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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Guia para não pagar mico quando falar do preço da gasolina - Pragmatismo Político


Conheça sete informações importantes pra não cometer gafes e pagar mico ao falar sobre o preço da gasolina no Brasil

gasolina preço brasil
Sidney Braga, GGN
1 - 27% do preço da gasolina é o Imposto ICMS, de responsabilidade do governador do seu Estado. Portanto cobre dele. Fonte:http://www.br.com.br/wps/wcm/connect/portal+de+conteudo/produtos/automotivos/gasolina/como+sao+formados+os+precos+da+gasolina
2 - 6% referem-se a Impostos Federais, tais como CIDE, PIS e COFINS. Aqui você pode e deve cobrar do Governo Federal.
3 - Ao contrário do que dizem por aí, a gasolina do Brasil está longe de estar entre as mais caras do mundo. Após os recentes reajustes, a gasolina brasileira ocupa a posição 73 neste ranking. Fonte:http://pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/
4 - A gasolina brasileira já esteve entre as 20 mais caras do mundo em 2002. Fonte:http://www.nationmaster.com/country-info/stats/Energy/Gasoline-prices
5 - O custo da matéria prima (petróleo) no preço da gasolina não chega a 20% no Brasil. Além disso, boa parte da matéria prima é nacional, não dependendo do preço do barril no mercado internacional. É por isso que quando o preço do barril subiu, o preço da gasolina brasileira não subiu. Pelo mesmo motivo, quando o preço do barril despencou, o preço da gasolina não acompanhou a queda.
6 - De 95 a 2002, o preço da gasolina teve reajuste de 350% em 8 anos. Média de 44% ao ano. De 2003 a 2015, a gasolina foi reajustada em 45%, média de 3.75% ao ano. Ou seja, o reajuste nos últimos 12 anos foi equivalente a média de 1 ano do período anterior.
7 - Em 1994, era possível comprar 127 litros de gasolina com um salário mínimo. 8 anos depois, em 2002, o poder de compra da gasolina diminuiu e era possível comprar 97 litros do combustível com o salário mínimo. Atualmente, após os reajustes, é possível comprar 220 litros com o mesmo salário mínimo.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Jandira Feghali denuncia na Câmara blindagem de FHC e tucanos e o golpismo contra Dilma


A deputada comunista Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da base de Dilma denuncia na tribuna da Câmara dos Deputados plano da Grande Mídia em acobertar FHC no noticiário sobre a corrupção na Petrobras. TV Globo teve e-mail vazado sobre blindagem ao ex-presidente pelo jornalista Luis Nassif. Assista!!
Publicação by Jandira Feghali.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Parece que desta vez o PT decidiu não apanhar calado - Paulo Nogueira - Diário do Centro do Mundo


Postado em 07 fev 2015
por : Paulo Nogueira

O Petrolão é o novo Mensalão.


Tudo é parecido, a começar pelo comportamento da imprensa.

Mas deu já para perceber que uma coisa é completamente diferente: a atitude do PT.

No Mensalão, o PT ficou acuado. Agora, como que cansado de apanhar calado, resolveu partir para o contra-ataque.

É dentro dessa nova estratégia que devem ser entendidas as palavras de Lula na festa de 35 anos do PT.

Lula falou em pretensões golpistas da oposição, um “atalho” para o poder. E disse que a imprensa está ocupada primordialmente em “incriminar” o PT. Destacou, ainda, o caráter “político”, muito mais que jurídico, da Operação Lava Jato.

Você pode dizer, com razão: esperava-se que o PT renovasse a pantanosa política brasileira, e isso lamentavelmente não ocorreu.

O PT se juntou ao “sistema”, em nome da governabilidade, em vez de mudá-lo, e só a história poderá dizer se foi um gesto brilhante de sobrevivência na selva ou um ato de completa pusilanimidade.

Mas há na argumentação petista, nestes tempos, um ponto incontestável: há um rigor em relação a tudo que diga respeito ao PT que absolutamente não se vê para os demais partidos.

Isso tem pelo menos dois efeitos.

Primeiro, desmoraliza, deslegitima as acusações contra o PT. Mesmo quando elas têm fundamento, a injustiça de tratamento retira a força dos ataques.

Segundo, você acaba dando ao agredido, paradoxalmente, uma aura de perseguido.

As regras têm que valer para todos, para que a luta pela ética não seja farisaica.

Quer dizer o seguinte, trazidas as coisas para o cotidiano.

Enquanto FHC pontificar sobre a moralidade, ele que se elegeu depois da compra despudorada de votos para a emenda da reeleição, ninguém vai levar a sério a pregação anticorrupção veiculada pelas grandes empresas de mídia.

Elas mesmas: enquanto a Globo – flagrada num delito de sonegação milionária – se atrever a dar lições de moral, a hipocrisia estará triunfando.

Ainda em relação à mídia. Enquanto um jornal como a Folha fugir covardemente da obrigação de cobrir o crime fiscal da Globo, ele estará moralmente impedido de falar de esticar o dedo acusatoriamente para os outros.

Você não pode exigir decência quando age indecentemente. Um dos exemplos mais notáveis disso é Aécio.

Ele não explicou o aeroporto de Cláudio. Não se desculpou por ter colocado dinheiro público nas rádios da família, pelas mãos da irmã, como governador de Minas. Não esclareceu como podia falar tanto em meritocracia quando dava grandes empregos a tanta gente de seu círculo íntimo.

E mesmo assim, com todo esse passivo moral, ousa posar de Catão. E só tagarela porque os amigos lhe estendem o microfone continuamente sem que uma única cobrança lhe seja feita.

Poucas coisas demonstram tanto a miséria do jornalismo nacional como nenhuma empresa de mídia haver coberto o caso do helicóptero de um amigo de Aécio flagrado com 450 quilos de pasta de cocaína.

A omissão, aí, só se entende pelo empenho mórbido em poupar o amigo Aécio.

A mesma especulação já foi feita milhares de vezes, mas ei-la novamente: e se o helicóptero fosse de um amigo de Lula?

É por esse conjunto obsceno de coisas que mesmo pessoas sem vínculo com o PT – eu, se querem um caso – não se comovem em nada com as acusações que jorram dos suspeitos de sempre.

Existe apenas uma coisa pior do que não combater a corrupção. É você fingir que está combatendo-a, como em 1954 e 1964 – com finalidades inconfessáveis.
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Sonegação dos ricos é 25 vezes maior que corrupção nos países em desenvolvimento - Marcelo Justo - Carta Maior

Marcelo Justo - Carta Maior


Londres - Uma visão muito difundida sobre o desenvolvimento econômico afirma que os problemas enfrentados pelas economias em desenvolvimento e os países pobres se devem à corrupção. Essa visão se choca com um dado contundente da realidade internacional: a China. Nem mesmo o Partido Comunista põe em dúvida que a corrupção é um dos grandes problemas nacionais, o que não impediu um crescimento médio de dois dígitos nas últimas três décadas.

No entanto, segundo Jason Hickel, professor da London School of Economics, esta perspectiva oculta um problema muito mais fundamental em termos sistêmicos para a economia mundial: a corrupção dos países desenvolvidos. Trata-se de uma corrupção do colarinho branco, invisível e refinada, que foi uma das causas do estouro financeiro de 2008.Carta Maior conversou com Hickel sobre o tema.

Segundo a Convenção da ONU sobre Corrupção, ela custa aos países em desenvolvimento entre 20 e 40 bilhões de dólares anuais. É uma soma considerável. Mas você diz que, comparativamente, a corrupção do mundo desenvolvido é muito maior e tem um impacto sistêmico muito maior. Como chegou a essa conclusão?

Jason Hickel: O presidente do Banco Mundial, Jim Kim, fez este cálculo sobre o custo da corrupção no mundo em desenvolvimento. Mas esta soma, sem dúvida importante, constitui apenas cerca de 3% do total de fluxos ilícios que abandonam os países em desenvolvimento a cada ano. A evasão fiscal é 25 vezes maior que essa soma. No ano passado, cerca de um trilhão de dólares fugiram dos países em desenvolvimento e terminaram em paraísos fiscais por meio de uma prática conhecida como re-faturamento, através da qual as empresas falsificam documentos para que seus lucros apareçam em paraísos fiscais nos quais não pagam impostos, ao invés de aparecer nas jurisdições onde as empresas realizaram esses lucros. É claro que isso é só parte do problema. Há outras práticas como o chamado preço de transferência. As multinacionais comercializam seus produtos entre suas próprias subsidiárias para pagar na jurisdição onde o imposto é mais baixo, algo que envolve cerca de um trilhão de dólares anuais, mais ou menos a mesma coisa que o re-faturamento.

Por que a evasão fiscal é tão fácil?

Jason Hickel: Porque as regras da Organização Mundial do Comércio permitem aos exportadores declarar o que bem entendam em suas declarações alfandegárias. Isso lhes permite subavaliar seus produtos para que paguem menos impostos. Isso não deveria nos surpreender dada a ausência de democracia interna da OMC.
O poder de negociação na OMC está determinado pelo tamanho do mercado e as decisões mais importantes são tomadas em reuniões do chamado “quarto verde”, administrado pelos países mais poderosos, de maneira que o comércio mundial termina sendo manipulado em favor dos ricos.

Curiosamente, no índice mais difundido em nível global sobre corrupção, o da Transparência Internacional, se apresenta um panorama exatamente oposto, ou seja, o mundo desenvolvido sofrendo nas mãos do mundo em desenvolvimento por causa dos estragos da corrupção. Qual sua opinião sobre esse índice?

Jason Hickel: Ele tem uma série de problemas. Em primeiro lugar, se baseia na percepção da corrupção que há no próprio país. De maneira que os pesquisados não podem dizer nada sobre o que pensam acerca de outros modos de corrupção como, por exemplo, os paraísos fiscais ou a OMC. Em segundo lugar, como o índice mede mais percepções do que realidades, está exposto às narrativas dos departamentos de relações públicas.

A narrativa dominante é promovida por um complexo de organizações, desde o Banco Mundial até a USAID e passando por muitas ONGs, que centram o tema da pobreza na corrupção dos próprios países em desenvolvimento. De maneira que não surpreende que os entrevistados terminem refletindo essa visão. Além disso, os índices se baseiam em dados de instituições como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial. Estas instituições, que representam países ricos ocidentais, tem interesse direto em manter essa narrativa sobre a corrupção.

Dois países que costumam estar na vanguarda de todas estas denúncias sobre a corrupção no mundo em desenvolvimento são Estados Unidos e o Reino Unido. Qual é a situação real destes países a respeito da corrupção?

Jason Hickel: Segundo a Transparência Internacional, os Estados Unidos estão bastante livres da corrupção. Segundo a Rede Tax Justice, em troca, os Estados Unidos estão em sexto lugar no ranking da corrupção mundial, devido ao fato de que têm jurisdições secretas que permitem que funcionem como centros de evasão tributária. Além disso, sabemos que a corrupção atravessa o sistema político estadunidense. As corporações podem gastar dinheiro sem limites nas campanhas políticas para assegurar que seus candidatos sejam eleitos. Assim, não surpreende que mais da metade dos congressistas sejam multimilionários. E há outras formas de lobby político muito mais diretas.

Segundo a Rádio Nacional Pública, para cada dólar gasto pelas corporações em tarefas de lobby, elas obtêm um retorno de 220 dólares. E os sistemas regulatórios costumam ser capturados por gente dessas corporações que devem ser reguladas. O exemplo mais óbvio é Henry Paulson, o CEO de Goldman Sachs, que foi Secretário de Tesouro dos EUA e artífice do resgate que canalizou trilhões de dólares dos contribuintes para a banca privada.

Em resumo, as corporações abusam do Estado para seu próprio proveito, o que é a definição de corrupção da Transparência Internacional. O Reino Unido é outro grande exemplo. A City de Londres é um dos centros de funcionamento dos paraísos fiscais, de maneira que surpreende que o Reino Unido seja classificado pela Transparência Internacional como um país sem corrupção. E não é a única instância de corrupção. A privatização da infraestrutura pública, tanto do sistema nacional de saúde como a dos trens, permitiu que pessoas como o multimilionário Richard Bransen ganhassem milhões em subsídios estatais para sua empresa Virgin Trains.

Isso não elimina o fato de que a corrupção no mundo desenvolvido é real e tem um forte impacto social, econômico e institucional. Como deveria ser um índice neutro e justo sobre o tema da corrupção?

Jason Hickel: Certamente que a corrupção no mundo em desenvolvimento é real e não deve ser subestimada como problema. Mas é importante concentrar o olhar em formas de corrupção ocultas. No momento, o mais próximo que temos de um índice objetivo é o elaborado pela Rede Tax Justice. Neste índice, o ranking é elaborado considerando países responsáveis por ocultar cerca de 30 trilhões de dólares de riqueza em países fiscais. Se você olhar a lista verá que os países que encabeçam o ranking são Reino Unido, Suíça, Luxemburgo, Hong Kong, Singapura, Estados Unidos, Líbano, Alemanha e Japão. Estes são os principais centros de corrupção que devemos enfrentar.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Cinco coisas que nunca agradecemos à União Soviética - Portal Vermelho



Cinco coisas que nunca agradecemos à União Soviética - Portal Vermelho
1 – Direitos da Mulher: Enquanto algumas ilhas haviam concedido para as mulheres o direito ao voto já no século 19, a primeira grande mudança ocorreu no começo do século 20. No ano de 1917, somente quatro países (Austrália, Finlândia, Noruega e Dinamarca) haviam adotado o sufrágio feminino.




ReproduçãoAlém dos exemplos citados também podemos pontuar outros exemplos como alfabetização universal, a luta contra o fanatismo religioso e nacional, a elevação do nível de vida da classe trabalhadora e o advento da arte e da cultura

A Revolução Russa de 1917, que defendeu a igualdade de direitos para todos, difundiu o temor de que as feministas encontrassem no comunismo um sistema mais atrativo, e puderam conspirar junto com os bolcheviques para importar a ideologia nos países ocidentais. A melhor forma de cortar a raiz semelhante ameaça era conceder as mulheres o direito ao voto. A Grã Bretanha e a Alemanha legalizaram em 1918, e os EUA em 1920, outros logo tomariam o mesmo caminho. A França foi a única potência que não reconheceria esse direito até 1944.

2 – Legislação Trabalhista: Isso é bastante óbvio. Contamos com uma semana trabalhista de 5 dias, férias pagas de 2 a 4 semanas, licença maternidade, assistência de saúde, além de equipamentos de segurança para os operários, etc… Pela pressão que exerceu o comunismo sobre o capitalismo. Não pudemos ver a face humana do comunismo, mas graças a URSS, foi possível ter tido a noção do lado mais humanitário frente ao capitalismo.

3 – A Segunda Guerra Mundial e a reconstrução depois da vitória: A URSS desempenhou um papel fundamental na derrota da Alemanha nazista. Stalingrado é o famoso campo de batalha que conseguiu dar trégua na guerra relâmpago (“Blitzkrieg”) e mudou o curso da guerra. A URSS sofreu a perda de 23,4 milhões de pessoas (mais que o dobro da Alemanha e mais de 26 vezes o número de mortes que sofreram os Estados Unidos e o Reino Unido juntos). Uma vez concluída a guerra, foi desenhado o Plano Marshall uma vez que os países aliados do Ocidente não queriam que a Europa "sucumbisse" ao socialismo, com a velha desculpa de que os habitantes de cada país seriam submetidos pela “doutrina da fome e da desolação”. Contudo, o Plano foi desenvolvido somente sob a condição de que os comunistas fossem excluídos dos parlamentos dos países que recebiam ajuda. Claro “exemplo de democracia”.

4 – O caminho anti-colonial: Enquanto o imperialismo alimentava a maquinaria industrial e capitalista, a URSS defendia a causa das colônias exploradas. Estendeu sua ajuda aos países que lutavam pela sua libertação e aos países que recentemente haviam conseguido sua independência. As inclinações soviéticas pela luta libertadora na Índia não são um segredo para ninguém, para um país pobre que lutava para se manter em pé, a ideologia socialista resultava naturalmente atrativa.

5 – Descobrimentos científicos: Os soviéticos lançaram o primeiro satélite, logo enviaram o primeiro cachorro, o primeiro homem e a primeira mulher ao espaço. Também desenvolveram diversos desenhos televisivos. Para resumir, não havia um Tata Sky (sistema de difusão direta pelo satélite) se não fosse pela magia soviética. Além do mais, os soviéticos também tiveram o êxito de terem criado órgãos artificiais, o primeiro helicóptero, a xerografia e também o mais famoso e célebre fuzil AK-47.

Aqui estão apenas cinco coisas a agradecer a URSS, mas poderiam selecionar outras muitas coisas como a alfabetização universal, a luta contra o fanatismo religioso e nacional, a elevação do nível de vida da classe trabalhadora, o advento da arte e da cultura e vários outros exemplos.

Fonte: Outras Palavras

Manifesto da Fed. Única dos Petroleiros: Defender a Petrobras é defender o Brasil - Blog do Renato Rabelo


Manifesto da Fed. Única dos Petroleiros: Defender a Petrobras é defender o Brasil


As denúncias de corrupção devem ser apuradas, mas não podemos ser ingênuos: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobras.

Por Federação Única dos Petroleiros


Foto: Programa de Aceleração do Crescimento / Flickr



Há quase um ano o país acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobras e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.



É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o país; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.

A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.

Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobras e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.

E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobras.

Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobras, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.

Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobras já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobras para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.

Os objetivos desses setores são bem claros:

– Imobilizar a Petrobras e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;

– Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;

– Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.

Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobras como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em 2014:

– A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);

– O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;

– A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;

– A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;

– A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%, para 1,3 bilhão de litros.

E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).

O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.

Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.

Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobras e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.

Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O país voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobras .

O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.

A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.

Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.

Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.

Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.

A direção da Petrobras não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.

A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.

É o povo brasileiro, mais uma vez, que defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.

Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;
Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;

Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobras na exploração do Pré-Sal;

Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro.

Federação Única dos Petroleiros

A melhor arma contra a corrupção é a Reforma Política - Blog do Renato Rabelo e Rádio Vermelho


PCdoB: A melhor arma contra a corrupção é a Reforma Política



A Bancada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na Câmara quer acabar com influência do poder econômico nas eleições e defende reforma política ampla, nos moldes do projeto sugerido pela sociedade. Deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA) e Orlando Silva (PCdoB-SP) serão os representantes da legenda na comissão especial que analisará o tema.

Desde a redemocratização do país, especialmente após a onda neoliberal que mergulhou o Brasil em uma grave crise, o PCdoB defende a realização das reformas estruturais e democráticas, em especial, a reforma política. Uma refroma que tenha como farol, entre outros pontos, o afastamento do poder econômico das eleições; a adoção do sistema eleitoral proporcional em dois turnos; o fortalecimento do poder do eleitor; e a ampliação do papel das mulheres na política.

A natureza não tem nada a ver com o colapso do abastecimento da água em SP - Diário do Centro do Mundo


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Publicado no site Cosmopista. O autor é Gabriel Kogan, mestre em “Urban Water Studies” pela TU Delft, da Holanda.

Enquanto nos aproximamos do colapso total no abastecimento em São Paulo, políticos tentam desesperadamente culpar a natureza: “é por causa da falta de chuva”. Nada disso. O problema é político mesmo.
Secas são periódicas e perfeitamente previsíveis a partir de estatísticas das bases de dados históricas. Um sistema robusto (e decente) de abastecimento deve ser concebido para aguentar anos seguidos de chuvas abaixo da média. Pesquisadores sobre clima como o professor Antonio Carlos Zuffo, da Unicamp, apresentam dados convincentes da sazonalidade de secas como essa a cada 35 a 50 anos – e isso não tem nada a ver com aquecimento global. Planejar sistemas para eventos que aconteçam nesses intervalos é mais do que plausível, é obrigatório em uma metrópole como a nossa.
A Sabesp foi parcialmente privatizada nas últimas décadas. Hoje, mais de 49% do capital está nas mãos de poucos, inclusive na Bolsa de Nova York. O governo do Estado tem feito políticas que atendem aos interesses desses acionistas e não da população. Assim, os lucros sugaram a capacidade de novos investimentos. Só em 2013 foram R$ 1,6 bilhão que saíram dos consumidores para remunerar os donos da água da cidade.
Mesmo nos países mais capitalistas do mundo, como a Holanda, as empresas de abastecimento são públicas. Por quê? A água é estratégica demais para ser objeto de especulação financeira. A incompetência e ganância na gestão hídrica nos últimos 20 anos no Estado de São Paulo tem agora dramáticas consequências para a economia da metrópole. Sem água, a economia capenga.
São Paulo negligencia sistematicamente o gerenciamento hídrico. Já estava instalada, muito antes e sem alardes, por exemplo, a crise do saneamento. Os rios são poluídos por uma razão simples: o esgoto não é recolhido e tratado, como inclusive exigiria a legislação. O Estado ignorou a lei e não classificou o rio Tietê. Supérfluo ou caro demais?
Lugares como Singapura fecharam o sistema de esgoto e abastecimento. Assim, toda a água consumida é recolhida pela rede pública, tratada com alta tecnologia e devolvida para a torneira. Saneamento e abastecimento são, portanto, dois lados da mesma moeda.
Já o governo federal fingiu que o colapso da maior cidade do país não era um problema relevante. A ANA (Agência Nacional de Águas), fazendo vistas grossas, se uniu à incompetência e descaso do governador. Nada foi feito, nem mesmo mudanças institucionais para pressionar outras instâncias.
Há exatamente um ano, eu publicava na seção Tendências e Debates, da Folha, um texto chamando a atenção para a seriedade da crise. Um ano! Eu fico imaginando quanto tempo o governador e os diretores da Sabesp tiveram para saber da possibilidade concreta do desastre. Muito mais do que eu, com certeza.
Em um ano, seriam possíveis investimentos que, se não revertessem, amenizassem muito o desabastecimento: cavar poços públicos e até construir (em regime de urgência) estações de tratamento para usar a água dos braços poluídos das represas. Em um ano, as gigantescas perdas do sistema podiam ter sido reduzidas com investimentos massivos.
Nada foi feito. As eleições estavam aí. O mais conveniente era não chamar a atenção para o problema. A mídia colaborou, se calando convenientemente até o dia seguinte do primeiro turno. Todos foram reeleitos; isso que importava.
O impacto econômico da crise hídrica para a cidade provavelmente superará o capital que teria sido necessário para fazer sistemas de abastecimento e saneamento de alta tecnologia e robustos, para despoluir e reurbanizar todos os rios, para devolver às águas à cidade – não mais como problemas urbanos, mas como virtudes, organizando lugares de encontros, espaços públicos.
Agora, as convulsões sociais, talvez tardias, são inevitáveis. E nelas não faltarão policiais armados, balas de borracha, spray de pimenta e, certamente, os novíssimos canhões d”água para combater esses “vândalos” – desta vez, também sedentos. Afinal, a ordem precisa imperar frente ao caos, não é mesmo?
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Aldo Rebelo: Brasil precisa ampliar soberania científica e tecnológica - Blog do Renato Rabelo


Aldo: Brasil precisa ampliar soberania científica e tecnológica


Ampliar a soberania científica e tecnológica do país, elevar o padrão de vida material e espiritual da população brasileira e ampliar os horizontes da democracia no Brasil. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esses são três desafios permanentes que as disciplinas da C,T&I têm em relação ao país. A afirmação foi feita durante aula inagural concedida pelo ministro no Instituto Militar de Engenharia (IME), na última sexta-feira (6), na cidade do Rio de Janeiro (RJ).




Brasil precisa inovar, sentencia ministro Aldo Rebelo


“O papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação [MCTI] é liderar politicamente o esforço – junto ao governo, ao Congresso Nacional, às empresas, aos movimentos sindicais – de valorizar socialmente e institucionalmente a agenda de CT&I”, afirmou.

A uma plateia lotada de militares do curso de graduação em engenharia do instituto militar, Aldo Rebelo disse que ciência, tecnologia e inovação são decisivas para o futuro do país. E ressaltou a necessidade de o Brasil promover a inovação. “Precisamos desesperadamente de inovar”, afirmou.

Segundo o ministro, o dinamismo do Brasil depende hoje da agricultura, da pecuária e da mineração, que contribuem para que o País ocupe a sétima ou oitava posição na economia mundial. “Temos que louvar esses setores”, disse, destacando que a agricultura, por exemplo, só evoluiu graças à inovação.


Longo prazo

Contudo, Aldo salientou que essa posição econômica do Brasil no mundo não é sustentável a médio e longo prazos, porque nos quesitos ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, o país ocupa posições desvantajosas nos principais rankings mundiais. “O dinamismo da nossa economia não se sustenta apenas nesses setores [agricultura, pecuária e mineração], que oscilam muito”, disse.

O ministro recorreu ao déficit de US$ 90 bilhões obtido pela conta de transações correntes (TC) do Brasil em 2014, para mostrar como a CT&I podem influir nesses valores. Do total, cerca de US$ 88 bilhões correspondem ao deficit nas contas de serviços e de renda, compostas por itens como aluguel de máquinas e equipamentos, computação, informação e pagamentos de royalties e licenças para produção de bens e serviços patenteados. “Esse registro mostra como nós pagamos um preço elevado quando não inovamos”, afirmou.

Aldo destacou que é preciso sensibilizar as empresas nacionais para o esforço de investir em CT&I. “Temos um sistema qualificado de pesquisas, bons institutos, bons pesquisadores, recursos públicos”, disse. “Nossa engenharia já produziu grandes empresas, como a Embraer, a Vale e a Petrobras”, acrescentou. “Podemos fazer satélites, foguetes, fechamos o ciclo do urânio”, mas, segundo ele, não temos muitas empresas que investem no setor.

Defesa

O ministro ressaltou ainda a importância do investimento em pesquisas e inovação na área da defesa. “Nós precisamos de um país forte em ciência, em tecnologia e em inovação, porque investir na segurança nacional também é uma forma de prover bem-estar à população brasileira”, disse. “Temos de cuidar dos interesses do País, da economia e do domínio das tecnologias sensíveis na área da defesa”, completou.

Aldo Rebelo acrescentou que o MCTI apoiará e incentivará os projetos de pesquisa e inovação na área da defesa, por meio dos seus programas existentes.

Antes da aula inaugural, o comando do IME, por meio do general de Exército Sinclair Mayer (chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia), apresentou ao ministro o projeto do Polo de Ciência e Tecnologia do Exército em Guaratiba (PCTEG).

Fonte: Ascom MCTI

“O Google e o Facebook nos espionam e vigiam”: uma entrevista de Julian Assange - Diário do Centro do Mundo

Postado em 16 dez 2014
por : Diario do Centro do Mundo



Assange

Publicado no Unisinos.




Há 30 meses, Julian Assange, paladino da luta por uma informação livre, mora em Londres, refugiado na Embaixada do Equador. Este país latino-americano teve a coragem de conceder-lhe asilo diplomático quando o fundador do WikiLeaks se encontrava perseguido e acossado pelo Governo dos Estados Unidos e vários de seus aliados (o Reino Unido e a Suécia). O único crime de Julian Assange é ter dito a verdade e ter trazido a público, via WikiLeaks, entre outras revelações, as sinistras realidades ocultas das guerras do Iraque e do Afeganistão, e as maracutaias e intrigas da diplomacia americana.

Como Edward Snowden, Chelsea Manning e Glenn Greenwald, Julian Assange faz parte de um novo grupo de dissidentes que, por descobrir a verdade, são agora rastreados, perseguidos e hostilizados não por regimes autoritários, mas por Estados que pretendem ser “democracias exemplares”…

Em seu novo livro, Cuando Google encontró a WikiLeaks [Quando o Google encontrou o WikiLeaks] (Clave Intelectual, Madri, 2014), cuja versão em espanhol está nas livrarias desde o dia 01 de dezembro [a edição brasileira deverá estar nas livrarias em fevereiro de 2015 pela Boitempo], Julian Assange vai mais longe em suas revelações, estupendamente documentadas, como sempre. Tudo começa com uma longa conversa que Assange teve, em junho de 2011, com Eric Schmidt, presidente executivo do Google. Este veio para entrevistar o criador do WikiLeaks para um ensaio que estava preparando sobre o futuro da era digital. Quando o livro foi publicado, com o título The New Digital Era (2013), Assange constatou que suas declarações foram tergiversadas e que as teses defendidas por Schmidt eram consideravelmente delirantes e megalomaníacas.

O novo livro do fundador do WikiLeaks é sua resposta a essas elucubrações do presidente do Google. Entre muitas outras coisas, Assange revela como o Google – e o Facebook e o Amazon etc – nos espiona e nos vigia; e como transmite essa informação às agências de inteligência dos Estados Unidos. E como a empresa líder em tecnologias digitais tem uma estreita relação, quase estrutural, com o Departamento de Estado. Assange também afirma que, hoje, as grandes empresas da galáxia digital nos vigiam e nos controlam mais do que os próprios Estados.

Para conversar sobre tudo isso e sobre algumas outras coisas, nos encontramos com um Julian Assange entusiasta e cansado, em Londres, no dia 24 de outubro passado, em uma acolhedora salinha da Embaixada do Equador. Chega sorridente e pálido, com uma barba ruiva de vários dias, com sua cabeça de anjo pré-rafaelita, cabelos compridos, traços finos, olhos claros… É alto e magro. Fala com uma voz muito baixa e lenta. O que diz é profundo e pensado. Tem um quê de guru… Havíamos previsto conversar não mais de meia hora, para não cansá-lo, mas com o passar do tempo a conversa foi ficando interessante. E, finalmente, falamos mais de duas horas e meia…

O miolo do seu livro – Quando o Google encontrou o WikiLeaks – é constituído por um encontro seu, em junho de 2011, com Eric Schmidt, o presidente-executivo do Google. Em um determinado momento você diz: “O Google é a companhia mais influente do mundo”. O que entende por “mais influente”?

O que tento dizer é que o mundo está vivendo uma mudança muito profunda, e o Google é a entidade que mais influência tem sobre a essência dessa mudança e talvez sobre a velocidade dessa mudança. Poderíamos nos perguntar inclusive se o Google não é a empresa mais influente em termos absolutos. Disto não estou certo. Há várias megaempresas que poderiam ocupar essa posição – a de ser a mais influente em termos absolutos. Mas ao menos, dentre as empresas de comunicação, sim, é a mais influente em termos absolutos. Outras companhias podem ter muita influência, como a General Electric ou o Raytheon ou a Booz Allen Hamilton ou a ExxonMobil, ou a Chevron, mas todas elas têm, mais ou menos, um modelo de negócio estabilizado, e o tipo de influência que exercem não é tão evidente. São muito grandes, sim, mas são estáticas. Ao contrário, o Google está em evolução constante; duplicou seu valor bursátil entre 2011 e este ano, passando de 200 bilhões de dólares para 400 bilhões… E sua penetração na sociedade global, em termos de interação com os indivíduos, aumentou mais do que a de qualquer outra empresa de porte grande.

Mais que as empresas financeiras…?

Sim, não há dúvida.

Você escreve que “o avanço da tecnologia da informação, encarnada pelo Google, anuncia a morte da privacidade para a maioria das pessoas e reconduz o mundo ao autoritarismo”. Você não é muito pessimista?

Não creio que se possa olhar o mundo e decidir se alguém quer fatos otimistas ou pessimistas. Os fatos são como são. Há outros fenômenos que estão sendo produzidos e podemos considerá-los como otimistas, mas não aquilo que o Google está fazendo. Trata-se de outros processos que estão ocorrendo.

Falaremos desses processos mais adiante. Por enquanto queria perguntar: em que você se baseia para afirmar que “as tecnologias do Valei do Silício são um instrumento a serviço da política exterior dos Estados Unidos?

De várias maneiras, como descrevo no livro. Em primeiro lugar, a longa história de colaboração entre o complexo militar-industrial das Forças Armadas dos Estados Unidos e o Vale do Silício. Qualquer pessoa que tenha pesquisado sobre o Vale do Silício sabe que é assim. Noam Chomsky denunciou com contundência o que ocorria no Vale do Silício nas décadas de 1970 e 1980. De fato, se olhamos para trás e pensamos em qual era a percepção que se tinha nessa época dos computadores… Eram máquinas enormes que os militares faziam funcionar e colocavam a serviço das grandes empresas americanas. A ideia que a gente se fazia do superpoder dos computadores está refletida em filmes como Colossus. Em todo o caso, os militares, nessa época, pilotavam o desenvolvimento do Estado: ajudando a chegar à Lua, ajudando a construir armas atômicas, ajudando a projetar mísseis ICBM, ajudando a acelerar a velocidade dos submarinos nucleares, ajudando o Serviço de Impostos Internos a verificar a situação fiscal de cada pessoa…

Tudo isso mudou quando o Vale do Silício, nos anos 1990, começou a desenvolver um mercado de consumo, a colocar os avanços da tecnologia informática ao alcance do grande público. Foi então quando se começou a criar uma “bolha de percepção” que apresentava as empresas do Vale do Silício como “amigas” das pessoas, “amigas” do consumidor. Apple, Google, Amazon e mais recentemente Facebook estimularam esse aspecto e se beneficiaram com isso. E tudo isso criou uma ilusão… que permitiu obliterar a visão anterior, negativa, que havia a respeito e que a maioria dos acadêmicos tinha com relação ao Vale do Silício, aquele Vale do Silício que colaborava com os militares.

Em segundo lugar, estas novas companhias, como o Google, que descrevo no meu livro, estabeleceram uma estreita relação com o aparelho do Estado em Washington, em particular com os responsáveis pela política exterior. Essa relação é, agora, uma evidência. Têm-na os mais altos executivos do Google, Eric Schmidt, Jared Cohen… têm ideias políticas semelhantes e compartilham uma visão de mundo idêntica. E, finalmente, esta associação tão estreita e esta visão de mundo compartilhada entre o Google e o governo americano estão a serviço dos objetivos da política exterior dos Estados Unidos.

Precisamente, nessa mesma linha, você escreve que quando Eric Schmidt visitou a China, a Coreia do Norte e a Birmânia, em 2013, era evidente que estava realizando uma operação “diplomática encoberta” para Washington. Que provas você tem disso?

Falo baseando-me na minha experiência. Pudemos demonstrar que quando havia um fluxo de informações entre Eric Schmidt e eu, imediatamente essa informação chegava aos níveis mais elevados do Departamento de Estado. E quando Eric Schmidt utilizava a Lisa Shields como canal para fazer contatos comigo, havia, antes disso, um fluxo de informações em sentido inverso, do Departamento de Estado para Eric Schmidt… A respeito deste e de sua diplomacia encoberta com a Coreia do Norte e com alguns países com os quais Washington não quer ser visto mantendo comunicações de forma direta, não sou eu quem faz essa afirmação, eu simplesmente repito e reproduzo as afirmações de outras pessoas. Mas eu, como lhe acabo de dizer, tive uma experiência concreta sobre a sua função de informante do Departamento de Estado; e outras pessoas também souberam avaliar o que Schmidt fez na Coreia do Norte e em outros países.

Há alguns meses, Eric Schmidt esteve em Cuba. Você acredita que também era para realizar uma “diplomacia encoberta”?

Sim, creio que sim.

Você pensa que cometeu um erro quando recebeu, em 2011, Eric Schmidt e seus amigos próximos ao governo americano? Foi ingênuo?

São perguntas interessantes. Eu estou acostumado a me reunir com muitas pessoas de todo tipo, há muito tempo. Por exemplo, jornalistas com antecedentes questionáveis. Mas não tinha tempo para avaliar quais eram suas motivações ao virem me ver. Assim que tratei o encontro com Eric Schmidt e as três pessoas que o acompanhavam [Jared Cohen, Lisa Schields, Scott Malcomson] de forma similar a como sempre havia feito. Obviamente, tive muito cuidado para não revelar detalhes das nossas operações ou os nomes dos membros da minha equipe… Esse tipo de precauções… Se você lê cuidadosamente a transcrição da nossa conversa verá que tento escapulir-me um pouco de algumas perguntas muito incisivas de Eric Schmidt. Por exemplo, quando me pergunta como o WikiLeaks se defendia tecnicamente a si mesmo naquele momento… Em vez de responder, descrevo como o WikiLeaks se defendia… em etapas anteriores!

Mas há muitas coisas que se pode aprender sobre uma pessoa quando esta lhe faz uma visita durante um longo tempo. E neste caso, Eric Schmidt e seus três companheiros, membros do Departamento de Estado, me visitaram durante mais de cinco horas… É um tempo suficientemente longo para poder tirar uma impressão relativamente precisa sobre a saúde de alguém, seu estado de ânimo, o que lhe interessa, de que se ri, etc. E eu, agora, claro, seria um pouco mais cuidadoso se tivesse sabido que esse tipo de informação, recolhida sobre mim por Eric Schmidt, iria diretamente para o Departamento de Estado… Mas, dito isso, essa informação também eu a recolhi sobre ele, e isso me revelou quem era Schmidt, e creio que os leitores também o percebem. Se se analisa cuidadosamente o que ele e as três pessoas que o acompanharam me perguntaram, do que riam, a diferença entre uma risada verdadeira e uma risada falsa… Dá para deduzir coisas…

Por exemplo, está muito claro que Eric Schmidt vê a China como um inimigo… Porque quando eu fiz brincadeiras sobre como, com o WikiLeaks, havíamos enganado a segurança chinesa, o riso de Schmidt foi mais forte e espontâneo, ao passo que em outros momentos seu riso era falso.

Você se decepcionou ao ver a versão truncada dada por Schmidt sobre essa conversa em seu livro?

Senti-me mais decepcionado pelo livro do Schmidt como livro. Isso sim me decepcionou. Mas também foi muito interessante descobrir o que esse livro tentava ser. E, naturalmente, como eu também havia gravado o nosso encontro, tive a experiência pessoal de saber exatamente o que eu havia dito a Schmidt e o que ele reproduziu da nossa conversa em seu livro. Portanto, pude ver o que ele estava tentando fazer. Pude vislumbrar o objetivo de Schmidt quando analisei quais partes da conversa havia conservado, quais havia ocultado e quais havia distorcido. Seu propósito não era me atacar, embora tivesse dito algumas coisas que ferem. O que ele tentava era posicionar o Google como o “visionário geopolítico” de que os Estados Unidos necessitavam. Para que as autoridades de Washington acudissem a ele e ouvissem o Google…

Você diz que muitos cidadãos criticam a espionagem e o controle exercidos pelo Estado. No entanto, nota que são muito poucos os cidadãos que criticam a vigilância exercida pelas empresas privadas. Esta é tão perigosa como a dos Estados?

Você está pressupondo que haja uma diferença entre o Estado e as grandes empresas privadas? [risos]

Faço-lhe a pergunta… Tenho minha opinião… [risos]

Esta divisão está desaparecendo na maior parte dos países do Ocidente. Mas a cumplicidade é mais clara nos Estados Unidos onde, por exemplo, 80% do orçamento das agências de segurança nacional é destinado à indústria privada. Inclusive a agência de inteligência mais secreta dos Estados Unidos, que faz parte do núcleo mais protegido do Estado, destina 80% do seu orçamento às indústrias do setor privado. Portanto, é interessante perguntar-se por que houve mais investigações sobre a espionagem do Governo do que sobre a espionagem das empresas privadas. Creio que estão ocorrendo duas coisas.

Em primeiro lugar, uma lei geral: quando aumenta o grau de abstração de um problema diminui o número de pessoas que podem entender essa abstração. Por exemplo, quando o governo americano contrata a empresa militar privada Blackwater para que seus mercenários operem no Oriente Médio, quanta atenção se dá ao número de mercenários que intervieram no Iraque ou no Afeganistão, comparado com o que se publica sobre o número de militares das Forças Armadas? Quanta atenção se dá aos mercenários da Blackwater quando matam alguém ou quando cometem um crime, em comparação com a cobertura midiática que recebe o crime ou o delito cometido por um militar? E, no entanto, o Governo estadunidense, em ambos os casos, é o senhor que dá as instruções e financia as operações. Dá-se lhe um nome diferente, e dar um nome diferente a algo é suficientemente eficaz para esconder a verdade, e dissimular a realidade.

E, segundo, especialmente nos Estados Unidos, há o aspecto ideológico. Por um lado temos a esquerda norte-americana… Quase toda essa esquerda liberal está no Partido Democrata, em um sistema clientelista e, portanto, não está exercendo um exame adequado do que está acontecendo com os excessos do Governo, inclusive a privatização generalizada. E, portanto, temos a parte libertária do Partido Republicano que diz que só o Governo é o problema, e que o setor privado jamais é o problema. No entanto, é o setor privado que dirige, em grande parte, o Governo. E algumas megaempresas, como o Google ou o Goldman Sachs, com seu enorme tamanho e seus monopólios, estão administrando os serviços centrais do Estado como se fossem o próprio Governo… São megaempresas privadas que têm uma cifra de negócios anual superior ao PIB da Nova Zelândia ou de muitos outros Estados.

Do Equador, por exemplo…

Com efeito, do Equador. Se comparamos a empresa petroleira Chevron, que tem um faturamento anual de cerca de 300 bilhões de dólares, e o Equador, que tem um PIB de cerca de 90 bilhões de dólares ao ano… a diferença é abissal. Sabemos que há um conflito entre estas duas entidades. A Chevron procura apresentar o Equador como um “Estado perigoso” que utiliza a força coercitiva para poder reduzir e intimidar uma empresa privada… Mas se consideramos os ingressos, não cabe dúvida de que entre o Equador e a Chevron, é esta que mais recursos têm. Ela é tão grande que poderia associar-se, além disso, ao poder dos Estados Unidos, que também possuem a habilidade de usar a força coercitiva, não de maneira direta, mas indireta, para tratar de intimidar o Equador… Mobilizando, caso for necessário, a chamada “sociedade civil”…

O conceito de “sociedade civil” é uma fábula?

O conceito não é uma fábula, mas a prática o é. Porque a maioria das organizações da chamada “sociedade civil” é financiada para serem agentes do Estado ou das empresas mais poderosas. No meu livro dou muitos exemplos sobre isto, não para provar este ponto, mas para estudar o que o Google faz. A New America Foundation, por exemplo, em Washington, quem a financia? A resposta é: Eric Schmidt pessoalmente, e o Google como companhia, e o Departamento de Estado, e a Radio Free Asia, e várias outras entidades. Mas as que mencionei são as principais patrocinadoras. E sua diretora-geral, Anne-Marie Slaughter, trabalhou anteriormente como assessora muito próxima de Hillary Clinton no Departamento de Estado, e segue sendo uma assessora atual do Departamento de Estado. E é, ao mesmo tempo, professora em Princeton.

Portanto, aqui temos todos juntos: Eric Schmidt como indivíduo, o Google como companhia, o Departamento de Estado como parte do Executivo dos Estados Unidos. O mesmo acorre com a Radio Free Asia e com o mundo acadêmico representado, em parte, por Anne-Marie Slaughter. Eric Schmidt é membro da Junta de muitas destas fundações, junto com diretores do Facebook. De longe, parece que o Google e o Facebook são concorrentes. Na realidade, em nível social, não se opõem entre si, mas cooperam em fundações, e também trabalham com o Estado, como no caso da New America Foundation. No livro, entro mais em detalhes nesta fundação porque é a mais significativa do ponto de vista político. É como o “lar político” de Eric Schmidt em Washington. Embora ele e vários executivos do Google estejam envolvidos também em outras fundações que pretendem encarnar a “sociedade civil”.

Você diz que “por trás da fachada da democracia há, na realidade, um poderoso desejo de controlar os cidadãos”. Em que se baseia para fazer essa afirmação?

Tem a ver com sua pergunta com esta falsa “sociedade civil”…?

Sim, é a ideia. O que chamamos de ‘democracia representativa’, na realidade, esconderia, segundo você, um grande desejo de controlar as pessoas…

Com certeza você conhece a famosa afirmação de Noam Chomsky: “Os meios de comunicação são para a democracia o que a propaganda é para a ditadura”.

Sim, duas maneiras de manipular.

É uma parte necessária do sistema de controle.

A esse respeito, fala-me da Total Information Awareness. Não peço que a descreva, o que faz no livro, mas acredita que esse projeto foi realmente abandonado?

A Total Information Awareness? Não, não, em absoluto. Dispomos de documentos que o WikiLeaks não publicou ainda sobre a criação da Total Information Awareness. E minha conclusão, após estudar a fundo sua evolução, é que imediatamente depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 o complexo dos serviços de inteligência estadunidense quis obter mais poder. Conseguir muitas coisas que quiseram há muito tempo… Embora já fossem muito poderosos… Não é que não houvesse vigilância massiva antes do 11 de setembro, sim a havia. AAgência de Segurança Nacional (NSA) já era como “a grande besta” em Washington, e já reunia uma enorme massa de informações. Mas imediatamente depois do 11 de setembro, o Exército pensou que podia abocanhar parte deste bolo e enfraquecer a NSA. Fizeram essa proposta da Total Information Awareness, com algo chamado MOAD [em inglês Mother Of Oll Databases, “a mãe de todas as bases de dados], que incluía toda a informação que se havia reunido nos Estados Unidos, da CIA, dos satélites e das outras agências de inteligência.

Este projeto foi aprovado imediatamente. Mas a NSA viu esta intromissão do Exército como uma ameaça para o seu próprio poder institucional. Portanto, a NSA lutou contra a Total Information Awareness. E não ganhou inicialmente. Estabeleceu-se uma espécie de cibercomando supremo que não era dirigido pela NSA. E o escritório da Total Information Awareness também não era dirigido pela NSA. Então, a NSA uniu-se aos democratas, com os principais responsáveis democratas, e começaram a atacar esse projeto. Uma vez que o fragilizaram com o pretexto de que, de algum modo, constituía uma ameaça para as liberdades civis, começou a digerir os pedaços, as peças da Total Information Awareness, e a integrá-los na NSA… Finalmente, a NSA absorveu a maior parte dos elementos do projeto Total Information Awareness. Ou seja, o projeto como tal desapareceu, mas todos os seus objetivos continuam em vigor e fazem parte, agora, das missões da NSA.

Você diz aos seus leitores: “Aprendam como funciona o mundo!”. Mas, onde pode aprender isso?

Em primeiro lugar, comprando e lendo livros… [risos]

Obviamente… e depois?

A revolução das comunicações conectou todas as sociedades umas às outras. Isso significa que conectou os principais espiões, os da NSA, e isso reforçou os aspectos negativos da globalização. Por exemplo, a competência econômica tão agressiva, as transferências financeiras na velocidade da luz… Isso significa que os grupos dominantes, já poderosos, podem agora multiplicar seu poder graças à internet e estendê-lo a todos os países, cujas sociedades estão se fusionando também graças à internet. Mas, por outro lado, este processo, esta mesma revolução tecnológica, permitiu a muitas pessoas, em todas as partes do mundo, educarem-se mutuamente mediante a transferência lateral de informações. E isso nos permite, em princípio, informar-nos melhor e compreender como funciona realmente o mundo.

É o aspecto positivo do que falávamos no princípio…

Sim. A NSA e as organizações de espionagem semelhantes a ela, como o Google e outras empresas cujo negócio é recolher informações privadas, passaram muito tempo extraindo informações das pessoas menos poderosas e arquivando-as para utilizá-las em seu benefício. E isto aumentou seu poder em grande medida. Aumentou o poder daqueles que já tinham muito. É o aspecto negativo.

Mas, por outro lado, essa transferência lateral de informação aumentou o conhecimento e, portanto, o poder de milhões de pessoas. E surgiram várias organizações, não muitas, como o WikiLeaks que se especializam em recolher dados secretos dessas informações super poderosas para disponibilizá-las para todo o mundo, para reequilibrar a falta de igualdade em matéria de poder. De certo modo, não respondi à sua pergunta, mas há tantas formas de aprender agora… E os últimos cinco anos foram a época de maior educação política de todos os tempos, não para todos os países, mas quando se olha esta educação que está sendo produzida simultaneamente em todo o mundo, isso nunca havia acontecido nunca antes.

Acredita realmente que a internet conseguiu acabar com a assimetria da informação?

Sim, mas, como acabo de explicar, as grandes empresas e o Estado estão tentando controlar este fenômeno recolhendo ainda mais informações.

Você diz que “não é o Estado que deve saber tudo sobre os cidadãos, mas os cidadãos que devem saber tudo sobre o Estado”.

Sim, é o que deve ser. A quem importa a transparência? A ninguém, realmente. As pessoas não nascem com o tema da transparência em seus corações. Não pensam na transparência no último instante de suas vidas, antes de morrer.

Com certeza…

As pessoas nascem com desejos de justiça, e antes de morrer, querem ter sido tratadas com justiça. O mesmo acontece com a privacidade. Transparência e privacidade são importantes apenas porque são mecanismos que dão ou tiram poder.

Você afirma que o WikiLeaks contribuiu para a queda de dois ditadores: na Tunísia e no Egito. Está convencido disso?

Muitas pessoas estão convencidas disso.

Está demonstrado?

Os ministros de Ben Ali admitem que a divulgação de cabogramas com informações explosivas pelo WikiLeaks quebrou a espinha dorsal do sistema de Ben Ali. Fica claro que estas divulgações representaram um papel importante. Chegavam no momento propício e em um contexto de grande descontentamento social. Porque, na realidade, o que fez Ben Ali cair foi o próprio Ben Ali.

A própria ditadura, claro…

Sim…

Gostaria de avançar. Você diz que houve as primaveras árabes e as revoltas de jovens mundo afora, desde os Indignados da Espanha até os manifestantes do Occupy Wall Street, “a internet converteu-se em um demos, um povo, que compartilha cultura, valores e aspirações, converteu-se em um lugar no qual a História tem lugar”. Não é excessivo dizer que a internet é um “povo”?

Antes de 2005, a internet era um lugar muito apático. Mas depois, em parte graças ao WikiLeaks, produziu-se uma mudança muito grande.

Mesmo assim, não acredita que é excessivo dizer que “a internet é um demos”?

É excessivo dizer que a internet, em sua totalidade, o seja. Mas há milhões de pessoas na internet – ignoro seu número exato – que se consideram a si mesmas como parte desse demos. Ao contrário, há outros milhões de pessoas que utilizam a internet e não se concebem a si mesmas como parte desse demos da internet. Mas isso não impede que haja milhões de pessoas, repito, que se percebem a si mesmas como fazendo parte desse demos. Conheço, inclusive, pessoas às quais perguntei: “De onde você é?” E algumas me responderam: “Sou da internet”.

Geração internet…

É divertido… Mas dizem-no seriamente, não em tom de brincadeira. Sentem genuinamente que a internet é o lugar de onde emergiu sua cultura pessoal.

Você continua pensando que compartilhar informação é uma maneira de libertar o mundo?

Não há outra esperança. Nunca houve nenhuma outra esperança. A luta sempre foi esta. Que as pessoas tenham informações. Se retrocedermos ao tempo dos gregos, ou aos debates durante o Iluminismo, ou aos enfrentamentos na China, ou às guerras de independência na América Latina, ou às lutas pós-coloniais, o primeiro passo sempre foi: compreender a situação, compreender o que é possível e o que não é possível. Mesmo quando nos afastamos das questões que têm a ver com a distribuição de recursos e o desequilíbrio dos poderes – porque, às vezes, penso que a esquerda se centra exclusivamente nestas questões… Se olharmos simplesmente para o que o ser humano é capaz quando está em suas melhores condições, e do que a civilização é capaz de fazer quando está também em seu melhor momento, qualquer cultura, qualquer civilização… está claro que não se pode fazer um plano para fazer algo a não ser que se pense nesse plano. Só se pode compreender se um plano de ação é válido ou não quando se analisa detalhadamente e se entenda a situação. Só quando que se compreende como funcionam os seres humanos.

Os seres humanos sempre se viram limitados pela falta de conhecimento. Imaginemos que amanhã todo o mundo fique surdo, mudo e cego; as pessoas não podem comunicar-se umas com as outras, nem transmitir seus conhecimentos, nem tampouco aprender do passado, nem dos arquivos escritos, não podem transmitir seus conhecimentos aos seus filhos, nem ao futuro. Imaginemos essa situação extrema… Então, as pessoas seriam como coelhos ou como pedras… Mas também podemos imaginar outra postura onde a aquisição de conhecimentos seria muito mais importante, e a educação muito melhor que agora, e a comunicação de maior qualidade e mais honesta que agora… Pois bem, neste momento nos encontramos entre esta posição elevada e a de sermos meras pedras… Há cinco mil anos, talvez, estávamos em um nível muito baixo, agora subimos um pouco, mas ainda nos resta muito para subir para alcançar, graças a uma educação e informações adequadas, um nível humano realmente superior.

Você falava antes de transparência. Um ex-ministro socialista francês de Relações Exteriores, Hubert Védrine, criticando o WikiLeaks, disse: “A transparência absoluta é o totalitarismo”. O WikiLeaks também foi acusado de “violar a vida privada dos Estados”. Pensa que deve haver limites à difusão de informações ocultas sobre os Estados?

Quando os responsáveis políticos, nos Governos, se queixam da transparência, me dá vontade de rir. Por trás dessas acusações há algo que é como dizer: eu penso que as pessoas não deveriam roubar. Pode-se acreditar nisso ou não. Mas na realidade não importa, porque não somos deuses, e os Estados também não o são. Na prática, sabemos que os Estados não podem autorregular-se para evitar que se tornem “maus”. Em consequência, os Estados devem ser regulados por outras instâncias, por pessoas que estão dentro desse Estado e por pessoas de fora do aparelho desse Estado. Isto é uma evidência, foi proposta por muitos humanistas.

Uma instituição que se autorregula, que não tem regulação externa, condena-se a cometer excessos ou à corrupção. Por isso, em termos práticos, algumas instituições do Estado, como a polícia que investiga as máfias, por exemplo, deve agir de forma profissional para garantir que suas investigações não sejam questionadas. Sem dúvida, o WikiLeaks age de forma profissional e verifica que a identidade de nossas fontes não se veja comprometida, ou a identidade da nossa equipe, do nosso pessoal, nunca seja revelada. E nunca foi. Mas manter os nossos segredos não é a responsabilidade de toda a sociedade. De forma similar, não é pelo fato de que a polícia ou as agências de inteligência agem de forma incompetente, os editores da imprensa ou os cidadãos devem censurar-se mutuamente.

Você diz que o WikiLeaks deu ao mundo “uma lição de jornalismo”, e que em relação aos meios de comunicação “seria preciso destruí-los todos” e substituí-los. Não é, também aqui, um pouco excessivo?

Eu trabalhei com os meios de comunicação como jornalista, como editor, em concorrência com outras publicações e, assim como todo o mundo, como consumidor ou leitor. Mas, também tive a experiência de algo que pouca gente experimentou, inclusive pouquíssimos jornalistas, que é padecer os meios de comunicação como sujeito, quando os meios falam de mim. E, portanto, desenvolvi uma percepção muito aguda sobre a sua falta de profissionalismo; comprovei que têm muitos preconceitos e que estão a serviço do poder dominante ao qual prestam contas. Embora, entre os jornalistas que trabalham para os veículos de comunicação dominantes, haja os bons, as limitações institucionais são muito severas e quase inevitáveis. Essencialmente, o poder os corrompe. E quando uma organização midiática se converte em influente, inclusive simplesmente porque está fazendo bem o seu trabalho, converte-se em poderosa e, em consequência, convida outras pessoas para que trabalhem para ela, e, essas pessoas, por sua, são convidadas por outros grupos sociais poderosos para que se sentem com eles num mesmo nível social, num mesmo nível de negócios e para trocar informações. E este processo é simplesmente um processo de sedução e de cooptação ao qual a maioria dos seres humanos não consegue resistir. Resultado: todo grupo midiático que tem influência e que a exerceu durante muitos anos já não é capaz de prestar informação de forma honesta.

Queria perguntar: que relação você tem com Edward Snowden atualmente? Se não for um segredo?

Não é nenhum segredo o fato de que o WikiLeaks, o fato de que eu e outras pessoas do WikiLeaks conseguimos tirar o Edward Snowden de Hong Kong para colocá-lo em um lugar seguro. Tem asilo na Rússia e agora montou uma organização em defesa das fontes dos jornalistas, que se chama Courage Foundation. Em relação a como nos comunicamos… Aí não posso entrar… Mas é interessante o motivo pelo qual não posso entrar nisso: é porque há um Grande Jurado nos Estados Unidos investigando o caso de Snowden, e os agentes do FBI vinculados a esse Grande Jurado andaram fazendo perguntas sobre o papel que Sarah Harrison (13) e eu, e outros membros do WikiLeaks, tivemos no caso de Edward Snowden. Mas estamos orgulhosos e muito contentes com o fato de que Snowden tenha asilo seguro. Sua família agora reuniu-se com ele na Rússia. E tem liberdade de movimento no maior país do mundo. Possui documentação para viajar. Ainda tem que ter muito cuidado na hora de sair da Rússia, devido às tentativas dos Estados Unidos para capturá-lo… Mas sempre e quando for muito cuidadoso no que faz, encontra-se em uma boa situação agora. E isto é um incentivo muito importante para que lançadores de alerta como ele deem um passo à frente e façam o mesmo que ele fez.

Você compartilha com Snowden o fato de ser, por sua vez, um dos homens mais perseguidos pelos Estados Unidos, e também ser considerado como um “herói do nosso tempo” por muita gente.

Sim… Nenhuma boa ação fica impune… [risos]

Você está disposto a negociar com os Estados Unidos para colocar um fim a esta situação?

Em relação aos Estados Unidos, tentamos negociar, e meus advogados, em Washington, negociaram. O Departamento de Justiça americano nega-se a falar com meus representantes. E a última atualização do Departamento de Justiça diz que a investigação a meu respeito está em andamento, mas se negam a me informar, comunicam-no diretamente ao Tribunal, mas não querem falar com os nossos advogados nem comigo. E o Governo do Equador, enquanto Estado, tentou falar com o Governo estadunidense sobre esta questão. E também neste caso o Governo dos Estados Unidos se nega a entabular conversações.

Em junho passado, você anunciou publicamente que logo sairia daqui…

Não fui eu que fiz esse anúncio, mas os meios de comunicação.

Ah! Outra prova das “mentiras da imprensa”… Quando pensa em sair daqui?

Tenho muita confiança. A situação legal está absolutamente clara. Temos vários processos, entramos com uma dúzia de processos diferentes em diferentes jurisdições, que estão avançando. Sobre a metade delas estamos na ofensiva. Por exemplo, entramos com um processo penal contra as operações de inteligência contra mim na Suécia, outro contra as operações militares dos Estados Unidos contra nós na Alemanha, outro na Dinamarca contra a cooperação ilegal entre a inteligência dinamarquesa e o FBI contra nós. E em outro processo penal, na Islândia, também tivemos êxito e conseguimos fazer prender um confidente do FBI, que informava contra nós. Mas também entrei com um recurso de apelação na Suécia e esperamos algum resultado positivo.

Legalmente, a situação está muito clara há tempo. Por outro lado, à medida que o tempo passa, os Estados Unidos e o Reino Unido começam a tomar certa distância em relação ao tema do WikiLeaks… Agora, por exemplo, estão muito ocupados com a Organização do Estado Islâmico… No Reino Unido, além disso, há as eleições do ano que vem. E na Suécia há um novo Governo.

Socialdemocrata…

Sim, mas não devemos esquecer que foi um Governo socialdemocrata que tomou a decisão de colaborar com a CIA em 2001. Na Suécia, não há muita diferença entre a centro-direita e a centro-esquerda… A realidade é que, em Estocolmo, estão agora em um período de transição. E durante um período de transição a pressão sobre o sistema judiciário não é tão grande, porque o novo Governo está em formação. No Reino Unido temos várias facções que estão do meu lado, e isto resultou em uma mudança na legislação. Devemos recordar que estive preso aqui sem acusações durante quatro anos, mas também não há acusações contra mim nos Estados Unidos, nem na Suécia…

Isso é incrível para a maioria das pessoas, não acreditam que isso possa ser verdade. E eu também não creio que isso possa ser possível, mas, no entanto, é o que acontece comigo. Estive preso sem acusações durante quatro anos… E tentam me extraditar sem acusações… Por sorte, houve um reconhecimento, por parte do Reino Unido, do Supremo Tribunal, de que isso foi um abuso que, com a legislação anterior, não era possível evitar. Em consequência, o Parlamento modificou a lei. E agora já não é possível uma extradição sem acusação no Reino Unido.

Fizeram um caso especial com a sua questão?

Não. Embora haja um problema: essa nova lei não é retrospectiva. Essa cláusula de não retrospectividade foi introduzida na nova lei depois que um artigo no London Independent disse que se fosse aprovada a nova lei assim como está redigida, Assange ficaria livre. Provavelmente, não é legal, porque essa cláusula foi introduzida unicamente para causar um prejuízo a uma pessoa em concreto.

Mas não se pode fazer uma lei para uma única pessoa…

Bom, fizeram uma armadilha, não colocaram o meu nome, mas descrevem minhas circunstâncias exatas. [risos]

Vão chamá-la de “emenda Assange”, penso…

Meus advogados brincam. Dizem que é “a exceção Julian à lei Assange”. [risos] Mas estou confiante. Sou otimista.
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Tucanos fazem campanha pela entrega do pré-sal ao capital estrangeiro - Blog do Renato Rabelo

Blog do Renato Rabelo

Em artigo publicado neste domingo (8), o economista tucano Pedro Malan, ministro da Fazenda durante os dois mandatos do FHC, entrou na campanha contra o sistema de partilha do pré-sal e a Petrobras.

Malan foi ministro da Fazenda nos dois mandatos de FHC
Malan foi ministro da Fazenda nos dois mandatos de FHC
Malan abre o seu artigo citando uma frase general Ernesto Geisel, um dos presidentes no período da ditadura. “’Entendo os que são contra, esta é uma posição que já foi minha’, disse o então presidente da República Ernesto Geisel, cerca de 40 anos atrás, em cadeia nacional de televisão, ao anunciar, entre outras decisões, a abertura do Brasil a investimentos privados na área do petróleo por meio de contratos de risco”, diz Malan, que ao finalizar o artigo, ele justifica a inserção da frase de Geisel dizendo que “é um bom exemplo de que a realidade por vezes se impõe com força”.
Para ele, o modelo de partilha do pré-sal deve ser abandonado para abertura do mercado para empresas internacionais. “A obrigatoriedade de ter a Petrobrás como operadora de todos os campos do pré-sal e com pelo menos 30% de participação passou a representar um ônus excessivo para a empresa, que já tem uma relação dívida/geração de caixa de cerca de 5”, disse Malan.
O economista tucano ainda critica a política de conteúdo nacional, que prioriza compras de equipamentos produzidos no Brasil, gerando emprego e renda aos brasileiros. “A exigência de conteúdo nacional vem causando atrasos e estouro de orçamento. A Sete Brasil é um problema. Em suma, a decisão anunciada em 7 de setembro de 2009 (data escolhida a dedo) de mudar o regime de concessão para partilha vem gerando para a Petrobrás problemas que teria de enfrentar mesmo se não estivesse em curso a Operação Lava Jato”.
Na semana passada, o senador José Serra (PSDB-SP) afirmou que a Petrobras tem “excesso” de diversificação e defende a venda de ativos que, segundo ele, dão prejuízo, como por exemplo, o pré-sal.
Serra disse que a Petrobras deve somente “explorar e produzir petróleo” e o restante deve ser “vendido, concedido ou extinto”, a começar pelo pré-sal. “Tem que começar pela revisão do modelo do pré-sal: retirar a obrigatoriedade de a empresa estar presente em todos os poços, ser a operadora única dos consórcios e ter que suportar os custos mais altos da política de conteúdo nacional”, disse.
Com informações de agências

Vídeo: 2001 - Afunda a Plataforma P36 e a globo defende governo FHC - A Petrobrás sob os tucanos

Plantão Brasil

A P-36 foi a maior plataforma de produção de petróleo no mundo antes de seu afundamento em março de 2001.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Em encontro com Aldo, empresa chinesa afirma querer ampliar cooperação - Portal Vermelho

Em encontro com Aldo, empresa chinesa afirma querer ampliar cooperação - Portal Vermelho

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, recebeu na terça-feira (20) o vice-presidente da empresa chinesa Huawei, David Harmon. Ele ressaltou a intenção de aprofundar a colaboração com a pasta, o governo federal e as instituições brasileiras.



Ministro Aldo Rebelo com o vice-presidente da empresa chinesa Huawei, David HarmonMinistro Aldo Rebelo com o vice-presidente da empresa chinesa Huawei, David Harmon
"Foi uma oportunidade de explicarmos o que estamos fazendo no Brasil e falarmos sobre a cooperação que manteremos com o MCTI ao longo dos próximos anos", conta Harmon.

A multinacional de tecnologias da informação e da comunicação (TICs) assinou memorando de entendimento com o ministério no ano passado, no contexto de 32 atos de cooperação firmados entre Brasil e China.

O representante da multinacional chinesa destacou a dimensão da economia brasileira, a expansão da banda-larga no país, a crescente importância da computação em nuvem e o campo do governo eletrônico (e-governo) como fatores de oportunidades na área das TICs.

Para ele, essas tecnologias podem melhorar a operação de áreas como saúde, educação, serviços sociais, energia e mobilidade e sua integração, além de ajudar a construir cidades mais inteligentes.

A Huawei é parceira do MCTI e do Ministério da Educação (MEC) nos Centros de Dados Compartilhados (CDCs) instalados em Manaus e Recife e tem acordo de cooperação com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social qualificada pela pasta.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação



Aldo Rebelo discute inovação industrial com diretor da CNI - Portal Vermelho

Aldo Rebelo discute inovação industrial com diretor da CNI - Portal Vermelho

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, recebeu na terça-feira (3) o diretor adjunto de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sérgio Moreira, a fim de direcionar uma série de encontros para debater temas convergentes entre a pasta e a entidade.



Aldo Rebelo recebeu, nesta terça (3), representante da Confederação a fim de debater temas convergentes entre a pasta e a entidadeAldo Rebelo recebeu, nesta terça (3), representante da Confederação a fim de debater temas convergentes entre a pasta e a entidade
"Essa agenda vem sendo trabalhada há muitos anos, junto ao MCTI e Ministério da Educação, e está muito bem representada no mapa estratégico da indústria brasileira proposto pela CNI", disse Moreira, após a audiência.

"Nosso fórum para debater esses temas é a MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) e sua parte operacional é a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), organização social supervisionada pelo governo."

Desde que assumiu o MCTI, Aldo Rebelo já se reuniu com o presidente da MEI, Pedro Wongtschowski, e a diretoria da Embrapii, representada pelo diretor-presidente, João Fernando Gomes de Oliveira, o diretor de Operações, Roberto Vermulm, e o diretor de Planejamento e Gestão, José Luis Gordon.

Anfavea
Em seguida, o ministro se reuniu com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. A expansão do segmento de engenharia automotiva e o incremento da pesquisa e desenvolvimento (P&D) do setor foram alguns dos assuntos discutidos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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