aliados se recusaram ao oportunismo e ao discurso de direita, propondo-se a pôr a mão na massa para ajudar o sindicato, único caminho para barrar as posições conservadoras, coniventes ou promotoras do golpismo”. Reconhecemos, ademais, a diversidade de interesses que se verifica no interior da categoria, o tema da filiação sindical, dos espaços de luta sindical e do formato das greves, e que demandam respostas inovadoras

É preciso renovar as práticas sindicais, recusar o hegemonismo que impede a unidade do povo, aproximar as organizações sindicais da parte mais jovem de suas bases e demonstrar a unidade da esquerda. Imediatamente, urge derrotar  o golpe contra a democracia e o direito dos trabalhadores, defender o mandato da Presidenta Dilma. Temos ao mesmo tempo a luta pela Caixa Econômica Federal, contra a reestruturação e o PLS 555 de abertura do capital, a defesa do emprego dos bancários do HSBC, do Citbank. Denunciaremos a agenda neoliberal que arranca o couro do povo com os juros, e arranca o couro dos bancários com as metas e o assédio organizacional. Nosso desafio é ouvir os bancários(as) e dar respostas que possam unir o povo contra a ofensiva conservadora, afirmando nossa História, renovando e fortalecendo o Sindicato dos Bancários de Brasília.

Resultado:

Chapa 1 - Muda Sindicato - Oposição - 4.385 votos (49,04%)
Chapa 2 – Sindicato para Tod@s - 4.556 votos (50,96% dos válidos), venceu a eleição para o triênio 2016-2019.

Resultado da Eleição do Sindicato dos Bancários de Brasília (2016-2019)


RESULTADO DA ELEIÇÃO DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA



Chapa 1 - 4.385 votos (49,04%)



Chapa 2 – 4.556 votos (50,96% dos válidos), venceu a eleição para o triênio 2016-2019.



Confira a seguir a direção, cuja posse está prevista para julho:








Diretoria Executiva



Presidência: EDUARDO ARAUJO DE SOUZA – BB
Secretaria Geral: CRISTIANO ALENCAR SEVERO – BRB
Secretaria de Administração, Patrimônio e Informática: ROSANE MARIA GONCALVES ALABY - Santander
Secretaria de Finanças: WANDEIR SOUZA SEVERO – Caixa
Secretaria de Assuntos Jurídicos: MARIANNA COELHO DE ALMEIDA AKUTSU LOPES – BB
Secretário de Assuntos Parlamentares: EDMILSON WANDERLEY LACERDA – Itaú
Secretaria de Comunicação e Divulgação: ANTONIO ABDAN TEIXEIRA SILVA- Caixa
Secretaria de Estudos Socioeconômicos: RAQUEL SANTOS LIMA – BRB
Secretaria de Formação Sindical: TERESA CRISTINA MATA PUJALS – BB
Secretaria de Imprensa: RAFAEL ZANON GUERRA DE ARAUJO- BB
Secretaria de Política Sindical: PAULO VINICIUS SANTOS DA SILVA – BB
Secretaria de Relações com a Comunidade: JAQUELINE PERROUD DO SACRAMENTO- BB
Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho: MARIA MONICA HOLANDA OLIVEIRA – BB
Secretaria Social e Cultural: SANDRO SILVA OLIVEIRA – Itaú


Diretoria

AGUINALDO MORAES FERREIRA – BB
ALFREDO NUNCIO DA SILVA SOL – BRB
DANIEL DE OLIVEIRA- BRB
EDSON IVO MOREIRA MARTINS – BRB
FABIANA UEHARA PROSCHOLDT – Caixa
FATIMA SUZANA MARSARO – BB
HELENILDA RIBEIRO CANDIDO – Caixa
HENRIQUE DA CUNHA ALMEIDA – Caixa
JEFERSON GUSTAVO PINHEIRO MEIRA- BB
LAILSON BELEM LIMA- BB
MARIA JESSICA GOMES DE SOUZA – BRB
MARIA JOSE FURTADO – BB
MARILZA SPEROTO – HSBC
MARIO EMILIO MITRE CARTAXO – BB
MARLENE RODRIGUES DIAS- Caixa
MARTHA TRAMM SANTOS – BB
RAISSA FRAGA ALVES – Bradesco
RENAN ROSA DE ARRUDA – BB
RENATO SHALDERS- Caixa
RICARDO DE SOUSA MACHADO – BB
RODRIGO LOPES BRITTO – BB
RONALDO LUSTOSA DA ROCHA – BRB
VALMIR BARBOSA DA SILVA – BRB
VANESSA SOBREIRA PEREIRA – Caixa
VICENTE DE PAULA MOTA FRAZAO – HSBC


Conselho Fiscal:

JOSE HERCULANO NASCIMENTO NETO (Bala) – Caixa
ANTONIO EUSTAQUIO RIBEIRO – BRB
KLEYTTON GUIMARAES MORAIS – BB
(Suplência): RAFAELLA GOMES FREITAS- Caixa
RAIMUNDO DANTAS DE LIMA – HSBC
ROBERTO ALVES DE SOUSA – Itaú


Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Vídeo - Por que os bancários, a CUT, a CTB e setores de oposição se uniram na Chapa 2, Sindicato Para Tod@s?



Por que CUT, CTB e setores independentes e de oposição se uniram na Chapa 2 Sindicato para Tod@s?

Há graves ameaças no horizonte, e só a nossa unidade poderá deter o PL da Terceirização, o PLS 555 de abertura do capital da Caixa e das Estatais e a tentativa de rasgar a CLT. Confira no vídeo.#VoteChapa2 #EmDefesadaCaixa #ContraPLS555
Publicado por Chapa 2 Sindicato para Todos Bancários DF em Quarta, 9 de março de 2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Dias 8, 9 e 10 de março, vote Chapa 2 Sindicato Para Tod@s - A chapa da Unidade e da Luta nos Bancários de Brasília!



A eleição do Sindicato dos Bancários de Brasília inova em 2016, com grande chapa de UNIDADE e LUTA para os desafos da categoria bancária. Por que unimos?
1. Devemos nos unir para enfrentar a crise mundial do capitalismo e a ofensiva do capital juntos numa imensa campanha midiática e política, no golpismo e p o s i ç õ e s a n t i d e m o c r á t i c a s .
Querem que os trabalhadores paguem pela crise e restaurar o neoliberalismo no Brasil. Só a unidade popular e uma nova agenda de mudanças podem derrotar a direita;
2. Devemos nos unir para enfrentar o domínio da Câmara pelo mafioso Eduardo Cunha que mobiliza uma maioria de deputados empresários fundamentalistas e falsos moralistas.
São os pais do PL da terceirização/escravidão enviado pela Câmara ao Senado e da emenda que subordina o legislado ao negociado: rasga a CLT deixada por Getúlio Vargas.
3. Devemos nos unir para defender a valorização do trabalho bancário a partir daquilo que é mais  importante: nossa saúde como trabalhadores(as), a nossa vida.
Os bancos impõem condições aviltantes de trabalho e metas absurdas que nos adoecem e querem se eximir de sua responsabilidade.
Somos a chapa da defesa da saúde dos bancari@s!;
4. É preciso união para enfrentar os banqueiros: Mesmo com lucros inacreditáveis, em 2015 a FENABAN propôs reajuste de 5,5%, INFERIOR à inflação! O BB ignora as perdas salariais dos anos 1990 e o fim do Plano de Cargos e quis pôr nas costas dos funcionários a culpa do déficit da CASSI. Propôs como saída, lavar as mãos com o pós-laboral, ou seja, nós aposentados.
Eles reforçam a exploração, adoecem a categoria e depois querem tirar o corpo fora. Nos bancos
privados crescem os lucros e as demissões. Metas insustentáveis, o assédio como ferramenta de gestão adoecem a categoria, e só a nossa solidariedade poderá nos dar a força nesse combate pela vida.
5. Devemos nos unir contra o descarado ataque do GDF ao BRB e seu funcionalismo.
6. Devemos nos unir para derrotar a proposta de abertura do capital da Caixa Econômica Federal, do
E s t a t u t o d a s E s t a t a i s , P L S 555/2015. O projeto fará do interesse de mercado o único
espírito das empresas públicas, piorando a lógica de metas e assédio.
7. Devemos nos unir para enfrentar/ impedir que se implante qualquer Reformada
Previdência que retire direitos adquiridos dos trabalhadores
. A discussão jamais poderia se dar
numa situação de crise econômica e o movimento sindical está unido para lutar!
A unidade que temos em favor dessas bandeiras deve continuar no Sindicato!




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