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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Grabois :: Por que votar em Dilma, por Roberto Mangabeira Unger

Grabois :: Por que votar em Dilma(Artigos)



Por Roberto Mangabeira Unger



O povo brasileiro escolherá em 26 de outubro
entre dois caminhos. Que escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e
afirme a grandeza do Brasil
O povo brasileiro escolherá em 26 de outubro entre dois caminhos.



As duas candidaturas compartilham três compromissos fundamentais, além
do compromisso maior com a democracia: estabilidade macroeconômica,
inclusão social e combate à corrupção. Diferem na maneira de entender os
fins e os meios. Diz-se que a candidatura Aécio privilegia estabilidade
macroeconômica sobre inclusão social e que a candidatura Dilma faz o
inverso. Esta leitura trivializa a diferença.



Duas circunstâncias definem o quadro em que se dá o embate. A primeira
circunstância é o esgotamento do modelo de crescimento econômico no
país. Este modelo está baseado em dois pilares: a ampliação de acesso
aos bens de consumo em massa e a produção e exportação de bens
agropecuários e minerais, pouco transformados. Os dois pilares estão
ligados: a popularização do consumo foi facilitada pela apreciação
cambial, por sua vez possibilitada pela alta no preço daqueles bens.
Tomo por dado que o Brasil não pode mais avançar deste jeito.



A segunda circunstância é a exigência, por milhões que alcançaram
padrões mais altos de consumo, de serviços públicos necessários a uma
vida decente e fecunda. Quantidade não basta; exige-se qualidade.



As duas circunstâncias estão ligadas reciprocamente. Sem crescimento
econômico, fica difícil prover serviços públicos de qualidade. Sem
capacitar as pessoas, por meio do acesso a bens públicos, fica difícil
organizar novo padrão de crescimento.



O país tem de escolher entre duas maneiras de reagir. Descrevo-as
sumariamente interpretando as mensagens abafadas pelos ruídos da
campanha. Ficará claro onde está o interesse das maiorias. O contraste
que traço é complicado demais para servir de arma eleitoral. Não
importa: a democracia ensina o cidadão a perceber quem está do lado de
quem.



1. Crescimento econômico. Realismo fiscal e manutenção do sacrifício
consequente são pontos compartilhados pelas duas propostas. Aécio:
Ganhar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. Restringir
subsídios. Encolher o Estado. Só trará o crescimento de volta quando
houver nova onda de dinheiro fácil no mundo. Dilma: Induzir queda dos
juros e do câmbio, contra os interesses dos financistas e rentistas,
sem, contudo, render-se ao populismo cambial. Usar o investimento
público para abrir caminho ao investimento privado em época de
desconfiança e endividamento. Apostar mais no efeito do investimento
sobre a demanda do que no efeito da demanda sobre o investimento.



Construir canais para levar a poupança de longo prazo ao investimento
de longo prazo. Fortalecer o poder estratégico do Estado para ampliar o
acesso das pequenas e médias empresas às práticas, às tecnologias e aos
conhecimentos avançados. Dar primazia aos interesses da produção e do
trabalho. Se há parte do Brasil onde este compromisso deve calar fundo, é
São Paulo.



2. Capital e trabalho. Aécio: Flexibilizar as relações de trabalho para
tornar mais fácil demitir e contratar. Dilma: Criar regime jurídico
para proteger a maioria precarizada, cada vez mais em situações de
trabalho temporário ou terceirizado. Imprensado entre economias de
trabalho barato e economias de produtividade alta, o Brasil precisa sair
por escalada de produtividade. Não prosperará como uma China com menos
gente.



3. Serviços públicos. Aécio: Focar o investimento em serviços públicos
nos mais pobres e obrigar a classe média, em nome da justiça e da
eficiência, a arcar com parte do que ela custa ao Estado. Dilma:
Insistir na universalidade dos serviços, sobretudo de educação e saúde, e
fazer com que os trabalhadores e a classe média se juntem na defesa
deles. Na saúde, fazer do SUS uma rede de especialistas e de
especialidades, não apenas de serviço básico. E impedir que a minoria
que está nos planos seja subsidiada pela maioria que está no SUS. Na
segurança, unir as polícias entre si e com as comunidades. Crime desaba
com presença policial e organização comunitária. A partir daí, encontrar
maneiras para engajar a população, junto do Estado, na qualificação dos
serviços de saúde, educação e segurança.



4. Educação. Aécio: Adotar práticas empresariais para melhorar, pouco a
pouco, o desempenho das escolas, medido pelas provas internacionais,
com o objetivo de formar força de trabalho mais capaz.



Dilma: A onda da universalização do ensino terá de ser seguida pela
onda da qualificação. Acesso e qualidade só valem juntos. Prática
empresarial, porém, tem horizonte curto e não resolve. Os Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia indicam o caminho: substituir
decoreba por ensino analítico. E juntar o ensino geral ao ensino
profissionalizante em vez de separá-los. Construir, do fundamental ao
superior, escolas de referência. A partir delas, trabalhar com Estados e
municípios para mudar a maneira de aprender e ensinar.



5. Política regional. Aécio: Política para região atrasada é resquício
do nacional-desenvolvimentismo. Tudo o que se pode fazer é conceder
incentivos às regiões atrasadas. Dilma: Política regional é onde a nova
estratégia nacional de desenvolvimento toca o chão. Não é para compensar
o atraso; é para construir vanguardas. Projeto de empreendedorismo
emergente para o Nordeste e de desenvolvimento sustentável para a
Amazônia representam experimentos com o futuro nacional.



6. Política exterior. Aécio: Conduzir política exterior de resultados,
quer dizer, de vantagem comerciais. E evitar brigar com quem manda.
Dilma: Unir a América do Sul. Lutar para tornar a ordem mundial de
segurança e de comércio mais hospitaleira às alternativas de
desenvolvimento nacional. E, num movimento em sentido contrário,
entender-nos com os EUA, inclusive porque temos interesse comum em nos
resguardar contra o poderio crescente da China. Política exterior é ramo
da política, não do comércio. Poder conta mais do que dinheiro.



7. Forças Armadas. Aécio: O Brasil não precisa armar-se porque não tem
inimigos. Só precisa deixar os militares contentes e calmos. Dilma: O
Brasil tem de armar-se para abrir seu caminho e poder dizer não. Não
queremos viver em um mundo onde os beligerantes estão armados e os
meigos, indefesos.



8. O público e o privado. Aécio: Independência do Banco Central e das
agências reguladoras assegura previsibilidade aos investidores e
despolitiza a política econômica. Dilma: A maneira de desprivatizar o
Estado não é colocar o poder em mãos de tecnocratas que frequentam os
grandes negócios. É construir carreiras de Estado para substituir a
maior parte dos cargos de indicação política. E recusar-se a alienar aos
comissários do capital o poder democrático para decidir.



Aécio propõe seguir o figurino que os países ricos do Atlântico Norte
nos recomendam, porém nunca seguiram. Nenhum grande país se construiu
seguindo cartilha semelhante. Certamente não os EUA, o país com que mais
nos parecemos. Ainda bem que o candidato tem estilo conciliador para
abrandar a aspereza da operação.



Dilma terá, para honrar sua mensagem e cumprir sua tarefa, de renovar
sua equipe e sua prática, rompendo a camisa de força do presidencialismo
de coalizão. E o Brasil terá de aprender a reorganizar instituições em
vez de apenas redirecionar dinheiro. Ainda bem que a candidata tem
espírito de luta, para poder aceitar pouco e enfrentar muito.



Estão em jogo nossa magia, nosso sonho e nossa tragédia. Nossa magia é a
vitalidade assombrosa e anárquica do país. Nosso sonho é ver a
vitalidade casada com a doçura. Nossa tragédia é a negação de
instrumentos e oportunidades a milhões de compatriotas, condenados a
viver vidas pequenas e humilhantes. Que em 26 de outubro o povo
brasileiro, inconformado com nossa tragédia e fiel a nosso sonho,
escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do
Brasil.



ROBERTO MANGABEIRA UNGER, 67, professor na Universidade Harvard
(EUA), é autor do manifesto de fundação do PMDB e ativista em Rondônia.
Foi ministro de Assuntos Estratégicos (governo Lula)


Grabois :: O Reich tropical: a onda fascista no Brasil(Artigos) - Por Rosana Pinheiro-Machado - Carta Capital

Grabois :: O Reich tropical: a onda fascista no Brasil(Artigos)

A história do início do século 21 parece
repetir a do século 20. Há o claro crescimento da extrema direita
conservadora. Desencantada de sua história e imersa em pequenos
conflitos que causam grandes desgastes, a esquerda hoje está muito mais
fraca do que há cem anos.
A história do início do século 21 parece repetir a do século 20. De um
lado, insurgências populares eclodem aqui e acolá. De outro, há o claro
crescimento da extrema direita conservadora. Mas há uma diferença
significativa, e profundamente preocupante, entre o passado e o
presente. Desencantada de sua história e imersa em pequenos conflitos
que causam grandes desgastes, a esquerda hoje está muito mais fraca do
que há cem anos*.



O desequilíbrio entre uma esquerda enfraquecida e uma direita que detém
o monopólio do capital financeiro e informacional, sem sombra de
dúvidas, pesa para um único lado.



Se Celso Russomanno (PRB) e o Pastor Feliciano (PSC) não tivessem sido
os deputados mais bem votados em São Paulo, e se o Rio de Janeiro não
tivesse escolhido Jair Bolsonaro (PP) em primeiro lugar, eu poderia
jurar que o deputado mais votado no Rio Grande do Sul, Luis Carlos
Heinze (PP), que declarou que “quilombolas, índios, gays e lésbicas:
tudo o que não presta” era um caso isolado de uma possível patologia
gaúcha. Mas infelizmente não é.



Desde junho de 2013, muito tem se falado em guinada à direita ou da
onda conservadora. O que poucos mencionam, no entanto, com a devida
clareza necessária, é que tem emergido uma multidão raivosa e fascista.



Há uma sequência de eventos que não podem ser analisados separadamente.
Primeiramente, logo após as Jornadas de Junho, veio o ódio e o racismo
destilado aos integrantes do rolezinho – ódio este que senti na pele por
ter sido agredida de todas as maneiras possíveis quando escrevi o
Etnografia do Rolezinho. Não me surpreendeu, portanto, que 82% da
população de São Paulo achassem que a força policial deveria agir para
impedir o movimento dos jovens – segundo revelou uma pesquisa da época.
Depois fomos brindados com o episódio da apresentadora do SBT Rachel
Sheherazade, que defendeu publicamente o linchamento do adolescente
negro e menor de idade que cometeu um assalto. Nessa linha, o aumento de
casos de gays espancados no Brasil acontece paralelamente a torcidas de
futebol que gritam “macaco, macaco”, e que trazem à tona uma população
que se solidariza mais com uma criminosa branca do que com o agredido
negro.



Dando apoio ideológico a esse circo de horrores, angariando milhões de
leitores com o sensacionalismo vulgar disfarçado de conteúdo, colunistas
das piores – mas igualmente poderosas – revistas do Brasil aplaudem
muitos desses eventos e estimulam a disseminação da mentira, ao inferir
que, se nada for feito, a ditadura comunista irá imperar sob o reinado
de pobres e gays. Controlando os aparatos hegemônicos da mídia e
disseminando mentiras, os grupos dominantes elegeram a mais conservadora
bancada de sua história – ato que não poderia ter sido plenamente
realizado sem a eclosão incontrolável de ofensas criminosas aos
nordestinos. Finalmente, mas não menos importante, o recente caso da
suspeita de ebola desvelou crimes de racismo, xenofobia e intolerância
humana de uma vez só.



O fascismo brasileiro é mais complexo do que o italiano ou o nazismo
alemão. Ele é mais difícil de identificar, possui um ódio mais
pulverizado direcionado uma massa ampla e difusa. É animado por uma
mídia suja, uma polícia violenta, um movimento religioso fanático e uma
elite sui generis que, na teoria, defende o liberalismo, mas na prática
age para defender privilégios.



Ao passo que os italianos e alemães viam seu povo como superior, o
fascismo idiossincrático à brasileira não idolatra a si próprio, mas sim
aqueles países que lhes barra na imigração.



A semente do fascismo tropical está presente em todas as classes, em
todas as regiões. Há quem diga que ele piorou após Junho de 2013. Há
quem acredite que sempre foi assim e que ele apenas mostrou sua cara
como tendência da polarização. Há quem diga que se trata apenas de um
resultado das leves mudanças das estruturas da profunda desigualdade
brasileira ou mesmo do limbo entre Junho de 2013 e as eleições de 2014.
Em qualquer uma das hipóteses, o germe do ódio está às soltas no Brasil
pronto para linchar física e moralmente todo aquele que não se enquadra
establishment masculino, branco, heterossexual, rico, bem-sucedido e
cheio de bens de consumo.



A ameaça comunista é uma mentira. A ameaça fascista é uma realidade.



Eu gostaria de encerrar minha coluna olhando para frente, elencando
algumas atitudes que me parecem urgentes para a esquerda, ou para todos
aqueles que entendem que a universalidade da humanidade está em sua
capacidade de produzir a diferença.



Primeiro, me parece fundamental não eleger Aécio Neves (PSDB), que se
alia às piores figuras dessa nova bancada. Isso não significa que as
alianças de Dilma Rousseff (PT) sejam menos sórdidas. A diferença é que o
PT ainda tem uma base forte calcada nos movimentos sociais. Para os
petistas à esquerda, o dever de casa é, depois do susto, lutar para
reconstruir suas antigas bandeiras. Para a esquerda não petista,
partidária ou anarquista, é preciso ampliar sua base popular. Em ambos
os casos, como eu disse há poucos dias nas minhas redes sociais, ficar
xingando a tudo e a todos de coxinha me parece uma estratégia burra para
quem é minoria neste País.



Contra a onda fascista, a esquerda precisa se fortalecer, se entender,
reconhecer suas fragilidades, ocupar os meios de comunicação de massa,
ampliar a base de diálogo, ouvir a população e falar para ela,
reconstruir seus heróis e lembrar que nenhum aparato dominante é mais
forte do que o genuíno sonho por justiça social.



*Agradeço a Bolívar Marcon Pinheiro Machado por este insight e a
todos/as que comentaram este tema recentemente em minhas redes sociais.



Publicado na Carta Capital

domingo, 12 de outubro de 2014

Com Dilma 13, presente e futuro melhores para a infância - Programa de TV

Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso - Portal Vermelho

Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso - Portal Vermelho

Reunida nesta
sexta-feira (10) na sede do Comitê Central, na capital paulista, a
Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) faz
uma análise da batalha eleitoral no primeiro turno encerrada no último
domingo (5) e se prepara para o embate político e suas estratégias para o
segundo turno das eleições que ocorrerão em 27 de outubro. Na ocasião, o
presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, fez uma intervenção da
qual segue a íntegra abaixo:





Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso.
Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso.


Está em jogo o futuro do Brasil: Dilma é o avanço e Aécio, o retrocesso!



O primeiro turno da eleição presidencial transcorreu num grande
enfrentamento entre dois projetos, duas visões opostas sobre o Brasil e
sua inserção no mundo. O seu transcurso foi marcado por reviravoltas,
por etapas de recomeços da própria campanha.



A vencedora da primeira volta foi a presidenta Dilma Rousseff com uma
diferença de mais de oito milhões de votos. A candidatura de Aécio Neves
representou e representa a opção de maior confiança das forças
conservadoras, liberais e financeiras. Constitui a principal corrente
estruturada da oposição. Na sanha da disputa pelas forças
conservadoras, aproveitando-se das circunstâncias, Marina Silva serviu
também a eles, apresentada então como pretensa terceira via, fantasiada
de nova política, comprometendo-se inteiramente com as exigências do
bloco liberal financeiro. Em pouco tempo de embate, entretanto,
desmascarou-se completamente a candidatura de Marina Silva. Finalmente,
as forças conservadoras voltaram ao seu candidato – Aécio Neves – de
sua inteira confiança, reacionário, entreguista e antissocial na vida
política brasileira.



A presidenta Dilma liderou corajoso e avançado debate político
programático contra seus opositores, defendendo as conquistas e
indicando um novo governo com ideias novas, formando uma maioria
favorável à realização do aprofundamento das mudanças e pelas reformas
estruturais democráticas, passo inevitável que o Brasil deve dar para ir
adiante.



A presidenta Dilma esteve à frente em todo o primeiro turno, alcançou a
maioria. Contudo tal situação não garante uma vitória continuada no
segundo turno. É preciso notar que o declínio de Marina e a subida de
Aécio – nos últimos dias da campanha – agregaram todas as forças
conservadoras, reacionárias, revanchistas, fazendo crescer uma onda que
projetou a candidatura de Aécio. Desta forma atingiu, sobretudo em
alguns estados, a votação e o número de deputados federais dos partidos
da base, principalmente o PT e o PCdoB, que diminuíram suas bancadas.



O crescimento de Aécio no final do primeiro turno açulou as principais
lideranças conservadoras, os grandes grupos da mídia passaram mais
ostensivamente a se pronunciar e defender a candidatura de Aécio, como o
Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo. Assim,
estamos diante do curso de uma grande escalada reacionária para derrotar
a presidenta Dilma nessa última quadra da campanha presidencial.
Encontramo-nos em face de uma ofensiva de grande proporção, porquanto as
forças conservadoras, demonstrando grande poder, apressam a divulgação
espalhafatosa e planejada, inclusive de áudios escolhidos conforme seus
interesses, resultante da delação premiada, sem nenhuma prova, constando
de afirmações genéricas para denunciar a direção do PT e outros
integrantes da base do governo. (“A justiça em Campanha” junto com os
grandes grupos de mídia. Blog Conversa Afiada/ Paulo Henrique Amorim). A
delação premiada é oficialmente feita sob sigilo, que nem a presidenta
da República e o ministro da Justiça têm acesso. Mas, num conluio entre
setores da justiça, Ministério Público e a grande mídia, eles dispõem de
pleno poder para revelar o que está em sigilo, direcionando ao alvo que
pretendem. Numa ostensiva ação política, fabricando escândalos
exatamente no momento da decisão eleitoral final.



Portanto é a batalha final, decisiva, na qual está em jogo o futuro do
Brasil, como temos assinalado: ir adiante ou voltar atrás. Tudo indica
que a contenda do segundo turno se desenha como uma polarização dura e
complexa. Os dois lados buscarão juntar o máximo de forças para vencer.



O papel do PCdoB nesse momento é de alerta total e ação permanente para a
luta, que tem um sentido estratégico. É imensa a nossa
responsabilidade. Nosso Partido se movimentará para estender a base de
apoio à nossa candidata e, com os aliados, empreender persistentes
esforços buscando uma frente ainda maior de votos para Dilma. Nenhum
quadro ou militante faltará ao chamamento dessa batalha decisiva, como
sempre tem sido.



É nesse contexto que quero situar o papel e a importância da grande
vitória alcançada pelo Partido no Maranhão. No Maranhão a presidenta
Dilma conseguiu quase 70% dos votos. Como pontuou a nota da Direção
Estadual do PCdoB no Maranhão: “As votações consagradoras de Flávio Dino
para o governo e Dilma para a presidência no primeiro turno do Maranhão
confirmam que essa é a aliança que o povo escolheu para empreender as
mudanças que o nosso estado tanto precisa”. E temos ressaltado o grande
mérito de Flávio Dino, na liderança da campanha, pelo seu discernimento e
abnegação, enfrentado constantemente grandes riscos, baixarias e
desatinos do clã dominante.



A frente realizada no Maranhão tornou-se vitoriosa com a eleição de
Flavio Dino no primeiro turno. Flavio e Dilma foram os mais votados
nesse estado. Daqui em diante a única eleição que transcorrerá no
Maranhão, até o dia 26, é a eleição nacional, polarizada em torno de
dois projetos antagônicos, representados por Aécio e Dilma, neste
último, do qual o PCdoB joga toda sua força porque está em jogo o
destino do país. Nesse sentido e pela conquista emblemática para o
PCdoB, sendo o ápice do nosso projeto a conquista do Maranhão, se
destaca o papel de Flavio Dino, como liderança maior desse estado.



Os resultados do embate eleitoral para o PCdoB



Já salientamos como um grande feito do povo e do PCdoB do Maranhão a
eleição de Flávio Dino para governador. Pela primeira vez na história do
país, o PCdoB elege o primeiro governador de Estado. Esta conquista tem
grandeza, ainda mais pelo fato de a vitória de Flávio Dino significar a
derrota do mais antigo ciclo político oligárquico reinante no país.



Em nota da Presidência do PCdoB, já nos manifestamos inicialmente acerca
do nosso desempenho nas urnas no primeiro turno. Devemos proceder no
momento oportuno, posterior ao segundo turno, ao balanço do nosso
desempenho eleitoral. Mas, como tínhamos assinalado, para a Câmara
Federal houve um refluxo na votação do Partido. Em 2010, elegemos 15
deputados federais e, agora, conquistamos 10 cadeiras. Destas, 40% de
quadros jovens e que ocupam pela primeira vez um mandato na Câmara dos
Deputados. Para esta o Partido fez um total de 1.913.015 votos,
equivalentes a 1,98% da votação total. Tivemos uma queda 30,3% comparado
com a eleição de 2010, quando alcançamos 2.747.983 votos, equivalentes a
2,85% da votação total.



Antes de tudo podemos constatar que as forças conservadoras realizaram
pesado ataque aos partidos da base de sustentação do governo e da
campanha da presidenta Dilma. Esse ataque se concentrou, em especial,
contra as legendas de esquerda, principalmente o PT, e também nosso
Partido – comparativamente a 2010 –, tiveram suas bancadas diminuídas. O
refluxo de nossa votação se deu no âmbito do recuo do número das
cadeiras conquistadas pelas legendas da base aliada do governo. O
balanço inicial já demonstra o crescimento das forças conservadoras na
ocupação das cadeiras na Câmara dos Deputados. Outro fator a ser
examinado é o da fragmentação: seis novas legendas neste pleito
conseguiram representação na Câmara dos Deputados.



Nesse mesmo contexto, devemos examinar a redução de nossa representação
no Senado Federal. Tentamos manter duas cadeiras, com a candidatura da
deputada federal Perpétua Almeida ao Senado pelo estado do Acre, mas a
despeito da boa votação obtida, ela não se elegeu. Numa disputa muito
desigual quando o opositor se utilizou de vultosa soma de recursos.
Registre-se também que conseguimos a primeira suplência ao Senado no Rio
de Janeiro, na vitória de Romário ao Senado.



Para as assembleias legislativas estaduais tivemos um bom resultado,
aumentando de 18 para 25 cadeiras. Alcançamos 2.754.206 votos,
equivalentes a 2,8% da votação total para as Assembleias Estaduais. Um
crescimento de 16% comparado com as eleições de 2010. Este crescimento
sinaliza que o Partido se enraíza mais nos estados e que ele tanto forma
quanto acolhe mais lideranças de distintos segmentos sociais.



Agora vamos nos voltar inteiramente e nos dedicar à batalha final do
segundo turno. Está em jogo o futuro de anos e décadas do Brasil. É uma
batalha de sentido estratégico para o caminho traçado pelo Programa do
PCdoB.



*Presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)



Roberto Amaral apoia Dilma - Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro - Revista Forum

roberto amaral eduardo campos

Revista Forum
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.      

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.     

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.    

Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.       

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.       

O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. 

É o de aprofundar a democracia.      

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.


Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano. 

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral”

sábado, 11 de outubro de 2014

Dilma x Aécio; Lula x FHC; Jango x ditadura; Juscelino x UDN; etc.- Revista Fórum


Revista Fórum

A história mostra que mais além de partidos políticos, a principal disputa na política é entre progressismo e conservadorismo; no dia 26, o Brasil vai decidir se continua a arrancada rumo ao futuro que começou em 2002 ou se a interrompe, como aconteceu em 1964
Por Nicolas Chernavsky, em culturapolitica.info

Finalmente chegou a hora. Depois de uma abrupta guinada para o conservadorismo em 1964, gradualmente o Brasil conseguiu sair das trevas para chegar à predominância do progressismo a partir da eleição de Lula em 2002. Nestes 12 anos, o Brasil conseguiu avanços extraordinários, como retirar 36 milhões de pessoas da miséria e ascender 40 milhões de seres humanos para a classe média. Saímos do mapa da fome no mundo. Reduzimos o desemprego à metade com aumentos consideráveis de salários. Estamos conseguindo realizar o sonho de muitas gerações de brasileiros. Estamos deixando de ser um país pobre e virando um país de classe média! Não era isso o que queríamos?

Já houve outro momento assim. Entre 1945 e 1964, finalmente tivemos um período duradouro de democracia no Brasil. Ao longo destas duas décadas, passando pelos governos de Dutra, Getúlio, Juscelino e Jango (com alguns meses de Jânio antes deste) gradualmente as forças progressistas foram conquistando mais e mais votos, inclusive no parlamento nacional. Getúlio criou a Petrobras, 

Juscelino criou Brasília e Jango impulsionava as reformas de base. O Brasil era uma das maiores democracias do mundo. Mas isso acabou em 1964, quando o governo dos Estados Unidos, junto com os setores mais conservadores do Brasil, inclusive nos meios de comunicação e nas Forças Armadas, organizaram um golpe de Estado que acabou com a democracia e instaurou a predominância do conservadorismo no país que só veio a ser vencida com a eleição de Lula em 2002, depois de um crescimento do progressismo através do movimento pelas Diretas Já, da Constituição de 88 e do crescimento eleitoral dos partidos mais progressistas.

Chegamos a 2014, quando o conservadorismo apresenta um candidato sedutor, com boa lábia, talvez até simpático pessoalmente, mas que traz a carga da história às suas costas, com décadas sendo um elemento central no espectro mais conservador da política brasileira. Aécio foi presidente da Câmara de Deputados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, na coalizão conservadora liderada pelo PSDB que governou o Brasil entre 1995 e 2002. Em 1994, o presidente Itamar Franco havia implementado o Plano Real, que estava controlando a inflação, e como Fernando Henrique Cardoso era ministro de Economia de Itamar, acabou surfando no fim da inflação e se elegendo presidente em 1994. De 1995 a 2002, apesar da inflação ficar controlada, o país assistiu ao aumento vigoroso do desemprego, com a venda a preços baixíssimos de inúmeras empresas estatais, inclusive de grande parte das ações da Petrobras. Do ponto de vista da redução da pobreza, o país caminhava lentamente, endividando-se exponencialmente em relação ao PIB e tendo que apelar a um empréstimo de grande valor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reduziu fortemente de maneira temporária a liberdade do Brasil para escolher sua política econômica.

Quando Lula venceu as eleições em 2002, iniciou um extraordinário esforço de comércio exterior, multiplicando nosso saldo comercial e reconquistando aos poucos a nossa liberdade para decidir nossa política econômica, ao devolver ao FMI o dinheiro que este havia emprestado. Ao mesmo tempo, o governo Lula colocou o Estado para aliviar o sofrimento de dezenas de milhões de pessoas que não tinham o suficiente para comer e viviam na miséria, enquanto diminuía o desemprego e aumentava o salário mínimo. A Petrobras aumentou exponencialmente de valor e a Caixa Econômica Federal passou a permitir a muito mais brasileiros e brasileiras ter uma casa própria, pois o volume de empréstimos habitacionais também se multiplicou. Um turbilhão de ascensão social tomou conta do Brasil, elevando para a classe média 40 milhões de pessoas, tirando o Brasil do mapa mundial da fome e tornando nosso país uma esperança para o mundo, que sofreu com a crise econômica mundial de 2008 e olhava para o Brasil tentando entender como nosso país passou pela crise gerando empregos e distribuindo renda.

O governo Dilma manteve a coalizão política e os princípios norteadores progressistas do governo Lula, com o aprofundamento da redução da miséria e da redução do desemprego, e a continuação do aumento da renda das famílias, mesmo com o crescimento do PIB sendo atingido pela maior crise econômica mundial em mais de 80 anos. Com Dilma, o Brasil protegeu a liberdade na Internet aprovando um marco legal para o setor que abre caminho para que o mundo crie instituições democráticas para gerir a Internet, para que ela não continue basicamente sendo gerida pelos Estados Unidos e alguns países próximos. Com Dilma, a Petrobras começou a gerar bilhões, que se tornarão trilhões de reais, para que o Estado democrático brasileiro possa investir naquilo que a sociedade ainda não consegue fazer sem ele, que é garantir o acesso a todos ao conhecimento em escolas e universidades, um atendimento à saúde para todos de boa qualidade, empréstimos para compra de casas e apartamentos, avanços na ciência e tecnologia, assistência emergencial a quem estiver na miséria e não tiver o que comer, crédito e seguro para a produção agrícola, policiamento e segurança pública, proteção do meio ambiente e tantas outras áreas.

Nossa democracia nos dá a maravilhosa possibilidade de somente eleger uma presidenta ou um presidente se esta ou este tiver mais de 50% dos votos, diferentemente de muitos outros países em que os sistemas políticos permitem que um chefe de governo chegue ao poder com 35% ou 40% dos votos. Assim, Dilma e Aécio disputarão essa maioria. O progressismo e o conservadorismo disputarão aos olhos da história, e os olhos da história somos nós. Junte-se à jornada daqueles que acreditam na Humanidade. Vamos progressismo! Vamos Dilma!

Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido” - Portal Vermelho

Roberto Amaral - Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido” - Portal Vermelho

10 de outubro de 2014 - 16h42






Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido”



Revelando o
racha interno no PSB depois que a Executiva Nacional do partido decidiu,
por maioria dos votos, apoiar o tucano Aécio Neves do (PSDB), o
presidente do partido, Roberto Amaral, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo,
nesta sexta-feira (10), que um setor pernambucano age como se a legenda
fosse espólio do ex-governador Eduardo Campos e classificou a postura
como “coronelismo, enxada e voto”.






Roberto Amaral, presidente do PSB, defendia a independência do partido no segundo turno.
Roberto Amaral, presidente do PSB, defendia a independência do partido no segundo turno.


Amaral, que defendia a independência do partido no segundo turno
da campanha, disse que o PSB, ao apoiar Aécio, estava “traindo a
história do partido”. Ele completa: “Em outras palavras, quando o
Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se
preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele
optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo”.





Segundo Amaral, essas lideranças articulam internamente para lançar um
candidato à Presidência da legenda na eleição marcada para segunda-feira
(13).



“Mesmo quando o engenho vai à falência e o filho do dono do senhor do
engenho vai morar em Boa Viagem [principal avenida do Recife], ele
continua ideologicamente senhor de engenho. Isso tem consequências em
tudo. No seu relacionamento com as pessoas, com as coisas, com as
instituições. Ele fica preso ao engenho que já se acabou. Volta às
formas tradicionais de dominação, que determinam as formas tradicionais
de fazer política. Isso está sendo levado à eleição do PSB. Esse é o
perigo que eu aponto. Poderá marcar profundamente o partido”, disse
Amaral.



Nome aos bois



Essa postura, de acordo com Amaral, está sendo tomada pela direção do
PSB de Pernambuco, que comandou a campanha pela adesão a Aécio. “É uma
máquina, não são as pessoas”, definiu Amaral, afirmando que tem um
e-mail datado do dia 27 de agosto e assinado por Sileno Guedes,
presidente do partido no estado, e pelo prefeito Geraldo Júlio, se
comprometendo a apoiar a sua candidatura.



“Mas pela imprensa vejo que usam também o estilo ‘esqueçam o que
escrevi’ e saem notas dizendo que não vão respeitar o que eles mesmos
escreveram. Fazem um compromisso e depois o transformam em letra morta”,
disparou Amaral.



Motivos



O presidente do PSB atribui esse ataque à sua posição contrária ao apoio
a Aécio Neves. “De uns 15 dias para cá, começaram a aparecer notinhas
nos jornais que tentam me reduzir a um agente da presidente Dilma
Rousseff e a agente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa
tentativa busca a minha desqualificação ética e ideológica, como se a
disputa pela Presidência do partido fosse uma disputa de pessoas, quando
se trata de uma disputa entre uma visão de esquerda contra uma visão
conservadora. Represento os companheiros de partido querem conservar o
PSB na esquerda”, pontuou Amaral.



PSB da Bahia oficializa apoio a Dilma



O diretório estadual do PSB da Bahia oficializou nesta sexta-feira (10)
apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff na disputa do segundo
turno. Em nota oficial, o diretório afirma que a presidenta “está menos
distante do posicionamento político e ideológico” do partido.



O documento destaca que o partido, nacionalmente, optou por Aécio Neves,
do PSDB, mas o diretório não endossava a decisão porque o projeto dos
tucanos para a Bahia “é representado pelas forças de direita às quais
nos opusemos durante toda a nossa vida política” e por isso decidia “por
maioria, apoiar a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da
República”.



A nota enfatiza a posição programática “na defesa da proposta de 10% do
PIB nacional para Educação e 10% da receita bruta da União para a
Saúde”, o que converge com o plano de governo de Dilma.



A senadora Lídice da Mata, presidente do partido no estado, já havia
manifestado sua posição contrária ao apoio a Aécio. “De jeito nenhum
apoiaria Aécio”, disse a senadora à coluna Satélite, do jornal Correio.
E completou: “Marina Silva vai ter uma posição com a Rede e o PSB vai
ter a sua. Elas podem coincidir ou não. Pensar, eu penso em um lado”.



Com informações de agências

Liberdade, essa palavra - Em Minas , ameaças à liberdade de imprensa - veja o video!






Juristas lançam manifesto nacional em apoio a Dilma - Brasil 247




Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira 8; documento é assinado primeiramente pelo professor Celso Antônio Bandeira de Mello, maior administrativista do País; lançamento do manifesto foi feito em Curitiba

9 de Outubro de 2014 às 16:26


Blog do Tarso - Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), ontem (8). Foi uma iniciativa dos advogados Edésio Passos, André Passos, Tarso Cabral Violin e vários outros profissionais do Direito.

Quem primeiro assina o manifesto é o Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do país.

Juristas, professores e estudantes do Paraná, que inicialmente elaboraram o manifesto, fizeram o lançamento do documento ontem (8), em Curitiba. Estavam presentes professores da Universidade Federal do Paraná, Universidade Positivo, UniCuritiba, UniBrasil e de várias outras instituições de ensino de Direito.

O ato foi realizado pela advogada e vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, e pelo advogado e professor de Direito do Trabalho da UFPR, Wilson Ramos Filho (Xixo), que também teve o objetivo de organizar a campanha no Paraná.

Os advogados, professores, bacharéis ou estudantes de Direito podem assinar o manifesto e ver quem já assinou aqui.

Veja o texto do manifesto:

Agora é Dilma Presidenta 13! Manifesto dos Juristas


No governo Dilma foram sancionadas a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, Lei da Comissão Nacional da Verdade, Lei das Parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; por uma nação cada vez mais reconhecida internacionalmente; pela defesa da liberdade religiosa em um Estado Laico; pela liberdade de expressão e democratização da mídia; pela defesa de nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988; por uma Reforma Política que aprimore ainda mais a Democracia brasileira em construção; pela defesa dos movimentos sociais; pelas Defensorias Públicas estruturadas e autônomas; pelo fim da miséria e redução das desigualdades social e regionais; por um Estado presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção do pré-sal sob domínio brasileiro; pela manutenção da independência do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; por uma saúde pública cada vez mais universalizada; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais dos Governos Lula e Dilma (2003-2014); e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas, professores universitários e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura da Presidenta Dilma Rousseff 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), neste segundo turno das eleições de 2014, para que ela continue sendo a nossa primeira mulher Presidente do Brasil!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Urgente: Nova tentativa de manipular as eleições no Brasil! Por Miguel Rossetto

Companheiros e companheiras,
Há em curso uma gravíssima tentativa de manipular a eleição presidencial no Brasil. A quinze dias das eleições, justamente no dia do primeiro programa eleitoral do segundo turno, um vídeo de um criminoso investigado é vazado de forma parcial e mal intencionada. O que diz neste vídeo? Que o preso ouvia nos corredores da Petrobrás que o PT se beneficiaria de dinheiro de contratos da empresa. Quais as provas que apresenta? Nenhuma! Quais os casos concretos que relaciona? Nenhum! Baseado nisto, num fragmento de depoimento de um presidiário que relata boatos, a grande imprensa estampa manchetes de brutais ataques ao PT. Manchetes que negaram sistematicamente no caso do Metrô Paulista do PSDB com um desvio bilionário descoberto em uma investigação internacional.
O combate à corrupção é uma marca profunda do governo Dilma e é justamente por isto que o investigado foi demitido e preso por nosso governo, fato também omitido pela grande imprensa.
Nada disto é novo para nós. Desde que fundamos o PT, sabíamos o preço de enfrentar a elite brasileira. Tivemos o caso Abílio Diniz, a manipulação das eleições de Lula em 1989, a falsa ficha de Dilma, a falsa matéria das Farc.
Sempre em ano eleitoral. Sempre esquecidos logo após passarem as eleições.
É preciso dar um basta a este tipo de política.
Fazem isto porque não podem discutir com o povo suas propostas para o País. Propostas que geram desemprego, recessão e privatização como sempre fizeram quando estiveram no poder.
Nossa campanha cresce em todo o País. As manifestações de apoio nas atividades do Nordeste foram históricas. Hoje, vamos ao Rio Grande do Sul confirmar a vitória e animar nossa militância. Estaremos amanhã em Minas Gerais, depois em São Paulo e assim, junto do nosso povo, percorreremos todo o País. É disto que eles têm medo, a força de um povo mobilizado que não quer voltar atrás. Por isto criam esta barreira de fumaça de um denuncismo tão seletivo quanto manipulador. Mais uma vez o povo dirá não à mentira e deixará claro que este não é mais um país em que poucos podem falar por um povo!
Faremos história de novo. Elegeremos Dilma presidenta.
Até a vitória!

Quem espera o apoio dos criminosos na Eleição de 2014? Paulo Vinícius Silva

O cara foi demitido pela Dilma! O Cara foi preso pela Polícia Federal, investigado pelos órgãos de fiscalização que o governo fortaleceu. Quem, na sua opinião, ele deve acusar? E quem o aplaude e dá peso de verdade à sua fala!? Quem faz aliança com o crime nesse caso, e quem combate a corrupção?!
Dilma Rousseff 13: demite, deixa apurar, apoia prender, quer ampliar a luta contra a corrupção através de medidas concretas.
Mas tem gente que fala de ética dando o microfone ao bandido, só não o aplaude porque daria na vista. Não é Dilma que faz aliança com o crime!
Por que não pode ser o depoimento de um bandido que decida a eleicão da Brasil?! ‪#‎Dilma13‬ não faz acordo com o crime!

Mídia deflagra campanha contra PT para tirar Dilma do páreo nas urnas - Portal Vermelho

Mídia deflagra campanha contra PT para tirar Dilma do páreo nas urnas - Portal Vermelho



Nesta
quinta-feira (9) a grande mídia deflagrou uma campanha de ataques
diretos contra o PT após a divulgação dos áudios dos depoimentos do
ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto
Youssef, detalhando o esquema de corrupção na estatal. O objetivo
escancarado é afetar o resultado do segundo turno da eleição
presidencial.



Por Dayane Santos, da redação do Portal Vermelho




Reprodução
Delação sem provas foi manchete dos jornais nesta sexta-feira (10)
Delação sem provas foi manchete dos jornais nesta sexta-feira (10)


Nas semanas que antecederam o primeiro turno, realizado dia 5 de
outubro, rumores davam conta de que uma notícia bombástica afetaria o
primeiro turno das eleições, o que levou a um sobe e desce das bolsas
nesses últimos dias a índices recordes.



A notícia chegou na mesma embalagem que as anteriores, isto é,
insinuações, denúncias sem provas ou fatos que possam levar à
comprovação das afirmações de dois réus confessos e presos, que
resolveram contar uma história para minimizar a pena de seus crimes.



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante plenária com a
militância também na quinta (9), disse estar de “saco cheio” dessa
estratégia eleitoral. “Toda eleição é a mesma história. Eles começam a
levantar denúncias e, com denúncias, não precisam provar nada, só
insinuar e ganha destaque na imprensa. Acusação de corrupção não pode
abaixar cabeça de petista”, pontuou o ex-presidente.



Depoimento vago



Com base num acordo de delação premiada, Costa e Youssef dizem que
“grandes empresas” eram contratadas pela Petrobras com sobrepreço de, em
média, 3 por cento, e que esses recursos eram repassados a integrantes
do PT, PP e PMDB. O doleiro e o ex-diretor também ficariam com parte dos
recursos. No áudio, Costa faz acusações vagas como “esse era o
comentário que pautava dentro da companhia” ou “tinha uma outra pessoa
que operava a área de serviço [da Petrobrás] que se eu não me engano
era...”.



O que causa estranheza é o fato de que até agora, não apareceu uma prova
que dê fundamento a essas declarações, já que na delação os réus
precisam apresentar provas das suas acusações. A pergunta é: quem
deliberadamente vaza os depoimentos e não as provas? Qual o objetivo?



A grande imprensa, neste caso a Rede Globo, teve acesso ao depoimento,
que corre em segredo de Justiça, noticiou como se fosse um fato
investigado e comprovado. Isso tudo acontecendo a 15 dias das eleições
em que temos dois projetos distintos de governo; um de continuidade dos
avanços sociais e econômicos e outro atrelado ao sistema financeiro
internacional e de corte de conquistas.



Outras eleições



Como apontou o ex-presidente Lula, essa é uma pratica recorrente e os
fatos provam isso. Na eleição de 1989, por exemplo, às vésperas do
segundo turno presidencial e com o Lula diminuindo a vantagem para o
então candidato Fernando Collor de Mello (PRN) nas pesquisas, a mídia
lançou suspeita de envolvimento do PT no sequestro do empresário Abílio
Diniz, executivo do grupo Pão de Açúcar. As fontes seriam policiais que
participavam das investigações, mas após a eleição com a vitória de
Collor, as acusações foram desmascaradas.



Dilma também foi alvo dessa estratégia nas eleições de 2010, quando
foram lançadas acusações de tráfico de influência contra a candidata,
após deixar a Casa Civil, em março daquele ano, e sua sucessora Erenice
Guerra. Posteriormente as acusações foram arquivadas porque todas eram
inverídicas.



Factoide



Agora, a espetacularização desses áudios revela novamente que o
interesse da grande mídia, como nos casos anteriores, não é trazer luz
aos fatos, mas criar um factoide. O que vai restar de verdade das atuais
acusações apresentadas desta vez, não podemos prever. Mas é preciso se
perguntar por que essa mesma sagacidade e voracidade ou indústria de
vazamentos de áudios, não se manifestam na imprensa quando tratam de
casos como a votação da reeleição no governo FHC ou no mais recente
trensalão tucano nos governos Covas, Alckmin e Serra? Ou ao pagamento de
propina em Minas Gerais? A resposta é simples: porque seus interesses
estão atrelados a essas campanhas e a esses candidatados.



Esse jogo eleitoral da mídia vem mascarado de notícia, informação e
fato, mas com o objeto cristalino de interromper o avanço das forças
progressistas. O jornalista Breno Altman, em artigo publicado no
Vermelho, faz uma boa definição do momento atual. “Todos os dias
mentiras e manipulações são difundidas por setores da imprensa, pelas
redes sociais e pelas organizações de direita, na tentativa de
encurralar e intimidar a campanha petista. Não é novidade na história do
país”, afirma Altman.



Vale-tudo da mídia



O jornalista foi acusado pela contadora do doleiro Alberto Youssef,
Meire Poza, na CPI da Petrobras, de ter recebido dinheiro para pagar as
multas de Enivaldo Quadrado na Ação Penal 470. “Notícias falsas,
evidências plantadas, gravações forjadas, informações adulteradas: essas
são armas tradicionais do alforje conservador”, disse o jornalista.



Ele completa: “Valia tudo para derrotar Getúlio Vargas em 1954 ou
derrubar Jango dez anos depois. Vale tudo para interromper o processo
iniciado com a posse do presidente Lula em 2003, particularmente na
atual contenda eleitoral. Mentiras e meias-verdades são ferramentas na
estratégia da direita”.



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PCdoB maranhense chama militância para campanha por Dilma no 2º turno - Portal Vermelho



PCdoB maranhense chama militância para campanha por Dilma no 2º turno - Portal Vermelho




2 9 de outubro de 2014 - 16h52

PCdoB maranhense chama militância para campanha por Dilma no 2º turno

A nota reafirma o apoio da legenda à reeleição da presidenta com o lema “No Maranhão, 65 é Dilma”.
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Maranhão divulgou nota convocando seus militantes a “a seguir na luta pela reeleição da presidenta Dilma no dia 26 de outubro”. A nota reafirma o apoio da legenda à reeleição da presidenta com o lema “No Maranhão, 65 é Dilma”. A nota também comemora a vitória de Flávio Dino na eleição do último domingo como “a mais expressiva vitória popular e democrática do país”. Leia abaixo a íntegra:


Nota da Comissão Política Estadual do PCdoB/MA:


NO MARANHÃO, 65 É DILMA!

A Comissão Política estadual do PCdoB/MA, reunida nesta quinta-feira, 9 de outubro, comemora junto com o povo maranhense a mais expressiva vitória popular e democrática do país, com a eleição de Flávio Dino ao governo do Maranhão com 63,5% dos votos. Essa vitória se inscreve na história do estado e do Brasil, pondo fim à dominação da mais antiga oligarquia política estadual, para levar progresso social e desenvolvimento humano à brava gente maranhense. Essa vitória é também um orgulho para a legenda dos comunistas, que alcança a primeira eleição de um governador em seus longos 92 anos de vida.

O Partido também foi amplamente vitorioso para a eleição ao parlamento maranhense e à Câmara dos Deputados. Elegemos três deputados estaduais, Othelino Neto, Raimundo Cutrim e Marco Aurélio. Para deputado federal alcançamos a vitória com Rubens Junior, que obteve 118.115 votos, o terceiro mais votado de todo o Maranhão. Vale destacar e saudar também a expressiva votação que os candidatos a deputado estadual e a deputado federal obtiveram, sendo todos decisivos para a construção dessa vitória.

As urnas também revelaram o amplo apoio do povo maranhense à reeleição da presidenta Dilma Roussef, que obteve em nosso estado 2,1 milhões de votos no primeiro turno. O PCdoB, que desde o início sempre esteve ao lado da presidenta Dilma, faz um chamado a toda sua militância a não sair das ruas e lutar para ampliar a votação de Dilma no Maranhão neste segundo turno. As votações consagradoras de Flávio Dino para o governo e Dilma para a presidência no primeiro turno do Maranhão confirmam que essa é a aliança que o povo escolheu para empreender as mudanças que o nosso estado tanto precisa.

Os comunistas maranhenses, que tiveram papel protagonista na vitória sobre a oligarquia que dominou por 50 anos o nosso estado, chamam a atenção do povo do Maranhão para a disputa de rumos que se configura nesse segundo turno das eleições presidenciais: Dilma representa o projeto com as aspirações legítimas do povo brasileiro, governou para os mais pobres e deu atenção especial ao norte e nordeste do país. Merece mais um mandato para inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento no país, com mais emprego, educação de qualidade, saúde pública e distribuição de renda.

A comissão política estadual do PCdoB conclama portanto toda a sua militância a seguir na luta pela reeleição da presidenta Dilma no dia 26 de outubro.

No Maranhão 65 é Dilma!


Marcio Jerry
Presidente do PCdoB-MA

CTB aprova apoio integral à candidatura de Dilma Rousseff - Portal Vermelho



CTB aprova apoio integral à candidatura de Dilma Rousseff - Portal Vermelho




Brasil

19 9 de outubro de 2014 - 19h29

CTB aprova apoio integral à candidatura de Dilma Rousseff
CTB aprova apoio integral à candidatura de Dilma Rousseff

Em reunião, a direção executiva da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) decidiu, nesta quinta-feira (9), pelo apoio integral à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial. A direção da entidade é formada por sindicalistas ligados, principalmente, às forças políticas como o PSB e o PCdoB.

Para a CTB, o projeto defendido pela presidenta Dilma Rousseff representa a continuidade das mudanças implantadas a partir de 2002 com a eleição do ex-presidente Lula. "Barrar o retrocesso e defender um projeto que garanta o avanço das conquistas e de um projeto com desenvolvimento com valorização do trabalho e soberania é objetivo da CTB", declarou em nota a entidade.

O encontro debateu os perigos contidos nesta disputa eleitoral que envolve dois candidatos com projetos bastante distintos.

Na opinião dos cetebistas, o projeto do tucano Aécio Neves representa o retrocesso e embute riscos aos direitos trabalhistas, bem como para a economia brasileira e por consequência ao desenvolvimento do país.



Sindicalistas com Dilma
Confira abaixo a Resolução da 15º Reunião:


Total apoio à reeleição de Dilma Rousseff

Reunida em São Paulo, no dia 9 de outubro de 2014, a Direção Executiva Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aprovou por unanimidade a seguinte resolução:

1- A CTB apoia integralmente a reeleição da presidenta Dilma Rousseff no segundo turno que será realizado em 26 de outubro, tendo em vista que a candidatura do tucano Aécio Neves representa o risco de retrocesso neoliberal. Na economia, acena com um ajuste fiscal que trará de volta o desemprego em massa, a flexibilização e redução de direitos trabalhistas, arrocho salarial, fim da política de valorização do salário mínimo, criminalização e repressão das lutas e movimentos sociais; no plano externo vai restabelecer a política de subordinação aos EUA e ressureição da Alca;

2- O resultado do primeiro turno revelou um preocupante avanço da direita. A composição do Congresso Nacional ficou ainda mais conservadora, o que se deu no rastro de uma forte campanha midiática contra as empresas estatais e o governo Dilma sob a falsa bandeira do combate à corrupção. Isto vai exigir um redobrado esforço de mobilização para barrar a terceirização ilimitada e outros projetos patronais que tramitam no parlamento;

3- Continuar derrotando o retrocesso neoliberal, que representa um sério risco não só para o Brasil como para o conjunto da América Latina e o Brics, é uma pré-condição para avançar nas mudanças, concretizar a pauta sindical e a agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia. A Direção Executiva da CTB conclama o conjunto de seus dirigentes e militantes a ocupar a linha de frente da batalha pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff.

Direção Executiva Nacional da CTB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Repúdio

No final da reunião, os dirigentes também aprovaram uma Moção de Repúdio à Proposta para o Setor Portuário, apresentada pela Associação Brasileira de Terminais Privativos – ABTP.

A proposta dá ênfase à defesa neoliberal da iniciativa privada e propõe a anulação da maioria dos avanços conseguidos mediante negociação dos trabalhadores (Centrais Sindicais e Federações) com o Governo Dilma e sua base aliada e incluídos na atual Lei Portuária (nº 12.815/13).



O encontro debateu os perigos contidos nesta disputa eleitoral que envolve dois candidatos com projetos bastante distintos.

Com informações do Portal CTB

Armínio Fraga - o salário mínimo subiu demais - Conversa Afiada, O Cafezinho



Publicado em 09/10/2014



Do Cafezinho:




Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos


Tem apenas 1 minuto.


Escute o áudio de Armínio Fraga, já “nomeado” por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: “não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito”.

É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento.

Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.

E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses “públicos e privados” é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.

Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.

O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.

Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o “destruidor de países”.
É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.

O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.

Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar “escravos” a investir em criatividade e inovação.

Coletivizando no Youtube