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sexta-feira, 4 de março de 2011

Pela primeira vez, Caixa admite necessidade de parâmetros para retirada da comissão

SEEB Brasília
Ter, 01 de Março de 2011 22:24
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A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa) retomou nesta terça-feira 1º de março, em Brasília, a mesa de negociações permanentes com a direção da empresa. Várias pendências dos empregados foram apresentadas durante mais de três horas de negociação.
Um dos principais avanços se deu em relação à reivindicação dos bancários sobre a necessidade de que a Caixa estabeleça parâmetros para a retirada da comissão dos empregados. O objetivo é evitar perseguições e que o processo dependa exclusivamente da decisão dos gestores. Pela primeira vez, os representantes da Caixa reconheceram a existência do problema e afirmaram que já estão avaliando alternativas para saná-lo.

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Também estiveram em discussão o Plano de Funções Gratificadas (PFG), sobre o qual os bancários relataram uma série de problemas que estão ocorrendo e cobraram soluções; a criação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), com a instituição de um projeto-piloto; a devolução dos dias parados de 2007 e 2008; e a possibilidade de progressão na carreira para os bancários que permaneceram no antigo PCS.
PCS

A CEE cobrou da Caixa que se estude uma forma de os funcionários que ficaram no PCS participem de Processos de Seleção Interna (PSIs), de modo a permitir que avancem para cargos equivalentes àqueles existentes no PFG. A CEE/Caixa reivindicou ainda que esses cargos têm que ser equivalentes aos do PFG em termos de remuneração e funções.

PFG

A fim de retomar as discussões a respeito das pendências do PFG (Plano de Funções Gratificadas), a Comissão Executiva dos Empregados listou os pontos pendentes na implantação do programa.

O movimento sindical tornou a questionar a discriminação sofrida pelos empregados da Caixa que permaneceram no PCS. Muitos funcionários estão obtendo vitórias judiciais ao exigir a migração para o PFG sem redução salarial. A CEE/Caixa relatou que, em muitos desses casos, a Caixa está deixando de fazer os repasses adequados à Funcef.

Muitos trabalhadores do setor de Tecnologia reclamam da nomenclatura recebida no novo PFG, que os descreve como Assistentes de Suporte ao Negócio, ao passo que no PCS eles eram chamados de Analistas. Com a implantação do PFG, os tesoureiros voltaram a ser designados dessa forma (tinham uma nomenclatura diferente no PCS), além de muitos estarem cumprindo jornada de trabalho superior às 6 horas regulares. A CEE/Caixa alegou que isso traz problemas de segurança para esses trabalhadores. A Caixa disse que irá estudar essas demandas.

A CEE/Caixa relatou também a ocorrência de problemas com as escalas impostas aos trabalhadores da Tecnologia, na rede de Lotéricas e na Gerat (telemática e call centers). A maioria das irregularidades acontece nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Os negociadores da Caixa prometeram averiguar as denúncias e tratar do assunto na próxima reunião da mesa de negociação permanente.

Com a implementação do PFG, surgiram várias funções novas, sendo que muitas delas retiram os trabalhadores das agências. Isso está causando uma evasão dos empregados das agências e sobrecarregando os demais. A Caixa argumentou que, durante o ano de 2010, a força de trabalho na rede de atendimento cresceu 20%, mas a CEE lembrou que, com as recentes reestruturações pelas quais a empresa passou, novas funções foram atribuídas às agências, como aquelas antes realizadas pelo setor de retaguarda (RET).

Foi discutida também a questão relativa aos Supervisores de Atendimento. O cargo sofreu um aumento de suas atribuições durante a implantação do PFG. Esses bancários agora estão realizando múltiplas tarefas, e como não estão bem definidas, elas variam de uma agência para a outra. A CEE cobrou do banco uma melhor definição das atribuições desses profissionais, que também se sentem desvalorizados, pois apesar de gerenciarem pessoas, são designados como técnicos.
Comissão de Conciliação Voluntária (CCV)

Durante as discussões acerca da criação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), CEE e Caixa entraram em acordo pela criação de um projeto-piloto, a ser implementado nas cidades de Brasília, São Paulo, Fortaleza e Campinas (SP). A iniciativa terá validade de três meses e o acúmulo de experiência obtido durante esse período servirá de subsídio para a formulação do projeto definitivo, que poderá ser implementado ou não. Pelo acordo, a Caixa encaminhará as minutas com a proposta do projeto piloto aos sindicatos até o dia 30 de março. Até lá, as entidades deverão realizar assembleias e informar as bases sobre a proposta de CCV.

A CCV atuará nos casos onde há possibilidade de litígio judicial entre o banco e o trabalhador, durante o seu desligamento da empresa. O objetivo é formalizar acordos entre o bancário e a Caixa, de forma a agilizar o processo. Os sindicatos participarão do processo dando assistência jurídica ao bancário. Modelo semelhante já existe no Banco do Brasil, com as comissões de conciliação prévia (CCPs).

Dias parados

Uma das principais conquistas da Campanha Nacional 2010 foi o compromisso, por parte da Caixa, da devolução aos bancários dos dias descontados durante as greves de 2007 e 2008.
Os sindicatos tiveram até 15 de dezembro do ano passado para extinguir o processo judicial que requer a devolução dos dias descontados da greve. Segundo a Caixa, desde então estão sendo realizados estudos de cada caso específico para o envio dos Termos de Transação Judicial e da Petição para Protocolo em Juízo e que esses termos já estão sendo encaminhados para os sindicatos para assinatura. Em seguida, a documentação será encaminhada à área trabalhista da unidade jurídica da Caixa, que tomará as demais providências. Vencidas todas as etapas, a Caixa tem, pelo acordo, 90 dias para ressarcir os bancários. Durante a negociação, os membros da CEE/Caixa tiveram acesso a um levantamento realizado pela empresa mostrando a situação de cada base sindical.

A CEE/Caixa solicitou também a reversão dos reflexos nos registros profissionais de bancários que realizaram paralisação no estado do Rio de Janeiro no dia 31 de janeiro de 2006. A empresa disse que não há qualquer empecilho à resolução do problema.
PEATE

A Comissão Executiva também cobrou da Caixa soluções relativas ao Plano Estratégico para o Atendimento (PEATE) da empresa. Apesar de diminuir o tempo de atendimento e melhorar a satisfação de clientes e usuários, o PAT vem causando transtornos aos bancários, principalmente por conta da imposição de tempos cronometrados para a realização dos atendimentos (geralmente o tempo é exíguo).

Além disso, a implantação do PAT está tornando comum que bancários realizem tarefas típicas dos caixas, como a venda de produtos, sem ter essa função e sem ser remunerado como tal. Os representantes do banco afirmaram que este último problema se deve à decisões pessoais de gestores, e não corresponde a uma orientação da empresa, e prometeram averiguar as denúncias. Membros da CEE informaram ainda que, durante os treinamentos realizados para a implementação do PAT, vários trabalhadores receberam indicações verbais para realizarem as tarefas dos caixas.
PCMSO

A CEE/Caixa reconhece que a existência do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é um avanço e que deve ser mantido. Sugeriu, entretanto, que os trabalhadores não sejam punidos em caso de não participação no PCMSO por conta de atrasos da própria Caixa ou em caso de faltas justificadas. A Caixa se disse de acordo com as sugestões.
Sipon

A Comissão de Empresa relatou problemas em várias unidades da federação com o funcionamento do novo Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) implementado pela Caixa. Em várias unidades, os gerentes estão coagindo os bancários a não marcarem suas horas extras, a fim de não prejudicar o desempenho global da agência. Há também locais onde os bancários são pressionados a marcar o fim do expediente no sistema e continuar trabalhando. A CEE solicitou à Caixa que oriente os gerentes para evitar esse tipo de prática. A Caixa concordou com o pleito.
7ª e 8ª horas

A CEE reclamou do fato de que até agora não foi dado cumprimento aos encaminhamentos relativos ao tema 7ª e 8 horas durante as negociações da mesa permanente em 2010. A Caixa disse que aqueles encaminhamentos foram retirados e que ela está estudando a questão na busca de novas soluções para o problema.
Enchentes no Rio de Janeiro

A CEE repassou duas demandas dos sindicatos de bancários das regiões atingidas pelas chuvas na Região Serrana do Rio no início deste ano. A primeira é que a Caixa leve em conta os efeitos da tragédia sobre a economia desses municípios ao avaliar o cumprimento das metas das agências da área. A outra é que a empresa dispense um tratamento mais atencioso aos bancários e terceirizados que foram atingidos pelas chuvas, no sentido de disponibilizar linhas de crédito com juros reduzidos para atender essas pessoas.
André Shalders
Do Seeb Brasília

Dilma recebe PCdoB e promete reunir Conselho Político no dia 23 - Portal Vermelho

Dilma recebe PCdoB e promete reunir Conselho Político no dia 23 - Portal Vermelho

A presidente Dilma Rousseff disse, em jantar com dirigentes e lideranças do PCdoB, que vai reunir o Conselho Político, no dia 23, para explicar as medidas econômicas adotadas pelo governo. O objetivo é justificar a opção por um salário mínimo (R$ 545) mais baixo, o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União e a elevação da taxa básica de juros (Selic), que já subiu um ponto percentual este ano – de 10,75% para 11,75% ao ano.

Foi da presidente a iniciativa de convidar integrantes do PCdoB para jantar, na quarta-feira (2), no Palácio da Alvorada. Do lado do partido, participaram do encontro no Palácio da Alvorada o presidente Renato Rabelo, os líderes na Câmara dos Deputados, Osmar Júnior (BA), e no Senado, Inácio Arruda (CE), e o ministro do Esporte, Orlando Silva. “Foi um encontro informal, mas muito produtivo”, resumiu Renato Rabelo, em seu blog. “Pudemos trocar opiniões sobre a situação do país, a economia e o desenvolvimento.”

Segundo o presidente do PCdoB, o governo vislumbra um crescimento do PIB entre 4,5% e 5% em 2011. “Outra ênfase dada pela presidenta foi na manutenção dos investimentos sociais. O reajuste dos benefícios do Bolsa Família mostram esta disposição”, afirma Renato.

Durante o evento – que contou com a presença dos ministros Antônio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais) –, Dilma afirmou que as medidas adotadas até agora visaram a combater a alta da inflação, sua maior preocupação neste momento. Na opinião de Dilma, os cortes no orçamento foram "inevitáveis". O propósito do ajuste nas contas públicas, de acordo com Dilma, é ajudar a conter a demanda da economia, que, mesmo com a recente desaceleração, já constatada pelo governo, ainda está muito aquecida.

Comandado pelo PCdoB, o Ministério do Esporte, por exemplo, sofreu corte de 64,1% – a maioria em emendas feitas por parlamentares – na dotação aprovada pelo Congresso. Dilma revelou aos comunistas que, apenas na rubrica "restos a pagar" do orçamento, recebeu R$ 60 bilhões. São despesas, explicou, que terão de ser pagas pelo menos em parte até o fim do ano.

Demonstrando otimismo, a presidente comentou que as medidas adotadas até agora estão começando a produzir resultado. Disse, por exemplo, que dados preliminares obtidos pelo governo mostram a inflação de alimentos – que pressionou os índices de preços no início do ano – "embicando" no segundo trimestre.

Relações com partidos

Aos representantes do PCdoB, Dilma afirmou que não quer ficar isolada no Palácio do Planalto, longe dos partidos que a apoiam. Por essa razão, deve fazer de encontros como o da noite de quarta-feira uma rotina. Ela pretende convocar o Conselho Político, que reúne os presidentes dos partidos da base aliada ao governo, toda vez que julgar necessário esclarecer os rumos do governo.

“A presidenta também fez questão de ressaltar que deseja estabelecer este diálogo com o PCdoB de forma regular. Este é nosso objetivo também – buscar junto à presidenta Dilma o crescimento e o desenvolvimento social, econômico e soberano de que o Brasil precisa”, sublinha Renato Rabelo.

Ainda no jantar, Dilma disse que a iniciativa da reforma política – diferentemente do que ocorreu no governo Lula, quando foi enviada uma proposta ao Congresso – deve ser dos partidos e parlamentares. O governo, esclareceu ela, não participará diretamente desse debate.

Da Redação, com agências

Juventude da CTB no Rio Grande do Sul rumo ao II Encontro Estadual

Igor de Fato:


Lideranças da juventude trabalhadora ligadas a educação, cultura, sapateiros, comerciários, trabalhadores rurais se reuniram dia 25 de fevereiro na sede da FECOSUL em Porto Alegre/RS para discutir as ações da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio Grande do Sul na área da Juventude para o ano de 2011. A reunião do coletivo de Juventude trabalhadora da CTB gaucha teve a presença do dirigente estadual da CTB Henrique e ainda dos dirigentes nacionais Vicente Selistre e Vitor Espinoza.

O Coletivo de Juventude trabalhadora da CTB/RS aceitou o desafio estratégico que está colocado a CTB no próximo período: atrair a juventude gaúcha para o movimento sindical. Para isso, faz se necessária a tarefa de organizar um expressivo II Encontro estadual da Juventude Trabalhadora da CTB, que possa definir as principais bandeiras da juventude trabalhadora gaúcha e definir um programa unificado de luta da juventude da CTB no estado.


Trabalho, educação, cultura e lazer são direitos da juventude

Tal encontro, que deve ser propositivo para o II Encontro Nacional da Juventude Trabalhadora da CTB e II Conferência Nacional de Juventude, precisará discutir e propor políticas que possam garantir os direitos da juventude trabalhadora do campo e da cidade. Trabalho, educação, cultura e lazer são as principais preocupações dos jovens hoje, segundo institutos como o IBGE e o IBASE e IPEA. Conciliar trabalho e educação com acesso a produção e consumo do lazer e da cultura é uma dificuldade que se apresenta a juventude brasileira.

Como trabalhar e estudar ao mesmo tempo? Para o trabalhador estudante do campo, a dificuldade de responder a essa pergunta está na insuficiente oferta de educação no meio rural, bem como de crédito, assistência técnica e demais políticas de incentivo a permanência do jovem no campo. Tal carência de políticas acabam criando um cenário que dificulta a permanência do jovem no meio rural e a continuidade da agricultura familiar. Intensifica-se com isso a urbanização desordenada dos grandes centros.

Os jovens do meio urbano também encontram desafios. Conseguir um emprego acaba sendo o objetivo maior, mas deixar os estudos de lado é a senha para não conseguir melhores remunerações futuras. As longas jornadas de trabalho muitas vezes desestimulam o jovem a continuar estudando, produzindo altos níveis de evasão escolar desde o nível fundamental até a pós-graduação, mesmo que os últimos anos tenham sido marcado por aumento de vagas nos três níveis, em especial no nível superior. Tanto para os jovens que conseguem aliar trabalho e estudo, quanto para os que só estudam ou só trabalham, o acesso a cultura e lazer é dificultado, seja por falta de tempo, seja por falta de dinheiro.

Por tudo isso, é preciso formular um programa que unifique trabalhadores do campo e da cidade, da agricultura, indústria, comércio e serviços, em torno das especificidades do que é ser jovem hoje. O trabalhador e estudante precisa de políticas de garantia da conciliação dessas duas atividades, coibindo os abusos patronais como o trabalho aos domingos, ampliando a assistência para a mãe trabalhadora, ampliando políticas de estímulo a permanência do jovem no campo.

Vale-cultura: uma conquista que deve ser garantida

Como diz a canção dos Titãs, “a gente não quer só comida, a gente quer bebida diversão e arte”. Graças a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, obteve-se o vale cultura, que é um vale de R$50 para trabalhadores com rendimento de até cinco salários mínimos, que poderá ser gasto em cinemas, teatros, shows, eventos esportivos, livrarias, etc. No entanto, para implementar a medida, os empresários precisam aderir ao benefício. É hora de colocar como pauta de negociação nas convenções coletivas a adesão ao vale-cultura tanto no serviço público como privado.

Não são poucas as demandas da juventude trabalhadora. A conquista de seus direitos contribui diretamente para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil. Intensificar a mobilização e as lutas é o único caminho para construir um projeto de desenvolvimento que valorize os jovens trabalhadores, que na maioria das vezes estudam, e que não pode abrir mão de acessar e produzir cultura. O desafio do Coletivo da Juventude trabalhadora da CTB/RS está colocado. É hora de pisar no acelerador e fazer um 2011 cheio de lutas e realizações.

Vitor Espinoza

Diretor executivo da CTB

Presidente do Sindicato dos comerciários de Taquari

Secretário de jovens trabalhadores da UJS

Coordenador de jovens Trabalhadores CTB/RS

Josiane Einloft

Membro do Coletivo de jovens trabalhadores da CTB-RS

Secretária estadual de jovens trabalhadores da FETAG-RS

Igor Correa Pereira

Membro do Coletivo de jovens trabalhadores da CTB-RS

Secretário de jovens trabalhadores da UJS-RS

CLASSISTA - um blog com consciência de classe: A unidade das Centrais Sindicais e a contribuição sindical

CLASSISTA - um blog com consciência de classe: A unidade das Centrais Sindicais e a contribuição sindical

Em Fortaleza-CE: Pedal do Amor - passeio de bicicletas em apoio aos ciclistas de POA, estimulo ao uso da bicicleta e do espaço público

Alguns ciclistas em rede de Fortaleza estão promovendo um passeio para manifestar apoio a Massa Critica de Porto Alegre na busca um final nao frustrante para o famigerado episódio do atropelamento em massa ocorrido no dia 25/02, bem como de solidariedade às vitimas do atropelamento de 15 pessoas em Guaraciaba do Norte do dia 27/02 e a tantas vítimas da velocidade e do inconsequente estimulo ao uso do carro, mas também para a valorização do uso da bicicleta, do compartilhamento das vias, da estimulo ao uso do espaço público.

Há uma comoção mundial, especialmente das pessoas que promovem o uso da bicicleta e o Movimento Mobilidade Humana, criado em março de 2010 em Fortaleza, que reúne hoje 291 pessoas, acreditando que a rua é de todos e o espaço público é um bem precioso, fará no dia 07/03 um pedal do amor, com roteiro bem suntuoso, muitas curvas, brocados, piruetas, de extensão por volta de tranqüilos 10km, tendo como fio condutor algumas praças nas circunvizinhanças do centro, finalizando no Passeio Público, com um encontro para uma conversa, trocas, lanche, programação musical, água, ventinho, almoço, cafuné. Uma manifestação com teor leve e contagiante da bicicleta, mas que também busca levar informação importantes a respeito da mobilidade em Fortaleza e de formas de tornar menos hostis nossas ruas e transito.

Quem não pedala pode participar do momento no Passeio, que tem um almoço gostozinho!

Saída: concentração a partir das 9h, local e roteiro ainda sendo elaborado, todos os convidados podem dar idéias aqui mesmo
Chegada: aas 12h no Passeio Público




Horário: 7 março 2011 de 9:00 a 12:00

Local: Saída: concentração a partir das 9h, local e roteiro ainda sendo elaborado, todos os convidados podem dar idéias aqui mesmo Chegada: aas 12h no Passeio Público


Informações: 8755 5935 / 9995 6669
thaispm@gmail.com, gislene.mac@gmail.com

CLASSISTA - Novo aumento de juros é tapa na cara dos trabalhadores


 

Novo aumento de juros é tapa na cara dos trabalhadores

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entende que o novo aumento da taxa de juros no Brasil, anunciado nesta quarta-feira (2) pelo Banco Central, significa um verdadeiro “tapa na cara” da classe trabalhadora do país.

A taxa básica de juros determinada pelo Banco é o valor de referência para os títulos da dívida emitidos pelo país, determinando os juros cobrados em financiamentos, empréstimos, etc. Com a ampliação em 0.5 ponto percentual, a Selic passou de 11,25% para 11,75% ao ano.

“É inadmissível. Não foi para esse tipo de política que o povo elegeu Dilma Rousseff para a Presidência. Não foi para isso que tanto pressionamos pela saída do ex-presidente Henrique Meirelles do Banco Central. A confirmação de novo aumento soa como um tapa na cara dos trabalhadores e de todos aqueles que realmente fazem com que a economia do país se movimente”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

Leia abaixo a nota da CTB a respeito do novo aumento da Selic:


São Paulo, 02 de março de 2011

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entende que o novo aumento da taxa de juros no Brasil, anunciado nesta quarta-feira (2) pelo Banco Central, significa um verdadeiro “tapa na cara” da classe trabalhadora do país. A decisão do governo serve, mais uma vez, apenas para atender à expectativa de lucros dos rentistas e investidores internacionais, atraídos pela maior taxa de juros do mundo.

Desde a posse da presidenta Dilma, esta foi a segunda vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu para definir a taxa de juros do país. Na ocasião passada, em janeiro, o BC já havia jogado um balde de água fria naqueles que esperavam por um novo rumo para as decisões macroeconômicas do país.

O discurso do BC e da equipe econômica do governo tenta transparecer como responsável, atribuindo o aumento ao processo de contenção da inflação no país. No entanto, tal teoria carece de sustentação lógica. Na prática, essa política é ineficaz e só amplia ainda mais a dívida pública, que por sua vez passa a exigir cada vez mais uma enorme carga de empréstimos para novamente financiá-la, estabelecendo um círculo vicioso que só tende a se tornar cada vez maior.

A CTB sustenta que o novo aumento de juros se torna ainda mais grave pelo fato de a presidenta Dilma Rousseff ter barrado, há poucas semanas, um reajuste mais digno para o salário mínimo. Somadas, essas duas posições escancaram um projeto de governo que não foi o escolhido pelo povo brasileiro nas urnas. Pior do que isso, suas consequências certamente se refletirão negativamente no crescimento da economia e no projeto de desenvolvimento necessário para o Brasil.

Ao lado das demais centrais sindicais e dos movimentos sociais progressistas do país, a CTB espera que o a presidenta decida enfrentar, o quanto antes, o conservadorismo da política financeira que ainda vigora no Brasil. É preciso que Dilma saiba que o povo estará ao seu lado nessa batalha, pronto para lutar até o fim. No entanto, se as mudanças não vierem, o povo também estará pronto para sair às ruas caso prevaleça a agenda conservadora que tem norteado o início deste governo.

Wagner Gomes
Presidente nacional da CTB

Fonte: CTB

quinta-feira, 3 de março de 2011

Obra de Carlos Latuff repercute nos protestos no mundo árabe - Portal Vermelho

Obra de Carlos Latuff repercute nos protestos no mundo árabe - Portal Vermelho

No meio da multidão que se aglomerava na Praça Tahrir para pedir a renúncia do então presidente Hosni Mubarak em fevereiro, era possível notar que, enquanto muitos manifestantes carregavam bandeiras ou cartazes com protestos, outros preferiam protestar através de charges. Entre os desenhos mais populares usados pelos egípcios para manifestar sua insatisfação com o regime, estavam diversos trabalhos do cartunista carioca Carlos Latuff.

De origem libanesa, Latuff, de 42 anos, é um autêntico ativista político, que se diferencia em seu meio por dedicar boa parte de sua obra em defesa de diversas causas, tanto no Brasil quanto no exterior – com destaque para os movimentos zapatista e de libertação da Palestina, local o qual afirma manter uma relação especial após visita realizada em 1999.

Carlos Latuff/divulgação

Desde então, o conflito árabe tornou-se tema recorrente em seu trabalho. Após o Egito,continua a acompanhar os protestos nos demais países da região. Seu trabalho pode ser encontrado no http://twitpic.com/photos/CarlosLatuff.

Polêmico, já teve de prestar depoimentos em delegacias por fazer desenhos alusivos à violência e corrupção policiais no Rio de Janeiro e também foi muitas vezes acusado de antissemitismo.

Seus trabalhos estão espalhados por todo o mundo e, durante as revoltas no mundo árabe, foram divulgadas em diversas mídias da região. Em entrevista ao Opera Mundi, Latuff contou como seus desenhos chegaram às mãos dos manifestantes e qual deve ser o papel do processo artístico voltado ao ativismo.

Carlos Latuff/divulgação

Uma das charges de Latuff publicada em jornais árabes (acima à esquerda)

Como seus trabalhos foram parar na mãos dos manifestantes no Cairo?

Dois dias antes das manifestações que derrubaram Hosni Mubarak, fui contatado via Twitter por ativistas egípcios, que já conheciam meu trabalho artístico em favor dos palestinos e que desejavam que eu desenhasse sobre o levante que se organizava. A princípio fiz cinco charges.

Ao ver fotos de agências de notícias internacionais e internautas, mostrando manifestantes nas ruas empunhando cartazes com as charges, não parei mais de desenhar até a queda de Mubarak.

CarlosLatuff/divulgação

Qual o alcance e a influência do “ativismo artístico” em um processo de mudança social e política de uma determinada região? Como você acha que seu trabalho e os de outros cartunistas podem contribuir para uma causa como essa?

A charge consegue expressar, com poucas ou nenhuma palavra, um sentimento. No caso dos manifestantes, uma revolta, que estava atravessada na garganta do povo. A charge condensa todo um discurso, toda uma situação, como se diz em inglês, “in a nutshell”.

Quando a charge é impressa por manifestantes e exibida nas ruas, ela assume o mesmo papel de um coquetel molotov, de uma bandeira ou faixa. Ela se torna um instrumento. Ciente desse papel da charge, os artistas deveriam se colocar a serviço das causas sociais, oferecendo seu traço aos que o utilizarão como uma ferramenta.

Carlos Latuff/divulgação

Como esses protestos podem influenciar na questão palestina?
Torço pra que estes levantes possam também se estender à Autoridade Palestina. A administração Abbas mostrou-se particularmente corrupta ao negociar com Israel territórios palestinos para a construção de assentamentos judeus, como revelam os "Palestine Papers" recentemente divulgados pelo Guardian e a Al-Jazira.

Essas manifestações contribuem para mudar o estigma e o preconceito que gira em torno da população árabe e muçulmana, muitas vezes vista como defensoras de causas consideradas extremistas?
Parafraseando Edward Said, o que sabemos do Oriente foi inventado pelo Ocidente. Termos como "fundamentalismo" e "extremismo" são utilizados largamente por veículos de imprensa ocidentais de maneira leviana e muitas vezes, ignorante.

Tais expressões nunca são utilizadas quando Israel, por exemplo, despeja bombas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano. Portanto, o que o Ocidente pensa a respeito da luta dos povos no Oriente Médio é irrelevante. A mídia ladra e a caravana passa.

Carlos Latuff/divulgação

Você considera que a internet é hoje em dia uma ferramenta fundamental para o ativismo político?
Sem dúvida. Nunca fez tanto sentido a máxima "Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa", do Rappa.

Como essa revolução tem inspirado seu trabalho?
A possibilidade de fazer parte, mesmo que à distância, destes movimentos históricos, através da arte que, uma hora está na minha mesa, na outra já corre o mundo, é algo que nunca imaginei na vida. É certamente inspirador.

Carlos Latuff/divulgação


Fonte: Opera Mundi

Líbia: vai longe o tempo que o regime era anti-imperialista - Portal Vermelho

Líbia: vai longe o tempo que o regime era anti-imperialista - Portal Vermelho

As revoltas no mundo árabe refletem, e por sua vez agravam, a grande crise do capitalismo global. Um dos pilares do imperialismo estadunidense – o seu controle dos recursos energéticos do Oriente Médio – está a ser abalado em profundidade. O imperialismo investe todo o seu arsenal para travar os acontecimentos, ou canalizá-los em direções "aceitáveis". E procura retomar a iniciativa.

Por Jorge Cadima, no Avante!

É também nesta ótica que se deve analisar a ação do imperialismo relativamente à Líbia. As reações oficiais e midiáticas são claramente diferentes das registradas nos casos da Tunísia ou Egito. Não há análises cautelosas sobre "transições ordeiras". Não há a "ameaça do fundamentalismo islâmico". Entrou em cena a máquina de propaganda e desinformação que antecede as intervenções políticas e militares imperialistas. Numa só semana revivemos as patranhas dos "3 mil mortos em Timisoara", dos "bebês arrancados das incubadores no Kuwait pelos soldados de Saddam", do "genocídio dos albano-kosovares", das "armas de destruição em massa". O Ministério das Relações Exteriores britânico entrou nos anais da diplomacia (e da provocação) declarando ter informações de que Kadafi estava a caminho da Venezuela. O imperialismo, responsável por centenas de milhares de mortos só nas guerras dos últimos anos, derrama lágrimas de crocodilo pelos mortos da repressão do regime líbio, para abrir caminho a um novo crime.

Longe vai o tempo em que o regime líbio se caracterizava pelo anti-imperialismo. Há anos que predomina a colaboração econômica, mas também política e entre serviços secretos, com as potências imperialistas. Hoje Kadafi coleciona inimigos entre as forças progressistas do mundo árabe e Oriente Médio. Mas a sua colaboração com o imperialismo não impede que este o sacrifique.

A intervenção imperialista – já em curso – não resulta apenas dos enormes recursos energéticos da Líbia, que detém as maiores reservas petrolíferas na África. É também a tentativa do imperialismo retomar a iniciativa, instalando-se militarmente num país que faz fronteira com o Egito e a Tunísia, lançando um aviso a outros levantamentos populares em curso no mundo árabe (do Iêmen ao Barein, sede da 5ª Frota Naval dos EUA), aliviando a pressão sobre os seus aliados em perigo (daí o entusiasmo da al-Jazira e da al-Arabiya pela Líbia), a começar pela Arábia Saudita, uma das mais bárbaras ditaduras pró-EUA e peça central da dominação imperialista da região, centro promotor do fundamentalismo mais retrógrado e reacionário, mas sempre poupada pelos "comentaristas" de serviço.

E, quem sabe, encontrar finalmente uma sede em África para o AFRICOM... A comunicação social fez grande alarido da viagem do primeiro-ministro inglês ao Cairo, "a primeira após a queda de Mubarak". Mas foi um acerto de última hora numa viagem "a estados do Golfo não democráticos, acompanhado de oito dos principais produtores de armas britânicos". Em simultâneo, "o ministro da Defesa britânico está na maior feira de armamentos da região, em Abu Dhabi, onde 93 outras empresas britânicas promovem os seus produtos" (The Guardian, 21 de fevereiro de 2011). Os lucros de mão dada com o apoio aos seus serventuários.

É sinal dos tempos que o principal comentador político do jornal conservador inglês Daily Telegraph escreva (24 de fevereiro de 2011): "Os impérios podem colapsar no decurso duma geração […] Hoje, é razoável perguntar se os Estados Unidos, aparentemente invencíveis há uma década, não seguirão essa trajetória. A América sofreu dois golpes profundos nos últimos três anos. O primeiro foi a crise financeira de 2008, cujas consequências ainda não se fizeram realmente sentir [!]. […] agora parece que 2011 irá assinalar a queda de muitos dos regimes ao serviço da América no mundo árabe. É pouco provável que os acontecimentos venham a seguir o rumo asseado que a Casa Branca gostaria de ver. […] A grande questão está em saber se a América irá aceitar a redução do seu estatuto com graciosidade, ou se irá responder com violência, como os impérios em apuros têm tendência histórica a fazer". Os acontecimentos destes dias estão a dar resposta à interrogação. Cabe aos povos impedir que o imperialismo estadunidense e europeu, no seu declínio historicamente inevitável, afundem a Humanidade na catástrofe.

Fonte: Avante! Título do Vermelho

Substituição de Sader por Wanderley neutraliza "festa" da direita - Portal Vermelho

Substituição de Sader por Wanderley neutraliza "festa" da direita - Portal Vermelho

Os direitistas raivosos, que estavam sem rumo desde a derrota presidencial de José Serra em outubro passado, voltaram a dar o ar da graça ontem (2), para "festejar" a não nomeação do sociólogo Emir Sader para a direção da Casa de Rui Barbosa. No Twitter, nos blogs da direita e em outras redes sociais, o episódio era citado como uma "vitória" contra o "esquerdismo".

No contexto em que o governo Dilma é claramente um governo "em disputa", Emir Sader é visto pelos setores reacionários como um "inimigo" a ser combatido por sua firmeza ideológica, a defesa que faz do marxismo e das bandeiras mais avançadas da esquerda e sua rotineira crítica à mídia hegemônica. A possibilidade que ele apontou de dar um rumo mais progressista para a acanhada, burocratizada e academicista agenda da Casa de Rui Barbosa soou como sinal de alerta para o conservadorismo intelectual. Isso talvez explique por que o imbróglio de sua não nomeação ganhou tanto espaço na mídia.

"O ódio da direita contra Emir Sader não é novidade. Ela nunca tolerou suas críticas ao 'pensamento único' emburrecedor do neoliberalismo. Ela também nunca aceitou o papel ativo do intelectual, que não se enfurna na academia e procura transformar suas reflexões críticas em ação política transformadora. Mesmo com ressalvas a vários limites do governo Lula, o sociólogo teve papel destacado na mobilização da intelectualidade para evitar o retrocesso demotucano no país. A mídia nunca o perdoou", avalia o jornalista Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, em artigo publicado em seu blog. (leia aqui).


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Ainda que os reais motivos da não nomeação de Sader estejam recobertos por uma nuvem de intrigas e informações desencontradas, o fato é que a festa da direita não durou muito. No lugar de Emir Sader, foi nomeado o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, um intelectual que critica e denuncia o pensamento único conservador com a mesma convicção que Sader.

De acordo com o site da fundação, subordinada ao Ministério da Cultura, a Casa de Rui Barbosa tem por finalidade "promover a preservação e a pesquisa da memória e da produção literária e humanística, bem como congregar iniciativas de reflexão e debate acerca da cultura brasileira". Assim como a campanha que fizeram contra a permanência de Marcio Pochmann na presidência do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), os direitistas também não gostariam de ter um pensador de esquerda à frente da Casa de Rui Barbosa. Daí que a substituição de Sader por Wanderley é uma péssima notícia para os defensores do pensamento único.

Wanderley Guilherme dos Santos

Wanderley Guilherme dos Santos é pesquisador da Universidade Cândido Mendes, no Rio, e doutor em Ciência Política pela Stanford University, com pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Notabilizou-se a partir do texto "Quem Vai Dar o Golpe no Brasil" – que prenunciou a derrubada do presidente Goulart em 1964 e se tornou referência bibliográfica nos meios acadêmicos.

Algumas das obras de autoria de Santos são "Décadas de espanto e uma apologia democrática", "Roteiro bibliográfico do pensamento político-social brasileiro", "O ex-leviatã brasileiro: do voto disperso ao clientelismo concentrado", "Paradoxos do liberalismo: teoria e história, "Horizonte do desejo – instabilidade, fracasso coletivo e inércia social" e "O cálculo do conflito: estabilidade e crise na política brasileira". É também autor de centenas de artigos publicados nos mais variados veículos de comunicação.

No período em que estourou o "escândalo" do mensalão e o governo Lula era massacrado pela mídia, Wanderley foi uma das poucas e corajosas vozes da intelectualidade a defender o governo do denuncismo midiático. Depois, acabou se recolhendo um pouco. Mas na última campanha eleitoral, voltou a dar nome aos bois em artigos como "Lula e sua herança", sobre o legado do governo Lula e "A direita encontra o seu messias?", sobre o alinhamento de José Serra com a extrema-direita. A mesma extrema-direita que agora acha que não há muitos motivos para comemorar o expurgo de Emir Sader.

Da redação,
Cláudio Gonzalez, com agências

Manuela apresenta pautas antigas e atuais para trabalho na CDH - Portal Vermelho

Manuela apresenta pautas antigas e atuais para trabalho na CDH - Portal Vermelho

A aprovação da PEC do Trabalho Escravo e da proposta que amplia a concepção de direitos humanos foi apresentada com bandeira de luta pela nova presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputada Manuela d´Ávila (PCdoB-RS), que assumiu o cargo nesta quarta-feira (2). Ela disse ainda, após ter sido eleita pela unanimidade dos votos, que também fará parte da pauta de trabalho a luta pela verdade da ditadura militar.

Ag. Câmara

Manuela apresenta pautas antigas e atuais  para trabalho na CDH

Manuela disse que contará com a ajuda dos colegas parlamentares, dos movimentros sociais e com a "força da gauchada".

Ela fez homenagem ao Partido que pertence – o PCdoB -, “que tem a cara da luta de defesa dos direitos humanos”, disse a parlamentar, destacando que “por sermos o mais antigo, somos o Partido que mais sofreu com repressão e violação dos direitos humanos”.

A nova presidente - uma das mais jovens parlamentares - disse ainda “apesar de não ser da geração dos torturados pela ditadura militar, temos que honrar a essa geração que morreu, foi torturada e continua desaparecida”, explicando que “esse é um tempo que se faz presente porque ainda temos respostas a dar à sociedade brasileira, as pessoas que construíram a democracia brasileira e essa comissão em 1995.”

Manuela d´Ávila destacou ainda as pautas atuais e do nosso tempo, que assim como a pauta de verdade da ditadura militar, precisam ser discutidas. Ela disse que a Comissão de Direitos Humanos não vai tratar como polêmica o que é considerado polêmica por uma minoria. “A sociedade brasileira não considera polêmica o fim da violência contra mulheres, trabalhadores, jovens, homossexuais, negros, índios e todos que ainda são oprimidos”, enfatizou.

Ela disse também que pretende trabalhar com os movimentos sociais e os colegas deputados. Dirigindo-se ao deputado Luiz Couto (PT-PB), declarou: “Tenho humildade de saber que meus pares, na maioria das vezes tem vivência superior à minha, padre Luiz Couto.”

Em seu trabalho à frente da Comissão de Direitos Humanos, Manuela disse que vive a feliz coincidência de contar com a "força da gauchada", citando a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o senador Paulo Paim (PT-RS), comprometidos com o tema. Também citou o ex-deputado gaúcho, Adão Preto (PT), que fundou o MST no Rio Grande do Sul e morreu na legislatura passada, como inspirador do seu trabalho.

A deputada Janete Pietá (PT-SP), que presidiu a reunião de escolha de Manuela, fez a saudação à nova ocupante do cargo. Ela assumiu o cargo de presidente da comissão em 1o de janeiro, no lugar da ex-presidente Iriny Lopes (PT-ES), que tomou posse como ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).

Janete Pietá fez um balanço das atividades do ano passado e desejou à nova presidente que “seja bem sucedida, superando desafios com árduo trabalho.” Ela lembrou a necessidade de ampliação do conceito de direitos humanos e de espaço físico para atender todas as pessoas que procuram a comissão.

Nova composição

As 20 comissões permanentes da Câmara elegeram, nesta quarta-feira, os presidentes e vices. O mandato será de um ano. Os líderes definiram na semana passada a distribuição entre os partidos e indicaram os nomes para os cargos. A distribuição das presidências das comissões é baseada no critério da proporcionalidade partidária, de acordo com os blocos formados até o dia 1° de fevereiro deste ano. O critério para escolha dos nomes é definido por cada bloco ou partido.

PT e PMDB - partidos com as duas maiores bancadas desta legislatura- ficaram com três comissões cada um. PP, DEM, PSDB e PR ficaram com duas. Os demais partidos ficaram com uma cada ou farão rodízio em 2011 e 2012.

Após a posse dos presidentes das comissões, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai se reunir com todos para definir os procedimentos para os trabalhos. Marco Maia vai pedir aos presidentes que estabeleçam metas de votações neste primeiro semestre e que identifiquem as propostas prioritárias.

De Brasília
Márcia Xavier

terça-feira, 1 de março de 2011

Beto Almeida: a Folha e o neocolonialismo petroleiro - Portal Vermelho

Beto Almeida: a Folha e o neocolonialismo petroleiro - Portal Vermelho

Com o título de “TV Companheira”, o jornal Folha de São Paulo – que tem o nome marcado por ter defendido e colaborado com operações da ditadura em torturas e mortes de prisioneiros políticos - publicou artigo de Eliane Cantanhede tentando atingir, sem o lograr, a credibilidade jornalística da Telesur, "La nueva televisión del sur", em seu esforço de cobrir a crise na Líbia.

Por Beto Almeida, na Carta Maior

Há muitas lições a partir da precária nota da jornalista. Primeiramente, está escancarado que a grande mídia comercial brasileira, seguindo orientações dos conglomerados internacionais midiáticos, editorialmente controlados pelas indústrias bélicas, petroleiras e a ditadura financeira, sempre protegeram os ditadores do Oriente Médio que serviram e ainda servem a estes interesses. A Folha de São Paulo está dentro deste leque de proteção aos “ditadores amigos”. Assim é que durante mais de 30 anos protegeu Mubarak, tratando-o como o árabe moderado, porque transformou o Egito em cúmplice do massacre do povo palestino por Israel, com o apoio de Washington.

Durante 30 anos a Folha de São Paulo jamais cobrou eleições diretas ou democracia no Egito, mas, revelando a imensa hipocrisia da sua linha editorial de dois pesos, duas medidas, engajou-se na campanha dos oligopólios midiáticos mundiais contra o governo da Venezuela que, em 12 anos, eleito pelo voto, realizou mais de 15 eleições, plebiscitos e referendos livres, vencendo 14 deles e respeitando democraticamente o único resultado eleitoral adverso registrado.

“Ditaduras amigas” foram protegidas

A reportagem de Telesur está sim na Líbia, como esteve no Egito e na Tunísia, para oferecer uma cobertura com linha editorial diferenciada, sem qualquer influência do poder petroleiro comandado pelos países imperialistas. Telesur não descobriu somente agora que Mubarak era um ditador e que saqueou recursos do povo egípcio, bem como seu comparsa Ben Ali, tunisino, sempre protegidos pelos grandes países imperiais como EUA, França, Inglaterra etc., por se transformarem em peões da política que facilita a intervenção militar imperialista no mundo árabe, com o óbvio objetivo de rapina sobre suas imensas riquezas energéticas, da qual são tão dependentes.

A linha editorial que protegia Mubarak, era a mesma que sempre condenou Kadafi. Não supreende. Kadafi nacionalizou a riqueza petroleira da Líbia e usou esta extraordinária receita para transformar o país , hoje possuidor do mais elevado IDH da África e dos mais elevados no mundo árabe. Este exemplo se chocava com os interesses imperialistas. Preferiam que Kadafi fosse como a oligarquia que reina sobre a Arábia Saudita, a mais maquiavélica das ditaduras da região, sob a proteção da mídia comercial internacional, inclusive a Folha de São Paulo. E sem uma linha sequer da articulista que esboce qualquer reivindicação democrática para este país, cujo petróleo é rigorosamente controlado por empresas dos EUA. Portanto, rigorosamente diferente da Líbia, onde o petróleo foi estatizado permitindo uma elevação do padrão de vida do povo, com progressos reconhecidos internacionalmente nos serviços públicos e gratuitos de educação e saúde, com uma renda per capta e um salário mínimo que superam em muito os registrados no Brasil e na Argentina. Estas informações nunca circularam nem no fluxo internacional da mídia comandada pelos poderes do petróleo, das armas ou do dinheiro, muito menos aqui na submissa Folha de São Paulo.

Ao contrário desta linha editorial complacente com os crimes que se comentem contra os povos árabes, em particular contra o povo palestino, Telesur , em sua curta existência, pouco mais de 5 anos de vida, procura revelar, com critérios jornalísticos, a falsidade e hipocrisia dos discursos “democráticos” que servem sempre de parâmetros para as coberturas que tentam esconder sob o palavreado democrático, o objetivo fundamental que esta mídia cumpre: dar suporte e favorecer o controle total das riquezas energéticas do Oriente Médio pelos trustes imperialistas.

É por esta razão que a Folha de São Paulo tenta, inutilmente, atacar a Telesur, porque questiona e se diferencia do jornalismo obediente ao poder bélico-petroleiro que tantas vidas ceifa na região, inclusive na própria Líbia, tantas vezes bombardeada, agredida e boicotada pelos países membros da Otan. É a subserviência a esta política imperial que leva a Folha e sua articulista a afrontarem as políticas externas soberanas que os países do eixo sul-sul estão desenhando, com o objetivo de libertarem-se das algemas da OTAN, inclusive postulando a criação de uma Organização do Tratado do Atlântico Sul, proposta defendida por vários países sistematicamente enfrentados pela linha editorial da Folha, inclusive por Kadafi, certamente, uma das tantas razões que o leva a ter sido sempre condenado pelos imperialistas, pela ONU, pela OTAN. Vale lembrar que Kadafi teve sua residência destruída por um bombardeio ordenado por Bill Clinton, no qual morreu sua filha recém-nascida. A articulista escreveu algum protesto na época? Ou lamentou que a pontaria poderia ter sido mais certeira?

Hipocrisia editorial

Mubarai foi protegido e elogiado por este jornalismo tipo Folha de São Paulo - que, aliás, não chamava Pinochet de ditador, mas de presidente - porque comandou o retrocesso das conquistas socioeconômicas que o Egito havia alcançado durante a Era Nasser. Tal como aqui a Folha serve aos interesses estrangeiros e de seus prepostos internos que operaram para demolir as conquistas da Era Vargas; o elogio e a tolerância para com a ditadura de Mubarak deve-se ao fato dele desconstruir o nacionalismo revolucionário de Nasser, aliado da Líbia e da Síria, colocando o Egito na posição de ser um vergonhoso coadjuvante da macabra política israelense na região, a serviço da indústria petroleira imperial. Mas, os milhões de egípcios nas praças estão escrevendo outra história para aquele país!

Telesur conta esta história. Faz jornalismo para revelar o direito histórico da luta dos povos árabes por sua independência, por sua soberania. É por isso que incomoda tanto. É por isso que agressão da Folha não surpreende, faz parte da blitz midiática internacional que sustenta o intervencionismo militar dos grandes países imperialistas. Esta mídia atua como os clarins que anunciam e clamam pela guerra!

Independente do desfecho que esta crise na Líbia produzirá, a esta altura imprevisível, não há como não perceber a imensa hipocrisia jornalística dos que se calam diante dos sanguinários bombardeios que estão caindo agora mesmo sobre a população civil no Afeganistão, ilegalmente ocupado pelos EUA, ou no Iraque, onde mais de um milhão de vidas foram dizimadas a partir de uma guerra iniciada por meio de grosseiras falsificações de notícias sobre a existência de armas químicas naquele país, fraude jornalística que a Folha de São Paulo endossou, o que lhe retira qualquer moral, juntamente à assessoria que prestou à ditadura militar no Brasil, para reivindicar democracia ou clamar por direitos humanos.

Colônia petroleira

Provavelmente, a crise atual na Líbia tenha também explicação pelos erros cometidos pelo seu governo, entre eles, provavelmente o mais grave, o de ter realizado inesperados e improdutivos acordos com os EUA, com a Inglaterra, com o FMI, inclusive dando início a medidas de privatização injustificáveis e abrindo mão, unilateralmente, do programa de energia nuclear, bobagem que o Irã e o Brasil, mesmo sob pressão, indicam não estarem dispostos a cometer. As concessões de Kadafi aos patrocinadores da morte e de opressão contra os povos iraquiano, afegão, palestino, entre eles Bush e Blair, aprofundou, certamente, os conflitos internos, agravando as disputas tribais, facilitando a infiltração dos que nunca aceitaram a nacionalização do petróleo líbio. Agora, a Folha de São Paulo, que se crê tão moderna, apresenta-se aliada aos que levantam novamente a bandeira da Líbia do Rei Idris, demonstrando preferir operar para o retrocesso histórico da república à monarquia, o que faria da Líbia uma colônia petroleira controlada pelos conglomerados anglo-saxões.

Enquanto as grandes redes oligopólicas de tvs comerciais operam para justificar, auxiliar e assessorar a pilhagem dos recursos energéticos dos povos, - por isso assumiram editorialmente as mentiras que justificaram a guerra de rapina contra o Iraque - Telesur coloca seu jornalismo a serviço do direito dos povos de conhecerem na íntegra a versão objetiva dos fatos, inclusive dando voz aos povos que lutam, que buscam construir modelos de sociedade em que a soberania sobre seus recursos e o seu uso em benefício da população sejam sagrados. Telesur tem consciência de quão árdua é a meta de fazer um jornalismo não controlado pelos oligopólios da guerra, do dinheiro e do petróleo. Mas, desta meta não se afastará, pois foi como expressão dos povos que se rebelam na América Latina contra a dominação imperial que nasceu e que assumiu como bandeira o princípio “O nosso Norte, é o Sul”.

* Beto Almeida é membro da Junta Diretiva da Telesur

Manlio Dinucci: A Líbia no grande jogo da nova divisão da África - Portal Vermelho

Manlio Dinucci: A Líbia no grande jogo da nova divisão da África - Portal Vermelho

Fogem da Líbia não apenas famílias que temem pelas suas vidas e imigrantes pobres de outros países norte-africanos. Há dezenas de milhares de "refugiados" que estão a ser repatriados pelos seus governos por meio de navios e aviões: são principalmente engenheiros e executivos de grandes companhias de petróleo.

Por Manlio Dinucci*

Não só a ENI, a qual realiza cerca de 15% das suas vendas a partir da Líbia, mas também outras multinacionais europeias – em particular, a BP, Royal Dutch Shell, Total, Basf, Statoil, Repsol. Centenas de empregados da Gazprom foram também forçados a deixar a Líbia e mais de 30 mil trabalhadores chineses da sua companhia de petróleo e de construção. Uma imagem simbólica de como a economia líbia está interconectada com a economia global, dominada pelas multinacionais.

Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 mil milhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egito. Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egito) é, portanto mais elevado do que o do Egito e de outros países da África do Norte. Testemunho disso é o fato de que cerca de um milhão e meio de imigrantes, principalmente norte-africanos, trabalha na Líbia. Uns 85% das exportações líbias de energia vão para a Europa: a Itália em primeiro lugar com 37%, seguida pela Alemanha, França e China. A Itália também está em primeiro lugar em exportações para a Líbia, seguida pela China, Turquia e Alemanha.

Esta estrutura agora explodiu devido ao que pode ser caracterizado não como uma revolta das massas empobrecidas, tal como as rebeliões no Egito e na Tunísia, mas como umas guerra civil real, em consequência de uma divisão no grupo dominante. Quem quer que seja que tenha feito o primeiro movimento explorou o descontentamento contra o clã Kadafi, que prevalece especialmente entre as populações da Cirenaica e entre jovens nas cidades, num momento em que toda a África do Norte tomou o caminho da rebelião. Ao contrário do Egito e da Tunísia, contudo, o levantamento líbio foi planeado previamente e organizado.

As reações na arena internacional também são simbólicas. Pequim disse estar extremamente preocupada acerca dos desenvolvimentos na Líbia e apelou a "um rápido retorno à estabilidade e normalidade". A razão é clara: o comércio sino-líbio experimentou crescimento forte (cerca de 30 por cento só em 2010), mas agora a China verifica que toda a estrutura das relações econômicas com a Líbia, da qual importa quantidades crescentes de petróleo, foram postas em causa. Moscovo está numa posição semelhante.

O sinal de Washington é diametralmente oposto: o presidente Barack Obama, que quando confrontado com a crise egípcia minimizou a repressão desencadeada por Mubarak e apelou a uma "transição ordenada e pacífica", condenou o governo líbio em termos inequívocos e anunciou que os EUA está a preparar "o conjunto completo de opções que temos disponíveis para responder a esta crise", incluindo "ações que possamos empreender por nós próprios e aquelas que possamos coordenar com os nossos aliados através de instituições multilaterais". A mensagem é claro: há a possibilidade de um intervenção dos EUA/Otan na Líbia, formalmente para interromper o banho de sangue. As razões também são claras: se Kadafi for derrubado, os EUA seriam capazes de fazer ruir toda a estrutura das relações econômicas com a Líbia, abrindo o caminho para multinacionais com base nos EUA, até agora quase totalmente excluídas da exploração das reservas de energia na Líbia. Os Estados Unidos poderiam então controlar a torneira de fontes de energia sobre as quais a Europa depende amplamente e que também abastecem a China.

Trata-se de acontecimentos no grande jogo da divisão dos recursos africanos, pelos quais uma confrontação crescente, especialmente entre a China e os Estados Unidos, está a verificar-se. A potência asiática em ascensão – com a presença na África de cerca de 5 milhões de administradores, técnicos e trabalhadores – constrói indústrias e infraestrutura, em troca de petróleo e outras matérias-primas. Os Estados Unidos, que não podem competir a este nível, podem utilizar a sua influência sobre as forças armadas dos principais países africanos, as quais são treinadas através do Africa Command (Africom), o seu principal instrumento para a penetração do continente. A Otan agora também está a entrar no jogo, pois está prestes a concluir um tratado de parceria militar com a União Africana, a qual inclui 53 países.

A sede da parceria da União Africana com a Otan já está em construção em Adis Abeba: uma estrutura moderna, financiada com 27 milhões de euros da Alemanha, batizada "Edifício paz e segurança".


*Manlio Dinucci é jornalista

Fonte: resistir.info

O POVO Online - Política - PCdoB quer candidato próprio à Prefeitura de Fortaleza

O POVO Online - Política - PCdoB quer candidato próprio à Prefeitura de Fortaleza:

Comitê Estadual do PCdoB/CE divulga comunicado - Notícias da Ceará - Portal Vermelho

Comitê Estadual do PCdoB/CE divulga comunicado - Notícias da Ceará - Portal Vermelho

Durante a primeira reunião do Comitê Estadual do PCdoB realizado neste final de semana em Fortaleza, os comunistas aprovaram um comunicado sobre as perspectivas do Partido para os próximos anos. Leia a seguir a íntegra da nota:

PCdoB/CE terá projeto eleitoral ousado para 2012

O Comitê Estadual do PCdoB reuniu-se nos dias 26 e 27 de fevereiro tendo como pauta central a avaliação do quadro político e as perspectivas para a disputa eleitoral de 2012, a atuação nos movimentos sociais, além da estruturação do partido no estado e o processo ordinário de conferências que se realizará este ano.

Quanto ao cenário político, os comunistas cearenses reforçaram a necessidade do empenho em favor do êxito dos governos da Presidenta Dilma Rousseff e do Governador Cid Gomes, no sentido de que avancem as mudanças no Brasil e no Ceará, objetivando o desenvolvimento que assegure mais trabalho e melhor distribuição de renda.

Com relação às eleições de 2012, os comunistas entendem que é necessário um projeto partidário ousado. É essencial garantir a manutenção do PCdoB à frente das atuais administrações sob sua direção e ampliar a influência política do partido no Ceará com a eleição de prefeitos em outras cidades e de um maior número de vereadores.

O sucesso do projeto eleitoral do PCdoB dependerá, em primeiro lugar, do fortalecimento da estrutura partidária, notadamente dos comitês municipais, e exigirá muita articulação política, visando a construção de amplas alianças eleitorais e a criação das condições materiais necessárias para assegurar o êxito das campanhas.

Ganhou destaque a disputa eleitoral em Fortaleza e nas maiores cidades do estado. Na capital, onde o partido tem uma história de compromissos com as lutas por melhorias e participa da atual administração, o Comitê Estadual entende que, depois de apoiar as duas eleições da prefeita Luizianne Lins, é legítimo que o partido busque construir uma candidatura própria em 2012, aglutinando amplo leque de forças em torno de um projeto para a cidade.

Para dar maior consequência ao projeto eleitoral de 2012, o Comitê Estadual do PCdoB decidiu constituir uma comissão com o objetivo de formatar, junto com os Comitês Municipais, seu projeto eleitoral; promover as necessárias articulações políticas com os aliados e relacionar os quadros partidários em condições de enfrentar a disputa. A comissão foi assim composta: Carlos Augusto Diógenes(Patinhas), Luis Carlos Paes, Inácio Arruda, Chico Lopes, Ana Lúcia Viana, Abel Rodrigues, João Ananias, Viviane Rodrigues e Lula Morais, Teresinha Braga, Carlos Felipe, George Valentim e Samuel Alencar.

A direção estadual do PCdoB tratou também da estruturação partidária no Ceará. Nesta questão, tem relevância especial o processo ordinário de conferências partidárias, que ocorrerão este ano. As conferências traçarão as ações dos comunistas para os próximos dois anos, bem como renovarão as direções municipais e a direção estadual, o que revela o caráter profundamente democrático do PCdoB.

O partido deverá viver intenso revolvimento, com um debate político capaz de mobilizar o conjunto dos filiados no maior número de municípios e também buscar novos filiados entre lideranças políticas e sociais, que se identifiquem com as suas propostas políticas para o município e se coloquem na perspectiva das mudanças propostas pelo programa do PCdoB. Assim, filiar quadros com possibilidades de ampliar a visibilidade do partido, enfrentar a batalha eleitoral e reforçar a atuação dos comunistas no movimento popular. Deste modo, o PCdoB se firmará como uma alternativa viável para as lideranças que desejam, sinceramente, trabalhar pela melhoria de vida do seu povo.

Os comunistas estão seguros de que o Ceará e o Brasil vivem circunstâncias políticas inigualáveis na sua história, cabendo às forças democráticas e progressistas promoverem um amplo debate sobre o avanço das mudanças no País. São inadiáveis: uma reforma política que fortaleça os partidos e a democracia; as reformas financeira e tributária que ajudem o desenvolvimento e a distribuição de renda; a reforma da educação; o aperfeiçoamento do SUS e a democratização dos meios de comunicação; assim como, as reformas agrária e urbana. O êxito desta empreitada depende da ampla participação da sociedade, particularmente dos movimentos sociais organizados. Diante de tal desafio, o PCdoB é chamado a exercer ousado protagonismo no debate de ideias, na luta política e social, assim como nas batalhas eleitorais, com amplitude e firmeza de propósitos



Fortaleza, 27 de fevereiro de 2011.

Comitê Estadual do PCdoB/CE

EUA movimentam forças militares para cercar a Líbia - Portal Vermelho

EUA movimentam forças militares para cercar a Líbia - Portal Vermelho

Horas depois de a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ter afirmado que uma intervenção militar na Líbia é uma opção considerada por seu país, as Forças Armadas dos Estados Unidos começaram a ser reposicionadas nos arredores do país africano.

O porta-voz do Departamento de Defesa, coronel Dave Lapan, disse que a equipe de planejamento do Pentágono trabalha com várias opções e planos de contingência e, como parte desses, estava reposicionando suas forças navais e aéreas.

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O porta-voz Lapan não negou que os EUA estão considerando intervir militarmente na Líbia. Os EUA contam com força militar poderosa no Mar Mediterrâneo e têm dois porta-aviões mais ao sul, na área do golfo Pérsico.

"Nós temos planejadores trabalhando e vários planos de contenção e eu acho que é seguro dizer que como parte disso estamos reposicionando nossas forças para sermos capazes de dar esta flexibilidade assim que as decisões forem tomadas", disse.

Congelamento de bens

O presidente americano, Barack Obama, assinou uma ordem executiva para congelar todos os ativos de Muamar Kadafi, sua família e membros de seu regime, algo que não foi feito em relação aos regimes de países árabes que também estão sacudidos por revoltas populares, como o Iêmen e o Barein.

Durante uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, admitiu que a opção de declarar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia "está sobre a mesa", entre outras medidas.

"A zona de exclusão aérea é uma opção que estamos considerando atualmente. Todas as opções estão sobre a mesa", disse em entrevista coletiva.

A secretária de Estado alegou que a zona de exclusão aérea é uma das opções consideradas para "pressionar o regime" de Kadafi e que há "um número de ações potenciais" que poderiam ser aplicadas nos próximos dias, "especialmente do lado europeu". Além da Itália, a Austrália já manifestou apoio à aplicação da zona de exclusão aérea.

Outra medida discutida no encontro de Genebra foi a possibilidade de um calote nos pagamentos à Líbia durante 60 dias. A opção foi proposta pela Alemanha e, apesar de ter mais apoios que a da "exclusão aérea", não obteve consenso para ser adotada a curto prazo.

"Está na hora de Kadafi sair”, trovejou Hillary. "Queremos que a violência acabe. Se Kadafi saísse e a violência acabasse, seria um bom passo, mas não devemos esquecer que ele deve pagar por seus atos", afirmou a chefe da diplomacia americana.

Hillary não pronunciou uma palavra sobre a repressão violenta que a monarquia de Barein tem cometido contra os manifestantes na capital do país, Manama, e na revolta popular do Egito o regime americano só mostrou um débil apoio à iniciativa popular depois da certeza de que o regime Mubarak era caso perdido.

No Barein, o exército Real disparou, com munição real ou usando armamento antiaéreo, contra manifestantes que protestavam com flores. Helicópteros Bell, de fabricação americana, sobrevoaram, perseguiram e assassinaram pessoas. Mesmos crimes que são atribuídos a Kadafi na repressão às manifestações na Líbia. No entanto, nenhuma voz de protesto ou a favor da condenação do regime bareinita foi levantada nos Estados Unidos ou nos seus aliados.

O Barein é um satélite importante dos Estados Unidos no Oriente Médio por abrigar a 5.ª Frota da Marinha americana, que vigia a região do Golfo Pérsico ao Mar Vermelho e leste da África. A frota americana inclui porta-aviões e destróieres, além de embarcações menores de assalto. Cerca de 4.500 americanos, civis e militares, moram na base de Juffairare, na periferia da capital Manama.

Critérios diferentes

Os líderes revolucionários latino-americanos, Fidel Castro e Hugo Chávez, já tinham advertido para os critérios diferentes utilizados pelo imperialismo norte-americano e seus aliados da União Europeia relativamente aos diferentes cenários do que se convencionou chamar de Revolta Árabe.

A brutalidade da ação imperialista para com a Líbia é tamanha, a ofensiva é tão forte que parece muito provável a queda do regime de Kadafi.

A esta altura a situação da Líbia é muito complexa e nenhuma solução parece satisfatória a quem se preocupa pela paz no mundo e por uma saída política para os conflitos. A tal ponto que o secretário-geral da ONU, Ban ki-moon despachou nesta segunda-feira com o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca, examinando conjuntamente as “opções” que madame Clinton diz não descartar. É bem o sinal da decadência das instituições multilaterais, inteiramente instrumentalizadas pelo imperialismo.

É algo sobre o que as forças progressistas e amantes da paz teriam que refletir profundamente para não cair no conto do multilateralismo retórico que apenas serve de biombo para o unilateralismo e a política de força.

As possíveis saídas para a situação da Líbia são dramáticas. A permanência de Kadafi no poder será combustível ao fogo da guerra civil. Sua resistência à base de atitudes de desespero, poderá dar o pretexto à invasão das tropas norte-americanas, da Otan ou dos capacetes azuis. A ameaça de que tal intervenção se concretize é hoje o maior fator de pressão do imperialismo sobre Kadafi.

Rebelião pré-ordenada

A evolução dos acontecimentos na Líbia nas duas últimas semanas mostrou que muito ao contrário do que se passou na Tunísia e no Egito, onde houve uma explosão popular espontânea, ali ocorreu uma espécie de rebelião pré-ordenada, combinada com uma estrepitosa cisão do governo e das forças armadas apoiadas por forças reacionárias internas e pelas potências externas.

O grupo dirigente, chefiado pelo coronel Kadafi, outrora um líder nacionalista e anticolonialista, degenerou no poder, transformou-se numa espécie de autocracia familiar ou oligárquica e ultimamente se perdeu em atitudes erráticas, que culminaram no estabelecimento de relações ambíguas com as potências imperialistas.

Num ambiente de dificuldades para a imensa maioria do povo, de concentração de riqueza, corrupção, divisões tribais e em meio à montagem de um cenário para uma sucessão dinástica que desagradou as forças armadas, convergiram diferentes tipos de descontentamentos que tiveram a oportunidade de explodir a partir dos acontecimentos nos demais países do norte da África, principalmente Tunísia e Egito.

Os acontecimentos na Líbia são emblemáticos de como agem o imperialismo e a sua mídia. Desde os primeiros dias, não eram apenas manifestações pacíficas e democráticas, conduzidas por jovens, intelectuais e políticos democráticos, como no Egito e na Tunísia.

Na verdade, logo no início da rebelião na Líbia, surgiram focos de um conflito armado, uma guerra civil, com tanques e armas pesadas dos dois lados. Os Estados Unidos e a Europa, que posam de democráticos, e a sua mídia da “liberdade de expressão” deram voz, força e o status de “oposição” aos remanescentes do poder tribal, da monarquia retrógrada derrubada há mais de quatro décadas e aos representantes do que há de mais obscurantista não só no Magreb mas também no Mashrek, como são designados o Ocidente e o Oriente no mundo árabe.

Disputa entre potências?

Certamente, estas são apenas as primeiras escaramuças de uma história sem fim previsível. Seu leitmotiv e sua “moral” é o petróleo cada vez mais escasso. Pela mesma razão as potências imperialistas, com os EUA à frente, ameaçam o regime dos aiatolás no Irã, desde que o fantoche pró-americano, o xá Reza Pahlevi, foi destronado há 32 anos pela revolução popular. No Iraque já vão na segunda guerra de agressão e lá os imperialistas se encontram empantanados e desmoralizados.

É preciso estudar a fundo as razões por que os Estados Unidos e seus aliados europeus se pronunciam com tamanha virulência e estão prontos para intervir militarmente. A Líbia é grande fornecedora de petróleo também para a China.

Nos últimos dias, 30 mil chineses que trabalhavam em diferentes atividades foram evacuados do país. É um numero surpreendentemente revelador da intensa atividade econômica chinesa na Líbia. O mesmo se passa em quase toda a África, que pode estar se tornando no novo alvo de uma disputa entre uma potência declinante e outra emergente.

Não é à toa que os Estados Unidos estão instalando o Comando Africano, apelidado de Africom, um dispositivo militar múltiplo envolvendo bases militares e instalação de equipamentos bélicos. Pode ter o mesmo sentido a preocupação dos think tanks ligados ao Pentágono com a disputa pela hegemonia militar no Oceano Índico, que banha precisamente o lado oriental da África.

José Reinaldo Carvalho e Humberto Alencar, com informações das agências

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