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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Centrais se reúnem nesta 4ª feira para discutir mobilizações de 2013

Centrais se reúnem nesta 4ª feira para discutir mobilizações de 2013


Representantes das cinco centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal irão se reunir nesta quarta-feira, em São Paulo, para discutir a agenda de mobilizações da classe trabalhadora para 2013. A CTB estará presente, junto a sindicalistas da CUT, FS, UGT e NCST.reuniao centrais dez2012
No final do ano passado, centrais sinalizaram que 2013 será um ano marcado por intensa luta
Ao consolidarem a estratégia da unidade de ação, as centrais reafirmam seu objetivo de reivindicar mudanças na política macroeconômica do governo e reforçar a defesa em torno da pauta trabalhadora, com destaque para o fim do fator previdenciário.
Em reunião realizada no último dia 17 de dezembro, os representantes das centrais sinalizaram que será organizada no dia 6 de março uma grande marcha a Brasília, com uma caminhada até o Palácio do Planalto para a entrega de um documento com as principais reivindicações dos trabalhadores. “O governo precisa aprofundar as mudanças que se propôs a fazer. Daí a importância dessa mobilização e da manutenção da unidade do movimento sindical. Porque se não tiver pressão dos trabalhadores não conseguiremos avançar nessa discussão”, afirmou na ocasião o presidente da CTB, Wagner Gomes.
A reunião na tarde desta quarta-feira será realizada na sede nacional da CUT. A cobertura e os resultados do encontro poderão ser acompanhados pelo Portal CTB.

Demissões do Itaú e Santander é ato irresponsável, diz dirigente - Portal Vermelho

Demissões do Itaú e Santander é ato irresponsável, diz dirigente - Portal Vermelho

A Coordenação do Nacional do Ramo Financeiro da CTB se reuniu na última sexta-feira (18), para avaliar o ano de 2012 e discutir ações para este ano. Na ocasião, ficou definido o Encontro Nacional dos Bancários, previsto para ser realizado em São Paulo nos dias 13 e 14 de abril, quando será definida a posição da Central dos Trabalhadores e Tratabalhadoras do Brasil (CTB) a ser levada e defendida nos congressos da categoria.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo


Entre 2011 e 2012, foram demitidos do Itaú 7.700.
Outro ponto importante discutido foi a priorização dos delegados sindicais, para que as ações sindicais sejam feitas durante todo o ano, não apenas no período de campanha salarial, que se inicia no segundo semestre. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da Coordenação do Ramo Financeiro da CTB, Emanoel Souza, os delegados sindicais precisam ser melhor organizados para garantir que a luta sindical ocorra o tempo inteiro, não só na data-base”.

Em entrevista à Rádio Vermelho, Augusto Vasconcelos, vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, falou sobre a agenda de luta da Coordenação do Ramo Financeiro da CTB para 2013, especialmente sobre o processo de precarização e demissões que estão sofrendo os bancários dos bancos Itaú e Santader.

Segundo ele, a postura assumida pelo Itaú e Santander ao logo de 2012 é irresponsável, pois além de gerar demissões, precariza o trabalho dos que permanecem nos bancos.

"De maneira irresponsável, os bancos passaram a utilizar a estratégia da rotatividade no intuito de diminuir o custo da folha salarial, ou seja, despedindo os colegas que ganham mais e contratando colegas que ganham menos. Além disso, em 2012, o Santander adotou outra estratégia, que é o enxugamento da folha e passou a diminuir o numero dos postos de trabalho. E tivemos notícias de que seriam demitidos 5 mil companheiros só no Santander”, explicou o dirigente.

Segundo ele, somente na Bahia, 955 bancários perderam o emprego em dezembro de 2012. Como forma de reverter as demissões, Augusto informou que o Sindicato dos Bancários da Bahia conseguiu uma liminar que reintegrou os bancários demitidos. Ele também ressaltou que outros estados seguiram o mesmo caminho, mas ainda há localidades que os bancários lutam para reverter as demissões.

Audiência no Ministério do Trabalho

Sobre a audiência no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que contou com participação de representantes do Itaú e do Santander, o dirigente informou que os bancos rejeitaram a proposta do MTE. “Os bancos se negam a negociar com bancários. Eles rejeitaram a proposta apresentada durante audiência do MTE. Além do que, não há justificativas para o setor bancário realizar demissões no país, pois nos últimos anos a lucratividade dos bancos só cresce”, pontuou o sindicalista.

Augusto Vasconcelos, que também é membro da Coordenação do Ramo Financeiro da CTB, ponderou que mesmo com lucratividade no Brasil - que supera todas as outras regiões onde o banco atua -, o Santander realizou demissões, o que não ocorreu na Espanha, por exemplo. “Mesmo com a crise, na Espanha, o Santander negociou regras que inibiam aas demissões, ou seja, caminho contrário ao tomado aqui no Brasil".

Possibilidade de greve

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia ainda afirmou que os bancários estão mobilizados e irão iniciar um processo de discussão para denunciar a postura intransigente do Itaú e do Santader. Além disso, o dirigente frisou que a categoria não descarta a possibilidade de realizar greve nas agências, caso os bancos não recuem com as demissões e a precarização no ambiente de trabalho.

Chanceler se encontra com Chávez: "contamos piadas e rimos" - Portal Vermelho

Chanceler se encontra com Chávez: "contamos piadas e rimos" - Portal Vermelho

O novo ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua, disse nesta segunda (21) que se reuniu com o presidente Chávez durante uma visita a Havana, capital cubana, para tratar de questões importantes, como a participação da Venezuela na reunião de cúpula da Comunidade Estado da América Latina e do Caribe (Celac) e da União Europeia, programada para os dias 26 e 27 deste mês, em Santiago do Chile.


“Compatriotas, saindo da reunião com nosso presidente comandante Hugo Chávez. Contamos piadas e rimos”, escreveu Jaua, em sua conta no Twitter.

Este foi o primeiro encontro entre o presidente e o novo chanceler após a nomeação. Segundo Jaua, Chávez “tomou decisões sobre nossa participação na cúpula da Celac”. “Muito contente porque segue avançando o sonho bolivariano”, postou o chanceler.

Jaua também destacou que Hugo Chávez foi informado sobre todas as formas de apoio feitas pelo povo venezuelano, que torce por sua rápida recuperação. "Contei detalhes da mobilização de 10 de janeiro. Ele me pediu que transmitisse ao povo e à Força Armada seus agradecimentos por tanta lealdade", informou.

A nomeação de Elias Jaua para o cargo ocorreu há uma semana e envolveu críticas porque o decreto foi assinado por Chávez. A oposição levantou dúvidas sobre a assinatura do presidente. Na ocasião, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou que o documento assinado por Chávez é verdadeiro, portanto, válido.

Com agências

Chávez faz fisioterapia para voltar à Venezuela, diz Evo Morales - Portal Vermelho

Chávez faz fisioterapia para voltar à Venezuela, diz Evo Morales - Portal Vermelho

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está fazendo fisioterapia para regressar à Venezuela. A informação foi dada por seu homólogo Evo Morales durante a prestação de contas de seu mandato. O líder boliviano informou que se comunicou com Cuba nesta segunda-feira (20).


O chanceler do país, Elías Jaua, informou, nesta segunda (20), que teve uma reunião com Chávez em Cuba. Ambos discutiram a respeito da próxima cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Jaua também destacou que Hugo Chávez foi informado sobre todas as formas de apoio feitas pelo povo venezuelano, que torce por sua rápida recuperação. "Contei detalhes da mobilização de 10 de janeiro. Ele me pediu que transmitisse ao povo e à Força Armada seus agradecimentos por tanta lealdade", informou.

O mandatário venezuelano se recupera da cirurgia a que foi submetido em dezembro de 2012. No último comunicado oficial, foi informado que o chefe de Estado está assimilando o tratamento médico aplicado pela equipe médica que o atende em Havana.

Com informações da TeleSur

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Soneto inglês - Artur Eduardo Benevides, o Príncipe dos Poetas Cearenses

Esse teu ar de estrela e de mulher,
Esse jeito de flor e de mistério,
Esse lume que tens, imenso, etéreo,
Esse vasto querer que ora me quer;

Esse olhar que me fere mas não mata,
Esse sorrir de brisa matinal,
Essa imagem de verso provençal,
Esse segredo que ninguém desata;

Esse estilo de vida, esse teu dom,
Esse estado de graça e de leveza,
Essa clara verdade, essa beleza,

Esse gesto de amor em sobretom
Fazem-te grande, sendo pequenina,
Dando à mulher encanto de menina.

ANPG e Ubes entregam carta de reivindicações ao ministro da Educação| UJS

ANPG e Ubes entregam carta de reivindicações ao ministro | UJS
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entregaram na noite deste domingo (20) ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, uma carta de reivindicações.
Entidades estudantis e ministro debatem educação em Pernambuco.
A principal demanda da ANPG é o reajuste em 30% das bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Em 2012, houve um acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia para um aumento de 40% no valor das bolsas. No segundo semestre do ano passado, houve um reajuste de 10%. Os estudantes pedem a complementação do percentual.
O diretor de Políticas Educacionais da ANPG e mestrando em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Machado, afirma que “sem que o pesquisador seja valorizado não tem como o Brasil projetar e organizar o seu desenvolvimento. A valorização do pesquisador é questão fundamental para pensar estrategicamente a situação brasileira”.
O valor da bolsa de estudos é R$ 1.350, para mestrado, e R$ 2 mil, para estudantes de doutorado. “Qualquer pessoa em início de carreira pode ganhar mais do que o valor da bolsa, o que nos estimula a continuar na universidade? Tem que gostar muito mesmo de pesquisar”, afirma Tamara Naiz da Silva, tesoureira da ANPG.
Secundaristas
A entrega foi feita durante o 2º Encontro Nacional de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), evento sediado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) simultaneamente ao 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Com os secundaristas, na parte da tarde, o tema do debate foi a Lei de Cotas. “Se mais de 80% dos estudantes do Brasil são de escola pública, por que não 50% das vagas nas universidades serem destinadas a eles?”, questionou Mercadante, arrancando aplausos dos cerca de 1,5 mil alunos presentes.
A estudante Isadora Faber, autora da página Diário de Classe, também participou do debate. Ela ficou conhecida por manter uma página na internet em que mostra os problemas e cobra melhorias na escola pública onde estuda, em Florianópolis.
Fonte: Vermelho

14º CONEB da UNE pauta unidade da juventude para aprofundar as mudanças e Jornada Unificada em Março - Paulo Vinícius Silva

A Juventude da CTB participou no sábado, 19 de janeiro, da Mesa de Conjuntura que reuniu algumas juventudes que promovem a Jornada Nacional Unificada, e que iniciará de 28 de março - aniversário da morte do secundarista Edson Luís de Lima e Souto no Rio, em 1968 - a 1º de abril de 2013- data do início da Ditadura Militar, em 1964.

O debate, que deveria ocorrer numa sala do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE foi transferido para o Refeitório do 14º CONEB, pelas mais de 300 pessoas que queriam privilegiar o tema "A juventude na luta por um novo Brasil", teve uma composição bastante representativa. Nela estavam Daniel Iliescu, o Presidente da UNE, Raul Amorim (Coordenador da Juventude do MST), Paulo Vinícius Santos Silva (Secretário da Juventude CTB), Lea Marques Silva (pela Juventude da CUT), Felipe Altenfelder (Fora do Eixo), Pedro Campos (da Juventude Pátria Livre), Wanderson Pinheiro (Centro Cultural Manoel Lisboa), Nathalie Drumond (do PSOL).

Pela composição é possível depreender a importância e a amplitude que se pretende atingir com a Jornada prevista para março. As distintas posições políticas se colocaram, interpretando a realidade atual e a importância da mobilização da juventude, expressando não apenas as diferenças entre as perspectivas tática e estratégica que movem as correntes políticas e as entidades. As mais de 30 organizações juvenis estudantis, dos movimentos sociais, sindicais e políticas, através dessa mesa de discussão abriram-se à crítica, mas sobretudo à possibilidade do PSOL e do PCR comporem o leque da jornada de Lutas, o que permitiu um competente contraponto no debate.

Afinal, duas perspectivas se contrapuseram claramente na discussão. De um lado, um processo de debate que, reconhecendo as limitações do processo político de mudança que vive o Brasil, aposta na autonomia e na independência do movimento social, sindical e estudantil para vocalizar as pautas mais amplas da juventude, unindo-se às críticas das juventudes políticas e incorporando uma grande diversidade de pautas de todos os movimentos no sentido da unidade, mas com um eixo estruturante de vincular a atenção à juventude ao movimento mais amplo de desenvolver o Brasil para o seu povo e democratizar o país. Bandeiras de luta como o aumento do percentual do PIB e dos Royalties para a Educação, o Trabalho Decente, a Reforma Agrária e o apoio aos pequenos agricultores, a democratização da mídia, Memória, Verdade e Justiça e a mudança na economia para atender aos interesses do país, e não aos da oligarquia financeira que gerou a crise e faz os trabalhadores e trabalhadoras por ela pagarem.

Há tambéquem celebre a judicialização da política e a agenda do PIG que tenta diminuir as vitórias obtidas no ciclo de mudanças iniciada em 2003, com Lula. Como colocou Raul Amorim na última fala do debate, quem aceita com naturalidade a mudança na esfera judicial que permite condenar sem provas a partir do STF, esquece o efeito cascata das instâncias inferiores e os graves riscos aos movimentos sociais, primeiros a se verem vitimizados pela judicialização da política.

Ponderei que, curiosamente, aqueles que demonizam qualquer aliança, ao assumirem acriticamente discurso do "mensalão" fazem também uma aliança, e com a imprensa golpista e os setores da oposição de direita. Desse modo, cumpre observar que todos os processos políticos avançados e em curso tem deficiências e limites, e que é preciso observar que uma estratégia revolucionária de fato, e não apenas na teoria, precisa de uma tática consequente, do contrário nada realiza. E que persiste a luta mais difícil que é promover a unidade, o que não se faz com autossuficiência, agressões, e que não foi gratuito que Chávez pediu "unidad, unidad e unidad", citando Bolívar. Assim, uma agenda e bandeiras comuns, um diálogo permanente e a atenção com as reais demandas da juventude podem ser fatores decisivos para realizar massivas mobilizações para aprofundar as mudanças e enfrentar a direita.

A ampla maioria das organizações coincidiu quanto a identificar no latifúndio improdutivo, no capital financeiro e nas transnacionais os inimigos centrais a combater. O peso das organizações políticas, sociais, estudantis e sindicais envolvidas é imenso. UNE, UBES, ANPG, MST, CTB, CUT, Juventudes do PT, a UJS, do PPL, Levante Popular da Juventude, o coletivo de artistas e produtores culturais independentes - Fora do Eixo, jovens pela diversidade religiosa, feministas, em luta pela igualdade racial, o Centro Barão de Itararé e muitos outros garantem imensas possibilidades para as plenárias estaduais que se realizarão até o dia 23 de fevereiro, condo haverá a primeira plenária nacional na cidade de São Paulo.

A orientação para as redes e entidades envolvidas -incluindo a Juventude da CTB - é realizarem reuniões estaduais para debater o documento comum que está em fase de conclusão. Essas reuniões tem o desafio de preparar os atos nas capitais, o que exigirá coordenação e a busca de apoio nos Estados, inclusive para garantir representação na Plenária Nacional prevista para 23/02 São Paulo.

A CTB - como pediu o Presidente Wagner Gomes que comunicasse no debate - proporá na reunião das centrais sindicais que se realizará em São Paulo que o ato conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras previsto para Brasília seja unificado com a mobilização juvenil. Essa unidade entre estudantes e trabalhadores é estratégica para o avanço das mudanças.

2013 começa, portanto, com importantes movimentos de unificação de bandeiras e manifestações das maiores organizações do povo brasileiro, e a União Nacional dos Estudantes dá imensa contribuição ao proporcionar um debate estratégico com a sua imensa base de centros acadêmicos espalhados por todo o Brasil. Com espírito crítico e autonomia, levantando bandeiras claras e justas, mas sem aceitar fazer o jogo da direita, a juventude se posiciona na vanguarda das grandes lutas para aprofundar as mudanças no Brasil.


Veja mais fotos da atividade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Senador Paulo Paim (PT-RS) espera aprovação do Estatuto da Juventude em 2013 | UJS

Senador espera aprovação do Estatuto da Juventude em 2013 | UJS


O senador Paulo Paim (PT-RS) espera ver aprovado este ano o projeto que institui o Estatuto da Juventude. O texto original foi elaborado pela Comissão Especial da Juventude, da Câmara dos Deputados, em 2004 e estabelece diretrizes para a implementação de políticas públicas específicas para esse grupo, além de regras para acesso a espetáculos culturais, expedição da carteira de identificação estudantil, concessão de meia entrada e reserva de assentos no transporte interestadual.
Relator do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, onde tramita o projeto, Paim pretende, ainda no primeiro semestre, realizar audiências públicas no Rio Grande do Sul e em Brasília para aprofundar o debate sobre a matéria. Depois da CAS, o projeto ainda será encaminhado para análise em mais cinco comissões técnicas.
No dia 18 de dezembro, o projeto foi discutido em reunião conjunta das Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos (CDH). Na ocasião, foi definido entre 15 e 29 anos a faixa etária que deverá ser abrangida pelo Estatuto da Juventude.
O parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), assegura aos jovens estudantes e aos jovens comprovadamente carentes o acesso a salas de cinemas, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses, eventos educativos, esportivos, de lazer e entretenimento em todo o território nacional, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos ou particulares, mediante pagamento da metade do preço do ingresso cobrado do público em geral.
Os mecanismos e os critérios para o exercício desses direitos serão definidos em regulamento. Até lá, serão considerados jovens comprovadamente carentes os que integrem famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Meia entrada
O projeto define que a Carteira de Identificação Estudantil será expedida preferencialmente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas.
A carteira conterá selo de segurança personalizado segundo padrão único definido pelas entidades, que ficam obrigadas a manter o documento comprobatório do vínculo do aluno com o estabelecimento escolar pelo mesmo prazo de validade da respectiva identificação.
A concessão de meia entrada corresponderá a no mínimo 50% do total de ingressos disponíveis para cada evento, no caso de espetáculos que contem com financiamento ou patrocínio do Programa Nacional de Cultura, e 40% do total de ingressos nos demais eventos.
Transporte coletivo
No sistema de transporte coletivo interestadual, o projeto prevê a reserva de duas vagas gratuitas por veículo para jovens com idade entre 15 e 29 anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos.
Também determina a reserva de outras duas vagas com desconto de no mínimo 50% para os jovens da mesma faixa etária, a serem utilizadas após esgotadas os assentos destinados a alunos carentes.
Serviço:
Qualquer pessoa pode enviar sugestões e comentários a respeito do projeto por meio da página e-Cidadania ou por meio do serviço Alô Senado (0800 612211).
Fonte: Agência Senado

Foro de Sao Paulo reafirmó su máximo apoyo a Rafael Correa | Correo del Orinoco

Foro de Sao Paulo reafirmó su máximo apoyo a Rafael Correa | Correo del Orinoco
El Grupo de Trabajo de este foro político, integrado por partidos de izquierda de América latina, se encuentra reunido en Quito, donde se firmó una resolución de apoyo a Correa, en vísperas de las elecciones generales en este país
El Foro de Sao Paulo ratificó este jueves su “máximo apoyo” al candidato a la reelección presidencial en Ecuador, Rafael Correa, y todas las acciones que ha emprendido durante su gestión en los últimos seis años, en el marco de la Revolución Ciudadana que ha fortalecido la democracia en esta nación suramericana.
El Grupo de Trabajo de este foro político, integrado por partidos de izquierda de América latina, se encuentra reunido en la ciudad de Quito, donde se firmó una resolución de apoyo a Correa, en vísperas de las elecciones generales que desarrollarán en este país el próximo 17 de febrero.
“Los partidos firmantes, presentes en la reunión del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo en Quito, saludamos los seis años de Revolución Ciudadana en Ecuador, por los éxitos que llevaron más democracia, justicia social y soberanía al pueblo ecuatoriano”, expone el texto.
El documento, suscrito por partidos de 14 países latinoamericanos, añade que “ tenemos la seguridad de que en su próximo mandato, el presidente Rafael Correa seguirá profundizando los éxitos ya alcanzados y garantizando nuevas conquistas en esa dirección”.
De esta manera, resaltaron que Correa cuenta con un inmenso apoyo popular, producto de las políticas implementadas por su administración (2007-2013). “Saludamos también las acciones del Gobierno ecuatoriano, en favor de un nuevo orden mundial y en favor de la integración regional”, destaca el Foro.
Asimismo, resaltaron la importante labor asumida por Correa en organismos de integración regional como la Alianza Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América (ALBA), la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac).
El Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo celebró una reunión de dos días en la capital ecuatoriana, para examinar temas de política regional.
En el encuentro participaron representantes de partidos y movimientos políticos de Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Cuba, Ecuador, El Salvador, Guatemala, México, Nicaragua, Paraguay, Perú, Uruguay y Venezuela.
Rafael Correa, candidato a la reelección por el gobernante Movimiento Alianza PAIS, también sostuvo un encuentro con los delegados de los partidos y movimientos políticos participantes en la reunión.
Fuente/TeleSUR-AFP-PL-ElTelégraf
Foto/Archivo

Homofóbicos raivosos: saiam do armário! Por Lattuf


Opera Mundi - Raúl Castro, o verdadeiro dissidente

Opera Mundi - Raúl Castro, o verdadeiro dissidente
Contrariamente a uma ideia amplamente difundida, particularmente no Ocidente, o debate crítico está presente na sociedade cubana.

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No Ocidente, Cuba é representada como uma sociedade fechada em si mesma, na qual o debate crítico é inexistente e a pluralidade das ideias é proibida por quem está no poder. Na realidade, Cuba está longe de ser uma sociedade monolítica que compartilharia um pensamento único. Com efeito, a cultura do debate se desenvolve mais a cada dia e é simbolizada pelo Presidente cubano Raúl Castro (foto à esquerda), que se converteu no primeiro a falar dos reveses, das contradições, aberrações e injustiças presentes na sociedade cubana.

A necessidade de mudança e do debate crítico

Em dezembro de 2010, em uma intervenção diante do Parlamento cubano, Raúl Castro fez um discurso mais alarmista e colocou o governo e os cidadãos frente às suas responsabilidades: “Ou retificamos ou já acabou o tempo de seguir à beira do precipício, nos afundamos, e afundaremos”1.  Também acrescentou pouco tempo depois: “É imprescindível romper com a barreira psicológica colossal que resulta de uma mentalidade arraigada em hábitos e conceitos do passado”2.

Raúl Castro também reprovou duramente a debilidade do debate crítico em cuba. Também reprovou os silêncios, a complacência e a mediocridade. Lançou um chamado para maior franqueza: “Não é preciso temer a discrepância de critérios […], as diferenças de opiniões, que […] sempre serão mais desejáveis do que a falsa unanimidade baseada na simulação e no oportunismo. Trata-se de um direito do qual ninguém deve ser privado”. Castro denunciou “o excesso de secretismo a que nos habituamos por mais de 50 anos” para ocultar erros, falhas e equívocos. “É necessário mudar a mentalidade dos quatros e de todos os compatriotas, acrescentou3.

Sobre os meios de comunicação, disse o seguinte:

Nossa imprensa fala bastante disso, das conquistas da Revolução, e nos discursos também falamos muito; mas é preciso ir à medula dos problemas […]. Sou um defensor da luta contra o secretismo porque é debaixo desse tapete onde se ocultam as falhas que temos, bem como os interessados de que isso seja assim e de que tudo siga assim. E eu me lembro de algumas críticas; “sim, tirem do jornal tal crítica”, orientei eu mesmo […]. Imediatamente, a grande burocracia começou a se mover: “Essas coisas não ajudam, demoralizam os trabalhadores”. Quais trabalhadores vão desmoralizar? Como ocorreu em uma ocasião, na grande empresa estatal de leite El Triángulo. Levou semanas, porque um dos caminhões dessa vacaria4,  que estava lá em Camagüey, estava quebrado, e então todo o leite que se produzia nas vacarias dessa zona, desse lugar, eram jogados a uns porcos que estavam criando. Foi então que eu disse a um secretário do Comitê Central para atender a agricultura nessa etapa, coloque no Granma, conte tudo isso que está acontecendo, faça uma crítica. Alguns vieram mim e até que: “Essas coisas não ajudam porque desmoralizam os trabalhadores”. O que não sabiam era que eu o havia orientado5
No dia 1º de agosto de 2011, durante seu discurso de fechamento da VII Legislatura do Parlamento Cubano, Raúl Castro reiterou a necessidade do debate crítico e da controvérsia na sociedade. “Todas as opiniões devem ser analisadas, e quando não se alcançar o consenso, as discrepâncias serão levadas às instâncias superiores facultadas para decidir e, além disso, ninguém está autorizado para impedi-lo6.  Convidou para acabar com “o hábito do triunfalismo, a estridência e o formalismo ao abordar a atualidade nacional e a gerar materiais escritos e programas de televisão e rádio, que, por seu conteúdo e estilo, chamem a atenção e estimulem o debate na opinião pública” para evitar “materiais entediantes, improvisados e superficiais” nos meios de comunicação7.

A corrupção

Raúl Castro tampouco se esquivou do problema da corrupção: “Diante das violações da Constituição e da legalidade estabelecida, não resta outra alternativa senão recorrer à Fiscalização e aos Tribunais, como já começamos a fazer, para exigir a responsabilidade dos infratores, sejam quem forem, porque todos os cubanos, sem exceção, somos iguais perante a lei”8.  Raúl Castro, consciente de que a corrupção também afeta os funcionários do alto escalão, mandou uma mensagem clara aos responsáveis por todos os setores: “É preciso lugar para acabar definitivamente com a mentira e o engano na conduta dos quadros de qualquer nível”. De modo mais insólito, apoiou-se em dois dos dez mandamentos bíblicos para ilustrar seus pontos. “Não roubarás” e “não mentirás”. Do mesmo modo, evocou os três princípios éticos e morais da civilização inca: “não mentir, não roubar, não ser folgado”, os quais devem guiar a conduta de todos os responsáveis da nação9.

A liberdade religiosa

Da mesma forma, Raúl Castro condenou veementemente as derivas sectárias. Assim, denunciou publicamente por televisão alguns atentados à liberdade religiosa devidos à intolerância “enraizad[a] na mentalidade de não poucos dirigentes em todos os níveis”10.  Citou o caso de uma mulher, quadro do Partido Comunista com trajetória exemplar, que foi afastada de suas funções em fevereiro de 2011 por sua fé cristã e cujo salário foi reduzido em 40% por violar o artigo 43 da Constituição de 1976, que proíbe todo tipo de discriminação. O Presidente da República denunciou assim “o dano ocasionado a uma família cubana por atitudes baseadas em uma mentalidade arcaica, alimentada pela simulação e o oportunismo”. Ao lembrar que a pessoa vítima dessa discriminação havia nascido em 1953, data do ataque ao quartel Moncada pelos partidários de Fidel Castro contra a ditadura de Fulgencio Batista, Raúl Castro disse o seguinte:

Eu não fui ao Moncada para isso […]. Da mesma forma, recordávamos que o dia 30 de julho, dia da reunião mencionada, eram completados 54 anos do assassinato de Frank País e de seu fiel companheiro Raúl Pujol. Eu conheci Frank no México, voltei a vê-lo na Sierra, não me lembro de ter conhecido uma alma tão pura como essa, tão valente, tão revolucionária, tão nobre e modesta, e dirigindo-me a um dos responsáveis por essa injustiça que cometeram, eu lhe disse: Frank acreditava em Deus e praticava sua religião. Que eu saiba, nunca deixou de fazê-lo. “O que vocês teriam feito com Frank País?”11.

A produtividade, o salário mensal e a libreta de abastecimento

Quanto à produtividade e à política econômica, Raúl Castro admite “uma ausência de cultura econômica na população”, assim como os erros do passado. “Não pensamos em voltar a copiar ninguém. Tivemos muitos problemas ao fazê-lo e porque, além disso, muitas vezes copiamos mal”12.  O governo cubano dá prova de lucidez quanto às carências em matéria econômica. Reconhece que “a espontaneidade, a improvisação, a superficialidade, o não cumprimento das metas, a falta de profundidade nos estudos de viabilidade e a carência de completude ao empreender uma inversão” atentam gravemente contra a nação13.

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Quanto à renda mensal dos cubanos, Raúl Castro dá provas de ludidez: “O salário ainda é claramente insuficiente para satisfazer a todas as necessidades, pois praticamente deixou de cumprir com seu papel de assegurar o princípio socialista de que cada qual ganhe segundo sua capacidade e receba segundo seu trabalho. Ele favoreceu manifestações de indisciplina social”14.

(Raúl Castro e Che Guevara durante revolução cubana)

Do mesmo modo, o presidente cubano não vacilou ao salientar os efeitos negativos da libreta de abastecimento em vigor desde 1960 – particularmente, “seu nocivo caráter igualitarista”, que se converteu em “um peso insuportável para a economia e em um desestímulo ao trabalho, além de gerar ilegalidades diversas na sociedade”. Também apontou as seguintes contradições: “Como a libreta está projetada para cobrir os mais de 11 milhões de cubanos por igual, não faltam exemplos absurdos, como o café que abastece até os recém-nascidos. O mesmo acontecia com os cigarros até setembro de 2010, quando era fornecido sem distinguir fumantes e não fumantes, propiciando o crescimento desse hábito nocivo na população. Segundo ele, a libreta “contradiz, em sua essência, o princípio da distribuição que deve caracterizar o socialismo, ou seja, “de cada qual segundo sua capacidade, cada qual segundo seu trabalho”. Por isso, “será imprescindível agir para erradicar as profunda distorções existentes no funcionamento da economia e da sociedade em seu conjunto”15.

A troca geracional

Por outro lado, Raúl Castro também salientou a presença de um problema crucial em Cuba: a troca geracional e a falta de diversidade. Denunciou “a insuficiente sistematicidade e vontade política para assegurar a promoção de mulheres, negros, mestiços e jovens a cargos decisórios, sobre a base do mérito e das condições pessoais. Expressou seu despeito sem se esquivar de sua própria responsabilidade: “Não ter resolvido este último problema em mais de meio século é uma verdadeira vergonha que carregaremos em nossas consciências durante muitos anos”. Portanto, Cuba sofre “as consequência de não contar com uma reserva de substitutos devidamente preparados, com experiência suficiente e maturidade para assumir as novas e complexas tarefas de direção no Partido, no Estado e no Governo”16.

Todas essas declarações foram feitas ao vivo na televisão cubana em horário nobre. Permitem ilustrar a presença do debate crítico em Cuba no mais lato nível do Estado. Assim, Raúl Castro não é apenas o presidente da nação, mas também – segundo parece – o primeiro dissidente do país e o mais feroz crítico das derivas e imperfeições do sistema.

Notas
1 - Raúl Castro Ruz, «Discurso feito pelo General do Exército Raúl Castro Ruz, Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento do Sexto Período Ordinário de Sessões da Sétima Legislatura da Asambleia Nacional do Poder Popular», República de Cuba, 18 de dezembro de 2010. (site acessado em 2 de abril de 2011).
2 - Raúl Castro Ruz, «Intervenção do General do Exército Raúl Castro Ruz, Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento do X Período de Sessões da Sétima Legislatura da Asambleia Nacional do Poder Popular», 13 de dezembro de 2012. (site acessado em 2 de janeiro de 2013).
3 - Raúl Castro, «Discurso…», 18 de dezembro de 2010, op.cit. N. do T.: estábulo ou local onde vacas são tratadas e seu leite é ordenhado à vista dos compradores. Original: “vaquería”.
4 - Ibid.
5 - Raúl Castro, «Toda resistência burocrática ao estrito cumprimeiro dos acordos do Congreso, respaldados massivamente pelo povo, será inútil», Cubadebate, 1º de agosto de 2011.
6 - Raúl Castro, «Texto integral do Informe Central ao VI Congreso del PCC», 16 de abril de 2011. (site acessado em 20 de abril de 2011).
7 - Raúl Castro, «Toda resistência…», op. cit.
8 - Raúl Castro, «Discurso…», 18 de dezembdo de 2010, op.cit.
9 - Raúl Castro, «Toda resistência…», op. cit.
10 - Ibid.
11 - Raúl Castro, « Discurso… », 18 de dezembro de 2010, op.cit.
12 - Partido Comunista de Cuba, «Resolução sobre os alinhamentos da política econômica e social do partido e a Revolução», op. cit.
13 - Raúl Castro Ruz, « Discurso… », 18 de dezembdo de 2010, op. cit.
14 - Raúl Castro, «Informe central ao VI Congreso del Partido Comunista de Cuba», 16 de abril de 2011. (site acessao em 2 de janeiro de 2013).
15 - Ibid.

Lewandowski recebe nota de solidarieda da USP


Saiu na Folha (*), escondido:

Após atuação polêmica, revisor do mensalão recebe nota de solidarieda da USP



O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski recebeu um “voto de solidariedade” da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) pela “dedicação, independência e imparcialidade” em sua atuação na corte.

O voto foi aprovado pela Congregação da faculdade, colegiado que reúne representantes dos alunos, professores e funcionários e representa a instância máxima decisões.


Lewandowski é professor titular da faculdade.

A nota é assinada por Antonio Magalhães Gomes Filho, diretor da faculdade.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Brasil pide respeto a la soberanía y autodeterminación de Venezuela — teleSUR

Brasil pide respeto a la soberanía y autodeterminación de Venezuela — teleSUR


Ministro de Exteriores brasileño deseó pronta recuperación a Hugo Chávez (Foto: Archivo)
El ministro de Exteriores brasileño, Antonio Patriota, hizo un llamado a la comunidad internacional para que se respete la soberanía de Venezuela y la autodeterminación del pueblo venezolano, al tiempo que deseó, una vez más, la pronta recuperación del presidente de esta nación, Hugo Chávez.
Ante la prolongación del proceso de recuperación de Chávez, quien fue intervenido quirúrgicamente en La Habana, Cuba, el pasado 11 de diciembre, el Canciller brasileño afirmó que "compete a los venezolanos" y a las autoridades de ese país determinar "el camino a tomar".
Patriota recordó que el Parlamento venezolano autorizó, de forma unánime, el permiso al Presidente para su operación y que, posteriormente y en el marco de la Constitución, el Tribunal Supremo de Justicia aprobó el aplazamiento de la juramentación de Chávez, quien fue reelecto en octubre pasado como jefe de Estado para el período 2013-2019.
De igual manera, el diplomático llamó a evitar adoptar una posición "sobre una hipótesis que no se confirma en este momento", en relación a la salud del Mandatario, y añadió que espera su "pronto restablecimiento".
Asimismo, durante una rueda de prensa que ofreció en Sao Paulo (este), Patriota resaltó que tras las decisiones de los Poderes Públicos venezolano, “no se ha producido ningún cuestionamiento en el contexto internacional”.
El Canciller aprovechó la ocasión paras elogiar la actitud y los valores del pueblo venezolano, al considerar que, durante las recientes elecciones presidenciales, el país demostró ser una sociedad "democráticamente madura".
En torno al desacuerdo de la oposición venezolano en el tema de la fecha de juramentación del Presidente, declaró que “la lucha por el poder ocurre en todos los escenarios", pero lo importante es que esa lucha "ocurra con observancia a la ley y a los preceptos que cada país establece".
El alto funcionario brasileño también dirigió unas palabras al vicepresidente de Venezuela, Nicolás Maduro, a quien dijo conocer cuando era ministro de Relaciones Exteriores.
“Demostró poseer cualidades diplomáticas, estar interesado en mantener buenos vínculos con Brasil y su compromiso con la integración regional”, puntualizó.
Finalmente, reiteró "confianza en que la situación, sea cual sea su desarrollo, evolucione con base a la institucionalidad" en el vecino país.
teleSUR-PL-Telam-AVN/MARL

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Altamiro Borges: Ofensiva contra as leis trabalhistas

Altamiro Borges: Ofensiva contra as leis trabalhistas

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Esse ano poderá ser marcado por uma perigosa ofensiva patronal contra as conquistas trabalhistas. Projetos de lei propondo a flexibilização de direitos apresentados em 2011 poderão ir à votação e contam com muita pressão da bancada patronal.

A influente entidade patronal Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou uma lista de 101 propostas de “modernização das relações trabalhistas” e pressiona fortemente o governo Dilma para que assuma essa pauta. A grande mídia repete a todo momento que é preciso “mexer nos direitos trabalhistas para o país seguir crescendo”.

Este quadro de ofensiva acarretou o recuo em propostas do interesse da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho, que segue trancada nas gavetas, aguardando a votação em plenário. Por outro lado, a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados acelera as iniciativas patronais.

Corremos o risco de aprovação do Projeto de Lei nº 948/2011, de autoria do deputado Laércio Oliveira do PR de Sergipe. Tal projeto pretende alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que o empregado não possa reclamar nenhum direito trabalhista na Justiça que não for ressalvado no momento da rescisão. É a verdadeira legalização da fraude!

O relator deste projeto na Comissão de Trabalho é o deputado Sandro Mabel (PR-GO), o principal articulador das medidas de precarização das leis trabalhistas no Congresso Nacional.

Há ainda na mesma esteira o Projeto de Lei 951/2011, também de autoria do deputado Laércio de Oliveira, propondo a criação de um “simples trabalhista” para as pequenas e microempresas, com a consequente redução dos direitos trabalhistas dos empregados desses estabelecimentos.

A proposta consiste em flexibilizar os direitos trabalhistas dos empregados de pequenas e microempresas, com redução dos encargos e custos da contratação, mediante acordo ou convenção coletiva específica ou, ainda, por negociação direta entre empregado e empregador, que terão prevalência sobre qualquer norma legal.

Mas isso é apenas a ponta do iceberg. Segue avançando a tramitação do Projeto de Lei nº 1.463/2011, que institui o Código do Trabalho, materializando a verdadeira destruição dos direitos assegurados na CLT. Ao mesmo tempo, a articulação parlamentar patronal prepara-se para rejeitar a Convenção nº 158 da OIT que assegura medidas contra a demissão imotivada.

E a lista não terminou. A frente parlamentar patronal aposta na aprovação do Projeto de Lei nº 4.193, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que assegura o reconhecimento das convenções e acordos coletivos, com propósito de estabelecer a prevalência do negociado sobre o legislado. Ao mesmo tempo existe o risco de aprovação do Projeto de Lei 252/2012, que modifica o prazo de duração dos mandatos sindicais e altera os critérios para eleições nas organizações sindicais, com o nítido intuito de interferir e enfraquecer a organização dos trabalhadores.

Segundo a análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) se persistir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tímido, inferior a 3% em 2013, sem uma retomada com vigor dos investimentos, o setor empresarial ampliará a pressão sobre os direitos trabalhistas, alegando que os incentivos fiscais e monetários não foram suficientes para manter os empregos tampouco para gerar novos postos de trabalho neste ano. Além disto, a ausência de diálogo da presidenta com as centrais sindicais favorece esse ambiente pró-mitigação dos direitos trabalhistas. Desde a posse de Dilma, as entidades sindicais aguardam uma sinalização da presidenta em relação a três pontos que os trabalhadores consideram essenciais: 1) a redução da jornada, 2) a proteção contra a despedida imotivada e 3) o fim do fator previdenciário.

Enquanto a presidenta Dilma segue menosprezando os representantes dos trabalhadores, parte significativa da base parlamentar do governo está envolvida no apoio às iniciativas patronais.

Este é o perigoso cenário que a classe trabalhadora enfrentará este ano. Exatamente no momento histórico em que o movimento sindical brasileiro apresenta uma retomada de sua capacidade de luta, enfrentará uma intensa e articulada ofensiva patronal que se aproveita da correlação de forças no Congresso Nacional.

É preciso denunciar esses projetos e os parlamentares que o apoiam, mas o decisivo é organizar a luta nas ruas. Será preciso a unidade das centrais sindicais e do conjunto dos movimentos sociais para enfrentar esse avanço. Sem a construção de mobilizações unitárias não conseguiremos barrar a ofensiva patronal.

Por isso é uma boa notícia a decisão das centrais sindicais em promover manifestações e marchas conjuntas este ano, em torno de uma agenda ampla e unitária de defesa e ampliação dos direitos trabalhistas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quando a felicidade é luta - Paulo Vinícius Silva



"A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar."
Canção do Tamoio, Gonçalves Dias

Existe uma famosa frase no jargão da UJS que diz: "alguém tem que se &$#@#$". Impublicável e amplamente conhecida, longe de fútil ou grosseira, descreve uma enorme generosidade. Fala da noção da responsabilidade do(a) militante abnegado, convencido da natureza imprescindível da sua ação individual para o êxito dos empreendimentos coletivos. Significa: "A responsabilidade é minha". Significa: "Estamos aqui pra isso mesmo". É uma piada, mas encerra uma verdade tão clara para o(a) militante que só pode ter um resultado, o mais importante: o nascimento de um quadro. São feitos do sonho dessas pessoas todas as vitórias que se tem conquistado na luta dos estudantes, ano após ano.

Essas abnegação, coragem e determinação são ainda mais notáveis nas mulheres. Pensemos em quantas barreiras as camaradas não enfrentam para exercer essa liberdade emancipadora de fazer política e viajar milhares de quilômetros, passar dias fora de casa. Imagina quantas mães rezando, quantos pais de coração apertado, quanto namorado ciumento que - besta - fica querendo empatar, e"roda" no meio do caminho. E é impressionante quantas e quão empoderadas são as camaradas, com posições e resultados cada vez mais notáveis em todos os níveis das lutas dos estudantes. Na UJS o poder feminino é um fato. Também para elas é necessária uma chama especial dentro do peito e entre as têmporas a lhes impulsionar tão longe. E é chama de entrega, é teimosia alimentada dia a dia com a certeza do caminho e com o aprendizado das vitórias e derrotas. O melhor é quando se as menospreza. É lindo ver as meninas da UJS atropelando machistas mal informados da sua capacidade. De vez em quando o cabra ouve: "Foi mexer com as comunistas"!

E há outra frase que responde à possível pergunta se tudo isso não é chato demais: "Quem não aguenta, bebe leite". Amparada na idade que dá a energia, e na convicção que dá a disciplina, com muita ginga, essa moçada consegue curtir e cumprir o seu dever. É verdade: o povo beija na boca, dança, curte, fazem o que tem direito nessa fase de pungente descoberta de si e do mundo. Para isso, dão seus pulos. Mas o valor, a arte mesmo, o que diferencia o(a)  quadro, só se demonstra na hora em que não é possível tergiversar, em que, seriamente, como ninguém imaginaria, e com concentração total, persegue-se o objetivo coletivo. E se ultrapassam as metas rumo à vitória.

É bonito também ver a surpresa geral quando aquele ou aquela jovem abre a boca e todas as suas fragilidades dão lugar à limpidez com que a justa política penetra no coração das massas. Ou quando uma pessoa normalmente tímida vence suas barreiras e aprende que mais importante que falar bonito é falar às pessoas com a simplicidade da empatia e a força das ideias corretas. Afora aqueles que sequer falam, mas que dão contribuições inestimáveis, sem palanque algum. Sem eles tudo despencaria, seja na organização, mapas, finanças, no credenciamento, no transporte, na construção dos banheiros ou nos trabalhos mais difíceis e invisibilizados. Superam barreiras inacreditáveis que fariam inveja a qualquer produtor calejado. E isso porque há um brilho especial em cada um deles(as). Essa é a verdadeira e última razão dos resultados positivos que trazem, ou do choro sentido com que enfrentam as derrotas. Acordam mais cedo, dormem mais tarde, sabem o que defendem, não se dividem. E lutam.

Tem uma seriedade cheia de diversão e amizades, verdadeiramente brasileira naquilo que tem de gênio e contradição. É o "jeitinho" que serve para o bem, e bem feito. Uma fidelidade seriíssima, mas temperada com as doçuras e amarguras de ser jovem e viver os problemas e as belezas de o ser inteiramente. É isso que encanta, atrai, enche e notabiliza a UJS. 

Por isso essa saudação querida,  e até solene, para todas as lideranças da UJS que farão o maior CONEB da História da Gloriosa União Nacional dos Estudantes, o maior encontro de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a mais linda das bienais. Também os coroas da ANPG estaremos no Recife, porque a luta continua, e militar ensina muito, inclusive a ter êxito no estudo e avançar para novos desafios na luta de ideias que tanto necessita de nós. 

E sobre esse chão pernambucano, que pariu Abreu e Lima, Luiz Gonzaga, Paulo Freire, Diógenes Arruda Câmara, Gregório Bezerra, pelas ruas em que tantos heróis caminharam, militarão - laboriosamente e se divertindo - muitas centenas de jovens que aspiram ao socialismo e à libertação do Brasil. Gente que persegue esses sonhos na luta, com arte e ciência, e com aquele sorrisão estampado em tantas fotografias de quase três décadas de militantes da UJS. Nela aprendem que a felicidade não é individual, nem fútil. Ser feliz e ter liberdade verdadeira não se compra em lugar nenhum. Para essa galera, ser feliz tem a ver com a integridade de lutar coletivamente para que nossos sonhos se realizem. E tem se realizado.

De lá partirão, com "sangue no olho", "dando nó em pingo d´água", para enfrentar as duras lutas de 2013. E vencê-las. Por isso são a Juventude do Araguaia.

Coletivizando no Youtube