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domingo, 11 de abril de 2021

Paulo Vinicius da Silva recita Epístola fraterna - Filgueiras Lima no SoundCloud

 

Paulo Vinicius da Silva recita Galope Beira-Mar para a mulher amada - Artur Eduardo Benevides

 

Paulo Vinicius da Silva recita Com margaridas nos olhos, de Joan Edessom de Oliveira no SoundCloud

 

Pobrecito mi patrón - Facundo Cabral - Canta Paulo Vinícius da Silva no SoundCloud

 

terça-feira, 6 de abril de 2021

Situação do processo do @RODRIGOPILHA. pic.twitter.com/RF2kB2dne6 - Erico Grassi

 

#DemocracianoAr - KÁSSIO NUNES NA CONTRAMÃO DO COMBATE À PANDEMIA.

#DemocracianoAr - CULTOS LIBERADOS: KÁSSIO NUNES NA CONTRAMÃO DO COMBATE À PANDEMIA O programa Democracia no Ar recebe o pastor e integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Ariovaldo Ramos para conversar sobre a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Kássio Nunes que autorizou funcionamento de igrejas durante o feriado de Páscoa. Comentários da professora Sandra Helena e apresentação da jornalista Marina Valente.

 

Um samba de luto: Foi ele, sim! #ForaBolsonaro #Vacinaja - Letra Emílio Boechat, canto, Mariana Mayor


 

domingo, 4 de abril de 2021

"Pão em todas as mesas, da Páscoa a nova certeza" - Paulo Vinícius da Silva



A verdade é que o ovo de Páscoa não era a estrela nos tais domingos na casa de Dona Lourdes e Seu Louro. O maior ovo de páscoa  que recebemos deve ter tido uns 100 gramas, e hoje recordo a expressão da D. Lourdes, entre generosa e envergonhada, porque menino quer e é difícil entender e é muito dolorida a impossibilidade de disputar com o consumismo o sentido do amor fraterno... Mas ela o fazia.

Fazia-me entender que a estrela verdadeira era um jovem, que gostava de mesa farta, amigos verdadeiros e um copo de vinho, que dizia que todos e todas eram iguais,  quem defendeu a prostituta, o leproso, a hemofílica, o possuído por demônios, o estrangeiro, que andava com trabalhadores e dizia que os mansos haveriam de herdar a Terra, e tinha essa estranha mania de ficar feliz quando as pessoas estão de bucho cheio. Esse foi o Jesus que minha mãe me apresentou. Aquele que foi preso, torturado, cuspido, xingado, que foi forçado a levar o instrumento da sua morte macerando-lhe a carne como a cruz de espinho, seguindo ao patíbulo do Gólgota em meio à procissão das bestas que o maldiziam. Esse líder, militante, mártir, foi morto como sempre nos matam, como mataram Bergson, Jana, Helenira, João Carlos, Grabois, Pomar, Dummond...
 
E só quem perde alguém como um Jesus, sabe a dor que é. E o povo, desde então, diz com fé e convicção: Morreu sim, mas ressuscitou! Independente do Mistério, vede o que é o coração do povo e o seu amor verdadeiro a líderes verdadeiros...

Então, lá em casa, seja no Tirol, na Francisco Sá, seja no Nova Assunção, chocolate não era a estrela, não, pois nem dinheiro pra isso tinha, que nem hoje, em tantas casas marcadas pelo luto, pela perda, pela dor.

É a nossa Páscoa. Choramos, sofremos, mas acreditamos na Ressurreição. É preciso ter a coragem de Jesus, e acreditar que o nosso Brasil ressuscitará desta época de tristeza, dor e morte, e agir para isso. Nesse dia, não esqueçamos da indignação do Jesus de chicote em mão, pois tornaram a Casa do Pai em Casa de Comércio. Qual seria o chicote que Ele usaria por terem tornado a Saúde casa de comércio, sabendo que unicamente morreram mais 330 mil pessoas porque o capitalismo precisa que a saúde dê lucro, e só depois salve vidas. O genocídio é de Bolsonaro, mas também é a fina flor do capitalismo, cujas lágrimas de crocodilo não nos comovem. Não esqueçamos!

Então, superado o mito do chocolate, reencontrando esse jovem Jesus martirizado e crucificado como tantos lutadores(as), vem-me essa canção que com vocês compartilho, desejando-lhes Feliz Páscoa. A canção de Zé Vicente retoma o sentido mais importante da Páscoa, e esta cantiga que oiço, sabe a beijo e cheiro de Mãe, e diz:






A E/G# F#m C#m
A mesa tão grande e vazia de amor e de paz - de paz!
D E A E/G#F#m
Onde há luxo de alguns, alegria não há - jamais!
D E A E/G#F#m
A mesa da eucaristia nos quer ensinar - ah, ah,
D E A A7
Que a ordem de Deus nosso Pai é o pão partilhar.


A
Pão em todas as mesas;
E A
da Páscoa a nova certeza:
D A
a festa haverá
D A E A
e o povo a cantar, alelu - ia (bis)


sábado, 3 de abril de 2021

Lula livre toma a segunda dose da Vacina contra o COVID 19

 Lula é Vacina, assistam:


Sábado de Aleluia - CORDEL TESTAMENTO DO JUDAS BOZO - Cabôco Rimador - Recita Paulo Vinícius da Silva





TESTAMENTO DO JUDAS CHAMADO BOZO

Autor: Cabôco Rimador, vulgo Flávio Arruda

De todos os traidores

Tudo que é cabuloso

De fascista, entreguista

De caba ruim e seboso

Do veneno da lacraia,

Nasceu o pior da laia

O Judas chamado Bozo.


Esse sujeito ardiloso

É a figura do cão

Com o demo Paulo Guedes

Segue quebrando a nação

Junto ao bando de entreguistas

Deu fim às Leis Trabalhistas

Previdência tem mais não.


Ele não se fez sozinho

Tem muita gente por trás 

Lacaios de toda ordem

Cúmplices do satanás

Querem o povo servil

Ajoelhar o Brasil

Querem lucrar mais e mais.


Defende torturador

Busca roubar holofotes

Assume ser do arbítrio

Nunca escondeu seus dotes

Da serpente choca o ovo

É inimigo do povo

Pior que o Iscariotes.


Essa noite eu tive um sonho

Que me deu um certo alento

Sonhei com ele queimado

Em grande arrependimento

Antes de se escafeder

Ditou, sem nunca escrever

Um comprido testamento:


Bora ver o que ele diz

No testamento citado

Chorando suas mazelas

Antecipando o queimado

Para a corja que o apoia

Como na guerra de Troia

Deixou presente malvado.


“Palácio da Alvorada,

Adeus, Micheque querida

Sou culpado e resolvi

Acabar com essa lida

Te deixo todo o dinheiro

Meus filhos têm um balseiro

Das rachadinhas da vida."


Deixo um remédio amargo 

Para o Flávio do Senado

Tão traidor quanto eu

Pense num caba safado

Ele seguiu minhas normas

Se tira por suas formas

De gastar o seu roubado.


Ao Carluxo, peça rara

Delirante como é 

Deixo um chiqueiro de lama

E cem cocos catolé

Pode  roer a vontade

Só planejando maldade

Junto aos seus de pouca fé.


Deixo para o Eduardo

Uma grana ilegal

Vá e leve o Ernesto,

O ex-ministro boçal

Levem também o Queiroz

Cupincha de todos nós 

Em tudo que foi de mal.


Apelo aos meus seguidores

Meu povo, tomem tenência

Parem de crer em mentiras

Deixem de tanta demência

Vejam o que me aconteceu

O fogo que me ardeu

Ponham a mão na consciência.


Pra quem quer continuar

Deixo aquela cruz nazista

A lembrança nebulosa

Do uniforme fascista

E deixo a luz da manhã

Que fará de novo sã

A mente de todo racista.


Para as togas do Supremo

Que meu gado não emula

Deixo tanto desalento

Quanto querem que eu engula

Tudo que fiz foi em vão 

Eu quis ser o danadão

Mas livre mesmo é o Lula.


Praticando sempre o mal

Eu vivo muito assombrado

Por fantasmas perseguido

Mente cheia do passado

No meio de toda gente

Nunca se viu presidente

Que seja tão rejeitado.


Para o querido centrão

Balseiro de traidores

Sempre votando contrários

Aos pobres trabalhadores

Deixo dez onças das furnas

Que devorarão nas urnas

Os meus colaboradores.


Não se iludam, seus traíras

Pois a resposta virá

Porque no ano que vem

Vai ser grande o bafafá

Quem trai os trabalhadores

Não terá mais eleitores

Nem um mandato terá.


Meus ministros, meus amigos

Hoje me acabo no malho

Com a corda no pescoço 

Nada sou e nada valho

Não levo mais um vintém

Do bolso de seu ninguém

Mas deixo o ódio que espalho.


Não esqueço de uma dupla

Do Sales e da Damares

Ele é contra a natureza

Ela odeia até os ares

A esses dois sem noção 

Deixo a mesma arrumação 

Que desejam aos seus pares.


Das minhas trinta moedas

Não sobrou nem umazinha

Traição não dá proveito

Vejam a vida que eu tinha

Agora digo a vocês

Tá chegando a minha vez

De enxergar o fim da linha.


Ao povo de mente miúda

Deixo porres de cachaça

Deixo um lote de jumentos

Carreiras de cão de raça 

Também deixo um babador

Nada fiz de alentador

Vão arrumar outra praça.


Ao sujeito mais falante

Que curte polemizar

Num tem assunto no mundo

Que deixe de pitacar

Tudo ele viu no zap

Deixo cimento que tape

A boca que vive a ladrar.


Traidor é bicho bruto

Digo pois é verdade

Se eu tivesse algum estudo

Talvez deixasse a maldade

Respeitaria a ciência

Sem perseguir a docência 

Em sua diversidade.


No meu rancor nunca tive

Um dia de calmaria

Passei o tempo tramando

Sem nenhuma serventia

Fiz da raiva uma proeza

Do ódio minha nobreza

Não suportei alegria.


Fui parceiro do corona

Na pandemia reinei

Agora o inferno chama

Pelas mortes que espalhei

Se acaba a minha sina

Não deu certo a cloroquina 

E nada que receitei.


Sou sujeito ambicioso

Na maldade criei asa

Não vi cura nesse mundo

Quero ver é gente em brasa

O povo triste a morrer

Sem vacina, sem comer

Sem emprego, sem ter casa.


A carestia campeia

A inflação se assanha

A pobreza assola o povo

Que não tem feijão sem banha

É muito triste essa cena

Mas morro sem sentir pena

Fui capacho de quem ganha.


Pendurado e queimado 

Acaba o caba que engana

O poder sem ter limites

Cobiçei com toda gana

Não deixo, faço é pedir

Tem como sair daqui?

Por favor, alguém me abana.


Antes de findar eu digo

Que vencerá a nação 

Não vale a pena trair

Sempre vale a união 

O povo será capaz

De voltar à vida em paz

Nunca mais a opressão.

"De todos os traidores

Tudo que é cabuloso

De fascista, entreguista

De caba ruim e seboso

Do veneno da lacraia,

Nasceu o pior da laia

O Judas chamado Bozo"


Transmissão Facebook: 


✅ União Brasileira de Mulheres  - Ceará

✅Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil - CTB Ceara

✅UNEGRO - Carol Unegro

✅Bloco Sai Na Marra

✅ Associação dos Moradores do Ellery e Monte Castelo

✅União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne - UMLAW

✅Frente Pela Vida e Democracia


Instagram:

✅União da Juventude Socialista - @ujs_fortaleza

sexta-feira, 2 de abril de 2021

João Cezar de Castro Rocha (UERJ) a gênese intelectual do Bolsonarismo - Meio

Meio - 08/2020

Professor de Literatura Comparada da Uerj, João Cezar de Castro Rocha se dedicou no último ano e pouco a ler, assistir, ouvir o principal da produção do bolsonarismo. O atual governo produziu uma visão muito particular da história recente do Brasil. É a partir dela que lê o país e o mundo, assim como escolhe atuar. Em sua entrevista ao editor Pedro Doria, Castro Rocha explica esta visão. Durante a entrevista, João Cezar menciona o Orvil. Cá está o link onde pode ser encontrado: https://drive.google.com/file/d/1cPgX...

Defenderam a Democracia e a Pátria - Paulo Vinícius da Silva


Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado. 

Fernando Azevedo e Silva - Nota Oficial de saída do Ministro da Defesa.


Quando falamos de "adversários", não visamos às massas que estão inscritas nas organizações fascistas, social-democratas, católicas. Nossos adversários são as organizações fascistas, social-democratas, católicas, mas as massas que aderem a elas não são nossos adversários, são massas de trabalhadores que devemos fazer todos os esforços para conquistar.

Palmiro Togliatti - Os caracteres fundamentais da ditadura fascista.


O pranto marca todas as famílias nesse Brasil cujo riso esvaneceu. Tantos amigos(as), amores, camaradas perdemos para uma morte fruto da omissão criminosa e da loucura de um presidente genocida e duplamente traidor da pátria, porque nem democrata, nem nacionalista. E não parou ainda. Está claro, enfim, nosso desespero e abandono. Mas, em meio a tanta treva, pipocam luzes que apontam o caminho da alvorada. 

No dia 30 de março, o tiro da traição saiu pela culatra e os Comandantes das Três Armas honraram o Verde-Oliva e a Constituição, encarnando em seu gesto de recusa o aprendizado histórico da lição de Ulisses Guimarães, "quem trai a Constituição é também traidor da Pátria". Como diria Vinícius: eles disseram não, e eles se fizeram fortes na sua resolução. Assim, seu gesto de renúncia se soma a uma série de outros que iluminam a mudança do ânimo  nacional, escancarando o caráter de zumbi que assume o governo Bolsonaro.  Às vésperas da triste data do Golpe de 1964, cala fundo na alma nacional tão eloquente brado constitucional das FFAA em favor da vida, da democracia e do Brasil. É certo que pode-se atribuir graves culpas no que passamos às FFAA. No entanto, também é certo que é nesta hora soturna que os democratas são postos à prova. E graças a eles, as Forças Armadas deram uma demonstração de patriotismo que se equipara aos mais nobres momentos de sua história.  Patriotismo é a defesa da Nação Brasileira, que em última instância é o seu povo, sua terra, a Amazônia e a Amazônia Azul, sua moeda, seu idioma, suas empresas, suas escolas, as universidades, o SUS, a PETROBRAS, os Bancos Públicos, mas também as Forças Armadas Brasileiras. 

Houve dias em nossa Historia em que as FFAA tiveram gestos que representaram toda a Nação. Disseram ao Imperador: "não somos captores de escravos fugidos". Em 1888, o cadete Euclides da Cunha atirou seu sabre ao chão em protesto diante do Ministro do Império, o Conselheiro Tomás Coelho, a protestar contra a Monarquia. Os Tenentes tinham entre si Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. Lott representu toda uma geração de democratas e impediu dois golpes que se desenrolavam diante da Nação, que elegera Juscelino Kubitschek e Jango. Foi dessa natureza o gesto democrático que os três Comandantes fizeram, repelindo a cumplicidade com o golpismo de Bolsonaro.

Por que isso é tão importante? Não é mais fácil xingar os militares?! Por que não adotar o discurso do rancor e da vingança?

Um dos mais importantes desafios ao nosso novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é a construção de uma inquebrantável unidade da Pátria, e em especial a união do Povo com suas Forças Armadas. Sem nossas FFAA é impossível a libertação do Brasil do Imperialismo, seremos sempre colônia, e esta vida miserável que vivemos será um destino, gerando a fragmentação da Pátria. 

Negando-se a coonestar com o golpe à democracia tão vilipendiada, os Generais foram absolutamente ciosos de suas responsabilidades com a Nação: não fizeram politicagem, tampouco se omitiram, nem foram aventureiros. Em vez de seguir adiante, ultrapassando a fronteira, eles desarmaram a bomba e mostraram uma admirável objeção de consciência, que sói ocorrer na tropa, mas que em uníssono no Comando tem um sentido ainda mais nobre que não pode ser ignorado pelos democratas que buscam uma saída para o Brasil. Impuseram uma derrota que confirma a pá de cal no concerto das forças que deram até agora sustentação do Mensageiro da Morte, o genocida ainda Presidente.

Passo a passo, a Frente Ampla contra o Coronavírus e o Genocídio de Bolsonaro se afirma. São icônicos os episódios protagonizados por inimigos de ontem que se somam à defesa da democracia. Os Ministros do STF, mesmo Facchin; a coragem demonstrada por Cármen Lúcia em seu voto; o insuspeito e garantista filotucano Gilmar Mendes, reparem a expressão da resistência no Supremo, colegiado em que tem havido um  aceso e decisivo debate televisionado e cotidiano sobre o Brasil e seus descaminhos.

Até a Globo, bem o observou José Dirceu, retrata em suas novelas e reportagens uma visão de Brasil, e por aí vai bambeando  sobre a hipocrisia de seu discurso mutante. Mesmo ela, com sua hipocrisia, combate o genocida e abre assim vias para fazer política, inclusive com o Presidente Lula. Muito mais honesta e profissional foi a postura do jornalista  Reinaldo Azevedo, que assume ter criado o termo "petralha", e no entanto revoltou-se contra a farsa contra Lula e a Democracia, fazendo uma autocrítica pública notável num neoliberal. Ora, que dizer dos meses de libelos que moveu contra a Farsa a Jato, que dizer de seu encontro com Lula e o diálogo delicioso e indispensável que se seguiu, e em que Lula não apenas deu a Linha de que a hora é de salvar vidas, mas também fez acenos para o grupo Bandeirantes?! Só no Youtube foram mais de 375 mil expectadores do É da Coisa da Band.  Reconheça-se, contudo, a imprensa democrática em que há verdadeiros heróis que enfrentaram a perseguição e o lawfare, como Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif e Eduardo Guimarães, que teve seu lar violado numa prisão covarde pelo diminuto Moro que o Brasil agora conhece. Mesmo os jornalistas dos grandes veículos, que sofreram na pele a violência e a violação da consciência -a mando de seus patrões - anseiam por superar o momento sinistro que vivemos.

A direita se afasta de Bolsonaro,  e o sinal mais notório foi a carta dos banqueiros que desembarcam do seu projeto disfuncional, porque Bolsonaro é fascista não apenas por ser autoritário, mas porque foi a encarnação do autoritarismo do rentismo financeiro, buscando se constituir em um movimento de massas, os três vértices da definição do fenômeno fascista, que é função do capital financeiro. A direita busca um pólo conservador não radical, mas pode ser tarde, depois de tamanha catástrofe. Palpita outra vez nos lábios e corações a possibilidade de a Frente Ampla ser nucleada pela esquerda, pondo fim ao sofrimento que o país vive. Esse pensamento tem duas palavras: "Lula Presidente". Todavia, isso só será possível com generosidade e visão de futuro, com gestos como os praticados pelo Ministro da Defesa, Azevedo e pelos Comandantes da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez; do Exército, Edson Pujol e da Marinha, Ilques Barbosa, ao renunciar às vésperas da efeméride que marcou uma grande vitória do imperialismo. 

O Golpe de 1964 é uma data muito triste porque marca uma fratura que ainda impede a libertação da Nação Brasileira. Os EUA fizeram-nos acreditar que o inimigo era o provo, e não o imperialismo , vejam que miopia... O Programa Socialista do PCdoB, sabiamente, alertáva-nos sobre os perigos das "divisões no seio do povo".  

Neste sentido, em entrevista sobre a Questão Militar no Brasil 247, Aldo Rebelo analisa corretamente a sinuca de bico em que estão nossas FFAA. Bolsonaro conspira, usa o estado, corrompe, faz de tudo para  tentar cooptá-las. Por isso não devemos jogá-los para o lado de lá, muito ao contrário. O desafio do Brasil é o diálogo. Nosso dever como democratas é exatamente o mesmo do General Azevedo: preservas as Forças Armadas como Instituições de Estado e preservá-las para a sagrada tarefa da defesa de nosso território, riquezas e do direito de decidirmos nosso próprio destino.

O Golpe começou com a espionagem estadunidense na Petrobras. Sem defesa, jamais nos libertaremos. Não podemos aceitar a divisão do povo das FFAA como um fato desejável. Na URSS, na China, no Vietnã, em Cuba, na Coréia Popular, na Venezuela, foi exatamente a afirmação da unidade Povo-Nação nas FFAA que asseguraram sobrevivência e a independência. E sejamos justos: o golpe veio do mercado, dos EUA, dos oligarcas e da imprensa golpista. 

Reconstituir as alianças políticas e sociais que permitam isolar o rentismo financeiro parasitário e entreguista é a tarefa central que justifica no campo dos princípios a defesa da Frente Ampla. E é a sua justeza que a vai firmando como realidade. Por isso, devemos lutar para dar um conteúdo progressista à Frente Ampla, feito de povo e feito de líderes. É quando fala o maior líder brasileiro, o Presidente Lula, que vemos em sua plenitude o potencial da Frente Ampla. Se formos capazes de nos unirmos e superarmos a página mais triste da história do Brasil; se formos capazes de defender o país e nossa democracia das artimanhas do imperialismo estadunidense. E para essa superação, como nunca, precisamos de povo, precisamos de democracia e precisamos de nossas Forças Armadas.

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