domingo, 11 de abril de 2021
sábado, 10 de abril de 2021
Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva
Julio Salas, Michel Sodré, Jocélio, 3 jovens vítimas do genocídio de Bolsonaro...
Para eles e tantos que não precisavam ter partido, p/ nós q lutamos pela vida.
Ouça Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva no #SoundCloud
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terça-feira, 6 de abril de 2021
Situação do processo do @RODRIGOPILHA. pic.twitter.com/RF2kB2dne6 - Erico Grassi
06/04 - 17h40
— Erico Grassi (@ericograssi) April 6, 2021
Situação do processo do @RODRIGOPILHA. pic.twitter.com/RF2kB2dne6
#DemocracianoAr - KÁSSIO NUNES NA CONTRAMÃO DO COMBATE À PANDEMIA.
#DemocracianoAr - CULTOS LIBERADOS: KÁSSIO NUNES NA CONTRAMÃO DO COMBATE À PANDEMIA
O programa Democracia no Ar recebe o pastor e integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Ariovaldo Ramos para conversar sobre a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Kássio Nunes que autorizou funcionamento de igrejas durante o feriado de Páscoa. Comentários da professora Sandra Helena e apresentação da jornalista Marina Valente.
domingo, 4 de abril de 2021
"Pão em todas as mesas, da Páscoa a nova certeza" - Paulo Vinícius da Silva
A verdade é que o ovo de Páscoa não era a estrela nos tais domingos na casa de Dona Lourdes e Seu Louro. O maior ovo de páscoa que recebemos deve ter tido uns 100 gramas, e hoje recordo a expressão da D. Lourdes, entre generosa e envergonhada, porque menino quer e é difícil entender e é muito dolorida a impossibilidade de disputar com o consumismo o sentido do amor fraterno... Mas ela o fazia.
Fazia-me entender que a estrela verdadeira era um jovem, que gostava de mesa farta, amigos verdadeiros e um copo de vinho, que dizia que todos e todas eram iguais, quem defendeu a prostituta, o leproso, a hemofílica, o possuído por demônios, o estrangeiro, que andava com trabalhadores e dizia que os mansos haveriam de herdar a Terra, e tinha essa estranha mania de ficar feliz quando as pessoas estão de bucho cheio. Esse foi o Jesus que minha mãe me apresentou. Aquele que foi preso, torturado, cuspido, xingado, que foi forçado a levar o instrumento da sua morte macerando-lhe a carne como a cruz de espinho, seguindo ao patíbulo do Gólgota em meio à procissão das bestas que o maldiziam. Esse líder, militante, mártir, foi morto como sempre nos matam, como mataram Bergson, Jana, Helenira, João Carlos, Grabois, Pomar, Dummond...
E só quem perde alguém como um Jesus, sabe a dor que é. E o povo, desde então, diz com fé e convicção: Morreu sim, mas ressuscitou! Independente do Mistério, vede o que é o coração do povo e o seu amor verdadeiro a líderes verdadeiros...
Então, lá em casa, seja no Tirol, na Francisco Sá, seja no Nova Assunção, chocolate não era a estrela, não, pois nem dinheiro pra isso tinha, que nem hoje, em tantas casas marcadas pelo luto, pela perda, pela dor.
É a nossa Páscoa. Choramos, sofremos, mas acreditamos na Ressurreição. É preciso ter a coragem de Jesus, e acreditar que o nosso Brasil ressuscitará desta época de tristeza, dor e morte, e agir para isso. Nesse dia, não esqueçamos da indignação do Jesus de chicote em mão, pois tornaram a Casa do Pai em Casa de Comércio. Qual seria o chicote que Ele usaria por terem tornado a Saúde casa de comércio, sabendo que unicamente morreram mais 330 mil pessoas porque o capitalismo precisa que a saúde dê lucro, e só depois salve vidas. O genocídio é de Bolsonaro, mas também é a fina flor do capitalismo, cujas lágrimas de crocodilo não nos comovem. Não esqueçamos!
Então, superado o mito do chocolate, reencontrando esse jovem Jesus martirizado e crucificado como tantos lutadores(as), vem-me essa canção que com vocês compartilho, desejando-lhes Feliz Páscoa. A canção de Zé Vicente retoma o sentido mais importante da Páscoa, e esta cantiga que oiço, sabe a beijo e cheiro de Mãe, e diz:
A E/G# F#m C#m
A mesa tão grande e vazia de amor e de paz - de paz!
D E A E/G#F#m
Onde há luxo de alguns, alegria não há - jamais!
D E A E/G#F#m
A mesa da eucaristia nos quer ensinar - ah, ah,
D E A A7
Que a ordem de Deus nosso Pai é o pão partilhar.
A
Pão em todas as mesas;
E A
da Páscoa a nova certeza:
D A
a festa haverá
D A E A
e o povo a cantar, alelu - ia (bis)
sábado, 3 de abril de 2021
Sábado de Aleluia - CORDEL TESTAMENTO DO JUDAS BOZO - Cabôco Rimador - Recita Paulo Vinícius da Silva
TESTAMENTO DO JUDAS CHAMADO BOZO
Autor: Cabôco Rimador, vulgo Flávio Arruda
De todos os traidores
Tudo que é cabuloso
De fascista, entreguista
De caba ruim e seboso
Do veneno da lacraia,
Nasceu o pior da laia
O Judas chamado Bozo.
Esse sujeito ardiloso
É a figura do cão
Com o demo Paulo Guedes
Segue quebrando a nação
Junto ao bando de entreguistas
Deu fim às Leis Trabalhistas
Previdência tem mais não.
Ele não se fez sozinho
Tem muita gente por trás
Lacaios de toda ordem
Cúmplices do satanás
Querem o povo servil
Ajoelhar o Brasil
Querem lucrar mais e mais.
Defende torturador
Busca roubar holofotes
Assume ser do arbítrio
Nunca escondeu seus dotes
Da serpente choca o ovo
É inimigo do povo
Pior que o Iscariotes.
Essa noite eu tive um sonho
Que me deu um certo alento
Sonhei com ele queimado
Em grande arrependimento
Antes de se escafeder
Ditou, sem nunca escrever
Um comprido testamento:
Bora ver o que ele diz
No testamento citado
Chorando suas mazelas
Antecipando o queimado
Para a corja que o apoia
Como na guerra de Troia
Deixou presente malvado.
“Palácio da Alvorada,
Adeus, Micheque querida
Sou culpado e resolvi
Acabar com essa lida
Te deixo todo o dinheiro
Meus filhos têm um balseiro
Das rachadinhas da vida."
Deixo um remédio amargo
Para o Flávio do Senado
Tão traidor quanto eu
Pense num caba safado
Ele seguiu minhas normas
Se tira por suas formas
De gastar o seu roubado.
Ao Carluxo, peça rara
Delirante como é
Deixo um chiqueiro de lama
E cem cocos catolé
Pode roer a vontade
Só planejando maldade
Junto aos seus de pouca fé.
Deixo para o Eduardo
Uma grana ilegal
Vá e leve o Ernesto,
O ex-ministro boçal
Levem também o Queiroz
Cupincha de todos nós
Em tudo que foi de mal.
Apelo aos meus seguidores
Meu povo, tomem tenência
Parem de crer em mentiras
Deixem de tanta demência
Vejam o que me aconteceu
O fogo que me ardeu
Ponham a mão na consciência.
Pra quem quer continuar
Deixo aquela cruz nazista
A lembrança nebulosa
Do uniforme fascista
E deixo a luz da manhã
Que fará de novo sã
A mente de todo racista.
Para as togas do Supremo
Que meu gado não emula
Deixo tanto desalento
Quanto querem que eu engula
Tudo que fiz foi em vão
Eu quis ser o danadão
Mas livre mesmo é o Lula.
Praticando sempre o mal
Eu vivo muito assombrado
Por fantasmas perseguido
Mente cheia do passado
No meio de toda gente
Nunca se viu presidente
Que seja tão rejeitado.
Para o querido centrão
Balseiro de traidores
Sempre votando contrários
Aos pobres trabalhadores
Deixo dez onças das furnas
Que devorarão nas urnas
Os meus colaboradores.
Não se iludam, seus traíras
Pois a resposta virá
Porque no ano que vem
Vai ser grande o bafafá
Quem trai os trabalhadores
Não terá mais eleitores
Nem um mandato terá.
Meus ministros, meus amigos
Hoje me acabo no malho
Com a corda no pescoço
Nada sou e nada valho
Não levo mais um vintém
Do bolso de seu ninguém
Mas deixo o ódio que espalho.
Não esqueço de uma dupla
Do Sales e da Damares
Ele é contra a natureza
Ela odeia até os ares
A esses dois sem noção
Deixo a mesma arrumação
Que desejam aos seus pares.
Das minhas trinta moedas
Não sobrou nem umazinha
Traição não dá proveito
Vejam a vida que eu tinha
Agora digo a vocês
Tá chegando a minha vez
De enxergar o fim da linha.
Ao povo de mente miúda
Deixo porres de cachaça
Deixo um lote de jumentos
Carreiras de cão de raça
Também deixo um babador
Nada fiz de alentador
Vão arrumar outra praça.
Ao sujeito mais falante
Que curte polemizar
Num tem assunto no mundo
Que deixe de pitacar
Tudo ele viu no zap
Deixo cimento que tape
A boca que vive a ladrar.
Traidor é bicho bruto
Digo pois é verdade
Se eu tivesse algum estudo
Talvez deixasse a maldade
Respeitaria a ciência
Sem perseguir a docência
Em sua diversidade.
No meu rancor nunca tive
Um dia de calmaria
Passei o tempo tramando
Sem nenhuma serventia
Fiz da raiva uma proeza
Do ódio minha nobreza
Não suportei alegria.
Fui parceiro do corona
Na pandemia reinei
Agora o inferno chama
Pelas mortes que espalhei
Se acaba a minha sina
Não deu certo a cloroquina
E nada que receitei.
Sou sujeito ambicioso
Na maldade criei asa
Não vi cura nesse mundo
Quero ver é gente em brasa
O povo triste a morrer
Sem vacina, sem comer
Sem emprego, sem ter casa.
A carestia campeia
A inflação se assanha
A pobreza assola o povo
Que não tem feijão sem banha
É muito triste essa cena
Mas morro sem sentir pena
Fui capacho de quem ganha.
Pendurado e queimado
Acaba o caba que engana
O poder sem ter limites
Cobiçei com toda gana
Não deixo, faço é pedir
Tem como sair daqui?
Por favor, alguém me abana.
Antes de findar eu digo
Que vencerá a nação
Não vale a pena trair
Sempre vale a união
O povo será capaz
De voltar à vida em paz
Nunca mais a opressão.
"De todos os traidores
Tudo que é cabuloso
De fascista, entreguista
De caba ruim e seboso
Do veneno da lacraia,
Nasceu o pior da laia
O Judas chamado Bozo"
Transmissão Facebook:
✅ União Brasileira de Mulheres - Ceará
✅Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil - CTB Ceara
✅UNEGRO - Carol Unegro
✅Bloco Sai Na Marra
✅ Associação dos Moradores do Ellery e Monte Castelo
✅União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne - UMLAW
✅Frente Pela Vida e Democracia
Instagram:
✅União da Juventude Socialista - @ujs_fortaleza
sexta-feira, 2 de abril de 2021
João Cezar de Castro Rocha (UERJ) a gênese intelectual do Bolsonarismo - Meio
Meio - 08/2020
Professor de Literatura Comparada da Uerj, João Cezar de Castro Rocha se dedicou no último ano e pouco a ler, assistir, ouvir o principal da produção do bolsonarismo. O atual governo produziu uma visão muito particular da história recente do Brasil. É a partir dela que lê o país e o mundo, assim como escolhe atuar. Em sua entrevista ao editor Pedro Doria, Castro Rocha explica esta visão. Durante a entrevista, João Cezar menciona o Orvil. Cá está o link onde pode ser encontrado: https://drive.google.com/file/d/1cPgX...
Defenderam a Democracia e a Pátria - Paulo Vinícius da Silva
Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado.
Fernando Azevedo e Silva - Nota Oficial de saída do Ministro da Defesa.
Quando falamos de "adversários", não visamos às massas que estão inscritas nas organizações fascistas, social-democratas, católicas. Nossos adversários são as organizações fascistas, social-democratas, católicas, mas as massas que aderem a elas não são nossos adversários, são massas de trabalhadores que devemos fazer todos os esforços para conquistar.
Palmiro Togliatti - Os caracteres fundamentais da ditadura fascista.
O pranto marca todas as famílias nesse Brasil cujo riso esvaneceu. Tantos amigos(as), amores, camaradas perdemos para uma morte fruto da omissão criminosa e da loucura de um presidente genocida e duplamente traidor da pátria, porque nem democrata, nem nacionalista. E não parou ainda. Está claro, enfim, nosso desespero e abandono. Mas, em meio a tanta treva, pipocam luzes que apontam o caminho da alvorada.
No dia 30 de março, o tiro da traição saiu pela culatra e os Comandantes das Três Armas honraram o Verde-Oliva e a Constituição, encarnando em seu gesto de recusa o aprendizado histórico da lição de Ulisses Guimarães, "quem trai a Constituição é também traidor da Pátria". Como diria Vinícius: eles disseram não, e eles se fizeram fortes na sua resolução. Assim, seu gesto de renúncia se soma a uma série de outros que iluminam a mudança do ânimo nacional, escancarando o caráter de zumbi que assume o governo Bolsonaro. Às vésperas da triste data do Golpe de 1964, cala fundo na alma nacional tão eloquente brado constitucional das FFAA em favor da vida, da democracia e do Brasil. É certo que pode-se atribuir graves culpas no que passamos às FFAA. No entanto, também é certo que é nesta hora soturna que os democratas são postos à prova. E graças a eles, as Forças Armadas deram uma demonstração de patriotismo que se equipara aos mais nobres momentos de sua história. Patriotismo é a defesa da Nação Brasileira, que em última instância é o seu povo, sua terra, a Amazônia e a Amazônia Azul, sua moeda, seu idioma, suas empresas, suas escolas, as universidades, o SUS, a PETROBRAS, os Bancos Públicos, mas também as Forças Armadas Brasileiras.
Houve dias em nossa Historia em que as FFAA tiveram gestos que representaram toda a Nação. Disseram ao Imperador: "não somos captores de escravos fugidos". Em 1888, o cadete Euclides da Cunha atirou seu sabre ao chão em protesto diante do Ministro do Império, o Conselheiro Tomás Coelho, a protestar contra a Monarquia. Os Tenentes tinham entre si Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. Lott representu toda uma geração de democratas e impediu dois golpes que se desenrolavam diante da Nação, que elegera Juscelino Kubitschek e Jango. Foi dessa natureza o gesto democrático que os três Comandantes fizeram, repelindo a cumplicidade com o golpismo de Bolsonaro.
Por que isso é tão importante? Não é mais fácil xingar os militares?! Por que não adotar o discurso do rancor e da vingança?
Um dos mais importantes desafios ao nosso novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é a construção de uma inquebrantável unidade da Pátria, e em especial a união do Povo com suas Forças Armadas. Sem nossas FFAA é impossível a libertação do Brasil do Imperialismo, seremos sempre colônia, e esta vida miserável que vivemos será um destino, gerando a fragmentação da Pátria.
Negando-se a coonestar com o golpe à democracia tão vilipendiada, os Generais foram absolutamente ciosos de suas responsabilidades com a Nação: não fizeram politicagem, tampouco se omitiram, nem foram aventureiros. Em vez de seguir adiante, ultrapassando a fronteira, eles desarmaram a bomba e mostraram uma admirável objeção de consciência, que sói ocorrer na tropa, mas que em uníssono no Comando tem um sentido ainda mais nobre que não pode ser ignorado pelos democratas que buscam uma saída para o Brasil. Impuseram uma derrota que confirma a pá de cal no concerto das forças que deram até agora sustentação do Mensageiro da Morte, o genocida ainda Presidente.
Passo a passo, a Frente Ampla contra o Coronavírus e o Genocídio de Bolsonaro se afirma. São icônicos os episódios protagonizados por inimigos de ontem que se somam à defesa da democracia. Os Ministros do STF, mesmo Facchin; a coragem demonstrada por Cármen Lúcia em seu voto; o insuspeito e garantista filotucano Gilmar Mendes, reparem a expressão da resistência no Supremo, colegiado em que tem havido um aceso e decisivo debate televisionado e cotidiano sobre o Brasil e seus descaminhos.
Até a Globo, bem o observou José Dirceu, retrata em suas novelas e reportagens uma visão de Brasil, e por aí vai bambeando sobre a hipocrisia de seu discurso mutante. Mesmo ela, com sua hipocrisia, combate o genocida e abre assim vias para fazer política, inclusive com o Presidente Lula. Muito mais honesta e profissional foi a postura do jornalista Reinaldo Azevedo, que assume ter criado o termo "petralha", e no entanto revoltou-se contra a farsa contra Lula e a Democracia, fazendo uma autocrítica pública notável num neoliberal. Ora, que dizer dos meses de libelos que moveu contra a Farsa a Jato, que dizer de seu encontro com Lula e o diálogo delicioso e indispensável que se seguiu, e em que Lula não apenas deu a Linha de que a hora é de salvar vidas, mas também fez acenos para o grupo Bandeirantes?! Só no Youtube foram mais de 375 mil expectadores do É da Coisa da Band. Reconheça-se, contudo, a imprensa democrática em que há verdadeiros heróis que enfrentaram a perseguição e o lawfare, como Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif e Eduardo Guimarães, que teve seu lar violado numa prisão covarde pelo diminuto Moro que o Brasil agora conhece. Mesmo os jornalistas dos grandes veículos, que sofreram na pele a violência e a violação da consciência -a mando de seus patrões - anseiam por superar o momento sinistro que vivemos.
A direita se afasta de Bolsonaro, e o sinal mais notório foi a carta dos banqueiros que desembarcam do seu projeto disfuncional, porque Bolsonaro é fascista não apenas por ser autoritário, mas porque foi a encarnação do autoritarismo do rentismo financeiro, buscando se constituir em um movimento de massas, os três vértices da definição do fenômeno fascista, que é função do capital financeiro. A direita busca um pólo conservador não radical, mas pode ser tarde, depois de tamanha catástrofe. Palpita outra vez nos lábios e corações a possibilidade de a Frente Ampla ser nucleada pela esquerda, pondo fim ao sofrimento que o país vive. Esse pensamento tem duas palavras: "Lula Presidente". Todavia, isso só será possível com generosidade e visão de futuro, com gestos como os praticados pelo Ministro da Defesa, Azevedo e pelos Comandantes da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez; do Exército, Edson Pujol e da Marinha, Ilques Barbosa, ao renunciar às vésperas da efeméride que marcou uma grande vitória do imperialismo.
O Golpe de 1964 é uma data muito triste porque marca uma fratura que ainda impede a libertação da Nação Brasileira. Os EUA fizeram-nos acreditar que o inimigo era o provo, e não o imperialismo , vejam que miopia... O Programa Socialista do PCdoB, sabiamente, alertáva-nos sobre os perigos das "divisões no seio do povo".
Neste sentido, em entrevista sobre a Questão Militar no Brasil 247, Aldo Rebelo analisa corretamente a sinuca de bico em que estão nossas FFAA. Bolsonaro conspira, usa o estado, corrompe, faz de tudo para tentar cooptá-las. Por isso não devemos jogá-los para o lado de lá, muito ao contrário. O desafio do Brasil é o diálogo. Nosso dever como democratas é exatamente o mesmo do General Azevedo: preservas as Forças Armadas como Instituições de Estado e preservá-las para a sagrada tarefa da defesa de nosso território, riquezas e do direito de decidirmos nosso próprio destino.
O Golpe começou com a espionagem estadunidense na Petrobras. Sem defesa, jamais nos libertaremos. Não podemos aceitar a divisão do povo das FFAA como um fato desejável. Na URSS, na China, no Vietnã, em Cuba, na Coréia Popular, na Venezuela, foi exatamente a afirmação da unidade Povo-Nação nas FFAA que asseguraram sobrevivência e a independência. E sejamos justos: o golpe veio do mercado, dos EUA, dos oligarcas e da imprensa golpista.
Reconstituir as alianças políticas e sociais que permitam isolar o rentismo financeiro parasitário e entreguista é a tarefa central que justifica no campo dos princípios a defesa da Frente Ampla. E é a sua justeza que a vai firmando como realidade. Por isso, devemos lutar para dar um conteúdo progressista à Frente Ampla, feito de povo e feito de líderes. É quando fala o maior líder brasileiro, o Presidente Lula, que vemos em sua plenitude o potencial da Frente Ampla. Se formos capazes de nos unirmos e superarmos a página mais triste da história do Brasil; se formos capazes de defender o país e nossa democracia das artimanhas do imperialismo estadunidense. E para essa superação, como nunca, precisamos de povo, precisamos de democracia e precisamos de nossas Forças Armadas.
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Nada é mais precioso que a vida. Cuidem-se! Manuela repercute vídeo do Prefeito de Mongaguá/
Triste e verdadeiro o depoimento do Prefeito de Mongaguá/SP. Não existe nada mais precioso que a vida. Cuidem-se! ❤ #vacinajá pic.twitter.com/MscABrqIMI
— Manuela (@ManuelaDavila) April 1, 2021
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