Muito bom! https://t.co/FWa5TmKaa6
— Spaces PT Brasil ⭐🚩 (@EsquerdaEstrela) October 9, 2022
Mostrando postagens com marcador anticomunismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anticomunismo. Mostrar todas as postagens
domingo, 9 de outubro de 2022
Sai pra lá, assombração! Agora é Lula Presidente!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Coragem Intelectual - Grover Furr e o fascismo ideológico nos EUA - Paulo Vinícius Silva
O Professor Grover Furr, que ensina História da Língua Inglesa, Literatura Mundial e História do Jornalismo na Universidade de Montclair (New Jersey, EUA) enfrenta há anos uma árdua batalha, nadando contra a corrente de um dogma que une trotskistas, utra-liberais, social democratas de esquerda, centro e direita, conservadores de todos os matizes, a grande imprensa burguesa, as religiões fundamentalistas, nazistas e fascistas de todos os nuances, e os revisionistas, ex-comunistas, kruschevistas et caterva: a demonização do líder soviético Josif Stalin.
Ora, raríssimos temas na História gozam de tamanha unanimidade, creio que nenhum. Contra tal narrativa, no século passado, Pablo Neruda, escrevendo sua derradeira obra, a autobiografia Confesso Que Vivi, ousou defender Stalin da demonização, em princípios dos anos 70. Mais recentemente, autores como o extinto líder do Partido do Trabalho Belga, Ludo Martens (Um outro Olhar Sobre Stalin), e o filósofo comunista italiano Domenico Losurdo (História Crítica de uma Lenda Negra), tiveram a coragem de publicar obras bastante documentadas que questionam a desconstrução e a demonização de Stalin, líder da URSS num dos períodos mais difíceis da História.
A coragem intelectual de Furr é digna de admiração, mesmo de quem se lhe reproche as visões, mas tenha um pingo de coerência em defesa da liberdade acadêmica. Furr, ademais, dá uma verdadeira lição de independência e de talento enquanto professor. Afinal, como era de se esperar, nesses tempos de Obama Presidente, Tea Party e de extrema direita e fascismo imperando nos EUA, pode-se imaginar a que se expõe o Professor Furr por suas ideias. Em 2012, provocado por uma associação de estudantes ultra-liberais estadunidense (YAL - Young Americans for Liberty), Furr aceitou o convite a um debate cama de gato, aonde se lhe gravaram as declarações corajosas e incomuns, ante a provocação de um dos líderes neoconservadores. Para piorar, Furr ainda defendeu a saúde pública - o cabra não alisa, é mais valente que dez siris numa lata.
A peça ganhou milhares de acessos no You Tube levando a uma campanha de difamação contra o Professor Furr, como parte de uma tendência mais ampla de neomacarthismo, com a perseguição de intelectuais de esquerda que ensinam em universidades, retratados como pessoas perigosas que, como Sócrates, "corrompem a juventude". Sabemos o destino de Sócrates. A publicidade dada ao episódio e as pressões de direitistas eram claras ao pedir a cabeça de Furr. Até um site foi feito (http://stopgroverfurr.blogspot.com.br) em vários idiomas para o difamar, além de programas de TV, notícias em jornais e pressões sobre a Universidade.
Furr é um acadêmico, dá aulas, escreve, como se lhe podem parar? Retirando-lhe o emprego, cassando sua página e publicações na página de onde ensina, impedindo-lhe de declarar sua condição de professor universitário, ou através de métodos bem utilizados nos EUA para calar o contraditório, como Martin Luther King, Malcom X e mesmo o Presidente Kennedy poderiam testemunhar. Não ocorre aos paladinos da democracia jamais questionar a si próprios se seus atos não expressam aquilo que retoricamente buscam condenar.
Nessa campanha de perseguição, todavia, não puderam contar com a cumplicidade da instituição nem dos estudantes, que o defenderam. Querido, foram vários os testemunhos de seu rigor em classe, de sua capacidade e da clareza com que dá suas aulas de Literatura sem misturar os temas. O jornal estudantil da intituição, The Montclarion fez um equilibrado histórico das posições e da campanha de difamação contra o Professor Furr, gesto que somado à posição da instituição causam alegria nessas terras do Sul e alhures, a alegria de reconhecermos forças vivas em solo estadunidense que lutam contra o império da CIA, da Comunicação midiática, das petroleiras e do complexo industrial militar. Em tempos de Patriotic Act, essas expressões corajosas de esquerda comovem imensamente, e demandam a solidariedade internacionalista de todos os que apoiam lutadores e lutadoras que lutam no próprio estômago da besta imperialista, por exemplo pela liberdade acadêmica. E há muitos lutadores nos EUA, gente como Pete Seeger, Paul Robeson,MLK e Malcom X, Woody Guthrie, Harry Belafonte, Nina Simone, Susan Sarandon, Joan Baez, Mchael Moore, gente de fibra, admirável.
Todavia, o que sobressai em todo o debate, e em todo o ódio destilado contra Furr é que há razões de questionamentos para muitas das estórias que se difundem sobre a memorável luta do povo soviético e de seu líder para libertar a Humanidade do Nazismo. Também o tempo tem demonstrado que o fervor justiceiro dos kruschevistas serviu a propósitos menos nobres, em especial a negação da luta de classes, da Revolução, das deformações burocráticas na URSS que eles próprios representavam e do próprio assassinato de Stalin. O velho, que jamais fora derrotado, só tombou envenenado e deixado à morte por mais de um dia. E não bastou, era necessário destruí-lo simbolicamente, assim como a autoridade da URSS que tanto nos deu. Maiores expressões não há de traição ao socialismo, traição que Stalin jamais admitiu. Ao contrário, resistiu e se manteve em Moscou, inspirou milhões em todo o mundo na luta contra o fascismo. Não admitiu privilégios, e seu próprio filho, Yakov Djugashvilii, oficial, estava em combate. Capturado, nem se declarou filho de Stalin, nem seu pai aceitou as chantagens que se lhe fizeram para trocá-lo em termos desonrosos. O líder soviético também tinha quem prantear.
Como disse Brecht, "Do rio que tudo arrasta, diz-se violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem." O capitalismo e sua História jamais podem perdoar duas virtudes num(a) líder: amor a seu povo o suficiente para nunca o trair e a capacidade de vencer. Não é desarrazoada a campanha de décadas contra Stalin, peça central da propaganda contra o socialismo no século XX. Desarrazoado é acreditar acriticamente nela, sem sequer conhecer os rudimentos do debate, sem admitir o contraditório, esgrimindo chantagens emocionais que nada tem a ver com a Ciência, muito menos com a História. Essas são as sistemáticas posturas que se abatem contra o Professor Furr, afora um ódio que diz muito das convicções democráticas de seus difamadores. O que não há em todos os ataques que se lhe fizeram, dos que vi, em parte alguma, é a refutação das admiráveis moscas que ele, assim como Losurdo e Ludo Martens, põem na empada embolorada dessa história oficial que - não há motivo para dúvidas - ela sim constitui uma gritante falsificação, sustentada pela traição de Kruschev, sua camarilha e os trotsquistas, com que contaram o poder econômico e o monopólio midiático para desmerecer uma das mais importantes epopeias da História da Humanidade, a construção do socialismo na URSS sob brutal cerco, e sua capacidade, sob a liderança de Stalin, de unir a Humanidade, derrotar o nazismo, libertar os judeus dos campos de concentração e os países europeus sob domínio nazifascista. E parece que isso não se poderá jamais tirar de Stalin, assim como a admiração que na Rússia persiste quando se menciona o seu nome.
Veja a entrevista do Professor Furr para o jornal A verdade, reproduzida pelo Portal Vermelho
Conheça a página do Professor Furr
P.S.: Corrigido em 13/01/2014
sábado, 26 de novembro de 2011
PCdoB processa editoras Abril e Globo por ataques ofensivos - Portal Vermelho
O PCdoB vai entrar na terça-feira (27), na Justiça do Distrito Federal, com ações penal e indenizatórias contra as editoras Abril e Globo, por conta de publicações ofensivas nas revistas Veja e Época. A primeira por ter deflagrado uma campanha ofensiva orquestrada pela grande mídia contra um membro do partido e o própria legenda. Já a segunda, pela gratuidade do ataque e por ser de tão baixo calão.
“Já tínhamos, no decorrer desse enfrentamento, o compromisso de que nós iríamos lutar em todas as frentes, inclusive a judicial, sobretudo procurando construir ações contra dois órgãos de imprensa que nos atacaram de forma mais agressiva”, declarou o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
Contra a Veja, serão duas ações. Uma de reparação de danos, que pedirá 3 mil salários mínimos, contra três edições - de 19 de outubro, 26 de outubro e 2 de novembro. Na primeira matéria, do dia 19, com intitulada “O ministro recebia dinheiro na garagem”, faz acusações baseadas em uma entrevista, com o policial militar João Dias Ferreira, que acusa, sem provas, o partido por desvio de verbas, inclusive, o fato que dá título à matéria, de que o então ministro do Esporte, Orlando Silva, receberia valores em uma garagem. Nem o próprio militar testemunhou.
Na matéria da edição de 26 de outubro, "A coisa fugiu do controle", o semanário forja a ideia de que o ministério se tornou “numa fábrica de moedas para os cofres de entidades ligadas aos comunistas”. E, por falta de provas e fontes, repete a falácia exposta na edição anterior.
“Escândalo latente”, matéria publicada na edição de novembro, a Veja abre o texto com um lide emporcalhado, que nem mesmo suas 30 linhas o sustentam. Tenta sacramentar a saída de Orlando Silva do ministério como parte de uma pseudo faxina da presidente Dilma Rousseff, como se o PCdoB fosse uma corrupção a ser varrida. E mais, ainda tenta dissociar o atual governo de seu antecessor, o presidente Lula, o que não é verdade.
Tamanho foram os ataques feitos pela revista, que os jornalistas que redigiram as matérias, Rodrigo Rangel e Daniel Pereira, e o redator-chefe mauro Sabino, serão processados criminalmente. A ação penal contra os profissionais será por crime contra a honra - calúnia, difamação e injúria.
“Nesse caso, houve os três, injúria, calúnia e difamação. Houve ataques e tentativas de desqualificar o partido e um membro do partido, atentando contra a dignidade. E além deles terem publicado na edição impressa, mantêm disponível em suas páginas na internet”, declarou o advogado Paulio Machado, responsável pelas ações.
O advogado acrescentou que, com relação às indenizações por danos morais, o que mais importa é a condenação e não os valores obtidos. “O que pesa na ação é o julgamento, uma vez que no país não há jurisprudência para condenações de grandes valores”, observou Paulo Machado.
Época
No caso da Revista Época, da Editora Globo, será uma ação por danos morais pela matéria, Comunismo de resultados, e capa com a chamada “PC do Bolso”, em uma insinuação de que a legenda estaria retirando recursos da pasta do Esporte e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A ação pede dois mil salários mínimos.
“Partidos comunista causam um certo pavor nas forças conservadoras. E a mídia é o instrumento que elas têm para atacarem. O que demonstra o antagonismo dessas forças com o partido”, declarou Renato Rabelo, referindo-se ao anticomunismo presente na sociedade.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Dirceu: O esforço para alimentar crise sem provas contra Orlando - Portal Vermelho
Dirceu: O esforço para alimentar crise sem provas contra Orlando - Portal Vermelho
O nome do ministro do Esporte, Orlando Silva, praticamente desapareceu da Veja desta semana como pivô da crise. Depois de terem dito até que ele recebia pacotes e caixas de dinheiro na garagem do Ministério, mudaram o foco do noticiário.
Por José Dirceu
Como não apareceram até agora as provas do soldado ongueiro PM de Brasília, João Dias, contra o ministro, o centro do noticiário desta edição de agora da revista é a história de que assessores seus - não ele - instruíram o soldado sobre como se livrar e não ser descoberto nas falcatruas que teria cometido com dinheiro público em suas ONGs.
Veja fala de gravações dessas instruções de assessores do ministro. Sobre elas, o Ministério do Esporte emitiu nota em que esclarece que esses diálogos de servidores da pasta são uma "suposta gravação que cita supostos trechos, partes de frases, palavras isoladas, com o intuíto claro de induzir os leitores".
O ministério adianta, ainda, que vai pedir à Polícia Federal (PF) que as "supostas gravações" sejam incorporadas à investigação sobre o caso e que "adotará os procedimentos cabíveis para apurar eventuais responsabilidades de servidores". Mas, como sempre, o material da revista terminou pautando os jornais do fim de semana até esta 2ª feira.
Macartismo com força total
Até porque eles não têm fatos novos para prosseguir na campanha denuncista contra o governo. O Estadão aproveitou para dar praticamente uma edição inteira da (editoria de) Política contra o PCdoB, falando de um "esporteduto" da legenda. Nada menos que oito matérias ontem, mais inúmeras hoje. Macartismo, ranço puro contra um partido comunista.
Ranço ao PCdoB que eles, aliás, ignoravam até poucos dias atrás. Não davam ao partido a menor atenção, haviam-no esquecido. Mas, agora, aproveitam a situação de aliado da legenda para exteriorizar esse anticomunismo, ótimo para eles irem na linha que querem contra o governo.
O jornalão da família Mesquita traz até uma matéria de seu correspondente em Zurique (Suíça) que nunca escreve sobre política interna brasileira, dizendo que o ex-presidente Lula mandou o ministro Orlando "resistir" e a presidente Dilma Rousseff não teve condições de demiti-lo.
Temor de "crise" na FIFA vem de um velho conhecido
Afirmar isso é desconhecer quão ciosa a presidente Dilma é da sua autoridade e a forma como atua o ex-presidente da República desde que deixou o cargo dia 1º de janeiro deste ano. O correspondente do Estadão diz em sua matéria, inclusive, que a FIFA teme uma crise em relação à Copa de 2014 no Brasil.
Só que fundamenta esse raciocínio e vê essa "crise" a partir de declarações de Jerome Valcke, secretário geral da entidade. É isso mesmo que vocês leram e perceberam: Valcke é o mesmo que sempre teve posição cética e crítica em relação ao Brasil. É o gerador das grandes manchetes negativas, tão ao gosto da mídia brasileira, de que os nossos estádios não vão ficar prontos para a Copa, tampouco as demais obras ficarão, de que nada vai andar, nem funcionar...
Fonte: Blog do Zé Dirceu
O nome do ministro do Esporte, Orlando Silva, praticamente desapareceu da Veja desta semana como pivô da crise. Depois de terem dito até que ele recebia pacotes e caixas de dinheiro na garagem do Ministério, mudaram o foco do noticiário.
Por José Dirceu
Como não apareceram até agora as provas do soldado ongueiro PM de Brasília, João Dias, contra o ministro, o centro do noticiário desta edição de agora da revista é a história de que assessores seus - não ele - instruíram o soldado sobre como se livrar e não ser descoberto nas falcatruas que teria cometido com dinheiro público em suas ONGs.
Veja fala de gravações dessas instruções de assessores do ministro. Sobre elas, o Ministério do Esporte emitiu nota em que esclarece que esses diálogos de servidores da pasta são uma "suposta gravação que cita supostos trechos, partes de frases, palavras isoladas, com o intuíto claro de induzir os leitores".
O ministério adianta, ainda, que vai pedir à Polícia Federal (PF) que as "supostas gravações" sejam incorporadas à investigação sobre o caso e que "adotará os procedimentos cabíveis para apurar eventuais responsabilidades de servidores". Mas, como sempre, o material da revista terminou pautando os jornais do fim de semana até esta 2ª feira.
Macartismo com força total
Até porque eles não têm fatos novos para prosseguir na campanha denuncista contra o governo. O Estadão aproveitou para dar praticamente uma edição inteira da (editoria de) Política contra o PCdoB, falando de um "esporteduto" da legenda. Nada menos que oito matérias ontem, mais inúmeras hoje. Macartismo, ranço puro contra um partido comunista.
Ranço ao PCdoB que eles, aliás, ignoravam até poucos dias atrás. Não davam ao partido a menor atenção, haviam-no esquecido. Mas, agora, aproveitam a situação de aliado da legenda para exteriorizar esse anticomunismo, ótimo para eles irem na linha que querem contra o governo.
O jornalão da família Mesquita traz até uma matéria de seu correspondente em Zurique (Suíça) que nunca escreve sobre política interna brasileira, dizendo que o ex-presidente Lula mandou o ministro Orlando "resistir" e a presidente Dilma Rousseff não teve condições de demiti-lo.
Temor de "crise" na FIFA vem de um velho conhecido
Afirmar isso é desconhecer quão ciosa a presidente Dilma é da sua autoridade e a forma como atua o ex-presidente da República desde que deixou o cargo dia 1º de janeiro deste ano. O correspondente do Estadão diz em sua matéria, inclusive, que a FIFA teme uma crise em relação à Copa de 2014 no Brasil.
Só que fundamenta esse raciocínio e vê essa "crise" a partir de declarações de Jerome Valcke, secretário geral da entidade. É isso mesmo que vocês leram e perceberam: Valcke é o mesmo que sempre teve posição cética e crítica em relação ao Brasil. É o gerador das grandes manchetes negativas, tão ao gosto da mídia brasileira, de que os nossos estádios não vão ficar prontos para a Copa, tampouco as demais obras ficarão, de que nada vai andar, nem funcionar...
Fonte: Blog do Zé Dirceu
Assinar:
Postagens (Atom)

