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sábado, 19 de março de 2016

"Há interesses pesados na ofensiva contra Dilma, Lula e o PT", afirma José Mujica ao Página 12 - Portal CTB

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    O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica disse em entrevista ao jornal Página 12, publicada nesta quinta-feira (17), que foi acertada a decisão de Dilma Rousseff e que é importante que os países latino-americanos apoiem o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. "Lula é um líder muito importante", disse ele.
    A ofensiva contra Lula e o governo de Dilma reflete os anseios de uma elite que não quer perder seus interesses, analisa Mujica. “A direita perdeu toda a racionalidade. Não quer entender que, comendo um pouco menos, ainda assim segue comendo muito, não quer Lula e o PT porque rechaça a necessidade de repartir, ainda que seja um pouco”, diz.
    Mujica aprovou a escolha de Lula para a chefia da Casa Civil. “Lula no governo é algo positivo, oxalá vá bem, mas não será fácil”. Um dos desafios, diz, será mudar a política econômica. “Sei que em sua cabeça ele pensa que há de se colocar em marcha um plano brutal de crédito para os mais endividados e a classe média”, diz.
    O líder uruguaio acredita ainda que há interesses pesados na ofensiva contra o governo de Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. “Não posso dizer se é esse ou aquele grupo que está jogando, mas digo que há gente que está interessada em tirar Lula da carreira política, e da carreira para as eleições”.
    Além de lutar contra a direita, outro desafio do governo será buscar o apoio dos brasileiros que não foi para as ruas. “É verdade que os que pagam o pato da crise não são os que vão gritar contra Dilma e contra Lula, é o povo pobre. É preciso trabalhar por esse povo”.
    Mujica também entende que a situação do Brasil influencia toda a região, que pode ser “contagiada” pela onda conservadora e que pede a derrubada de governos democráticos. Para o ex-presidente uruguaio, é hora de os países sul-americanos mostrarem sua solidariedade. “É preciso estender uma mão para o Brasil desde fora, desde os países irmãos temos que rodeá-lo para que a legalidade democrática não caia”.
    Questionado se é otimista ou pessimista a respeito do cenário brasileiro, Mujica afirma sentir uma certa “amargura”, especialmente em relação ao grande número de jovens que não vivenciaram a ditadura militar. Diz que a juventude não tem ideia do que significa uma ditadura  e das consequências de um possível golpe militar. “Quando há ditadura a imprensa não escreve essas coisas. Não há liberdade de imprensa quando tiram os governos democráticos do poder, é isso que tem que se colocar na cabeça dos jovens brasileiros nesses dias”, diz.
    A atuação do Judiciário também é alvo de críticas de Mujica. Ele entende que, no caso de Lula, há um esforço “incomum” para encontrar algo que o comprometa nas investigações da Operação Lava Jato. “Dá a impressão de um certo vedetismo jurídico no Brasil”. Diz. “Há gente na Justiça que cria denúncias muito chamativas para aparecerem nos meios de comunicação e fazer seus negócios”, diz.
    Portal CTB com Opera Mundi e Página 12

    sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

    Mujica outorga à Bolívia saída para o Oceano Atlântico - Portal Fórum



    Mujica outorga à Bolívia saída para o Oceano AtlânticoPepe Mujica e Evo Morales assinaram hoje um acordo em que o governo uruguaio concede facilidades para a Bolívia usar o terminal de cargas do porto que será construído em Rocha

    Por Redação RBA

    O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, e o presidente da Bolívia, Evo Morales, assinaram hoje (26) um memorando em que o Uruguai outorga a Bolívia uma saída para o Oceano Atlântico no porto de águas profundas que será construído no departamento uruguaio de Rocha. As condições para utilização serão definidas nos próximos meses, com uma equipe de técnicos.

    O documento expressa a disposição do governo uruguaio de conceder à Bolívia facilidades e concessões para utilização do espaço terrestre do porto e do terminal de águas profundas que será construído na costa atlântica do Uruguai. O projeto é avaliado em US$ 500 milhões e contará com recursos brasileiros, por meio do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul.

    Mujica, que concluirá seu mandato em dois dias, afirmou que é “inevitável” que o povo boliviano tenha uma saída para o mar e que o intercâmbio comercial marítimo é um “direito natural” para o desenvolvimento das nações. “Todos os países de América do Sul necessitam desta integração para o comércio de complementariedade para o bem do nosso povo”, disse. O presidente uruguaio agradeceu o trabalho de Morales em colaborar para a permanente integração da América Latina.

    O acordo foi firmado em uma reunião na Casa de Governo do Uruguai, em Montevidéu, capital do país. Morales afirmou que o porto de Rocha se converterá no “primeiro ponto de saída” da Bolívia para o Oceano Atlântico e que as duas nações “trabalharão conjuntamente” na região. “Agradecemos em nome do povo boliviano a grande iniciativa de nosso presidente José Mujica, pelo convite para visitar o Uruguai e aprofundar nossos laços de solidariedade e complementariedade”, afirmou Morales, durante entrevista coletiva.

    Os chanceleres uruguaios e bolivianos Víctor Oporto e David Choquehuanca também assinaram acordos complementares para garantir a instalação de unidades de tratamento de água na Bolívia e para implementar ações de combate à discriminação racial e de promoção de igualdade de oportunidades nos países.


    Com informações do Ministério de Comunicação da Venezuela, Telesur e da Presidência do Uruguai

    Foto de capa: Ministério de Comunicação da Bolívia

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