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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Solidariedade a professor colombiano sob ameaça de morte - Portal Vermelho

Movimentos sociais manifestam apoio a colombiano exilado - Portal Vermelho

O pesquisador e professor titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá, na Colômbia, Renán Vega Cantor, tem sofrido nos últimos meses ameaças sistemáticas por parte de grupos de extrema-direita daquele país, como denunciam entidades sociais internacionais. A situação ficou tão arriscada que ele foi forçado a um exílio temporário no exterior.


Na Colômbia, grupos de extrema-direita estão associados a assassinatos de políticos, sindicalistas, ativistas de direitos humanos e estudantes. Nos últimos 25 anos, 250 mil pessoas desapareceram lá.

É o país com maior taxa de assassinatos de líderes sindicais: nos últimos 25 anos, dos 3 mil sindicalistas mortos em todo o mundo, 60% eram colombianos.

É o segundo país do mundo em número de assassinatos de professores. Só perde para o Iraque.

“É inadmissível o que está acontecendo com Rénan Vega”, repudia Caio Toledo, professor da Unicamp e um idealizadores do blog Marxismo 21. “Está com a vida ameaçada por sua luta incansável pela democracia e em defesa dos setores desfavorecidos da sociedade colombiana.”

Campanhas de solidariedade a Renán Vega estão acontecendo em vários países da América Latina. No Brasil, o professor Caio Toledo é um dos patrocinadores. Um manifesto, dirigido à Embaixada da Colômbia no Brasil, já está circulando. Quem quiser apoiá-lo, é só clicar aqui.

Com Blog do Miro


Veja o texo da Petição on line

Pela presente petição, nós manifestamos irrestrita solidariedade a RENÁN VEGA CANTOR, professor universitário e reconhecido pesquisador colombiano, que, hoje, está sendo objeto de perseguições por parte de autoridades políticas de seu país. É de se lamentar e repudiar o fato de que, face o grau de ameaças sofridas, o prof. VEGA CANTOR viu-se obrigado a se exilar temporariamente no exterior.

RENÁN VEGA CANTOR  é historiador, economista diplomado na Universidade de Paris VIII (França) e Professor Titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá, Colômbia. Autor de mais de vinte livros,  é também diretor da Revista CEPA (Centro Estratégico do Pensamento Alternativo). Em 2008, recebeu o "Prêmio Libertador do Pensamento Crítico".

Sua trajetória intelectual, acadêmica e sindical - esta última na condição de vice-presidente da Associação Sindical dos Professores Universitários - é destacada por sua incansável luta pela democracia política e sua intransigente defesa dos movimentos sociais e de todas as camadas exploradas da sociedade colombiana, qualidades que têm implicado ameaças à sua vida.

Por estas razões e circunstâncias, solicitamos que o Governo da Colômbia e todas as suas autoridades suspendam urgentemente as ameaças feitas e tomem as medidas necessárias para garantir o imediato retorno do prof. RENÁN VEGA CANTOR, a fim de ele continue exercendo plena e livremente suas atividades de pesquisa e docência em Bogotá, Colômbia.



Há 40 anos, Guerrilha do Araguaia era noticiada pela 1ª vez - Portal Vermelho

Há 40 anos, Guerrilha do Araguaia era noticiada pela 1ª vez - Portal Vermelho


Há exatos 40 anos, no dia 24 de setembro de 1972, o Brasil tomava conhecimento de um dos eventos mais expressivos de nossa história recente. Nesse dia, foi publicada a primeira matéria sobre a Guerrilha do Araguaia. O texto do jornal O Estado de S. Paulo saiu cinco meses após o Exército Brasileiro ter deflagrado, na margem esquerda do Rio Araguaia, na divisa dos estados do Maranhão, Pará e de Goiás (hoje do Tocantins), a operação que resultaria na morte de quase uma centena de pessoas.


Considerada um "grande drible” na censura que vigorava na época, a reportagem relatava as atividades das Forças Armadas na região, especialmente em Xambioá, transformada “em uma grande praça de guerra” onde “caminhões, jipes, oficiais e soldados” circulavam “fortemente armados”.

A operação de combate à Guerrilha do Araguaia terminou oficialmente no dia 5 de janeiro de 1975, quando o então presidente Ernesto Geisel enviou mensagem ao Congresso para informar o fim do movimento armado.

Em 2010, em uma decisão inédita, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Estado brasileiro por sua responsabilidade pelo desaparecimento de 62 pessoas, entre 1972 e 1974, durante a Guerrilha do Araguaia. O entendimento da corte é que o Brasil é responsável por não ter investigado crimes cometidos pela ditadura militar (1964-1985) no combate à Guerrilha do Araguaia.

A guerrilha teve início quando militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que defendiam a luta armada migraram para a região, conhecida como Bico do Papagaio, com o objetivo fomentar uma “revolução socialista”, com base nas experiências da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.

Em 21 de abril de 1972, o Exército destacou um grupo de militares para realizar o reconhecimento da atividade guerrilheira na região entre Marabá (PA) e Xambioá, na época pertencente ao estado de Goiás. Duas semanas antes da primeira ação, a ditadura havia prendido, em Fortaleza, os estudantes Pedro Albuquerque e Tereza Cristina, que tinham se desligado da guerrilha.

Nos dias seguintes foram presos os guerrilheiros Danilo Carneiro, Rioco Kaiano e José Genoino. No dia 8 de maio, Bergson Gurjão Farias seria o primeiro guerrilheiro a ser morto na área. Era o início da chamada Operação Papagaio, que envolveu mais 1,5 mil homens das Forças Armadas. O responsável pela operação era o major Lício Maciel, cuja missão era eliminar a guerrilha.

Anistia

Na decisão tomada pela CIDH em 2010, a corte considerou “inadmissíveis as disposições de anistias, as disposições de prescrição e o estabelecimento de excludentes de responsabilidade, que pretendam impedir a investigação e punição dos responsáveis por graves violações dos direitos humanos, como tortura, as execuções sumárias, extrajudiciárias ou arbitrárias e os desaparecimentos forçados”. No entendimento da corte, trata-se de crimes imprescritíveis.

A sentença afirma que a Lei de Anistia, de 1979, é incompatível com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também chamada de Pacto de San José, do qual o Brasil é signatário. Para a CIDH, a Lei de Anistia não pode ser “um obstáculo” que impeça a investigação do caso, a identificação e a punição dos responsáveis por violações dos direitos humanos.

Recentemente, a juíza federal Nair Cristina Corado Pimenta de Castro, do Tribunal Regional da 1.ª Região, Subseção de Marabá, aceitou denúncia contra militares que participaram da operação.

A juíza acatou a ação do Ministério Público Federal (MPF) contra o major da reserva Lício Augusto Maciel e o coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido como Major Curió. Ambos são acusados de sequestro de militantes políticos durante o período do regime militar.

Busca por desaparecidos

A busca por corpos no Araguaia ainda não cessou. O governo e representantes da sociedade civil organizada ainda tentam fechar essa página da história do Brasil realizando expedições com o objetivo localizar todas as vítimas do Araguaia. Esse trabalho tem sido realizado pelo Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) que reúne profissionais dos ministérios da Defesa, Justiça, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Advocacia-Geral da União (AGU), Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, do Departamento de Polícia Federal, da Polícia Técnico-Científica dos estados de Goiás e do Distrito Federal e de universidades federais e estaduais.

A terceira expedição para buscar as ossadas dos mortos e desaparecidos na guerrilha terminou na última quarta-feira (19), sem que nenhuma ossada fosse localizada. A próxima expedição do grupo de trabalho à região ocorrerá entre os dias 14 e 26 de outubro. A previsão é que seja a última missão do ano, tendo em vista a aproximação do período de chuvas na região, o que impossibilita as escavações.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Inácio se destaca em debate na TV Diário - Portal Vermelho

Inácio se destaca em debate na TV Diário - Portal Vermelho
Uma participação de destaque, com propostas muita confiança no povo de Fortaleza, para uma grande virada na reta final da campanha, rumo ao segundo turno.
Assim o candidato Inácio Arruda (PCdoB) participou do debate da TV Diário, realizado na noite deste domingo, 23/9. A duas semanas da eleição, Inácio mostrou por que é o candidato com real ligação com o povo e a cidade. Detalhou com simplicidade, falando a língua do povo, suas propostas para Fortaleza, destacando sua trajetória de contribuições à cidade, de preparo e experiência para ser o próximo prefeito da capital.

"A cidade não é para principiantes, não pode ser para aventureiros. Tem que ser para gente que conhece a cidade. Você conhece Inácio e Chico Lopes, sabe do nosso compromisso com a cidade. Por isso que agora, nessa hora importante, da mudança necessária na nossa cidade, colocamos o nosso nome. E convidamos você para que a gente faça essa mudança. Fortaleza precisa de quem conhece a cidade e sempre lutou pelo povo. Venha conosco, venha com o 65, pela mudança na nossa cidade", conclamou Inácio.

Agressão a apoiadores

Na rua Visconde de Mauá, onde se localiza a TV Diário, apoiadores de Inácio foram agredidos, durante o debate, por militantes com bandeiras do candidato Roberto Claudio. Salete Monteiro foi agredida com o mastro de uma bandeira, sofrendo uma pancada na testa. Seu filho, Vítor, também sofreu agressões e foi ameaçado por um homem que portava arma de fogo.

Salete relatou o caso em entrevistas a repórteres de várias emissoras de TV e declarou que registraria boletim de ocorrência sobre as agressões e ameaças. Entrevistado sobre o caso, após o debate, Inácio lamentou os excessos cometidos por militantes de outra candidatura, solidarizou-se com Salete e Vítor e afirmou que a campanha deve ser feita de forma pacífica, sem episódios como esse.

Recursos para o Município

Parabenizando a emissora pela promoção do debate e respondendo à pergunta inicial, sobre se o orçamento da Prefeitura é suficiente para todas as ações da administração, incluindo os novos projetos, Inácio destacou que, com planejamento, o Município terá recursos suficientes para manter serviços públicos de qualidade.

"É preciso fazer um grande planejamento. Sem planejamento não há como garantir que o orçamento da cidade seja suficiente. Segundo, é preciso ter bons projetos, ter boa equipe e ter na administração gente que conheça a cidade, que não aparece só quando é eleição, não anda nas ruas só quando é eleição", afirmou Inácio.

"O governador do Estado vai apoiar o Inácio prefeito. A presidente Dilma vai apoiar o Inácio prefeito. Porque eles são governantes do Ceará e do Brasil. Essa parceria administrativa é obrigatória entre nós", esclareceu Inácio, em contrapondo ao discurso dos candidatos das máquinas. "Os recursos são suficientes, e nós sabemos onde buscar mais recursos para Fortaleza. A presidente Dilma vai mandar recursos para Fortaleza. O governador Cid Gomes também. Com Inácio prefeito, teremos os recursos de que a cidade precisa", garantiu.

Mobilidade urbana

Respondendo a uma pergunta enviada pela advogada Carolina Anjos, sobre mobilidade urbana, Inácio lamentou que, por falta de planejamento, Fortaleza tenha perdido um investimento de 2,4 bilhões de reais, "que poderia tranquilamente permitir que fosse concluída a reforma de vias como a Sargento Hermínio".

"Para melhorar o trânsito, temos que tomar medidas emergenciais, como implantar sentido único para a Santos Dumont e a Augusto dos Anjos, a Sargento Hermínio e a Francisco Sá. São medidas que melhorariam bastante o trânsito de Fortaleza", afirmou Inácio.

"Mas é preciso fazer mais. Com planejamento, temos gente boa na cidade que pode ajudar, gente qualificada, preparada, nas universidades, com propostas para que a gente possa melhorar o trânsito da cidade", destacou. "Qual a nossa grande aposta? Transporte público de qualidade. Com corredores, não apenas com algumas faixas, mas avenidas exclusivas para ônibus", defendeu.

"E com o metrô. Não é o governador que tem que dizer pra nós onde vai o metrô. É o prefeito que tem que fazer. O transporte público de qualidade é que vai desafogar a cidade. Claro, mais pessoas passaram a ter meios de ter um carro. É democrático. Mas a obrigação é do prefeito, de dar transporte público de qualidade. Inácio e Chico Lopes na Prefeitura vão assumir essa responsabilidade".

Transporte de qualidade

Falando sobre propostas para melhorar o transporte público de Fortaleza, Inácio defendeu o fortalecimento da Companhia de Transporte Coletivo, "que foi danificada, transformou-se apenas numa empresa de transporte escolar". "Devemos recuperar a CTC e quebrar essa ideia de monopólio, de controle de poucas empresas dominando quase que como um cartel a cidade de Fortaleza", ressaltou.

O candidato do PCdoB destacou seu papel na garantia da meia passagem ilimitada, através de emenda à lei orgânica. E se comprometeu a manter a passagem de ônibus em Fortaleza entre as mais baratas do Brasil, retirando mais peso de impostos sobre o preço da passagem.

"Mas o transporte público precisa de mais investimentos em Fortaleza. Precisamos garantir que o transporte público seja de qualidade, porque as pessoas que estão assistindo ao debate sabem do sufoco que passam hoje com o transporte público. E garantir que tenhamos uma tarifa única entre metrô, VLT e ônibus".
Com a autoridade de um prefeito de verdade é que podemos garantir transporte de qualidade. Precisamos de mais investimentos nos terminais, que eles sejam ampliados, que tenham serviços públicos. E principalmente resolver a integração com a região Metropolitana de Fortaleza. E essa iniciativa nós vamos adotar, construindo também novos terminais de integração com a Região Metropolitana.

Maranguapinho: mudança com a força do povo

Debatendo com o candidato Moroni Torgan, Inácio destacou o projeto do Maranguapinho como exemplo de mudança concreta na realidade da cidade, em benefício dos mais pobres, advinda de uma ação planejada e de um projeto popular.

"O senhor não esteve por aqui, mas nos últimos quatro anos nós começamos uma grande obra em Fortaleza. Uma grande obra, que entregamos de mão beijada para o Governo do Estado, com o Maranguapinho, projeto discutido com os moradores. O presidente Lula garantiu os meios, garantiu os recursos. Aquele projeto saiu das comunidades, para eliminar 40 áreas de risco em Fortaleza. É assim que eu quero governar, pensando no povo da cidade".

Considerações finais

Em suas considerações finais, Inácio agradeceu a todos os fortalezenses e destacou sua trajetória de luta em prol da cidade e do povo.

"Quero dialogar com nosso eleitor, os trabalhadores, operários, as donas de casa, os estudantes. A atual gestão teve apoio do presidente, do governador, de todos. Mas não foi suficiente, porque não bastam apoios. A cidade de 2 milhões e meio de habitantes, que é Fortaleza, precisa de gente que tem história, que sabe dos problemas da cidade não só porque olhou na Internet, mas porque caminhou na cidade, viveu esses problemas, lutou junto com o povo", afirmou.


Assessoria de Imprensa Inácio 65
Foto: Divulgação / Chico Gomes



Vanessa cresce 10 pontos e avança para a vitória em Manaus - PCdoB. O Partido do socialismo.

Vanessa cresce 10 pontos e avança para a vitória em Manaus - PCdoB. O Partido do socialismo.



A pesquisa Ibope da Rede Amazônica divulgada nesta quinta-feira (20) revela que a candidata comunista Vanessa Grazziotin cresceu 10 pontos percentuais e está empatada na liderança pela Prefeitura de Manaus com o representante do tucanato amazonense, Arthur Neto – com 29% das intenções de voto.A representante da coligação Melhor pra Manaus (PCdoB, PMDB, PP, PSD, PSL, PT, PTN e PV) disse que o resultado foi recebido com alegria e muita humildade. Segundo ela, o crescimento da sua candidatura já vinha sendo observado no contato que mantém diariamente com a população durante as caminhadas e atividades que realiza nos bairros da cidade.

Em relação à pesquisa anterior, realizada entre os dias 13 e 15 de agosto, os novos números do Ibope apontam que Vanessa cresceu de 19% para 29%. O Instituto de pesquisa indica ainda que em um eventual confronto com Arthur no segundo turno, Vanessa venceria por quatro pontos percentuais. A candidata das forças progressistas da cidade aparece com 43% das intenções de voto contra 39% do adversário. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

“Esse resultado serve como estímulo para que a militância intensifique cada vez mais a campanha no contato com eleitor. Peço que cada um dos nossos apoiadores converse com o seu vizinho, com os amigos na escola e no trabalho para que possamos conquistar mais um voto e buscarmos uma vitória sólida.”

Vanessa diz também que o seu crescimento é resultado da compreensão do eleitor sobre as suas propostas que trazem um novo olhar sobre Manaus. “A população está entendendo que o nosso projeto é o melhor para Manaus”, diz.

Ela ressalta que é preciso ter consciência que ainda há muito trabalho pela frente para que a coligação chegue à vitória. A pesquisa demonstra uma tendência, mas o que vai prevalecer é o resultado das urnas.

A candidata diz que seguirá o conselho do presidente Lula: “Vanessa você tem que estar na porta de cada fábrica, de cada loja para conversar com os trabalhadores, com os comerciantes, com os cidadãos ricos e pobres de todas as classes. Você precisar governar para todos e garantir qualidade de vida para a população”.


Da Redação,
com informações da assessoria da candidata

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Martinho da Vila e Calé Alencar querem Inácio prefeito de Fortaleza - Portal Vermelho

Martinho da Vila quer Inácio prefeito de Fortaleza - Portal Vermelho

"Alô, Fortaleza! Inácio Arruda, meu amigo, é um dos melhores senadores do Brasil e será um ótimo prefeito para Fortaleza", declarou Martinho da Vila durante o horário eleitoral do candidato comunista. 




Além de Martinho da Vila, outros artistas já declararam seu apoio à candidatura de Inácio, como Calé de Alencar. "Uma coisa interessante qe eu acho na campanha do Inácio é esse aproveitamento da cultura tradicional popular até mesmo no jingle de campanha", afirmou Calé de Alencar.



Fonte: Da Redação

Fundação Maurício Grabois homenageia em nota Carlos Nelson Coutinho

Carlos Nelson Coutinho: um exemplo de dedicação à causa do socialismo


A Fundação Maurício Grabois lamenta o falecimento do professor Carlos Nelson Coutinho, aos 69 anos, na manhã desta quinta-feira na cidade do Rio de Janeiro.

Carlos Nelson era baiano, natural de Itabuna, com formação em filosofia pela UFBA. Desde muito jovem tornou-se ensaísta e tradutor de grande respeito entre os comunistas brasileiros e também junto ao público mais amplo.

Dedicou-se com mais intensidade às obras do filósofo húngaro Georg Lukács e do italiano Antonio Gramsci, sendo responsável pela edição e divulgação de numerosos escritos desses autores, bem como do pensamento marxista em geral.

No que respeita a Gramsci, é autor de diversos estudos e de um prestigiado livro, Gramsci. Um estudo de seu pensamento político. Foi também tradutor e organizador da edição brasileira dos “Cadernos do Cárcere”, escritos pelo autor italiano.

Na universidade, era professor emérito da Escola de Serviço Social da UFRJ.

Carlos Nelson deixa uma obra importante e com marca própria na reflexão sobre o marxismo no Brasil. Lega também às gerações presentes e vindouras um exemplo de dedicação intelectual e militante à causa do socialismo.

Adalberto Monteiro

Presidente da Fundação Maurício Grabois

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Partidos se solidarizam Lula e repudiam manobras do PSDB, DEM e PPS

À SOCIEDADE BRASILEIRA

O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.


As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.

O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.

Assim foi em 1954, quando inventaram um "mar de lama" para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.

Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .

A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.

Rui Falcão, PT

Eduardo Campos, PSB

Valdir Raupp, PMDB

Renato Rabelo, PCdoB

Carlos Lupi, PDT

Marcos Pereira, PRB.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um julgamento de exceção – Íntegra exclusiva do artigo de Wanderley Guilherme dos Santos 15/09/20123


 
O Cafezinho teve acesso à íntegra do depoimento de Wanderley Guilherme dos Santos a Carta Capital, onde foram publicados apenas alguns trechos.
 
Destaco os seguintes trechos:
Imagine o que não diriam os editorialistas diante da seguinte proposição: Fernando Henrique Cardoso locupletou-se durante a presidência precisamente porque não existem provas de que o fez. É o que se pretende fazer em relação a Dirceu: uma interpretação ad hominem, isto é, só vale para casos singulares. Fazer da ausência de provas uma “prova” de que houve crime é a evidência de que se trata de julgamento de exceção, vingativo.
(…) o objetivo partidário de permanecer no poder foi satanizado pelo procurador, pelo relator, pelo preconceito que sai pelos poros de vários dos juízes e pelo prefácio de oratória proferido por Celso de Mello antes de votar o primeiro pacote de julgamentos. Em discurso abstrato, sem nomes, mas cheio de adjetivos degradantes sobre autoridades públicas que cometem ilícitos – o que, de fato, me lembrou o IPM a que respondi, e era o clima da época, em que coronéis e tenentes, impunes, esbravejavam contra várias coisas das quais eu não podia ser acusado, pois não havia provas, chegando ao cômico (mas não ri na hora) de me acusarem, além de subersivo, de ser suspeito; acredite, fui acusado de ser suspeito e isso era crime! – o ministro decano estava na verdade manifestando desprezo a priori pela atividade política e pelo PT como partido político. (…)
 
O Tribunal não é de exceção, mas o julgamento sim
Por Wanderley Guilherme dos Santos

Íntegra exclusiva publicada no Cafezinho
Não sei se José Dirceu é inocente ou se, como outros, cometeu algum crime à sombra do ilícito caixa 2. Os autos devem esclarecer isso. Há algo que não depende dos autos, todavia: será um julgamento de exceção se condenado por não haver provas contra ele.
 
Alguns magistrados do Supremo estão prontos a contorcionismos chineses para escapar à evidência de que a legislação eleitoral é causa eficiente do caixa 2 e que este proporciona a oportunidade para diversos crimes que nada têm a ver com tal ilícito.
 
Comentários antecipando votos condenatórios com base em provas nos autos preparam o caminho para condenações sem provas. A premissa de que chefes de quadrilha não deixam rastros – interpretação peculiar da tese do domínio do fato – pode ser defensável, mas requer comprovação sem sombra de dúvida e, até, agora, nenhuma condenação se apoiou em tal tese ou na versão mais amena de que quanto mais elevado nas hierarquias de poder, maior a possibilidade de que criminosos eliminem os indícios. As condenações por corrupção passiva de João Paulo Cunha e de Henrique Pizzolato são exemplos de que os discursos são para outros.
 
João Paulo Cunha foi condenado com fundamento na prova de que os recibos que explicariam os 50 mil recebidos por sua mulher foram forjados. Enquanto as falas do procurador e do ministro revisor só apontavam indícios a que atribuíam hiperbólica significação, a ministra Rosa Weber revelou que os recibos possuíam numeração seriada, embora supostamente preenchidos em datas afastadas no tempo. Com isso, a ida da mulher de João Paulo Cunha ao banco para retirar o dinheiro em espécie deixou de ser um comportamento esdrúxulo, sem dúvida, mas não criminoso, e muito menos da conta de ministros do Supremo, para se tornar um indício poderoso da ilegalidade do recebimento. Até porque os comentários dos juízes eram contraditórios: para Carmem Lucia fazendo sua mulher descontar o cheque à luz do dia era manifestação solar de arrogância de poder de João Paulo, indicativo seguro de que se sentia impune; para Rosa Weber, disfarce, dissimulação, sombra; para César Peluso, garantia de que chegaria em casa e não seria apropriado por outrem (esse comentário é interessante em outro contexto). Comentários diversos e contraditórios, mas o fundamento do voto foi o mesmo: a seriação dos recibos falsos. Ora, o presidente da Câmara é terceiro na linha de sucessão do poder executivo e os próprios magistrados exaltaram sua posição para melhor revelar como o crime merecia ainda mais forte repulsa. Não obstante, apesar desta posição hierárquica elevada, joão paulo deixou rastros toscos, elementares. Não foi porque, dada sua posição elevada, João Paulo não deixou pistas e foi condenado assim mesmo. Rosa Weber e todos os que o condenaram o fizeram com base nas provas toscas que deixou. A tese abstrata de Rosa Weber e do procurador é contrária aos fatos aqui.
 
O mesmo em relação a Henrique Pizzolato. Ele foi condenado porque não apresentou a pessoa que, segundo sua explicação, seria o destinatário final do pacote cujo conteúdo alegava desconhecer. Alegação tosca e rude que, não sendo provada, prova o seu oposto, isto é, que ficou com o dinheiro indevido. Membro do corpo mais elevado da administração do Banco do Brasil, deixou, não obstante, rastros que permitiram aos juízes do Supremo o condenarem. Ele deixou rastros e foi condenado por eles, não porque tenha faltado provas. Outro exemplo em que o discurso abstrato sobre o domínio do fato nada tem com o voto real, sendo apenas preparatório para o momento em que não houver mesmo prova alguma e os juízes condenarem assim mesmo, configurando um julgamento de exceção.
 
João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato não foram condenados em virtude de pertencerem a algum esquema diabólico efetivamente comprovado, como querem o procurador e o ministro relator, mas justamente porque não conseguiram comprovar que os ilícitos que cometeram resultaram da participação no ilícito caixa 2. Eram corrupção passiva mesmo. Assim como o ilícito de Marcos Valério, que no contrato com a Visanet cometeu apropriação indébita, via corrupção ativa, e Pizzolato corrupção passiva, via adiantamento de pagamentos. Do mesmo modo, Marcos Valério não foi condenado por se mostrar um elo de mirabolantes enredos, mas por se apropriar indevidamente dos bônus de contrato de publicidade do BB, que não tem conexão com caixa 2, embora propiciado por este. ESSES FORAM OS FUNDAMENTOS DE ROTINA PENAL NO PRIMEIRO BLOCO DA AÇÃO PENAL 470, DESCONECTADOS DAS ESPECULAÇÕES SOBRE AS LIGAÇÕES ENTRE NIVEL DE AUTORIDADE PÚBLICA E AUSÊNCIA PROVAS. AO CONTRÁRIO, TODAS AS AUTORIDADES PÚBLICAS CONDENADAS NO PRIMEIRO PACOTE DEIXARAM PROVAS SUFICIENTES E, ALGUMAS, BASTANTE TOSCAS, QUE NENHUM MELIANTE MEDIANAMENTE EXPERIMENTADO DEIXARIA DE EVITAR.
A INTERPRETAÇÃO do domínio do fato é a espinha dorsal para a condenação sem provas. 
Para tanto, o procurador insinuou e o relator apresenta repetidamente, em paralelo aos autos, um enredo perverso que ligaria todos os ilícitos, como se todos fossem uma mesma coisa, cujo Autor sem assinatura seria José Dirceu. A idéia é tornar aceitável a interpetação segundo a qual “quanto mais elevada for a posição do criminoso nas hierarquias sociais, mais fácil a ocultação de provas”, hipótese heurística defensável (embora não existam pesquisas que comprovem indubitavelmente que se trata de uma verdade, mesmo que apenas probabilística). Equivale a “não havendo provas, é forte indício de que há o mando de uma autoridade”. Além de ser contrária aos fatos na Ação Penal 470, a tese hipotética aceitável não se transforma na segunda senão por subterfúgio. Da proposição verdadeira de que todos os ímpares são números não se segue que todos os números são ímpares. Essa tentativa, se bem sucedida, é que fará deste um julgamento de exceção, ou seja, nunca mais se repetirá. 

Imagine o que não diriam os editorialistas diante da seguinte proposição: Fernando Henrique Cardoso locupletou-se durante a presidência precisamente porque não existem provas de que o fez. É o que se pretende fazer em relação a Dirceu: uma interpretação ad hominem, isto é, só vale para casos singulares. Fazer da ausência de provas uma “prova” de que houve crime é a evidência de que se trata de julgamento de exceção, vingativo.
 
A grande imprensa clama unanimemente por isso, mas não penso que os juízes estejam necessariamente se submetendo a ela. Acho, sim, que, neste caso, alguns juízes raciocinam como a grande imprensa. Por isso não se sentem pressionados, exceto o Lewandowski, claro. 

Eles sentem com absoluta convicção que o projeto do PT, Lula e Dirceu são um mal. Representou a quebra do monopólio do voto de classe média como fiel da balança eleitoral, a seduzir pés rapados que se elegem e os elegem. E se não há provas desse mal, é porque são diabólicos e não deixam rastro. Vai ser preciso condenar sem provas porque, no fundo, acham que estão certos.
 
Os ilícitos para os quais existem provas não podem ser somente conseqüência do caixa 2, do qual a justiça eleitoral é causa eficiente, ou da banal corrupção, por hábito ou oportunidade. Precisam estar dentro de um enredo maléfico, que parece impossível demonstrar. Isso, é claro, se o julgamento for até o fim do mesmo jeito. Se provarem que Dirceu afanou algum, é uma coisa, daí a “provar” um esquema perverso em que todos tinham consciência e cumplicidade no objetivo final, obscuramente definido como “permanecer no poder”, vai grande distância.
 
O objetivo partidário de permanecer no poder foi satanizado pelo procurador, pelo relator, pelo preconceito que sai pelos poros de vários dos juízes e pelo prefácio de oratória proferido por Celso de Mello antes de votar o primeiro pacote de julgamentos. Em discurso abstrato, sem nomes, mas cheio de adjetivos degradantes sobre autoridades públicas que cometem ilícitos – o que, de fato, me lembrou o IPM a que respondi, e era o clima da época, em que coronéis e tenentes, impunes, esbravejavam contra várias coisas das quais eu não podia ser acusado, pois não havia provas, chegando ao cômico (mas não ri na hora) de me acusarem, além de subersivo, de ser suspeito; acredite, fui acusado de ser suspeito e isso era crime! – o ministro decano estava na verdade manifestando desprezo a priori pela atividade política e pelo PT como partido político.
 
É fácil demonstrar que sem partidos políticos e parlamentos livres, nenhuma outra instituição é seguramente livre. Quando os partidos são fechados, a imprensa é censurada e o judiciário se acoelha. Tal acontece em todas as ditaduras e assim aconteceu no Brasil, durante o Estado Novo e durante a ditadura militar. Os advogados de presos e torturados políticos – Nilo Batista, Modesto da Silveira e a Rosa Maria Cardoso da Cunha, e que está na comissão da verdade, o falecido Heleno Fragoso, entre vários outros – sabem muito bem o que foi o rebaixamento silencioso do judiciário nesse último período. Quem garante a liberdade das demais instituições democráticas é um sistema partidário livre, não o contrário.

Programa Jovens Profissionais (ONU) com seleção até 20/09



A Organização das Nações Unidas (ONU) está procurando candidatos à carreira
de servidor público internacional.

O Programa Jovens Profissionais do Secretariado das Nações Unidas (/Young
Professionals Programme/), iniciativa de recrutamento que busca atrair
novos talentos para a organização por meio de um exame de admissão, está
com inscrições abertas até 20 de setembro.

As inscrições constituem etapa prévia para concurso de provas que se
realizará no dia 7 de dezembro. O concurso se insere no esforço de aumentar
a participação de nacionais de países atualmente subrepresentados na
organização, como é o caso do Brasil.

Segundo o Secretariado da ONU, as vagas existentes são para o Departamento
de Administração e distribuem-se entre os grupos ocupacionais de
Administração, Estatística, Informação Pública e Assuntos Humanitários.
Conforme os critérios da organização, os candidatos devem ter graduação
universitária, ter no máximo 32 anos, falar inglês ou francês fluente e ser
nacional de um país atualmente subrepresentado na organização.

A organização informa, ademais, que, na hipótese de o número de inscritos
ser muito grande, as Nações Unidas poderão promover seleção prévia à prova
escrita, com base em diplomas de pós-graduação, experiência profissional
anterior e conhecimento de outras línguas oficiais da ONU.

Mais informações poderão ser obtidas no site de inscrição:
https://careers.un.org/ypp.

Responsável pelas informações:

Divisão das Nações Unidas
Ministério das Relações Exteriores
Fone: +55 61 2030-8557

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Lênin domina estante das obras russas - Portal Vermelho

Lênin domina estante das obras russas - Portal Vermelho

Com quase quatro mil versões de suas obras, pai da Revolução Russa figura entre os autores mais traduzidos do mundo. Ele bateu Kafka, Hemingway e até mesmo Platão, elevando a posição da Rússia no ranking de países com autores mais lidos no mundo.




Na lista das obras literárias mais traduzidas, Lênin só fica atrás de Enid Blyton, autora inglesa de livros infantis, William Shakespeare, Jules Verne e Agatha Christie, que possui 7.117 versões de seus livros.

O pai da Revolução Russa, por sua vez, já foi traduzido em 3.589 versões, segundo estudo Index Translationum da Unesco, que computa os diversos livros e as várias línguas nos quais as obras são imprensas.

Lênin também supera outros grandes nomes da literatura mundial, como Christian Andersen, Stephen King, Alexandre Dumas, Mark Twain e Georges Simenon. O poderio russo não é, contudo, uma exclusividade do seu legado.

No caldeirão dos maiores nomes da história, encontram-se também Fiódor Dostoiévski, na 17º posição com 2.232 versões traduzidas e o autor norte-americano de origem russa Isaac Asimov, no 22° lugar com 2.116 versões, seguido de perto por Lev Tolstói. O autor de Anna Karenina coleciona até agora 2.093 adaptações.

É interessante notar como os autores ativos até o período da União Soviética, ou até meados de 1991, levaram a Rússia à quinta posição da lista dos países mais traduzidos, logo após a Alemanha, Espanha, França, Japão e Itália.

Já em relação aos autores estrangeiros mais populares na Rússia, estão Alexandre Dumas, Danielle Steel, James Hadley Chase e Christian Andersen.

Fonte: Gazeta Russa

CTB participa de oficina do CONJUVE sobre a efetividade das políticas públicas para a juventude

A Comissão de Acompanhamento de Políticas Públicas do Conselho Nacional de Juventude se reúne em Brasília, na ENAP (Escola Nacional de Administração Pública) nesta terça e quarta, 18 e 19 de setembro para trabalhar na elaboração de ferramentas de monitoramento do êxito ou fracasso das políticas públicas de juventude.


A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou nessa comissão de um primeiro balanço sobre as PPJ no governo Lula no fim de 2010. Como os demais conselheiros, observamos a dificuldade de encontrar indicadores que permitam aferir os resultados das políticas para a juventude. Sem esses indicadores, e seu recorte propriamente juvenil, é difícil ter clareza sobre o impacto do gasto público na vida das pessoas, assim como sua importância para o próprio governo.

A Presidenta do Conselho, Ângela Guimarães, que é socióloga, abriu a atividade, saudando os conselheiros e conselheiras de todo o país. Ângela afirmou a importância de a juventude ter claro o que espera das políticas públicas de juventude, para o que é necessário mapear seu impacto com indicadores adequados. Observou que a própria definição de tais indicadores tampouco é neutra, mas embute concepções de mundo, disputas, assim como o desejo de visibilizar ou não segmentos juvenis vulneráveis, o que faz da tarefa de sua definição um desafio.

A pesquisadora Eliane Ribeiro, da UNIRIO, observou também a necessidade de incluir na análise das PPJ a sua capacidade de motivar e mobilizar a juventude, atraindo-a para esses espaços e para o cumprimento do objetivo. Observa que essa capacidade, assim como a limitação dos indicadores atuais, são causas importantes da avaliação que aponta para o fracasso de políticas públicas que buscam atrair jovens para o estudo ou para o trabalho. 


Paulo Vinícius, em nome da CTB, pontuou a necessidade de levar em conta como é feito o monitoramento em outras áreas nas políticas públicas, como o caso das mulheres e da população negra, por exemplo. Em segundo lugar, a execução das políticas e do orçamento no âmbito federal, o que tem uma dimensão particular quanto ao próprio Conselho e a Secretaria Nacional de Juventude. E em terceiro, a necessidade de a Comissão apontar caminhos para a definição dos indicadores possam servir a esse monitoramento.

O evento debaterá a trajetória da CAPP e do Conjuve no acompanhamento das políticas e programas de juventude . Também será objeto de discussão a avaliação de programas e políticas sociais , a troca de experiências de monitoramento e avaliação de políticas e programas. Participam da atividade a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, o MEC, a Secretaria de Mulheres, além dos conselheiros(as).

Bancários promovem greve nacional a partir desta 3ª feira

Bancários promovem greve nacional a partir desta 3ª feira

bancarios ctbOs bancários até tentaram evitar a paralisação, mas sem sucesso. Após várias rodadas de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a categoria inicia a partir desta terça-feira (18) uma greve nacional por tempo indeterminado. Aprovaram a paralisação os bancários da Bahia, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Florianópolis, Pernambuco, Ceará, Pará, Paraíba, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá, Londrina e Campinas, dentre outros.
Nesta segunda-feira (17) os bancários realizam assembleias organizar o movimento paredista, já que a Fenaban não apresentou uma proposta que contemple as reivindicações da categoria sobre remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.
Os bancários rejeitaram a proposta dos banqueiros de 6% de reajuste (apenas 0,58% de aumento real). O Comando Nacional enviou carta à Fenaban no dia 5 para informar sobre o calendário de mobilização e reafirmar a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora os bancos não deram nenhuma resposta.
Os trabalhadores destacaram que, além de muito aquém do esperado, a proposta inclui a desvalorização da categoria, pois não repõe as perdas salariais, que chega a 90% na média, desde o primeiro ano do governo FHC. Para os bancários, este ano é preciso que a greve seja forte para enfrentar os banqueiros, que já começaram a mostrar o lado terrorista e forçaram a radicalização. Para a categoria, são indispensáveis que se conquiste nessa campanha o fim do assédio moral, isonomia e a recuperação das perdas, que parece impossível diante do aumento real oferecido, de 0,58%.
De acordo com o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que participa do processo negocial, a indicação do Comando Nacional de aprovar a paralisação com antecedência, tem dois objetivos. Um é cumprir as determinações legais de antecedência de 72 horas, para que o banco não tente entrar com dissídio contra a greve, e o outro é ampliar o canal com a população, conquistando mais apoio e assim pressionar os bancos.
"A radicalização é necessária para desmascarar os banqueiros, que adotaram o discurso de que não é possível conceder aumento real por conta da redução dos juros imposta pelo governo federal. O que é um verdadeiro absurdo, pois a medida beneficia a população e não afeta o rendimento das empresas, que é cada vez mais bilionário", completa.
Para o presidente do SBBA, Euclides Fagundes Neves, a hora é de intensificar lotar as assembleias e ampliar a unidade para que o movimento permaneça forte até o fim. "Temos que fazer uma grande mobilização para arrancar o máximo de benefícios dos bancos e garantir direitos".
As principais reivindicações dos bancários
● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O amor - Cecília Meireles

O amor
É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!

Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
Cecília Meireles

Agenda 25 anos CEPPAC - Globalização, crises e Ciências Sociais - 19-09


Seminário Globalização, crises e Ciências Sociais

19 de setembro de 2012, quarta, 9h-13h
Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, UnB.

Moderador: Benício Viero Schmidt (UnB)


Debatedor: Henrique de Oliveira de Castro (UnB)

Doutor e mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou pós-doutorado na École des Hautes Études en Science Sociales (Paris, França) em 2010/2011, estágio doutoral (sanduíche) no Institute for Social Research da Universidade de Michigan em 1999 com o Prof. Ronald Inglehart. Atualmente coordena cinco projetos de pesquisa, dentre os quais se destaca a coordenação no Brasil da Pesquisa Mundial de Valores (World Values Survey), realizada em cerca de 80 países. É professor de metodologia de pesquisa, cultura política e políticas públicas.

Palestrantes:

Danilo Nolasco (UnB)


Doutor em Sociologia pela (UnB) e Mestre em em Sociologia pela Mississippi State University (1979). Pós-doutorado senior pela UNICAMP (2006-2007). Foi pesquisador da EMBRAPA durante 18 anos, é professor do Departamento de Sociologia e do CEPPAC da Universidade de Brasília. Trabalhou na área de Sociologia Rural, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento rural, assentamentos rurais, ciencia e tecnologia e politica de reforma agraria. Atualmente leciona sociologia do desenvolvimento e sociologia rural. Os trabalhos de pesquisa e interesse acadêmico estão relacionados com teoria do desenvolvimento, avaliação e delineamento de políticas públicas e sociais com concentração nas áreas de trabalho/sindicalismo, desenvolvimento rural, educação, saúde e justiça.

Arno Vogel (UENF)

Doutor em Ciências Humanas (Antropologia Social) (1991), no PPGAS do Departamento de Antropologia do Museu Nacional/UFRJ. Atualmente é Professor Titular de Antropologia do Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado LESCE na UENF. Há cerca de três décadas desenvolve atividades de pesquisa no campo da Antropologia, dedicando-se a discussões em torno da cidade, abrangendo, entre outros temas, movimentos sociais, efeitos das políticas públicas de remodelação urbana; processos de expansão metropolitana, bem como questões relacionadas à infância e adolescência, no meio urbano.

Moisés Balestro (UnB)

Doutor em Ciências Sociais (UnB), mestre em Administração de Empresas pela UFRGS e professor da Universidade de Brasília no Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (CEPPAC) e no Programa de Pós-graduação em Agronegócios (PROPAGA). Pesquisador na área de sociologia econômica. Suas áreas de interesse são diversidades do capitalismo, construção de mercados, inovação e desenvolvimento e desenvolvimento rural. É membro da Society for the Advancement of Socio-Economics (SASE), da IberoAmerican Academy of Management, da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). Possui artigos em periódicos e capítulos de livros em temas sobre políticas públicas de emprego, desenvolvimento, inovação e gestão.

Seminário
Estudos Comparados sobre as Américas
Repensando 25 anos de contribuições das Ciências Sociais


19 de setembro, quarta-feira, 14h30-18h
Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB.

Moderador: Moisés Villamil Balestro (UnB)

Debatedor: Dr. Arno Vogel (UENF)


Palestrantes:

Ana Maria Fernandes (UnB)


Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e doutora em Sociologia pela University of Oxford com Pós-Doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), no Programa Science, Technology and Society, em 1995. Prêmio de Melhor Tese de Doutorado, Anpocs (1988). Comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico, em 2002, e membro da Grã-Cruz da ONMC em 2007. Atualmente é pesquisadora associada senior da Universidade de Brasília. Pesquisa sobre os seguintes temas: educação, desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa, tecnologia e inovação.

Lia Zanotta Machado (UnB)

Doutorado em Sociologia pela USP e pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales (1993/1994). Atualmente é professora titular de Antropologia da Universidade de Brasília. Com ênfase em Teoria Antropológica, atua principalmente nas seguintes áreas: gênero, família, violência, práticas judiciais, estudos feministas, direitos à saúde e antropologia das políticas públicas de gênero, saúde e segurança, tendo também se dedicado aos temas da modernidade latino-americana e às relações entre estado e clientelismo.

Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha (UFRJ)


Possui graduação em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1967), mestrado em Planejamento Educacional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1972) e doutorado em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1980). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: politica educacional, educacao brasileira, ensino tecnico, historia da educacao e ensino superior. Desde 2006, a laicidade do Estado constitui seu objeto principal de pesquisa.

CEPPAC-UnB abre Edital para seleção de estudantes de Mestrado e Doutorado

O Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas ? CEPPAC/UnB divulga
o Edital de Seleção para novos alunos de Mestrado e de Doutorado para ingresso em 2013. Inscrições começam dia 18/09/2012 e vão até dia
18/10/2012.


Atenciosamente,

Secretaria Acadêmica

55 61 3107-6021/3107-6022

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